ET DE VARGINHA-MINAS GERAIS-BRASIL: O QUE SE SABE E O QUE NUNCA FOI EXPLICADO SOBRE O CASO DE APARIÇÃO DO ET
Em Varginha, Memorial do ET traz "reconstituição" do suposto avistamento do alienígina. Crédito: G1 - Sul de Minas EPTV
ET de Varginha, 30 anos: o que se sabe e o que nunca foi explicado sobre
o caso
Três décadas depois, o g1 revisita o caso para
mostrar por que o episódio segue sem uma conclusão definitiva, entre relatos,
investigações e silêncios.
Por Júlia
Reis, Fabiana Assis, Lorena
Lemos, Lucas Soares, g1 Sul de Minas
20/01/2026 00h00 Atualizado há uma
semana
Trinta
anos depois do episódio que colocou Varginha (MG) no centro de um
dos casos ufológicos mais conhecidos do mundo, a história da suposta
aparição do ET segue sem um ponto final — e talvez nunca tenha uma
conclusão definitiva.
Não
se trata apenas de saber se uma criatura extraterrestre esteve ou não na cidade
em janeiro de 1996. O que mantém essa história viva é o impacto que ela deixou:
nas pessoas, na memória coletiva, nas versões que resistem ao tempo e no
silêncio que nunca foi totalmente quebrado.
Este
especial do reconstrói os acontecimentos, cruza relatos, documentos,
ciência e lacunas oficiais para entender por que, três décadas depois, o
Caso Varginha ainda não terminou.
ET de Varginha (MG) — Foto: Júlia Reis/g1
📢 Os relatos e o
silêncio
Janeiro de 1996. Em poucos dias, Varginha deixou de
ser apenas mais uma cidade do interior de Minas Gerais para se tornar um nome
conhecido no Brasil e no mundo.
Relatos de avistamentos estranhos, movimentação
militar incomum, versões contraditórias e mortes cercadas de dúvidas
alimentaram uma narrativa que atravessou gerações.
Desde então, livros foram escritos, documentários
produzidos, investigações reabertas e novas testemunhas surgiram. Nenhuma
versão conseguiu, de fato, encerrar o caso.
Trinta anos depois,
a cidade seguiu em frente. A história, não.
📷 Antes e depois
Os locais associados ao caso continuam existindo.
Ruas, terrenos e prédios que um dia foram apontados como cenário de algo
extraordinário hoje fazem parte da rotina da cidade.
Mas, para quem viveu aqueles dias — ou cresceu
ouvindo falar deles —, esses espaços carregam algo além da paisagem urbana.
Na comparação entre imagens de 1996 e registros atuais,
o tempo mostra o que mudou fisicamente e o que permanece intocado: a
curiosidade, o debate e a sensação de que algo ficou sem explicação.
O Hospital Regional de Varginha entrou para a história do caso após relatos de movimentação incomum de militares e da suposta passagem de uma criatura por unidades de saúde da cidade. As versões nunca foram confirmadas oficialmente. — Foto 1: Acervo EP — Foto 2: Acervo EP
✍️ Fato, versão e
lacunas
✔️ Fatos confirmados
1.
Houve
relatos de avistamentos incomuns em janeiro de 1996
Moradores relataram
avistamentos classificados como incomuns. O principal
partiu das três jovens que disseram ter visto uma criatura de aparência não
humana e diferente de qualquer animal conhecido. Outros relatos descreveram
luzes estranhas no céu, deslocamentos rápidos e silenciosos e a suposta queda
de um objeto.
2.
A
presença de militares na cidade foi registrada
Houve, por parte da população, a percepção de intensa
movimentação de caminhões do Exército nos hospitais da
cidade e viaturas do Corpo de Bombeiros após a suposta aparição. Há relatos de
homens armados que impossibilitaram a passagem de curiosos em determinados
pontos. As autoridades afirmaram que se tratava apenas de atividades rotineiras.
3.
Caso
ganhou repercussão nacional e internacional
O episódio chamou a atenção da imprensa e de
ufólogos. A partir de uma matéria no Fantástico, na Rede Globo, o assunto passou a ser assunto
em diversos veículos nacionais e estrangeiros, como o Wall
Street Journal, impulsionando como um dos casos ufológicos mais conhecidos do
Brasil em todo o mundo.
4.
Episódio
mudou a cidade de Varginha
O caso tornou a cidade conhecida mundialmente e acabou se transformando em
identidade local. Elementos foram incorporados à
paisagem urbana, que passou a ter esculturas temáticas e até a
caixa d'água representa um “disco voador”, movimentando o turismo.
ET de Varginha (MG) — Foto: Júlia Reis/g1
❓ Versões conflitantes
1.
Descrição da suposta criatura varia entre testemunhas
Há variações da primeira descrição do suposto ET feita pelas três jovens de uma criatura com olhos grandes e avermelhados, cabeça volumosa com
três protuberâncias, pele escura e oleosa. Outras versões
diferem na cor e estatura. Uma testemunha teria visto, no zoológico da cidade,
uma criatura idêntica à avistada pelas jovens, mas com uma espécie de capacete
na cabeça. Em 2007, a criatura ganhou a cor verde no personagem Ginho, criado pelo
cartunista Márcio Baraldi para a Revista UFO.
2.
As versões das testemunhas mudaram ao longo do tempo
No documentário “O Mistério de Varginha”,
da EPTV e Rede Globo, que destaca os 30 anos do caso, testemunhas mudaram seus
depoimentos iniciais. Entre elas, um neurologista que reconheceu ter visto uma gravação e a própria criatura em leito hospitalar;
um ex-militar do Exército que revelou ter mentido sobre a atuação das forças armadas; um
bombeiro, que também havia confirmado participação no caso, disse que se tratava de uma farsa; e um ufólogo, que
inicialmente sustentou a versão, e disse não haver qualquer prova do caso.
3.
Há divergências sobre a real motivação da movimentação militar
Não há confirmação oficial das razões
exatas da movimentação militar percebida pela população. Enquanto documentos
oficiais negam qualquer operação voltada à captura de seres desconhecidos e
alegam movimentações de rotina, alguns ufólogos argumentam que a corporação
mantém segredo sobre o que realmente ocorreu. O sigilo institucional e as falta
de clareza nas explicações incentivam as especulações sobre o caso.
Turismo ET de Varginha (MG) — Foto: Júlia Reis/g1
🔒 Pontos sem resposta
até hoje
1.
Que criatura foi avistada pelas jovens?
Não há uma conclusão do que as jovens
viram naquele terreno baldio. As três testemunhas seguem afirmando que o que
viram não era humano, mas não sabem dizer o que era. A princípio elas acharam
ser um demônio. A definição de que era uma criatura extraterrestre foi
apresentada por um ufólogo. O exército afirma que foi um homem que costumava
ficar agachado pelas ruas da cidade e algumas pessoas disseram ser um animal
estranho.
2.
Por que os registros oficiais sobre o caso são escassos?
A maioria das informações sobre o caso são obtidas por relatos orais. Justiça
Militar, que abriu um inquérito para averiguar o caso, após falas de militares, concluiu que houve um engano das jovens e que elas tinham visto um
homem conhecido como "mudinho". A Prefeitura de Varginha fez
um amplo dossiê para registrar o Caso ET como bem imaterial do município, mas o
documento é baseado nos depoimentos e reportagens da época.
3.
Por que o caso nunca foi oficialmente encerrado?
Não existe um relatório ou investigação oficial. A falta de consenso ou de
prova conclusiva para todas as versões apresentadas por ufólogos, militares e
testemunhas deixam em aberto o debate sobre o caso, mesmo tendo passado décadas
da sua ocorrência. O episódio ultrapassou a esfera da realidade e se tornou
parte do imaginário coletivo da cidade.
ET de Varginha (MG) — Foto: Júlia Reis/g1
4.
🎧
Vozes que sustentam o mistério
5. Trinta anos depois, diferentes vozes ajudam a entender
por que o Caso ET de Varginha segue aberto. São depoimentos de quem apurou,
questionou, acreditou, duvidou ou conviveu com a história desde 1996.
Outros profissionais diretamente envolvidos com o caso, além de pesquisadores e ufólogos que acompanharam as investigações ao longo dos anos. Parte dos convidados optou por não participar do especial ou não respondeu aos contatos da reportagem.
Infográfico - 30 anos do Caso ET de Varginha — Foto: Arte/g1
Fonte:
https://g1.globo.com/mg/sul-de-minas/noticia/2026/01/20/et-de-varginha-30-anos-o-que-se-sabe-e-o-que-nunca-foi-explicado-sobre-o-caso.ghtml
Palestrante, vendedora de pão de queijo e dona de
casa: após 30 anos, como vivem 'meninas' que dizem ter visto ET em Varginha
Testemunhas
principais do caso nunca mudaram a versão dada em 1996 e tampouco há indícios
de qualquer benefício delas com a repercussão da história. Elas voltaram ao
local no avistamento no último episódio da série documental "O Mistério de
Varginha".
Por
g1 Sul de Minas
09/01/2026 04h00 Atualizado há 3 semanas
30 anos depois, testemunhas do
caso Varginha mantêm relatos; veja como estão hoje as 'Meninas do ET' — Foto:
Reprodução TV Globo
As meninas que ficaram conhecidas nacionalmente por
relatarem ter encontrado um extraterrestre em Varginha (SP) seguem com a mesma versão sobre o que
viram naquela tarde de janeiro de 1996. Hoje adultas, com famílias, filhos e
netos, apesar das polêmicas, contradições e questionamentos que cercam o caso
ao longo de quase três décadas, nunca deixaram de sustentar seus relatos e não
há qualquer indício de que tenham se beneficiado com a história.
As mulheres
falaram sobre o que viveram no último episódio da série documental "O
Mistério de Varginha", que foi exibido nesta quinta-feira (8), na TV
Globo. O especial promoveu um encontro entre elas no local onde teriam visto o
alien. (confira mais
abaixo)
📺 Uma coprodução entre Estúdios Globo e
EPTV, o especial é composto por três episódios exibidos nos dias 6, 7 e 8 de
janeiro em todo o Brasil, logo após "O Auto da Compadecida 2". Eles
revisitam um dos casos ufológicos mais conhecidos do mundo, que projetou a
cidade mineira internacionalmente após relatos de encontros de moradores da
cidade com criaturas extraterrestres.
Katia Xavier e
as irmãs Liliane de Fátima Silva e Valquíria Silva tinham, respectivamente, 22,
16 e 14 anos quando o episódio aconteceu. Carregado de segurança, convicção,
sinceridade e emoção, o depoimento delas é a parte mais emblemática da
história. Veja a seguir como está a vida de cada uma atualmente e como o caso
repercutiu para elas.
Kátia, a
palestrante
Hoje palestrante
e cuidadora de idosos, Kátia diz que falar sobre o episódio faz parte da
própria história.
