USO TERAPÊUTICO DO CANABINOL,DERIVADO DA MACONHA ,FOI LIBERADO PELA ANVISA-BRASIL

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Uso terapêutico de Canabinol foi liberado pela Anvisa-Brasil

Foi liberado nesta quarta-feira (14-01-2017) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), por unanimidade, a reclassificação do canabidiol como medicamento de uso controlado e não mais como substância proibida.

Anvisa liberou a prescrição de Canabidiol

Luiz Klassmann, representante da Anvisa no 4° Simpósio Internacional da Cannabis Medicinal anunciou hoje, na abertura do evento, que a área técnica da agência aprovou a reclassificação do canabidiol no Brasil. O estudo propõe a retirada das substância da lista F1, de drogas proscritas, para a lista C1, que permite a prescrição por médicos com receita normal, em duas vias. Para a medida entrar em vigor, ela ainda depende da aprovação da diretoria colegiada da Anvisa. Klassmann estima que isso aconteça até o final de junho. 

Se isso realmente acontecer, o canabidiol será o primeiro derivado da Cannabis sativa a ter seu potencial terapêutico reconhecido no país. Hoje, á dúvidas de médicos sobre se é possível prescrever a substância. Além disso, as importações de remédios com a substância podem ser facilitadas, já que hoje são tidas como uma exceção, demandando decisão judicial ou autorização da Anvisa. Em nota, o Conselho Federal de Medicina informa que atualmente realiza discussões sobre medicamentos derivados da maconha e deve enviar parecer à comissão que avalia o reconhecimento de novos tratamentos.

Canabinoides derivados de plantas e seus Efeitos Farmacológicos


Cannabis sativa, ou cânhamo, tem sido utilizada por suas propriedades psicoativas por milhares de anos. Seu uso medicinal era defendido na antiguidade, mas o interesse sério somente voltou à tona em 1964, com a identificação do tetra-hidrocanabinol (THC). Os extratos de cannabis contêm numerosos compostos relacionados, denominados canabinoides, a maioria dos quais insolúveis em água. Os canabinoides mais abundantes são o THC, seu precursor canabidiol, e o canabinol, um produto de decomposição formado espontaneamente a partir do THC. 

O canabidiol e o canabinol carecem das propriedades psicoativas do THC, mas podem apresentar atividade anticonvulsivante e induzir o metabolismo hepático de fármacos. O THC atua principalmente no sistema nervoso central (SNC), produzindo uma mescla de efeitos psicotomiméticos e depressores, juntamente com vários efeitos autonômicos periféricos mediados centralmente. Os principais efeitos subjetivos em seres humanos consistem nos seguintes:

  • Sensações de relaxamento e bem-estar, similares ao efeito do etanol, mas sem a imprudência e a agressividade associadas.
  • Impressões de consciência sensorial aguçada, com sons e visões parecendo mais intensos e fantásticos.
Um estudo de revisão publicado pela USP de Ribeirão Preto em 2001 no "Current Drug Safety", analisou 119 estudos feitos com canabidiol em humanos. Segundo o estudo, a droga é segura mesmo em doses mais altas.
A USP de Ribeirão Preto estuda o canabidiol desde os anos 1970. Em humanos, a droga já foi testada  com efeitos benéficos para mal de Parkinson, distúrbios de sono, transtornos de ansiedade e esquizofrenia.


Referências

  • Rang & Dale: farmacologia / H.P.Rang ... [et al.] ; [tradução de Tatiana Ferreira Robaina ... et al.]. - Rio de Janeiro : Elsevier, 2011. cap.18. pg 221.
  • Folha de São Paulo;
  • Super Interessante.

Fonte:http://cimfap.blogspot.com.br/2014/05/anvisa-vai-liberar-prescricao-de.html

