TATUAGENS, TOXINAS E O SISTEMA IMUNE: O QUE VOCÊ PRECISA SABER ANTES DE FAZER UMA: ENTENDA OS RISCOS DA SEDAÇÃO E DO USO DE TINTAS COLORIDAS

 


As tintas de tatuagem são misturas químicas complexas, com muitos pigmentos originalmente desenvolvidos para aplicações industriais e não para injeção na pele humana, podendo sofrer alterações perigosas e desencadear reações imunes. — Foto: Freepik

Tatuagens, toxinas e o sistema imune: o que você precisa saber antes de fazer uma

A tinta da tatuagem fica em você por toda a vida, e só agora pesquisadores se perguntam como esses pigmentos interagem com o sistema imune e se a exposição a longo prazo é relevante para a saúde.

Por Manal Mohammed*

03/01/2026 04h01  Atualizado há 3 dias

De desenhos minimalistas no pulso a “mangas” completas nos braços, a arte corporal tornou-se tão comum que mal chama mais atenção. Mas embora o significado pessoal de uma tatuagem possa ser óbvio, as consequências biológicas são muito menos visíveis.

Uma vez que a tinta da tatuagem entra no corpo, ela não fica no lugar. Sob a pele, os pigmentos da tatuagem interagem com o sistema imune de maneiras que os cientistas estão apenas começando a entender.

As tatuagens são geralmente consideradas seguras, mas um crescente corpo de evidências científicas sugere que as tintas das tatuagens não são biologicamente inertes.

A questão principal não é mais se as tatuagens introduzem substâncias estranhas no corpo, mas quão tóxicas essas substâncias podem ser e o que isso significa para a saúde a longo prazo.

As tintas de tatuagem são misturas químicas complexas. Elas contêm pigmentos que dão cor, veículos líquidos que ajudam a distribuir a tinta, conservantes para impedir o crescimento microbiano e pequenas quantidades de impurezas.

Muitos pigmentos atualmente em uso foram originalmente desenvolvidos para aplicações industriais, como tintas automotivas, plásticos e toner de impressora, e não para injeção na pele humana.

Algumas tintas contêm traços de metais pesados, incluindo níquel, cromo, cobalto e, ocasionalmente, chumbo. Metais pesados podem ser tóxicos em certos níveis e são bem conhecidos por desencadear reações alérgicas e sensibilidade imune.

As tintas para tatuagem também podem conter compostos orgânicos, incluindo corantes azóicos e hidrocarbonetos policíclicos aromáticos.

Os corantes azóicos são corantes sintéticos amplamente utilizados em têxteis e plásticos. Sob certas condições, como exposição prolongada à luz solar ou durante a remoção de tatuagens a laser, eles podem se decompor em aminas aromáticas. Essas substâncias químicas têm sido associadas ao câncer e a danos genéticos em estudos de laboratório.

Os hidrocarbonetos aromáticos policíclicos, frequentemente abreviados para PAHs, são produzidos durante a queima incompleta de material orgânico e encontrados na fuligem, nos gases de escape dos veículos e nos alimentos carbonizados. As tintas pretas para tatuagem, geralmente feitas de negro de fumo, podem conter esses compostos, alguns dos quais são classificados como cancerígenos.

Tintas coloridas, particularmente vermelhas, amarelas e laranjas, são mais frequentemente associadas a reações alérgicas e inflamação crônica. Isso se deve, em parte, aos sais metálicos e pigmentos azóicos que podem se degradar em aminas aromáticas potencialmente tóxicas.

A tatuagem envolve a injeção de tinta profundamente na derme, a camada da pele abaixo da superfície. O corpo reconhece as partículas de pigmento como material estranho. As células imunes tentam removê-las, mas as partículas são muito grandes para serem totalmente eliminadas. Em vez disso, elas ficam presas dentro das células da pele, o que torna as tatuagens permanentes.

Mas a tinta da tatuagem não fica confinada à pele. Estudos mostram que as partículas de pigmento podem migrar através do sistema linfático e se acumular nos gânglios linfáticos. Os gânglios linfáticos são pequenas estruturas que filtram as células imunes e ajudam a coordenar as respostas imunes. Os efeitos a longo prazo da acumulação de tinta nestes tecidos para a saúde ainda não são claros, mas o seu papel central na defesa imune suscita preocupações quanto à exposição prolongada a metais e toxinas orgânicas.

