O PENSAMENTO HINDU: SOBRE O HINDUISMO




O PENSAMENTO HINDU: SOBRE O HINDUISMO

Sob a visão ocidental, o hinduísmo é uma religião um tanto estranha. Mas é só olhar com um pouco mais de atenção e logo vem o encanto: cheia de costumes intrigantes, a terceira religião mais praticada no mundo é uma caixa de surpresas

Texto • Amanda Nero

HINDUÍSMO: POR DENTRO DA FILOSOFIA

Um deus com cabeça de elefante, uma sociedade dividida em castas, templos eróticos, divinização da vaca, seres que brotam de flores-de-lótus... Tudo isto faz parte da Sanâtana Dharma (sânscrito para hinduísmo), uma das religiões mais antigas e populares do mundo. Apesar de estar intensamente concentrada na Índia, hoje ela ocupa o terceiro lugar no ranking de religiões com mais adeptos ao redor do globo, ficando atrás apenas do cristianismo e do islamismo.
Baseado nos Vedas, escrituras cultuadas que (especula-se) teriam sido elaboradas por volta de 2500 a.C., o hinduísmo engloba um número imenso de seres sagrados e criaturas mitológicas, além de rituais de fé que parecem muito curiosos quando vistos sob o ponto de vista ocidental. E isso é apenas o começo. Descubra, a seguir, um pouco mais sobre este tão rico e fascinante sistema religioso, seus princípios, costumes, mitos e dedicados seguidores. 
 Hinduísmo é uma das religiões mais antigas do mundo. Não há um fundador desta religião, ao contrário de tantas outras - no Islamismo, por exemplo, temos Maomé, e no Budismo, o próprio Buda. O Hinduísmo, na verdade, se compõe de toda uma intersecção de valores, filosofias e crenças, derivadas de diferentes povos e culturas.

     Para compreender o Hinduísmo, é fundamental situá-lo historicamente. Por volta de 3 000 a.C., a Índia era habitada por povos que cultuavam o Pai do Universo, numa espécie de fé monoteísta. Pouco depois, em 2 500 a.C., floresceu a civilização dravídica, no vale do rio Indo, região que hoje corresponde ao Paquistão e parte da Índia. Os drávidas eram adeptos de uma filosofia de louvor à natureza, de orientação matriarcal e baseada no princípio da não-violência. Porém, em 1 500 a.C., os arianos invadiram e dominaram aquela região, reduzindo os antigos drávidas à condição de "párias" - espécie de sub-classe social, que até hoje permanece sendo a casta mais baixa da pirâmide social indiana.
Hinduísmo Védico e Hinduísmo Bramânico
Na primeira fase do Hinduísmo, que recebe o nome de Hinduísmo Védico, temos o culto aos deuses tribais. Dyaus, ou Dyaus-Pitar ("Deus do Céu", em sânscrito), era o deus supremo, consorte da Mãe Terra. Doador da chuva e da fertilidade, ele gerou todos os outros deuses. O Sol (Surya), a Lua (Chandra) e a Aurora (Heos) eram os deuses da luz. Divindades menores e locais são as árvores, as pedras, os rios e o fogo. A partir da influência ariana, o simbolismo de Dyeus passou por uma transformação e tornou-se Indra, jovem divindade que rege a guerra, a fertilidade e o firmamento. Indra representa os aspectos benevolentes da tempestade, em contraposição a Rudra, provável precursor do deus Shiva, o destruidor. Também nesse período surgiram diversas outras divindades, inclusive Asura, representante das forças maléficas.


Na segunda fase do Hinduísmo, que recebe os nomes de Vedanta (fim dos Vedas) ou Hinduísmo Bramânico, ocorre a ascensão de Brahma, a divindade que simboliza a alma universal. Brahma é um dos deuses que compõem o Trimurti (Trindade) do Hinduísmo. Ele representa a força criadora. Os dois outros deuses são Vishnu, o preservador, e Shiva, o destruidor. Neste momento, surge a figura dos brâmanes, que compõem a casta sacerdotal da tradição hindu. Os rituais ganham uma série de componentes mágicos e elaboram-se idéias mais complexas acerca do Universo e da alma, inclusive conceitos como o de reencarnação e o de transmigração de almas.

Síntese do Hinduísmo

A HISTÓRIA DO HINDUÍSMO

O hinduísmo é uma das religiões mais importantes do mundo. Existem hoje aproximadamente 720 milhões de hindus. A maioria está na Índia, mas populações significativas também vivem no Nepal, nas Ilhas Maurício, nas Ilhas Fiji, na África do Sul, no Sri Lanka, na Guiana, na Indonésia (Bali), e em alguns outros poucos países. O hinduísmo tem, na maioria das estatísticas, muitos milhares de anos e se distingue como sendo a mais antiga das religiões existentes no mundo. Embora saibamos ser mais antiga que o jainismo, o budismo, o cristianismo e o islam, é difícil determinar sua idade exata. Alguns eruditos acreditam que o zoroastrismo, que também é uma das mais antigas religiões no mundo, teve sua origem baseada nas mesmas escrituras que originaram o hinduísmo.

