segunda-feira, 4 de maio de 2015

PRODUTOS TRANSGÊNICOS NÃO PRECISAM MAIS DE SÍMBOLO NO RÓTULO NO BRASIL

Alimentos transgênicos

Produtos transgênicos não precisam mais de símbolo no rótulo

Transgênicos: de acordo com o projeto, o aviso somente será obrigatório nas embalagens dos alimentos que apresentarem presença de organismos transgênicos “superior a 1% de sua composição final"


A Câmara dos Deputados aprovou hoje (28) o projeto que acaba com a exigência de afixar o símbolo de transgenia nos rótulos de produtos geneticamente modificados (OGM) destinados a consumo humano. 
O texto modifica a Lei 11.105/2005 que determinava a obrigação da informação em todos os produtos destinados a consumo humano que contenham ou sejam produzidos com OGM ou derivados, por exemplo, milho, soja, arroz, óleo de soja e fubá.
De acordo com o projeto, o aviso aos consumidores somente será obrigatório nas embalagens dos alimentos que apresentarem presença de organismos transgênicos “superior a 1% de sua composição final, detectada em análise especifica” e deverá constar nos “rótulos dos alimentos embalados na ausência do consumidor, bem como nos recipientes de alimentos vendidos a granel ou in natura diretamente ao consumidor”. Nesses casos, deverá constar no rótulo as seguintes expressões: “(nome do produto) transgênico” ou “contém (nome do ingrediente) transgênico.”
Assim como ocorreu com a aprovação do projeto de lei sobre a biodiversidade, o debate sobre o fim da exigência do rótulo colocou em oposição deputados da bancada ruralista e defensores do meio ambiente, que argumentaram que o projeto retira o direito do consumidor de saber o que está comprando.
“O projeto é excelente, garantimos o direito do consumidor ser informado”, defendeu o deputado Domingos Sávio (PSDB-MG), membro da bancada ruralista. Segundo ele, 90% da soja e do milho comercializados no Brasil têm produtos transgênicos em sua composição. “Nós não podemos, nós mesmos, criar obstáculos para o consumo dos nossos produtos. O agronegócio é que alimenta o país”, reiterou o deputado Valdir Colatto (PMDB-SC), relator da matéria na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio.
“Eu queria alertar que esse projeto visa a diminuir o nível de informações que tem hoje. Ele não está acrescentando nada; ele está retirando o direito do consumidor de saber que produto está levando para a sua casa”, disse o líder do PV, Sarney Filho (MA). “Se hoje o agronegócio é uma das atividades que beneficia o Brasil, se é uma atividade dinâmica, ele tem a responsabilidade de informar corretamente o consumidor”, completou.
“Se todo mundo aqui diz que o transgênico é uma maravilha, porque quer retirar o símbolo [que identifica o produto] do rótulo. Isso é muito contraditório”, ressaltou o vice-líder do PT, Alessandro Molon (RJ).
Ao fim da votação, os deputados contrários ao projeto conseguiram retirar do texto trecho que determinava que os alimentos que não contêm transgênicos só poderiam inserir na embalagem a informação “livre de transgênicos”, somente se houvesse produtos “similares transgênicos no mercado brasileiro e comprovada a total ausência  no produto de organismos geneticamente modificados, por meio de análise específica.” “Não há motivo para inserir essa restrição no projeto”, disse Molon. O texto agora vai para análise e votação dos senadores.


 Fonte:http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/produtos-transgenicos-nao-precisam-mais-de-simbolo-no-rotulo

MÉDICOS SEM FRONTEIRAS : JÁ SÃO 60 MIAS DE 60 PROFISSIONAIS DO MSF NO NEPAL - É PREOCUPANTE CONDIÇOES DE ÁGUA E SANEAMENTO


(Foto: DIEGO AZUBE/EPA)
Já são mais de 60 os profissionais de MSF no Nepal-

29/04/2015
Condições de água e saneamento preocupam na maioria das áreas avaliadas pela organização

Atualmente, a organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) conta com 61 profissionais no Nepal. Na terça-feira, 28 de abril, uma das equipes conduziu uma avaliação da situação no Hospital Distrital de Ghorka, danificado após o terremoto. Hoje, um caminhão contendo um kit para intervenção cirúrgica rápida deixou Katmandu rumo a Ghorka – 200 km a noroeste –, já que a estrada foi reaberta. Uma equipe cirúrgica está a caminho da cidade para se instalar e começar a responder às necessidades urgentes das regiões de seu entorno.
Na terça-feira, 28 de abril, uma equipe avaliou as condições do acampamento improvisado em Tudikhel, no centro de Katmandu, capital do Nepal. A situação de água e saneamento é preocupante: as pessoas têm acesso limitado a água potável e os sanitários públicos estão transbordando. Em termos de necessidades médicas, atualmente, uma equipe de médicos do hospital de Bir, localizado do lado oposto do acampamento, estruturou uma área improvisada para consultas e está administrando as necessidades voltadas para cuidados de saúde primária. Muitas das pessoas no acampamento são de Katmandu e de seus arredores, mas há também trabalhadores imigrantes que não podem mais ficar nas acomodações temporárias que ocupavam na cidade. Além disso, há outras pessoas no acampamento que vieram de fora de Katmandu depois que seus vilarejos foram destruídos pelo terremoto. MSF está priorizando a avaliação urgente das condições de água e saneamento do acampamento.
Também no dia 28, uma equipe avaliou as necessidades e a capacidade de quatro hospitais de Katmandu, concentrando as atenções nos departamentos de trauma e nefrologia, para checar a possibilidade de responder a chamada “síndrome do esmagamento”. Em geral, esses hospitais estão sobrecarregados após terem lidado com influxos de pessoas feridas logo após o terremoto e também por terem tentado dar continuidade ao tratamento de pacientes com doenças crônicas, por exemplo. O Hospital-escola de Katmandu tem recebido um número cada vez maior de pessoas precisando de diálise – na maioria dos casos, para a condição crônica, e não associada à “síndrome do esmagamento” – vindo de outros hospitais. Atualmente, há 200 pacientes na lista para receber a diálise e oito máquinas estão sendo utilizadas para atender à demanda. MSF doou kits para curativos para dois hospitais e está avaliando as alternativas para oferecer suporte específico a hospitais de Katmandu de acordo com as necessidades.
Uma equipe retornou ao acampamento improvisado de Bhaktapur, 40 km ao leste de Katmandu, onde mais de 1.500 pessoas estão abrigadas, na terça-feira. Ali, elas enfrentam uma situação difícil em termos de água e saneamento; há pessoas coletando água da chuva e sofrendo com a falta de latrinas. Elas ainda precisam receber assistência e permanecem ali ou porque perderam suas casas no terremoto ou porque estão com muito medo de retornarem aos seus lares devido aos tremores subsequentes. MSF está avaliando em caráter de urgência a situação de água e saneamento no acampamento. A equipe também doou curativos e materiais de primeiros socorros ao hospital de Bhaktapur.
No dia 28, uma equipe cirúrgica chegou a Katmandu e vai ser enviada a campo, logo que possível, juntamente com um hospital inflável, que está a caminho da cidade.
Equipes de MSF estão no Nepal trabalhando para atender às necessidades das pessoas afetadas pelo terremoto nas regiões isoladas e mais remotas do país. Até que saibamos a dimensão exata das nossas operações, não aceitaremos doações restritas à catástrofe. É graças às doações regulares e irrestritas que podemos agir rapidamente diante de desastres naturais como este.