“Eu tenho prazer
em contar a minha história, entende? Eu amo contar a minha história, amo cada
detalhe daquele dia. As pessoas perguntam: ‘Mas você ficou com depressão e
ainda assim acha legal?’. Sim. Eu não tenho medo de contar a verdade do que eu
vi. Vou contar sempre, para que isso fique como um legado para os meus filhos e
para os meus netos”, disse Kátia Xavier, uma das testemunhas.
Kátia Xavier hoje trabalha
dando palestras e como cuidadora de idosos — Foto: Reprodução TV Globo
Valquíria,
vendedora de pães de queijo
Valquíria, que
hoje trabalha com a produção e distribuição de pão de queijo para lanchonetes e
buffets da cidade, avalia que a experiência não trouxe benefícios.
“Acho que isso não me trouxe
muita coisa boa, não. Pelo contrário, só dor de cabeça. Às vezes o povo fala:
‘Nossa, que experiência boa que você teve’. E eu digo: ‘Gente, não foi. Não foi
uma experiência boa’. Se eu tivesse que escolher passar por isso ou não passar,
eu não passaria", contou.
Hoje Valquíria tem dois
filhos, de 19 e 6 anos. A filha mais nova já fala: ‘Minha mãe viu um ET na
cidade dela”, contou.
Valquíria trabalha com
produção de pães de queijo e é mãe de dois filhos — Foto: Reprodução TV Globo
Liliane, mãe e
avó
Liliane também
construiu sua vida longe dos holofotes. Hoje, é mãe, avó e descreve uma rotina
simples, dedicada à família.
“Eu tenho uma
filha e um netinho, mas meu marido também tem uma filha que tem um filho.
Então, hoje eu tenho dois netinhos. A gente passeia muito, brinca bastante. Ele
vai almoçar na minha casa, fica o dia inteirinho, dorme comigo. A gente vai à
pracinha, ao parque, ao shopping, faz de tudo", contou.
"Olha, hoje, trinta anos depois,
como eu sempre digo, essa é a minha história. Eu vivi. Eu venci todos os
preconceitos. Então, não digo que eu não queria ter vivido isso; eu digo que eu
venci isso. Mas, se fosse lá atrás, passar por tudo de novo, eu não queria”,
disse Liliane.
Liliane é mãe e avó e tem uma
rotina dedicada à família — Foto: Reprodução TV Globo
A matriarca
As "meninas
d ET", hoje mulheres, destacaram o apoio incondicional de Dona Luísa, mãe
de Liliane e Valquíria, durante todo esse tempo.
“Acho que a
melhor ajuda que nós tivemos foi a de Deus e a da mãe delas. A Luisa foi tudo
para nós. Primeiro Deus, né, gente? Deus conduziu todo o processo. Mas a Luisa
segurou a barra, segurou a onda. Ela é mãe delas, mas teve que ser também minha
mãe, minha amiga. Em uma pessoa só, foram muitos papéis. Tudo o que acontecia,
eu corria para a casa dela", disse Kátia.
"Não foi
fácil, não foi brincadeira. Não foi e não vai ser. Em muitos momentos, eu me
sentia muito sozinha, e saber que a mãe delas estava ali, forte, fazia toda a
diferença. Sempre firme, sempre dizendo: ‘Pode vir, vem cá, me abraça. Toma
isso, toma um chá. Vamos lá, vai dar certo, vai dar certo’, disse Kátia.
Dona Luísa
Helena da Silva diz que o episódio marcou profundamente a família.
“Eu queria, do
fundo da minha alma, que isso não tivesse acontecido com as meninas. Que
tivesse acontecido com outras pessoas. Tem muita gente que sente orgulho, e eu
não tenho orgulho nenhum. Isso trouxe muito medo, muito nervosismo, muita
preocupação. É isso”, disse Luisa, mãe das meninas.
De volta ao
terreno
Três décadas
depois, as mulheres voltaram juntas ao local onde dizem ter visto a criatura. A
reação foi imediata: o clima descontraído mudou assim que chegaram ao terreno.
“Dá medo, dá aflição, volta
tudo, como se a gente estivesse vivendo aquele momento de novo”, relatou Kátia.
Liliane concorda: “Passa um
filme na cabeça. As mesmas emoções e sentimentos”.
Para elas,
retornar ao local nunca é algo simples. “A gente não volta sorrindo. Aqui
começou tudo, aqui começou a nossa história. As pessoas acreditando ou não,
você sente a presença”, afirmou Kátia.
Testemunhas que teriam visto
suposto ET retornam a terreno após 30 anos — Foto: Reprodução TV Globo
Liliane diz que
a sensação é semelhante. “A gente acaba revivendo a história. Parece que sente
a presença da criatura de novo”.
Emocionada,
Kátia pede licença e deixa o local. As amigas dizem que ela passa mal sempre
que retorna ao terreno.
Pedido de
desculpas
Em um dos
momentos mais emocionantes do reencontro, Kátia pediu desculpas às amigas por
estarem juntas no dia do suposto avistamento.
“Eu nunca tive
esse privilégio e gostaria de pedir desculpas a elas, à Liliane e à Valquíria,
por eu estar com elas naquele dia e isso ter acontecido com nós três. Talvez
não precisasse; eu poderia ter passado sozinha. Mas, por eu tê-las chamado e
por estarem comigo naquele dia, isso aconteceu. E elas não ficaram felizes com
isso, por terem visto um ET, por isso ter atrapalhado a vida delas”, disse
Kátia.
Apesar do
sofrimento, a ligação entre elas permanece forte.
“Acho que tudo acontece porque
tem que acontecer. Se apareceu para nós três, é porque nós três fomos
escolhidas. A Cátia é como se fosse uma irmã mais velha. É muita história
junta: viagens juntas, sofrimento junto”, disse Liliane.
Meninas que teriam visto o ET de Varginha ainda demonstram forte ligação 30 anos após o caso — Foto: Arquivo EPTV
O Mistério de
Varginha
Ao longo de três
episódios, a série documental “O Mistério de Varginha” revisita o caso que
ganhou repercussão internacional há 30 anos no Sul de Minas, reunindo
depoimentos inéditos, além de documentos, áudios, arquivos históricos e
registros oficiais nunca exibidos. A investigação apresenta diferentes versões
sobre o que teria acontecido na cidade e confronta relatos que marcaram o
episódio.
TV Globo exibe série
documental ‘O Mistério de Varginha’ — Foto: Jackson Amorim/EPTV
Entre os
entrevistados estão personagens centrais da história, como o ufólogo Ubirajara
Rodrigues, o primeiro a investigar o caso. A série aborda a mudança de posição
dele ao longo dos anos, já que, depois de defender a existência da suposta
criatura, passou a afirmar que ela nunca existiu. O documentário também traz
depoimentos de militares, relatos de moradores e a recuperação de materiais
jornalísticos da época.
A produção
acompanha ainda Kátia, Liliane e Valquíria, conhecidas como as “três meninas do
ET”, que relembram o episódio e mostram como estão atualmente. Dirigida por
Ricardo Calil e Paulo Gonçalves, a série vai ao ar após O Auto da Compadecida 2
e também ficará disponível no Globoplay, com produção executiva de Fernanda
Neves e direção artística de Monica Almeida.
Fonte:https://g1.globo.com/mg/sul-de-minas/noticia/2026/01/09/palestrante-vendedora-de-pao-de-queijo-e-dona-de-casa-apos-30-anos-como-vivem-meninas-que-dizem-ter-visto-et-em-varginha.ghtml
Testemunhas relatam bullying e depressão após caso
ufológico de Varginha: 'Falaram que poderia estar grávida do ET'
Relato foi
exibido nesta quarta (7), no 2º episódio da série documental "O Mistério
de Varginha". Repercussão nacional do caso, em 1996, gerou pressão
psicológica e até ameaças aos envolvidos.
Por
g1 Sul de Minas
07/01/2026 23h16 Atualizado há 3 semanas
As mulheres que afirmam ter visto o suposto ET
em Varginha, em
1996, relatam que, com a repercussão mundial do caso, enfrentaram anos de
preconceito, deboches e episódios de bullying. Uma das testemunhas descobriu
que estava grávida logo após o episódio e foi alvo de comentários maldosos.
“Falaram que tinha possibilidade de eu estar grávida de um extraterrestre. Foi
muito baque, fiquei com muito medo”, contou Kátia Xavier.
O relato aparece
no segundo episódio da série documental "O Mistério de Varginha", que
foi exibido nesta quarta-feira (7), na TV Globo.
📺 Uma coprodução entre Estúdios Globo e
EPTV, o especial é composto por três episódios exibidos nos dias 6, 7 e 8 de
janeiro em todo o Brasil, logo após "O Auto da Compadecida 2". Eles
revisitam um dos casos ufológicos mais conhecidos do mundo, que projetou a
cidade mineira internacionalmente após relatos de encontros de moradores da
cidade com criaturas extraterrestres.
Testemunha conta que ouviu
comentários de que poderia estar grávida de um ET — Foto: Reprodução TV Globo
Katia Xavier
tinha 22 anos na época, enquanto as irmãs Liliane de Fátima Silva e Valquíria
Silva eram adolescentes, com 16 e 14 anos, respectivamente. Ela contou que
nunca havia participado de programas de televisão antes da exibição da
reportagem sobre o caso no “Fantástico” em 1996. Segundo ela, a aparição
transformou a rotina das jovens e fez com que fossem reconhecidas nas ruas.
“Aqui em Varginha, o maior comentário era ‘as meninas do Fantástico’”, afirmou.
Liliane de
Fátima Silva disse que, após a reportagem, elas passaram a ser conhecidas não
apenas na região, mas também fora do país. Para ela, a matéria deu mais
credibilidade ao relato.
"A matéria
foi muito boa, a gente adorou, porque deu mais credibilidade no fato. Todo
mundo começou a acreditar, todo mundo começou a conhecer a gente", disse
Liliane.
‘Você pode
estar grávida de um extraterrestre’
Mas a exposição
também começou a trazer comentários maldosos e episódios de bullying. Segundo
Katia Xavier, poucos dias após o episódio ela descobriu que estava grávida e
teve que lidar com comentários maldosos.
"Quando
aconteceu o fato comigo eu não sabia que eu tava grávida, tava de pouquinho, 15
dias. Aí as pessoas comentam umas coisas da minha gravidez, foi o que mais me
complicou", disse se emocionando ao recordar.
Ela afirmou que
ouviu pessoas insinuando que o filho poderia ser de um extraterrestre.
“Falaram que tinha
possibilidade de eu estar grávida de um extraterrestre. Foi muito baque, fiquei
com muito medo. A população é muito má, algumas pessoas assim, não têm muito
coração”, disse emocionada ao se recordar.
Testemunhas que teriam visto
ET passaram por episódios de bullying e depressão — Foto: Reprodução TV Globo
Katia relatou
que a pressão causada pela presença constante de repórteres e curiosos na porta
de casa também afetou o casamento. Segundo ela, o companheiro não suportou a
situação, o que levou à separação.
“Eu não tinha tempo para mim,
não tinha tempo para meus filhos. Eu estava doente, emagrecendo. Foi um pacote:
grávida, tentando arrumar minha vida, ainda uma menina, com uma depressão que
quase me matou”, relatou.
