O QUE É CONSTELAÇÃO FAMILIAR E COMO FUNCIONA ?

Constelações Familiares


A história de nossa família nos pertence. Estamos a ela vinculados, ela é uma parte de nós e marca a nossa personalidade, com todas as forças e fraquezas que temos.
A Constelação visa, de forma prática e vivencial, dissolver antigos padrões (conflitos e doenças que se repetem) familiares que de alguma forma impedem o livre fluxo de amor entre os membros de um sistema.
Ela atua de forma direta nas questões do sistema familiar, abrindo espaço para uma nova compreensão e cura desses padrões. A solução torna-se possível quando a ordem básica sistêmica é restabelecida, os familiares excluídos voltam a ser respeitados e aceitamos a nossa herança familiar.
Através de um desenho vivo, energético e sensorial de sua Constelação Familiar pode-se, passo a passo, dissolver os emaranhamentos familiares inconscientes e chegar-se, assim, a uma solução nova e libertadora.

O QUE É CONSTELAÇÃO

É uma nova abordagem da Psicoterapia Sistêmica Fenomenológica criada e desenvolvida pelo alemão Bert Hellinger após anos de pesquisas com famílias, empresas e organizações em várias partes do mundo, buscando o diagnóstico e solução de problemas e conflitos. O resultado desses experimentos se transformou em um trabalho simples, direto e profundo que se baseia em um conjunto de “leis” naturais que regem o equilíbrio dos sistemas que o próprio Bert gosta de chamar de “Ordens do Amor”.

O SISTEMA FAMILIAR

Bert Hellinger acrescenta que mais de 50% dos nossos problemas são de origem sistêmica. Esse trabalho é, então, uma oportunidade de descobrirmos de que forma continuamos enredados dentro do sistema familiar e que papéis assumimos inconscientemente. Somente encontrando o verdadeiro papel que nos cabe dentro da família, podemos nos sentir livres e resgatar nossa vida com dignidade e totalidade.

FORTALECENDO NOSSAS RAÍZES

Nossa família nos fortalece e nos apóia quando conhecemos e nos rendemos às leis ou ordens que regem nosso sistema familiar. Ela nos enfraquece quando essas mesmas ordens são desconhecidas ou desrespeitadas, gerando toda sorte de emaranhamentos ou desequilíbrios familiares. Fazer a sua Constelação Familiar significa trazer força e equilíbrio para você e para todo o seu sistema familiar.

EM QUE PROBLEMAS A CONSTELAÇÃO PODE AJUDAR?

A Constelação Familiar pode ajudar em todos os problemas de origem sistêmica. Então, desde problemas de relacionamento de casal, com filhos, todos os tipos de vícios, problemas emocionais, dificuldades diversas, até problemas de saúde física podem ser compreendidos, amenizados e muitas vezes solucionados com a ajuda da Constelação Familiar e com a disponibilidade do cliente realizar mudanças em sua vida prática, a partir das novas informações a que teve acesso na Constelação.

FAZENDO A SUA CONSTELAÇÃO

Fazer uma Constelação Familiar significa, de um modo simples, encontrar soluções para problemas específicos que você está vivendo, ou mesmo, buscar a origem de uma doença de algum membro da família. Desde questões emocionais a acontecimentos trágicos no seio familiar, as Constelações revelam e buscam soluções práticas e simples, trazendo à tona aquilo que é essencial no momento e que muitas vezes foi esquecido ou renegado.

AS ORDENS DO AMOR

Este é um convite para trilharmos juntos um caminho de amor e compreensão para dentro das complexidades do nosso sistema familiar. Conhecer as “ordens do amor” é uma meta essencial para evitarmos muitas crises e enfermidades que vivemos em virtude do desconhecimento das leis naturais que regem os nossos sistemas familiares e sociais.

Seis importantes ordens e princípios

  1. Cada membro de uma família pertence a ela igualmente. Cada família tem um vínculo interno muito forte, a despeito do quão desunida ela pareça quando olhamos de fora. Todos os membros de uma família merecem atenção. Se alguém é expulso, ele será representado por um membro que nascer mais tarde, o qual irá impor a si mesmo um destino similar.
  2. A morte precoce de um membro da família tem um forte efeito sobre todo o sistema. Uma inclinação para morrer advém nos irmãos do morto, devido a suas conexões com ele. Isto é expresso através da frase “ Eu seguirei você”. Se alguém carrega algo assim e mais tarde tem filhos, estes percebem isto e tentam aliviar os pais. Isto é expresso pela frase “Melhor eu do que você”. Esta inclinação para a morte se mostra através da doença e de comportamentos perigosos (esportes radicais, uso de drogas).
  3. Crianças tomam sentimentos de outros membros da família. Isto ocorre de dois modos: ou elas compartilham fortes sentimentos de outros membros da família ( elas ajudam a carregar estes sentimentos por assim dizer ), ou elas tomam para si sentimentos não expressos. Por exemplo, uma avó submissa é abusada fisicamente por seu marido. Ela tem então uma neta que por sua vez fica enraivecida com seu marido por nenhuma razão aparente. Na constelação familiar torna-se claro que a neta carrega a raiva de sua avó.
  4. As crianças são leais aos seus pais (pai e mãe). As crianças quase sempre lidam com seu prórpio destino de modo a impedir que elas mesmas tenham um destino melhor que o de seus pais. Devido a esta lealdade elas tendem a repetir o destino destes pais e seus infortúnios.
  5. Há uma ordem na família que precisa ser respeitada. A pessoa que vem primeiro, seja um irmão ou um parceiro, toma o primeiro lugar. Os outros seguem esta ordem cronológica. Estes lugares precisam ser respeitados sem julgamento ou valorização, apenas percebidos como são.
  6. Há uma organização espacial básica que é preferível. Há uma ordem básica na qual todos os membros de uma família se sentem bem, desde que se garanta que todas a conexões negativas tenham sido resolvidas. Nesta ordem os pais ficam à frente de seus filhos com o pai ficando no primeiro lugar e a mãe seguindo no sentido horário a ele (quando olhamos de cima). As crianças devem ficar olhando seus pais seguindo o sentido horário de acordo com sua ordem cronológica do mais velho para o mais novo.