Fonte:http://www.msf.org.br/noticias/ja-sao-mais-de-60-os-profissionais-de-msf-no-nepal?gclid=CKWp64nip8UCFaVm7AodhAoAaQ


domingo, 3 de maio de 2015

CRESCE O NÚMERO DE JOVENS QUE NÃO ESTUDAM NEM PROCURAM EMPREGOS

Homem olha painel de oferta de empregos em São Bernardo (SP) / Bosco Martín

Cresce o número de jovens que não estudam nem procuram emprego

A chamada geração nem-nem-nem aumentou no país, assim como a renda das famílias mais pobres. A desaceleração da economia deve mudar panorama, analisa especialista

Há mais de um ano, Rogério de Lucena, de 21 anos, está sem trabalhar. O rapaz, que vive com a mãe e o irmão no Conjunto AE Carvalho, na Zona Leste de São Paulo, também parou de frequentar as salas de aula aos 18, quando só então completou a oitava série, e nunca mais voltou a estudar. "Se soubesse que ficaria tanto tempo parado, poderia ter voltado à escola, mas agora o meu foco é conseguir um emprego", lamenta. A última oferta que recebeu foi no início do ano passado na área de siderurgia, mas como o salário "não era muito tentador", preferiu recusar e continuar recebendo as parcelas do seguro-desemprego. Após meses esperando uma nova oportunidade, ele se diz desestimulado. "Nem entrego mais meu currículo nas empresas. Elas nunca chamam para entrevistas. Por enquanto, vou vivendo com a ajuda da minha mãe".
Num Brasil com baixas taxas de desemprego, histórias como a de Lucena são comuns entre pessoas de 15 a 29 anos. De acordo com o IBGE, em 2013, um a cada cinco jovens brasileiros (20,3%) não trabalhava nem estudava. O perfil do chamado "nem-nem" mostra que ele tem geralmente escolaridade menor em relação aos outros jovens e 44,8% deles vivem em famílias com renda de um quarto do salário mínimo por pessoa, na condição de filho. Quanto à localização, a maior parte dos representantes dessa "geração" está concentrada no Nordeste do País.
Apesar de uma parcela desse grupo não estar fora do mercado de trabalho por escolha própria, a maioria deles não procura emprego e agrega um "nem" a mais ao apelido pouco honroso. São os chamados "nem-nem-nem", que em números absolutos representam 7,334 milhões de jovens brasileiros que nem estudam, nem trabalham e nem procuram emprego.
"Nos últimos dez anos, o número de nem-nens que procuravam emprego diminuiu. Em 2004 eles totalizavam 32% e, em 2013, caiu para 26%", explica a pesquisadora do IBGE Cíntia Agostinho, uma das autoras do informe Síntese de Indicadores Sociais 2014. O estudo conseguiu traçar o perfil desse grupo de jovens, mas não analisou os motivos pelos quais essas pessoas desistem do mercado de trabalho.
Uma das razões para entender esse fenômeno pode ser atribuída ao aumento de renda das famílias chefiadas por trabalhadores menos qualificados. De acordo com o coordenador do Centro de Políticas Públicas do Insper, Naercio Menezes Filho, entre 2003 e 2013, o salário mensal desses trabalhadores aumentou 50% em termos reais, enquanto o dos profissionais com ensino superior subiu apenas 10%. "O jovem, filho de profissionais menos qualificados, que antes trabalhava ou procurava emprego por necessidade de complementar a renda da família, já não precisa mais fazê-lo agora que o pai ganha mais", afirma.
O especialista explica ainda que, "livres" da obrigação de ajudarem em casa, esses jovens deveriam estar estudando. "O problema é que eles não têm muito interesse de ir ao ensino médio. Acham que a escola é enfadonha e que não servirá para o mercado de trabalho, não encontram sentido. A base da maioria desses jovens é muito fraca, eles possuem muita dificuldade de concentração. Oferta de escolas públicas e cursos gratuitos no Pronatec não faltam, bastava querer ", afirma.
Marcelo Henrique dos Santos, de 18 anos, por exemplo, desistiu dos estudos há 3 anos, quando chegou ao ensino médio. Decidiu, segundo ele, começar a trabalhar, ao invés de apenas "fazer bagunça na sala de aula". A escola já não lhe despertava mais interesse. Passou por dois empregos informais e há 5 meses está desempregado. Santos vive com a mãe, que trabalha como empregada doméstica, e às vezes consegue alguns "bicos" consertando computadores. "Quero fazer um curso de manutenção de micro, mas antes preciso de um emprego, em qualquer setor mesmo, para poder pagar", explica.

