HOMEOPATIA E VACINAÇÃO


HOMEOPATIA E VACINAÇÃO

A relação entre a Homeopatia e o emprego de vacinas é um tanto controversa. É possível encontrar profissionais com as mais diferentes abordagens nesta área. Antes de ser Homeopata, sou também Médico de Família e Comunidade e sempre atuei na Saúde Pública, compreendendo que a vacinação atua tanto no âmbito individual quanto coletivo. No entanto, sempre coloquei em cheque a questão da obrigatoriedade vacinal. Se cada pessoa não tiver o direito de escolher como cuidar de sua saúde e da saúde de seus filhos, que direito teremos então? Por isso, considero fundamental que todos tenham acesso a informações qualificadas e possam fazer suas escolhas de maneira consciente.
Aos que desejam se tratar com homeopatia, existem ao menos quatro caminhos relacionados ao uso das vacinas. Primeiramente iremos listar e trabalhar em cima desses possíveis caminhos e ao final realizar uma discussão mais ampla e geral sobre o assunto. O primeiro caminho é utilizar as vacinas tradicionais e lançar mão de medicamentos homeopáticos que reduzem os efeitos adversos das vacinas, o segundo é empregar exclusivamente vacinas homeopáticas, o terceiro é mesclar vacinas homeopáticas com vacinas tradicionais, enquanto um quarto caminho seria não empregar nenhum tipo de vacina.   
1.  Utilizar todas as vacinas tradicionais e utilizar medicamentos homeopáticos que reduzem os efeitos adversos das vacinas. Os medicamentos homeopáticos mas tradicionalmente utilizados para essas finalidade são ThuyaSilicea,Malandrinum e Sulphur, porém muitos outros também podem ser utilizados. Geralmente será utilizado o medicamento mais adequado ao perfil homeopático do paciente e ao perfil de efeitos apresentados em decorrência da vacinação. O esquema mais utilizado é uma dose um dia antes da vacinação, uma no mesmo dia e outra um dia após. Vamos ressaltar a contraindicação do uso de antitérmicos para atenuar o mal estar e a febre desencadeados pelas vacinas, pois essa prática reduz significativamente a produção de anticorpos.
2.       Utilizar vacinas homeopáticas. O termo mais correto é Homeoprofilaxia, significa o uso de microorganismos (vírus e bactérias) dinamizados homeopaticamente segundo a dinamização hahnemanniana. Esses microorganismos dinamizados são chamados de nosódios[1] e possuem um vasto emprego em Homeopatia. No contexto que estamos descrevendo, são utilizados para gerar estímulo imunológico. Vale ressaltar que não é o mesmo que dinamizar homeopaticamente uma vacina, pois as vacinas não são feitas apenas de antígenos, elas contém uma serie de outros elementos, como diluentes, aditivos, antibióticos, conservadores e sais de alumínio, chumbo ou mercúrio. Para utilizar a Homeoprofilaxia deve-se primeiro definir quais nosódios utilizar e em que idade iniciar. Todas as vacinas que perfazem o nosso calendário tem um nosódio correspondente que pode ser utilizado como homeoprofilaxia. Emprega-se sempre um nosódio por vez, geralmente repetido no mês seguinte. Pode-se iniciar em qualquer idade. Alguns optam por iniciar logo no primeiro mês de vida, mas é bastante viável também iniciar aos 6 meses ou com 1 ano de idade, devido a proteção proporcionada pelo leite materno.

3.   Combinação entre Homeoprofilaxia com algumas vacinas tradicionais. Algumas pessoas optam pelo emprego da Homeoprofilaxia, porém se sentem inseguras com a não utilização de algumas das vacinas tradicionais, como a vacina da Poliomielite e a anti-tetânica.  Neste caso, todo esquema de Homeoprofilaxia é realizado e em adição a este, utilizam-se algumas vacinas tradicionais, empregando os medicamentos homeopáticos adequados para diminuir efeitos indesejáveis. Outros optam por espaçar o calendário, retardando o emprego de algumas vacinas.

4.    Não utilizar vacinas tradicionais nem Homeoprofilaxia.Algumas pessoas que se tratam com Homeopatia, optam por não realizar nenhum esquema de Homeoprofilaxia, em função do princípio de que o uso dos medicamentos homeopáticos individualizados irá por si mesmo fortalecer o sistema imunológico, principalmente se foi utilizada Homeopatia desde a gestação. Assim como, as doenças infecciosas quando surgirem serão tratadas de maneira eficiente pela Homeopatia.

