HÍBRIDOS DE PORCOS E HUMANOS NÃO SÃO TÃO PROMISSORES ? - ESTÁ LIBERADA NA CIÊNCIA A MISTURA DE ESPÉCIES

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(Salk Institute, JUAN CARLOS IZPISUA BELMONTE)

Os híbridos de porcos e humanos não são tão promissores – ainda

Cientistas conseguiram juntar células humanas e porcos em um único embrião... Mas a gente explica porque este feito ainda não é tão grandioso assim

Quimeras eram lendas gregas, seres mitológico que formados por uma mistura de leão, cabra e serpente. Não é surpresa, então, que a ciência tenha dado este mesmo nome às primeiras tentativas de misturar material genético de espécies diferentes para formar um único ser vivo.
Esta semana, avanços na criação de híbridos já deram coceira em quem se preocupa com ética científica. A mais polêmica, sem dúvida, foi a notícia de que o Instituto Salk, na Califórnia, conseguiu produzir (e implantar) embriões de porcos com células humanas. Mas as preocupações dos fatalistas ainda estejam muito longe de se tornar realidade porque, ao que tudo indica, a ciência ainda está muito longe de criar uma quimera que realmente misture as duas espécies de forma funcional.
Os pesquisadores Juan Carlos Izpisua e Jun Wu passaram quatro anos injetando células humanas em porcos. As escolhidas foram células tronco pluripotentes, vindas de seres humanos adultos, mas manipuladas em laboratório para voltar àquele estágio “maleável” das células tronco, capazes de se desenvolver em diferentes tipos de tecido.
Durante esse período, 2.075 embriões suínos receberam injeções de células-tronco, em uma proporção de 1 célula humana para cada 100 mil células de porcos. A porção humana foi programada para produzir uma proteína verde fluorescente, para ser bem fácil de identificar.
Os embriões foram implantados no útero das porcas e deixados lá por quatro semanas para ver se: 1) eles eram capazes de se desenvolver e 2) se as células humanas sobreviveriam nesse ambiente.
A história só virou notícia, é claro, porque algumas células humanas sobreviveram, o que já era bem improvável. Mas há quem questione se o experimento pode ser considerado bem sucedido – como, por exemplo, a revista do próprio MIT.
Em primeiro lugar, vamos aos números: 2 mil embriões criados, 41 porcas inseminadas. Só 186 embriões vingaram – e a maioria deles não tinha nenhum traço de células humanas. Em 67 deles, um pequeno número de células sobreviveu, mas prejudicou o desenvolvimento gestacional. 50 deles eram muito menores que o normal e cresciam muito mais devagar – talvez porque a gravidez dos porcos dure apenas 4 meses. Quando o estudo foi interrompido, depois de um mês de gestação, apenas 17 embriões cumpriam duas condições básicas: pareciam saudáveis e continham células humanas.
Mas aí vem a grande questão: qual era a diferença deste embrião para um feito exclusivamente de células de porco? Na prática, nenhuma. O maior feito do experimento foi demonstrar que as células sobreviveram em 0,82% dos casos, mas a conclusão do teste ainda afirma categoricamente que “não houve contribuição significativa” das células humanas para o embrião do porco.
O próximo passo é tentar modificar geneticamente o embrião para que ele seja mais hospitaleiro para nossas células-tronco. Mas o status atual mostra o quão longe estamos de, por exemplo, produzir órgãos humanos dentro de porcos para tentar diminuir filas de transplantes.
É claro que quimeras porco-humanas são especialmente desafiadoras, por seres duas espécies profundamente diferentes. Coincidentemente, um laboratório no Japão anunciou, nesta mesma semana, que conseguiu quimeras bem mais avançadas de camundongos e ratos.
Os japoneses programaram embriões de ratos geneticamente para que eles tivessem problemas na formação dos olhos, do coração e do pâncreas. Quando eles introduziram células de camundongo, porém, elas “preencheram” as lacunas genéticas. Assim, os embriões se desenvolveram saudáveis. Os cientistas foram ainda mais longe: pegaram o pâncreas saudável dessas quimeras e fizeram o transplante para camundongos “puros”, mas que tinham diabetes. Funcionou – os roedores sobreviveram por mais de um ano com o órgão retirado dos híbridos, produzindo insulina normalmente.
Os dois estudos juntos mostram o potencial que o estudo de quimeras pode um dia alcançar – mas esse desenvolvimento deve vir lentamente. No intervalo, temos tempo de sobra para discutir os dilemas éticos que surgem da criação dessas criaturas mistas.