Bullying,
ameaças e medo nas ruas
A hostilidade
também atingiu as outras jovens. Valquíria Silva contou que elas ouviam ameaças
em locais públicos, como ônibus e ruas da cidade. Segundo ela, houve ainda
relatos de pessoas que culpavam as jovens por medo causado em crianças após a
divulgação do caso.
“Você escutava: ‘Vamos pegar essas meninas, vamos bater nessas meninas’”, afirmou.
Testemunhas que teriam visto ET passaram por episódios de bullying e depressão — Foto: Reprodução TV Globo
Liliane contou
que precisou abandonar a escola por causa das ofensas e deboches. Ela tinha 16
anos na época.
“Você passava na
rua e o povo mexia com você. ‘Olha o ET'. imagina a pressão pra gente, pra mim,
16 anos, ter que abandonar uma escola. Eu trabalhava e depois eu arrumei um
serviço numa sorveteria e tive que sair porque era muita imprensa, era todo
mundo querendo saber", contou.
"Hoje a gente sabe o que
é depressão. Na época, você ia ficando triste, triste sem sair de casa. A gente
não sabia o que era isso, era um misto de sentimentos. Não sabia o que a gente
estava sentindo na hora", disse Liliane.
Ufólogo
precisou fugir
Mas não só as
meninas, como também o ufólogo Vitório Pacaccini, começou a sofrer as
consequências da exposição do caso. Ele afirma que passou a sofrer ameaças após
divulgar os relatos.
Segundo ele,
houve disparos de arma de fogo contra a casa onde morava com a mãe, o que o
levou a deixar o Sul de Minas.
“Eu já vinha
passando por situações muito desagradáveis, com ameaças de morte por telefone.
Nós paramos de atender as ligações lá em casa. Em uma noite, fizeram um disparo
de fuzil contra a porta principal de madeira maciça da sala de estar, que foi
perfurada. O tiro atingiu o piano, as partituras que estavam sobre ele, e o
projétil ficou cravado na parede. Foi um estrondo enorme, um susto muito
grande", contou Pacaccini.
"Chegou
um ponto em que a situação se tornou insustentável para mim e para minha mãe
permanecermos em Três Corações. Eu estive na Europa, nos Estados Unidos, no
Caribe, em Trinidad e Tobago, no Panamá, no Chile e no Peru. Chegaram a lançar
uma campanha na internet perguntando: ‘onde está Vittorio Pacaccini?’”, disse o
ufólogo Vittorio Pacaccini.
Ufólogo Vitório Pacaccini afirma ter entrevistado militares que teriam visto o suposto ET de Varginha — Foto: Reprodução TV Globo
Vitório
Pacaccini só foi reaparecer publicamente em 2022, com a inauguração do Memorial
do ET, em Varginha.
O Mistério de
Varginha
Ao longo de três
episódios, a série documental “O Mistério de Varginha” revisita o caso que
ganhou repercussão internacional há 30 anos no Sul de Minas, reunindo
depoimentos inéditos, além de documentos, áudios, arquivos históricos e
registros oficiais nunca exibidos. A investigação apresenta diferentes versões
sobre o que teria acontecido na cidade e confronta relatos que marcaram o
episódio.
Entre
os entrevistados estão personagens centrais da história, como o ufólogo
Ubirajara Rodrigues, o primeiro a investigar o caso. A série aborda a mudança
de posição dele ao longo dos anos, já que, depois de defender a existência da
suposta criatura, passou a afirmar que ela nunca existiu. O documentário também
traz depoimentos de militares, relatos de moradores e a recuperação de
materiais jornalísticos da época.
TV Globo exibe série
documental ‘O Mistério de Varginha’ — Foto: Jackson Amorim/EPTV
A produção
acompanha ainda Kátia, Liliane e Valquíria, conhecidas como as “três meninas do
ET”, que relembram o episódio e mostram como estão atualmente. Dirigida por
Ricardo Calil e Paulo Gonçalves, a série vai ao ar após O Auto da Compadecida 2
e também ficará disponível no Globoplay, com produção executiva de Fernanda
Neves e direção artística de Monica Almeida.
Serviço:
- O que: O Mistério de Varginha
- Onde assistir: no Globoplay
Veja FOTOS dos
bastidores:
´O Mistério de Varginha´
TV Globo exibe série documental ‘O Mistério de
Varginha’ — Foto: Jackson Amorim/EPTV
Fonte: https://g1.globo.com/mg/sul-de-minas/noticia/2026/01/07/testemunhas-relatam-bullying-e-depressao-apos-caso-ufologico-de-varginha-falaram-que-poderia-estar-gravida-do-et.ghtml
'Eu vou ser sempre a menina que viu o ET': vídeos
inéditos revelam a origem do caso em Varginha
Imagens foram
exibidas nesta terça (6), no 1º episódio da série documental "O Mistério
de Varginha". Quase 30 anos depois, caso que marcou o país ainda impacta a
vida das três testemunhas.
Por
g1 Sul de Minas
07/01/2026 12h00 Atualizado 07/01/2026
Vídeos inéditos gravados em
1996 mostram os primeiros relatos das três meninas que disseram ter visto uma
criatura estranha em Varginha (MG) — Foto: Reprodução TV Globo
Vídeos inéditos
gravados em 1996 mostram os primeiros relatos das três meninas que disseram ter
visto uma criatura estranha em Varginha (MG)
e deram origem a um dos casos ufológicos mais conhecidos do país. Hoje adulta,
uma delas resume o impacto do episódio quase 30 anos depois: “Vou ser sempre a
menina que viu o ET”.
Os relatos -
recentes e da época - apareceram no primeiro episódio da série documental
"O Mistério de Varginha", que foi exibido nesta terça-feira (6), na
TV Globo.
📺 Uma co-produção entre Estúdios Globo e
EPTV, o especial é composto por três episódios exibidos nos dias 6, 7 e 8 de
janeiro em todo o Brasil, logo após "O Auto da Compadecida 2". Eles
revisitam um dos casos ufológicos mais conhecidos do mundo, que projetou a
cidade mineira internacionalmente após relatos de encontros de moradores da
cidade com criaturas extraterrestres.
Hoje adultas,
Kátia Xavier, Liliane de Fátima Silva e Valquíria Silva afirmam que o episódio
segue marcando suas vidas:
“Eu vou ser sempre a Liliane,
a menina que viu o ET”, disse Liliane, atualmente professora.
Valquíria, que
trabalha com a venda de pão de queijo, brinca com a forma como o caso
atravessou o tempo. “Agora não é mais as meninas do ET. Meu marido fala: agora
são as velhas do ET”, afirmou.
Já
Kátia, que hoje atua como palestrante em ufologia, diz que o episódio ainda
levanta questionamentos. “Fomos escolhidas para naquele dia, naquele horário,
ver. Agora o porquê fica um pontinho”, declarou.
Vídeos inéditos gravados em
1996 mostram os primeiros relatos das três meninas que disseram ter visto uma
criatura estranha em Varginha (MG) — Foto: Reprodução TV Globo
Dia atípico
desde o início
Nos vídeos, as
três relatam que aquele 20 de janeiro de 1996 foi diferente desde o começo.
“Parecia que ia
acontecer algo, mas eu não sabia o quê”, disse Kátia. Liliane também descreveu
uma sensação de tensão antes do encontro. “Foi um dia meio agoniado, meio
tenso, bem estranho”, contou.
Elas afirmam que
haviam ido juntas ajudar em uma mudança e, ao deixarem o local, algo chamou a
atenção no caminho. “De repente, uma pichação no muro me chamou atenção”, disse
Liliane.
Logo depois,
segundo Valquíria, surgiu a criatura.
“A gente avistou essa
criatura, coisa que a gente nunca tinha visto na vida”, afirmou.
As descrições do
ser aparecem com riqueza de detalhes nos registros. Valquíria disse que a
primeira impressão foi confusa. “Parecia um coração de boi, mas muito grande,
brilhando, como se tivesse passado um óleo no corpo”, relatou.
Retrato falado do que seria o
suposto ET visto pelas meninas em 1996 em Varginha — Foto: Reprodução TV Globo
Liliane afirmou
que conseguiu ver o rosto quando a criatura se virou. “Se tivesse nariz e boca,
era só um furinho, um rasguinho”, disse. Kátia destacou as mãos e os pés.
“Dedos compridos e um pé desse tamanho, exagerado”, contou. As meninas também
mencionaram saliências na cabeça. “Não eram chifres, eram calombos, três, dois
na ponta e um no meio”, descreveu Liliane.
Segundo os
relatos, a criatura não era muito alta. “Agachado, devia ter cerca de um metro
e sessenta”, disse Kátia.
As três afirmam
que viram o ser de muito perto. “Eu vi muito de perto”, reforçou Liliane. O
medo tomou conta do grupo. Kátia afirmou que ficou paralisada. “Elas foram
embora e eu fiquei extasiada no lugar”, contou. Em seguida, as amigas voltaram
para buscá-la e fugiram chorando. “A sensação é que aquilo estava atrás de
mim”, disse Kátia.
Mãe relata
desespero ao encontrar as meninas
A mãe de
Valquíria e Liliane, a aposentada Luísa Helena da Silva, também aparece nos
vídeos e relata o desespero ao reencontrar as filhas. “Elas vinham se
arrastando, chorando muito. A Liliane estava pálida, tremendo”, disse na época.
Inicialmente,
Liliane contou à mãe que acreditava ter visto “o capeta”. Luísa decidiu voltar
ao local com Kátia. “Realmente não tinha nada ali, mas tinha uma pegada e um
odor muito forte, que não era de animal. Não era deste mundo aqui”, disse.
Luísa afirmou ainda que nunca
duvidou das meninas. “Elas estão falando a verdade. Eu dou a minha palavra. Mil
vezes, se for preciso”, declarou na época.
Mãe
de duas das meninas na época do suposto aparecimento do ET em Varginha — Foto:
Reprodução TV Globo
Para o ufólogo
Ubirajara Rodrigues, os depoimentos registrados nesses vídeos foram
fundamentais para o início de toda a investigação.
“O caso começou
em termos de conhecimento e de repercussão a partir do depoimento das três
senhoras. Foi a partir dele que surgiram outros aspectos e outras pessoas
envolvidas na história”, afirmou.
O Mistério de
Varginha
Ao longo de três
episódios, a série documental “O Mistério de Varginha” revisita o caso que
ganhou repercussão internacional há 30 anos no Sul de Minas, reunindo
depoimentos inéditos, além de documentos, áudios, arquivos históricos e
registros oficiais nunca exibidos. A investigação apresenta diferentes versões
sobre o que teria acontecido na cidade e confronta relatos que marcaram o
episódio.
Entre os
entrevistados estão personagens centrais da história, como o ufólogo Ubirajara
Rodrigues, o primeiro a investigar o caso. A série aborda a mudança de posição
dele ao longo dos anos, já que, depois de defender a existência da suposta
criatura, passou a afirmar que ela nunca existiu. O documentário também traz
depoimentos de militares, relatos de moradores e a recuperação de materiais
jornalísticos da época.