Não se pode negar que as vacinas trouxeram benefícios em termos de saúde pública, com a erradicação de algumas doenças como a varíola e diminuição significativa de outras tantas como o Sarampo e a Poliomielite. Porém com o passar dos anos o número de vacinas foi aumentando, até o fina da década de 80 as crianças recebiam apenas 3 vacinas no primeiro ano de vida – Polio, DTP e Sarampo, enquanto atualmente chegamos a mais de 20 vacinas no primeiro ano de vida. Hoje podemos nos questionar: será que não estamos passando do ponto?
Primeiramente devemos esclarecer que vacinação não é sinônimo de imunização. Cada organismo reage de uma maneira particular aos estímulos do ambiente e o mesmo ocorre com as vacinas. Isso quer dizer que doenças como Sarampo, Meningite meningocócica, Caxumba, Coqueluche, etc... podem ocorrer mesmo em indivíduos vacinados com as vacinas tradicionais. Uma vacina é considerada eficaz se for capaz de produzir resposta imunológica em pelo menos 50% dos indivíduos vacinados. Muitas vacinas beiram essa margem, ou atingem até 70 – 75% de resposta imunológica.
Outro ponto importante é a maneira como as vacinas são produzidas e administradas, a qual apresenta grandes implicações. As vacinas necessitam de meios biológicos para o cultivo e atenuação dos microorganismos. Estes meios de cultivo são embriões humanos ou tecidos (rins, fígado, etc) animais. Terminada essa fase biológica, os antígenos produzidos são misturados aos adjuvantes e conservantes químicos, muitas vezes tóxicos, como alumínio e mercúrio. Terminado esse processo vem a conservação, muitas vezes inadequada, prejudicando todo o trabalho anterior e interferindo com o produto final a ser administrado. Por fim, chegamos até a administração das vacinas, na maior parte das vezes com muitos antígenos de uma só vez e por via parenteral (intramuscular ou subcutânea).  Seguindo essa rota temos a sequencia de inúmeros efeitos adversos que podem ocorrer a curto, médio e longo prazo. Esses possíveis efeitos adversos podem ser divididos em três categorias:
  1. Efeitos tóxicos: podem ser provocados pela liberação de toxinas pelos microorganismos atenuados, como por efeito direto dos aditivos. Como exemplo podemos citar linfadenites reativas a vacina BCG.
  2. Infecção direta: muitas vezes a pessoa desenvolve o tipo de infecção a que a vacina se propunha a prevenir. É mais comum ocorrer em vacinas de vírus vivos atenuados (sarampo, rubéola, cachumba, varicela, Sabin – pólio oral, febre amarela), porém também ocorrem casos em vacinas feitas com microorganismos mortos, como a vacina da coqueluche, feita com bactérias Borderela pertussis mortas, ou mesmo a vacina da gripe. Nestes casos a pessoa toma a vacina na maior das boas intenções, porém alguns dias depois desenvolve a própria doença como consequência da vacina. A gravidade da infecção vacinal depende da gravidade da própria infecção natural, por exempo: a poliomielite vacinal tende a ser mais branda, como a própria poliomielite natural, em que a maioria dos casos á assintomática e apenas 3 a 5% evoluem de maneira desfavorável, podendo permanecer com sequelas motoras. Por outro lado, a febre amarela vacinal, assim como a doença natural, é potencialmente mais grave, apesar de ser pouco frequente (cerca de 1 caso para cada 200.000 doses de vacina), ocorrem óbitos em 50% das pessoas que desenvolvem a febre amarela vacinal.
  3. Distúrbios da imunidade: o ideal é que tenhamos uma imunidade equilibrada, que não funcione nem abaixo (imunodeficiência) e nem acima (alergia e autoimunidade) do ideal. As vacinas podem funcionar como gatilho na alteração deste equilíbrio fino. Um dos efeitos mais notáveis em curto prazo é a diminuição proporcional das IgA (Imunoglobulinas A, responsáveis pela imunidade ao nível das mucosas) após a vacinação. Isto ocorre, pois as vacinas intramusculares não passam pelas mucosas e não estimulam a imunidade local, ao contrário da imensa maioria das infecções naturais, em que a via de entrada dos microorganismos se dá pelas mucosas dos tratos digestivo, genital ou respiratório. A diminuição proporcional de IgA torna o indivíduo mais suscetível  a inúmeras infecções, como enteroviroses e infecções de vias aéreas. Além dessa questão relacionada à diminuição das IgA, temos também o crescente número de doenças autoimunes e doenças alérgicas, as quais podem estar relacionadas ao excesso de vacinação. Muitas situações de doenças auto-imunes pós vacinação estão bem documentadas, como a ocorrência de Síndrome de Guillan Barret após diversos tipos de vacinas, como tríplice viral, varicela e influenza. Alergias e doenças auto-imunes tem mecanismos complexos e muitas vezes é difícil de estabelecer relação de causa e efeito, pois os efeitos podem aparecer após muitos anos.


