quarta-feira, 27 de julho de 2016

POEMA TIBETANO

NO DESGASTE DA PERSONALIDADE,O FINDAR DO MEDO - J.KRISHNAMURTI


No desgaste da individualidade, o findar do medo

Se não houver contato com a vida, no efetivar da ação que implica seleção e contínuo discernimento, não haverá possibilidade de plena realização. Tal realização somente pode provir do contínuo desgaste da individualidade. Se, porém, a ação nasce do temor, esta ação lutará para amoldar-se segundo o padrão estabelecido. O medo origina-se fundamentalmente, do fato de buscardes realização e entendimento fora de vós próprios, buscando a certo Ser super-humano que vos livre da treva que vos cerca em vossas ações. Havendo medo, a todo o instante estareis vos esforçando pelo vos tornardes; o tornar-se nada mais é que a imitação originada do medo. Toda a vez que a ação provier do medo, essa ação, em vez de vos libertar, vos embaraçará cada vez mais. Verdadeira ação é a contínua eliminação, o desfazer da autoconsciência que se apercebe de separação. Se, porém, a ação provier do medo, em virtude desse medo advém a formação de seitas, de grupos estreitos, de indivíduos que se unem em seu tornar-se.

Uma seita, como corporação, não se pode acercar à verdade, pelo fato de a verdade ser realização individual, um individual esforço interno. Não é pelo vos apegardes a uma corporação que ireis chegar à plena realização do ser. Por isso é que eu insisto em que somente por meio do indivíduo, se encontra a plena possibilidade de realização. Uma seita ou grupo vem à existência quando há muitos que se esforçam por imitar um padrão estabelecido — que é não a verdade completa, porém um fragmento da verdade. O medo acha-se implícito no tornar-se e o ceder ao medo não faz mais do que ampliá-lo e daí multiplicar-se o engano. Por este tornar-se, baseado no medo, manifesta-se sempre o desejo de ter, de tomar, de ser guiado. Assim, uma nova corporação se forma para a pesquisa da verdade; porém, jamais se chega à verdade por meio de grupos ou sociedades. A verdade somente se percebe por meio do esforço individual.

A verdade é o desapercebimento da existência autoconsciente. Se não estiverdes mais que imitando, tentando vos tornar um padrão estabelecido, pelo seguir uma fórmula estabelecida, somente estareis cedendo ao medo; e por esse modo acrescenta-se o medo. O homem que não quiser sentir medo deve aperceber-se que, posto que as formas de existência individual variem, posto que as expressões do eu-consciência mudem, ainda que a vida a si mesma se manifeste por maneiras diferentes, fundamentalmente, a vida é uma só. Quando vos aperceberdes disto, todo o medo cessará. Então, não mais existirá o esforço para tornar-se, e sim a tentativa de vir a ser.Por meio desta luta tem lugar a verificação intuitiva da unidade do ser, a qual em momentos de razão desperta em grau extremo (a qual é intuição) todos sentem e conhecem dentro de si mesmosA tarefa da existência autoconsciente é a de verificar a plena potencialidade deste fato; e quando ele é plenamente realizado, então a individualidade imerge no TODO e chega assim ao seu preenchimento.

O findar do medo é o começo do ser; e o ser é harmonia, equilíbrio perfeito em todas as suas expressões. O ser não exige imitação, a formação de grupo ou seita, o reunir-se em conjunto como um exército com general em um mundo de caos. O ser é integratividade, no qual não existe o apercebimento do “tu” e do “eu”. Enquanto estiverdes apercebidos do “tu” e do “eu”, haverá desarmonia, devida ao esforço para tornar-se, no qual se acha implícito o medo. A separação é ocasionada por esse ego que nada mais é que a existência autoconsciente do indivíduo; e desta separação da individualidade autoconsciente, provem a ansiedade e o autoengano. A individualidade não constitui um fim em si mesma. A individualidade é imperfeição, acha-se no processo de tornar-se até chegar ao ser.

O tornar-se é esforço, o ser é cessação do esforço. Enquanto houver esforço é ele autoconsciente e, portanto, imperfeito. O ser não é mais que o puro apercebimento da existência isenta de esforço. São palavras estas que necessitais traduzir por meio da intuição, a qual vem a ser a razão em sua forma mais elevada. Para chegar a este ser, tendes que ter em conta o desejo ocasionado pela existência autoconsciente. Quando tiverdes compreendido o desejo, de onde ele tem sua origem e para onde se dirige, torna-se ele uma joia preciosa à qual vos segurais, e a qual estareis continuamente cinzelando e aperfeiçoando. O desejo assim, é a origem da verdadeira disciplina — não de uma disciplina pré-estabelecida, porém da disciplina que varia progressivamente até que chegueis ao puro ser.

O desejo busca a felicidade não impedida. Na busca dessa felicidade ele procura, em primeiro lugar, as posses, as quais implica cobiça, inveja e outras coisas mais. Em seguida passa ao próximo estágio, que é o gozo das coisas sutis. Antes que chegueis a esse gozo sutil é preciso que exista o domínio — com a compreensão do propósito da existência individual — dos desejos físicos, do gozo do grosseiro. A maioria das pessoas chegam a este domínio do gozo físico, um pouco tarde, na vida, quando já são velhos após haverem-no experimentado sem entendimento. Pela fadiga continuada, pela falta de energia, tem lugar o domínio, domínio esse inconsciente, que não é o domínio oriundo do entendimento.