A
produção acompanha ainda Kátia, Liliane e Valquíria, conhecidas como as “três
meninas do ET”, que relembram o episódio e mostram como estão atualmente.
Dirigida por Ricardo Calil e Paulo Gonçalves.
Fonte:
https://g1.globo.com/mg/sul-de-minas/noticia/2026/01/07/eu-vou-ser-sempre-a-menina-que-viu-o-et-videos-ineditos-revelam-a-origem-do-caso-em-varginha.ghtml
Relatos foram
exibidos nesta terça (6), no 1º episódio da série documental "O Mistério
de Varginha". Testemunhas falam em objeto do tamanho de um micro-ônibus,
fumaça branca, queda gradual, além de relatarem a presença de militares na
região do Sul de Minas em 1996.
Por
g1 Sul de Minas
07/01/2026 02h30 Atualizado há 3 semanas
Como nave que teria caído em
Varginha é descrita por testemunhas do caso ET — Foto: Reprodução Tv Globo
Um disco voador ou uma cápsula voadora? Depoimentos
colhidos ao longo da investigação do chamado caso ET de Varginha descrevem
a suposta nave avistada no Sul de Minas, em 1996, como um objeto com formato
cilíndrico, esfumaçado, com danos visíveis na estrutura e um cheiro forte e
difícil de suportar no local onde moradores afirmam ter visto o objeto aparecer
e cair.
Os relatos - recentes e da época - apareceram no primeiro episódio da série documental "O Mistério de Varginha", que foi exibido nesta terça-feira (6), na TV Globo.
De acordo com
ufólogos que pesquisaram o caso, diversas pessoas da região relataram ter visto
objetos luminosos e movimentações incomuns no céu dias antes do avistamento de
um suposto ET por três meninas em um terreno na tarde do dia 20 de janeiro de
1996. Ainda segundo eles, sistemas de monitoramento internacionais teriam
detectado atividades fora do comum.
“Tudo indica, pela informação
dos próprios militares, que a força aérea americana tentou interceptar uma
dessas naves. Ela foi atingida, perdeu altitude e veio em direção ao Sul de
Minas”, afirmou o ufólogo Vitório Pacaccini.
Como
nave que teria caído em Varginha é descrita por testemunhas do caso ET — Foto:
Reprodução TV Globo
“Charutinho”,
queda lenta e cheiro forte
Entre os
depoimentos mais detalhados exibidos pelo documentário está o do professor de
Geografia Carlos de Souza, que afirma ter visto a nave cair na madrugada de 13
de janeiro de 1996. Ele diz que estava a caminho de Varginha quando resolveu
parar o carro.
“Eu sempre brinco que sou o
Forrest Gump dessa história. Eu estava no lugar certo, ou talvez no errado, na
hora certa”, contou.
Segundo ele, o
objeto apareceu voando baixo, cruzando o céu de forma inclinada.
"Ele vinha
descendo num ângulo de uns 30 graus, lentamente, como se estivesse perdendo
força e altitude. Era tipo um charutinho comprido, do tamanho de um
micro-ônibus, entre sete e oito metros, mais ou menos do tamanho da carroceria
de um caminhão. A lateral estava totalmente rasgada e saía uma fumaça
branca", relatou.
Professor mostra ponto onde nave espacial teria caído próximo a Varginha em janeiro de 1996 — Foto: Reprodução TV Globo
Ao chegar ao
ponto onde o objeto teria caído, o professor afirma ter sentido um odor
extremamente forte.
“Imagina uma bacia com amônia
cheia de ovo podre. Um cheiro insuportável”, disse. Segundo ele, foi preciso
cobrir o nariz com a camisa para suportar o cheiro.
O professor
também relatou ter visto veículos do Exército no local e afirma que foi
impedido de se aproximar.
“O soldado bateu
na minha mão e mandou eu ir embora. Depois colocou o fuzil no meu peito e disse
que eu tinha visto demais. Disse que queria ajudar, mas ele engatilhou o fuzil
e falou que não estava pedindo, estava ordenando”, relatou.
Assustado,
decidiu deixar a cidade e só comentou o episódio com a esposa algum tempo
depois. “Ela disse que era melhor ficar quieto, que a gente ganhava mais”,
afirmou.
Objeto como
'submarino' foi visto por 40 minutos
Também fazem
parte da investigação os depoimentos do caseiro Eurico de Freitas e da esposa
dele, Oralina, colhidos ainda na época dos acontecimentos. Eurico disse ter
visto, por volta de 1h do dia 20 de janeiro de 1996, um objeto 'esfumaçado'
passar lentamente próximo à casa onde morava.
"Era do
tamanho de um micro-ônibus. No momento que o gado estourou, nós saímos da
janela para ver, olhar o que estava acontecendo. Nesse momento nós já avistamos
o objeto passando aqui. Com 5 metros de altura, ou menos, durou 40 minutos
passando aqui pro segundo pasto. Na hora não deu nem pra pensar o que era. Eu
nunca vi um objeto daquele tipo e foi com direção a Varginha", disse
Eurico na ocasião.
Oralina comparou
a forma a um submarino.
“Era igual um submarino,
'fumaçado' (sic). Não tinha brilho, mas tinha fumaça”, disse.
"Por que
ela disse submarino? Porque era cilíndrico. Na expressão mais rudimentar, era
roliço, cilíndrico. Lembrava um submarino", disse Vitório Pacaccini.
O Casal Eurico e Oralina
relatou avistamento de objeto cilíndrico no dia da captura do suposto ET de
Varginha — Foto: Reprodução TV Globo
O Mistério de
Varginha
Ao longo de três
episódios, a série documental “O Mistério de Varginha” revisita o caso que
ganhou repercussão internacional há 30 anos no Sul de Minas, reunindo
depoimentos inéditos, além de documentos, áudios, arquivos históricos e
registros oficiais nunca exibidos. A investigação apresenta diferentes versões
sobre o que teria acontecido na cidade e confronta relatos que marcaram o
episódio.
Entre
os entrevistados estão personagens centrais da história, como o ufólogo
Ubirajara Rodrigues, o primeiro a investigar o caso. A série aborda a mudança
de posição dele ao longo dos anos, já que, depois de defender a existência da
suposta criatura, passou a afirmar que ela nunca existiu. O documentário também
traz depoimentos de militares, relatos de moradores e a recuperação de
materiais jornalísticos da época.
Fonte:
https://g1.globo.com/mg/sul-de-minas/noticia/2026/01/07/cilindrica-com-fumaca-e-cheiro-de-amonia-como-testemunhas-do-caso-et-de-varginha-descrevem-suposta-nave.ghtml
ET de Varginha: após 30 anos, médico afirma que
colega filmou cirurgia em ‘ser estranho’ dentro de hospital
Depoimento foi
exibido, nesta terça (6), no 1º episódio da série documental "O Mistério
de Varginha". Neurologista diz ter visto procedimento em criatura com
características não humanas e afirma ter mantido segredo por décadas por medo
de descrédito.
Por
g1 Sul de Minas
06/01/2026 23h47 Atualizado há 3 semanas
Um médico que
atuava em hospitais de Varginha (MG)
nos anos 90 afirmou, após 30 anos, ter assistido a imagens de uma cirurgia
feita na cidade em um “ser estranho”, com características não humanas, segundo
ele. O neurologista Ítalo Venturelli disse, ainda, que viu pessoalmente a
criatura no leito hospitalar após o procedimento médico, em janeiro de 1996,
ano em que surgiram os relatos que deram início a um dos casos ufológicos mais
conhecidos do mundo.
Venturelli é
formado há quase 50 anos, foi diretor de três hospitais da cidade e afirma que
manteve esse segredo por décadas por medo de descrédito. O relato dele foi
exibido no primeiro episódio da série documental "O Mistério de
Varginha", nesta terça-feira (6), na TV Globo.
Médico diz que colega filmou cirurgia em
‘ser estranho’ dentro de hospital em Varginha — Foto: Reprodução / TV Globo
Segundo Ítalo, o
episódio teria envolvido um colega médico, identificado como Marcos Vinícius,
que já morreu. Ele conta que foi chamado para ver algo “diferente” dentro do
Hospital Regional que, na ocasião, estava com uma movimentação atípica do
Exército no seu entorno.
Pelo relato dado
ao documentário, o médico afirma que o colega mostrou imagens gravadas com uma
câmera grande, semelhante às usadas nos anos 1990. O vídeo, segundo ele,
mostraria um procedimento cirúrgico.
“Ele me mostrou. Tinha como se
fosse uma criança. Ele dando uns pontos ali. Eu falei assim: ‘mas o que é isso
aqui?’. Ele falou assim: 'Tá aqui' (apontando para um leito). Aí eu afastei um
pouco e vi que o alien estava ali”, contou.
Ítalo diz que,
naquele momento, ainda não tinha dimensionado o que estava vendo.
"Até aí não cai a ficha
da gente que é o alien. Você percebe que é, mas não sabe todo o desdobramento
que vai ter", disse.
O médico
descreveu a aparência da criatura de forma detalhada e diferente de versões
populares do caso.
“Branquinho, não era verde,
não era marrom, como o pessoal descreve. O que eu vi era branco. O crânio tinha
forma de gota. Boca pequena. O olho lilás, também em forma de gota. Eu olhei
assim, ele ficou olhando pra mim. Aí ele deu uma olhadinha pela janela. Voltou
a olhar para mim. Era completamente diferente do humano, mas nada
espalhafatoso, muito tranquilinho. Parecia um anjo. Like an angel",
contou.
Cirurgia teria
sido filmada
Questionado
sobre o procedimento realizado, Ítalo disse que o colega mencionou versões
diferentes ao longo do tempo.
“Ele falou que
tinha posto uma válvula e depois disse que tinha só suturado um ferimento.
Aparece ele dando ponto. Alguém filmou pra ele. Ele tava com luva”, disse.
"O Marcos tinha esse
filme e ele mostrava pra todo mundo", contou o neurologista.
Cirurgia
em suposto extraterrestre teria acontecido no ano de 1996 no Hospital Regional,
em Varginha — Foto: Acervo EPTV/TV Globo
‘Se o pessoal
ver a fita, pira’
Segundo o
médico, o medo de ser desacreditado foi um dos motivos para ter ficado em
silêncio por tanto tempo, mas uma experiência recente de internação o fez
repensar o silêncio.
“No interior, a
gente fica com medo de falar que passa por doido. Eu fiquei muito tempo bem
quieto, porque eu tenho consultório. Achei que ia morrer. Aí eu falei: não dá
pra levar isso sozinho", contou.
O neurologista
acredita que a gravação ainda pode vir a público.
“Eu acho que vai. E se o
pessoal ver a fita, pira”, afirmou.
Para Ítalo, o
episódio vai além de um caso isolado. “Eu só queria deixar claro que vi mais
coisas do que só essa nossa vida cotidiana. Isso muda a história da humanidade.