[Constelação Familiar] – Bert Hellinger, o Criador

Quem é Bert Hellinger, o criador das Constelações Familiares?

“Bert Hellinger, nascido em 1925, estudou Filosofia, Teologia e Pedagogia. Ele trabalhou 16 anos como membro de uma ordem de missionários católicos com os Zulus na África. Depois ele se tornou psicanalista e desenvolveu a sua própria abordagem de Constelação Familiar à partir das experiências com dinâmica de grupos, terapia primal, análise transacional e vários processos de hipnose terapêutica.
Hoje em dia seu trabalho é reconhecido no mundo inteiro em vários setores, na psicoterapia, no trabalho de consultoria de organizações e empresas, na educação e na orientação de vida, da alma e no sentido da vida.”
Fonte: Página Oficial de Bert Hellinger no Brasil – www2.hellinger.com/br, acessado em out/2016.

Bert Hellinger: Um vida

O filme a seguir “Bert Hellinger – Uma Vida”, é um documentário comemorativo aos 90 anos de Hellinger, filho de Albert e Ana Hellinger, comemorado em 18/12/2015.
O filme conta toda a trajetória deste homem que dedicou sua vida ao trabalho das relações humanas. Diante de nossos olhos, vemos o fio da vida criar um dos mais belos tecidos: um manto incansável de pesquisa, estudo e dedicação a uma missão.
Produzido e disponibilizado pelo canal da Hellinger Lebenschule.
Traduzido para o português por Matthias Bronk.

[Constelação Familiar] – O que é constelar, segundo Hellinger

O que é constelar? O que é uma Constelação Familiar? 

Esta pergunta sempre vem para nós durante o nosso trabalho. Trazemos aqui a visão da Hellinger Schule, a escola do próprio Hellinger que realiza treinamentos em todo o mundo:
“O que aparece em uma Constelação Familiar? O que é aquilo que se monstra em uma constelação? E como pode ser que algo completamente desconhecido pode aparecer e se revelar? Estas perguntas devem ser repetidas cada vez novamente.
É evidente que um campo sábio entra em ação em uma constelação. De acordo com as compreensões e o conhecimento de hoje, a Constelação Familiar, como se revela agora, está muitos anos a frente do tempo. A Constelação Familiar é um movimento externo de um acontecimento cósmico.
A pergunta: “Pode-se aprender a Constelação Familiar?” é respondida claramente por Bert Hellinger: Não. Porém o que podemos aprender é desaprender a nossa imagem de “certo” e “errado”; a imagem de um processo determinado para se livrar de um problema, e abdicar de uma interpretação. Isso significa que há uma única intenção: queremos constelar uma família. Isto acontece em sintonia com o cliente. 

A constelação pode ser relacionada da mesma forma a um meio profissional. Também um produto ou uma questão de decisão podem ser constelados.
O procedimento numa constelação continua livre de qualquer intenção, de qualquer desejo e do medo. Da mesma forma livre do desejo de poder entregar um resultado. Respostas racionais são sempre suposições. Se estas condições são garantidas pelo constelador, então um outro campo, que torna qualquer intervenção desnecessária, se abre.
A pergunta é: Como podem o constelador e o cliente entrar em sintonia com o campo sábio? Como podem se deixar guiar para dentro dele, reconhecendo a boa solução para então aplicá-la como insight na vida? Bert Hellinger diz: Podemos aprender a transformar o nosso ser, o nosso caráter, para resistir à tentação do “fazer”. Olhamos de forma centrada para o fenômeno. Assim nos tornamos o observador. E ao observar, o movimento cósmico se revela, que pode ser visto, vivido e compreendido por cada um. De qualquer forma ele precisa permanecer no espaço sem interpretação.
Aprender a Constelação Familiar segundo Hellinger® significa aprender uma abordagem completamente nova em relação ao desconhecido. A Constelação Familiar segundo Hellinger® não é nem um ofício nem um método. Ela é uma caminho, uma passagem para um outro plano, um outro nível de consciência. Ali todas as perguntas encontram o seu caminho e sua resposta.
Podemos partir do princípio que tudo que acontece numa constelação, que revelou aquilo que foi e que será, sempre serve ao bem do cliente. Também se o cliente teve outra expectativa em relação à sua ideia da constelação. 