Projeções

O grupo dos nem-nem-nens não faz parte da população economicamente ativa do País (PEA), mas é capaz de interferir nas taxas de desemprego. Se deixam de procurar trabalho, não pressionam a taxa de desemprego. Para Naercio, a desaceleração da economia pode reverter esse panorama.
De acordo com o especialista, nos últimos anos, o número absoluto de jovens caiu pela primeira vez na história - principalmente pela queda da fecundidade-, mas projeções do IBGE indicam que o número começará aumentar novamente a partir de 2015, criando um problema para uma economia de crescimento pífio.
"Se a geração de empregos estagnar, esse contingente de jovens que chegarem no mercado ficarão desempregados, o que causará pressões para redução dos salários. É um ciclo. Se esse processo atingir o salários e o emprego dos adultos menos qualificados, os filhos que hoje estão fora do mercado, terão que voltar a procurar trabalho, o que pode aumentar ainda mais a taxa de desemprego", explica. "Para que isso não ocorra, o país precisaria aumentar rapidamente a sua produtividade, mas não há muito indícios que isso aconteça no curto prazo", conclui.

Respiro e novos caminhos

Mateus Martins em viagem pela Tailândia. / Arquivo Pessoal

Os quase 10 milhões de nem-nens no Brasil possuem diferentes perfis. Dentre eles, há quem tenha decidido parar os estudos e o trabalho, para dar um respiro, viver um período sabático e repensar a vida profissional.
O publicitário Mateus Martins, de 29 anos, resolveu parar tudo em novembro do ano passado, após 3 meses "de trabalho exaustivo" na campanha eleitoral de um dos candidatos ao Governo de Minas Gerais. "Pretendo voltar a trabalhar só em março. Já fiz uma viagem de 20 dias para o Sul do Brasil, estou agora 40 dias no Sudeste Asiático e, quando voltar, ainda quero mais duas semanas em Jericoacoara", conta o publicitário, que está financiando esse momento de descanso com algumas economias e o salário do último emprego.
Mais do que umas férias prolongadas, Martins quer aproveitar o período para repensar a carreira, adquirir "mais repertório" e tentar novos rumos em 2015. "Uma nova agência, uma nova cidade, outra função dentro do mercado de comunicação. Tudo isso junto ou nada disso. Ainda estou pensando", explica o publicitário que, enquanto se decide, resolveu deixar todos seus pertences na casa do pai.

Fonte:http://brasil.elpais.com/brasil/2015/01/08/politica/1420731746_849915.html

GERAÇÃO Z MUDARÁ O MUNDO : CONHEÇA A GERAÇÃO Z,OS NATIVOS DIGITAIS

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Geração Z mudará o mundo

São jovens que recuperaram a consciência social e deixam as marcas desconcertadas

Acabou o egoísmo, o narcisismo selfie, a obsessão pelo consumo e a passividade que isso acarreta. Há uma geração que quer salvar o mundo, mas ainda não sabe como. Nasceu ou cresceu em plena recessão, em um mundo fustigado pelo terrorismo, índices de desemprego galopantes e uma sensação apocalíptica provocada pelas mudanças climáticas. São mais realistas que seus irmãos mais velhos, indicam todas as consultorias de marketing (sempre preocupadas com seus futuros consumidores). Viram como seus antecessores desperdiçavam o tempo acumulando títulos universitários e mestrados para depois serem preteridos em entrevistas de trabalho por causa de sua excessiva qualificação. São a geração Z, o grupo demográfico nascido entre 1994 e 2010, e que representa 25,9% da população mundial. Os especialistas já analisam todos os traços de sua personalidade. Basicamente porque são o mercado que se avizinha.
Deixando de lado os riscos e a evidente frivolidade de atribuir uma letra e um só rosto a um espectro de dois bilhões de pessoas, há alguns elementos que podem ser extraídos das múltiplas pesquisas. Especialmente em contraposição a seus predecessores, os chamados millennials (ou Geração Y), que as marcas ainda vivem obcecadas em decifrar. Fundamentalmente porque são um grupo de 80 milhões de pessoas nos EUA e pouco mais de oito milhões na Espanha, e que em 2025 representará – de acordo com prognóstico da consultoria Deloitte – 75% da força de trabalho do mundo. O potencial produtivo e de consumo dos millennials já é algo tangível (somente nos EUA têm uma capacidade de compra equivalente a 112 bilhões de reais). Para as empresas, no entanto, a aventura com seus irmãos mais novos consiste agora em decodificá-los no laboratório.
A teoria do consumo diz que o segmento populacional dos 18 aos 24 anos é o mais influente. As gerações anteriores e as posteriores sempre querem se parecer com ele. É a referência estética. E os Z – assim chamados por virem depois das gerações X e Y – começam a posicionar-se no topo dessa pirâmide de influência, e em cinco anos a terão dominado. Segundo a câmara de comércio dos EUA, sua influência no consumo de suas famílias no país alcança atualmente o equivalente a 1,8 trilhão de reais.

São 25% da população e somente 10% confia em seu Governo
Essa geração já não se conforma em ser sujeito passivo de marcas e publicações, deseja produzir seus conteúdos. E consegue através do YouTube, onde as novas celebridades surgidas nessa mídia já são mais populares do que as da indústria do entretenimento tradicional (63% contra 37%, segundo o Cassandra Report, um dos relatórios mais utilizados pelas grandes empresas para sondar os gostos da juventude). Ou por meio de aplicativos como o Vine (para vídeos em loop) e plataformas online como o Playbuzz, a guinada do popular site de histórias virais Buzzfeed, onde agora os conteúdos são postados pelos usuários, que já somam 80 milhões por mês, segundo o Google Analytics.