Você não põe um ponto final. Tem vírgula e tem mais coisa”, concluiu o médico.
O Mistério de
Varginha
Ao longo de três
episódios, a série documental “O Mistério de Varginha” revisita o caso que
ganhou repercussão internacional há 30 anos no Sul de Minas, reunindo
depoimentos inéditos, além de documentos, áudios, arquivos históricos e
registros oficiais nunca exibidos. A investigação apresenta diferentes versões
sobre o que teria acontecido na cidade e confronta relatos que marcaram o
episódio.
TV Globo exibe série
documental ‘O Mistério de Varginha’ — Foto: Jackson Amorim/EPTV
Entre os
entrevistados estão personagens centrais da história, como o ufólogo Ubirajara
Rodrigues, o primeiro a investigar o caso. A série aborda a mudança de posição
dele ao longo dos anos, já que, depois de defender a existência da suposta
criatura, passou a afirmar que ela nunca existiu. O documentário também traz
depoimentos de militares, relatos de moradores e a recuperação de materiais
jornalísticos da época.
A produção
acompanha ainda Kátia, Liliane e Valquíria, conhecidas como as “três meninas do
ET”, que relembram o episódio e mostram como estão atualmente. Dirigida por
Ricardo Calil e Paulo Gonçalves, a série vai ao ar após O Auto da Compadecida 2
e também ficará disponível no Globoplay, com produção executiva de Fernanda
Neves e direção artística de Monica Almeida.
Fonte:https://g1.globo.com/mg/sul-de-minas/noticia/2026/01/06/et-de-varginha-apos-30-anos-medico-afirma-que-coleg
Crer ou não crer: entre relatos minuciosos e
denúncias de invenção, saiba o que dizem envolvidos no caso ET de Varginha
Ufólogo diz ter
ouvido militares que afirmam ter capturado a criatura; bombeiros,
ex-pesquisador e uma testemunha negam e falam em história fabricada. Relatos
foram exibidos nesta quarta (7), no 2º episódio da série documental "O
Mistério de Varginha".
Por
g1 Sul de Minas
08/01/2026 12h00 Atualizado há 3 semanas
Quase 30 anos
após o suposto aparecimento de um extraterrestre em Varginha, no Sul
de Minas, o caso continua cercado por versões conflitantes. De um lado, um
ufólogo afirma ter reunido depoimentos de militares que descrevem, em detalhes,
a captura e o transporte da criatura. Do outro, autoridades da época,
pesquisadores e até uma das próprias testemunhas militares dizem que tudo não
passou de uma invenção.
Os relatos -
recentes e da época - apareceram no segundo episódio da série documental
"O Mistério de Varginha", que foi exibido nesta quarta-feira (7), na
TV Globo.
Ilustração mostra suposta
captura do ET de Varginha por militares dos bombeiros — Foto: Reprodução TV
Globo
“Um código,
alguém vai falar”
O ufólogo
Vitório Pacaccini afirma que começou a receber contatos misteriosos logo após o
caso ganhar repercussão. Segundo ele, os telefonemas vinham acompanhados de
códigos e pedidos de sigilo.
"Eu e minha
'mamma' começamos a ligar para conhecidos. O telefone tocou lá em casa e um
amigo meu dizendo: 'a onça vai beber água'. Um código, alguém vai falar.
Marcamos uma reunião secreta e eu gravei um depoimento de um dos militares do
corpo de bombeiros 38 minutos", disse.
Militares afirmaram em
gravações terem visto criatura apontada como suposto ET em Varginha — Foto:
Reprodução TV Globo
Na gravação
feita à época, em fita-cassete, a primeira de uma suposta testemunha além das
três meninas que afirmaram ter visto o suposto ET em um terreno, um bombeiro
afirma que a criatura teria sido capturada com vida.
"Devia ter
mais ou menos meio metro. Um olho grande, vermelho. A cabeça era grande e com
três chifres. Braço Fino. Não tinha roupa não, a pele parecia que tinha graxa,
viscosa, pele viscosa".
"O Corpo de Bombeiros
colocou dentro de uma caixa, uma caixa de madeira coberta por um saco. Não é
deste mundo, não é", dizia a gravação da primeira testemunha militar em
1996.
Ufólogos
classificaram o material como um “depoimento bomba”, que reforçaria a versão de
que houve, de fato, uma operação militar para capturar o suposto
extraterrestre.
Dias depois, o
então comandante do Corpo de Bombeiros de Varginha, capitão Pedro Alvarenga,
divulgou uma nota oficial negando qualquer acionamento para capturar um
extraterrestre. Em entrevista ao documentário "O Mistério de
Varginha", o ex-comandante da unidade reforçou sua posição.
"Eu,
particularmente, eu queria que tivesse, né? Pense só, seria muito bom para nós
ter feito a captura do ET. Seria um marco para a cidade e até para os
Bombeiros. Mas isso não aconteceu. Foi uma história criada e para você dar
veracidade para essa história, você envolve o bombeiro, a PM, entendeu?
'Bombeiro e PM teve aqui', então para você dar mais solidez para aquela sua
historinha ali", disse o ex-comandante dos bombeiros.
Ufólogos
Ubirajara Rodrigues e Vitório Pacaccini investigaram caso ET de Varginha desde
o início — Foto: Reprodução TV Globo
Apesar da
primeira negativa oficial, Pacaccini afirma ter gravado o depoimento de um
segundo militar, desta vez do Exército, em vídeo. Segundo ele, o homem disse
ter visto a criatura no Hospital Humanitas e participado do transporte do ser
até uma unidade militar.
Na gravação, o
militar descreve um corpo deitado, brilhando, com aparência oleosa, dentro de
um caixão de madeira.
"Ele estava deitado.
Brilhava muito, parecia que tinham passado vaselina nele, qualquer coisa. Tipo
uma massa, um creme. Embarcaram no caminhão e levaram para a EsSA", dizia
a gravação da segunda testemunha militar na época.
‘Missão ultra
secreta’, diz gravação inédita
Trinta anos
depois, a equipe da série documental "O Mistério de Varginha" teve
acesso a novos vídeos, inéditos, em que militares contam na época detalhes
sobre o suposto ET. Em um deles, um cabo do Exército afirma ter visto de perto
a criatura dentro do hospital. Ele descreve pés com poucos dedos, joelhos
enrugados e uma substância oleosa sobre o corpo.
"Quando eu
olhei dentro da caixa, eu vi um pé, um pé esquisito, parece que só tinha dois
dedos, e a parte de um joelho. Tipo, parece que tinha um óleo, uma graxa,
clara, no joelho, e um pouco enrugados os joelhos dele. O coronel, chegou todo
mundo lá, os oficiais, sargentos e falou assim ó: 'Bem senhores, vocês acabaram
de participar de uma missão ultra secreta".
"O que que você viu?' 'Eu
vi, eu não sei o que eu vi não, eu acho que eu vi um homem queimado a um
bicho'. Ele falou não, aquilo lá não é um homem nem um bicho, aquilo lá é um
extraterrestre", disse o cabo do Exército, a testemunha militar número 2,
na gravação inédita.
Vitório Pacaccini entrevista
militar que afirmou ter visto suposto ET de Varginha em vídeo inédito — Foto:
Reprodução TV Globo
Outro vídeo,
também inédito, traz o depoimento de um soldado que diz ter participado da
operação.
"Eu me
levantei um pouco e vi aquela coisa, meio marrom, oleoso, com um cheiro muito
forte. Ondulações na cabeça, um nariz pequeno, praticamente não se via nariz.
Olhos bem grandes, vermelhos. E a boca muito pequena, por onde ele puxou a
língua. Era tipo uma língua fita, não sei... puxou... depois ele voltou. Porque
ele puxou com a pinça e já soltou", disse a testemunha militar 3, um
soldado do Exército, no vídeo inédito.
Um vídeo que
ninguém mais viu
O ufólogo
Vitório Pacaccini afirma que passou a sofrer ameaças após divulgar os relatos.
Segundo ele, houve disparos de arma de fogo contra a casa onde morava com a
mãe, o que o levou a deixar o Sul de Minas. Ele diz ter vivido fora do país por
anos e só retornou publicamente em 2022, durante a inauguração do Memorial do
ET, após consultar advogados e amigos militares.
O ufólogo
afirma, ainda, que assistiu a um vídeo de 35 segundos mostrando a criatura
viva. Segundo ele, as imagens mostrariam militares tentando alimentar o ser,
que parecia debilitado.
"Um
mensageiro veio até mim e disse: foi autorizado que você assista um vídeo de
uma das criaturas, sim ou não? Eu disse sim. Eternamente sim. Marcamos um local
secreto, eles levaram um laptop, e estava lá o vídeo. Eu assisti por cinco
vezes, um vídeo de 35 segundos. Quando os militares o colocaram de pé, tentaram
levar alimento, aquela boquinha rasgada, eu identifiquei aquela folhinha verde,
parecia uma folhinha de alface. Chegaram perto daquela boquinha rasgada, ele
não aceitou. Levaram, identifiquei fácil, um pedaço de banana, ele não
aceitou", disse o ufólogo.
"Uma expressão facial
sofrida, pra mim estava próximo da morte, muito debilitado, quando ele soltava,
ele ia caindo, ele segurava, botava de pé de novo. Foi um momento marcante,
marcou minha vida pelo resto da minha existência. Eu sou extremamente agradecido
por ter tido esse momento", disse Pacaccini.
Ufólogo Vitório Pacaccini
afirma ter entrevistado militares que teriam visto o suposto ET de Varginha —
Foto: Reprodução TV Globo
‘Eu só afirmo o
que posso demonstrar’
O ufólogo
Ubirajara Rodrigues, que inicialmente acreditou no caso, hoje adota uma postura
oposta. Ele afirma que nunca viu o vídeo citado por Pacaccini e diz que não faz
afirmações sem provas materiais.
“Como eu não
posso demonstrar absolutamente nada do caso Varginha, então não faço
afirmações”, declarou.
Ubirajara foi a
primeira pessoa a dizer às meninas que aquilo poderia ser um extraterrestre.
Anos depois, passou a afirmar que o ET de Varginha não existiu. Após mais de
uma década de estudos, ele concluiu que não há provas ou indícios de nave ou
ser de outro planeta. A mudança de posição chocou testemunhas e causou revolta.
“Eu
apareci por cerca de dez segundos no Fantástico dizendo que não há qualquer
evidência de que em Varginha tenha aparecido uma nave de outro planeta. Ponto.
A partir dali, além de me tornar a persona non grata número um da ufologia,
passei a ser visto como o maior ‘demônio’ da ufologia nacional”, disse
Ubirajara Rodrigues.
Ufólogo que ajudou a projetar
caso ET de Varginha diz hoje que não há provas e afirma que história não
existiu: 'Não acredito em mais nada' — Foto: Reprodução TV Globo
Hoje, Ubirajara
afirma que os relatos militares foram induzidos. Segundo ele, houve fabricação
de depoimentos dentro de uma lógica da crença ufológica. Ele afirmou ainda que
se arrepende de ter dito às meninas que o que viram poderia ser um
extraterrestre e que jamais repetiria esse erro.