OS ANCESTRAIS DOS HINDUS E SUA RELIGIÃO

Os ancestrais dos hindus eram conhecidos, em sânscrito, como āryas. A palavra equivalente em português é ariano ou indo-ariano. Os arianos chamavam sua religião de Ārya Dharma – a religião dos arianos, e desconheciam completamente a palavra hinduísmo. A palavra dharma, nesse contexto, significa religião, ou deveres religiosos. O sânscrito que pertence a família de línguas indo-européias, era o idioma dos indo-arianos.
Os arianos também chamavam sua religião de Mānava Dharma, ou a religião do homem, o que significava não ser essa, uma religião exclusiva dos arianos, mas sim, aplicável a toda a humanidade. Um outro nome era Sanātana Dharma – a religião eterna, ilustrando a sua crença de que a sua religião se baseava em verdades eternas.
O nome, hinduísmo, veio bem mais tarde. Um dos países vizinhos, a Pérsia, fazia fronteira com a Índia antiga, que naquela época era conhecida como Āryāvarta – a terra dos arianos. A fronteira entre a Pérsia e a Índia antiga era o rio Indus, em sânscrito, Sindhu. Os persas não conseguiam pronunciar a palavra sindhu corretamente; pronunciavam-na hindu, e também se referiam aos arianos que viviam na outra margem do rio, como hindus. Assim, a religião dos arianos passou a ser conhecida como hinduísmo.

VERDADES SUPRA-SENSORIAIS – A BASE DO HINDUÍSMO

. De onde veio o universo, e como?
. Se existe um criador, como é Ele? Qual o relacionamento entre a criação e o criador?
. O que nos acontece quando morremos?
. Nós existimos depois da morte?
. Será que existíamos antes de nossos nascimentos?
Tais perguntas têm desafiado a mente humana desde o aparecimento da humanidade. Mesmo aqueles com as mentes mais inteligentes não encontraram respostas definitivas para essas perguntas. Quaisquer que sejam as respostas encontradas, elas se baseiam em mera especulação. Mas alguns santos espiritualmente iluminados, com a ajuda de suas mentes purificadas, acharam as respostas e as tornaram conhecidas para nós. Essas respostas foram eventualmente registradas em livros, conhecidos como escrituras. As escrituras , de acordo com o hinduísmo, são únicas na sua habilidade de revelar verdades desconhecidas por mentes impuras. A diferença entre uma mente “impura” e uma mente “pura”, pode ser explicada através da seguinte analogia.
Gelo, água e vapor – essas três coisas são a mesma substância química. Ainda assim, são muito diferentes em suas propriedades. Relativamente falando, o gelo é o que tem menos liberdade dentre os três; mal se move. A água tem mais liberdade; pode facilmente fluir e se espalhar. O vapor é o mais livre de todos. Não só pode se espalhar em todas as direções, mas além disso, sendo invisível, é também o mais sutil dos três, podendo chegar até onde nem o gelo, nem a água podem.
Assim também é a mente humana. Uma mente impura, não importa o quão inteligente, tem muitas limitações. Não conhece nada além do domínio da percepção sensorial, ou seja, do que está além do mundo do tempo e do espaço. Não pode saber o que vai acontecer no momento seguinte, ou o que aconteceu no passado distante. Verdades metafísicas, tais como o conhecimento da existência de Deus, estão além do alcance de uma mente assim. Mas, quando essa mesma mente é purificada, ou transformada através de disciplinas espirituais, e se torna uma mente extraordinária, ela pode transcender as barreiras do mundo sensorial e alcançar a fronteira mais longínqua do mundo do tempo e do espaço. Tal mente, pode então vislumbrar o que está além do domínio dos sentidos, e adquire capacidades extraordinárias. Se torna onisciente e pode saber de todos os eventos do passado, do presente e do futuro. Um verdadeiro santo possui uma mente pura assim. Com a ajuda de tal mente, o santo vem a saber a verdade a respeito de Deus, da alma, da criação etc. Essas verdades são chamadas de verdades supra-sensoriais, ou verdades metafísicas. O hinduísmo, como as outras importantes religiões do mundo, se baseia nessas verdades que foram descobertas por seus sábios de mente pura.
O FUNDADOR

O hinduísmo tem a distinção única de não ter um fundador conhecido, e a pessoa pode se perguntar, como pode existir uma religião sem um fundador? As verdades eternas e supra-sensoriais, descobertas por sábios da Índia antiga, são a fundação do hinduísmo. Esses sábios preferiram permanecer anônimos porque perceberam que essas verdades devem ter sempre existido, assim como a lei da gravidade já existia quando foi descoberta por Newton. Os sábios também realizaram que essas verdades eternas haviam vindo de Deus, a mesma fonte de onde tudo mais na criação provem. Porque essas verdades vieram de Deus, os sábios as chamaram de apaurusheya- não provenientes do homem.
Por não ter um fundador conhecido, o hinduísmo tem uma certa vantagem sobre outras religiões. Se fosse uma religião com um fundador específico, teria sido difícil passar pelo tipo de evolução que tem experienciado durante os muitos milhares de anos passados. Em épocas diferentes, muitos santos e incarnações divinas tem aparecido nesse palco e representado seus papéis individuais, enriquecendo o hinduísmo com seus ensinamentos. Ao reinterpretar antigos textos das escrituras, eles tornaram a religião relevante para pessoas e épocas diferentes. Através de suas próprias experiências espirituais, eles também validaram as verdades das escrituras.
Qualquer uma das antigas religiões pode ser comparada a um sótão em uma casa velha, que, a não ser que seja limpo regularmente, acumula poeira e teias de aranha, e eventualmente se torna inútil. Da mesma forma, se uma religião não for limpa e atualizada de tempo em tempo, ela perde sua utilidade e seu significado para pessoas diferentes em épocas diferentes. Isso não aconteceu com o hinduísmo. Felizmente, em períodos diferentes, muitos santos verdadeiros nasceram na Índia. Limparam, reformaram e revitalizaram a religião, tornando-a relevante àquele momento no tempo. Isso não teria sido possível se o hinduísmo tivesse um fundador.
Fonte:Site www.vedantabh.or.br