Tavy Gevinson, ícone da geração Z.
As primeiras marcas, a princípio desnorteadas, já detectam a tendência, e algumas empresas – como a Starbucks (com a colaboração de receitas personalizadas) ou a Nike (que permite aos clientes desenharem os tênis) – estão lançando campanhas em que o consumidor é parte do processo de construção do produto. Já não se trata somente de personalizar, mas de participar da criação. Essa é a estratégia que as empresas deverão seguir para estabelecer empatia com seus novos clientes, segundo avalia a influente pensadora e economista inglesa Noreena Hertz, que acaba de publicar um estudo com 2.000 jovens ingleses e norte-americanos dessa faixa de idade. Ela os chama de geração K, uma referência a Katniss Everdeen, heroína de Jogos Vorazes que se rebela contra o poder em uma paisagem de distopia pós-democrática, embora admita que se trata do mesmo segmento populacional. “Estão muito moldados pela tecnologia, mas muito mais pela recessão e as políticas de austeridade. Um total de 77% está preocupado em não se endividar. É uma geração altruísta, nada egoísta. Vai se mostrar forte e politicamente sensibilizada por questões como a desigualdade economia e social. E 95% pensam que se deve ajudar a quem precisa, mas estão muito desiludidos com a política tradicional.” De fato, segundo sua pesquisa, somente um de cada 10 confia em seu Governo.
“Os tempos estão mudando”, cantava Bob Dylan. Muitos agora talvez não conheçam o senhor que compôs essa letra nem se interessem tanto pela música e seus constantes festivais como veículo social ou como referência estética. O interesse pelas drogas e sua relação com o ócio se reduzirá também, de acordo com todos os indicadores. Na Espanha, se encontra em bases mínimas desde 2005, segundo a última pesquisa do Plano Nacional Sobre Drogas.
O tempo livre está cada vez mais direcionado para as vocações profissionais (blogs, desenho de moda, fotografia...) e as comunidades se formam em torno disso. A escritora Luna Miguel destaca esse modo de trabalhar em rede, apesar de alertar para o fato de ser cedo para analisar uma geração que ainda compartilha muitos códigos com a anterior. “São figuras importantes, mas ajudam os demais e criam comunidade. A solidariedade será um valor importante. Não querem mais ser o artista jovem e incomum. Até os ‘nativos da Internet’ soam como algo velho, é uma questão quase genética. Um exemplo seria Tavi Gevinson, que desde os 13 anos tem um dos blogs mais importantes do mundo”, afirma, referindo-se à multifacetada e influente blogueira e editora norte-americana, nascida em 1996, um dos ícones da geração Z.
A tendência também se estende à educação e aos novos canais de acesso. Para Anne Boysen, consultora em estratégia e especialista em questões geracionais da empresa After the Millennials, grande parte da aprendizagem se dá fora da sala de aula. “Essa geração usa o YouTube de forma periódica para sua lição de casa, o que indica que quer um maior grau de personalização na educação. Se não gostam do enfoque de seu professor, ou não o entendem, buscarão alguém online que o explique melhor”, afirma.
Em sintonia com os tempos de mudança, a consciência social e as atividades de voluntariado ganham espaço. Segundo a última pesquisa da Millennial Branding (com jovens dos EUA), 76% gostariam de participar de algum tipo de ONG, e também 76% estão preocupados com questões climáticas. “Exigem a igualdade entre pessoas de raça e sexo diferentes. Querem mudar o mundo apoiando suas comunidades locais”, argumenta Dan Schawbel, fundador do WorkplaceTrends.com e autor do best-seller Me 2.0: Build a Powerful Brand To Achieve Career Success (Eu 2.0: Construa uma Poderosa Marca para Alcançar o Sucesso na Carreira, em tradução livre). A empatia com os partidos tradicionais se esvai. Na Espanha o CIS revelava em janeiro como o PP passou de ter 30,2% de apoio dos jovens para uma estimativa de 4,3% nas eleições gerais.

Anne Boysen: "Essa geração será mais cautelosa e realista, e também mais cética em relação às grandes empresas"
O espírito crítico renasce. O mal-estar cresce e é substituído por abordagens práticas e concretas. Somente 6% têm medo do futuro, segundo o último Cassandra Report. Mas aumenta a desconfiança em relação às grandes corporações. Dois terços dos jovens que aparecem na maioria das pesquisas querem fundar sua empresa. Para Anne Boysen, essa geração será mais cautelosa e realista, e também mais cética em relação às grandes empresas. “Isso tem a ver com o fato de ter crescido em um ambiente de pós-recessão. Buscarão trabalhos que façam sentido e que os ajudem a mudar o mundo”, afirma.
Na sensação de degradação do mundo a privacidade emerge como uma das preocupações decorrentes dos excessos do Big Data e de pais obcecados em gravar e fotografar os filhos e postar as imagens nas redes sociais. Um dos aplicativos preferidos nesse segmento da população é o Snapchat, mediante o qual se pode mandar fotos e vídeos programados para se destruírem após segundos. Em tempos de WikiLeaks e da espionagem maciça da NSA, os novos heróis já não são as estrelas da música, mas personagens como Edward Snowden ou emergentes símbolos da justiça e da transparência. O mundo, tal qual deixaram seus antecessores, não lhes parece um lugar habitável.