"Eu acho que foram
depoimentos induzidos, que foram depoimentos fabricados, que foram
artificialmente, segundo a crença da ufologia, levados a dizer o que
dizem", disse Ubirajara Rodrigues.
Militar 3: ‘Não
existe ET de Varginha’
Trinta anos
depois, um dos militares apontados como testemunha-chave apareceu diante das
câmeras da equipe da série documental "O Mistério de Varginha" para
negar tudo. O soldado afirmou que a gravação da qual participou era fictícia.
"Hoje eu posso contar a
verdade. Depois de 30 anos É a primeira vez que eu tô diante de uma câmera pra
falar alguma coisa referente a esse assunto. Eu participei de uma gravação.
Essa gravação é uma história fictícia. Não tem ET de Varginha, não existe isso.
É um das maiores farças que existiu até hoje", disse o Soldado, a
testemunha Militar número 3, desmentindo a história 30 anos depois.
Testemunha
militar desmente existência do ET 30 anos depois — Foto: Reprodução TV Globo
O Mistério de
Varginha
Ao longo de três
episódios, a série documental “O Mistério de Varginha” revisita o caso que
ganhou repercussão internacional há 30 anos no Sul de Minas, reunindo
depoimentos inéditos, além de documentos, áudios, arquivos históricos e
registros oficiais nunca exibidos. A investigação apresenta diferentes versões
sobre o que teria acontecido na cidade e confronta relatos que marcaram o
episódio.
Entre os
entrevistados estão personagens centrais da história, como o ufólogo Ubirajara
Rodrigues, o primeiro a investigar o caso. A série aborda a mudança de posição
dele ao longo dos anos, já que, depois de defender a existência da suposta
criatura, passou a afirmar que ela nunca existiu. O documentário também traz
depoimentos de militares, relatos de moradores e a recuperação de materiais
jornalísticos da época.
A produção
acompanha ainda Kátia, Liliane e Valquíria, conhecidas como as “três meninas do
ET”, que relembram o episódio e mostram como estão atualmente. Dirigida por
Ricardo Calil e Paulo Gonçalves, a série vai ao ar após O Auto da Compadecida 2
e também ficará disponível no Globoplay, com produção executiva de Fernanda
Neves e direção artística de Monica Almeida.
Serviço:
- O que: O Mistério de Varginha
- Onde assistir: Globoplay
Fonte: https://g1.globo.com/mg/sul-de-minas/noticia/2026/01/08/crer-ou-nao-crer-entre-relatos-minuciosos-e-denuncias-de-invencao-saiba-o-que-dizem-envolvidos-no-caso-et-de-varginha.ghtml
Caso Varginha: 30 anos depois, ex-militar diz que
inventou relato sobre ET após oferta de R$ 5 mil de ufólogo: 'História não
aconteceu'
Ex-soldado deu
entrevista inédita, exibida nesta quinta (8), no documentário 'O Mistério de
Varginha'. Sem revelar identidade, ele desmentiu depoimento de 1996 sobre
atuação do Exército no caso.
Por
g1 Sul de Minas
08/01/2026 23h46 Atualizado há 3 semanas
Suspeita de pagamento a
militares lança dúvidas sobre depoimentos do caso ET de Varginha — Foto:
Reprodução TV Globo
Um ex-militar do
Exército revelou, após 30 anos, ser mentira o depoimento dado por ele nos anos
90 a um ufólogo sobre a atuação das forças armadas no transporte de uma
criatura extraterrestre em Varginha (MG).
Segundo o homem, que era soldado à época, o relato, usado para sustentar a
narrativa do caso, foi inventado após uma oferta de R$ 5 mil feita pelo ufólogo
a ele.
A entrevista foi
exibida nesta quinta-feira (8), no último episódio da série documental "O
Mistério de Varginha". Além da fala do ex-soldado, o especial mostrou
também o relato de outro ex-militar que manteve a versão dada à época sobre a
presença do ET em um hospital da cidade com monitoramento do Exército.
O episódio
também reforça o testemunho das mulheres (civis) que, mesmo com impactos
negativos na própria vida, sustentam com sinceridade e detalhes a história de
que avistaram o alien em um terreno baldio do município.
Testemunhas
oculares do caso ET de Varginha:
- As três amigas que viram
a criatura em um terreno baldio - mantêm
a versão até hoje
- O médico que contou ter
presenciado atendimento médico ao ET - apresentou e mantém a versão
atualmente
- Três militares que contaram ter
participado da captura e transporte do alien - dois desmentem a versão inicial e
um mantém
Contradições
das testemunhas militares
Nos anos 1990,
depoimentos de bombeiros e militares do Exército ampliaram a repercussão do
episódio, que até então se limitava ao relato de três meninas que disseram ter
visto uma criatura estranha em janeiro de 1996. À época, o ufólogo Vitório
Pacaccini afirmou que os relatos eram legítimos.
"Todas
as informações estão embasadas em depoimentos de testemunhas autênticas.
Portanto, ninguém aqui está inventando nada", disse na época.
Ufólogo
Vitório Pacaccini afirmou na época que depoimentos de militares eram autênticos
— Foto: Reprodução TV Globo
Três militares
deram depoimentos ao ufólogo responsável pelas primeiras investigações do caso:
um bombeiro, que disse ter participado da captura da criatura; um cabo do
Exército, que afirmou ter visto o suposto ET em um hospital; e um soldado que,
à época, declarou ter atuado no transporte do ser de Varginha para Campinas.
O documentário
ouviu os dois militares do Exército e obteve um áudio do bombeiro. Atualmente,
tanto o bombeiro quanto o soldado afirmam que os relatos foram uma farsa,
enquanto o cabo mantém a versão apresentada inicialmente.
Entenda a seguir
o que cada um dizia no passado e diz atualmente:
Bombeiro voltou
atrás em áudio de 2019
Uma das
principais evidências divulgadas na época foi uma fita cassete com a voz de um
militar do Corpo de Bombeiros afirmando que a criatura capturada “não era deste
mundo”. O áudio foi tratado, por anos, como prova central da suposta captura.
"O Corpo de Bombeiros
colocou dentro de uma caixa. Uma caixa de madeira coberta por um saco. Não é
deste mundo. Não é", dizia a gravação da época.
Anos depois, em
2019, um dos principais ufólogos da nova geração, João Marcelo Marques Rios,
localizou o autor da gravação, que viria a morrer 4 anos depois, em 2023.
"Ele estava
em Três Corações e já estava na reserva. E ele, para nossa surpresa, para nosso
espanto, disse que aquele áudio que gravou era um enredo. Ele foi persuadido e
instruído a gravar o que está naquele áudio. Falou assim: 'Não houve nada, não
aconteceu nada'. Aquela história foi toda inventada", disse o ufólogo João
Marcelo.
Em áudio
inédito, o militar negou a história e disse que foi orientado a gravar o
depoimento.
"Manipulada, manipulação.
Não teve nada. Para encurtar, não teve nada. Nada, foi tudo uma manipulação. Eu
quero esquecer isso, eu quero acabar com essa manipulação".
"Acho
que a pessoa hipnotiza você. Você fala isso, isso, você topa falar? De tanto
que a pessoa vai 'papapá' na tua cabeça que você quer acabar com isso, tá? O
que você quer que eu fale? Depois eu arrependi. Logo depois eu arrependi",
disse o bombeiro militar na nova gravação.
Bombeiro nega captura de
criatura em aúdio gravado em 2019 — Foto: Reprodução TV Globo
O ufólogo
Vitório Pacaccini afirmou à equipe da série documental "O Mistério de
Varginha", que orientou militares a negarem os relatos, caso se sentissem
inseguros.
“Um dos
militares do Corpo de Bombeiros que deu informação contrária o fez por minha
orientação. Eu disse: fiquem à vontade. Se, amanhã ou depois, os senhores ainda
se sentirem inseguros para prestar qualquer depoimento e acharem melhor, para
proteger vocês e suas famílias, fiquem à vontade para negar tudo. Eu não vou me
sentir ofendido, nem traído”, disse Pacaccini.
Militar do
hospital manteve versão, mas há suspeita de pagamento
Um segundo
militar, que diz ter visto uma criatura no hospital, manteve a versão
apresentada há 30 anos, sob condição de anonimato. Ele reafirmou para a equipe
de "O Mistério de Varginha", ter participado da operação de retirada
do suposto ser.
“Olha, o dia 20
de janeiro foi algo meio atípico. Eu me deparei com uma caixa, não, não era uma
caixa, parecia uma mesa cromada, algo como inox. Eu só vi os pés e as
protuberâncias. Para mim, parecia uma pessoa queimada. Mas foi muito rápido,
coisa de segundos. Eu nunca imaginei que pudesse ser essa criatura que vem
sendo descrita e comentada há 30 anos”, disse o militar no documentário.
Outras
testemunhas ouvidas no documentário, no entanto, alegam que ele teria recebido
dinheiro para sustentar o relato.
"No caso Varginha, muita
gente ganhou dinheiro. Eu tenho certeza absoluta que a principal testemunha
militar já ganhou muito dinheiro e pretende ganhar mais", disse o ufólogo
Ubirajara Rodrigues.
Ricardo Melo,
ex-motorista da Escola de Sargentos das Armas (EsSA), também teve o nome
associado ao caso. Ele nega qualquer participação e afirma que a história foi
artificialmente construída. Segundo ele, um colega teria admitido que gravou
depoimentos após receber oferta financeira.
Militar que teria visto
criatura em hospital manteve versão 30 anos depois — Foto: Reprodução TV Globo
"Acredito
que alguém que conhecia a nossa rotina, alguém do meio militar da época,
inventou essa história e ganhou alguma coisa para lucrar com isso. Eu desconfio
de uma pessoa e cheguei a conversar com ela. Ele me disse que ofereceram
dinheiro para que gravasse um depoimento e citasse o nome de várias pessoas
para montar essa história do ET de Varginha. Ele disse que se soubesse da
repercussão que o caso teria, teria pedido mais dinheiro para falar e ajudar a
montar essa história", relatou.
O segundo
militar ouvido pela equipe de "O Mistério de Varginha", negou que
tenha recebido dinheiro para inventar a história.
"Não. Não ganhei
dinheiro. Ofertas eu tive, mas eu não ganhei dinheiro", disse o militar.
Terceiro
militar relata promessa de pagamento e arrependimento
Após meses de
negociação com a equipe do documentário, um terceiro militar aceitou falar e
fez a denúncia mais direta. Ele afirma que o depoimento foi ensaiado e
condicionado à promessa de pagamento.
“A gente sempre
ficava junto: eu, o ufólogo Pacaccini e mais um militar do Exército, que foi
quem me apresentou a ele. Tudo isso foi criação e invenção da cabeça do
Vitório. Ele me contou essa história e perguntou se eu poderia gravá-la com
ele. Eu era jovem demais, inocente, e acabei caindo na conversa".
