domingo, 21 de dezembro de 2014

VOCÊ ESTÁ SEMPRE COM FOME ? A CULPA PODE SER DA FRUTOSE - COMO O AÇÚCAR PODE TE DEIXAR DOENTE

Frutose: açúcar é obtido de mel, xarope de miho e frutas, por exemplo

Frutose: açúcar é obtido de mel, 
xarope de miho e frutas, por exemplo (Thinkstock)

Você está sempre com fome? A culpa pode ser da frutose

Segundo novo estudo, esse tipo de açúcar provoca reação no cérebro que aumenta o apetite mesmo após o consumo de muitas calorias

Os resultados preliminares de uma nova pesquisa sugerem que a frutose pode ser mais prejudicial do que a glicose, já que provoca uma reação no cérebro que aumenta o apetite e faz com que o indivíduo coma mais açúcar.
A frutose é um tipo de açúcar obtido de frutas, mel e xarope de milho que, por ter um gosto mais doce, vem sendo amplamente utilizado para adoçar produtos industrializados, como sucos e refrigerantes.
O novo estudo, feito na Faculdade de Medicina da Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos, analisou o efeito desses dois tipos de açúcar sobre o cérebro de 24 indivíduos de 16 a 25 anos. Cada participante tomou uma mistura de água com glicose ou de água com frutose. A quantidade de açúcar ingerida pelos voluntários foi semelhante à presente em um copo de alguma bebida adocicada artificialmente.
Em seguida, a equipe realizou exames de ressonância magnética no cérebro dos participantes enquanto mostrava a eles imagens de alimentos como bolos e chocolates. Os voluntários deveriam dizer qual era a intensidade da fome que sentiam naquele momento.

Apetite — Segundo os autores da pesquisa, ao olharem para imagens de alimentos, os voluntários apresentaram uma maior atividade do sistema de recompensa do cérebro quando consumiram frutose do que glicose. Esse dado sugere que a frutose provoca maior sensação de prazer, fazendo com que o indivíduo tenha vontade de comer mais do que quando consome glicose. Aqueles que ingeriram frutose, em geral, foram os que relataram sentir mais fome ao olhar para as fotografias.
“Nós achamos que a frutose tem um efeito de supressão do apetite menor do que a glicose, e que esse tipo de açúcar faz com que a pessoa continue com fome mesmo após ter consumido uma grande quantidade de calorias”, disse Kathleen Page, professora de medicina da Universidade do Sul da Califórnia e coordenadora do estudo, em um comunicado divulgado pela instituição.
Os tipos de açúcar são metabolizados de forma diferente pelo corpo. A glicose é o principal açúcar que circula na corrente sanguínea. Ela é metabolizada por hormônios como a insulina e serve como fonte de energia às células. Já a frutose é metabolizada diretamente no fígado. Segundo Kathleen, é provável que essas diferenças ajudem a explicar o motivo pelo qual o cérebro responde de formas variadas a cada tipo de açúcar. 
Hipertensão — Uma pesquisa publicada na semana passada concluiu que o açúcar, mais que o sal, é o vilão da pressão alta. Segundo os autores do estudo, é preciso ter cuidado especialmente com o consumo da frutose obtida do xarope de milho para adoçar alimentos industrializados. Os pesquisadores enfatizaram que o açúcar natural encontrado em frutas e vegetais não é prejudicial à saúde. Ao contrário, comer frutas e vegetais certamente faz bem ao organismo.

Açúcar: um grande vilão da saúde

Além dos já conhecidos problemas com diabetes e obesidade, pesquisa recente diz que o açúcar também pode prejudicar o aprendizado e a memória

Aretha Yarak
Açúcar: a Associação Americana do Coração indica o consumo máximo de seis colheres de chá por dia para as mulheres e de nove para os homens
Açúcar: a Associação Americana do Coração indica o consumo máximo de seis colheres de chá por dia para as mulheres e de nove para os homens (Thinkstock/VEJA)
Um estudo divulgado nesta semana por pesquisadores da Universidade da Califórnia adicionou mais um prejuízo à saúde ao vasto repertório de problemas trazidos pelo consumo de açúcar: além de aumentar os riscos de doenças como o diabetes tipo 2, ele também pode atrapalhar o aprendizado e a memória. Pesquisadores conseguiram porvar em laboratório que o alto consumo de frutose, um tipo de açúcar, diminuiu o número de conexões entre as células nervosas de ratos.

O potencial danoso do açúcar pode ter origem no fato de que ele é um ingrediente recente na dieta humana. Ao longo da história, o homem obteve quantidades limitadas desse alimento, por meio de frutas ou mel. O consumo anual, no final do século XIX, por exemplo, era de apenas dois quilos por pessoa. Atualmente é de 37 quilos, segundo Michel Raymond, pesquisador do Instituto de Ciências Evolutivas da Universidade de Montpellier, na França, e autor do livroTroglodita é você! (Ed. Paz e Terra, 256 páginas). Essa mudança drástica não deixou o organismo humano impune. Estudos mostram que o açúcar, por alterar alguns tecidos humanos durante a fase de crescimento, pode ser o responsável por problemas que vão de miopia e acne até o câncer. Em comunicado emitido em 2009, a Associação Americana do Coração recomendou a redução do consumo do açúcar alertando que ele pode causar problemas metabólicos, como diabetes, hipertensão e aumento do colesterol ruim.

Tipos de açúcar

FRUTOSE
Açúcar obtido de frutas, mel, de alguns cereais e vegetais e do xarope de milho. A frutose é metabolizada diretamente no fígado, não precisando de insulina para sua quebra primária. Por ter um gosto mais doce, vem sendo usada como adoçante em alimentos industrializados. Seu consumo excessivo pode sobrecarregar o fígado, levando ao acúmulo de gordura no órgão e à hepatite não-alcoólica.
SACAROSE
É o açúcar refinado, e também o mascavo, comprados em supermercados e que provêm da cana-de-açúcar ou de outros processos alcoólicos. Formado por uma molécula de glicose e uma de frutose, esse açúcar consome mais energia do organismo para sua quebra.
GLICOSE
É um açúcar simples, cuja fonte de energia é fundamental para o funcionamento do organismo. A glicose dificilmente é consumida em forma de alimento, sendo sua utilização pelo corpo fruto de processos químicos de degradação – como a quebra da frutose e da sacarose.
* Fonte: Ricardo Meirelles, diretor da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia
Alguns especialistas, no entanto, vão mais longe. O endocrinologista Robert Lustig, professor de pediatria da Universidade da Califórnia (UCLA) e diretor do Programa de Avaliação de Peso para Saúde do Adolescente e da Criança, considera o açúcar — em qualquer forma — um veneno para o corpo.
Recomendação – A quantidade ideal de consumo do açúcar ainda é controversa. A Associação Americana do Coração indica que mulheres consumam no máximo seis colheres de chá de açúcar por dia (30 gramas ou 100 calorias). Para os homens, o limite seria de nove colheres de chá (45 gramas ou 150 calorias). Em 2009, quando a recomendação foi publicada, o americano consumia em média 22 colheres de chá de açúcar todos os dias — o Brasil não tem estimativas seguras, mas calcula-se, com base em dados da Companhia Nacional de Abastecimento, órgão vinculado ao Ministério da Agrilcultura, algo em torno de 150 gramas por dia, ou 30 colheres de chá.
Grande parte vem de uma fonte só: os refrigerantes. Embora as frutas sejam naturalmente ricas em frutose, contêm pouco açúcar. Uma maçã grande tem pouco mais de 23 gramas de açúcares, ou menos de cinco colheres de chá. Uma porção de morangos com 150 gramas tem menos de duas colheres de açúcar. Em uma lata de 350 mililitros de Coca-Cola, por exemplo, há 37 gramas de açúcar. Há outra vantagem no consumo de frutas: as fibras atrasam a digestão dos açúcares, evitando sobrecarga do fígado.
No Brasil, não há uma indicação específica para o consumo de açúcar. Segundo Regina Pereira, presidente do Departamento de Nutrição da Sociedade de Cardiologia de São Paulo, existe apenas uma recomendação do consumo total de carboidratos, que ao ser metabolizado pelo corpo transforma-se em glicose. Em uma dieta de 2.000 calorias, por exemplo, o indicado é que 50% seja de carboidratos, independente do tipo. "Mas o brasileiro tem o hábito de consumir bastante açúcar. Um pouco disso se deve à característica do açúcar de ajudar a alivar a tensão", diz..