Tatuagens e o sistema imune

Um estudo recente sugere que os pigmentos comumente usados em tatuagens podem influenciar a atividade imune, desencadear inflamações e reduzir a eficácia de certas vacinas. Os pesquisadores descobriram que a tinta da tatuagem é absorvida pelas células imunes da pele.

Quando essas células morrem, elas liberam sinais que mantêm o sistema imune ativado, levando à inflamação nos gânglios linfáticos próximos por até dois meses.

O estudo também descobriu que a tinta de tatuagem presente no local da injeção de vacinas alterou as respostas imunes de maneira específica às vacinas. Notavelmente, isso foi associado a uma resposta imune reduzida à vacina contra a COVID-19.

Isso não significa que as tatuagens tornam as vacinas inseguras. Em vez disso, sugere que os pigmentos de tatuagem podem interferir na sinalização imune, o sistema de comunicação química que as células imunes usam para coordenar as respostas à infecção ou vacinação, sob certas condições.

Atualmente, não há evidências epidemiológicas sólidas que relacionem tatuagens ao câncer em humanos. Mas estudos em laboratório e em animais sugerem riscos potenciais. Certos pigmentos de tatuagem podem se degradar com o tempo, ou quando expostos à luz ultravioleta ou à remoção de tatuagem a laser, formando subprodutos tóxicos e às vezes cancerígenos.

Muitos tipos de câncer levam décadas para se desenvolver, tornando esses riscos difíceis de estudar diretamente, especialmente considerando o quão recente é a disseminação das tatuagens.

Os riscos à saúde mais bem documentados das tatuagens são reações alérgicas e inflamatórias. A tinta vermelha está particularmente associada a coceira persistente, inchaço e granulomas. Granulomas são pequenos nódulos inflamatórios que se formam quando o sistema imune tenta isolar materiais que não consegue remover.

Essas reações podem aparecer meses ou anos após a aplicação da tatuagem e podem ser desencadeadas pela exposição ao Sol ou por alterações na função imune. A inflamação crônica tem sido associada a danos nos tecidos e aumento do risco de doenças. Para pessoas com doenças autoimunes ou sistema imune enfraquecido, as tatuagens podem representar preocupações adicionais.

Riscos de infecção

Como qualquer procedimento que perfura a pele, a tatuagem acarreta algum risco de infecção. A falta de higiene pode levar a infecções por bactérias como Staphylococcus aureus, os vírus da hepatite B e C e, em casos raros, infecções micobacterianas atípicas.

Um dos maiores desafios na avaliação da toxicidade das tatuagens é a falta de regulamentação consistente. Em muitos países, as tintas para tatuagem são regulamentadas de forma muito menos rigorosa do que os cosméticos ou produtos médicos, e os fabricantes não são obrigados a divulgar a lista completa de ingredientes.

A União Europeia introduziu limites mais rigorosos para substâncias perigosas nas tintas de tatuagem, mas, globalmente, a fiscalização continua desigual.

Para a maioria das pessoas, as tatuagens não causam problemas graves de saúde, mas elas não são isentas de riscos. As tatuagens introduzem no corpo substâncias que nunca foram concebidas para permanecerem a longo prazo nos tecidos humanos, algumas das quais podem ser tóxicas em determinadas condições.

A principal preocupação é a exposição cumulativa. À medida que as tatuagens se tornam maiores, mais numerosas e mais coloridas, a carga química total aumenta. Combinada com a exposição ao Sol, o envelhecimento, as alterações imunes ou a remoção a laser, essa carga pode ter consequências que a ciência ainda não descobriu.

As tatuagens continuam sendo uma forma poderosa de autoexpressão, mas também representam uma exposição a produtos químicos ao longo da vida. Embora as evidências atuais não sugiram um perigo generalizado, pesquisas crescentes destacam questões importantes ainda sem resposta sobre toxicidade, efeitos imunes e saúde a longo prazo. À medida que as tatuagens continuam a se tornar mais populares em todo o mundo, os argumentos a favor de uma melhor regulamentação, transparência e investigação científica sustentada tornam-se cada vez mais difíceis de ignorar.