Está liberada a mistura de espécies

O Instituto Americano de Saúde quer voltar a financiar pesquisas que injetam células humanas em embriões animais.
A ideia é criar bichos com órgãos semi-humanos para diminuir a fila de transplantes ou com cérebros parecidos com o nosso para testar remédios contra doenças como o Parkinson.
Ninguém sabe ainda o resultado dessas pesquisas. “O organismo resultante pode carregar uma modificação benéfica ou maléfica e, por exemplo, sofrer de intensa dor”, diz Eugenia Costanzi-Strauss, professora do Instituto de Ciências Biomédicas da USP.
Está liberada a mistura de espécies
(Ana Matsutaki)
Uma das grandes preocupações é que as células humanas acabem chegando ao sistema nervoso do hospedeiro, onde podem afetar o comportamento e ganhar características parecidas com as humanas.
Misturar células nossas com outros primatas segue sendo proibido. “Células primatas são muito parecidas entre si. Os resultados são menos precisos”, explica a professora Irene Yan, também do ICB.
Outro problema é fazer com que os seres sobrevivam: até hoje, nenhum embrião misturado chegou a nascer.
Fonte: National Institute of Health
http://super.abril.com.br/ciencia/os-hibridos-de-porcos-e-humanos-nao-sao-tao-promissores-ainda/