Mais História - A terceira fase

No século 12, a Índia é invadida pelos muçulmanos, e grande parte de sua população é forçada à conversão. Aliás, o termo hindu designava qualquer pessoa nascida na Índia, mas a partir do século 13 este termo ganhou uma conotação religiosa, tornando-se sinônimo de "nativo não-convertido ao Islamismo".
A influência muçulmana se faz sentir dentro da ritualística hindu, pois uma das características marcantes do Hinduísmo é sua capacidade de absorver novos elementos e agregá-los ao seu sistema de crenças. Isso também ocorre quando, no século 18, o Cristianismo se insere no universo indiano, pela influência predominante dos colonizadores franceses.
Este Hinduísmo híbrido também se divide em várias correntes, cujos expoentes são gurus como Sri Ramakrishna (1834-86), Vivekananda (1863-1902) e Sri Aurobindo (1872-1950). O que essas correntes têm em comum é a preocupação em estender o trabalho espiritual ao âmbito social, por meio de trabalhos filantrópicos e assistenciais.
Por força dessa nova fase, a própria organização social da Índia - em sistema de castas -, começa a perder o sentido, pois existe um clamor ético por igualdade e solidariedade. O maior mestre do Hinduísmo moderno é Mahatma Gandhi (1869-1948), conhecido no Ocidente como chefe político, mas venerado na Índia como guru espiritual. Gandhi, adepto da Ahimsa (o princípio da não-violência), apregoava a importância do homem exercer perfeito controle sobre si mesmo.
Hoje, o Hinduísmo é a crença predominante na Índia. Mais do que uma religião, ele se caracteriza como uma tradição cultural, que engloba modo de viver, ordem social, princípios éticos e filosóficos.
   
As Escrituras Sagradas

VEDAS: Primeiros livros do Hinduísmo, surgidos aproximadamente no ano de 1 000 a.C., que aglutinam quatro coletâneas de textos. Dentre eles, destaca-se o Mahabharata, que contém o poema épico Bhagavad Gita (A Canção do Senhor). O conteúdo dos Vedas oscila entre o Monoteísmo (culto a um deus único) e o Politeísmo (culto a diversos deuses).
UPANISHADS: 
Essas escrituras, que podem ser traduzidas como Doutrinas Arcanas, foram redigidas por místicos que representam o expoente máximo do Bramanismo (uma das vertentes do Hinduísmo). Sua estrutura é a de uma série de diálogos entre mestres e discípulos, cujo ensinamento fundamental é o seguinte: o mundo em que vivemos é feito de maya (ilusão), e embora possamos ter a impressão de que o mundo é real, a única verdade é Brahma, a divindade suprema.



Material retirado do Ministério CACP.

Introdução ao Hinduísmo 
Denominação do conjunto de princípios, doutrinas e práticas religiosas que surgiram na India, a partir de 2000 a.C. O termo é ocidental e é conhecido pelos seguidores como Sanatana Dharma, do sânscrito (língua original da India), que significa "a ordem permanente". Está fundamentado nos quatro livros dos Vedas (conhecimento), um conjunto de textos sagrados compostos de hinos e ritos, no Século X, denominados de Rigveda, Samaveda, Yajurveda e Artharvaveda. Estes quatro volumes são divididos em duas partes: a porção do trabalho (rituais politeístas) e a porção do conhecimento (especulações filosóficas), também chamada de Vedanta . A tradição védica surgiu com os primeiros árias, povo de origem indo-européia (os mesmos que desenvolveram a cultura grega) que se estabeleceram nos vales dos rios Indo e Ganges, por volta de 1500 a.C. 


História do Hinduísmo 

Segundo ensina o hinduísmo, os Vedas contêm as verdades eternas reveladas pelos deuses e a ordem (dharma) que rege os seres e as coisas, organizando-os em castas. Cada casta possui seus próprios direitos e deveres espirituais e sociais. A posição do homem em determinada casta é definida pelo seu carma (conjunto de suas ações em vidas anteriores). A casta à qual pertence um indivíduo indica o seu status espiritual. O objetivo é superar o ciclo de reencarnações (samsara), atingindo assim, o nirvana, a sabedoria resultante do conhecimento de si mesmo e de todo o Universo. O caminho para o nirvana, segundo ensina o hinduísmo, passa pelo ascetismo (doutrina que desvaloriza os aspectos corpóreos e sensíveis do homem), pelas práticas religiosas, pelas orações e pela ioga. Assim a pessoa alcança a “salvação”, escapando dos ciclos da reencarnação. 


Prática de Fé do Hinduísmo 

Nos cultos védicos, os pedidos mais solicitados aos deuses são vida longa, bens materiais e filhos homens. São várias as divindades. Agni é o pai dos homens, deus do fogo e do lar. Indra rege a guerra. Varuna é o deus supremo, rei do universo, dos deuses e dos homens. Ushas é a deusa da aurora; Surya e Vishnu, regentes do sol; Rudra e Shiva, da tempestade. Animais como a vaca, rato, e serpentes, são adorados por serem possivelmente, a reencarnação de alguns dos familiares. Existe três vezes mais ratos que a população do país, os quais destroem um quarto de toda a colheita da nação. O rio Ganges é considerado sagrado, no qual, milhares de pessoas se banham diariamente, afim de se purificar. Muitas mães afogam seus filhos recém-nascidos, como sacrifício aos deuses. 