"Era uma história
ensaiada, criada por ele. Naquela época, ele dizia exatamente o que tinha que
ser falado: ‘essa situação é assim, assim, assim’. E a gente ia falando de
acordo com o que ele queria que fosse dito. Ele prometeu muita coisa. Para alguns,
honrou a palavra; para outros, não".
"No dia da
gravação, eu fiquei muito nervoso e não conseguia falar. Foi quando ele disse:
‘calma, mantenha a calma, vou te mostrar uma coisa’. Então começou a me mostrar
gravações de outros militares. ‘Está vendo? Esse aqui gravou comigo, esse aqui também’.
Ele dizia que eu não precisava ter medo e chegou a afirmar que tinha dado uma
moto para um, dinheiro para outro militar que o levou até lá”, disse o militar.
Terceiro militar relata
promessa de pagamento e arrependimento — Foto: Reprodução TV Globo
O militar ainda
disse que não chegou a receber a quantia que foi oferecida.
“Na época, ele
me ofereceu uma quantia que acredito ter sido de cinco mil reais. Em 1996, isso
era muito dinheiro. Poderia ter mudado a minha vida. Eu era um menino da roça,
sem experiência, praticamente uma criança. Ele pagou? Não. Depois que eu dei
baixa no Exército, ele sumiu e nunca mais tivemos contato", relatou.
"Eu me arrependo muito,
porque foi uma história que não aconteceu. A única coisa que eu ganhei com isso
tudo foi uma culpa enorme. Naquele dia, a gente vendeu a alma para o diabo”,
afirmou.
“Varginha é uma cidade como qualquer outra. Aí surgiu um personagem como esse, que inventou toda essa história e acabou projetando a cidade. Hoje, no cenário mundial, tem muita gente ganhando dinheiro em cima de uma história que não aconteceu”, completou o militar.
Ufólogos negam
pagamentos e falam em tentativa de desmoralização
Vitório
Pacaccini negou para a equipe do documentário qualquer tipo de pagamento ou
manipulação.
“Nada disso
nunca existiu. Ninguém convenceu ninguém de nada. Fui eu quem solicitou os
depoimentos. No dia em que conheci o militar dois pela primeira vez, fui
apresentado a ele por um amigo de infância, que nos colocou em contato. O
militar três estava junto. Quando conversei com o militar dois, também falei
com o militar três no mesmo dia, à noite, em um encontro reservado", disse
o ufólogo.
"Eles já haviam me narrado os fatos
de forma espontânea e demonstravam muito medo. Eu disse a eles: fiquem
tranquilos, dou a minha palavra, o meu nome de família, está todo mundo
protegido'. Por razões escusas, outras pessoas passaram anos tentando criar
atritos ou tumultos de qualquer natureza, com o objetivo de prejudicar a nossa
pesquisa.
Ufólogo Vitório Pacaccini nega
que depoimentos de militares foram forjados — Foto: Reprodução TV Globo
O ufólogo Marco
Antônio Petit de Castro também rejeitou as acusações.
“Eu não tenho
nenhum conhecimento, nem por parte do próprio Pacaccini nem de qualquer outra
pessoa, de que tenha havido qualquer tipo de favorecimento financeiro para que
uma das três fontes militares, à época, prestasse seus depoimentos. Nós, além
de não brincarmos de fazer ufologia, a gente sabe realmente tudo aquilo que a
gente já passou e porque ainda estamos hoje na defesa dessa história”, disse o
ufólogo Marco Petit.
Relatos das
meninas são tratados como distintos
Apesar das
suspeitas e controvérsias envolvendo depoimentos de militares, parte dos
ufólogos faz uma distinção clara em relação aos relatos das três meninas que
afirmam ter visto a criatura em Varginha.
“Se você
analisar a história do começo ao fim, vai perceber que ela reúne todas as
nuances de uma fábula, de uma lenda. Na minha concepção, o que há de autêntico
no caso é apenas o depoimento das três senhoras; o restante foi construído a
partir de suposições, inverdades e crendices em geral”, afirmou.
Relatos das meninas são
tratados como distintos — Foto: Reprodução TV Globo
Para o ufólogo
Ubirajara Rodrigues, esses testemunhos se mantiveram coerentes ao longo do
tempo, diferentemente das versões que surgiram posteriormente.
Gostaria de dizer que foram
muito sinceras, muito dignas em manter a autenticidade daquilo que viram, tanto
na época quanto hoje. Isso é importante demais. É assim que a dignidade das
pessoas é mantida e que podemos avaliar o quão honestas elas são”, concluiu.
O Mistério de
Varginha
Ao longo de três
episódios, a série documental “O Mistério de Varginha” revisita o caso que
ganhou repercussão internacional há 30 anos no Sul de Minas, reunindo
depoimentos inéditos, além de documentos, áudios, arquivos históricos e
registros oficiais nunca exibidos. A investigação apresenta diferentes versões
sobre o que teria acontecido na cidade e confronta relatos que marcaram o
episódio.
Entre os
entrevistados estão personagens centrais da história, como o ufólogo Ubirajara
Rodrigues, o primeiro a investigar o caso. A série aborda a mudança de posição
dele ao longo dos anos, já que, depois de defender a existência da suposta
criatura, passou a afirmar que ela nunca existiu. O documentário também traz
depoimentos de militares, relatos de moradores e a recuperação de materiais
jornalísticos da época.
Fonte:https://g1.globo.com/mg/sul-de-minas/noticia/2026/01/08/caso-varginha-30-anos-depois-ex-militar-diz-que-inventou-relato-sobre-et-apos-oferta-de-r-5-mil-de-ufologo-historia-nao-aconteceu.ghtml
Ufólogo que ajudou a projetar caso ET de Varginha
diz que história não existiu: 'Não acredito em mais nada'
Relato foi
exibido nesta quarta (7), no 2º episódio da série documental "O Mistério
de Varginha". Ubirajara Rodrigues foi um dos primeiros a apontar
possibilidade de extraterrestre em 1996.
Por
g1 Sul de Minas
08/01/2026 04h00 Atualizado há 3 semanas
Quase três
décadas depois dos relatos de aparecimento de um extraterrestre em Varginha, no Sul
de Minas, um dos principais personagens responsáveis por dar projeção nacional
ao caso afirma que não acredita mais na história. O ufólogo Ubirajara
Rodrigues, que inicialmente sustentou a versão de que as jovens teriam visto um
ser de outro planeta, diz que não há qualquer prova de que o episódio tenha
ocorrido. "Eu não acredito em mais nada disso", disse.
Rodrigues não
falava mais sobre o assunto desde 2010, quando começou a sinalizar que não via
mais materialidade no caso. Após 16 anos, ele quebrou o silêncio e aparece
agora no segundo episódio da série documental "O Mistério de
Varginha", que foi exibido nesta quarta-feira (7), na TV Globo.
Ufólogo que ajudou a projetar
caso ET de Varginha diz hoje que não há provas e afirma que história não
existiu: 'Não acredito em mais nada' — Foto: Reprodução TV Globo
De defensor a
cético
No início das
investigações, Ubirajara foi a primeira pessoa a dizer às jovens que o que elas
relataram poderia ser um extraterrestre. Na época, a declaração ajudou a
fortalecer a narrativa ufológica e deu repercussão nacional e internacional ao
caso.
"Cometi o grande erro que
os ufólogos cometem. Eu disse a elas que o que elas avistaram, a ufologia, que
é um estudo assim, assim, assado, acredita que sejam seres de outros
planetas", disse Ubirajara.
Ufólogo Ubirajara Rodrigues
foi um dos principais defensores do Caso ET de Varginha desde o início — Foto:
Reprodução TV Globo
Anos depois,
porém, o pesquisador passou a revisar sua própria atuação e afirma que chegou a
conclusões diferentes.
"Não
cheguei a essa conclusão de uma hora para outra. Ao contrário. São praticamente
30 anos de reflexão. Tendo contato com pessoas do meio acadêmico e relacionar
os meus erros, os meus equívocos com sugestões de como mudar e do que buscar
realmente, eu tentei aproveitar isso tudo", disse.
‘Não há provas
nem indícios’
Segundo
Ubirajara, após anos de estudo e contato com pesquisadores do meio acadêmico,
ele concluiu que os relatos existentes não são suficientes para comprovar a
presença de uma nave ou criatura de outro planeta em Varginha. Em reportagem
divulgada no Fantástico, no ano de 2010, o ufólogo já defendia a tese de que
nada tinha sido comprovado.
“A existência de
relatos de supostas aparições de objetos voadores não identificados foi rara no
caso. Há dezenas de depoimentos de pessoas de diferentes níveis socioculturais,
mas eles não são, de maneira alguma, prova de que em Varginha tenha acontecido
algo envolvendo uma nave espacial de outro planeta. Não há provas nem indícios
disso”, disse Ubirajara Rodrigues na reportagem.
Ubirajara afirma
que, ao se posicionar publicamente contra a existência do ET de Varginha,
tornou-se persona non grata dentro da ufologia. Segundo ele, a repercussão foi
imediata.
“Eu apareci por
cerca de dez segundos no Fantástico dizendo que não há qualquer evidência de
que em Varginha tenha aparecido uma nave de outro planeta. Ponto. A partir
dali, além de me tornar a persona non grata número um da ufologia, passei a ser
visto como o maior ‘demônio’ da ufologia nacional”, disse Ubirajara Rodrigues.
Arrependimento
e autocrítica
Hoje, o ufólogo
afirma que se arrepende de ter dito às jovens que o que elas viram poderia ser
um extraterrestre. Segundo ele, esse tipo de afirmação pode influenciar
profundamente testemunhas e levá-las a reconstruir a própria memória.
“Nossas crenças
podem influenciar as testemunhas, que acabam reconstruindo aquela história e
tornando-a crível para elas mesmas. Hoje, por exemplo, se um caso semelhante
caísse em minhas mãos, eu jamais faria isso de novo. Jamais cometeria esse erro
crasso", disse Ubirajara.
Ufólogo
Ubirajara Rodrigues disse em reportagem ao Fantástico em 2010 que não havia
provas sobre ET — Foto: Reprodução TV Globo
Ubirajara também
passou a questionar os relatos de militares apresentados ao longo dos anos.
Segundo ele, os depoimentos teriam sido induzidos ou fabricados dentro de uma
lógica da crença ufológica.
"Eu acho que foram
depoimentos induzidos, que foram depoimentos fabricados, que foram
artificialmente, segundo a crença da ufologia, levados a dizer o que
dizem", disse o ufólogo.
O ufólogo
Vitório Pacaccini, que trabalhou com Ubirajara Rodrigues desde o início na
investigação do caso e que entrevistou as testemunhas militares que confirmaram
a história, diz ter se decepcionado com o colega.
"Claro que
me decepcionou muito, não só a mim. Há várias pessoas dentro da ufologia e
mesmo os que não estão dentro da ufologia, mas acompanham a pesquisa, também
ficaram muito decepcionados", disse.