O homem que quiser livrar-se do engano e dos anseios deve ter um perfeito domínio sobre o corpo — domínio por meio do entendimento, não filho da supressão ou da repressão. O domínio vem com o desejo de entendimento do propósito da existência individual e do seu preenchimento. A maioria das pessoas suprimem seus desejos por terem medo; isto, porém, não é domínio, é morte. O verdadeiro domínio é flexibilidade, atividade, tendo o corpo plenamente ativo, porém sob refreio.

Depois, deve haver domínio nas emoções, o qual mais não é que uma forma sutil do gozo. Por meio da emoção, uma vez ainda, o desejo busca a felicidade. Eu sirvo-me da palavra domínio como significando disciplina autoimposta, com entendimento — não o estúpido domínio que vos deixa de ânimo azedo, que vos torna duros, cruéis, rudes. A disciplina autoimposta é cheia de gentileza, consideração, é terna e não dura. Se vos abandonardes a vossas emoções e fantasias, ao romantismo, ao mistério, mais uma vez sereis vítimas do autoengano e do anseio, do esforço para tornar-se. Do mesmo modo, deve haver domínio do mental. A função do intelecto é estabelecer uma ponte entre a ação e a intuição. Ele deve guiar, não dominar, e, por esse modo, produzir perfeita harmonia.                   

Krishnamurti em Reunião de Verão, 23 de julho de 1930 

Fonte:http://pensarcompulsivo.blogspot.com.br/2016/07/no-desgaste-da-individualidade-o-findar.html



