CONHECENDO ALLAN KARDEC E O "ESPÍRITO DA VERDADE" QUE REVELOU E CODIFICOU O CRISTIANISMO REDIVIVO,CHAMADO ENTÃO DE ESPIRITISMO OU DOUTRINA ESPÍRITA

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Hippolyte Léon Denizard Rivail (francês: [ʁivɑj]Lyon3 de outubro de 1804 — Paris31 de março de 1869) foi um influente educadorautor e tradutor francês. Sob o pseudônimo de Allan Kardec (francês: [kaʁdɛk]),[1]notabilizou-se como o codificador[nota 1] do Espiritismo (neologismo por ele criado), também denominado de Doutrina Espírita. Foi discípulo do reformador educacional Johann Heinrich Pestalozzi e um dos pioneiros na pesquisa científica sobre fenômenos paranormais (mais notoriamente a mediunidade), assuntos que antes costumavam ser considerados inadequados para uma investigação do tipo.[2][3][4]
Adotou o seu pseudônimo para uma diferenciação da Codificação Espírita em relação aos seus anteriores trabalhos pedagógicos.

Biografia

A juventude e a atividade pedagógica


Allan Kardec e sua esposa Amélie Gabrielle Boudet.
Nascido numa antiga família de orientação católica com tradição na magistratura e na advocacia, desde cedo manifestou propensão para o estudo das ciências e da filosofia.
Fez os seus estudos na Escola de Pestalozzi, no Castelo de Yverdon, em Yverdon-les-Bains, na Suíça (país protestante), tornando-se um dos seus mais distintos discípulos e ativo propagador de seu método, que tão grande influência teve na reforma do ensino na França e na Alemanha. Aos quatorze anos de idade já ensinava aos seus colegas menos adiantados, criando cursos gratuitos. Aos dezoito, bacharelou-se em Ciências e Letras.
Concluídos os seus estudos, o jovem Rivail retornou ao seu país natal. Profundo conhecedor da língua alemã, traduzia para este idioma diferentes obras de educação e de moral, com destaque para as obras de François Fénelon, pelas quais manifestava particular atração. Conhecia a fundo os idiomas francês, alemão, inglês e holandês, além de dominar perfeitamente os idiomas italiano e espanhol.
Era membro de diversas sociedades acadêmicas, entre elas o Instituto Histórico de Paris e a Academia Real de Arras; esta última, em concurso promovido em 1831, premiou-lhe uma memória com o tema "Qual o sistema de estudos mais de harmonia com as necessidades da época?".[2][5]
6 de fevereiro de 1832 desposou Amélie Gabrielle Boudet. Em 1824, retornou a Paris e publicou um plano para aperfeiçoamento do ensino público. Após o ano de 1834, passou a lecionar, publicando diversas obras sobre educação, e tornou-se membro da Real Academia de Ciências Naturais.[6]
Como pedagogo, o jovem Rivail dedicou-se à luta para uma maior democratização do ensino público. Entre 1835 e 1840, manteve em sua residência, à rua de Sèvres, cursos gratuitos de QuímicaFísicaAnatomia[7] comparada, Astronomia e outros. Nesse período, preocupado com a didática, elaborou um manual de aritmética, que foi adotado por décadas nas escolas francesas, e um quadro mnemônico da História da França, que visou facilitar ao estudante memorizar as datas dos acontecimentos de maior expressão e as descobertas de cada reinado do país.
As matérias que lecionou como pedagogo são: Química, Matemática, Astronomia, Física, Fisiologia, Retórica, Anatomia Comparada e Francês.[8]

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Das mesas girantes à Codificação



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Conforme o seu próprio depoimento, publicado em Obras Póstumas, foi em 1854 que o Prof. Rivail ouviu falar pela primeira vez do fenômeno das "mesas girantes", bastante difundido à época, através do seu amigo Fortier, um magnetizador de longa data. Sem dar muita atenção ao relato naquele momento, atribuindo-o somente ao chamado magnetismo animal do qual era estudioso, só em maio de 1855 sua curiosidade se voltou efetivamente para as mesas, quando começou a frequentar reuniões em que tais fenômenos se produziam.
Durante este período, também tomou conhecimento do fenômeno da escrita mediúnica - ou psicografia, e assim passou a se comunicar com os espíritos. Um desses espíritos, conhecido como um "espírito familiar", passa a orientar os seus trabalhos. Mais tarde, este espírito lhe informa que já o conhecia do tempo das Gálias, com o nome de Allan Kardec. Assim, Rivail passa a adotar este pseudônimo, sob o qual publicou as obras que sintetizam a Doutrina Espírita.[6]
Convencendo-se de que o movimento e as respostas complexas das mesas deviam-se à intervenção de espíritos, Kardec dedicou-se à estruturação de uma proposta de compreensão da realidade baseada na necessidade de integração entre os conhecimentos científicos, filosóficos e moral, com o objetivo de lançar sobre o real um olhar que não negligenciasse nem o imperativo da investigação empírica na construção do conhecimento, nem a dimensão espiritual e interior do homem.
Tendo iniciado a publicação das obras de Codificação em 18 de abril de 1857, quando veio à luz O Livro dos Espíritos, considerado como o marco de fundação do Espiritismo, após o lançamento da Revista Espírita (1 de janeiro de 1858), fundou, nesse mesmo ano, a primeira sociedade espírita regularmente constituída, com o nome de Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas.

