SOMOS TODOS MARCIANOS? A INTRIGANTE HIPÓTESE DE QUE A VIDA NA TERRA COMEÇOU NO PLANETA VERMELHO E POR QUAL MOTIVO ELE TEM ESSA COR
Processe de terraformação quer deixar Marte mais habitável, como a Terra — Foto: Daein Ballard
Somos todos marcianos? A intrigante hipótese de que a vida na Terra
começou no planeta vermelho
Marte pode ter sido hospitaleiro para a vida no
início de sua história, o organismos que lá surgiram podem ter viajado em
meteoritos para nosso planeta.
Por Seán Jordan*
03/01/2026 04h01 Atualizado há 11
horas
Mas e se a vida na Terra não tivesse se originado
aqui, tendo chegado em meteoritos vindos de Marte? Não é a hipótese mais aceita
para a origem da vida, mas continua sendo uma ideia intrigante. Aqui,
examinaremos as evidências a favor e contra.
O tempo é um fator fundamental. Marte
se formou há cerca de 4,6 bilhões de anos, enquanto a Terra é um pouco mais
jovem, com 4,54 bilhões de anos. As superfícies de ambos os planetas eram
inicialmente derretidas, antes de esfriarem e endurecerem gradualmente.
NASA encontra possíveis indícios de vida em Marte
Em teoria, a vida poderia ter surgido
independentemente na Terra e em Marte logo após a formação dos planetas. Embora
a superfície de Marte hoje seja inabitável para a vida como conhecemos, o Marte
primitivo provavelmente tinha condições semelhantes às da Terra primitiva.
O Marte primitivo parece ter tido uma atmosfera
protetora e água líquida na forma de oceanos, rios e lagos. Também pode ter
sido geotermicamente ativo, com muitas fontes hidrotermais e geotermais para
fornecer as condições necessárias para o surgimento da vida.
Mas há cerca de 4,51 bilhões de anos um planeta
rochoso do tamanho de Marte chamado Theia colidiu com a proto-Terra. Esse
impacto fez com que os dois corpos se fundissem e depois se separassem,
formando a Terra e a Lua. Se a vida tivesse começado antes desse evento,
certamente não teria sobrevivido a ele.
Marte, por outro lado, provavelmente não passou por
um evento de refusão global. O planeta vermelho sofreu vários impactos no
violento primórdio do Sistema Solar, mas as evidências sugerem que nenhum deles
teria sido grande o suficiente para destruir completamente o planeta — e
algumas áreas podem ter permanecido relativamente estáveis.
Portanto, se a vida surgiu em Marte logo após a
formação do planeta, há 4,6 bilhões de anos, ela poderia ter continuado a
evoluir sem grandes interrupções por pelo menos meio bilhão de anos. Após esse
período, o campo magnético de Marte entrou em colapso, marcando o início do fim
da habitabilidade marciana. A atmosfera protetora desapareceu, deixando a
superfície do planeta exposta a temperaturas congelantes e radiação ionizante
do espaço.
Uma questão de tempo
Mas e a Terra? Quanto tempo depois do impacto que
formou a Lua surgiu a vida? Seguindo a árvore da vida até à sua raiz, chegamos
a um microrganismo chamado Luca — acrônimo em inglês para “último ancestral
comum universal” (last universal
common ancestor).
Esta é a espécie microbiana da qual descende toda a
vida atual. Um estudo recente reconstruiu as características de Luca usando a
genética e os registros fósseis da vida primitiva na Terra. Ele inferiu que
Luca viveu há 4,2 bilhões de anos — mais cedo do que algumas estimativas
anteriores.
O Luca não foi o primeiro organismo na Terra, mas
uma das várias espécies de micróbios que existiam em nosso planeta nessa época.
Eles competiam, cooperavam e sobreviviam aos elementos, além de se defenderem
dos ataques de vírus.