A ILUSÃO DA SEPARATIVIDADE - J.KRISHNAMURTI

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A ilusão da separatividade


Vós, homens, como indivíduos, desenvolveis vossos sentidos pela luta social, pela auto-preservação e dais inicio, assim, à consciência de separação. Desde a infância que vos foi incutida a idéia de que sois uma entidade separada; e desta ilusão provem a divisão entre “vosso” e “meu”, no que pensais e no que sentis, no que possuis e em todas as cosias.
Daí surge também a idéia de que vos deveis tornar algo de grande no futuro e a de que fostes já algo no passado. Um contraste contínuo. E desta consciência separada surgem – cobiça, a inveja, o ódio, o sentimento de posse, a preocupação da vaidade, as alegrias passageiras, as tristezas transitórias e os transitórios prazeres. Esta é uma civilização grosseira baseada na competição, na qual cada um trata de si, sem benevolência, sem equanimidade. É um mundo de conflito, de corrupção, de contenda, que a seu tempo conduzirá à guerra.
Em virtude de tal entendimento de separatividade, o “Eu” torna-se todo poderoso; dessa consciência de separação nasce o medo. E onde quer que exista o medo, manifesta-se imediatamente o desejo de buscar o conforto, em lugar do entendimento que dissipa todo o temor. Pois o conforto adormece o vosso temor inato de perder vossa identidade separada.
O conforto produz tão somente um ajuste temporário, mas não uma harmonia e equilíbrio permanentes; produz um alivio imediato em vez de um entendimento compreensivo, contínuo; produz o adiamento do esforço, uma evasão contínua em lugar da luta para compreender no presente. Por causa desse temor, buscais o consolo no culto, na prece, no erguimento de imagens, por intermédio de ritos e cerimônias. Essa ilusão de separação vos leva à preocupação da morte, e do que vai acontecer no futuro, isto é, sobre se tereis de vos reencarnar e sobre o que haveis de ter sido no passado. Por outras palavras, são o passado e o futuro que empolgam o homem que se acha atemorizado; a compreensão do presente, nunca. Enquanto o presente não for compreendido, o futuro jamais vos proporcionará seu verdadeiro significado, pois que o futuro, na realidade, não existe.
Todos esses problemas – o de porque nasci, ou o que acontecerá após a morte, o da sobrevivência da alma, o da reencarnação, o de como posso tornar-me algo mais e de como posso adquirir mais qualidades afim de encontrar a verdade – todas essas coisas nascem da consciência da separação.
Quando é compreendida a idéia de que a verdade, essa realidade viva, existe em todas as coisas e em todos os instantes, em toda a sua integridade, então não mais existirá o pensamento de progresso, ou seja – tornar o que é ilusório, o “Ser”, em algo permanente. Em todas as fases da vida dá-se importância ao individuo – não a individualidade que, tornada plenamente consciente, dissipa sua própria consciência, para o engrandecimento do “Eu”.
Observe a maioria das pessoas, e verificareis que todas pensam que, por tornarem-se maiores, por ampliarem sua consciência, mediante uma série de experiências, pelo fato de retroceder, avançar e reencarnar, se estão aproximando cada vez mais da verdade.
Para mim, essa concepção é inteiramente ilusória, pois a realidade, em sua inteireza, em sua plenitude, em sua riqueza, existe em tudo e, portanto, é eterna. O que é permanente, eterno em tudo, não pode progredir. O que denominamos progresso somente pode ser aplicado a determinado fato, não à realidade.
Nossa principal preocupação deverá ser, então, a de por qual maneira cada um se poderá tornar apercebido desse eterno, dessa viva realidade que sustenta, nutre e eleva todas as coisas e que se acha em nós mesmos. Enquanto criardes um mundo exterior e um mundo interior e vos esforçardes por produzir um ajustamento entre ambos, jamais, encontrareis a realidade.
Quando o homem está consciente de si próprio como entidade separada, continuamente busca o exterior para encontrar auxilio, para sua subsistência, para seu bem-estar; e desse modo cria ele desordem em lugar de ordem, e por causa dessa desordem surgem as superstições, as ilusões, as cerimônias.
Trata-se, portanto, da maneira, do processo mediante o qual cada um pode realizar essa realidade interior que assegura a tranqüilidade da vida, não a estagnação, não a paz que obscurece, que destrói, porém essa tranqüilidade que é a fonte da compreensão viva e eterna.
É somente por meio do esforço individual que a verdade pode ser realizada, não por meio de associações de qualquer espécie que sejam. Não podereis, por via de uma instituição, encontrar a verdade, pois a verdade habita em vós mesmos e as instituições não podem ajudar o indivíduo a encontrar a verdade. Não importam quais sejam elas. Todas tendem a tornarem-se cada vez mais formalistas e a verdade cada vez mais delas se distancia. Precisais buscar a verdade por vós mesmos, como indivíduos; visto que ela mora em vós, não no exterior. Quando o individuo se houver compreendido a si mesmo, viverá num ambiente de perfeita harmonia e não contribuirá para a desordem do mundo.
A partir do momento em que vós, como indivíduos, tende resolvido vosso problema particular, tenhais realizado a verdade por vós mesmos, não mais contribuireis para a crueldade, para as guerras, para a espantosa tirania e desgraça que imperam no mundo.
É importante que cada individuo compreenda, não os adornos superficiais da vida, mas como, pelo continuamente deixar de parte a consciência que cria a separação, se pode ele tornar apercebido dessa realidade interior que reside em todas as coisas.
Se quiserdes verificar isto, vós, como indivíduos, tendes que inteiramente vos desapegar de todos os sistemas tradicionais, convencionados e socializados, de pensamento e de conduta. Verificareis, então, quão necessário é não confiar, quer em autoridades de tradição, quer na conduta sistematizada. Antes que possais compreender a verdade, é preciso que vos torneis plenamente conscientes de vossa própria separatividade e, assim, de todas as qualidades e seus respectivos opostos. Isto é, tendes que vos tornar tão consciente de vós mesmos que todos os vossos desejos, propósitos e conflitos ocultos sejam trazidos à evidência, examinados e compreendidos por vós. Por vos tornardes intensamente conscientes, consumireis toda a subconsciência, pois que, quando estiverdes plenamente cônscios de vossas ações, de vossos pensamentos e emoções, a hipocrisia cessará de existir, cessarão as ilusões, os desejos secretos e as fantasias não mais terão ascendência sobre vós. E então, quando estiverdes assim, limpos e cheios de propósito, podereis chegar à esse estado em que não existem pretensas qualidades e, portanto, não há conflitos.
Quando introduzis o elemento pessoal em vosso julgamento, inevitavelmente perverteis vossa compreensão. Necessitais distinguir entre o que é pessoal e o que é individual. O pessoal é acidental, e por acidental entendo eu, as circunstancias de nascimento, o ambiente em que fostes criados, vossa educação, vossas tradições, vossas superstições, vossas distinções de nacionalidade e classe, e todos os preconceitos que por este processo se desenvolvem. O que é pessoal somente se relaciona com o acidental, com o que é momentâneo, ainda que esse momento possa durar o período inteiro de uma existência. A educação moderna conduz à perversão do pensamento e o espírito de nacionalidade, de classe, de tradição aumentada pelo medo. Quando ajuizardes de um fato não o façais partindo do ponto de vista pessoal: julgai-o sob o ponto de vista do individuo, que é o do eu.
Pois as qualidades – as virtudes e os pecados, o bom e o mau, as alegrias e as tristezas – pertencem a consciência do “Eu”. Quando estou consciente de mim mesmo, invento virtudes e pecados, o bom e o mau, o céu e o inferno, para me proporcionarem equilíbrio em minha luta com os opostos.
Enquanto houver tal consciência da separação, do eu, da personalidade, não pode existir a realização da verdade; antes, porém, que possais transcender essa consciência, tendes que vos tornar plena e vitalmente auto-conscientes. Tal significa que necessitais vos tornar conscientes de vós próprios como indivíduos, não como uma máquina, não como um mero dente da engrenagem desta rude civilização onde impera a competição.
Antes que vos possais tornar plenamente conscientes, e, dessa forma, perder a auto-consciência, há três condições a passar, relativas à consciência. Na primeira delas, o individuo é escravo dos sentidos e de seus anseios. Para satisfazê-los, torna-se ele simplesmente egoísta, dependendo, inteiramente, para a sua felicidade, das coisas exteriores, das sensações e excitações e, desse modo, fica cada vez mais emaranhado na tristeza e na dor. Sua conduta é encaminhada pelo egoísmo. Toma cada vez maiores responsabilidades sobre si e torna-se, por essa forma, um simples escravo da ação. Tal homem não tem tempo nem inclinação para a quietação do pensamento, para a reflexão, para o exame. Pois a verdadeira reflexão cria a dúvida, as investigações que levam ao isolamento, ao afastamento, o que ele cuidadosamente evita.
Depois, vem o segundo estágio em que o homem se apercebe de suas faltas, de seus defeitos, de suas ilusões, de suas crueldades. Tornando-se, assim, consciente de sua própria natureza, tenta desembaraçar-se, livrar-se do domínio dos sentidos e começa a libertar a mente e o coração. Começa por diminuir, gradualmente as próprias responsabilidades, sem abandonar sua vida na torrente do mundo. A ação, nascida da consciência de si mesmo, e na qual existe a separatividade, é embaraçante, limitadora, pesada; porém a ação, que é o resultado da liberdade, da individualidade, é libertação.
O indivíduo que possui, agora, o forte desejo de libertar-se, começa a disciplinar-se. Essa disciplina não lhe é imposta pelo exterior, não é o resultado da repressão; antes, em virtude do seu desejo de ser livre, de realizar a verdade, impõe ele a si próprio uma disciplina oriunda do entendimento – não oriunda do medo, não coagido pelas circunstâncias sociais ou pelo ambiente. Deseja então libertar a mente, o coração e, desse modo, viver em harmonia. Impõe a si mesmo, por isso, uma disciplina maior do que qualquer das disciplinas provindas do exterior.
Em seguida vem o terceiro estágio de consciência, em que o homem está completamente senhor dos sentidos, completamente senhor do seu corpo. Isso não significa ser desenvolvido muscularmente, nem que o corpo não sinta dores, nem tão pouco que ele morra; será senhor do corpo, no sentido de não mais se emaranhar em seus anseios, suas sensações e excitações.
Começa ele, então, a libertar-se do medo e das ilusões que ele próprio cria.
Uma vez que estejais libertos das ilusões, do temor, de todas as outras qualidades, haverá para vós, um como retiro interior nascido da alegria, retiro nascido não do tédio, nem do retraimento, nem do intuito de fugir a este mundo de conflito, porém um retiro interno de alegria em meio da ação.
Quando tal acontecer, a reflexão e a analise virão dar lugar a uma concentração tremenda; não a concentração sobre um objeto, mas a concentração em que não há sujeito nem objeto, o pleno conhecimento em que não há mais contrastes.
Ulteriormente, proveniente deste retiro, manifesta-se uma harmonia interior, a equanimidade entre a razão e o amor – o pensamento liberto das fantasias e teorias pessoais, o amor liberto da especialização, amor que é como o perfume de uma flor.
Quando existe esta harmonia, não mais se inquire a respeito de futuro e de passado.
Não mais terá lugar a pergunta de – se continuarei “Eu” a viver como entidade separada.
O passado com suas faltas e tristezas, desaparece, e o futuro, com suas esperanças, anseios e antecipações, desaparece também: oriunda desses dois termos, nasce a harmonia do presente, a qual é a realização dessa inteireza que existe em todas as coisas.
Quando ela for realizada, haverá tranqüilidade, haverá a realidade viva da felicidade.
Krishnamurti – Palestra realizada em Londres – 1931 – Do livro: Coletânea de Palestras