Os últimos anos

Outra fotografia de Hippolyte Léon Denizard
Outra assinatura de Hippolyte Léon Denizard

Túmulo de Allan Kardec em Paris.
Kardec passou os anos finais da sua vida dedicado à divulgação do Espiritismo entre os diversos simpatizantes, e defendê-lo dos opositores através da Revista Espírita Ou Jornal de Estudos Psicológicos. Já com cerca de oito milhões de seguidores,[1] faleceu em Paris, a 31 de março de 1869, aos 64 anos de idade, em decorrência da ruptura de um aneurisma, quando trabalhava numa obra sobre as relações entre o Magnetismo e o Espiritismo, ao mesmo tempo em que se preparava para uma mudança de local de trabalho. Está sepultado no Cemitério do Père-Lachaise, uma célebre necrópole da capital francesa. Junto ao túmulo, erguido como os dólmens druídicos. Acima de sua tumba, seu lema: "Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sem cessar, tal é a lei", em francês.
Em seu sepultamento, seu amigo, o astrônomo francês Camille Flammarion proferiu o seguinte discurso, ressaltando a sua admiração por aquele que ali baixava ao túmulo:[9]
Sobre Kardec, o engenheiro francês Gabriel Delanne escreveu:[10]
Nas palavras do brasileiro Alexander Moreira-Almeida, coordenador da "Seção de Espiritualidade, Religiosidade e Psiquiatria" da Associação Mundial de Psiquiatria[11][12]:

Frenologia

Kardec, como um erudito de sua época, acreditava na suposta superioridade racial dos brancos europeus e inferioridade de outros grupos étnicos/raciais tendo como base a frenologia. Kardec foi, inclusive, membro da Sociedade de Frenologia de Paris[13] e teria defendido teses hoje consideradas racistas em trechos de suas obras, mas que, à época, representavam a última palavra em ciência no ramo da antropometria. Hoje, a frenologiaé tida como uma pseudociência. Um dos textos de Kardec, criticados por alguns como sendo racista, encontra-se em sua obra O Livro dos Espíritos, onde escreveu:
Em relação à sexta questão, dir-se-á, sem dúvida, que o Hotentote é de uma raça inferior; então, perguntaremos se o Hotentote é um homem ou não. Se é um homem, por que Deus o fez, e à sua raça, deserdado dos privilégios concedidos à raça caucásica? Se não é um homem, porque procurar fazê-lo cristão? A Doutrina Espírita tem mais amplitude do que tudo isto. Segundo ela, não há muitas espécies de homens, há tão-somente homens cujos espíritos estão mais ou menos atrasados, porém todos suscetíveis de progredir. Não é este princípio mais conforme à justiça de Deus?
[14]
O hotetonte, mais conhecido hoje como khoisan, mencionado acima, se refere a uma família muito antiga de grupos étnicos do sudoeste africano. Para os críticos, fica claro a partir dos escritos de Kardec que ele partilhava de concepções eurocêntricas (as que propugnam que europeus são racialmente superiores) quando ele assim escreveu no livro A Gênese:
O progresso não foi, pois, uniforme em toda a espécie humana; as raças mais inteligentes naturalmente progrediram mais que as outras, sem contar que os Espíritos, recentemente nascidos na vida espiritual, vindo a se encarnar sobre a Terra desde que chegaram em primeiro lugar, tornam mais sensíveis a diferença do progresso. Com efeito, seria impossível atribuir a mesma antiguidade de criação aos selvagens que mal se distinguem dos macacos, que aos chineses, e ainda menos aos europeus civilizados.
[15]
Os estudiosos que discordam que Kardec teria fechado questão em relação às teses frenológicas geralmente citam o trecho constante da Revista Espírita de abril de 1862[16], em que Allan Kardec parece discordar das premissas básicas da frenologia:
Enganar-se-ia estranhamente crendo-se poder deduzir o caráter absoluto de uma pessoa só pela inspeção das saliências do crânio. As faculdades se fazem, reciprocamente, contrapeso, se equilibram, se corroboram ou se atenuam umas pelas outras, de tal sorte que, para julgar um indivíduo, é preciso ter em conta o grau de influência de cada um, em razão de seu desenvolvimento, depois fazer entrar na balança o temperamento, o meio, os hábitos e a educação.

Obras

Obras didáticas


Página de seu livro "Plano Proposto para a Melhoria da Instrução Pública" (1828).
O professor Rivail escreveu diversos livros pedagógicos, dentre os quais destacam-se:[17]
  • 1824 - Curso prático e teórico de Aritmética, segundo o método de Pestalozzi, para uso dos professores e mães de família, com modificações - 2 tomos
  • 1828 - Plano Proposto Para a Melhoria da Instrução Pública (coroado pela Academia Real de Arras)
  • 1831 - Gramática Francesa Clássica
  • 1831 - Qual o sistema de estudo mais consentâneo com as necessidades da época?.
  • 1846 - Manual dos exames para os títulos de capacidade: soluções racionais de questões e problemas de Aritmética e de Geometria
  • 1848 - Catecismo gramatical da Língua Francesa
  • 1849 - Programa dos Cursos ordinários de QuímicaFísicaAstronomiaFisiologia
  • 1849 - Ditados normais dos exames da Municipalidade e da Sorbona
  • 1849 - Ditados especiais sobre as dificuldades ortográficas