*Manal Mohammed é professora sênior de Microbiologia Médica na Universidade de Westminster.

**Este texto foi publicado originalmente no site do The Conversation Brasil.

Fonte: https://g1.globo.com/saude/noticia/2026/01/03/tatuagens-toxinas-e-o-sistema-imune-o-que-voce-precisa-saber-antes-de-fazer-uma.ghtml


 Para evitar dor, famosos optam por tatuagem com sedação; entenda riscos


No ano passado, MC Cabelinho disse que tomou anestesia geral para fazer uma tatuagem. Na última semana, Rafaella Santos e Igor Kannário foram sedados antes de rabiscar o corpo.

Por Mariana Garcia, g1

14/07/2024 04h00  Atualizado há um ano



Rafaella Santos e Igor Kannário - tatuagens — Foto: Reprodução/Instagram e Capone Club

Quando o assunto é tatuagem, uma pergunta bastante frequente é: doeu? Para "evitar" a dor da agulha, alguns influenciadores têm optado pela sessão de tatuagem com sedação. É o caso do cantor Igor Kannário, que decidiu "fechar o corpo" em apenas uma sessão. Ou da influenciadora e irmã do jogador Neymar, Rafaella Santos, que tatuou um leão nas costas.

MC Cabelinho também revelou que tomou uma anestesia geral em uma das tatuagens. “Contratei uma equipe médica, fechei uma sala de cirurgia, os médicos disseram que era possível e eu tomei anestesia geral, dormi por 8 horas, fiquei entubado, porque era nas costas. Tatuei as costas toda”, explicou em entrevista ao “Na Piscina com Fê Paes Leme”.

g1 conversou com especialistas para entender as diferenças entre sedação e anestesia geral, os riscos e quando os procedimentos são indicados.

Quais os riscos?

Assim como qualquer outro tipo de intervenção, a anestesia tem riscos, explica Esthael Cristina Querido Avelar, médica anestesiologista pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.

"Alguns tipos de medicações fazem com que ocorra a inibição da respiração espontânea desse paciente. Quando a gente faz anestesia geral, obrigatoriamente a gente provoca isso e se o médico, por alguma questão anatômica, não conseguir ter acesso à via aérea do paciente, tem risco de fazer uma hipoxemia ou uma falta de oxigênio nos tecidos", diz a anestesiologista, que também é coordenadora do Núcleo de Dor da Clínica Atualli Spine Care.

Além disso, a médica explica que algumas medicações podem provocar uma queda muito abrupta, dependendo da dose, da pressão do paciente e da frequência cardíaca. Por isso, o procedimento deve ser feito em um ambiente seguro e deve ser feito por um anestesista.

George Miguel Goes, médico anestesiologista especialista no tratamento da dor do Hospital Israelita Albert Einstein, ressalta que para receber uma anestesia, o paciente precisa de preparação, como o jejum de oito horas.

"Há o risco de broncoaspiração, o alimento que está no estômago ir parar nos pulmões, se ele não estiver em jejum. Essa é uma complicação frequente. Também pode ter problemas com alergias, arritmias, crises de asma. Tudo isso precisa ser pesado antes de uma anestesia".

O tempo também deve ser levado em conta. "Quando falamos em sedação para endoscopia, falamos de 10 minutos. Quanto mais tempo, mais medicação e mais risco", completa o médico do Hospital Israelita Albert Einstein.

Sedação x anestesia geral

Os especialistas lembram que existem diferenças entre sedação e anestesia geral. Nos casos de Rafaella e Igor Kannário, eles dizem que foram sedados. Já MC Cabelinho diz que tomou anestesia geral.

  • Anestesia geral: o paciente para de fazer a respiração, ele é inibido de respirar espontaneamente. É aplicada em ambiente hospitalar, precisa de um carrinho de ventilação.
  • Sedação: pode ser leve, moderada ou até profunda. É possível tirar um pouco a dor do paciente. Ele é induzido ao sono, mas pode despertar durante todo o procedimento. Neste caso, existem clínicas liberadas pela Anvisa para procedimentos com sedação.