Sacerdócio do Hinduísmo 

Os brâmanes (sacerdotes) criaram o sistema de castas, que se tornou a principal instituição da sociedade indiana. Sem abandonar as divindades registradas nos Vedas, estabeleceram Brahma como o deus principal e o princípio criador. Ele faz parte da Trimurti, a tríade divina completada por Shiva e Vishnu. De acordo com a tradição, Brahma teve quatro filhos que formaram as quatro castas originais: brâmanes (saídos dos lábios de Brahma), são os sacerdotes considerados puros e privilegiados; os xátrias (originários dos braços de Brahma), são os guerreiros; os vaicias (oriundos das pernas de Brahma), são os lavradores, comerciantes e artesãos; e sudras (saídos dos pés de Brahma), são os servos e escravos. Os párias são pessoas que não pertencem a nenhuma casta, por terem desobedecido leis religiosas. Estes não podem viver nas cidades, ler os livros sagrados nem se banharem no Rio Ganges. 

As características principais do hinduísmo são o politeísmo, ioga, meditação e a reencarnação. Estima-se que atualmente existam mais de 660 milhões de adeptos em todo o mundo, com um panteão de 33 milhões de deuses e 200 milhões de vacas sagradas. Todo gado existente na India, alimentaria sua população por cinco anos, entretanto, a fome é devastadora no país por causa da idolatria. 


Teologia do Hinduísmo

Tudo é deus, deus é tudo:
 o hinduísmo ensina, como no Panteísmo, que o homem está unido com a natureza e com o universo. O universo é deus, e estando unido ao universo, todos são deuses. Ensina também que este mesmo deus, é impessoal. Muitos deuses adorados pelos hindus são amorais e imorais.

O mundo físico é uma ilusão:
 no mundo tridimensional, designada de maya, o homem e sua personalidade não passa de um sonho. Para se ver livre dos sofrimentos (pagamento daquilo que foi feito na encarnação passada), a pessoa deve ficar livre da ilusão da existência pessoal e física. Através da ioga e meditação transcedental, a pessoa pode transceder este mundo de ilusões e atingir a iluminação, a liberação final. O hinduísmo ensina que a ioga é um processo de oito passos, os quais levam a culminação da pessoa transcender ao universo impessoal, no qual o praticante perde o senso de existência individual.

A lei do carma:
 o bem e o mal que a pessoa faz, determinará como ela virá na próxima reencarnação. A maior esperança de um hinduísta é chegar no estágio de se transformar no inexistente. Vir ser parte deste deus impessoal, do universo.

O hinduísmo é considerado uma filosofia de ordem religiosa.


O hinduísmo é considerado uma filosofia de ordem religiosa que engloba tradições culturais, valores e crenças obtidas através de diferentes povos. Passando por constantes adaptações até chegar ao que se conhece hoje, o Hinduísmo foi dividido em fases para melhor apresentar sua história.
Na primeira fase, chamada de Hinduísmo Védico, cultuava-se deuses tribais como Dyaus (deus do céu, deus supremo) que gerou outros deuses. Na segunda fase, a partir de adaptações de outras religiões, surgiu o Hinduísmo Bramânico que cultuava a trindade composta por Brahma (divindade da alma universal), Vishnu (divindade preservadora) e Shiva (divindade destruidora).
Na terceira fase percebem-se diferentes adaptações influenciadas por religiões a partir do cristianismo, islamismo e outras. O Hinduísmo Híbrido surgiu então como a agregação de diversas influências. Para os hindus:
- A trajetória que a alma terá é traçada de acordo com as ações praticadas aqui na Terra (lei do Carma);
- A libertação final da alma (moksha) determina o fim do ciclo da morte e do renascimento;
- Os rituais hindus devem ser feitos sempre tendo a meditação (darshan) e a oferenda aos deuses (puja);
- A alimentação deve ser vegetariana, pois considera-se a utilização da carne na alimentação como uma prática impura;
- As preces cantadas (mantras) devem ser dedicadas a todos os deuses;

- O OM (aum) é o mantra mais importante, pois representa Deus;

- Shiva representa o princípio masculino enquanto o princípio feminino é representado por suas esposas Parvati (mãe), Durga (deusa da beleza), Kali (senhora da destruição) e Lakshmi (senhora da arte e da criatividade).
Fonte:BrasilEscola

O hinduísmo é uma das religiões mais antigas, alguns dos seus manuscritos sagrados são de 1400 a 1500 A.C. Também é uma das religiões mais diversas e complexas, possuindo milhões de deuses.
Os hindus possuem uma grande variedade de crenças básicas e contêm muitas seitas diferentes. Apesar de ser a terceira maior religião do mundo, o hinduísmo existe primeiramente na Índia, Nepal e em menor escala em alguns países ao redor.
Os textos principais e mais famosos do hinduísmo são os Vedas, mas existem outros.
Apesar de o hinduísmo ser conhecido como uma religião politeísta, com cerca de 330 milhões de deuses, também tem um "deus" que é supremo: Brahma.
Por incrível que pareça o hinduísmo é um sistema tão diversificado de pensamento, que abrange múltiplas crenças totalmente distintas e contraditórias entre si e que abrangem o monoteísmo, politeísmo, panteísmo, e até mesmo o ateísmo.
O seu conceito de Deus é complexo, estando vinculado a cada uma das suas tradições e filosofias.
O sistema teológico do hinduísmo e suas diversas vertentes é tão vasto, complexo e contraditório que a sua total compreensão é muito difícil, saindo do âmbito deste artigo. Como sempre nas referências mais informação para os corajosos interessados em saber mais sobre esta religião (1).