Se ecossistemas pequenos, mas bastante complexos,
estavam presentes na Terra há cerca de 4,2 bilhões de anos, a vida deve ter se
originado antes disso. Mas quanto tempo antes? A nova estimativa para a idade
de Luca é 360 milhões de anos após a formação da Terra e 290 milhões de anos
após o impacto que formou a Lua.
Tudo o que sabemos é que, nesses 290 milhões de
anos, a química de alguma forma se tornou biologia. Esse tempo foi suficiente
para que a vida se originasse na Terra e depois se diversificasse nos
ecossistemas presentes quando Luca estava vivo?
A origem marciana da vida terrestre contorna essa
questão. De acordo com a hipótese, microrganismos marcianos poderiam ter
viajado para a Terra em meteoritos, bem a tempo de aproveitar as condições
favoráveis à vida no planeta após a formação da Lua.
O momento pode ser conveniente para essa ideia. Mas
como alguém que trabalha na área, meu palpite é que 290 milhões de anos é tempo
suficiente para que reações químicas produzissem os primeiros organismos vivos
na Terra mesmo, e para que a biologia se diversificasse e se tornasse mais
complexa.
Sobrevivendo à jornada
O genoma reconstruído de Luca sugere que ele
poderia se alimentar de hidrogênio molecular ou moléculas orgânicas simples.
Juntamente com outras evidências, isso sugere que o habitat de Luca era um
sistema de fontes hidrotermais marinhas rasas ou uma fonte termal geotérmica. O
pensamento atual no campo da origem da vida é que esses tipos de ambientes na
Terra primitiva tinham as condições necessárias para que a vida surgisse da
química não viva.
Luca também continha um mecanismo bioquímico que
poderia protegê-lo de altas temperaturas e radiação UV — perigos reais nesses
ambientes da Terra primitiva.
No entanto, está longe de ser certo que as formas
de vida primitivas pudessem ter sobrevivido à viagem de Marte para a Terra. E
não há nada no genoma de Luca que sugira que ele fosse particularmente bem
adaptado a voos espaciais.
Para chegar à Terra, os microrganismos precisariam
ter sobrevivido ao impacto inicial na superfície de Marte, a uma ejeção em alta
velocidade da atmosfera marciana e a uma viagem pelo vácuo do espaço enquanto
eram bombardeados por raios cósmicos durante pelo menos a maior parte de um
ano.
Em seguida, precisariam ter sobrevivido à entrada
em alta temperatura na atmosfera da Terra e a outro impacto na superfície. Este
último evento pode ou não tê-los depositado em um ambiente ao qual estivessem
remotamente adaptados.
As chances de tudo isso acontecer me parecem muito
pequenas. Por mais difícil que a transição da química para a biologia possa
parecer, me parece muito mais fácil do que a ideia de que essa transição
ocorreria em Marte, com formas de vida sobrevivendo à viagem até a Terra e, em
seguida, se adaptando a um planeta completamente novo. Mas posso estar errado.
É útil examinar estudos sobre se microrganismos
poderiam sobreviver a viagens entre planetas. Até agora, parece que apenas os
microrganismos mais resistentes poderiam sobreviver à viagem entre Marte e a
Terra. Essas são espécies adaptadas para prevenir danos causados pela radiação
e capazes de sobreviver à dessecação por meio da formação de esporos.
Mas talvez, apenas talvez, se uma população de
microrganismos estivesse presa no interior de um meteorito suficientemente
grande, eles poderiam ficar protegidos da maioria das condições adversas do
espaço. Algumas simulações em computador até apoiam essa ideia. Simulações
adicionais e experimentos de laboratório para testar isso estão em andamento.
Isso levanta outra questão: se a vida chegou à
Terra vinda de Marte nos primeiros 500 milhões de anos de existência do nosso
Sistema Solar, por que não se espalhou da Terra para o resto do Sistema Solar
nos quatro bilhões de anos seguintes? Talvez não sejamos marcianos, afinal.
*Seán Jordan é
professor associado de Química na Dublin City University.