Fonte:http://jardimdosmestres.com.br/a-ilusao-da-separatividade/

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DO DESAPEGO À ILUMINAÇÃO - J.KRISHNAMURTI

Do desapego à iluminação

É este o último dia de acampamento e gostaria de fazer um resumo do que tenho estado dizendo durante os oito dias últimos e o quisera, se vos dispusésseis a me seguir com mentes esclarecidas e impessoais. É muito fácil desnaturar o que eu digo afim de o adaptar aos vossos desejos. Das perguntas que me têm sido feitas dia após dia, transparece que existe ainda em vossas mentalidades o desejo de transigir. Cada qual de vós possui um fundo de ideias de qualquer espécie —  do Cristianismo, do Hinduísmo, da Teosofia e assim por diante. Quando qualquer ideia nova ou nova experiência diante de vós é colocada, imediatamente vós a traduzis segundo os termos de vossas ideias preconcebidas sobre a verdade. Daí o haver constantes lutas de ajustamento, não para descobrir o que é verdadeiro, porém para tentar acomodar o que eu digo com aquilo que já haveis encontrado, com aquilo que para vós já foi estabelecido por outrem. Se quisésseis examinar aquilo que eu digo, se diligentemente o seguísseis mentalmente, então teríeis que operar uma separação completa das ideias preconcebidas. Eu vos direi por quê. Há alguns anos eu passei pelo mesmo processo de tentar conciliar. Todos têm de fazer o mesmo. Não podereis, porém, acomodar certas coisas. Não pode haver transigência em certas coisas. Naquelas coisas que para vós forem fatos evidentes, no sentido de serem baseados em vossa própria experiência, em vosso próprio exame — impessoal, despeitado, livre de autoridade — não mais existe o desejo de transigir. Por favor, apercebei-vos do porque é que eu tanto acentuo a transigência. Não podereis encontrar a verdade por continuamente vos ajustardes às ilusões. Tendes que averiguar pessoalmente o que é ilusão e o que é realidade. Para isto, tendes que possuir mente liberta.