Reação das
testemunhas
A mudança de
posição de Ubirajara teve impacto direto nas mulheres que afirmam ter visto a
criatura. Liliane disse que se sentiu abandonada com a reviravolta.
“Fiquei
revoltada na época. Eu pensava: ‘por que assim? O que aconteceu? Como uma
pessoa destrói tudo?’. Nós nos sentimos abandonadas, porque ele começou a
história dizendo para a gente que o que vimos era real, esclarecendo a nossa
cabeça. E, depois de 15 anos, demorou tudo isso para dizer que não acreditava
mais? Fazer o quê, né?”, disse Liliane de Fátima Silva, uma das testemunhas.
Testemunha Liliane Silva diz
ter ficado revoltada após mudança de opinião de ufólogo — Foto: Reprodução TV
Globo
Katia Xavier
afirmou que ouvir o pesquisador dizer que a história era mentira a deixou “sem
chão” e afetou sua dignidade.
"Isso nos deixou sem
chão. Isso foi uma semana, um mês sem dignidade. Nós nos sentimos assim a pior
pessoa do mundo. Eu pelo menos, coloco por mim. Porque eu ouvi ele dizendo que
aquela história era mentira", disse Katia.
O ufólogo
afirmou no documentário que o que as meninas viram foi um morador da cidade com
deficiência intelectual, apelidado de "mudinho". Essa também foi a
conclusão apontada por um Inquérito Policial Militar (IPM) instaurado na época
pelo Exército.
O Mistério de
Varginha
Ao longo de três
episódios, a série documental “O Mistério de Varginha” revisita o caso que
ganhou repercussão internacional há 30 anos no Sul de Minas, reunindo
depoimentos inéditos, além de documentos, áudios, arquivos históricos e
registros oficiais nunca exibidos. A investigação apresenta diferentes versões
sobre o que teria acontecido na cidade e confronta relatos que marcaram o
episódio.
Entre
os entrevistados estão personagens centrais da história, como o ufólogo
Ubirajara Rodrigues, o primeiro a investigar o caso. A série aborda a mudança
de posição dele ao longo dos anos, já que, depois de defender a existência da
suposta criatura, passou a afirmar que ela nunca existiu. O documentário também
traz depoimentos de militares, relatos de moradores e a recuperação de
materiais jornalísticos da época.
Fonte:
https://g1.globo.com/mg/sul-de-minas/noticia/2026/01/08/ufologo-que-ajudou-a-projetar-caso-et-de-varginha-diz-que-historia-nao-existiu-nao-acredito-em-mais-nada.ghtml
De 'casal de anões' a 'mudinho': como autoridades
contestaram suposta aparição de ET em Varginha em 1996
Versões foram
exibidas nesta quarta (7), no 2º episódio da série documental "O Mistério
de Varginha". Explicações oficiais defendiam que testemunhas se
confundiram sobre aparição de extraterrestre.
Por
g1 Sul de Minas
08/01/2026 09h00 Atualizado 08/01/2026
Do ‘mudinho’ a casal de anões:
como autoridades contestaram suposta aparição de ET em Varginha em 1996 — Foto:
Reprodução TV Globo
Quando os
relatos sobre o aparecimento de extraterrestres em Varginha, no Sul
de Minas, ganharam repercussão, nos anos 1990, diferentes versões foram
apresentadas pelas autoridades e forças de segurança para tentar explicar o
caso. Entre elas, estão as hipóteses de que as testemunhas teriam visto um
morador da cidade com deficiência intelectual ou um casal de pessoas com
nanismo e os confundiram com ETs.
Essas versões
foram abordadas no segundo episódio da série documental "O Mistério de
Varginha", que foi exibido nesta quarta-feira (7), na TV Globo.
Segundo o
jornalista e ex-editor do Fantástico Luiz Petry, a repercussão do caso levou à
abertura de um Inquérito Policial Militar (IPM) no Exército. A apuração começou
depois que reportagens passaram a citar nomes de oficiais das Forças Armadas.
"Esse
assunto acabou virando o IPM, o Inquérito Policial Militar no Exército, porque
a partir do momento que uma emissora de TV cita o nome de oficiais do Exército
brasileiro, eles têm a obrigação de investigar. Então eles ouviram os ufólogos,
tomaram o depoimento dos militares citados", disse o jornalista.
Inquérito do Exército investigou suposta
aparição de ET em Varginha — Foto: Reprodução TV Globo
Trinta anos
depois do início do caso, o então comandante da EsSA, general da reserva Sérgio
Pedro Coelho Lima, decidiu se manifestar publicamente para a equipe de produção
do documentário.
“Meu nome
apareceu em livros, na televisão, com fotografia minha, mas nunca me procuraram
para eu expor a minha versão dos fatos”, disse.
O general
afirmou que não haveria como ocultar a captura de um ser extraterrestre dentro
de uma estrutura militar.
"Como que nós poderíamos
esconder um extraterrestre, um alienígena, sem o conhecimento de todos? Não tem
como, é praticamente impraticável, impossível. Então isso não existiu, é uma
coisa que foi criada. Por que nós iríamos esconder isso? A troco de quê?",
disse o ex-comandante da unidade.
Segundo ele, uma
sindicância foi aberta e todos os militares citados foram ouvidos.
"Fizemos
uma sindicância, ouvimos todos aqueles que poderiam estar implicados e chegamos
à conclusão, tranquilamente, que não houve nenhuma participação de militares da
EsSA nesse episódio", disse o ex-comandante.
Ex-comandante
da Escola de Sargento das Armas nega captura de extraterrestre em 1996 — Foto:
Reprodução TV Globo
Para o ufólogo
Vitório Pacaccini, no entanto, a apuração teve como objetivo ocultar
informações.
"Claro que
o general Lima tinha ciência de tudo, ele fez o que pôde para ocultar. 'Nunca
estivemos lá, nem no local, nem no outro, nem no outro. Eu não tenho nada a
declarar'. Lamento muito, não funcionou. A ufologia brasileira não se intimidou",
disse o ufólogo.
O ex-general
rebateu e classificou o caso como invenção. “Não quero acusar ou criar qualquer
ofensa, mas são histórias criadas pelos ufólogos. Eles vivem disso”, disse.
A versão do
‘mudinho’
Os dois volumes
do processo de investigação do Exército concluíram que as meninas teriam visto
um morador da cidade com deficiência intelectual, conhecido como “Mudinho”, que
costuma andar agachado pelas ruas.
Segundo
Pacaccini, a investigação chegou a manipular imagens para sustentar essa
versão.
“Eles fotografaram o Mudinho
sem autorização e mexeram na imagem, escurecendo o contraste, para induzir as
pessoas a entenderem que era ele”, afirmou.
Inquérito
do Exército concluiu que morador seria o suposto ET de Varginha — Foto:
Reprodução TV Globo
Uma das
testemunhas que afirmam ter visto o ET, Liliane de Fátima Silva disse que
conhecia o morador desde a infância.
"Conheço o Mudinho desde
criança, meu pai tinha bar, o Mudinho frequentava, frequenta a cidade inteira
até hoje, hoje menos, mas assim, frequenta a cidade inteirinha. Qualquer lugar
que você andar ali no bairro Jardim Andere, você vai ver ele agachadinho, do
mesmo jeitinho. A gente conhecia, não era o Mudinho", disse Liliane.
Outra
testemunha, Valquíria Silva reforçou. "Nunca que é o Mudinho. A gente
conhecia ele desde pequena, sem sombra de dúvidas. Eu achei, falei, coitadinho
dele, ele não faz mal para ninguém, quietinho, porque que falaram que era ele?
Ele é uma pessoa normal, aparência normal, só que ele fica agachadinho. E,
coincidência, na mesma posição", disse Valquíria.
'Casal de
anões'
Outra explicação
apresentada na época foi a de que um casal de pessoas com nanismo teria sido
confundido com o suposto extraterrestre. Um militar afirmou que havia no
hospital de Varginha um casal de anões, sendo que a mulher estava grávida.
"Houve uma
série de coincidências de fato. Havia no Hospital de Varginha um casal de anões
onde a senhora estava grávida para ganhar um neném. Isso coincide com o fato da
EsSA ter pegado essa criatura, ter colocado no caminhão e levado para Hospital
de Varginha", disse Eduardo Calza, Militar da Reserva, para meios de
comunicação na época, em entrevista reproduzida no documentário.
Exército chegou a divulgar
versão de que casal de anões teria sido levado para hospital e confundido com
ET — Foto: Acervo EPTV/TV Globo
Para o ufólogo
Vitório Pacaccini, as explicações apresentadas fazem parte de uma estratégia
militar.
"O que
aconteceu mesmo (segundo o militar) é que um casal de anões muito feios e
deformados, onde a mulher estava grávida, precisou de atendimento, de algum
apoio. As pessoas os avistaram e confundiram com essa criatura. As forças
militares criam contra-informação. Quando você cria o ridículo, destrói a
informação principal e transforma tudo numa piada. Foi uma tentativa, até certo
ponto, esdrúxula”, afirmou.
O ufólogo
Ubirajara Rodrigues, que mais tarde passou a negar a existência do ET de
Varginha, classificou a versão do casal de pessoas com nanismo como mal
conduzida. “Foi feito de uma forma absolutamente desastrada. Pegou muito mal”,
completou.
O Mistério de
Varginha
Ao longo de três
episódios, a série documental “O Mistério de Varginha” revisita o caso que
ganhou repercussão internacional há 30 anos no Sul de Minas, reunindo
depoimentos inéditos, além de documentos, áudios, arquivos históricos e
registros oficiais nunca exibidos. A investigação apresenta diferentes versões
sobre o que teria acontecido na cidade e confronta relatos que marcaram o
episódio.
TV Globo exibe série
documental ‘O Mistério de Varginha’ — Foto: Jackson Amorim/EPTV
Entre os
entrevistados estão personagens centrais da história, como o ufólogo Ubirajara
Rodrigues, o primeiro a investigar o caso. A série aborda a mudança de posição
dele ao longo dos anos, já que, depois de defender a existência da suposta
criatura, passou a afirmar que ela nunca existiu. O documentário também traz
depoimentos de militares, relatos de moradores e a recuperação de materiais
jornalísticos da época.
A produção
acompanha ainda Kátia, Liliane e Valquíria, conhecidas como as “três meninas do
ET”, que relembram o episódio e mostram como estão atualmente. Dirigida por
Ricardo Calil e Paulo Gonçalves, a série vai ao ar após O Auto da Compadecida 2
e também ficará disponível no Globoplay, com produção executiva de Fernanda
Neves e direção artística de Monica Almeida.
Serviço:
- O que: O Mistério de Varginha
- Onde assistir: no Globoplay
Fonte: https://g1.globo.com/mg/sul-de-minas/noticia/2026/01/08/de-casal-de-anoes-a-mudinho-como-autoridades-contestaram-suposta-aparicao-de-et-em-varginha-em-1996.ghtml
ET de Varginha: Mito ou Realidade?-Vídeo
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