Fonte:http://brasil.elpais.com/brasil/2015/05/02/sociedad/1430576024_684493.html


Conheça a Geração Z: nativos digitais que impõem desafios às empresas

Exigentes, esses jovens não se submetem à condições trabalhistas que não os satisfaçam

Para especialista, os nascidos nesse milênio serão chefes da 'Geração Y' em pouco tempo



Rapaz em evento de tecnologia em São Paulo. / E. G. 
(Campus Party)

Eles não conheceram o mundo sem internet, não diferenciam a vida online da off-line e querem tudo para agora. São críticos, dinâmicos, exigentes, sabem o que querem, autoditadas, não gostam das hierarquias nem de horários poucos flexíveis. São os jovens da Geração Z, que nasceram depois de 1995, e que agora começam a entrar no mercado de trabalho bastante confiantes. A chegada dessa nova geração ao meio organizacional já causa certos impactos por conta das características peculiares desse jovens e vai exigir que empresas se adaptem e apliquem novas práticas para atrair e reter esses profissionais.
"Eles enxergam o mundo diferente. Sua relação com o tempo é outra, é online, a maneira como lidam com hierarquias e a autoridade, enfim, tudo é diferente para a geração deste milênio e as organizações devem se inspirar nela", afirma o doutor em comunicação Dado Schneider. Ele estuda o comportamento dessa nova geração há anos e acredita que ela será revolucionária.
Hoje, na opinião do especialista, os jovens não se submetem à condições de trabalho que não os satisfaçam. "Mas não os considero arrogantes, eles apenas sabem o que querem. Diferentemente da Geração X (nascidos entre o fim de 1960 e 1980), que aceita as normas de trabalho, e da Geração Y (nascidos entre 1980 e 1995), que finge que aceita, eles são questionadores e possuem bons argumentos. A verdade é que eles são bastante maduros, assertivos e vão ser os chefes da geração Y em poucos anos", prevê.
A estudante Mariana Orteblad, de 17 anos, é uma típica nativa digital. Usa o celular o dia inteiro e,  quando qualquer dúvida surge, não pensa duas vezes, consulta logo o Google. Smartphone, tablet e redes sociais fazem parte da vida dela para se relacionar com os amigos, assistir a filmes e estudar. Segundo a jovem, apenas dessa maneira consegue acompanhar a velocidade e a abundância de informações. Nas aulas do cursinho, a estudante ainda escreve algumas anotações a lápis, mas confessa que é muito mais rápida digitando na tela do smartphone. Mariana vai prestar vestibular para administração a pedidos dos pais, que são de uma geração em que fazer carreira em uma mesma empresa era sinônimo de segurança financeira e sucesso.

Tive uma festa e no outro dia estava com ressaca. Falei com a minha ex-chefe que não seria nem um pouco produtivo que eu fosse trabalhar. Dez dias depois, ela me demitiu. Ela se esqueceu quantas vezes eu fiz horas extras no Natal?
Yasmim Coolwijk,  20
"Eu até tenho vontade de trabalhar em uma multinacional, quem sabe na área de marketing, mas não para sempre. Meu sonho mesmo é ser atriz de TV. Resolvi fazer duas faculdades, uma de teatro e outra de administração, caso esse desejo de ser atriz não dê certo. O importante mesmo é ter prazer no que vou fazer. Acho muito mais importante do que o dinheiro que vou ganhar", afirma.
Pesquisas mostram, que assim como Mariana, os nativos digitais são menos motivados por dinheiro que a Geração Y e têm mais ambições empreendedoras. A pró-atividade com relação aos meios digitais também levam muitos a desejarem ter sua própria start-up. "Eles não nasceram para serem empregados e sim para empreender e empregar. O trabalho para eles precisa ser uma extensão da casa. Essa geração vai nos ensinar a ter prazer com o trabalho", explica Scneider.
A estudante Alessandra Agrumi, de 18 anos, é prova disso. Há um ano, o que começou como uma brincadeira para ela acabou se transformando em um site, que já possui parcerias com algumas empresas e que ela pretende transformar em um negócio com patrocinadores. A página aborda temas de moda e estilo de vida para o público adolescente. Apaixonada por tecnologias, Alessandra conta que "seu primeiro bom dia e seu último boa noite é para o celular", onde pode atualizar rapidamente as informações do seu blog no Facebook e no Instagram. Ela também possui um canal no YouTube em que produz vídeos sobre o mundo da moda. "Quando me formar em administração, quero ter uma empresa relacionada ao mercado de roupa de luxo e todas essas redes que venho mantendo serão uma maneira de promover o meu negócio."


Alessandra, 18, que criou um site. / 
Reprodução/Arquivo Pessoal
Além da veia empreendedora, não é novidade que o costume de se dedicar quase toda a carreira a uma só empresa veio mudando ao longo das últimas gerações. Porém, foi com a Geração Z que essa tendência se consolidou. "Até mesmo as empresas já estão aceitando melhor os currículos dos profissionais que ficam menos tempo em um lugar, com passagens rápidas por elas. Isso antigamente não era bem visto pelas consultorias que contratam", explica Diogo Forghieri, gerente regional da Randstad Professionals, especializada em recrutamento e seleção de profissionais.
Diferentemente da Geração Y, os nativos digitais não têm em mente o conceito "work hard, play hard". O jargão sempre foi usado pelos jovens que se esforçavam muito no trabalho para ganhar bem e ter tudo que desejavam. De acordo com a coach Marie-Josette Brauer, os Y gastam com audácia e poucos limites enquanto que grande parte dos Z prefere economizar. "A geração anterior cresceu em um momento de economia forte e a atual cresceu com o terrorismo, complexidade e volatilidade", explica.

Flexibilidade no trabalho

Os nascidos neste milênio não querem abrir mão do seu tempo livre. Não consideram que trabalhar muito e ficar no escritório horas depois do fim do expediente seja gratificante. Além disso, eles preferem trabalhar de casa. Oito em cada dez brasileiros da Geração Z exigem condições de trabalho mais flexíveis que as gerações anteriores, aponta uma pesquisa da Randstad.
A estudante de Artes Visuais Yasmim Coolwijk, de 20 anos, atribui sua recente demissão à pouca flexibilidade da então chefe. A jovem trabalhava em uma loja de roupas, mas foi demitida na semana passada após  meses de contrato. O motivo? Faltou um dia de trabalho. "Tive uma festa de formatura de um amigo e no outro dia estava muito cansada e com ressaca. Falei com a minha ex-chefe que não seria nem um pouco produtivo que eu fosse trabalhar. Dez dias depois, ela me demitiu explicando que esse comportamento não era aceitável. Ela era muito rígida, nesse caso foi uma festa, mas ela já não admitia nem 5 minutos de atraso, mesmo se eu explicasse que estava voltando da faculdade. Ela se esqueceu quantas vezes eu fiz horas extras no Natal?", explica.