Diplomas obtidos

Lista dos principais diplomas obtidos por Denizard Rivail durante a sua carreira de professor e diretor de colégio:[8]
  • Diploma de fundador da Sociedade de Previdência dos Diretores de Colégios e Internatos de Paris - 1829
  • Diploma da Sociedade para a Instrução Elementar - 1847. Secretário geral: H. Carnot.
  • Diploma do Instituto de Línguas, fundado em 1837. Presidente: Conde Le Peletier-Jaunay.
  • Diploma da Sociedade de Educação Nacional, constituída pelos diretores de Colégios e de Internatos da França - 1835. Presidente: Geoffroy de Saint-Hilaire.
  • Diploma da Sociedade Gramatical, fundada em Paris em 1807, por Urbain Domergue - 1829.
  • Diploma da Sociedade de Emulação e de Agricultura do Departamento do Ain - 1828 (Rivail fora designado para expor e apresentar em França o método de Pestalozzi).
  • Diploma do Instituto Histórico, fundado em 24 de Dezembro de 1833 e organizado a 6 de Abril de 1834. Presidente: Michaud, membro da academia francesa.
  • Diploma da Sociedade Francesa de Estatística Universal, fundada em Paris, em 22 de Novembro de 1820, por César Moreau.
  • Diploma da Sociedade de Incentivo à Indústria Nacional, fundada por Jomard, membro do Instituto.
  • Medalha de ouro, 1º prêmio, conferida pela Sociedade Real de Arrás, no concurso realizado em 1831, sobre educação e ensino.

Contracapa da versão de 1860 d'O Livro dos Espíritos, a principal obra publicada por Kardec.

Obras espíritas

As cinco obras fundamentais que versam sobre o Espiritismo, sob o pseudônimo Allan Kardec, são:
Além delas, como Kardec, publicou mais cinco obras complementares:
  • Revista Espírita (periódico de estudos psicológicos), publicada mensalmente de 1 de janeiro de 1858 a 1869;
  • O que é o Espiritismo? (resumo sob a forma de perguntas e respostas), em 1859;
  • Instrução prática sobre as manifestações espíritas (substituída pelo Livro dos Médiuns; publicada no Brasil pela editora O Pensamento)
  • O Espiritismo em sua expressão mais simples, em 1862;
  • Viagem Espírita em 1862 (1867) (publicada no Brasil pela editora O Clarim).
Após o seu falecimento, viria à luz:
Outras obras menos conhecidas foram também publicadas no Brasil:

Citações


Busto em bronze de Allan Kardec.

Selo dos Correios em homenagem ao centenário de seu falecimento (1969).
  • "A Doutrina Espírita transforma completamente a perspectiva do futuro. A vida futura deixa de ser uma hipótese para ser realidade. O estado das almas depois da morte não é mais um sistema, porém o resultado da observação. Ergueu-se o véu; o mundo espiritual aparece-nos na plenitude de sua realidade prática; não foram os homens que o descobriram pelo esforço de uma concepção engenhosa, são os próprios habitantes desse mundo que nos vêm descrever a sua situação."[18]
  • "Como meio de elaboração, o Espiritismo procede exatamente da mesma forma que as ciências positivas, aplicando o método experimental. Fatos novos se apresentam, que não podem ser explicados pelas leis conhecidas; ele os observa, compara, analisa e, remontando dos efeitos às causas, chega à lei que os rege; depois, deduz-lhes as consequências e busca as aplicações úteis. Não estabeleceu nenhuma teoria preconcebida; assim, não apresentou como hipóteses a existência e a intervenção dos Espíritos, nem o perispírito, nem a reencarnação, nem qualquer dos princípios da doutrina; concluiu pela existência dos Espíritos, quando essa existência ressaltou evidente da observação dos fatos, procedendo de igual maneira quanto aos outros princípios. Não foram os fatos que vieram a posteriori confirmar a teoria: a teoria é que veio subsequentemente explicar e resumir os fatos. É, pois, rigorosamente exato dizer-se que o Espiritismo é uma ciência de observação e não produto da imaginação. As ciências só fizeram progressos importantes depois que seus estudos se basearam sobre o método experimental; até então, acreditou-se que esse método também só era aplicável à matéria, ao passo que o é também às coisas metafísicas."[19]
  • "(…) o Espiritismo, restituindo ao Espírito o seu verdadeiro papel na criação, constatando a superioridade da inteligência sobre a matéria, apaga naturalmente todas as distinções estabelecidas entre os homens segundo as vantagens corpóreas e mundanas, sobre as quais o orgulho fundou castas e os estúpidos preconceitos de cor. O Espiritismo, alargando o círculo da família pela pluralidade das existências, estabelece entre os homens uma fraternidade mais racional do que aquela que não tem por base senão os frágeis laços da matéria, porque esses laços são perecíveis, ao passo que os do Espírito são eternos. Esses laços, uma vez bem compreendidos, influirão pela força das coisas, sobre as relações sociais, e mais tarde sobre a Legislação social, que tomará por base as leis imutáveis do amor e da caridade; então ver-se-á desaparecerem essa anomalias que chocam os homens de bom senso, como as leis da Idade Média chocam os homens de hoje…"[20]