Os vedas

Os Vedas são mais do que simples livros de teologia. Eles contêm uma rica e colorida "theo-mitologia", quer dizer, uma mitologia religiosa que deliberadamente se mistura com mitos, teologia e história para atingir uma base em forma de histórias. Essa "theo-mitologia" é tão bem fixada à história e cultura da Índia, que rejeitar os Vedas pode ser encarado como rejeitar a Índia.
Portanto, um sistema de crença é rejeitado pelo hinduísmo se não adotar a cultura indiana de uma forma ou outra. Se aceitar a cultura indiana e sua história theo-lendária, então pode ser enxergado como "hindu", mesmo se sua teologia for teísta, niilista, ateísta ou outra.
Essa aceitação simultânea de tantas contradições pode ser uma grande dor de cabeça para as pessoas ocidentais que tentam achar consistência lógica e defesa racional nas opiniões religiosas do hinduísmo.
 

A crença Hindu sobre a criação da humanidade


Segundo o hinduísmo, Brahma é o deus criador de todo o universo e de todas as divindades individuais e por ele, todas serão absorvidas. Ele se transformou em várias coisas, sem nenhuma ajuda externa e criou a alma humana que, de acordo com os Vedas, constitui uma parte do poder supremo, como uma fagulha pertence ao fogo.
Brahma, quando da criação do mundo, resolveu dar à Terra habitantes que fossem criados da sua própria emanação. Porque Brahma é tudo, o hinduísmo acredita que todos são divinos. O Atman, ou cada ser, é um com Brahma. Toda realidade fora do Brahma é considerada uma simples ilusão. O objetivo espiritual de um hindu é se tornar um com o Brahma, deixando então de existir em sua forma ilusória de "ser individual". Essa liberdade é conhecida como “moksha”. Até o estado “moksha” ser alcançado, o hindu acredita que essa pessoa vai continuar reencarnando para que possa trabalhar em se tornar a auto-realização da verdade (a verdade de que apenas Brahma existe, nada mais). A forma em que cada pessoa reencarna é determinada pelo carma, o qual é um princípio de causa e efeito governado pelo equilíbrio da natureza. O que uma pessoa fez no passado afeta e corresponde com o que acontece no futuro, incluindo o passado e futuro de diferentes vidas.
Para sair do ciclo reencarnatório os hindus a vêm a “salvação” como resultado de suas boas obras, conhecimento ou devoção. Para os hindus as aptidões e atividades humanas decidem a salvação, ela não provem de Deus.

As diferenças irreconciliáveis

Apesar de esse ser um simples resumo, é fácil ver que o hinduísmo se opõe ao cristianismo bíblico em quase todas as áreas do seu sistema de crença. 
O Cristianismo tem um só Deus que é pessoal e conhecível, um só livro conhecido como a Bíblia, ensina que Deus criou a terra e tudo que nela existe, acredita que o homem foi criado à imagem de Deus e caiu de seu estado perfeito (no qual foi concebido no mundo espiritual) pelo seu próprio pecado (2), vive uma vida que no seu final estará sujeita ao juízo e ensina que a salvação é somente através do arrependimento (do pecado) e da crença em Jesus Cristo (Deus encarnado). Jesus por seu amor e sofrimento, resgata o homem do mundo da ilusão e da morte.
Os hindus adotam muitos deuses e muitos senhores e têm a opção de escolher uma divindade favorita, também mantêm a doutrina da omnipresença em seu sentido último – isto é, deuses existem em toda parte, lá e aqui.
Filosoficamente, os hindus se dão ao luxo de adorar deuses diferentes para propósitos diferentes, ocasiões diferentes e por pessoas diferentes. Essa doutrina da multiplicidade de deuses jaz à raiz da tolerância e acomodação, que é parte integral da filosofia e cultura hindus.

O conceito das origens.

Você sabia que a suástica é um símbolo hindu? Saiba a verdadeira inspiração desta religião em (3).

O pensamento hindu sustenta a posição da evolução. Contudo, os cristãos que aceitam o relato de Génesis como histórico e verdadeiro só podem rejeitar a evolução como uma opção na compreensão das origens. A Bíblia inequivocamente sugere que pela palavra do Senhor foram feitos os “céus”. Ademais, enquanto a aceitação hindu da evolução confunde Deus e a natureza (panteísmo, portanto), a negação cristã da evolução e a afirmação da Criação tornam Deus e a natureza ontologicamente separados. Consequentemente, Deus para um cristão está acima da natureza e em posição de julgamento.