Como disse há algum tempo, todas as teorias preestabelecidas da vida, todas as ideias, concepções, planos, de tudo isso, deliberadamente me desfiz, libertei-me a mim mesmo de todas as passadas ilusões; e pelo tornar-me impessoal, esclarecido, desapegado de todas as fantasias imaginativas e confortos, encontrei aquilo que é impessoal e portanto, perdurável, eterno. Nisso está a imortalidade.

Por meio da grande tristeza que vos propele a buscar a verdade ou por vos achardes entediados com este mundo mutável de fantasias, de enganos, de dores e prazeres, podeis libertar a vós próprios desta roda de incerteza e de dúvidas. Para operar isto é preciso que haja um forte desejo de buscar por vós mesmos o que é falso e o que é real — não o que é dito pelos outros, não o que as autoridades houverem estabelecido. Vossa própria observação impessoal relativa à experiência da vida é o único guru e não qualquer guru pessoal. A própria vida é o instrutor único e não uma qualquer Divindade pessoal. Uma vez que tenhais o desejo de examinar, de julgar, de ponderar as coisas, — libertos de todas as sociedades, de todas as pessoas — não mais transigireis.

E porque é que transigis? Pelo fato de o desejo, em seu medo, desejar ajustar as novas ideias, as novas experiências às antigas. E assim dá-se a luta contínua proveniente da incerteza e com a incerteza da mente e do afeto não podeis chegar ao claro entendimento da verdade. A acomodação torna-se apenas um desperdício de energia. Isto é o que está acontecendo com a maioria das pessoas aqui. Perdem-se nesta acomodação, nesta delicada tentativa de equilibrar para ajustar o passado, o futuro e o presente. Neste esforço dá-se um desperdício dessa energia que é tão necessária, é tão vital para o pensamento claro, impessoal e para conduzir esse pensamento até a ação. Tal energia torna todas as coisas práticas, pois que não mais vos estareis esforçando por equilibrar aquelas coisas que é impossível acomodar. Portanto, pela conservação da energia — energia do pensamento e da emoção — pela sua resultante no esforço, encontrareis a verdade daquilo que digo. Se houverdes compreendido a realidade viva do que falo, verificares que tudo na vida está explicado. Se houverdes alcançado esse princípio vivo, central, que é impessoal, que é a verdade, que nada tem que ver com sociedade alguma — se houverdes compreendido isto, compreendereis o que significa o estar desapegado, isento de paixão, isento de cólera, isento de inveja, de orgulho, de medo, isento de todas as essas coisas que estrangulam e pervertem o julgamento humano.

De pouco serve o nos reunirmos aqui todos os anos se não houver na mente e no coração de cada um dos que aqui vêm um movimento, um esforço definido, claro, impessoal, desprovido de todo o apego do qual provenha a alegria de viver, a alegria de ser. Para vós, o tornar-se impessoal é tornar-se indiferente. Esta não é atitude verdadeiramente impessoal. A indiferença é a resultante da tristeza; vós tendes medo por serdes pessoais em vosso modo de encarar as coisas e pelo fato de em virtude desse pensamento e emoção pessoais, haverdes já sofrido. Daí, tornai-vos indiferentes e julgais ser impessoais; porém a vida verdadeiramente impessoal vem ao ser quando vos libertais de todo o apego. Uma tal personalidade leva à conduta verdadeira, à verdadeira excelência de comportamento. O desapego desta espécie é realmente jubiloso, estático, ardente.

Assim, sem apego no que se refere ao passado, isentos deste anseio pela glória do futuro que sustenta as mentes e corações de muitos, deveis viver neste momento, neste segundo no qual existe toda a eternidade. Sei que isto agora está se tornando apenas uma frase. Porém, se compreenderdes o que eu tenho em vista, com o viverrealmente nesse momento, sem a ideia quer do futuro quer do passado, com suas esperanças mortas e seus anseios mortos e concentrados, agudamente apercebidos,nesse segundo, toda a eternidade será conquistada. Que está acontecendo agora? Olhais para o passado afim de ajuizardes da experiência — sobre o que fostes e como vivestes — e com isto olhais para o futuro e ponderais no que vireis a ser, nesta vida ou nas vidas vindouras. Sempre esta glória da auto-decepção, para serdes algo que não sois, para vos tornardes alguma coisa. Passai por sobre essas coisas. O dia de ontem está morto, não o podeis fazer voltar à existência; apagou-se; e o futuro não é mais que o presente, o agora em preenchimento. O preenchimento do futuro acha-se na maneira de vosso viver de agora, não na contemplação do futuro. Torna-se isto infinitamente simples, se chegardes à sua verificação. O futuro não é senão o preenchimento do presente. O que estais fazendo, o que estais pensando, o que estais sentindo agora, vence o todo. Portanto, tem que haver esse desapego impessoal cheio de amor em relação a todas as coisas, tanto às do passado como às do futuro, com pleno conhecimento do propósito da existência individual. Tendes que viver com esforço concentrado, plenamente despertos no presente, que não é senão o momento, da passagem do infinito; e isto significa não a imitação oriunda do medo, nem o desejo de vos tornardes em alguma coisa — um ser super-humano, por exemplo — porém o de vos tornardes seres naturais.