Concepções espíritas sobre sua vida

Segundo várias fontes, seu pseudônimo foi escolhido pois um espírito revelou-lhe que haviam vivido juntos entre os druidas, na Gália, e que então o Codificador se chamava "Allan Kardec".[1][21][22]
No 4º Congresso Mundial em Paris (2004), o médium brasileiro Divaldo Pereira Franco psicografou ao inverso, em francês (língua desconhecida por ele),[23] uma mensagem atribuída ao espírito de León Denis declarando que Allan Kardec fora a reencarnação de Jan Hus, um reformador religioso do século XV. Esta informação já foi dada em diversas fontes diferentes,[24][25][26][27] o que está de acordo com o Controle Universal do Ensino dos Espíritos, que Kardec definiu da seguinte forma: "uma só garantia séria existe para o ensino dos Espíritos - a concordância que haja entre as revelações que eles façam espontaneamente, servindo-se de grande número de médiuns estranhos uns aos outros e em vários lugares."[28]
No livro Cartas e Crônicas, de Irmão Xpseudônimo do espírito Humberto de Campospsicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier em 1966, no capítulo intitulado Kardec e Napoleão, relata-se o episódio em que estes últimos são apresentados pelo Espírito da Verdade, na noite de 31 de dezembro de 1799, no plano espiritual. O desencarnado que reencarnará como Allan Kardec é um espírito superior, apresentado como o apóstolo da , que, sob a égide do Cristo, descerrará para a Terra atormentada um novo ciclo de conhecimento, enquanto Napoleão Bonapartereencarnado e em desdobramento, durante o sono físico, é informado que renasceu para garantir o ministério espiritual do discípulo de Jesus que regressa à experiência terrestre.[29][30]

Notas

  1. Ir para cima Diz-se codificador pois o seu trabalho foi o de reunir, compilar e sistematizar textos recebidos por diversos médiuns naquela época

Referências

  1. ↑ Ir para:a b c Nani Rubin (24 de novembro de 2013). «Livro Reconstitui a Gênese do Espiritismo». O Globo. Consultado em 22 de junho de 2014
  2. ↑ Ir para:a b Moreira-Almeida, Alexander (2008). Allan Kardec and the development of a research program in psychic experiences. Proceedings of the Parapsychological Association & Society for Psychical Research Convention. Winchester, UK.
  3. Ir para cima Moreira-Almeida, Alexander. (2 de setembro de 2008). «Spiritism: The Work of Allan Kardec and Its Implications for Spiritual Transformation». Metanexus Institute. Consultado em 17 de novembro de 2014
  4. Ir para cima Eliane Rezende Garcia. A Educação: saber e sabor na relação entre sujeitos. Ponto-e-Vírgula, 10: 282-285, 2011. PUC-SP. ISSN 1982-4807.
  5. Ir para cima «Textos - Allan Kardec». Espirito.org.br
  6. ↑ Ir para:a b Encyclopædia Britannica, 1997. Vol.8. p.390
  7. Ir para cima Algumas fontes não confirmadas dizem que Allan Kardec teria sido médico. Pesquisas posteriores, no entanto demonstraram que ele foi professor de Anatomia. Retirado do rodapé desta página da Federação Espírita Brasileira: [1]
  8. ↑ Ir para:a b SOARES, p. 13
  9. Ir para cima KARDEC, Allan. Obras Póstumas (14ª edição). Rio de Janeiro: FEB, 1975. p. 30
  10. Ir para cima Carta de Delanne publicada na Revista Espírita em 1907. Disponível em Autores Espíritas Clássicos. «Gabriel Delanne - sua vida, seu apostolado e sua obra» (.doc). Paul Bodier e Henri Regnault. Consultado em 3 de abril de 2010 Ver em HTML.
  11. Ir para cima «Psiquiatra da ABP é eleito coordenador na Associação Mundial de Psiquiatria»; 10/10/2014. Associação Brasileira de Psiquiatria. Página visitada em 21/10/2014.
  12. Ir para cima Tiago Cordeiro. Allan Kardec e o espiritismo, uma religião bem brasileira (14/10/2014). Aventuras na História - Guia do Estudante. Página visitada em 18/11/2014.
  13. Ir para cima Drut, Olivier. «CTHS - Société phrénologique de Paris - Paris»cths.fr (em francês). Consultado em 20 de dezembro de 2017
  14. Ir para cima O Livro dos Espíritos. [S.l.]: FEB. pp. p. 190
  15. Ir para cima Kardec, Allan. A Gênese. [S.l.: s.n.] pp. p. 187
  16. Ir para cima «A ERA DO ESPÍRITO»www.aeradoespirito.net. Consultado em 20 de dezembro de 2017
  17. Ir para cima SOARES, p. 14
  18. Ir para cima O Céu e o Inferno, Primeira Parte, cap. 2
  19. Ir para cima A Gênese, Capítulo I, item 14
  20. Ir para cima Revista Espírita 1861, pág. 297-298
  21. Ir para cima Mauro Quintella (Janeiro–Fevereiro de 1998). «Allan Kardec, o chefe druida». Espirito.org.br. Consultado em 19 de abri de 2014 Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  22. Ir para cima «Esboço biográfico e curiosidades». Espirito.org.br
  23. Ir para cima Lewgoy, Bernardo. A transnacionalização do espiritismo kardecista brasileiro: uma discussão inicial. Relig. soc. [online]. 2008, vol.28, n.1 [cited 2014-09-05], pp. 84-104
  24. Ir para cima Mensagem através da psicografia da médium Ermance Dufaux (uma das médiuns de Kardec) em 1857. Esta mensagem foi encontrada na livraria Leymarie, na França, por Canuto de Abreu. Esta informação consta no livro A missão de Allan Kardec, de Carlos Imbassahy
  25. Ir para cima Holocausto Pela Verdade, palestra de Divaldo Pereira Franco (em DVD)
  26. Ir para cima Os Luminares Tchecos", obra da médium Wera Krijanowskaia, pelo espírito de J.W. Rochester
  27. Ir para cima João Huss na História do Espiritismo, artigo de Wallace Leal V. Rodrigues, publicado no Anuário Espírita de 1973 (órgão do Instituto de Difusão Espírita (IDE), Ano X, N º 10, Araras, SP, pág. 75 –85)
  28. Ir para cima Allan Kardec. Revista Espírita - Abril de 1864 e em O Evangelho segundo o Espiritismo, introdução, item II
  29. Ir para cima «Cartas e Crônicas, ditadas pelo Espírito Irmão X, médium Chico Xavier» (PDF) FEB, 1966. pp. 62-65, capítulo 28 - KARDEC E NAPOLEÃO.
  30. Ir para cima «O Trabalho de Unificação do Movimento Espírita» (PDF) Brasília: FEB, 2002. pp. 127-129.