Como o açúcar pode te deixar doente

1-Memória

Consumir altas quantias de frutose diariamente pode prejudicar o aprendizado e a memória. É o que indica uma pesquisa publicada recentemente no periódico Journal of Physiology. No estudo, conduzido por uma equipe da Universidade da Califórnia, ratos que ingeriram xarope de milho rico em frutose (encontrada em produtos industrializados, como refrigerantes, condimentos e comidas de bebê) tiveram prejuízo na memória e queda no número de sinapses cerebrais. Essa queda nas sinapses acabou por deixar o cérebro mais lento. A boa notícia é que a ingestão de alimentos com ácidos graxos ômega-3 protege contra os danos causados pelo açúcar.

2-Miopia

Quando ingerimos muito açúcar, os níveis de glicose no sangue disparam. Para conter esse aumento desmedido, o corpo lança insulina no sangue. Assim, uma hiperglicemia acaba gerando uma hiperinsulimia. Segundo Michel Raymond, pesquisador do Instituto de Ciências Evolutivas da Universidade de Montpellier, na França, e autor do livro Troglodita é você! (Ed. Paz e Terra, 256 páginas), repetidas hiperinsulimias têm respostas fisiológicas prejudiciais ao organismo. E uma delas afeta diretamente a maneira como você enxerga. Dados médicos relacionam essas elevações drásticas e constantes da insulina à desregulação do crescimento dos eixos óticos oculares (local do olho por onde entra a luz que chega à retina), uma das causa da miopia. O açúcar também, em quantidade elevada no sangue, deixa os líquidos dos olhos mais densos, o que desidrata o cristalino e também pode levar à miopia.

3-Síndrome metabólica

A síndrome se caracteriza por níveis de triglicerídeos elevados (um tipo de gordura que em alta concentração é prejudicial), baixo nível de colesterol HDL (considerado o colesterol "bom"), hipertensão arterial, resistência aos efeitos da insulina e, glicemia. Todas essas condições são problemas que contribuem para doenças cardiovasculares. De acordo com artigo de agosto de 2011, publicado no periódico médico Archives of Medical Science por uma equipe internacional de pesquisadores, a síndrome metabólica pode ser o resultado da ingestão de uma alimentação com alto índice glicêmico, particularmente de frutose. Segundo o artigo, estudos anteriores em animais já haviam demonstrado que a exposição do fígado a quantias elevadas de frutose leva a um acúmulo de triglicérideos.

Artigo publicado no periódico The Journal of the American Medical Association (JAMA), em 2009, aponta ainda que o consumo excessivo de açúcar está relacionado com a presença de altos índices de triglicérideos e baixos níveis de HDL. No estudo, os voluntários que ingeriram as maiores quantidades de açúcar apresentaram os níveis mais elevados de colesterol. Segundo a Associação Americana do Coração, o consumo excessivo de açúcar é um fator de risco, sendo apontado, inclusive, como uma das possíveis causas para a epidemia de obesidade.

4-Hipertensão

Ingerir bebidas açucaradas em excesso pode elevar os riscos de pressão alta. De acordo com uma pesquisa da Escola de Saúde Pública do Imperial College London, da Inglaterra, consumir mais de 355 mililitros de suco de fruta com açúcar ou de refrigerantes pode aumentar a pressão sanguínea em até 1,6 milímetro de mercúrio (mmHg, unidade padrão de medida da pressão arterial).
Publicada no periódico americano Hypertension em março deste ano, a pesquisa não conseguiu descobrir qual o mecanismo exato de ação do açúcar na pressão. Uma das hipóteses levantada pelos cientistas, no entanto, é de que, quando presente em grandes quantidades no sangue, o açúcar desequilibra o tônus do vaso sanguíneo, além de desregular os níveis de sal – aumentando, assim, a pressão.

5-Gota

Bebidas ricas em frutose, como refrigerantes e suco de laranja, podem aumentar os riscos de gota em mulheres na menopausa, em função do aumento nos níveis de ácido úrico. A gota é uma condição causada pelos depósitos de cristais de urato de sódio, que se acumulam nas articulações. Isso acontece quando há níves altos de ácido úrico no sangue. Segundo pesquisa da Universidade de Boston publicada no periódico The Journal of the American Medical Association (JAMA), em 2010, o consumo de uma dose de refrigerante por dia aumentou em 74% as chances da doença em mulheres já predipostas ao problema.

6-Derrame

Pesquisadores do Instituto de Bem-Estar da Clínica Cleveland e da Universidade de Harvard descobriram que o consumo elevado de refrigerantes açucarados está associado com riscos mais elevados de derrame. O açúcar presente nas bebidas pode levar ao aumento dos índices de glicose e insulina no sangue, o que, com o tempo, pode levar à intolerância à glicose, resistência à insulina e inflamações. Essas mudanças fisiológicas influenciam na arteriosclerose, na estabilidade das plaquetas no sangue e na trombose – três importantes fatores de risco para o derrame isquêmico (derrame causado pela interrupção do fornecimento de sangue ao cérebro). O estudo foi publicado no periódico American Journal of Clinical Nutrition.

7-Câncer

Segundo estudo feito pela Faculdade de Medicina Albert Einstein, da Universidade Yeshiva, nos Estados Unidos, índices elevados de açúcar no sangue estão associados ao aumento nos riscos de câncer colorretal em mulheres. Na pesquisa, publicada no British Journal of Cancer, aquelas mulheres que tinham os níveis mais elevados de açúcar no sangue apresentaram duas vezes mais chances de desenvolver o câncer.

8-Acne

Além do stress e dos hormônios, o açúcar também pode ser considerado um dos vilões para o aparecimento de acnes. Segundo pesquisas, ao elevar o índice glicêmico do corpo, a ingestão em excesso de açúcar afeta a produção da insulina e do fator de crescimento semelhante à insulina tipo 1 (IGF-1). O desequilíbrio acaba promovendo uma produção em demasia de androgênios, e, por consequência, o aparecimento da acne. Estudo publicado no periódico Nutrients, por pesquisadores da Universidade de Sidney, na Austrália, aponta que uma dieta com baixo índice glicêmico (pouco açúcar) ajuda a melhorar o aspecto da acne por mais tempo.
 
Fonte:http://veja.abril.com.br/noticia/saude/voce-esta-sempre-com-fome-a-culpa-pode-ser-da-frutose?

Frutose: açúcar é obtido de mel, xarope de miho e frutas, por exemplo

sábado, 20 de dezembro de 2014

A PAZ,COMO O AMOR,VEM DE DENTRO - JESUS



A Paz, como o Amor, vem de dentro


Jesus
Canal: John Smallman
16.12.2014


Meu aniversário está se aproximando  :-) (Sorriso) e, assim quero chamar a sua atenção para o real significado de sua celebração!. Como todos vocês, também sou um dos filhos amados de Deus, um irmão amoroso, apenas um pouco mais velho e mais sábio e, assim, tenho prazer em lhes oferecer orientações, para ajudá-los em seus caminhos para o despertar. Trago o dom do Amor, que ofereço a todo o momento. Só precisam abrir seus corações recebê-lo.

Muitas vezes, no entanto, estão distraídos com as lutas diárias da vida, na ilusão. Lutas dolorosas e, assim, se fecham ou erguem defesas - contra a humanidade! Sim, quando estão envolvidos em lutas, muitas vezes, parece que o mundo inteiro está contra vocês e, quando se sentem assim, em vez de pedirem a seus guias ou a mim pela nossa ajuda, esquecem-se de nós e fecham seus corações com medo.

Todavia, o campo divino do Amor os rodeia e todo mundo na Terra tem sua própria chama pessoal do Amor divino, aninhada dentro de cada uma das pessoas, esperando para ser ativada por suas próprias palavras de Amor ou ações, ou por outra pessoa. Quando sentirem medo, precisam abrir seus corações, não fecha-los.

Muitas vezes, é extremamente difícil fazer isso, na verdade na maioria dos casos. Acha que fazê-lo seria insano. Todavia essa ação de que este ato seja uma loucura, está sendo relegada, porque fazer isso parecer insano é o que fortalece a sua conexão com a ilusão, fazendo-a parecer ainda mais real.