A Geração Z  tem  informações por meio da internet, utilizando ferramentas como smartphones, tablets etc. Eles recebem muita informação, mas não se aprofundam em nada
Diogo Forghieri, da Randstad
Faltar o trabalho depois de uma festa pode parecer inaceitável aos olhos das novas gerações, mas as empresas que compreenderem as peculiaridades deste novo grupo profissional e estiverem dispostas a se adaptarem a essa geração sairão na frente. "O comportamento tanto dos jovens quanto das organizações está em constante mudança e evolução. As empresas precisam estar atentas e ter flexibilidade para alinhar suas práticas e programas para estarem sempre atualizadas, colaborando na retenção e desenvolvimento de futuros talentos", afirma a gerente de aquisição de talentos da AkzoNobel.
A coach Marie-Josette ressalta, entretanto, que é importante que as companhias se perguntem se realmente estão prontas para a Geração Z. "Esses jovens podem dar muita dor de cabeça, e muito grave, se a empresa não atender às suas necessidades, tanto como clientes quanto como funcionários", afirma.
No campo da carreira, o mercado observa que há uma tendência a que sejam futuros profissionais com abordagem mais generalista, de acordo com Forghieri, da Randstad Professionals. Por isso, há uma preocupação por ausência de especialistas em algumas áreas. "Isso acontece por causa do amplo acesso que a Geração Z tem às informações, por meio da internet, utilizando ferramentas como smartphones, tablets etc. Eles recebem muita informação, mas não se aprofundam em nada", afirma.

Fonte:http://brasil.elpais.com/brasil/2015/02/20/politica/1424439314_489517.html

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O "ALARMANTE" USO DE AGROTÓXICOS NO BRASIL ATINGE 70% DOS ALIMENTOS

Produtor, em meio a uma plantação. / AFP 

O “alarmante” uso de agrotóxicos no Brasil atinge 70% dos alimentos

Mais da metade das substâncias usadas aqui é proibida em países da UE e nos EUA

Imagine tomar um galão de cinco litros de veneno a cada ano. É o que os brasileiros consomem de agrotóxico anualmente, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA). "Os dados sobre o consumo dessas substâncias no Brasil são alarmantes", disse Karen Friedrich, da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Desde 2008, o Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking mundial de consumo de agrotóxicos. Enquanto nos últimos dez anos o mercado mundial desse setor cresceu 93%, no Brasil, esse crescimento foi de 190%, de acordo com dados divulgados pela Anvisa. Segundo o Dossiê Abrasco - um alerta sobre o impacto dos agrotóxicos na saúde, publicado nesta terça-feira no Rio de Janeiro, 70% dos alimentos in natura consumidos no país estão contaminados por agrotóxicos. Desses, segundo a Anvisa, 28% contêm substâncias não autorizadas. "Isso sem contar os alimentos processados, que são feitos a partir de grãos geneticamente modificados e cheios dessas substâncias químicas", diz Friederich. De acordo com ela, mais da metade dos agrotóxicos usados no Brasil hoje são banidos em países da União Europeia e nos Estados Unidos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), entre os países em desenvolvimento, os agrotóxicos causam, anualmente, 70.000 intoxicações agudas e crônicas.
O uso dessas substâncias está altamente associado à incidência de doenças como o câncer e outras genéticas. Por causa da gravidade do problema, na semana passada, o Ministério Público Federal enviou um documento à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendando que seja concluída com urgência a reavaliação toxicológica de uma substância chamada glifosato e que a agência determine o banimento desse herbicida no mercado nacional. Essa mesma substância acaba de ser associada ao surgimento de câncer, segundo um estudo publicado em março deste ano pela Organização Mundial da Saúde (OMS) juntamente com o Inca e a Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC). Ao mesmo tempo, o glifosato foi o ingrediente mais vendido em 2013 segundo os dados mais recentes do Ibama.
Em resposta ao pedido do Ministério Público, a Anvisa diz que em 2008 já havia determinado a reavaliação do uso do glifosato e outras substâncias, impulsionada pelas pesquisas que as associam à incidência de doenças na população. Em nota, a Agência diz que naquele ano firmou um contrato com a Fiocruz para elaborar as notas técnicas para cada um dos ingredientes - 14, no total. A partir dessas notas, foi estabelecida uma ordem de análise dos ingredientes "de acordo com os indícios de toxicidade apontados pela Fiocruz e conforme a capacidade técnica da Agência".
Enquanto isso, essas substâncias são vendidas e usadas livremente no Brasil. O 24D, por exemplo, é um dos ingredientes do chamado 'agente laranja', que foi pulverizado pelos Estados Unidos durante a Guerra do Vietnã, e que deixou sequelas em uma geração de crianças que, ainda hoje, nascem deformadas, sem braços e pernas. Essa substância tem seu uso permitido no Brasil e está sendo reavaliada pela Anvisa desde 2006. Ou seja, faz quase dez anos que ela está em análise inconclusa.
O que a Justiça pede é que os ingredientes que estejam sendo revistos tenham o seu uso e comércio suspensos até que os estudos sejam concluídos. Mas, embora comprovadamente perigosos, existe uma barreira forte que protege a suspensão do uso dessas substâncias no Brasil. "O apelo econômico no Brasil é muito grande", diz Friedrich. "Há uma pressão muito forte da bancada ruralista e da indústria do agrotóxico também". Fontes no Ministério Público disseram ao EL PAÍS que, ainda que a Justiça determine a suspensão desses ingredientes, eles só saem de circulação depois que os fabricantes esgotam os estoques.
O consumo de alimentos orgânicos, que não levam nenhum tipo de agrotóxico em seu cultivo, é uma alternativa para se proteger dos agrotóxicos. Porém, ela ainda é pouco acessível à maioria da população. Em média 30% mais caros, esses alimentos não estão disponíveis em todos os lugares. O produtor Rodrigo Valdetaro Bittencourt explica que o maior obstáculo para o cultivo desses alimentos livres de agrotóxicos é encontrar mão de obra. "Não é preciso nenhum maquinário ou acessórios caros, mas é preciso ter gente para mexer na terra", diz. Ele cultiva verduras e legumes em seu sítio em Juquitiba, na Grande São Paulo, com o irmão e a mãe. Segundo ele, vale a pena gastar um pouco mais para comprar esses alimentos, principalmente pelos ganhos em saúde. "O que você gasta a mais com os orgânicos, você vai economizar na farmácia em remédios", diz. Para ele, porém, a popularização desses alimentos e a acessibilidade ainda levarão uns 20 anos de briga para se equiparar aos produtos produzidos hoje com agrotóxico. 
Bittencourt vende seus alimentos ao lado de outras três barracas no Largo da Batata, zona oeste da cidade, às quartas-feiras. Para participar desse tipo de feira, é preciso se inscrever junto à Prefeitura e apresentar todas as documentações necessárias que comprovem a origem do produto. Segundo Bittencourt, há uma fiscalização, que esporadicamente aparece nas feiras para se certificar que os produtos de fato são orgânicos.
No mês passado, o prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) sancionou uma lei que obriga o uso de produtos orgânicos ou de base agroecológica nas merendas das escolas municipais. A nova norma, porém, não tem prazo para ser implementada e nem determina o percentual que esses alimentos devem obedecer.
Segundo um levantamento da Anvisa, o pimentão é a hortaliça mais contaminada por agrotóxicos (segundo a Agência, 92% pimentões estudados estavam contaminados), seguido do morango (63%), pepino (57%), alface (54%), cenoura (49%), abacaxi (32%), beterraba (32%) e mamão (30%). Há diversos estudos que apontam que alguma substâncias estão presentes, inclusive, no leite materno.
No ano passado, a pesquisadora norte-americana Stephanie Seneff, do MIT, apresentou um estudo anunciando mais um dado alarmante: "Até 2025, uma a cada duas crianças nascerá autista", disse ela, que fez uma correlação entre o Roundup, o herbicida da Monsanto feito a base do glifosato, e o estímulo do surgimento de casos de autismo. O glifosato, além de ser usado como herbicida no Brasil, também é uma das substâncias oficialmente usadas pelo governo norte-americano no Plano Colômbia, que há 15 anos destina-se a combater as plantações de coca e maconha na Colômbia.
Em nota, a Anvisa afirmou que aguarda a publicação oficial do estudo realizado pela OMS, Inca e IARC para "determinar a ordem prioritária de análise dos agrotóxicos que demandarem a reavaliação".