Eu vos explicarei o que entendo por naturalidade. Um lírio, quando perfeito, é a perfeita flor, porque em sua perfeição contém o todo. Assim, pois, quando compreenderdes qual o propósito da existência individual e viverdes no entendimento dela, seja qual for o estágio em que vos encontreis, surgirá a perfeição, a naturalidade. (Sei que tudo quanto puder ser desentendido o será). O homem que sabe, que possui a visão magnífica, que colheu o perfume da existência — se não estiver vivendo no sentido ascendente esta realidade, a todo o instante, tomba abaixo dela. Um tal homem está vivendo uma vida não-natural, ao passo que o homem que vive em conformidade a esta percepção elevadíssima, do entendimento da existência individual, achar-se-á vivendo uma vida equilibrada, natural. Não se trata, pois de tentar imitar, de tornar-se alguma cosia. Um piano não pode tornar-se violino. Um piano pode estar desafinado porém, em vez de comprar outro piano, podeis afinar esse mesmo. Dá-se exatamente o mesmo com a música de vossas mentes e corações. De nada serve o imitar a alguma outra pessoa, o vos tornardes algo mais do que aquilo que sois; tendes que criar dentro de vós mesmos essa formosa afinação do ser que é vós próprios, que é a verdadeira naturalidade.

Todas essas incertezas vãs, tortuosas, tateantes, são, pois, desnecessárias, são desperdício de energia. Essa música oculta, supressa do ser, essa afinação da verdadeira amabilidade somente pode ser encontrada dentro de vós próprios, por meio de vossos próprios esforços — não por vos tornardes alguma coisa, não por imitardes algo, não por adorardes a um ser ou objeto, não por buscardes a separação em distinções espirituais, divisões do homem, no amor, no pensamento. Todas essas coisas nascem do engano, do esforço para copiar, para vos tornardes aquilo que em vós mesmos, não sois. A verdadeira naturalidade do ser é desprovida de todo o medo, o qual mais não é do que o desejo de conforto e, daí, imitação. Ao serdes incorruptos e, portanto, impessoais, tereis tocado imediatamente na origem das coisas eternas; e, quando tiverdes vossas raízes nesse solo, que é perpétuo, então vossas ações, vossa conduta, vosso comportamento, vosso apercebimento, vossa intuição, terão seu ser nessa qualidade eterna. Porém, não vos acercareis disto enquanto existir o medo, enquanto houver o anseio pessoal pela continuidade de vossa individualidade.

Não estou pregando a aniquilação total. Não podeis destruir a vida; porém aquilo que é separado, pode tornar-se o todo. Isto não é aniquilamento, isto não é destruição; isto é verdadeiro viver, verdadeiro ser, verdadeira ação, verdadeiro amor e espontaneidade de conduta; é este o perfeito equilíbrio do amor e da razão que é a essência da experiência. A perfeição é a cessação do esforço, a qual não significa sono perfeito, porém, sim, ação dinâmica, — dinâmica por ser toda-integrativa, puramente percebida, e daí, liberta de todas a reações de gosto e de desgosto, de ódio, de prazer e dor. É ela a continuidade da serenidade, do ser, desprovida de todo o apego; é essa qualidade da pura menteque é percebida, recolhida e ativa, pelo fato de se haver tornado uma com a própria vida, desimpedida, ilimitada. Quando houverdes percebido essa realidade, quando a houverdes compreendido, experimentado por meio de grande tristeza, através da dor e do prazer, então, com esta realidade não poderá haver transigência. A transigência é resultante do medo que nasce da incerteza, do horror, da dúvida. Quando, porém, perceberdes aquilo que é eterno, por meio da vossa própria experiência, pelo vosso apercebimento próprio, pela vossa vigilância e observação de todas as coisas, não pode haver transigência. Então servir-vos-eis dessa energia, que é requerida para a ação, afim de encontrardes o meio prático de viver, da conduta, da excelência do comportamento.