Homeopatia e Homeoprofilaxia:

O primeiro Homeopata a realizar Homeoprofiaxia foi quem desenvolveu a Homeopatia, Samuel Hahnemann. Durante uma epidemia de escarlatina em 1801, Hahnemann constatou que a maioria dos doentes se curava com o medicamento Belladona e depois de um tempo percebeu que alguns de seus pacientes que já haviam recebido Belladona por outros motivos acabaram não contraindo a escarlatina.  Experimentou então a fazer uso de Belladonacomo profilaxia para a febre escarlate e obteve ótimos resultados. Esta é a abordagem do Gênio Epidêmico, na qual o conjunto principal de sinais e sintomas de uma epidemia é estudado para se chegar a um medicamento homeopático que possa ser útil na grande maioria dos casos e que também será útil como profilático.
Atualmente pode-se utilizar, além do Gênio Epidêmico, o nosódio específico da doença infecto-contagiosa com o intuito de Homeoprofilaxia. Durante a época de Hahnemann os nosódios ainda não eram muito estudados e, portanto, não foram usados como Homeoprofilaxia. Atualmente, as duas abordagens podem ser utilizadas, mas na maioria dos casos são utilizados nosódios para Homeoprofilaxia.
A Homeoprofilaxia é uma alternativa viável e de comprovada eficácia em diversos estudos. Ex: em 1974, durante um surto de Meningite meningocócica no Brasil, 18.640 crianças receberam uma única dose deMeningococinum na potência 30CH, enquanto 6.340 crianças receberam placebo. Das mais de 18 mil que receberam a homeoprofilaxia comMeningococinum  ocorreram apenas 4 casos de meningite meningocócica, enquanto no grupo controle, com 6 mil crianças, houve 32 casos de meningite meningocócica. Esse estudo mostra uma efetividade de mais de 95%, equiparável à efetividade da vacina tradicional.  Existem outros ótimos estudos com o emprego de diversos nosódios em homeoprofilaxia. Muitos desses estudos podem ser encontrados nos endereços eletrônicos nas referências 2 e 3.                

O que pesa contra a Homeoprofilaxia?
O que mais pesa, certamente, contra a Homeoprofiaxia assim como contra a Homeopatia como um todo, é a poderosa Indústria Farmacêutica, que não tem nenhum interesse em reduzir os seus lucros bilionários. Isso faz com que os bons estudos existentes não recebam o devido valor.
Porém, além disso, talvez o que mais dificulte a prática da Homeoprofiaxia, mesmo entre os Homeopatas, é a falta de um padrão em termos de potência a ser utilizada, número de doses e intervalo entre as doses. Para corrigir esse fato, Dr. Isaac Golden, um Homeopata Australiano com extensa publicação na área da Homeoprofilaxia, vem trabalhando há décadas com um esquema padrão que mostra excelentes resultados. As tabelas com o cronograma de homeoprofilaxia e com os resultados obtidos podem ser encontradas no livroThe Solution, Homeoprofilaxis: the vaccine alternative, nas páginas 29 e 60, respectivamente.

O que pesa a favor da Homeoprofilaxia?
Baixo custo, possibilidade muito baixa de efeitos adversos, respeito ao desenvolvimento do sistema imunológico, pois estimula a resposta imunológica geral e não apenas a específica. Ausência de adjuvantes, conservantes, antibióticos.Por fim, sabemos o quanto esse tema da vacinação desperta polêmicas, por isso ressaltamos a necessidade de se respeitar todas as opiniões e escolhas individuais nesse sentido. Em minha prática tenho como base orientar sobre as opções disponíveis e permitir que a pessoa escolha o que considera mais adequado.
Esperamos ter contribuído para o debate em uma área tão delicada dos cuidados com a nossa saúde. As crianças não podem decidir sobre qual abordagem desejam que seja utilizada para sua proteção às doenças infecciosas e isso aumenta nossa responsabilidade como pais, educadores e profissionais de saúde.

Referências:
1. Birth, K. e Whatcott, C., The Solution, Homeoprofilaxis: the vaccine alternative, 2012.
2.  Jeutter, R. The History of Homeprophylaxis and review of the evidence to support it’s efficacy. http://www.thehomeopath.org.uk    
3. Publicações do Dr. Isaac Golden. http://www.homstudy.net/Research/
4. Azambuja, L. M. S. Vacinas: Uma Postura Homeopática. Disponível em http://www.cesaho.com.br/biblioteca_virtual/index.aspx
5. Centro de Vacinação de Adultos da UFRJ. http://www.cva.ufrj.br/ 


[1] Os Nosódios também podem ser produzidos a paritr de outros componentes orgânicos patogênicos, como secreções, células cancerígenas, etc. Assim como todo medicamento homeopático, são dinamizados até que permaneça apenas o tom vibratório/energético da substância.

Figura do livro Birth, K. e Whatcott, C., The Solution, Homeoprofilaxis: the vaccine alternative, 2012

DR. MARCUS VINICIUS BRESSAN LEITE

CRM PR 25413

Médico formado pela Universidade Federal do Paraná, com residência médica em Medicina de Famíliapela UNICAMP, especialização emMedicina Chinesa - Acupunturapela UNIFESP, especialização emHomeopatia pela Escola Homeopática de Curitiba, especialização em Psicologia Transpessoal pela UNIBEM.

CONTATO

E-mail: marcusvbleite@gmail.com

Clínica QualiVita - (44) 3037-5520
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Curitiba - PR: (41) 9933-4545

Fonte:http://equilibriovitalecura.blogspot.com.br/2014/09/homeopatia-e-vacinacao.html

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