AS CORES DA MINHA ALMA : NINA SIMONE

As cores da minha alma: Nina Simone

“Eu podia cantar para ajudar meu povo e isso se tornou o principal esteio da minha vida. Nem o piano clássico, nem a música clássica, nem mesmo a música popular, mas a música dos direitos civis.” – Nina Simone
Nina Simone pianista clássica, estudou no conservatório de New York “Juilliard School”. Foi uma das primeiras negras a entrar na renomada Escola da Música de Juilliard, depois de ser rejeitada em outro conservatório na Filadélfia.
Nina Simone (Eunice Kathleen Wayman) nasceu em Tryon, Carolina do Norte, EUA, em 21 de fevereiro em 1933, e morreu em Carry-le-Rouet, Provence-Alpes-Côte d’Azur, França em 21 de abril de 2003, aos 70 anos, enquanto dormia.
‘Liberdade’ por Nina Simone – trecho do documentário “Nina: a historical perspective”, de Peter Rodis (1970) 
“É um sentimento. Liberdade é apenas um sentimento. É como tentar explicar para alguém como é estar apaixonado. Como você vai explicar isso para alguém que nunca sentiu? Você não consegue. Mas você sabe quando acontece. Houve algumas vezes no palco em que eu realmente me senti livre. E isso é uma coisa incrível. É realmente incrível. Eu te digo o que liberdade significa para mim: nenhum medo! Realmente nenhum medo. Se eu pudesse ter isso por metade da minha vida… É algo que realmente se sente. Como um novo jeito de enxergar.”
– Nina Simone
Seu engajamento na luta pelos direitos civis
“Não tive escolha, não há como viver nessa época, nesse país e não se envolver.” – Nina Simone (sobre seu engajamento na questão racial norte-americana).
Em 1963 sua música “Mississipi Goddam” (Maldito Mississipi) tornou-se um hino da causa negra. A letra fala do assassinato de quatro crianças negras em uma igreja de Birmingham.
Em plena guerra do Vietnã em 1971, Nina Simone cantou um poema em que Deus é chamado de assassino, após 18 minutos de “My Sweet Lord” de George Harrison, dando voz aos que eram contrários a esse conflito no evento militar em New Jersey.
Nina Simone foi uma artista que viveu em conflito com seu tempo. Parecia que tinha uma dívida insana e permanente com o passado, o presente e o futuro. Sobre o título de “musa do jazz” ela dizia: “É o título que todo branco concede piedosamente aos cantores negros”. Talvez por isso ela tenha se aventurado a experimentar de tudo um pouco, como: George Gershwin, Leonard Cohen, Beatles, George Harrison… Em 1990 gravou com Maria Bethânia.
Negritude “Eles precisam de mim…” Nina Simone – trecho de entrevista rara (legendado)
Nas décadas de 70 e 80, nos Estados Unidos, Nina Simone acompanhou a ascensão e a queda dos direitos civis, a derrota do black power, a opressão sobre as mulheres negras e a persistência do racismo.
“Nas três primeiras horas após o nascimento de Lisa, eu amei o mundo” – Nina Simone 
Lisa Simone Kelly, sua filha diz: “Ela era brilhante, mesmo na velhice ela era brilhante.”
O filósofo e escritor Kwame Anthony Appiah afirma: “A arte é crucial porque a imaginação é crucial.” E, continua “antes que possamos transformar o mundo é preciso imaginar diferente do que é, e essa capacidade de entender, por exemplo, a condição psíquica de alguém num determinado tempo, de alguém oprimido num determinado tempo, que pode ser ou não o meu próprio, jamais pode ser vista simplesmente olhando para os lados ou porque elas nos é externa ou porque estamos imersos nesta mesma condição. Mas é preciso pensar sobre ela.”
O canal Nina Simone no Vimeo disponibiliza vídeos com entrevistas para a TV, shows na íntegra, além de números musicais da artista.
Fonte: textos extraídos da matéria de Glenda B. Ferreira/ CidadãoCultura 
http://www.revistaprosaversoearte.com/as-cores-da-minha-alma-nina-simone/

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