Por agora, temos, ano após ano, discutido como conciliar as coisas. “Alguém disse isto”, “certa outra pessoa disse aquilo”, “o que é que o Sr. Diz?” Eu digo isto: realizei esta coisa por intermédio de minha própria experiência, e esta é absolutamente impessoal, nada tem a ver seja com quem for, nada tem que ver com personalidades, de qualquer espécie que sejam, pois que a vida é impessoal. É esse êxtase do ser no qual existe o amor infinito e o pensamento infinito. Realizei isto; e quando o coloco, perante vós, não é por autoridade, pelo desejo de domínio, por qualquer desejo de inspirar temor, porém pelo de evocar um amor e um pensamento semelhantes em vossa mente e em vosso coração. Pelo fato de vos achardes em conflito, lutando de contínuo com irrealidades, com incertezas, torturados em vós mesmos por meio de inúmeras ilusões, eu vos exponho isto, eu vos ofereço ou para que o tomeis ou para que o rejeiteis. Se o tomardes, tendes que vive-lo a todo o instante do dia e não apenas por umas quantas semanas. Deveis ser intransigentes, fortes, cheios de energia e de interesse, pois que a verdade é para aqueles que vêm a ela livres e destemidos, despojados de todos os enganos, desprovidos de apego. Se vierdes com uma tal mente e um tal coração, encontrareis aquilo de que vos falo; se, porém, estiverdes aprisionados em vossas vaidades pessoais, vossos temores e ambições, não o encontrareis. Então vos afastareis ainda mais seguros de vossas ilusões, e daí provirá ainda maior tristeza. Isto não vos digo como ameaça.

Assim, um homem sábio, verificando a existência de todas as expressões da vida, as ilusões e enganos criados pela mente em seu combate contra o medo, as separações do homem e homem — verificando todas estas coisas, observando-as todas — torna-se plenamente cognoscente, apercebido do verdadeiro valor de todas elas, e por esse modo atinge a iluminação; e nessa iluminação ele vive e tem seu ser, e daí ser ele livre para a desimpedida, para a ativa felicidade.                   
         
Krishnamurti em Acampamento da estrela de Ommen, 6 de agosto de 1930 (Campfire)

Fonte:http://pensarcompulsivo.blogspot.com.br/2016/07/do-desapego-iluminacao.html

TENDES QUE APRENDER A VOS DESAPEGAR - J.KRISHNAMURTI

Tendes que aprender a vos desapegar

O intelecto deveria atuar como ponte entre a intuição que é o alvo do pensamento e sentimento, e o mundo da ação. Tão logo como o intelecto constrói uma ponte, a função dele cessa. As palavras deveriam também servir de ponte para o entendimento. Estou me utilizando de termos vulgares com intenção muito definida, dando-lhes um novo significado.

Pergunta: Haveis dito que cada qual deveria restringir-se a si mesmo até chegar a um mínimo nos bens possuídos. Isto parece estar em conflito com tudo quanto eu tenho compreendido de vosso ensinamento. Colocar as posses sobre uma base quantitativa, desta maneira, só pode conduzir à pobreza complexa ou a interpretar a virtude espiritual em termos quantitativos. A história do Sannyasi que se apegava ao seu pano de cingir rins, isto é, ao seu mínimo, mais do que o rei ao seu palácio, isto é, o máximo, seguramente prova que a quantidade nada tem a ver com o assunto.

Krishnamurti: Não se trata de quantidade ou se há um máximo ou um mínimo. Em primeiro lugar deve haver desprendimento e então, o terdes posses ou não é de pouca importância. Mas se tendes um mínimo ou um máximo não importa. A questão é a de se estais ou não apegados. No explicar seja o que for, sempre me esforço para contradizer o que afirmei. A história do rei e do Sannyasi mostra que não se trata aí de mínimo ou de máximo, porém sim, do reconhecimento de que a vossa felicidade, a vossa clareza de pensamento e sentimento, não depende das posses. Em uma palavra, deveis estar desapegados. Uma vez que tenhais compreendido o justo valor, o verdadeiro mérito das coisas, ficareis automaticamente desapegados de todas elas. Portanto, tendes de averiguar, se já estais desprendidos ou se ainda dependeis das posses materiais. Podeis possuir uma multidão de bens e estar inteiramente desapegados deles ou só terdes dois cinge-rins e a eles estar aferrados. Se estiverdes apegados às coisas, tendes que aprender a delas vos desaprenderes.    

Fonte:http://pensarcompulsivo.blogspot.com.br/2016/07/tendes-que-aprender-vos-desapegar.html

A CAPACIDADE DE AMAR A TODOS SEM OLHAR NO OBJETO - J.KRISHNAMURTI

A capacidade de amar a todos sem olhar ao objeto


Pergunta: Sinto que a maneira pela qual haveis explicado o valor da conduta no reino da emoção, está em perigo de criar a mesma espécie de desentendimento que o que se acha consubstanciado na última pergunta acerca das posses, isto é, que ele representa o amor crescendo por uma espécie de processo quantitativo. Vós nos dizeis que, comecemos por amar a uma pessoa e depois estendamos esse amor a várias pessoas, e assim por diante, até que ele abranja todo o mundo. Esta forma quantitativa parece-me fatal. Nem a multiplicação nem a divisão conduzem ao eterno.