Atualmente, aqui nos reinos espirituais, estamos realmente martelando interminavelmente sobre a razão do Amor ser tão importante. Nada é mais importante que o Amor, na medida em que  se esquecem disso, ou se metem em conflitos de um tipo ou de outro, frequentemente até com vocês mesmos, com o medo varrendo sobre vocês, efetivamente, colocando um véu escuro e pesado sobre aquela chama eterna que queima dentro de cada um de vocês.

E quando ela fica oculta, ninguém a sente, esquecendo que ela está lá. Então, martelamos incansavelmente para ajudá-los a superar seus esquecimentos e para trazer de volta às suas consciências sobre a importância vital do Amor.

Décadas atrás estávamos menos vigorosos em nossos esforços para lhes dizer da importância primordial do Amor, porque não estavam dispostos a estarem tão conscientes como estão hoje desta verdade. Fizeram enorme progresso espiritual nas últimas décadas, mais do que imaginamos ser possível em tão curto espaço de tempo e, por isso, aceleramos e intensificamos nossos esforços, porque vemos que estão prontos para prestarem atenção e dispostos, enquanto ficamos lembrando a vocês, da intenção de serem amorosos em todas as ocasiões de seus cotidianos.

E, claro, o verdadeiro significado de sua comemoração do aniversário de meu nascimento como um ser humano, é de lembrá-los de que vim para demonstrar o Amor em ação e lhes dizer que também encarnaram para continuar a fazerem isso. A Humanidade foi criada em Amor, por Amor e, quando não se envolvem com Ele, a miséria os engolfa. O Amor está apenas esperando, lá a seus lados, pacientemente, para que confirmem sua presença e recebê-lo em seus corações sempre amorosos.

O Amor é a sua natureza, pois não possuem outra. No entanto, quando se envolvem com a ilusão e como não puderam evitar fazer quando encarnaram, o Amor parece ser algo que seria bom se tivessem tempo para isso e não tão ocupados, resolvendo todos os seus problemas, individuais ou internacionais. E o que gostaríamos de enfatizar é o  fato de que quando envolvidos plenamente com o Amor, todas as suas outras questões e problemas se dissolvem, com a ilusão junto com eles.

Nesta época de Natal, na medida em que o Dia de Natal se aproxima, peço para brilharem, cada um, com sua Luz em alta, envolvido no Amor Divino, compartilhando com todos, com quem interagir, porque esse é o dom supremo e mais eficaz que podem oferecer à humanidade, onde encarnaram para ser a solução, não o problema que é a falta de Amor.

Sabem que o Amor é a resposta para toda questão ou problema que deva ser resolvido. É a razão de estarem encarnados neste momento da história da Terra. Lembre-se da frase: "A história é escrita pelos vencedores" e garantam, por suas atitudes e comportamentos que a partir de agora, o Amor escreva a história, que será uma história de paz, harmonia e cooperação, em que cada membro da humanidade estará plenamente e de boa vontade envolvido e honrado pelo divino, que são.

Muitos de vocês estão regularmente participando de meditações para a paz na Terra e que, de fato, é uma excelente iniciativa. Mas cuidado ao fazerem, na suposição de que estão em paz e que os outros precisam ser levados a paz pelas orações e meditações, suas e daqueles de outros grupos semelhantes.

A Paz, como o Amor, vem de dentro. Quando estão em paz, não podem evitar esse compartilhamento. É assim que ela se expande e envolve tudo. Estejam em paz orando por ela, possuem isso dentro de cada um vocês, mas que, todavia, tendem a ficarem atolados no julgamento e justiça.

Quando vivem com a intenção de serem amorosos e tiverem sucesso, seus campos de energia do Amor se expandem a suas voltas, trazendo a paz junto com eles. Então, talvez, se tiverem um dia difícil, suas intenções de serem amorosos se enfraquecem, resultando em estresse e ansiedade inundando suas consciências e deprimindo-os. Lembrem-se nesses momentos que a chama divina do Amor está sempre queimando dentro de vocês, que só tem que reconhecer e aceitá-la em suas perspectivas de mudança.

Reiteramos então, sejam Amor durante a maior parte desta época auspiciosa de Natal. Reconfirmem essa intenção, sempre que lhes ocorrer diariamente, tornando, dessa forma, seu parceiro constante, que verdadeiramente é e desfrutem do calor, satisfação e a paz que experimentam como um resultado direto. E, claro, seus campos de energias influenciarão  a todos os outros, porque todos são Um, eternamente.

Desejamos a todos um Santo e Feliz Natal.

Seu irmão amoroso.

Jesus.


Fonte: http://johnsmallman2.wordpress.com/
Tradução: Sementes das Estrelas / Candido Pedro Jorge  
 

O QUE É A VERDADEIRA FELICIDADE ? ENTREVISTA COM ALAN WALLACE




O que é a verdadeira felicidade? 

Entrevista com Alan Wallace.