Bibliografia

  • ABREU FILHO, Júlio. Biografia de Allan Kardec. in: O Principiante Espírita. São Paulo: O Pensamento, 1956. p. 7-30.
  • CARNEIRO, Victor RibasABC do Espiritismo (5ª edição). Curitiba (PR): Federação Espírita do Paraná, 1996. 223p. ISBN 85-7365-001-X p. 47-51.
  • SOUTO MAIOR, MarcelKardec - A Biografia (1ª edição). São Paulo: Ed. Record, 2013.
  • INCONTRI, DoraPara Entender Allan Kardec. São Paulo: Lachâtre, 2004.
  • INCONTRI, Dora. Pedagogia Espírita, um Projeto Brasileiro e suas Raízes. Bragança Paulista (SP): Comenius, 2004.
  • GUÉNON, RenéL'Erreur Spirite (O Erro Espírita). Paris, 1923.
  • JORGE, José. Allan Kardec no pensamento de Léon Denis. Rio de Janeiro: Centro Espírita Léon Denis/Departamento Editorial, 1978. 48p.
  • KARDEC, Allan. Obras Póstumas: Biografia de Allan Kardec in Revista Espírita, maio de 1869, pp. 13 a 23, tradução de Guillon Ribeiro (14ª edição). Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 1975.
  • GODOY, Paulo Alves; LUCENA, Antônio. Personagens do Espiritismo (2ª ed.). São Paulo: Edições FEESP, 1990.
  • RIZZINI, JorgeKardec, Irmãs Fox e Outros. Capivari (SP): Editora EME, 1994. 194p. ISBN 8573531517
  • SAUSSE, Henri. Biografia de Allan Kardec. in: O que é o espiritismo (38ª edição). Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 1997. ISBN 8573281138 p. 9-48
  • SOARES, Sylvio BritoGrandes Vultos da Humanidade e o Espiritismo. 1ª Ed. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 1961.
  • WANTUIL, Indio, THIESEN, Francisco. Allan Kardec – o Educador e o Codificador. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2004.
  • XAVIER, Francisco CândidoCartas e Crônicas, do espírito Irmão X (pseudônimo do espírito Humberto de Campos), 1ª Ed. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 1966.
  • MONROE, John W. (2008). Laboratories of faith: mesmerism, spiritism, and occultism in modern France. Ithaca: Cornell University Press. p. 293. ISBN 9780801445620. Consultado em 11 de Março de 2015
  • Giumbelli, Emerson. «Kardec, Allan». In: Clarke, Peter B. Encyclopedia of New Religious Movements. Londres: Routlege. pp. 323–324. ISBN 9780415267076. Consultado em 6 de dezembro de 2015

Ver também

Ligações externas

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Livros em domínio público



Fonte: Wikipédia


O Espírito da Verdade (espiritismo)