Os alimentos mais contaminados pelos agrotóxicos

Em 2010, o mercado brasileiro de agrotóxicos movimentou 7,3 bilhões de dólares e representou 19% do mercado global. Soja, milho, algodão e cana-de-açúcar representam 80% do total de vendas nesse setor. 
Segundo a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), essa é a lista da agricultura que mais consome agrotóxicos:
Soja (40%)
Milho (15%)
Cana-de-açúcar e algodão (10% cada)
Cítricos (7%)
Café, trigo e arroz (3 cada%)
Feijão (2%)
Batata (1%)
Tomate (1%)
Maçã (0,5%)
Banana (0,2%)

As demais culturas consumiram 3,3% do total de 852,8 milhões de litros de agrotóxicos pulverizados nas lavouras brasileiras em 2011.

Fonte:http://brasil.elpais.com/brasil/2015/04/29/politica/1430321822_851653.html

NOBEL DE MEDICINA : "CURA DE DOENÇAS NÃO É LUCRATIVA PARA A INDUSTRIA FARMACÊUTICA"


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Nobel de Medicina: "Cura de Doenças Não é Lucrativa Para a Indústria Farmacêutica"


Tradução: Notícias Naturais

"Os medicamentos que curam não são rentáveis ​​e portanto, não são desenvolvidos pela indústria farmacêutica, que desenvolvem drogas para tratamentos crônicos que são consumidas forma serializada", Roberts disse em uma entrevista para a revista 'PijamaSurf'. "Algumas drogas que poderiam curar as doenças de uma vez não são investigadas. Até certo ponto é verdade que a indústria da saúde é regida pelos mesmos valores e princípios que o mercado capitalista, que chegam a se parecer muito com a máfia ", se pergunta o Nobel da medicina de 1993. O cientista e pesquisador acusa a indústria farmacêutica de se esquecer de servir as pessoas e se preocupar apenas com o desempenho econômico. "Eu vi como, em alguns casos, pesquisadores dependentes de fundos privados podem ter encontrado remédios muito eficazes que teriam terminado completamente com uma doença", explicou.

"As empresas farmacêuticas não estão tão interessadas ​​em curá-lo, mas só em ganhar dinheiro"



Ele acrescenta que as empresas param de investigar, porque "elas não estão tão interessadas em curá-lo do que em tirar o seu dinheiro, assim, uma pesquisa de repente é desviada para a descoberta de medicamentos que não curam de todo, mas tornam a doença crônica e fazem experimentar uma melhoria, que desaparece quando você para de tomar a droga." Diante disso, nota-se que a indústria está interessada em áreas de pesquisa, não para curas para doenças, mas "apenas para torná-las doenças crônicas com drogas cronificadoras muitos mais rentáveis do que curar completamente e de uma vez por todas ".