Por mais de três décadas, o estudioso e contemplativo B. Alan Wallace considerou a questão perene sobre o que é a felicidade sob duas perspectivas: a da ciência moderna e a prática de meditação budista tradicional. Estas duas disciplinas estão no coração do Instituto Santa Barbara de Estudos da Consciência , lançado por Wallace há um ano a fim de realizar um rigoroso estudo científico de métodos contemplativos, com a colaboração de pesquisadores consagrados em psicologia e neurociências.
A pesquisa inicial foi co patrocinada pelo Instituto que inclui o Projeto Shamatha , um estudo de longo prazo dos efeitos da shamatha intensiva – tranquilidade – praticada com a cognição e a emoção, e do Programa de Atenção Consciente (PAC), que está avaliando o treinamento da mente para o tratamento de Transtorno de Déficit de Atenção (TDAH) . Cultivando  o Equilíbrio Emocional: um programa, agora,  em fase de experiências clínicas  que combina técnicas de tradição budista e da psicologia ocidental com potenciais aplicações difundidas para os budistas e não- budistas. Tudo isso reforça a missão do instituto em identificar e cultivar os estados mentais associados com o ideal de felicidade e bem-estar. Até agora, a pesquisa parece confirmar o que Wallace e outros praticantes budistas descobriram empiricamente ao longo dos últimos duzentos e cinquenta anos: que a meditação pode não só enfrentar as emoções destrutivas que ficam no caminho da felicidade como também fomentar os fatores positivos que dão origem a isso. A verdadeira felicidade, como Wallace enfatiza em um novo livro, “Genuine Happiness” (Wiley, 2005) não é fruto de armadilhas mundanas e ambições, e sim de uma mente focada e de um coração aberto.
O editor-chefe da Tricycle, James Shaheen, visitou Wallace em sua casa na Califórnia, próximo ao Instituto Santa Barbara, para discutir o que o budismo e a meditação têm para nos oferecer em nossa busca pela felicidade.
O que é a verdadeira felicidade? Eu prefiro o termo “florescimento humano”, que é uma tradução da palavra grega eudaimonia. A tradução mais comum é “a verdadeira felicidade”, mas “florescer” é mais apurado. Assim como a noção budista de “sukkha” e “ananda” – felicidade/ alegria em Hindu, florescer é uma sensação de felicidade que está além das vicissitudes momentâneas do nosso estado emocional.  E no que esta felicidade implica? Em uma vida significativa.
O que torna uma vida significativa? Eu considero todos os dias, não apenas a vida como um todo. Eu olho para quatro ingredientes:
 Primeiro, foi um dia de virtude? Estou falando de ética budista básica, evitando um comportamento prejudicial ao corpo, fala e mente, nos dedicando a um comportamento saudável e qualidades como a consciência e a compaixão.
Em segundo lugar, eu gostaria de me sentir feliz ao invés de extremamente infeliz. Os seres realizados que conheci são um exemplo de estados extraordinários de bem-estar, e mostram isto em seus comportamentos, suas maneiras de lidar com as adversidades, com a vida e com outras pessoas.
E em terceiro lugar, a busca pela verdade, procurando compreender a natureza da vida, da realidade, das relações interpessoais ou a natureza da mente. Mas você pode fazer tudo isso sentado tranquilamente em uma sala. Nenhum de nós existe de forma isolada. No entanto, para que haja um quarto ingrediente,  uma vida significativa também deve responder à pergunta:  “Se eu puder olhar para o dia e ver que a virtude, a felicidade, a verdade  e uma  vida altruísta foram fundamentos salientes, eu posso dizer : “Sabe, eu sou um campista feliz .” Buscar a felicidade não depende do meu talão de cheques, do comportamento do meu cônjuge, do meu trabalho  ou do meu salário. Eu posso viver uma vida significativa mesmo que só me restem dez minutos…
Então a saúde física não é um ingrediente necessário? Nem um pouco. Um dos meus ex-alunos tem uma doença muito rara, e todos os dias ele vai para o hospital para fazer diálise e tratamento medicamentoso – o que irá fazer pelo resto de sua vida. Você poderia dizer: “Bem, isso é uma tragédia, uma situação sombria.” Mas da última vez em que falei com ele, ele disse: “Alan, eu estou florescendo.” E ele estava. Ele encontrou uma maneira dentro dos parâmetros muito limitados sobre o que estava disponível para ele. Sua mente está clara. Ele está lendo, crescendo, meditando,  ensinando a meditação para outros doentes terminais em seu hospital. Ele está vivendo uma vida muito significativa em que ele pode dizer, honestamente, que está florescendo.
Qual é o segredo dele? Ele não está procurando a felicidade fora de si mesmo. Quando dependemos de coisas como emprego, um cônjuge ou dinheiro para nos satisfazer, estamos em uma situação infeliz, porque apostamos em algo externo. Além disso, outras pessoas estão competindo pela mesma coisa, e essa “coisa” não é infinita. Esta é a má notícia.
E a boa? A boa notícia é que a verdadeira felicidade não está lá fora, no mercado para ser comprada ou conseguida através do melhor professor disponível. Um dos segredos mais bem guardados é o de que a felicidade pela qual nos esforçamos  tão desesperadamente  através de nosso  cônjuge perfeito, nas crianças formidáveis, no trabalho agradável, na segurança, na saúde excelente e na boa aparência sempre esteve em nosso interior e está apenas esperando para ser revelada . Saber que o que estamos procurando vem de dentro muda tudo. Mas isso não significa que você não vai ter um cônjuge, um carro ou um trabalho satisfatório e sim que você está florescendo. Sua felicidade não depende tanto de eventos externos, pessoas e situações que estão além de seu controle.
Todos já ouviram falar que a riqueza não compra felicidade, mas poucos vivem como se isso fosse verdade. Em um grau mais profundo,  duvidamos disso e tentamos repetidamente assumir o controle de nosso ambiente externo e extrair dele as coisas que achamos que vai nos fazer felizes: posição social, sexo, segurança financeira e emocional. Eu acho que muitas pessoas em nossa sociedade desistiram de buscar a verdadeira felicidade. Elas perderam a esperança de encontrar a felicidade, a satisfação e alegria na vida. Elas pensam: “Bem, a verdadeira felicidade parece não estar disponível, então eu vou me contentar com um aparelho de som melhor.” Ou elas estão apenas sendo levadas: “Esqueça o prazer. Eu vou apenas tentar sobreviver a este dia.”
 Isto é muito trágico.
Isso soa como depressão. É um estado em que o espaço da mente se comprime e perdemos a visão. Eu penso na benignidade – o primeiro dos “Quatro Incomensuráveis”  ou das “Quatro Moradas Divinas” – como uma busca da visão. Na prática tradicional  maitri (sânscrito para benignidade) você começa com benignidade para si mesmo. Isso não significa “Que tipo de  trabalho bom eu poderia ter? Quanto dinheiro eu poderia conseguir? ” e sim em “Como eu  posso florescer? Como posso viver de forma que eu encontre verdadeiramente um significado gratificante, feliz e rejubilante? ” E como você imagina isso para si mesmo, você amplia este sentimento para fora: “Como pode  que as outras pessoas estejam sofrendo para encontrar a verdadeira felicidade? “
Shantideva disse: “Aqueles que desejam escapar do sofrimento se apressam indo diretamente em direção a ele. Pelo próprio desejo de felicidade, pela ilusão, eles destroem a própria felicidade como se ela fosse um inimigo”Por que é assim? Por que não adotamos uma vida de virtude que nos traga a verdadeira felicidade que tanto desejamos?  Isto remete à  ideia de que somos tolos em relação ao que realmente nos traz a felicidade que buscamos. Pode ser que leve muito tempo até que percebamos o que está acontecendo, porque nos tornarmos tão obcecados pelo símbolo, pela imagem, pelo ideal, pela construção mental…”Se eu tivesse este cônjuge, este tipo de trabalho, esta quantia de dinheiro..se as pessoas me respeitassem a este ponto, se eu tivesse esta aparência.. “
 É ilusão. Todos nós conhecemos pessoas que têm boa saúde, amor, fama e riqueza  e, ainda assim, são miseráveis. Estas pessoas são alguns dos nossos maiores mestres. Eles nos mostram que você pode ganhar na loteria e perder na loteria da vida, em termos de busca da felicidade genuína.
Se alguém se aproxima do caminho da prática budista  com uma forte ênfase negativa e com a ideia de que o nirvana é apenas livrar-se das coisas, então, à primeira vista, nirvana pode parecer muito chato. Mas nirvana não é apenas erguer-se para o neutro ou para o “nível normal de infelicidade de Freud.”  É muito mais do que isto. E é aí que entramos em contato com esta questão do nosso estado habitual dukkha, de estar insatisfeito, ansioso. Mas a premissa budista, que é extremamente inspiradora , é que o que é verdadeiramente” habitual” é o seu estado natural de consciência, a base da consciência. Esta é uma fonte de felicidade e pode ser descoberta, começando com as práticas meditativas como shamata, a clarificação da atenção e de se conscientizar sobre como as coisas realmente são. A questão toda do Buda-Darma é de que a libertação não vem pela crença no conjunto de princípios corretos ou de afirmações dogmáticas, ou necessariamente, comportando-se da maneira certa. É um “insight”, é sabedoria, é entender a natureza da realidade. E só a verdade nos libertará.
Quando você diz “verdadeira felicidade”, a insinuação é de que existe um outro tipo. Sim. Confundimos o que os budistas chamam de ”As oito preocupações mundanas” com a verdadeira busca da felicidade: a aquisição de riqueza e de não perdê-la; a aquisição de prazeres de estímulo rápido para evitar a dor;  enaltecer e evitar o abuso ou o ridículo e o desejo de uma boa reputação, temendo o desprezo ou a rejeição.  A questão a ser mencionada aqui é a de que não há nada de errado com as coisas do lado positivo. Pense nisso: você seria uma pessoa melhor se não estivesse usando este suéter? Não. Não há nada de errado com aquisições, mas há algo de errado em pensar que elas lhe trarão felicidade. A verdadeira felicidade consiste simplesmente em dar uma “chacoalhada” nas  verdadeiras causas da felicidade ao invés de coisas que podem ou não catalisá-las. E isto é, basicamente, a diferença entre perseguir o darma e as ”As oito preocupações mundanas”. Algumas pessoas realmente meditam para obedecer as ”as oito preocupações mundanas”, apenas pelo prazer que eles adquirem ao meditar. Eles estão encarando a meditação como quem toma uma xícara de café, ou como quem faz uma corrida ou uma massagem. Isto não é ruim ou errado, mas é muito limitado. A meditação pode fazer algo que uma boa massagem não pode. Ela pode realmente curar a mente.