**Esta matéria foi
publicada originalmente no site do The Conversation Brasil.
Fonte: https://g1.globo.com/ciencia/noticia/2026/01/03/somos-todos-marcianos-a-intrigante-hipotese-de-que-a-vida-na-terra-comecou-no-planeta-vermelho.ghtml
Como a vida começou
na Terra? Embora os cientistas tenham várias teorias,
eles ainda não compreendem totalmente as etapas químicas precisas que levaram
ao surgimento da biologia, nem quando apareceram as primeiras formas de vida
primitivas.
Mas e se a vida na Terra não tivesse se originado
aqui, tendo chegado em meteoritos vindos de Marte? Não é a hipótese mais aceita
para a origem da vida, mas continua sendo uma ideia intrigante. Aqui,
examinaremos as evidências a favor e contra.
O tempo é um fator fundamental. Marte se formou há cerca de 4,6 bilhões de anos, enquanto a Terra é um pouco mais jovem, com 4,54 bilhões de anos. As superfícies de ambos os planetas eram inicialmente derretidas, antes de esfriarem e endurecerem gradualmente.
NASA encontra possíveis indícios de vida em Marte
Em teoria, a vida poderia ter surgido
independentemente na Terra e em Marte logo após a formação dos planetas. Embora
a superfície de Marte hoje seja inabitável para a vida como conhecemos, o Marte
primitivo provavelmente tinha condições semelhantes às da Terra primitiva.
O Marte primitivo parece ter tido uma atmosfera
protetora e água líquida na forma de oceanos, rios e lagos. Também pode ter
sido geotermicamente ativo, com muitas fontes hidrotermais e geotermais para
fornecer as condições necessárias para o surgimento da vida.
Mas há cerca de 4,51 bilhões de anos um planeta
rochoso do tamanho de Marte chamado Theia colidiu com a proto-Terra. Esse
impacto fez com que os dois corpos se fundissem e depois se separassem,
formando a Terra e a Lua. Se a vida tivesse começado antes desse evento,
certamente não teria sobrevivido a ele.
Marte, por outro lado, provavelmente não passou por
um evento de refusão global. O planeta vermelho sofreu vários impactos no
violento primórdio do Sistema Solar, mas as evidências sugerem que nenhum deles
teria sido grande o suficiente para destruir completamente o planeta — e
algumas áreas podem ter permanecido relativamente estáveis.
Portanto, se a vida surgiu em Marte logo após a
formação do planeta, há 4,6 bilhões de anos, ela poderia ter continuado a
evoluir sem grandes interrupções por pelo menos meio bilhão de anos. Após esse
período, o campo magnético de Marte entrou em colapso, marcando o início do fim
da habitabilidade marciana. A atmosfera protetora desapareceu, deixando a
superfície do planeta exposta a temperaturas congelantes e radiação ionizante
do espaço.
Uma questão de tempo
Mas e a Terra? Quanto tempo depois do impacto que
formou a Lua surgiu a vida? Seguindo a árvore da vida até à sua raiz, chegamos
a um microrganismo chamado Luca — acrônimo em inglês para “último ancestral
comum universal” (last universal
common ancestor).
Esta é a espécie microbiana da qual descende toda a
vida atual. Um estudo recente reconstruiu as características de Luca usando a
genética e os registros fósseis da vida primitiva na Terra. Ele inferiu que
Luca viveu há 4,2 bilhões de anos — mais cedo do que algumas estimativas
anteriores.
O Luca não foi o primeiro organismo na Terra, mas
uma das várias espécies de micróbios que existiam em nosso planeta nessa época.
Eles competiam, cooperavam e sobreviviam aos elementos, além de se defenderem
dos ataques de vírus.
Se ecossistemas pequenos, mas bastante complexos,
estavam presentes na Terra há cerca de 4,2 bilhões de anos, a vida deve ter se
originado antes disso. Mas quanto tempo antes? A nova estimativa para a idade
de Luca é 360 milhões de anos após a formação da Terra e 290 milhões de anos
após o impacto que formou a Lua.
