TUTANCÂMON, O TESOURO DO FARAÓ MENINO


Estátua de pedra de Tutancâmon


TUTANCÂMON, O TESOURO DO FARAÓ MENINO


Tutancâmon era um dos faraós menos conhecidos, morto com apenas 19 anos. Mas os tesouros escondidos em seu sepulcro e o seu ótimo estado de conservação fizeram dele um dos soberanos egípcios mais famosos em todo o mundo

Tutancâmon, 11º faraó da 18ª dinastia, teve um reinado breve, entre 1333 e 1323 a.C., e relativamente pobre de acontecimentos. Sua fama, hoje universal, está mais ligada à sua tumba que à sua existência. Não fosse o talento e o trabalho persistente do arqueólogo inglês Howard Carter, que a descobriu em 26 de novembro de 1922, provavelmente não teríamos nunca ouvido falar desse soberano menino.

Quem era o faraó?
Tutancâmon ainda não completara 20 anos quando morreu, quase certamente por causa de malária e uma infecção generalizada ocorrida após uma fratura da perna. Era certamente filho do célebre faraó Aquenaton, mas exames genéticos mostraram que sua mãe não era a também célebre rainha Nefertiti, tida como uma das mulheres mais belas da história antiga.
Ainda existem muitas dúvidas sobre a vida de Tutancâmon bem como sobre sua morte. Foi o último faraó da 18ª dinastia. Durante seu curto período de governo, levou a capital do Egito para Mênfis e retomou o politeísmo, que havia sido abandonado pelo pai Aquenaton.
O carro do faraó
O carro do faraó
Alguns pesquisadores acreditam que ele tenha sido vítima de uma conspiração na corte e, possivelmente, tenha sido assassinado com um golpe na cabeça. Essa hipótese se sustenta no fato de que a múmia do faraó apresenta uma perfuração no crânio.
Anubis, o deus-chacal
Anubis, o deus-chacal
Estudos mostraram também que Tutancâmon era portador de uma doença conhecida como Köhler-Freiberg, que provoca inflamação em cartilagens e ossos dos pés. Um dos pés da múmia do faraó apresenta necrose, provavelmente causada pela má circulação sanguínea provocada pela doença. Logo, essa conjugação de doenças pode ter levado o faraó à morte.
Tesouros de Tutancâmon
A importância atribuída para este faraó está relacionada ao fato de sua tumba, situada no Vale dos Reis, ter sido encontrada intacta. Nela, o arqueólogo inglês Howard Carter encontrou, em 1922, uma grande quantidade de tesouros. O corpo mumificado de Tutancâmon também estava na tumba, dentro de um sarcófago, coberto com uma máscara mortuária de ouro. O caixão onde estava a múmia do faraó também é de ouro maciço.
Na tumba de Tutancâmon foram encontradas mais de cinco mil peças (tesouros). Entre os objetos estavam jóias, objetos pessoais, ornamentos, vasos, esculturas, armas, etc.
A famosa máscara de ouro de Tutancâmon
A famosa máscara de ouro de Tutancâmon
A maldição do rei
Durante a escavação da tumba de Tutancâmon, alguns trabalhadores da equipe morreram de forma inesperada. Criou-se então a lenda da maldição do faraó. Na parede da tumba foi encontrada uma inscrição que dizia que morreria aquele que perturbasse o sono eterno do soberano. Com efeito, várias pessoas que trabalharam na descoberta morreram nas semanas e meses consecutivos – inclusive o próprio Howard Carter. Verificou-se depois que essas pessoas haviam morrido após ter respirado fungos mortais que estavam concentrados dentro da tumba.
A máscara mortuária que recobria a múmia de Tutancâmon serviu de base para a reconstrução do seu rosto (abaixo)
Reconstruído o busto de Tutancâmon
Há poucos anos, um equipe de artistas e de cientistas reconstruiu o rosto do jovem faraó egípcio. Como era esse jovem rei, morto há 3 mil anos? Deve ter sido um rapaz bonito. Tinha bochechas largas, olhos grandes e bem separados, queixo curvo. A reconstrução usou imagens em alta resolução do crânio, realizadas através de tomografias computadorizadas da múmia.
      

Fonte:https://www.brasil247.com/pt/247/revista_oasis/41730/Tutanc%C3%A2mon-o-tesouro-do-fara%C3%B3-menino.htm