Em “Genuine Happiness”, você escreve: “Quando estamos passando por alguma insatisfação ou depressão sem uma causa externa clara, quando não há problemas de saúde, problemas no casamento ou outra crise pessoal, poderia ser este um sintoma ou uma mensagem vinda, para nós, através de um nível mais profundo de sobrevivência biológica? Como deveríamos responder? Os antidepressivos querem dizer, basicamente “Cale a boca, eu quero fingir que você não existe.” Mas o que este sentimento está nos dizendo? ” Você pode falar sobre isso? O que estamos falando aqui é dukkha, não no sentido de  “eu me sinto miserável porque eu perdi algo que era precioso para mim” ou “eu não consegui algo pelo qual eu tinha verdadeira paixão” e sim esta camada mais profunda do sofrimento que é não referencial e nem orientada por estímulo. Há momentos em que, mesmo na ausência de estímulos desagradáveis​​, você ainda tem uma sensação de desconforto, de depressão, de inquietação, de que algo não está certo, mas você não consegue identificar o que é. Este é um dos sintomas mais valiosos que temos da disfunção subjacente de nossas mentes. Uma vez que você sentir que está se prendendo a isto, talvez você diga: ” Eu não gosto desse sentimento  e  vou  encobri-lo. Eu vou me perder no trabalho, na diversão, nas bebidas e nas drogas.” Esta sociedade é a mais habilidosa na história  em abafar esta sensação básica de mal-estar.
Nós estamos dentro de uma fadiga química. Eis aqui um sintoma de uma vida que não está funcionando muito bem, de uma mente que está propensa a desequilíbrios e aflições, e ao invés de usarmos isto como um sintoma de boas-vindas, nós basicamente matamos o mensageiro. A indústria farmacêutica diz que, se você se sentir ansioso, deprimido, triste ou com raiva, é por causa de um desequilíbrio químico no cérebro. “Use  o nosso medicamento prescrito e isso vai fazê-lo feliz.” A desvantagem destes medicamentos é que muitas pessoas pensam que as más experiências têm, essencialmente, uma base material, onde um desequilíbrio químico é a origem da causa. Em outras palavras, a “Segunda Nobre Verdade,”  a causa do sofrimento, é o desequilíbrio químico no cérebro e, portanto, a cessação do sofrimento significa que ele deva ser anestesiado. O que isto está fazendo é disfarçando o nosso compromisso com a realidade ao invés de chegar às raízes da depressão e da ansiedade. O que você está enfrentando é a “Primeira Nobre Verdade”. E Buda diz: ” Não basta fazê-lo calar a boca, mas reconhecê-lo, compreendê-lo.” Este é o início do caminho para a felicidade.
 Os existencialistas entenderam que estamos perseguimos a felicidade em vão. Como os budistas se diferem? No budismo , buscar a felicidade não é apenas se afastar de algo – a aquisição de objetos – mas mover-se em direção a outras, como a prática do darma. É desembaraçar-se das fontes reais do dukkha , que são internas , e mover-se em direção a uma liberdade maior, um bem-estar mental, um maior equilíbrio e significado. Na filosofia existencialista, isto refere-se a “viver autenticamente.” Afastar-se das verdadeiras fontes do dukkha em direção às verdadeiras fontes de felicidade  é , basicamente, toda a psicologia budista colocada ali mesmo.
Temos uma percepção equivocada de que se conseguirmos que tudo funcione bem,  encontraremos a felicidade que buscamos. Então chega um momento em que você diz: “Sei. Isto nunca funcionou. Não está funcionando agora e nunca vai funcionar no futuro.” Isso é o que muitos filósofos existencialistas reconheceram. Camus, Sartre… eles se referem à vaidade,  futilidade e insignificância  fundamental. O budismo, como os existencialistas, vê a vaidade, a futilidade e o vazio das ”As oito preocupações mundanas”. Mas não basta dizer: “Eis  um problema e não há nada que possamos fazer sobre isto.” Ele diz: “Estas são as preocupações mundanas, e depois há o darma. Ter um pouco de fé seria útil, mas se não há mais nada, você ainda tem a prática “
Você argumenta que a prática nos mantém no mundo e isto é um grande desafio. Por exemplo, muitos de nós vemos o noticiário e é fácil ficar bem deprimido. Como podemos ficar no jogo sem sermos derrubados por ele? A primeira coisa é reconhecer que nem todas as notícias estão aptas para serem impressas ou transmitidas. Elas estão acontecendo em um contexto 100% comercial. Eles estão transmitindo estas notícias porque estão sendo pagos por seus anunciantes. E eles estão nos dando as notícias que vendem, que eles acham que as pessoas gostariam de assistir. É uma fatia muito seletiva sobre o que está acontecendo. Isso não quer dizer que não existam pessoas na mídia tentando prestar um serviço público, mas o próprio sistema é comercialmente direcionado. No budismo, dizemos que sim, há um oceano de sofrimento. Portanto, não é ruim mostrar que há raiva, ódio, ilusão e ganância no mundo. De certo modo, a mídia está apresentando alguns fatos muito importantes, tendo em conta que podemos olhar para as diferentes respostas emocionais em nós mesmos. Podemos sair da rotina do nosso cinismo, depressão, raiva e apatia cultivando os “Quatro Imensuráveis​​.” Quando vemos o sofrimento e as causas dele,  então é hora de compaixão.
Quando vemos as pessoas se esforçando diligentemente para encontrar a felicidade, é um momento de benignidade. Essa rara compreensão onde eles mostram algo maravilhoso que tem acontecido é um momento de alegria para a mudita –  para a alegria empática, pela alegria  da felicidade de outras pessoas e pela virtude. E, então, há as circunstâncias como os desastres naturais. Quando vemos que existem pessoas responsáveis ​​e instituições que fazem o seu melhor para aliviar o sofrimento, podemos decidir manter a equanimidade e, em seguida, realizar a  prática do tonglen (dar e receber): levar embora o sofrimento do mundo e oferecer de volta a alegria e suas causas. Os “Quatro Imensuráveis” ​​são maneiras extraordinariamente poderosas de se envolver com a realidade. E eles se equilibram. Eles são como os Quatro Mosqueteiros: quando alguém se perde, os outros saltam e dizem: “Eu posso ajudá-lo.”
Então, se você está sentindo indiferença ao invés de equanimidade, a compaixão vai equilibrar isto? Precisamente. Ou se você se encolheu e se atracou à ansiedade, então este é um momento de equanimidade.
Esta rota alternativa para a felicidade parece exigir um salto de fé, e isso pode ser assustador. Se eu me livrar de todas as aparências, o que será de mim? Nós não precisamos saltar para o fundo do poço. Os tibetanos chamam isso de “renúncia cabeluda.” É como se de repente estivéssemos apaixonados e disséssemos:  “Ah, toda a sociedade é um abismo de fogo ardente. Eu não posso suportar isso. Eu vou sair para o êxtase de praticar o budismo.” É chamado cabeludo porque é melhor eu raspar minha cabeça para mostrar que eu estou falando sério. Então, é claro, em um ou dois dias ou em algumas semanas, você diz: “Isto não é muito divertido…e onde é que está a namorada que eu deixei para trás, mesmo?” É como uma folia. Então, o que é necessário não é um abandono repentino , abrupto e total dos oito darmas mundanos (”As oito preocupações mundanas”) e a prática apenas do darma sublime. É como jogar uma criança na água para ensiná-la a nadar: você não vai arremessar a criança no fundo da água e ver o que acontece. Você vai levá-la primeiro para a parte rasa.
Então, tente um período de teste . Tente uma sessão de meditação pela manhã e outra à noite. Veja como isso afeta o resto do seu dia. Então, quando você começar a ter um gostinho do dharma, você pode dizer: “Bem, isto está realmente tocando meus recursos internos. Isto é bom. E não é apenas bom, é também virtuoso. E mais: estou interagindo com a realidade de forma mais clara do que eu estava no passado. Se eu quiser trazer algo de bom para o mundo , eu estou em uma posição melhor para fazê-lo.”  É uma mudança gradual nas prioridades até que finalmente o seu desejo primário, o seu valor mais alto, seja o de  viver uma vida significativa , dedicando-se ao darma . As “Oito Preocupações Mundanas,”  elas  vêm e vão. Na verdade, quando estão lá, elas podem até mesmo apoiá-lo em sua vida.
Como um combustível para a usina? Elas não são necessariamente um combustível para a usina, mas a adversidade nos fornece uma oportunidade se não houver um compromisso sensato com ela. Por exemplo, um dos maiores obstáculos para uma vida significativa é a arrogância. Bem, é realmente difícil ser arrogante quando você está em uma grande adversidade . Então, existe este mal-estar sobre o qual temos falado, se observarmos que, com sabedoria, podemos despertar a nossa curiosidade ou até mesmo buscar um poderoso incentivo para uma transformação, para podermos arrancar as causas que deram origem a tal aflição. Se você já passou por um terrível conflito interpessoal, uma perda ou uma crise financeira, por exemplo, você pode olhar para isto e dizer: “Como isto aconteceu? O que eu fiz para contribuir com isto? E por que eu estou sofrendo tanto agora?” Estas são mensagens, sintomas de uma discórdia subjacente, um desligamento da realidade, um escape para a ilusão, o ódio e o desejo. Eu acho que os “Três Venenos” são tão importantes para a compreensão da situação humana como as três leis de Newton são para a compreensão do universo físico. E quando você vê o quão importante é o darma  em face da adversidade, então ele se torna uma prioridade. Você deixa que ele  sature a sua vida. É quando o darma realmente revela seu poder: quando ele não está confinado a uma sessão de meditação aqui ou ali.
 O que me leva à sua visão de que o auge da prática do Buda não foi a iluminação sob a árvore de Bodhi e sim o serviço prestado aos outros. Eu acredito que Buda alcançou algo absolutamente extraordinário sob a árvore Bodhi , mas reconheceu que, se este evento era para ser tão significativo quanto possível , tinha que ser compartilhado com os outros. A iluminação não é algo apenas para si mesmo: ” Agora eu tenho as coisas boas, e, portanto, finalizei por aqui.”
Civilizações inteiras foram transformadas pela presença deste homem, mas não foram  apenas os 49 dias sentado debaixo da árvore de Bodhi que fizeram isto. Foram os 45 anos seguintes,  envolvendo-se com cortesãs, mendigos, reis e guerreiros – toda a gama da sociedade humana – e tendo algo a oferecer para todos. Então, se voltarmos aos quatro aspectos de uma vida significativa, o que aconteceu sob a árvore de Bodhi é claramente o ponto culminante da virtude, da felicidade e da verdade. E pelos próximos 45 anos ele esteve lá fora, trazendo algo de bom para o mundo. Então, eu diria que Buda é o paradigma de uma vida significativa.
 B. Alan Wallace