Tudo o que sabemos é que, nesses 290 milhões de
anos, a química de alguma forma se tornou biologia. Esse tempo foi suficiente
para que a vida se originasse na Terra e depois se diversificasse nos
ecossistemas presentes quando Luca estava vivo?
A origem marciana da vida terrestre contorna essa
questão. De acordo com a hipótese, microrganismos marcianos poderiam ter
viajado para a Terra em meteoritos, bem a tempo de aproveitar as condições
favoráveis à vida no planeta após a formação da Lua.
O momento pode ser conveniente para essa ideia. Mas
como alguém que trabalha na área, meu palpite é que 290 milhões de anos é tempo
suficiente para que reações químicas produzissem os primeiros organismos vivos
na Terra mesmo, e para que a biologia se diversificasse e se tornasse mais
complexa.
Sobrevivendo à jornada
O genoma reconstruído de Luca sugere que ele
poderia se alimentar de hidrogênio molecular ou moléculas orgânicas simples.
Juntamente com outras evidências, isso sugere que o habitat de Luca era um
sistema de fontes hidrotermais marinhas rasas ou uma fonte termal geotérmica. O
pensamento atual no campo da origem da vida é que esses tipos de ambientes na
Terra primitiva tinham as condições necessárias para que a vida surgisse da
química não viva.
Luca também continha um mecanismo bioquímico que
poderia protegê-lo de altas temperaturas e radiação UV — perigos reais nesses
ambientes da Terra primitiva.
No entanto, está longe de ser certo que as formas
de vida primitivas pudessem ter sobrevivido à viagem de Marte para a Terra. E
não há nada no genoma de Luca que sugira que ele fosse particularmente bem
adaptado a voos espaciais.
Para chegar à Terra, os microrganismos precisariam
ter sobrevivido ao impacto inicial na superfície de Marte, a uma ejeção em alta
velocidade da atmosfera marciana e a uma viagem pelo vácuo do espaço enquanto
eram bombardeados por raios cósmicos durante pelo menos a maior parte de um
ano.
Em seguida, precisariam ter sobrevivido à entrada
em alta temperatura na atmosfera da Terra e a outro impacto na superfície. Este
último evento pode ou não tê-los depositado em um ambiente ao qual estivessem
remotamente adaptados.
As chances de tudo isso acontecer me parecem muito
pequenas. Por mais difícil que a transição da química para a biologia possa
parecer, me parece muito mais fácil do que a ideia de que essa transição
ocorreria em Marte, com formas de vida sobrevivendo à viagem até a Terra e, em
seguida, se adaptando a um planeta completamente novo. Mas posso estar errado.
É útil examinar estudos sobre se microrganismos
poderiam sobreviver a viagens entre planetas. Até agora, parece que apenas os
microrganismos mais resistentes poderiam sobreviver à viagem entre Marte e a
Terra. Essas são espécies adaptadas para prevenir danos causados pela radiação
e capazes de sobreviver à dessecação por meio da formação de esporos.
Mas talvez, apenas talvez, se uma população de
microrganismos estivesse presa no interior de um meteorito suficientemente
grande, eles poderiam ficar protegidos da maioria das condições adversas do
espaço. Algumas simulações em computador até apoiam essa ideia. Simulações
adicionais e experimentos de laboratório para testar isso estão em andamento.
Isso levanta outra questão: se a vida chegou à
Terra vinda de Marte nos primeiros 500 milhões de anos de existência do nosso
Sistema Solar, por que não se espalhou da Terra para o resto do Sistema Solar
nos quatro bilhões de anos seguintes? Talvez não sejamos marcianos, afinal.
*Seán Jordan é
professor associado de Química na Dublin City University.
**Esta matéria foi
publicada originalmente no site do The Conversation Brasil.