Quando a planta desenvolve THCA, ele irá normalmente ser convertido em THC como um resultado do calor ou luz UV. Dito isto, THCA pode ser convertido para CBNA ao longo do tempo. A exposição prolongada ao ar faz com o THCA perder moléculas de hidrogênio e oxidar; agora temos CBNA. Assim como o resto dos canabinóides ácidas, CBNA irá converter para Canabinol (CBN) quando exposto ao calor ou à luz UV.
Quais são os benefícios do Canabinol (CBN)?
Cannabis é amplamente usada como um auxílio para dormir para aqueles que sofrem de insônia e cannabinol é a razão. Por todas as contas, CBN é o canabinóide responsável pelos efeitos sedativos do cannabis. Devido a isso, tendemos a reservar cepas de alta CBN para uso noturno.
Outra utilização para o canabinol como um anti-bacteriano. De acordo com um estudo italiano de 2008, cannabinol "mostraram atividade potente contra MRSA" quando aplicada como uso tópico. Usos tópicos também têm mostrado promessa no tratamento de queimaduras e psoríase.
A pesquisa sobre cannabinol (CBN) ainda está faltando alguns passos, mas alguns estudos iniciais sugeriram que poderia estimular o crescimento ósseo. Se for esse o caso, seria útil no tratamento de osteoporose. Também poderia ajudar as pessoas com ossos quebrados a se recuperar mais rapidamente.
Canabinol pode refletir a idade da sua Maconha
Ao procurar a tensão perfeita, é importante saber o que você está recebendo. É por isso que lab-teste nunca deve ser esquecido. Testando facilidades como Steep Hill Lab na Califórnia da aos pacientes um perfil dos canabinóides completo de sua medicina. É sempre uma boa idéia para verificar um perfil de estirpes antes de tomar uma decisão.
Porque cannabinol é uma produção de degradação, não é normalmente encontrado em altas concentrações (em uma coletiva). Altos níveis de CBN estão normalmente relacionados com os métodos de armazenamento pobres. Se cannabis é armazenado em um recipiente hermético de algum tipo, é improvável que uma grande quantidade de THC iria converter-se a CBN.
Felizmente, nem tudo está perdido se você está procurando o seu baseado para um auxílio para dormir. A solução mais simples seria aguardar que sua medicina tenha mais idade ou expô-la ao tempo. Quando exposto ao ar, o THC vai começar a degradar e converter em CBN, uma ótima maneira de combater a insônia.
http://www.boaconha.com/index.php/503-canabinol-cbn-o-canabinoide-que-o-faz-sonolento.html

Uso medicinal da maconha: verdade ou mito?

Dr. Esdras Cabus Moreira explica sobre o uso medicinal da maconha e seus benefícios no tratamento da dor, convulsões, ansiedade, entre outros.

A maconha é composta por mais de 400 substâncias, sendo que, pelo menos 66 delas são específicas dessa planta e chamadas canabinoides. O delta-9-tetra-hidrocanabinol, o THC, está mais presente e imagina-se ser ele responsável pela maioria dos efeitos psicoativos relacionados ao seu uso. Outros dois canabinoides muito presentes são o canabinol e o canabidiol (CBD). O canabinol tem ação maior em sistema imune e pode diminuir a intensidade dos efeitos subjeticvos do THC, embora os prolongue. O CBD responde a cerca de 40% dos canabinoides presentes na maconha e pode ter ação na redução da ansiedade, dos sintomas psicóticos (como ouvir vozes e delírios), na indução de sonolência e na proteção de crises convulsivas (EARLEYWINE, M. 2002, p.125). 
No homem, os canabinoides da maconha se ligam a, pelo menos, dois tipos de receptores (locais das células nervosas, dos neurônios, aos quais as substâncias se ligam para gerar seus efeitos no corpo e no comportamento), os chamados CB1 e CB2, sendo o primeiro mais encontrado no cérebro. Como esses receptores estão presentes e são acionados por substâncias endógenas (produzidas pelo próprio corpo), bem como pelos canabinoides externos, todo o sistema é chamado sistema endocanabinoide e é responsável pelo controle da atividade cerebral independentemente da presença ou não das substâncias da maconha. Ou seja, naturalmente, o sistema endocanabinoide reduz ansiedade, agitação, atividade convulsiva, pressão arterial e náusea (KALANT, H. & PORATH-WALLER, A.J., 2011). Diante de tal fato, é possível, portanto, o entendimento da atividade terapêutica da maconha, já que sua ação ocorre nesses mesmos receptores. 
"A história do uso medicinal da maconha é longa. Provavelmente, começando em 2737 antes de Cristo, quando o imperador chinês, Shen Neng, introduziu seu uso para gota, malária, beribéri, reumatismo e dificuldade de memória."