O princípio da vida cíclica


Os hindus acreditam que a vida na Terra acontece em ciclos – processo conhecido como samsara (conceito que também existe no budismo e no jainismo). As reencarnações, por sua vez, são guiadas pelo karma (conduta) de cada um. Ou seja, se você viveu dignamente e cumpriu com o dharma (códigos morais de comportamento), poderá nascer em uma condição superior na próxima vida. Mas também existe outra possibilidade: se você acumulou muitos karmas ruins, é provável que renasça em forma de animal – um destino bem desagradável, já que apenas como humano é possível adquirir conhecimento de si próprio, escapar do ciclo de reencarnação e atingir o moksha (libertação). Para chegar a esse estado, existem três caminhos possíveis: o da caridade e dedicação aos outros; o da veneração aos deuses; e o da meditação e reflexão, traduzido no yoga. Alcançar este patamar superior é o grande objetivo dos praticantes do hinduísmo.
Fonte: Tríada

HINDUISMO,A TERCEIRA RELIGIÃO DO MUNDO

O hinduísmo é a terceira religião com o maior número de praticantes, a maioria na Índia. Seus ensinamentos influenciam bastante a organização da sociedade indiana.
Os seguidores do hinduísmo acreditam em vários deuses e na reencarnação. Segundo o hinduísmo, os seres humanos morrem e renascem várias vezes. Ao longo de muitas vidas, eles têm a oportunidade de evoluir, até chegar a um estágio em que se unem a Brahman, a realidade suprema. Há várias formas de acelerar esse processo: praticar diferentes tipos de ioga, rezar ou recitar mantras (frases que contêm um nome divino), ajudar os necessitados, visitar os lugares sagrados etc. Muitos seguidores adotam dietas vegetarianas. Outros abrem mão dos bens e prazeres materiais.



DEUSES E DEUSAS DO HINDUÍSMO

No hinduísmo existem milhares de deuses e deusas. Mas os sábios afirmam que todos eles são apenas diferentes formas de um mesmo e único Deus. Dos vários deuses, três se destacam: Brahma, o criador (não confundir com Brahman), Vishnu, o preservador, e Shiva, o destruidor. Criação, preservação e destruição são os três momentos da atividade divina.
Os Vedas, que são quatro livros, são os livros sagrados dos hindus.
Vejamos alguns estudos, algumas teologias do Hinduísmo:
Tudo é deus, deus é tudo: o hinduísmo ensina, como no Panteísmo, que o homem está unido com a natureza e com o universo. O universo é deus, e estando unido ao universo, todos são deuses. Ensina também que este mesmo deus, é impessoal. Muitos deuses adorados pelos hindus são amorais e imorais.
O mundo físico é uma ilusão: no mundo tridimensional, designada de maya, o homem e sua personalidade não passa de um sonho. Para se ver livre dos sofrimentos (pagamento daquilo que foi feito na encarnação passada), a pessoa deve ficar livre da ilusão da existência pessoal e física. Através da ioga e meditação transcedental, a pessoa pode transceder este mundo de ilusões e atingir a iluminação, a liberação final. O hinduísmo ensina que a ioga é um processo de oito passos, os quais levam a culminação da pessoa transcender ao universo impessoal, no qual o praticante perde o senso de existência individual.
A lei do carma: o bem e o mal que a pessoa faz, determinará como ela virá na próxima reencarnação. A maior esperança de um hinduísta é chegar no estágio de se transformar no inexistente. Vir ser parte deste deus impessoal, do universo.
Vejamos algumas verdades Bíblicas do Hinduísmo:
Deus: Cremos em um só Deus, eternamente subsistente em três pessoas distintas, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, Dt 6.24; Mt 28.19; Mc 12.29.
Jesus: Cremos no nascimento virginal de Jesus, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal de entre os mortos, e em sua ascensão gloriosa aos céus, Is 7.14; Lc 1.26-31; 24.4-7; At 1.9.
Espírito Santo: Cremos no Espírito Santo como terceira pessoa da Trindade, como Consolador e o que convence o homem do pecado, justiça e do juízo vindouro. Cremos no batismo no Espírito Santo, que nos é ministrado por Jesus, com a evidência de falar em outras línguas, e na atualidade dos nove dons espirituais, Jl 2.28; At 2.4; 1.8; Mt 3.11; I Co 12.1-12.
Homem:Cremos na criação do ser humano, iguais em méritos e opostos em sexo; perfeitos na sua natureza física, psíquica e espiritual; que responde ao mundo em que vive e ao seu criador através dos seus atributos fisiológicos, naturais e morais, inerentes a sua própria pessoa; e que o pecado o destituiu da posição primática diante de Deus, tornando-o depravado moralmente, morto espiritualmente e condenado a perdição eterna, Gn 1.27; 2.20,24; 3.6; Is 59.2; Rm 5.12; Ef 2.1-3.
Bíblia:Cremos na inspiração verbal e divina da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé para a vida e o caráter do cristão, II Tm 3.14-17; II Pe 1.21.
Pecado:Cremos na pecaminosidade do homem, que o destituiu da glória de Deus, e que somente através do arrependimento dos seus pecados e a fé na obra expiatória de Jesus o pode restaurar a Deus, Rm 3.23; At 3.19; Rm 10.9.
Céu e Inferno:Cremos no juízo vindouro, que condenará os infiéis e terminará a dispensação física do ser humano. Cremos no novo céu, na nova terra, na vida eterna de gozo para os fiéis e na condenação eterna para os infiéis, Mt 25.46; II Pe 3.13; Ap 21.22; 19.20; Dn 12.2; Mc 9.43-48.
Salvação: Cremos no perdão dos pecados, na salvação presente e perfeita, e na eterna justificação da alma, recebida gratuitamente, de Deus, através de Jesus, At 10.43; Rm 10.13; Hb 7.25; 5.9; Jo 3.16.
Você sabia que...
As religiões que têm vários deuses são chamadas politeístas.
Já as que crêem em um único Deus são monoteístas.
Publicado por: Lília Alves Batista Mariano
Fonte:Brasil Escola