Fonte:http://www.budavirtual.com.br/o-que-e-verdadeira-felicidade/

A BUSCA DE SENTIDO NOS TORNA HUMANOS

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Embora a felicidade e a vida com sentido se sobreponham, são experiências muito diferentes, de acordo com a pesquisa de Stanford.

A busca do sentido


Um projeto de pesquisa da Universidade de Stanford explorou as principais diferenças entre a felicidade e o sentido. Embora sejam semelhantes, existem diferenças dramáticas – e não se deve subestimar o poder do significado. “A busca de sentido é uma parte fundamental daquilo que nos torna humanos”, concluíram os pesquisadores.


Em um estudo publicado no Journal of Positive Psychology, Jennifer Aaker, da Stanford Graduate School of Business, e pesquisadores associados, encontrou respostas sobre como as pessoas gastam seu tempo e que experiências eles cultivam.
“A vida feliz está mais relacionada a ser um tomador em vez de um doador, enquanto o significado está mais ligado a ser um doador em vez de um tomador”, disse Aaker.
Os pesquisadores entrevistaram 397 pessoas ao longo um mês, investigaram se as pessoas consideram que suas vidas eram significativas ou felizes, bem como suas escolhas, crenças e valores. Encontraram cinco principais diferenças entre significado e felicidade:
• Conseguir o que você quer e precisa: Embora satisfazer desejos seja uma fonte de felicidade, não tem nada a ver com o senso de significado. Por exemplo, as pessoas saudáveis ​​são mais felizes do que as pessoas doentes, mas a vida de pessoas doentes não são desprovidas de sentido.
• Passado, presente e futuro: A felicidade diz respeito ao presente, e o significado diz respeito a conectar o passado, o presente e o futuro. Quando as pessoas gastam tempo pensando sobre o futuro ou passado, mais significativas e menos felizes suas vidas se tornam. Por outro lado, as pessoas que pensam sobre o aqui e agora sentem-se mais felizes.
• A vida social: Conexões com outras pessoas são importantes tanto para o sentido quanto para a felicidade. Mas a diferença está na natureza dessas relações. Relacionamentos profundos – como a família – aumentam o significado; passar tempo com os amigos pode aumentar a felicidade, mas teve pouco efeito sobre o significado. Passar tempo com os entes queridos envolve discutir problemas ou desafios, enquanto passar tempo com os amigos pode promover simplesmente sentimentos, sem muita responsabilidade.
• Esforço e estresse: vidas altamente significativas enfrentam muitos eventos negativos e problemas, que podem resultar em infelicidade. Criar filhos pode ser uma alegria, mas também está ligado a um elevado nível de estresse – e significado – e nem sempre a felicidade. Embora pouco estresse pode fazer com que a pessoa se sinta mais feliz – como quando as pessoas se aposentam e não têm mais a pressão das demandas do trabalho -o senso de significado diminui.
• Ego e identidade pessoal: Se a boa vida diz respeito a conseguir o que se quer, significado diz respeito à possibilidade de se auto-definir. Uma vida de significado é mais profundamente ligada a um propósito no contexto mais amplo da vida e da comunidade.
É possível se ter uma vida plena de significado, de sentido, porém infeliz, ao mesmo tempo.
Aaker aponta que este tipo de vida tem recebido menos atenção nos meios de comunicação, que recentemente têm se concentrado em como cultivar a boa vida. Exemplos de vidas altamente significativas, mas não necessariamente felizes, podem incluir enfermagem, serviço social ou até mesmo o ativismo.
Uma boa vida sem significado é caracterizada por ser relativamente superficial e muitas vezes auto-centrada, em que as coisas vão bem e as necessidades e desejos são facilmente satisfeitos.
E assim, a vida significativa orienta as ações do passado através do presente para o futuro, dando um senso de direção. Oferece formas de valorizar o que é bom e que é ruim, e nos dá justificativas para as nossas aspirações.

Tradução livre de Jeanne Pilli

Fonte:http://equilibrando.me/2014/06/10/abuscadosentido/

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O 7º SOL DA GALAXIA - RETORNA...