A história do uso medicinal da maconha é longa. Provavelmente, começando em 2737 antes de Cristo, quando o imperador chinês, Shen Neng, introduziu seu uso para gota, malária, beribéri, reumatismo e dificuldade de memória (EARLEYWINE, M., 2002, p.10). Atualmente, seu uso medicinal é bastante discutido e, em países como Canadá e Estados Unidos, muitos pacientes já se beneficiam da maconha e dos seus derivados sintéticos. No Canadá, quatro formas de canabinoides são utilizadas: o Dronabinol (THC sintético comercializado em pílulas com o nome de Marinol); o Nabilone (derivado sintético do THC em pílulas comercializado com o nome de Cesamet); o Canabidiol (utilizado em partes iguais com o THC na forma com o nome comercial de Sativex) e o THC derivado da planta (o componente psicoativo primário) (KALANT, H. & PORATH-WALLER, A.J. 2012). Nos Estados Unidos, desde 1996, cresceu o número de estados que modificaram suas legislações, permitindo o uso medicinal da maconha. Atualmente são catorze (LEUNG, L., 2011).
"Os estudos mostram boa evidência de eficácia da maconha fumada para dor neuropática induzida pelo HIV e uma evidência menor para a síndrome de Gilles de La Tourette, glaucoma e dor causada por inflamações."
Os estudos mostram boa evidência de eficácia da maconha fumada para dor neuropática induzida pelo HIV e uma evidência menor para a síndrome de Gilles de La Tourette, glaucoma e dor causada por inflamações. O extrato oral da maconha (pílulas) apresenta evidência de alívio dos sintomas de espasticidade causados pela esclerose múltipla (Sativex) e o uso do extrato na oromucosa (na forma de spray) mostrou-se eficaz para dores neuropáticas periféricas e centrais, principalmente as causadas pela esclerose múltipla (2011). 
Embora a maconha possa realmente reduzir a pressão intraocular, não é um tratamento perfeito porque seu efeito dura em torno de 3 a 4 horas, forçando o paciente a fazer uso várias vezes, dificultando a adesão a um tratamento que dura inúmeros anos. Convulsões causadas pela epilepsia podem diminuir em resposta a canabinoides, principalmente ao CBD. Em relação aos movimentos involuntários, na distonia (contrações involuntárias dos músculos) há achados preliminares de melhora, principalmente com a utilização do CBD, o mesmo não ocorrendo para os sintomas motores da doença de Parkinson (EARLEYWINE, M. 2002, p.190). Em relação a sintomas mentais, o CBD parece reduzir quadros de ansiedade. Contudo, doses muito baixas ou muito altas, não teriam efeito. Do mesmo modo, o CBD parece ser eficaz em pacientes com quadro de psicose, reduzindo sintomas agudos em duas a quatro semanas (ZUARDI, A.W. et al., 2006).
Em 2000, o Instituto de Medicina dos Estados Unidos, em uma análise sobre os aspectos medicinais da maconha, concluiu a favor de um valor terapêutico modesto da maconha nas áreas de analgesia, náusea e vômitos, caquexia e estimulação do apetite, transtornos neurológicos e glaucoma. Não é possível afirmar e nem refutar a ideia de que o uso medicinal da maconha poderia levar ao abuso dessa substância. Embora para cada um dos sintomas e condições médicas analisadas existam terapêuticas melhores, não se pode desconsiderar a resposta de cada indivíduo, existindo um grupo para cada situação que se beneficiaria muito desses efeitos terapêuticos (WATSON, S.J. et al, 2000). 
"Não é possível afirmar e nem refutar a ideia de que o uso medicinal da maconha poderia levar ao abuso dessa substância. Embora para cada um dos sintomas e condições médicas analisadas existam terapêuticas melhores, não se pode desconsiderar a resposta de cada indivíduo..."




No Brasil, o Prof. Elisaldo Carlini da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo, organizou em 2010 um seminário em São Paulo para discutir os efeitos terapêuticos da maconha e a criação de uma agência brasileira reguladora da maconha medicinal, porém sem desdobramentos, até o momento. Apesar dos avanços no entendimento do valor terapêutico da maconha e do seu uso para esse fim, em países como a Inglaterra, Holanda, Canadá e Estados Unidos, o Brasil ainda é refém do conservadorismo em relação às substâncias psicoativas. Décadas de políticas proibicionistas alimentam a demonização das drogas tornadas ilícitas pelas convenções internacionais e a violência ligada ao tráfico dessas substâncias. Como resultados, milhares de pessoas que poderiam se beneficiar do efeito medicinal da maconha continuam não tendo acesso a tratamentos eficazes por ignorância e preconceito.
Fonte:http://www.isaudebahia.com.br/noticias/detalhe/noticia/uso-medicinal-da-maconha-verdade-ou-mito/