O imperador e as células-tronco

sex, 22/06/12

Um encontro internacional de pesquisa envolvendo células-tronco, em Yokohama, no Japão, marcou na semana passada os dez anos da Sociedade Internacional de Células-Tronco, da qual participo desde sua origem. Em retrospectiva, o primeiro encontro não tinha mais do que cem participantes, a maioria dos EUA, que se reuniam sempre na mesma sala. Dez anos depois, são mais de 4 mil afiliados do mundo todo, e os encontros acontecem em diversas salas de forma simultânea. Um grande salto para a grande promessa da medicina do século 21.
A celebração dos dez anos contou com a presença do imperador e da imperatriz japoneses, em uma cerimônia que transferia a presidência da sociedade, do neurocientista Fred Gage para o pesquisador japonês Shinya Yamanaka. Shinya ficou popular com seu trabalho sobre a geração de células-tronco pluripotentes induzidas (conhecidas como iPS cells, em inglês) através da reprogramação celular. A pesquisa permite, entre outras coisas, a criação de tipos celulares especializados de pacientes para triagem de drogas. Shinya é um forte candidato ao prêmio Nobel nos próximos anos. A presença do imperador mostra o sério investimento do Japão nessa área. Difícil imaginar algo semelhante acontecendo em outros países.
Participo desses encontros sempre que posso e tento colaborar com a sociedade porque acredito que as células-tronco precisam realmente de uma representação internacional. Das atitudes que me agradam, destaco a grande quantidade de informação disponível sobre o assunto na página da sociedade. Além disso, existe um site que procura instruir pacientes e familiares sobre como agir, o que perguntar e como avaliar possíveis tratamentos experimentais. A ideia é educar o público leigo para que se aumente a massa crítica a respeito de eventuais terapias não comprovadas cientificamente, visando reduzir o famigerado “turismo médico” que se criou em torno das células-tronco.
Dos trabalhos apresentados este ano, destaco a atuação do grupo de Hiromitsu Nakauchi, da Universidade de Tóquio, sobre a geração de rins transgênicos. O grupo apostou em porcos quiméricos para mostrar que é possível criar órgãos inteiros e funcionais a partir de células-tronco pluripotentes. Para isso, os pesquisadores transplantaram células-tronco de porcos normais em blastômeros (estágio embrionário), gerados a partir de um casal de porcos que carregam uma alteração genética que os impede de desenvolver os rins.
Os embriões quiméricos (carregando células de origens diferentes) foram então transferidos para o útero de uma porca com gravidez induzida. Os filhotes nasceram com rins funcionais e foram capazes de encher a bexiga e urinar normalmente. As células-tronco transplantadas foram as responsáveis pela criação dos rins nos animais geneticamente programados para nascer sem os rins. O grupo pretende agora repetir o ensaio usando células-tronco de pluripotência induzidas de macacos. Quando indagado sobre o uso de células-tronco pluripotentes induzidas a partir de humanos, o grupo respondeu que a proposta está sendo analisada pelo comitê de ética da universidade.
O benefício para a humanidade de se produzirem rins e outros órgãos humanos em porcos é enorme: acabaria com as filas de transplante e salvaria milhões de vidas. No entanto, a questão ética merece ser estudada. Acredito que animais quiméricos, isto é, carregando células-humanas em diversos tecidos do corpo, ainda causem estranheza para os leigos. Mas a verdade é que cientistas vêm fazendo esse tipo de experimento há décadas. Quando em 2005 mostrei que células-tronco embrionárias humanas poderiam integrar-se funcionalmente no cérebro de camundongos, depois de um transplante in-utero em camundongas grávidas, recebi uma série de e-mails repudiando esses experimentos.
No topo da lista de argumentos, estava a ideia de que neurônios humanos nos cérebros de roedores poderiam aumentar algumas funções cognitivas nesses animais, gerando algo semelhante à consciência humana, por exemplo. Baseando-me numa série de evidências sobre o desenvolvimento do sistema nervoso humano, diria que isso é praticamente impossível.
Mas a real preocupação do quimerismo no caso dos porcos é a eventual transmissão de gametas humanos pelos animais, gerando organismos deformados, meio homem, meio porco (como na foto abaixo). Existem formas de avançar o conhecimento científico sem infringir a ética ou a moral humana vigentes (sim, ética e moral variam dramaticamente com o tempo). Evitar que os animais cruzem é uma opção simples.







As possibilidades de uso de células-tronco são limitadas apenas pela criatividade humana. Os encontros internacionais com pesquisadores da área são locais de intensa discussão e reflexão dos benefícios e perigos dessa tecnologia que está ainda na infância. O futuro da medicina está, sem dúvidas, nas células-tronco.
Fonte:http://g1.globo.com/platb/espiral/2012/06/

Cruzamento entre humanos e animais gera revolta e levanta polêmica em fotos assustadoras