Em Espiritismo, o Espírito da Verdade[1] ou o Espírito de Verdade[2][3][4][5][6][7] é um espírito citado nas obras de Allan Kardec. A citação ocorre, primeiramente, em O Livro dos Espíritos, no último parágrafo dos prolegômenos, onde os participantes ativos da obra (personalidades já desencarnadas) são apresentados.
...Lembra-te de que os Bons Espíritos só dispensam assistência aos que servem a Deus com humildade e desinteresse e que repudiam a todo aquele que busca na senda do Céu um degrau para conquistar as coisas da Terra; que se afastam do orgulhoso e do ambicioso. O orgulho e a ambição serão sempre uma barreira erguida entre o homem e Deus. São um véu lançado sobre as claridades celestes, e Deus não pode servir-se do cego para fazer perceptível a luz.
São João EvangelistaSanto AgostinhoSão Vicente de PauloSão Luís, O Espírito da Verdade, SócratesPlatãoFénelonFranklinSwedenborg, etc., etc.[2] [3]
Muitos[1] sustentam que o Espírito da Verdade seria de fato o Espírito guia (mentor espiritual) de uma falange de espíritos ou a própria falange de espíritos que firmaram os conceitos da codificação espírita; enquanto outros[4]afirmam que ele seria o próprio Jesus Cristo. Este teria usado o pseudônimo “O Espírito da Verdade” para autografar as mensagens psicografadas nas obras básicas do Espiritismo. Para corroborar essa afirmação, dizem que O Espírito da Verdade teria se manifestado isoladamente em várias comunicações contidas no Evangelho Segundo o Espiritismo. Em outras tantas comunicações os espíritos presentes não se identificavam como O Espírito da Verdade e sim como nomes de grandes personalidades históricas, mensageiros de Jesus. A tomar como exemplo Santo AgostinhoSão LuizFénelon, entre outros...
Jesus afirmou «Eu sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vai ao Pai senão por mim.» (João 14:6)
Jesus afirmou também «Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora. Mas, quando vier aquele Espírito da verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir» (João 16:12-13)
No livro O espírito da verdade,[8] de Chico Xavier e Waldo Vieira, ditado por diversos espíritos, o verbete "espírito da verdade" aparece apenas uma vez no livro sendo utilizado em letras minúsculas no seguinte contexto: "Nele se refletem os pensamentos daqueles servos menores de teus Servos Maiores, aos quais confiaste, em círculos mais estreitos de ação, a sublime tarefa de reviver o espírito da verdade, nos tempos calamitosos de transição que o Planeta atravessa". Porém nas obras de Allan Kardec o espírito que teria se apresentado a ele como sendo "A Verdade" e que teria participado ativamente da Codificação Espírita é sempre citado em letras maiúsculas tanto nas versões em português[2][3][5][6][7] quanto nas versões em francês.[9] Atualmente a Federação Espírita Brasileira,[2][5][6][7] dentre outras editoras,[3] utiliza o nome O Espírito de Verdade em suas obras para se referir ao Espírito que é citado nas obras de Allan Kardec.

O Espírito da Verdade na codificação espírita

O Evangelho Segundo o Espiritismo

Em O Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, temos:
  • no capítulo I, item 7:[5]
Assim como o Cristo disse: "Não vim destruir a lei, porém cumpri-la", também o Espiritismo diz: "Não venho destruir a lei cristã, mas dar-lhe execução." Nada ensina em contrário ao que ensinou o Cristo; mas, desenvolve, completa e explica, em termos claros e para toda gente, o que foi dito apenas sob forma alegórica. Vem cumprir, nos tempos preditos, o que o Cristo anunciou e preparar a realização das coisas futuras. Ele é, pois, obra do Cristo, que preside, conforme igualmente o anunciou, à regeneração que se opera e prepara o reino de Deus na Terra.
  • no capítulo VI, item 5 (Advento do Espírito da Verdade), temos a mensagem do Espírito da Verdade:[5]
Venho, como outrora aos transviados filhos de Israel, trazer-vos a verdade e dissipar as trevas. Escutai-me. O Espiritismo, como o fez antigamente a minha palavra, tem de lembrar aos incrédulos que acima deles reina a imutável verdade: o Deus bom, o Deus grande, que faz germinem as plantas e se levantem as ondas. Revelei a doutrina divinal. Como um ceifeiro, reuni em feixes o bem esparso no seio da Humanidade e disse: “Vinde a mim, todos vós que sofreis." Mas, ingratos, os homens afastaram-se do caminho reto e largo que conduz ao reino de meu Pai e enveredaram pelas ásperas sendas da impiedade. Meu Pai não quer aniquilar a raça humana; quer que, ajudando-vos uns aos outros, mortos e vivos, isto é, mortos segundo a carne, porquanto não existe a morte, vos socorrais mutuamente, e que se faça ouvir não mais a voz dos profetas e dos apóstolos, mas a dos que já não vivem na Terra, a clamar: Orai e crede! pois que a morte é a ressurreição, sendo a vida a prova buscada e durante a qual as virtudes que houverdes cultivado crescerão e se desenvolverão como o cedro. Homens fracos, que compreendeis as trevas das vossas inteligências, não afasteis o facho que a clemência divina vos coloca nas mãos para vos clarear o caminho e reconduzir-vos, filhos perdidos, ao regaço de vosso Pai. Sinto-me por demais tomado de compaixão pelas vossas misérias, pela vossa fraqueza imensa, para deixar de estender mão socorredora aos infelizes transviados que, vendo o céu, caem nos abismos do erro. Crede, amai, meditai sobre as coisas que vos são reveladas; não mistureis o joio com a boa semente, as utopias com as verdades.” Espíritas! amai-vos, este o primeiro ensinamento; instruí-vos, este o segundo. No Cristianismo encontram-se todas as verdades; são de origem humana os erros que nele se enraizaram. Eis que do além-túmulo, que julgáveis o nada, vozes vos clamam: "Irmãos! Nada perece. Jesus-Cristo é o vencedor do mal, sede os vencedores da impiedade." - O Espírito da Verdade. Paris, 1860.”