ESPECIAL DROGAS - Conheça como a maconha atua no cérebro.
ESPECIAL DROGAS - Conheça como a maconha atua no cérebro.
  • ESPECIAL DROGAS - Conheça como a maconha atua no cérebro.
  • ESPECIAL DROGAS - Conheça como a maconha atua no cérebro.
A maconha ou cannabis, também conhecida por vários nomes populares, refere-se a várias drogas psicoativas e medicamentos derivados de plantas do gênero Cannabis. Farmacologicamente, o principal constituinte psicoativo desse tipo de planta é o tetrahidrocanabinol (THC), um dos 400 compostos da planta, incluindo outros canabinoides, como o canabidiol (CBD), canabinol (CBN) e tetrahidrocanabivarin (THCV).

Dr. Jack E. Henningfield, do National Institute on Drug Abuse (NIDA), classificou a dependência relativa de seis substâncias diferentes (cannabis, cafeína, cocaína, álcool, heroína e nicotina) durante um estudo. A cannabis foi considerada a menos viciante, sendo a cafeína a segunda menos viciante. A nicotina foi classificada como a substância que causa maior dependência entre as avaliadas.

THC é uma substância química bastante potente quando comparado às outras drogas psicoativas. Uma dose intravenosa de apenas um miligrama (mg), pode produzir sérios efeitos mentais e psicológicos. Uma vez na corrente sanguínea, o THC alcança o cérebro em poucos segundos após ser inalado, e começa a agir imediatamente.



Os usuários de maconha normalmente descrevem a experiência do fumo inicialmente como relaxante, criando uma sensação de nebulosidade e leveza. Os olhos dos usuários podem dilatar, causando a impressão de que as cores possuem maior intensidade. Outros sentidos também podem se alterar. Depois, sentimentos de paranóia e pânico também podem se manifestar nos usuários. A interação do THC com o cérebro é o que causa estes sentimentos. Para entender como a maconha afeta o cérebro, você precisa saber sobre as partes do cérebro que são afetadas pelo THC:

* Neurônios são as células que processam as informações no cérebro. Substâncias químicas chamadas neurotransmissores permitem que os neurônios comuniquem-se entre si;

* Neurotransmissores preenchem a fenda sináptica ou sinapse - espaço entre dois neurônios - e se ligam aos receptores de proteína, que ativam diversas funções e permitem ao cérebro e ao corpo ligar e desligar;

* Alguns neurônios possuem milhares de receptores que são específicos para neurotransmissores em particular;

* Substâncias químicas estranhas, como o THC, podem copiar ou bloquear as ações dos neurotransmissores e interferir nas funções normais.

Em seu cérebro, existem grupos de receptores canabinóides concentrados em diferentes lugares. Estes receptores possuem efeitos em diversas atividades mentais e físicas, incluindo:

* memória de curto prazo
* coordenação
* aprendizado
* soluções de problemas


Receptores canabinóides são ativados por um neurotransmissor chamado anandamida. A anandamida pertence ao grupo das substâncias químicas chamadas de canabinóides. O THC também é uma substância deste grupo e copia as ações da anandamida, o que significa que o THC se liga aos receptores canabinóides ativando os neurônios, com efeitos adversos sobre o próprio cérebro e o restante do corpo.



Existem altas concentrações de receptores canabinóides no hipocampocerebelo e nos gânglios basais. O hipocampo está localizado no lobo temporal sendo importante para a memória de curto prazo. Quando o THC se liga aos receptores canabinóides dentro do hipocampo, interfere na lembrança de eventos recentes. O THC também afeta a coordenação, que é controlada pelo cerebelo. Os gânglios basais controlam os movimentos involuntários dos músculos, o que apenas debilita, ainda mais, a coordenação motora quando sob a influência da maconha.

Classificação psicoativa

Embora muitas drogas psicoativas enquadrem-se claramente na categoria de estimulante, sedativo ou alucinógeno, a cannabis apresenta uma mistura de todas essas propriedades, talvez inclinando-se mais para características alucinógenas ou psicodélicas, embora com outros efeitos bastante pronunciados.

Fonte: http://saude.hsw.uol.com.br/ e http://pt.wikipedia.org

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