DEUSES INDIANOS - Significado e Simbolismo

A maioria das pessoas reconhece que estas belas imagens são indianas, pois demonstram o esplendor da cultura do hinduísmo: cores vivas, jóias extravagantes, enfeites exagerados e presença de alguma flor ou fruto em personagens antropomorfos misturadas com animais coloridos de encher os olhos.
Mas quando vemos tudo isso em uma imagem só, não é a toa, cada detalhe tem um significado profundo,simbolismos que tem o objetivo de transformar nossa consciência. 
Na série a seguir, iremos explicar via infográfico, alguns desses belíssimos deuses reverenciados na Índia.
BRAHMA
O Deus da Criação – Brahma, o primeiro Deus da Trimurti, trindade dos Deuses do hinduísmo (Brahma, Vishnu e Shiva). Representação da força da criação do universo.
Como terceiro membro da trimúrti hindu, Brahma representa o equilíbrio, enquanto Vishnu e Shiva representam as forças opostas da conservação e da destruição, respectivamente.
Simboliza a mente universal e por possuir atributos humanos (mente e intelecto), ele não é muito popular entre os indianos porém é mais reverenciado ao redor do mundo.
Veja no infográfico cada detalhe do simbolismo desta alegre figura…
KRISHNA
O Deus do amor. Krishna é um dos principais nomes de Deus e significa “o todo atraente”. Nos Vedas encontramos muitos e muitos nomes para Deus, pois para cada qualidade, podemos ter um nome. Como Deus tem qualidades ilimitadas, tecnicamente Ele tem ilimitados nomes. Porém, o nome Krishna tem uma conotação muito especial, pois refere-se ao aspecto mais atraente, íntimo e completo de Deus.
Krishna é a Suprema Personalidade de Deus, a Verdade Absoluta, a fonte de tudo e a causa de todas as causas. Nas escrituras, especialmente o Srimad Bhagavatam, existem explicações detalhadas de Sua morada, Sua aparência, Seus passatempos, Suas expansões, Suas energias, etc. Ele é dotado de seis opulências, todas ao grau infinito:beleza, força, sabedoria, riqueza, fama e renúncia. Ele sabe tudo que aconteceu, tudo que está acontecendo e tudo que vai acontecer. Ele é infinitamente misericordioso. Ele é o beneficiário de todos os sacrifícios e austeridades, o Senhor Supremo de todos os planetas e semideuses e o benfeitor e bem-querente de todas as entidades vivas.
Para conhecer em maior detalhe sobre Sua última vinda a Terra, cerca de 5.200 anos atrás, leia o livro “Krsna, A Suprema Personalidade de Deus” ou escute-o, de graça, em MP3, aqui.
Para conhecer Seus principais ensinamentos, leia o Bhagavad-gita, disponível aqui.
Veja no infográfico cada detalhe do simbolismo desta toda atraente figura…
VISHNU
O Deus protetor – Vishnu, uma das três deidades supremas do hinduísmo, o Deus supremo do Vaishnavismo. Suas qualidades são incontáveis, porém as 6 principais são:
Jnana (Omnisciência); é consciente de todos os seres;
Aishvarya (Soberania), é autoridade suprema;
Shakti (Energia), é capaz de fazer possível o impossível;
Bala (Força), é capaz de suportar qualquer coisa apesar de fadiga ou cansaço;
Virya (Vigor), é capaz de manter a imaterialidade;
Tejas (Esplendor), é autosuficiente.
As quatro mãos:
As quatro mãos de Vishnu simbolizam além das quatro direções do espaço, os quatro estagios da vida (quatro ashrams):
1) A busca do conhecimento (Brahamacharya)
2) Vida familiar (Grihastha)
3) Retiro na floresta (Vana-Prastha)
4) Renunciação (Sannyasa)
Também, representam as atividades primordiais que uma entidade desfrutando existência mundana deve se empenhar em alcançar (Purusharthas):
a) Deveres e virtudes (Dharma)
b) Bens materiais, riqueza e sucesso (Artha)
c) Prazer, sexualidade e curtição (Kama)
d) Libertação (Moksha)
Veja o infográfico com cada detalhe do simbolismo desta alegre figura…
SHIVA NATARAJA
Nataraja, “O rei da Dança”, é uma representação do Shiva como o dançarino cósmico, quem apresenta sua dança divina para destruir o que for necessário no universo e assim poder fazer a preparação para o Deus Brahma começar o processo de criação.
No centro de um arco de chamas de fogo, Shiva dança a dança da bem aventurança, dança durante a qual o universo foi criado. Ele dança sobre uma anão que é um demônio (Apasmara), quem além de representar a superação da escuridão, também simboliza a passagem do divino ao material. O rosto neutro de Shiva dá a impressão de equilíbrio, enquanto uma cobra se enrola no pescoço, representando Shakti e o caráter atemporal desta energia, também as vezes conhecida como Kundalini.
Esta estatua é um dos mais populares enfeites numa sala de Yoga, sem dúvida é muito vistosa e harmoniosa à vista. Veja no infográfico mais outros simbolismos que ajudam a entender o significado da beleza que nesta estatua fica sempre implícita.
GANESHA
GANESHA é o Deus do sucesso ou o Deus removedor de obstáculos – É um dos deuses mais comuns no hinduísmo, é uma deidade de fama popular na cultura hinduísta e atualmente tem grande influência das massas.
Filho dos Deuses Shiva e Parvati, de figura antropomorfa-elefantosa é também adorado como o Deus da educação, conhecimento, sabedoria e riqueza. É um das 5 principais deidades hinduístas (Brahma, Vishnu, Shiva e Durga os outros quatro)
A cabeça de elefante simboliza Atman ou alma, que é a suprema realidade da existência humana e o corpo de humano representa Maya ou a existência terráquea dos humanos. E a razão pela qual ele está com um colmilho faltando é porque ele quebrou ao escrever o livro sagrado Mahabharata.
Veja o infográfico com cada detalhe do simbolismo desta alegre figura…
SARASWATI
Deusa da sabedoria, das artes e da música. Esposa, de Brahma, o criador do mundo, ela faz parte da Trimurti – trindade das Deusas do hinduísmo (Saraswati, Lakshmi e Shakti).
É a protetora dos artesãos, pintores, músicos, atores, escritores e artistas em geral. Ela também protege aqueles que buscam conhecimento, os estudantes, os professores, e tudo relacionado à eloquência, sendo representada como uma mulher muito bela, de pele branca como o leite, e tocando sitar (um instrumento musical). Seus símbolos são um cisne e um lótus branco.
Na mitologia hindu, o cisne é a ave sagrada à qual se for oferecida uma mistura de leite e água, é capaz de beber só o leite, distinguindo a essência do superficial e o eterno do evanescente. Representa a qualidade de discriminação entre o bom e o mau.
A esta deusa era consagrado o chamado dia de Savitu-Vrta, normalmente comemorado no dia 16 de maio.
Veja no infográfico cada detalhe do simbolismo desta alegre figura…
LAKSHMI
A Deusa da prosperidade – Lakshmi, representação da prosperidade e riqueza (material e espiritual), da beleza e do amor. É a esposa e energia ativa de Vishnu.
É uma das deusas mães, sendo assim, chamada de “mata” – mãe: “Mata Lakshmi.” Também é chamada de “Shri” – a energia feminina do Ser Supremo. É a deusa que, através da sua representação, convoca à prosperidade, riqueza, pureza, generosidade e incorporação da beleza, graça e charme.
A importância de Lakshmi no lar tradicional hinduísta, faz dela uma deidade doméstica, pois é reverenciada a cada sexta-feira no altar na casa dos indianos hinduístas que se dedicam aos negócios (vivi isso como experiência própria na minha viagem pra India).
Um dos principais ensinamentos desta poderosa mulher é que com esforço constante governado com sabedoria e pureza e de acordo com o dharma próprio, a prosperidade espiritual e material são facilmente atingidas. 
Veja no infográfico cada detalhe do simbolismo desta alegre figura…
HANUMAN
O Deus super poderoso – Lord Hanuman, simbolicamente representa devoção pura, a ausência total de ego ou “eu inferior.” Representa a natureza neanderthal do ser humano, mesma que quando refinada e transformada, pode se estabilizar em Deus.
Hanuman simboliza a mente humana, que pula igual macaco para um lado e para o outro, desejando as coisas e comprometendo-se com inumeráveis atividades que distraem a paz interna. A mente, igual Hanuman, pode viajar a onde desejar na velocidade do pensamento. Pode também se expandir ou se contrair.
Enquanto ela permanecer apegada as paixões animais e os sentidos, permanecerá instável, causando distúrbios. Mas uma vez que se entregue à paz interna, e se dedica a ela disciplinadamente, pode chegar a manifestar poderes benéficos inimagináveis, igual Hanuman.
Veja o infográfico com cada detalhe do simbolismo desta alegre figura…