Pode até parecer loucura, mas a ideia da Agência de Saúde dos Estados Unidos, o Instituto Nacional de Saúde (INS), está realmente sendo avaliada. Por enquanto eles esperam financiamento do governo para que o estudo de misturar células humanas com os embriões de animais possa acontecer.
Aparentemente, o estudo tentará combinar seres humanos e animais de forma a criar uma nova "mistura". Mas a ideia ainda provoca muitas controvérsias e causa repulsa para os críticos, principalmente por conta da ética. Ativistas contra híbridos humano-animal acreditam que isso levará a uma completa destruição das espécies do mundo.
Mas, de acordo com o INS, o estudo poderia gerar grandes descobertas para acabar com doenças como o Alzheimer e o Parkinson. Além disso, também poderia ajudar no crescimento de órgãos necessários em transplantes humanos.
Em 2009, o INS teve orientações emitidas pela Pesquisa de Células-Tronco Humanas que proibiram o uso de células humanas na fusão de animais, assim como procriação de animais usando óvulos ou células-tronco. Isso foi elogiado por ativistas contra híbridos humano-animal.
Mas foi em 2015 que as coisas mudaram um pouco. A agência emitiu um comunicado sobre a pesquisa do uso de células humanas em cérebros animais. Entretanto, o INS parece ter mudado de ideia e agora quer se arriscar em um campo que foi negado anos atrás.
Para os críticos, essa é uma questão que pode acarretar sérios problemas éticos, ainda mais considerando o que a população hoje vê como aceitável. Eles acreditam que é totalmente antiético alterar o cérebro de um animal com células humanas, ainda mais pelo fato de os animais não conseguirem se comunicar com os humanos para saber sobre sua decisão.
O pesquisador, Stuart Newman, diz que se o estudo tiver o apoio do governo, irá expor os animais ao sofrimento, coisa que muito provavelmente os pesquisadores não saberão. E ainda diz que o estudo é uma área que o INS não deveria ter como investigar.
“Digamos que nós tenhamos porcos com células humanas e eles estão se perguntando porque estamos fazendo esses experimentos neles. E se tivéssemos corpos humanos com cérebros animais e então você diga 'Bem, eles não só realmente humanos, nós podemos fazer experimentos nele e retirar órgãos deles', esclarece Newman.
E continua: "Eu estou indo a cenários extremos, mas 15 ou 20 anos atrás apenas fazer estes embriões quiméricos seria considerado um cenário extremo. É apenas uma estrada que não deveríamos seguir. Nós não temos nenhuma lei que nos faira parar".
Ao que tudo indica, isso não fez com que os pesquisadores recuassem. A diretora associada de política científica do INS, Carrie Wolinetz fez uma declaração no site da agência que o motivo de irem em frente com uma pesquisa que foi negada no passado irá ajudar os pesquisadores da INS.
“Eu estou confiante que essas mudanças propostas irão possibilitar as pesquisas da comunidade da INS a desenvolver essa promissora área da ciência de uma forma responsável", disse ela.
E não é só isso. Carrie ainda relata que não é a primeira vez que células humanas são usadas em animais; isso já aconteceu várias vezes na indústria biomédica.
"Pesquisadores criaram e usaram modelos animais contendo células humanas por décadas para obter informações valiosas na biologia humana e no desenvolvimento de doenças. Por exemplo, as células cancerígenas humanas são rotineiramente cultivas em ratos para estudar os processos do câncer e avaliar potenciais estratégias de tratamento", é o que diz Carrie em declaração.
Mesmo assim, para os críticos a situação é completamente diferente. O processo do INS seria injetar células-tronco humanas em embriões animais em uma fase muito precoce, o que significaria que as células humanas poderiam teoricamente contribuir no desenvolvimento do animal. Assim, o animal se tornaria algo meio humano e meio animal. É por essa razão específica que os críticos são totalmente contra esse estudo.
De qualquer forma, nem todos parecem concordar com eles. Alguns, como o diretor da Universidade Columbia, mestre do programa de bioética, Robert Klitzman, inclusive já defenderam a pesquisa já que poderia ajudar a curar milhares de pessoas com doenças. Mas ele sente que deveria ter um comité forte e independente no estudo para prevenir quaisquer abusos dos pesquisadores.
“Se nós queremos fazer uma pesquisa sobre a esquizofrenia e o Alzheimer e depressão, nós não podemos prontamente pegar células cerebrais humanas com essas doenças, porque não podemos abrir cérebros humanos enquanto as pessoas estão vivas.
Ao que adiciona: "Nós precisamos ser cautelosos com as células cerebrais humanas. O que não queremos é um camundongo ou um chimpanzé que de repente tem qualidades humanas, porque moralmente isso cria um grande número de problemas", diz ele.
E você? O que acha disso? Seria uma boa ideia?
Fotos: Organic And Healthy, Reprodução/Facebook
Fonte:http://bestofweb.com.br/categorias/curiosidades/cruzamento-entre-humanos-e-animais-gera-revolta-e-levanta-polemica-em-fotos-assustadoras
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