6 DESTINOS NA ÍNDIA PARA QUEM SE INTERESSA PELO BUDISMO

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6 destinos na Índia para quem se interessa pelo budismo

A Índia foi o berço de várias religiões, entre elas o budismo.  Mas quem fizer uma viagem para a Índia hoje em dia esperando ver o Buda em todo canto vai ficar muito decepcionado.  E quem quiser achar um templo budista na Índia hoje em dia realmente tem que procurar.
Isso é porque o budismo é principalmente uma exportação da Índia para outros países asiáticos.  Segundo as várias estimativas, tem uns 500 milhões de budistas no mundo atualmente.  Formam uma grande porcentagem da população da China e do Japão, e são a maioria em vários outros países asiáticos como Tailândia – países que são cheios de templos budistas.
Mas apesar da religião ter nascido na Índia, menos de 0,5% da população se identificou como budista no último censo indiano.  A grande maioria dos indianos segue o hinduísmo ou outras religiões (leia mais na nossa página sobre as religiões da Índia).
Jovens budistas tibetanas na Índia
Dito isso, tem vários destinos na Índia para quem se interessa pelo budismo.  Esses basicamente entram em duas categorias: comunidades budistas nas montanhas do Himalaia, e sítios históricos que são lugares sagrados para peregrinos budistas.  Neste post, vou contar um pouco sobre 6 destes destinos onde tem budismo na Índia – pois muitas pessoas planejam viagens para a Índia em busca de espiritualidade e me fazem perguntas relacionadas.

1. Dharamsala

A comunidade tibetana budista da cidade de Dharamsala é relativamente nova – mas muito importante.  Em 1959, quando o Dalai Lama fugiu do Tibete, o primeiro ministro da Índia deu permissão para ele e os seus seguidores se instalarem em McLeod Ganj; no ano seguinte, estabeleceram o “Governo Tibetano em Exílio” na cidade.
Desde então, a comunidade foi crescendo com um grande afluxo de refugiados do Tibete; atualmente, tem milhares de tibetanos morando na cidade.  O turismo também cresceu muito em Dharamsala, que virou um destino preferido entre estrangeiros, especialmente mochileiros, querendo estudar o budismo.
Dharamsala é oficialmente o nome da cidade baixa, que é basicamente como qualquer outra cidade hindu no Himalaia indiano – mas a cidade alta, McLeod Ganj, é onde a comunidade tibetana budista se encontra.  Lá tem muitos cursos de meditação, yoga, e outras atividades espirituais (tanto como cursos da cozinha e língua tibetana) com aulas em inglês, orientados aos turistas estrangeiros.
Muitos visitam Dharamsala querendo um encontro com o Dalai Lama, o que tende a ser difícil a conseguir.  Mas o Dalai Lama dá discursos abertos ao público durante dez dias em fevereiro/março todo ano, o que atrai muitos à cidade nesta época do ano.

2. Ladakh

Ladakh é uma antiga região budista, escassamente povoada, no extremo norte da Índia.   A presença do budismo em Ladakh remonta há quase dois milênios atrás.
buda em nubraA região está localizada na fronteira com o Tibete, e o budismo praticado em Ladakh é, basicamente, o budismo tibetano.  O resto da cultura de Ladakh também é muito influenciado pela cultura do Tibete – inclusive a comida, música, e arquitetura da região.
Quase a metade da população de Ladakh é budista hoje em dia.  O islã já se espalhou da região vizinha de Kashmir (Caxemira) para o distrito ladakhi de Kargil, e os muçulmanos agora formam a maioria neste distrito – mas no resto de Ladakh (inclusive a capital, Leh, e o vale de Zanskar), a maioria da população é budista.
Nessas regiões, se podem visitar muitos gompas (mosteiros budistas) – entre os mais famosos estão Hemis, Lamayuru, Thiksey, Spituk, e Shey Gompas.  Também se podem ver muitos chortens (um tipo de stupa) e outros monumentos tradicionais do budismo tibetano, tipicamente enfeitados com as famosas coloridas bandeiras tibetanas.
Ladakh também é famoso pelas suas belas paisagens nas altas montanhas do Himalaia.  O turismo na região se vê crescendo muito nas últimas décadas – os turistas aproveitando de uma combinação especial de cultura e natureza.  A pequena capital, Leh, já tem dezenas de hotéis e pousadas para mochileiros e outros viajantes.  Tem várias rotas populares para trekking nos vales da região.vista das montanhas, de um mosteiro em ladakh