Fonte: https://g1.globo.com/ciencia/noticia/2026/01/03/somos-todos-marcianos-a-intrigante-hipotese-de-que-a-vida-na-terra-comecou-no-planeta-vermelho.ghtml
Por que Marte é vermelho? Cientistas podem
finalmente ter a resposta e ela traz pista sobre vida no planeta
Nova pesquisa sugere que Marte é vermelho por causa
da ferrugem resultante da reação de um composto com água e oxigênio. Com isso,
mostra condições de habitação no planeta.
Por Poliana
Casemiro
25/02/2025 08h33 Atualizado há 10
meses
Pesquisadores
descobrem resposta sobre cor vermelha do planeta — Foto: NASA/JPL-Caltech
Marte
cativou cientistas e o público por séculos. Um dos maiores motivos é sua
tonalidade avermelhada, que lhe rendeu o título de "planeta
vermelho". Agora, pesquisadores encontraram uma explicação: a ferrugem da
reação de um composto com água e oxigênio. Com isso, surgem novas pistas sobre a possibilidade
de o planeta ter sido habitável no passado.
➡️
Antes, pesquisas sugeriam que a cor avermelhada era causada por um mineral seco
e semelhante à ferrugem, chamado hematita. Ou seja, a reação teria
ocorrido sem a presença de umidade — um fator crucial para determinar se Marte
já foi habitável.
No entanto, nas últimas décadas o planeta recebeu
várias missões espaciais que permitiram análises do material coletado. Com base
nesses dados, pesquisadores sugerem uma nova explicação: o mineral de ferro rico em água,
chamado ferrihidrita, pode ser o principal responsável pela poeira avermelhada
de Marte.
A ferrihidrita é um mineral de óxido de
ferro que se forma em
ambientes ricos em água. Na Terra, está comumente
associada a processos como o intemperismo de rochas vulcânicas e cinzas. Até
agora, seu papel na composição da superfície marciana não era bem
compreendido, mas esta nova pesquisa sugere que ela pode ser
um dos principais componentes da poeira que cobre o planeta.
Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores
analisaram dados de várias missões a Marte, combinando observações orbitais do
Mars Reconnaissance Orbiter, da NASA, e do Mars Express e Trace Gas Orbiter, da
Agência Espacial Europeia, além de medições feitas na superfície por veículos
como Curiosity, Pathfinder e Opportunity. A pesquisa foi publicada nesta
terça-feira (25) na revista Nature Communications.
A descoberta oferece uma pista promissora sobre o
passado mais úmido e potencialmente habitável de Marte, pois, diferentemente da
hematita — que normalmente se forma sob condições mais quentes e secas —, a ferrihidrita se forma na presença de
água fria.
➡️ Esse novo contexto sugere que Marte
pode ter tido um ambiente capaz de sustentar água líquida,
um ingrediente essencial para a vida, antes de fazer a transição para o
ambiente seco que conhecemos hoje, bilhões de anos atrás.
Já houve vida? Para
entender isso, precisamos compreender as condições que estavam presentes
durante a formação desse mineral. O que sabemos, a partir deste estudo, é que
as evidências apontam para a formação de ferrihidrita, e para que isso
acontecesse, deve ter havido um ambiente onde o oxigênio, proveniente do ar ou
de outras fontes, e a água puderam reagir com o ferro. Essas condições eram
muito diferentes do ambiente seco e frio de hoje
— Adomas Valantinas, astrônomo e um dos autores do
estudo.
A pesquisa ainda não é capaz de confirmar se houve
vida em Marte, mas fornece indícios de que o planeta já teve
condições favoráveis à habitação. “Esta pesquisa é uma oportunidade de abrir
novas portas”, afirma John Mustard, outro dos pesquisadores envolvidos.
Fonte: https://g1.globo.com/ciencia/noticia/2025/02/25/por-que-marte-e-vermelho-cientistas-podem-finalmente-ter-a-resposta-e-ela-traz-pista-sobre-vida-no-planeta.ghtml
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