Krishnamurti: O mundo do ser, o mundo da realidade, a verdade que é o Ego, é a consumação de todo o amor. O amor inclui todas as divisões de seus opostos — ódio, ciúmes, inveja, cobiça de posses e tudo o mais à porfia. A essa totalidade eu dou o nome de Amor. Esse Eu, essa verdade, é tudo. Uma vez que tenhais entendido isto, não traduzireis o amor como sendo conduta moral. Quando amais a uma pessoa, nesse amor acham-se implícitos o ciúme, a posse egoísta, o cuidado ansioso com o qual guardais esse amor. Quando o transcenderdes, sereis capazes de amar a todos sem olhar ao objeto. Portanto, não é isto um processo quantitativo...

Pelo amor real podeis chegar verticalmente até o Último; não tendes que ir horizontalmente por meio de processo quantitativo. Por isto é que necessitamos, em primeiro lugar, compreender o que é essa totalidade da vida, o que é o Ego, o que é o real, e qual a natureza do puro ser e do puro amor. A vida é a consumação e todas as coisas, de todos os opostos; ela não possui atributos, nem relações especiais; ela é auto-determinada, auto-existente. Não lhe podeis atribuir conduta moral ou imoral, ou dizer que ela é toda amor, ou toda ódio. Ela é tudo; ela é sujeito e objeto, juntos. Uma vez que tenhais entendido isto, o amor possuirá um significado diferente, no qual se acham incluídos todos os opostos.

Se amardes com a mente e não com o coração, intelectualizareis o amor, esforçar-vos-eis por encontrar razões para o vosso amor. Isto é, entrareis em considerações sobre se a pessoa é bem-parecida, se é rica, se tem posição social, posses mundanas e assim por diante. Estareis dividindo; ao passo que amar realmente, é ser todo-integrativo.


Krishnamurti em Reunião de Verão, 22 de julho de 1930 

Fonte:http://pensarcompulsivo.blogspot.com.br/2016/07/a-capacidade-de-amar-todos-sem-olhar-ao.html

O REMÉDIO ESPIRITUAL PARA O TERRORISMO - Sri Sri SHANKAR


Sabedoria de Sri Sri

"Minha visão é de um mundo livre de estresse e violência."

O remédio espiritual para o terrorismo.


remédio terrorismo
O ato que só é destrutivo e inflige sofrimento, tanto a si mesmo quanto aos outros, é terrorismo. Em tal ato valores humanos são perdidos no processo de alcançar um objetivo. Alguns dos fatores que levam ao terrorismo são frustração e desespero para atingir um objetivo, ação impulsiva, miopia e emoções confusas.
Terrorismo também pode ser resultado de um conceito não verificável de céu e mérito, e de um conceito infantil de Deus, onde Deus favorece alguns e está irritado com os outros, minando a onisciência e onipotência do Divino.
Terrorismo induz uma psicose de medo em todos, e isso aumenta a pobreza, sofrimento e a perda de vidas com nenhum ganho aparente. Em vez de soluções de apoio à vida, o terrorista escolhe destruição como uma resposta.
Se você criticar sem dar uma solução, saiba que se trata da semente do terrorismo. Embora existam certas qualidades que você possa apreciar em um terrorista, tais como coragem, compromisso com um objetivo e sacrifício, você deve aprender com eles coisas que você nunca deve fazer – como valorizar ideias e conceitos mais do que a vida, ter uma perspectiva estreita da vida e desonrar a diversidade da vida.
O remédio para o terrorismo é o seguinte:
  • Instigar uma perspectiva mais ampla da vida.
  • Valorizar mais a vida do que as raças, religiões e nacionalidades. 
  • Fornecer educação em valores humanos – amizade, compaixão, cooperação, etc.
  • Ensinar métodos para liberação do estresse e tensão.
  • Cultivar a confiança no alcance de objetivos nobres por meios pacíficos e não-violentos.
  • Extinguir tendências destrutivas com elevação espiritual.

Sri Sri Ravi Shankar


Sri Sri Ravi Shankar
Sri Sri Ravi Shankar é um líder humanitário, mestre espiritual e embaixador da paz. Sua visão de uma sociedade livre de estresse e de violência uniu milhões de pessoas em todo o mundo por meio de projetos de serviço social e dos cursos da Arte de Viver.
Arte de Viver é uma organização humanitária e educacional, sem fins lucrativos, engajada em inciativas de controle do estresse e serviços sociais. A organização opera globalmente, em mais de 152 países.
Os programas da Arte de Viver seguem a filosofia de paz de Sri Sri Ravi Shankar, em suas palavras: “A menos que tenhamos uma mente livre de estresse e uma sociedade livre da violência, nós não alcançaremos a paz mundial.” Para ajudar as pessoas a se livrar do estresse e experimentar a paz interior, a Arte de Viver oferece diversos programas para eliminação do estresse, incluindo técnicas de respiração, meditação e yoga. Esses programas já ajudaram milhões de pessoas ao redor do mundo a superar o estresse, depressão e tendências violentas.
A Arte de Viver também leva a paz para várias comunidades por meio de seus projetos humanitários, tais como: resolução de conflitos, alívio do trauma em grandes desastres, desenvolvimento rural sustentável, fortalecimento da mulher, reabilitação de detentos, educação para todos e sustentabilidade ambiental.