Se o cliente confiar no constelador, aquele resultado exato o indicará para um novo plano.
O resultado de uma constelação indica um novo caminho e leva adiante, para muito além do pensamento e dos desejos. No entanto o constelador preciso ser capaz de suportar, e deixar o cliente suportar, o resultado de uma constelação.
Aqui estamos falando sempre de uma Constelação Familiar segundo Hellinger®. 
No início das constelações, Bert Hellinger pensava que a Constelação Familiar pertencia somente aos médicos e terapeutas. Entretanto ele revogou tal ideia. Ele reconheceu que os procedimentos e a abordagem necessários devem ser a partir de uma postura profundamente humilde, que esteja aberta e pronta para tudo que se observa.
Um postura que não é orientada por um objetivo de forma curiosa ou “fazedora”. É uma absoluta confiança e entrega, sem saber por si mesmo aonde ou como o próximo passo leva adiante. Assim o constelador e o cliente podem estar presentes com absoluta atenção diante de um movimento de forma maravilhada.
A Constelação Familiar pertence às mãos responsáveis. O constelador deve estar diante das pessoas e da vida de forma consciente, atenciosa, cuidadosa, respeitosa e aberta. Esta é a tarefa de aprendizagem. A teoria pode ser encontrada em mais de 100 livros de Bert Hellinger.
A prática é descoberta de caso em caso de forma nova. Da mesma forma como não há duas pessoas iguais, não há duas constelações iguais. Seja relacionada a uma empresa ou a um relacionamento, à vida profissional ou privada, a doenças, à escolha vocacional ou a qualquer outra questão. Aqui estamos diante de uma transição para um ou mais campos sábios, movedores e poderosos. Eles podem ser descritos também como vários planos entrelaçados do “SER” todo-abrangente.”
Fonte: Página Oficial de Bert Hellinger no Brasil – www2.hellinger.com/br, acesso em 03 de outubro de 2016.

[Constelação Familiar] – Áreas de aplicação segundo Bert Hellinger

Constelações Familiares podem ajudar pessoas:

•   em relacionamentos problemáticos
•   que desejam ter um relacionamento
•   que querem se libertar dos emaranhamentos familiares
•   que estão diante de grande decisões
•   que querem superar conflitos internos e externos
•   que buscam o êxito profissional

Contextos nos quais as constelações podem ajudar para encontrar soluções:

•   conflitos e golpes de destino em relacionamentos e na família
•   quando pais que se separam querem encontrar o lugar certo para os seus filhos
•   quando pessoas têm a experiência como estranhos em grupos e na família
•   quando pessoas não “podem” se permitir de serem felizes e bem-sucedidos
•   quando acontecimentos históricos colocaram um peso sobre a família
•   no caso de bullying, doenças frequentes,  perda de motivação dos empregados ou
•   quando se precisam processar relações ou acontecimentos perturbadores dentro de uma equipe antes ou depois de uma mudança estrutural dentro da empresa.

[Constelação Familiar] – Quem pertence a nossa família, segundo Hellinger

Segundo Bert Hellinger, o criador das Constelações Familiares, somos regidos por leis que atuam sobre todos nós. Uma das leis diz respeito ao pertencimento e, segundo ele, para que uma família possa viver em equilíbrio, todos devem ter seu lugar garantido dentro dela, todos tem o mesmo direito de fazer parte do clã.

Então, quem faz parte de uma família?

1. Todos os filhos, também os abortados, doados ou esquecidos. Aqui contam tanto os meio-irmãos como os irmãos inteiros.
2. Os pais e os seus irmãos de sangue, também os abortados, doados e esquecidos.
3. Parceiros antigos dos pais. Eles se manifestam através dos filhos da próxima relação, se eles não forem vistos como pertencentes a família e reconhecidos como tal.
4. Os avôs. Porém sem os irmãos, havendo algumas exceções neste aspecto. Aqui contam também os antigos parceiros dos avôs.
5. Adicionalmente – e isto é uma novidade, que só veio à tona através da Constelação Familiar – também pertencem à família todos que, através da sua morte ou da sua perda, trouxeram alguma vantagem aos membros da família. Eles assim contribuíram para a sobrevivência da família atual e os seus descendentes.
6. Quando membros da família são culpados pela morte de alguém, as suas vítimas pertencem à família e precisam ser reconhecidas como tal.
7. Isto também vale ao contrário.  Se, na família, há vítimas de assassinos que não pertencem à família, estes também acabam pertencendo a ela. Isso se demonstra quando membros posteriores da família os representam, se esses não forem reconhecidos. Isto significa: os membros sentem a energia assassina daqueles dentro de si, mesmo se não sabem nada deles. Na verdade todos que nós rejeitamos ou ficamos culpados em relação a eles, serão mais tarde representados por outros membros da família, pelo menos no sentimento, mas muitas vezes também no comportamento. 
Fonte:https://iperoxo.com/

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