O 7º Sol Central da 7ª Galáxia – Retorna…


Por muito tempo a humanidade ficou na frente de portas e portais cósmicos fechados… Portas e portais que tinham se fechado em seus rostos em resposta as suas atitudes, principalmente pelo não cumprimento da lei do UM, e, em seguida, realmente se separando da grande ordem cósmica por inteiro.
Por muitos milhões de anos, o planeta ficou assim, colocado sob a lei de quarentena, e isso foi posto em prática principalmente para que a guerra terrestre tão constante quanto está no momento, não se espalhasse para o resto do sistema solar e explodisse para fora da órbita, como o que aconteceu entre os planetas Marte e Júpiter quando a guerra explodiu a bilhões de anos atrás.
Todos aqueles encarnados neste planeta assinaram um contrato com a Federação Galáctica para fazer em um estágio, em que participariam de um experimento, essencialmente um experimento sobre como outras formas de vida se adaptariam a este planeta (Terra). Na verdade, a Terra tinha sido criada pela primeira vez como uma subestação ou estação de satélite para a frota intergaláctica e antes de tudo seu uso era no interior da Terra, também conhecido como Agartha, muito mais tarde foram criadas as camadas exteriores e os firmamentos da Terra foram lançados para baixo, assim, ela se tornou um planeta.
Não é necessário agora entrar em detalhes sobre toda a história do planeta, pois isto está gravado em outro lugar, basta sabermos que quando a humanidade rompeu com o estado da 7ª dimensão para a 5ª dimensão (Atlântida), em seguida, até mesmo mais fundo no atoleiro da 3ª dimensão, a humanidade literalmente se perdeu na Era das trevas. A regra do submundo de Hades continuou inabalável desde a queda da Atlântida, mas tem sido elevado agora de forma constante, à medida que mais e mais trabalhadores da luz se ofereceram para ajudar o planeta a subir de volta para o estado da 5ª dimensão.
Ela podia fazer outra coisa, por causa do que está acontecendo cosmicamente.
Inicialmente a Terra não fazia parte deste sistema solar. Ela na verdade pertencia à 7ª galáxia, do 7º Sol central e estava em órbita em torno deste Sol No entanto, em determinado tempo a Via Láctea mudou de forma, em função de uma catástrofe cósmica que começou com a guerra nos céus, alguns planetas ligados ao Sol central foram jogados para fora da órbita, e, literalmente, colidiram com outro sistema solar ligado a galáxia Via Láctea. Isso catapultou três planetas no sistema da Via Láctea e eles foram jogados em órbita ao redor do atual Sol planetário, que estamos familiarizados.
Isto foi então, quando a terra interior tinha sido formada como uma espécie de satélite e quando as primeiras estações espaciais tinham sido erguidas no interior da Terra, não ainda no exterior, mas somente debaixo da superfície do planeta. Quando a primeira civilização surgiu como pagamento aos primeiros voluntários, havia dois sóis a partir dos quais a Terra extraia sua energia, um era o 7º Sol, o outro era o novo Sol (aquele com que estamos familiarizados).
O próprio planeta foi criado para orbitar em torno do 7º Sol Central e projetado para este objetivo. Nesta fase de transição, os cientistas tentaram estabilizar Vênus, Mercúrio e Terra, colocando todos eles de volta na órbita em torno do 7º Sol Central novamente, mas isto se tornou impossível porque a Via Láctea incorporou esta energia do sistema solar de outros planetas que agora estão sendo atraídos para a sua órbita. Assim, um novo sistema solar está sendo formado, ligado à Via Láctea.
No entanto, os antigos, a primeira civilização e as subsequentes, sempre souberam sobre o 7º Sol central como o doador e criador da vida. Pois realmente esta é a verdade, a vida neste planeta só existiu por causa do que foi criado a partir do 7º Sol central. Eu me esforço para tentar encontrar as palavras adequadas, para o que me está sendo mostrado, é como um grande incêndio, algo como uma chama cósmica, que então se torna uma massa ardente e a partir desta massa de fogo, surgiu a primeira formação do interior da Terra, mais tarde então, com a ajuda dos cientistas da Frota Intergaláctica surgiu o exterior, a crosta externa. Mas o núcleo interno da terra foi e ainda é muito apegado ao 7º Sol central.
Os antigos sempre adoraram o 7º Sol central como a força que dá vida, eles sabiam que na primeira fase da evolução cósmica da Terra seriamos atraídos de volta para a órbita ao redor do 7º Sol central, voltando ao estado de UNIDADE com o maior conjunto cósmico, como era no começo. Isto é chamado de “O Grande Evento”, que foi previsto como uma espécie de ressurreição, a morte da velha Terra e a ressurreição da nova Terra.
Curiosamente as histórias de crucificação, as histórias de morrer para renascer ou ressuscitar, todas vieram de uma única fonte, então se enraizaram no banco de memória subconsciente da humanidade, embora de uma forma diferente.
Algumas das almas altamente avançadas aceitaram passar por este ritual de crucificação e a fase de ressurreição, para que elas pudessem ajudar neste processo de transformação do planeta Terra. Elas sabem quem são e estão plenamente conscientes disto desde o início. É um tipo muito especializado de missão, e é em grande parte sobre iluminado pela Hierarquia Cósmica de Classificação Superior.
O que está cosmicamente ocorrendo agora, é algo imenso e sem precedentes. Mais uma vez a Via Láctea está em um imenso fluxo de reorganização. Ela está agora se movendo dentro da galáxia de Andrômeda que sempre fez parte da Hierarquia do 7º Sol central, então o 7º Sol central está se movendo imensamente com a 7ª galáxia. E a Terra está se movendo de volta para a órbita do 7º Sol central na 7ª galáxia !
Isto significa basicamente, que a Terra terá dois Sóis nos próximos anos, à medida que estamos sendo jogados para fora da órbita deste sistema solar, para um novo sistema solar que está nascendo, onde estaremos orbitando em torno do 7º Sol Central novamente ! Portanto, nós estamos literalmente sendo devolvidos à nossa fonte ! A nossa origem como filhos do 7º Sol central!

O Sol da Nova Era !


O 7º Sol central detém a super consciência de todo os reinos cósmicos. É um campo de energia enorme que contêm a consciência pura. Esta é a consciência do próprio Criador. Assim como é todo o sistema de comunicação do Divino ! Este Sol central literalmente é uma manifestação física do campo de força energética da própria Fonte Divina.
É a Mente Superior Superinteligente do Divino. É o super Amor Criativo do Coração Superior do Divino. É o ponto central de toda a vida ligando o 7º Sol central ao restante da Criação !
Alguns grupos de almas, originados diretamente do 7º Sol central, são literalmente os filhos/filhas do Sol, deste Sol central. Alguns deles são os Iluminados. Eles são os raios cósmicos iluminando sob qualquer forma que eles escolherem encarnar. Alguns, por exemplo, nunca tomaram uma forma física, mas existem como energia pura do raio divino. Alguns têm existências multidimensionais, assim existem em várias formas.
Quando grandes mudanças cósmicas estão prestes a acontecer e precisam de uma ajuda extra, quem vem são estes grupos de almas, são eles que literalmente tem que segurar os raios cósmicos constantes, é como iluminar o caminho para os outros. Eles assumem o papel de mostradores do caminho, aqueles que direcionam a mudança ou aqueles que trazem o conhecimento, a tecnologia e o conhecimento inerente das leis cósmicas, aos planetas ou sistemas estelares e até mesmo a galáxias. Eles são conhecidos como os professores das Eras, ou os sábios de todas as Eras, registrado dentro deles está todo o conhecimento, em todos os níveis de existência, como mantidos nos campos de energia da superconsciência do 7º Sol central.

Seu Símbolo é o Sol e Ele é a Iluminação de Toda a Criação.

Não é por acaso que a classificação mais alta deste grupo de almas encarnou no planeta Terra neste momento e estão ajudando todo este processo, assim como outros grupos de almas ligadas ao 7º Sol central.
Quando o 7º Sol Central se tornar então o nosso Sol central, o seu poder será imensamente amplificado, mais do que o nosso atual Sol que está morrendo. E uma iluminação imensamente poderosa do planeta Terra vai realmente trazer o retorno da 5ª a 7ª dimensão para os reinos dourados, em seguida, voltarão todas as almas que faziam parte da primeira civilização no planeta Terra, para nos lembramos de como era o primeiro jardim do Éden. Somos então uma raça em ascensão, a nova raça de seres humanos.
Estamos nos movendo com a Terra para imensas mudanças galácticas, nada, nunca mais será igual novamente. O tempo da crucificação chegou, é tempo de morrer para o velho. Estamos agora nos movendo para a Era da ressurreição.
©Judith Kusel
Origem: judithkusel

Fonte: A LUZ É INVENCÍVEL

ESTUDO REVELA QUE TER SENTIDO NA VIDA É MAIS SAUDÁVEL QUE TER "FELICIDADE"

Estudo revela que ter sentido na vida é mais saudável que ter ”felicidade”.

Pessoas que estão felizes, se sentem bem, mas têm pouco ou nenhum senso de significado e sentido em suas vidas têm os mesmos padrões de expressão genética de pessoas que estão enfrentando adversidade crônica.