"A sedação não tira por completo a sensibilidade da pessoa, seu nível de consciência fica mais rebaixado, mas não está totalmente inconsciente. Na anestesia geral, o paciente fica na mão do anestesista, perde o controle da respiração, precisa de um aparelho de ventilação. A sedação é como um sono mais profundo e a anestesia geral é um estado de inconsciência", aponta George Miguel Goes.

Fonte: https://g1.globo.com/saude/noticia/2024/07/14/para-evitar-dor-famosos-optam-por-tatuagem-com-sedacao-entenda-riscos.ghtml


 Tatuagens coloridas têm risco? Entenda veto a tipos de tintas na União Europeia e qual a regra no Brasil


Decisão que vigora desde fevereiro estabeleceu um limite para algumas substâncias que representam um risco em potencial para a saúde.

Por Júlia Putini, g1

18/08/2022 05h04  Atualizado há 3 anos



A tatuadora e body piercer Bea Pumpkin é especializada em desenhos de animes. — Foto: Arquivo Pessoal

A tatuadora Bea Pumpkin, brasileira que mora em Portugal, ganhou uma nova preocupação no início deste ano, quando a agência reguladora da União Europeia baniu de circulação diversos tipos de tintas para tatuagem. A decisão foi tomada devido a possíveis riscos para a saúde, como mutações no DNA, câncer e dificuldade reprodutiva.

Especialista em desenhar personagens de animes, a jovem de 29 anos conta que os profissionais dedicados aos desenhos coloridos viram o preço de algumas tintas dobrar. No caso de Bea, as tattoos mais coloridas não são as principais, o que fez o impacto no orçamento ser menor.

"A maior preocupação no início era saber quanto tempo teríamos de adaptação e quanto o valor da tinta iria subir. Quando isso foi decidido, já tinha a Covid, o que fez aumentar o preço do material como um todo. No fim, isso reduziu nosso número de possibilidades de marcas, mas se vem para melhorar, é ótimo. Assim melhoramos a reputação do nosso trabalho, visto como marginalizado, e nossos tabus na indústria", relata.

Em vigor desde 4 de janeiro, a decisão do REACH (Registration, Evaluation and Authorization of Chemicals) restringe pigmentos que contenham em sua composição mercúrio, níquel, cromo, cobalto, metanol, certos corantes vermelhos, laranja, amarelo, violeta e azul.

A nova medida impõe um limite de concentração para determinadas substâncias, como certos corantes azóicos e aminas aromáticas carcinogênicas, hidrocarbonetos aromáticos policíclicos (PAHs), metais e metanol.

“A saúde e o bem-estar dos nossos cidadãos são nossa prioridade. Além de alergias e problemas de pele, os produtos químicos tóxicos encontrados nas tintas de tatuagem podem causar outros efeitos adversos à saúde, como o câncer. A tatuagem é cada vez mais popular na Europa. É por isso que é urgente que regulemos esses produtos químicos agora”, declarou em comunicado o comissário europeu para o meio ambiente, Virginijus Sinkevičius.

Medida 'excessivamente cautelosa'

Para Julio Ponce, professor de Toxicologia e ciências forenses na University of Winchester, a medida é excessivamente cautelosa, antecipando possíveis problemas de saúde que as tintas podem ocasionar, sem haver de fato uma comprovação.

"Algumas substâncias são 'potencialmente carcinogênicas', que é uma classificação que indica que não há evidências o suficiente para afirmar que de fato há relação com o câncer, mas que ainda estão sob investigação. Por excesso de cautela e pelo fato de que a inserção dos pigmentos é feita de forma agressiva, para inseri-los na segunda camada da pele, escolheram proibir sob a justificativa de que há uma alternativa melhor", contextualiza.

Ponce diz que a presença dessas substâncias nos níveis em que eram estabelecidos antes pode ter uma correlação maior de incidência de efeitos adversos, como alergia de contato e dermatite, mas é difícil dizer ao certo. Isso porque a tinta é um conjunto de substâncias. "Pigmento, estabilizantes, neutralizantes, alumínio ferro calcio titânio, cádmio... e todos eles, por serem injetados diretamente na pele, podem levar a uma inflamação cutânea", explica o professor.