Quanto aos motivos por que os políticos não intervêm, Roberts argumenta que "em nosso sistema, os políticos são apenas funcionários dos capitalistas , que investem o necessário para que seus filhos não sejam deixados de fora, e se são, compram daqueles que são escolhidos".

Fonte:
- Notícias Naturais: Nobel de Medicina: "A Cura de Doenças Não é Lucrativa Para a Indústria Farmacêutica"
- Russia Today: Nobel de medicina: "Curar enfermedades no es rentable para las farmacéuticas"
http://forum.noticiasnaturais.com/

CENTROS BUDISTAS EM BELO HORIZONTE

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Templo Dawa Drolma em Casa Branca.


CENTROS BUDISTAS EM BELO HORIZONTE



Por: Rafaella Avelar
Atualmente, em Belo Horizonte, os principais centros existentes são das linhagens Kadampa, Zen, Krishna e Chagdud Gompa, além de centro de estudos budistas como o Nalanda e o Bodisatva.
O centro budista da linhagem Kadampa – adeptos do Budismo Moderno – é o Maitreya, que existe há 14 anos e já esteve em vários endereços. Atualmente, eles se encontram na Av. Prudente de Moraes, 780, no bairro Santo Antônio.
Segundo o CBK Maitreya, o guia espiritual Kadampa é o Gueshe Kelsang Gyatso, mais conhecido como Gueshe-la, um mestre de meditação plenamente realizado e um professor de budismo internacionalmente conhecido, e a professora residente do centro é a Vanda de Fátima Pereira, discípula de Gueshe-la.

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Sala de convivência do Centro Kadampa Maitreya.

Já o Templo das Alterosas pertence à linhagem Zen e foi fundado em 2012 pelo monge José Costa Mokugen-as, com a intenção de divulgar no Brasil a transmissão correta, direta, pura e una do Dharma dos mestres Dōgen e Keizan Jōkin da escola Sōtō Zen do Japão, como consta no site oficial.
O templo, localizado no montanhoso bairro Serra, é um autêntico espaço Zen em estilo oriental e o primeiro templo Zen de Belo Horizonte.
A fundação do Templo Zen das Alterosas está intimamente ligada à decisão do monge Mokugen-san de partir para o Japão em 1991 para um severo treinamento em vários templos da escola Sōtō Zen do Japão.
O nome “Alterosas” reflete as montanhas e o perfil da capital mineira e do estado das Minas Gerais. Em japonês, recebe o nome de Tenmokuzan Kōgakuzenji, que significa “Montanha do Silêncio Templo Zen das Montanhas Altas”.
A Associação Cultural Oriente-Ocidente, ACOO, fundada em 2005, o qual dá sustentação jurídica ao Templo Zen das Alterosas que, uma vez fundado, será então perpetuado, fazendo assim parte do patrimônio cultural e da história do Zen no Brasil e Minas Gerais.

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Fachada do templo Zen das Alterosas.

Representando a linhagem Krishna, temos a ISKON (Sociedade Internacional Para Consciência Krishna), que foi fundada por Srila Prabhupada, orientado pelo mestre Srila Bhaktisiddhanta Sarasvati Gosvami que lhe pediu para que ensinasse a ciência da consciência de Krishna no mundo ocidental. Srila Prabhupada orientou sua sociedade internacional desde os humildes primórdios na Segunda Avenida, 26, em Nova Iorque, EUA, até seu desenvolvimento numa confederação mundial com mais de duzentos ashramas, escolas, templos, institutos e comunidades rurais, além de milhões de seguidores. Ele deixou este mundo no dia 14 de novembro de 1977, em Vrindavana, Índia, local mais sagrado para os devotos de Krishna, e seus discípulos têm continuado seu importante trabalho de levar a Consciência de Krishna para as pessoas, indistintamente.
Foi um desses discípulos que trouxe a ISKON para BH, que fica localizada na rua Ametista, 212, no bairro Prado.

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Altar da ISKCON – BH.

Dawa Drolma é o centro budista de origem Chagdud Gompa (Budismo Tibetano). Foi fundado em 1992, com a permissão do guia espiritual Chagdud Rinpoch, e está situado entre as montanhas de Minas Gerais, próximo à cidade de Belo Horizonte, no vale de Casa Branca, no condomínio Aldeia da Cachoeira das Pedras. Além das práticas neste templo, existem as práticas que acontecem durante a semana em Belo Horizonte, na Av. Nossa Senhora do Carmo, 660/205. A construção do Centro de budismo Dawa Drolma é em estilo tibetano, com cores vivas e elementos decorativos como estátuas, imagens, plantas e um gongo.

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Templo Dawa Drolma em Casa Branca.

Já a Comunidade Buddhista Nalanda é um espaço criado para o entendimento e prática dos ensinamentos primevos do Buddha. O diretor do centro de estudos é o Ricardo Sasaki.  Acontecem encontros as terças e quartas à noite, ambos são gratuitos. O centro está localizado na rua Albita 194/701, no bairro Cruzeiro.

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Aula de meditação na Comunidade Buddhista Nalanda.

Por fim, temos em BH o Centro de Estudos Budistas Bodisatva, localizado na rua Barão de Macaúbas, 460, no bairro Santo Antônio. O centro tem como mestre o budista Lama Padma Samten. Segundo CEBB, Lama tem auxiliado inúmeras pessoas em suas vidas e relações cotidianas, com ensinamentos que dialogam com as mais diversas áreas do conhecimento.

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Lama Padma Samten, mestre budista da CEBB.

Para saber mais, visite os sites ou facebook dos centros mencionados através dos links abaixo:
TEMPLO ZEN DAS ALTEROSAShttp://www.zen.org.br/
ISKCON-BH
Fonte:https://descubraflordelotus.wordpress.com/2014/04/25/o-budismo-em-belo-horizonte/