Por pelo menos na última década, a ideia de ”conquista de felicidade” vem crescendo. Apenas nos últimos três meses, mais de 1.000 livros sobre a felicidade foram lançados na Amazon, incluindo ”Dinheiro Feliz”, ”Pessoas Felizes: Pilulas para Todos”, e, para quem está começando, ”Felicidade para Iniciantes”.
Uma das alegações recorrentes de livros como estes é que a felicidade está associada a todos os tipos de bons resultados na vida, incluindo – a mais promissora – boa saúde. Muitos estudos têm observado a ligação entre uma mente feliz e um corpo saudável – quanto mais feliz você for, mais saúde terá. Em uma meta-análise (síntese) de 150 estudos sobre o tema, os pesquisadores constatam que: “induções de bem-estar levam a uma saúde funcional, e induções de mal estar, levam a um comprometimento da saúde.”
Mas um novo estudo, recentemente publicado na revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciências (PNAS) desafia esse retrato cor de rosa. ”Felicidade” pode não ser tão boa para o corpo, como os pesquisadores pensaram. Pode até ser ruim.
É claro que é importante primeiro definir a felicidade, neste contexto. Há alguns meses atrás, eu escrevi uma matéria chamada “Há mais na vida do ser feliz”, sobre um estudo de psicologia que analisou o que a felicidade realmente significa para as pessoas. Especificamente explorou a diferença entre uma vida significativa, com sentido e uma vida ”feliz”.
Parece estranho que haveria alguma diferença entre as duas. Mas os pesquisadores, que analisaram um grande grupo de pessoas por mais de de um mês, descobriram que a ”felicidade” está, para as pessoas, associada a um comportamento egoísta de “tomar”/”sugar” e que ter um ”senso de significado/sentido na vida” está associado com o comportamento altruísta de ”oferecer”.
“Felicidade sem sentido caracteriza uma vida relativamente superficial, auto-absorta ou até mesmo egoísta, em que as coisas vão bem, necessidades e desejos são facilmente satisfeitos, e dificuldades ou situações fora da nossa zona de conforto são evitadas”, os autores do estudo escrevem. “Neste cenário, essa ”felicidade” está ligada a não ajudar os outros em necessidade.” Enquanto ”Estar feliz”, neste cenário, é se sentir bem, ”ter sentido” ou ”vida significativa” esta ligada a uma ação ou aspiração de contribuir para os outros ou para a sociedade de uma maneira maior. Como Roy Baumeister, um dos pesquisadores, me disse “em parte o que fazemos como seres humanos é cuidar dos outros e contribuir para os outros. Isso dá sentido à vida, mas isso não significa necessariamente fazer-nos felizes. (neste cenário, feliz significa sentir-se bem)”
O novo estudo d PNAS também lança luz sobre a diferença entre sentido de vida e felicidade, mas no nível biológico. Barbara Fredrickson, pesquisadora na area de psicologia que se especializa em emoções positivas na University of North Carolina-Chapel Hill, e Steve Cole, um geneticista e pesquisador de psiquiatria da UCLA, examinou os níveis auto-relatados de felicidade e ”sentido de vida” em 80 pessoas.
Assim como no estudo anterior, ”Felicidade” foi definida como ”sentir-se bem”. Os pesquisadores mediram a felicidade perguntando aos indivíduos questões como “Com que frequência você se sente feliz, satisfeito?” e “Com que frequência você se sente interessado na vida?”. Quanto mais fortemente as pessoas se inclinavam a medidas de “bem estar hedonico”, ou lazer e prazer, mais alto era a pontuação dela no ”índice” de ”felicidade”. 
”Sentido” ou ”Vida Significativa” foi definido como uma inclinação para algo maior do que a si mesmo. Eles mediram o ”sentido”/”vida significativa”, fazendo perguntas como “Com que frequência você sente que sua vida tem um sentido de direção ou significado?”, “Com que frequência você sente que tem algo a contribuir para a sociedade?”, E “Com que frequência você acha que pertence a um grupo, comunidade ou círculo social? “. Quanto mais as pessoas se inclinavam a essas medidas de “bem estar eudemônico”- ou, simplesmente, virtude – mais sentido eles sentiam na vida.
Depois de observar o senso de ”sentido na vida” e ”felicidade” que cada pessoa da pesquisa teve, Fredrickson e Cole, com seus colegas pesquisadores, analisaram a expressão de certos genes em cada um dos participantes. Como neurocientistas que usam verificação fMRI para determinar como as regiões do cérebro respondem a diferentes estímulos, Cole e Fredrickson estão interessados em como o corpo, a nível genético, responde a sentimentos de felicidade e sentimentos de ”sentido”/”vida de significado”.
Em uma pesquisa anterior feita por Cole, foi constatada a associação de vários tipos de adversidade crônica a um determinado padrão de expressão de genes. Quando as pessoas se sentem isoladas, estão de luto pela perda de um ente querido, ou estão lutando para pagar contas e dívidas, os seus corpos entram em modo de ameaça. Isto desencadeia a ativação de um gene padrão relacionado com o estresse que tem duas características: um aumento na atividade dos genes pró-inflamatórios e uma diminuição na atividade de genes envolvidos nas respostas anti-virais.
“Você tem um sistema imunológico prospectivo”, Fredrickson me disse: “Se você tem um longo histórico de adversidade, seu sistema imunológico se prepara para infecções bacterianas. Para os nossos antepassados, o isolamento e a adversidade foram associados a infecções bacterianas de feridas com predadores e brigas com membros da mesma espécie. “Por outro lado, se você está bem e tem um monte de conexões sociais saudáveis, seu sistema imunológico se prepara para os vírus, que você está mais propenso a contrair, se você está interagindo com um monte de gente.
Mas o que isso tem a ver com a felicidade?
Cole e Fredrickson descobriram que as pessoas que são felizes e se sentem bem, mas têm pouco ou nenhum senso de significado em suas vidas – em poucas palavras: que estão aqui apenas para festejar – têm os mesmos padrões de expressão genética de pessoas que estão respondendo a adversidade crônica. Ou seja, os corpos destas pessoas ”felizes” estão preparando-os para ameaças bacterianas ativando a resposta pró-inflamatória. A inflamação crônica é, evidentemente, associada com doenças graves, como doenças cardíacas e vários tipos de câncer.
“Emoções positivas vazias” – como as do tipo que as pessoas experimentam durante episódios de mania ou euforia induzida artificialmente a partir de álcool e drogas – “São quase tão ”boas” para sua saúde quanto as adversidades”,  disse Fredrickson.
É importante entender que, para muitas pessoas, um senso de significado/sentido na vida e felicidade na vida se sobrepõem; muitas pessoas tem uma alta pontuação em ambos (ou uma baixa em ambos).
Mas para muitos outros, há uma dissonância – eles sentem que eles estão com pouca felicidade mas que tem muito sentido de vida ou que suas vidas são muito elevadas em felicidade, mas pobre em significado. Este último grupo, que tem o padrão de expressão genética associado a adversidade, representou 75% dos participantes do estudo, uma parcela enorme. Apenas um quarto dos participantes do estudo tinham o que os pesquisadores chamam de “predomínio eudemonístico” – isto é, o seu senso de significado/sentido de vida ultrapassou os seus sentimentos de felicidade (lembrando novamente, que aqui no estudo ”felicidade” significa sentir-se bem, apenas).
Isso é muito ruim, já que o padrão de expressão genética mais benéfico é o associado com ter um senso de sentido de vida. As pessoas cujos níveis de felicidade e sentido ficaram semelhantes/igualados, e as pessoas que têm um forte senso de significado e sentido de vida, mas não são necessariamente felizes, mostraram uma redução nas reações ao estresse. (ou seja, as reações genéticas pró-inflamatórias são desativadas).  Seus corpos não estavam preparando-os para as infecções bacterianas que temos quando estamos sozinhos ou com problemas, mas para as infecções virais que temos quando estamos cercados por um monte de outras pessoas.
No estudo anterior de Fredrickson, descrito em seus dois livros, foram mapeados os benefícios de emoções positivas nos indivíduos. Ela descobriu que as emoções positivas ampliam a perspectiva das pessoas e fortalecem as pessoas contra a adversidade. Por isso, foi surpreendente para ela que o bem-estar hedonista, que está associada a emoções positivas e prazer, foi tão mal neste estudo comparado com o bem-estar eudemonístico.
“Não é a quantidade de felicidade hedônica que é um problema”, Fredrickson diz: “O problema é quando a felicidade hedônica não vem em conjunto com o bem-estar eudemônico. É ótimo quando ambos estão em conjunto. Mas se você tem mais bem-estar hedônico do que se espera, é quando esse padrão [genético] que é similar ao que reage a adversidade, se manifesta. “
Os termos hedonismo e eudemonismo trazem à mente o grande debate filosófico, que moldou a civilização ocidental por mais de 2.000 anos, sobre a natureza do bem estar e de uma vida bem vivida. Será que a felicidade se encontra no ”sentir-se bem” e nas sensações prazerosas, como os hedonistas pensam, ou em fazer o bem e cultivar a bondade, como Aristóteles e seus descendentes intelectuais, os especialistas em ética da virtude, acham? A partir das evidências deste estudo, parece que apenas sentir-se bem não é suficiente. As pessoas precisam de significado e sentido para florescer. Nas palavras de Carl Jung, “O mínimo de coisas com um significado vale mais na vida do que a maior das coisas sem ele.” A sabedoria de Jung certamente parece aplicar-se aos nossos corpos, se não também aos nossos corações e mentes.


Fonte:http://www.budavirtual.com.br/ter-sentido-na-vida-e-mais-saudavel-que-ter-felicidade/