3/4/5. Bodh Gaya, Sarnath, e Kushinagar

Tem 4 lugares de peregrinação que são especialmente sagrados para peregrinos budistas do mundo inteiro:
  • Lumbini, onde o Buda nasceu,
  • Bodh Gaya, onde ele atingiu a “iluminação”, sentado em meditação debaixo de uma árvore bodhi,
  • Sarnath, onde ele subsequentemente deu o seu primeiro discurso, e
  • Kushinagar, onde ele morreu.
Lumbini está localizado no Nepal, perto da fronteira com a Índia.  Os outros três sítios são na Índia – Bodh Gaya sendo o mais importante e mais sagrado.
Hoje em dia, todos esses sítios históricos estão localizados dentro de vilarejos pequenos.   Muitos mosteiros e templos budistas foram construídos em cada sitio, de todos os países asiáticos com significativas populações budistas; representam as diversas “escolas” de budismo praticado naqueles países.
Quem visita qualquer desses lugares sagrados vai ver muitos peregrinos de todos esses países asiáticos e vai poder visitar os seus diversos templos budistas – do budismo japonês, chinês, tailandês, birmanês, tibetano, e mais.

6. Tawang

No estado de Arunachal Pradesh, no extremo nordeste do país, a Índia tem outra fronteira longa com o Tibete.  Nesta região remota (e pouco visitada pelos turistas) ao leste do Butão, se encontra o maior mosteiro da Índia – e o segundo maior do mundo, atrás apenas do Palácio de Potala no Tibete.
Embora a maioria do estado de Arunachal Pradesh siga outras religiões, o distrito de Tawang (um dos mais escassamente povoados do país, com menos de 50.000 habitantes no último censo) é principalmente budista.  O distrito é culturalmente tibetano e formou parte do reino de Tibete até os anos 1940.
As linhas que a gente vê no mapa hoje em dia são invenções recentes, principalmente da época colonial britânica na Índia.  A região que foi anexada oficialmente pelo governo chinês como a província de Tibete não abrange o território histórico inteiro do povo tibetano.   Apesar de estar localizado na Índia hoje em dia, o distrito de Tawang historicamente faz parte da esfera tibetana (tão como Mustang, Langtang, e várias outras regiões culturalmente tibetanas que atualmente se encontram dentro das fronteiras do Nepal).  O governo chinês ainda não aceita a linha e disputa o controle da região.
O mosteiro de Tawang é muito remoto, fora dos circuitos habituais de turismo na Índia.  É preciso obter uma permissão específica para visitar o estado de Arunachal Pradesh, mas é muito simples para qualquer turista obter a permissão.  O acesso é via um caminho longo e sinuoso pelas montanhas do Himalaia.
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A Índia tem uma terceira fronteira com o Tibete no estado de Sikkim (entre o Nepal e o Butão), e este estado também tem uma comunidade budista significativa (uns 25%), com mosteiros e templos budistas.  Além de Dharamsala, tem outras comunidades de refugiados tibetanos na Índia – em Manali, por exemplo, e no bairro de Majnu Ka Tila em Nova Délhi.  Finalmente, tem outros sítios históricos budistas na Índia, principalmente nos estados de Uttar Pradesh e Bihar (entre eles as famosas ruínas do mosteiro de Nalanda).
Quem estiver interessado em ter contato com o budismo durante a sua viagem para a Índia… agora sabe onde começar!
Fonte:http://tudoindia.com.br/blog/6-destinos-budistas-na-india/