O Livro dos Médiuns

Em O Livro dos Médiuns de Allan Kardec, no capítulo IV, item 48,[6] temos:
Sistema unispírita, ou mono-espírita.
Como variedade do sistema otimista, temos o que se baseia na crença de que um único Espírito se comunica com os homens, sendo esse Espírito o Cristo, que é o protetor da Terra. Diante das comunicações da mais baixa trivialidade, de revoltante grosseria, impregnadas de malevolência e de maldade, haveria profanação e impiedade em supor-se que pudessem emanar do Espírito do bem por excelência. Se os que assim o creem nunca tivessem obtido senão comunicações inatacáveis, ainda se lhes conceberia a ilusão. A maioria deles, porém, concordam em que têm recebido algumas muito ruins, o que explicam dizendo ser uma prova a que o bom Espírito os sujeita, com o lhes ditar coisas absurdas. Assim, enquanto uns atribuem todas as comunicações ao diabo, que pode dizer coisas excelentes para tentar, pensam outros que só Jesus se manifesta e que pode dizer coisas detestáveis, para experimentar os homens. Entre estas duas opiniões tão opostas, quem sentenciará? O bom-senso e a experiência. Dizemos: a experiência, por ser impossível que os que professam idéias tão exclusivas tudo tenham visto e visto bem.
Quando se lhes objeta com os fatos de identidade, que atestam, por meio de manifestações escritas, visuais, ou outras, a presença de parentes ou conhecidos dos circunstantes, respondem que é sempre o mesmo Espírito, o diabo, segundo aqueles, o Cristo, segundo estes, que toma todas as formas. Porém, não nos dizem por que motivo os outros Espíritos não se podem comunicar, com que fim o Espírito da Verdade nos viria enganar, apresentando-se sob falsas aparências, iludir uma pobre mãe, fazendo-lhe crer que tem ao seu lado o filho por quem derrama lágrimas. A razão se nega a admitir que o Espírito, entre todos santo, desça a representar semelhante comédia. Demais, negar a possibilidade de qualquer outra comunicação não importa em subtrair ao Espiritismo o que este tem de mais suave: a consolação dos aflitos? Digamos, pura e simplesmente, que tal sistema é irracional e não suporta exame sério.”

A Gênese

Em A Gênese de Allan Kardec, temos:
  • no capítulo I, item 42,[7] pg. 46:
Demais, se se considerar o poder moralizador do Espiritismo, pela finalidade que assina a todas as ações da vida, por tornar quase tangíveis as conseqüências do bem e do mal, pela força moral, a coragem e as consolações que dá nas aflições, mediante inalterável confiança no futuro, pela idéia de ter cada um perto de si os seres a quem amou, a certeza de os rever, a possibilidade de confabular com eles; enfim, pela certeza de que tudo quanto se fez, quanto se adquiriu em inteligência, sabedoria, moralidade, até à última hora da vida, não fica perdido, que tudo aproveita ao adiantamento do Espírito, reconhece-se que o Espiritismo realiza todas as promessas do Cristo a respeito do Consolador anunciado. Ora, como é o Espírito da Verdade que preside ao grande movimento da regeneração, a promessa da sua vinda se acha por essa forma cumprida, porque, de fato, é ele o verdadeiro Consolador.
  • no capítulo XVII, item 37,[7] pg. 490:
As religiões que se fundaram no Evangelho não podem, pois, dizer-se possuidoras de toda a verdade, porquanto ele, Jesus, reservou para si a complementação ulterior de seus ensinamentos.
  • no capítulo XVII, item 39,[7] pg. 492:
O Consolador é, pois, segundo o pensamento de Jesus, a personificação de uma doutrina soberanamente consoladora, cujo inspirador há de ser o Espírito da Verdade.