E no Brasil?

A proposta da mudança visa conseguir pigmentos que sejam mais biocompatíveis, eliminando substâncias potencialmente danosas para o organismo. "Existem pigmentos mais seguros, e a União Europeia busca convencer a população disso de maneira mais impositiva, mas sem acabar com a cultura da tatuagem." Mas e no Brasil?

Em nota ao g1, a Anvisa informou que não possui uma lista com pigmentos proibidos para tatuagem, mas tem acompanhado as discussões mundiais sobre o tema.

De acordo com a agência, as tintas para tatuagem devem atender ao disposto no Art. 7º da Resolução 553/2021, que estabelece a demonstração de segurança e eficácia dos produtos implantáveis, apresentados por meio de relatórios de avaliação biológica, revisão de literatura e relatório de gerenciamento de risco.

"Ainda, caso a avaliação biológica tenha por conclusão a necessidade de realização de testes de biocompatibilidade, deverão ser apresentados os relatórios desses respectivos testes. Lembramos, também, que o fabricante precisa estar regularizado quanto às Boas Práticas de Fabricação (BPF)."

Assim, espera-se que as avaliações e ensaios previstos na norma comprovem que o produto seja biocompatível.

Na análise de Ponce, é possível que, com o passar do tempo, a regulamentação mude também em outros países além da União Europeia.

"Pela força dos assuntos regulatórios isso pode criar uma tendência, um alerta. Como a regra passou a valer agora em janeiro, já deve existir algum grupo para estudar se houve impacto na questão de saúde. Se perceberem que diminuiu algum efeito indesejado, mesmo que seja apenas reações exacerbadas ao pigmento (alergias), é capaz que outros países sigam sim [a mudança]. Quando uma agência europeia ou americana toma a frente de certo assunto, cria-se um tubo de ensaio para observar o que vai acontecer. Com resultados positivos, a tendência é outros países também se adequarem", afirma.

Inimigos do fim

O trabalho de Jordana Lara, 33 anos, é uma explosão de cores. Natural de Goiânia, ela vive em Grenoble, na França, há pouco mais de dois anos e trabalha como tatuadora há oito. Ela conta que está apreensiva com a durabilidade das novas tintas, uma vez que ainda não há como prever qual será o resultado a longo prazo da nova formulação.

Para ela, a mudança "não faz muito sentido". "Tem substâncias na tinta que podem ser cancerígenas, mas não tem nada que prove uma relação entre os dois", comenta.


O trabalho de Jordana Lara se baseia em realismo colorido, bordados e aquarela. — Foto: Arquivo Pessoal

Algumas marcas americanas já desenvolveram novas formulações para atender a mudança da regulamentação e assim serem revendidas na União Europeia. No entanto, a tatuadora ressalta que já sabe que nem todo mundo vai aderir às novas regras.

"Conheço quem segue usando tintas antigas e vai continuar. É mais difícil de encontrar, mas vão continuar usando. Para eu encontrar as tintas que eu gostava foram anos experimentando tipos diferentes. Por exemplo: gosto mais de um vermelho de uma marca e o azul de outra. Quando você cria o hábito com uma tinta, não quer trocar porque isso pode interferir no seu trabalho", disse. Apesar da resistência, ela já está se adaptando ao exigido, já que a saúde de todos está em jogo.

O assunto é estudado desde 2015, e apesar de a regulamentação ser válida desde janeiro, foi estendido o prazo de utilização de tintas específicas, a azul ftalocianina (Pigmento Azul 15:3) e a verde ftalocianina (Pigmento Verde 7). A decisão foi tomada por ainda não existir para essas cores formulações alternativas que respeitem os novos parâmetros. A data limite é 4 de janeiro de 2023.

Fonte: https://g1.globo.com/saude/noticia/2022/08/18/tatuagens-coloridas-tem-risco-entenda-veto-a-tipos-de-tintas-na-uniao-europeia-e-qual-a-regra-no-brasil.ghtml

 

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