DURGA


A  Deusa inacessível ou invencível.  Foi criada como uma deusa guerreira para combater os demônios.

A palavra “Durga” em sânscrito, significa – barreira que não pode ser derrubada – ou também – aquela que elimina sofrimentos –

Protege aos seus devotos dos demônios do mundo e remove os mistérios.

Durga também é conhecida com a Deusa dos três olhos. O olho esquerdo representa o desejo (lua), o olho direito representa a ação (sol), e o terceiro olho (ponto vermelho no meio da testa) representa a sabedoria (fogo).

Veja no infográfico cada detalhe do simbolismo desta toda atraente figura…



RAMA

Rama, avatar de Vishnu e marido de Sita é um símbolo de sacrifício, um modelo de fraternidade, um administrador ideal, e um guerreiro incomparável. A essência da Rama é, portanto, a essência da excelência em cada exercício.

Rama é o exemplo supremo de como as pessoas devem se comportar no mundo, como um país deve ser governado, como a integridade e moralidade dos seres humanos devem ser protegidos. Ações elevados, qualidades ideais e pensamentos sagrados são fundamentos básicos de caráter. Rama é a própria personificação destes três atributos.

O Princípio de Rama é uma combinação do divino no humano e do humano no Divino. A inspiradora história de Rama apresenta o código de ética tripla relativa ao indivíduo, à família e à sociedade. Se a sociedade está progredindo bem, a família também estará feliz, harmoniosa e unida. Para a unidade na família, os indivíduos que a compõ
em devem ter um espírito de sacrifício.
Fonte: yogui.co

O "OM" é o som do Universo


 
O OM é o som do Universo.
É o mantra mais importante do Hinduismo, contém o conhecimento Vedas e é considerado o corpo sonoro do Absoluto.
Representa os três estados de consciência:
Vigília, sono e sonho.
Tem uma vibração forte. 


Fonte Geral dosTextos:
http://www.espiritbook.com.br/main/search/search?q=hinduismo&page=1