O Espírito da Verdade nas obras complementares de Allan Kardec

Revista Espírita

Nas Revistas Espíritas, de Allan Kardec, temos:
  • Revista Espírita de 1861, pág. 305, na Epístola de Erasto aos Espíritas Lioneses, o Espírito Erasto diz:
Não poderíeis crer o quanto estou orgulhoso em distribuir, a todos e a cada um, os elogios e os encorajamentos que o Espírito da Verdade, nosso mestre bem amado, me ordenou conceder às vossas piedosas coortes: a ti, Diloud, a ti, sua digna companheira e a todos vossos devotados missionários que derramais os benefícios do Espiritismo, obrigado pelo vosso concurso e pelo vosso zelo.”
  • Revista Espírita de 1864, pág.16, no texto Um caso de Possessão – Senhorita Julie, o Espírito Hahnemann relata:
Essas obsessões freqüentes terão também um lado muito bom, naquilo que sendo penetrada pela prece e pela força moral, pode-se fazê-la cessar e adquirir o direito de expulsar os maus Espíritos, cada um procurará, pela melhoria de sua conduta adquirir esse direito que o Espírito da Verdade, que dirige este globo, conferirá quando for merecido. Tende fé e confiança em Deus, que não permite que se sofra inutilmente e sem motivo.”
  • Revista Espírita de 1864, pág. 399, O Espírito da Verdade, na Comunicação Espírita, afirma:
Há várias moradas na casa de meu Pai, eu lhes disse há dezoito séculos. Estas palavras o Espiritismo veio fazer compreendê-las. E vós, meus bem-amados, trabalhadores que suportais o ardor do dia, que credes ter a vos lamentar da injustiça da sorte, bendizei vossos sofrimentos; agradecei a Deus que vos dá os meios de quitar as dívidas do passado; orai, não dos lábios, mas do vosso coração melhorado, para vir tomar, na casa de meu Pai a melhor morada; porque os grandes serão rebaixados; mas, vós o sabeis, os pequenos e os humildes serão elevados.”
  • Revista Espírita de 1866, pág. 222, no texto Qualificação de Santo aplicada a certos espíritos, se ensina:
O espírito que ditou a comunicação acima é, pois, muito absoluto no que concerne a qualificação de santo, e não está na verdade dizendo que os Espíritos superiores se dizem simplesmente Espíritos da Verdade, qualificação que não seria senão um orgulho mascarado sob outro nome, e que poderia induzir em erro se tomado ao pé da letra, porque ninguém pode se gabar de possuir a verdade absoluta, não mais do que a santidade absoluta. A qualificação de Espírito da Verdade, não pertence senão a um e pode ser considerada como nome próprio; ela é especificada no evangelho. De resto, esse Espírito se comunica raramente, e somente em circunstâncias especiais; deve-se manter em guarda contra aqueles que se apoderam indevidamente desse título: são fáceis de se reconhecer, pela prolixidade e pela vulgaridade de sua linguagem.”
  • Revista Espírita de 1867, pág 271, no texto Caracteres da Revelação Espírita, descreve-se:
Ora, como é o Espírito da Verdade que preside ao grande movimento de regeneração, a promessa de seu advento se encontra do mesmo modo realizada, porque, por conseqüência, ele é que é o verdadeiro Consolador.
  • Revista Espírita de 1868, pág.49, o Espírito Lamennais, no texto Espíritos Marcados, esclarece:
Sim, meus filhos, o povo caminhará mais depressa na nova mensagem anunciada pelo próprio Cristo, e todos virão escutar essa divina palavra, porque nela reconhecerão a linguagem da verdade e o caminho da salvação. Deus que permitiu esclarecer, sustentar vossa caminhada até esse dia, nos permitirá ainda vos dar as instruções que vos são necessárias.”
  • Revista Espírita de 1868, pág. 51, o Espírito Erasto, no texto Futuro do Espiritismo, informa:
Eis, meus filhos, a verdadeira lei do Espiritismo, a verdadeira conquista de um futuro próximo. Caminhai, pois, em vosso caminho imperturbavelmente, sem vos preocupar com as zombarias de uns e amor-próprio ferido de outros. Estamos e ficaremos convosco, sob a égide do Espírito da Verdade, meu senhor e o vosso.”

Obras Póstumas

Em Obras Póstumas de Allan Kardec, na segunda parte, temos Perguntas de Kardec, páginas 331,334 e 335:
Resposta: Sobre isso não pode haver dúvida; será ele quem virá receber-te e felicitar-te, se houveres desempenhado bem tua tarefa.
  • Meu espírito familiar, quem quer que tu sejas, agradeço-te o me teres vindo visitar. Consentirás em dizer-me quem és?
Resposta: Para ti chamar-me-ei A VERDADE e todos os meses, aqui, durante um quarto de hora, estarei à tua disposição.
  • Terás animado na terra alguma personagem conhecida?
Resposta: Já te disse que, para ti sou A VERDADE; isto, para ti, quer dizer discrição; nada mais saberás a respeito.

Referências

  1. ↑ Ir para:a b http://www.espirito.org.br/portal/artigos/gabilan/uma-conclusao.html
  2. ↑ Ir para:a b c d http://www.febnet.org.br/wp-content/uploads/2012/07/135.pdf. Páginas 68 a 71
  3. ↑ Ir para:a b c d Kardec, Allan (2011). «Prolegômenos». O Livro dos Espíritos. Original: Livre des Esprits (francês); tradução de Guilon Ribeiro com adaptações e correções 2ª ed. São José do Rio Preto-SP: Virtude Livros. p. ???. ISBN 9788564365001
  4. ↑ Ir para:a b http://www.espirito.org.br/portal/artigos/freboucas/o-espirito-de-verdade.html
  5. ↑ Ir para:a b c d e O Evangelho Segundo o Espiritismo. Páginas 64—65, 158—159.
  6. ↑ Ir para:a b c d http://www.febnet.org.br/wp-content/uploads/2012/07/136.pdf. Páginas 74/5
  7. ↑ Ir para:a b c d e f Kardec, Allan (2005). A Gênese (PDF). Os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo. Col: Obras de Allan Kardec. Traduzido do original em franês "La Genèse" (1868), por Dr. Guillon Ribeiro. [S.l.]: FEB. pp. 46, 490—492. Consultado em 21 de novembro de 2013
  8. Ir para cima «O espírito da verdade, de Chico Xavier e Waldo Vieira, ditado por diversos espíritos» (PDF). Consultado em 16 de outubro de 2014
  9. Ir para cima «L'EVANGILE SELON LE SPIRITISME» (PDF). Consultado em 16 de outubro de 2014

Ligações externas

Livros em domínio público