terça-feira, 29 de novembro de 2016

"QUEM SERIA O MEU ESPIRITO PROTETOR?"


"QUEM SERIA O MEU ESPIRITO PROTETOR?"


Comumente no meio espírita, nos deparamos com pessoas tecendo os mais diversos comentários à respeito de seus Espíritos protetores. Tais companheiros, (principalmente em palestras públicas e livros) se reportam à presença dos Guias em momentos de intimidade, de dificuldades, de alegria. Relatam também as opiniões e/ou interferências dos Espíritos protetores em escolhas e decisões tomadas pelo tutelado. Importante ressaltar, que os referidos companheiros, alegam ver, ouvir, e interagir com seus protetores, chegando até mesmo a saber o nome do mesmo! 
Entretanto, a grande maioria dos encarnados “fica só na vontade”. Pois é fato que vontade e curiosidade de se ter um contato mais efetivo, saber identidade e nome do Espírito Protetor, é sonho e/ou desejo, que habita a mente e o coração da grande maioria das pessoas! 
Portanto, objetivando serenar os nossos corações, e para que não “morramos de inveja“ daqueles companheiros que relatam suas experiências com seus Guias Espirituais. Para que saibamos discernir, o que “procede” e o que “não procede” das experiências fantásticas, relatadas. Para que saibamos diferenciar um Espírito “Protetor“, de um Espírito “familiar“, ou de um Espírito “simpático“, é que escrevo o presente artigo. A fonte que saciará nossa sede, e nos confortará será O Livro dos Espíritos, que em seu Capítulo IX, Item VI, desenvolve o assunto sob o título de “Anjos da Guarda, Espíritos Protetores e Familiares ou Simpáticos”. 
Inicialmente, busquemos saber “quem” são os Espíritos Protetores ou Anjos de Guarda e qual a sua missão. À esse respeito, nos dizem os Espíritos da Codificação, que os Guias Espirituais, são Espíritos de “ordem elevada“, que se ligam a um indivíduo em particular, como um irmão espiritual. Quanto a missão do Espírito protetor, é a missão de um pai para com o filho, ou seja, conduzi-lo pelo bom caminho, ajudá-lo com os seus conselhos, consolá-lo nas suas aflições, sustentar sua coragem nas provas da vida. (LE, 491)  
Importante ressaltar, que o Espírito protetor é ligado ao indivíduo desde o seu nascimento até a morte, pois frequentemente a ligação prossegue no plano espiritual, e mesmo através de várias experiências reencarnatórias. Isto porque, segundo a Espiritualidade Superior, as vivências no mundo material não são nada mais do que fases bem curtas da vida do Espírito. 
Diante de tais afirmativas, ficamos cientes, que todo Espírito Protetor, é obrigatoriamente um Espírito de moralidade e intelectualidade elevada, haja vista a complexidade e grandiosidade de sua missão, que é de conduzir um Espírito imperfeito à perfeição. Conquanto, é profundo conhecedor da alma do seu protegido, sendo sabedor de seus conflitos, vícios morais, medos, limitações, qualidades, conquistas, e potencialidades evolutivas, por acompanhá-lo desde existências pretéritas. 
Importante ressaltar, que embora algumas pessoas considerem impossível que Espíritos de alta evolução fiquem restritos a uma tarefa tão penosa e contínua, asseguram os Mestres Espirituais, que mesmo estando a anos luz de distância, para os Espíritos Superiores não existe espaço, e mesmo vivendo em mundos evoluídos, permanecem ligados aos seus protegidos, pois gozam de dons por nós não concebidos. À esse respeito, Kardec de forma pedagógica esclarece, que os Espíritos dispõem do “fluido universal” (tema objeto de estudo em O Livro dos Espíritos) que permeia e liga todos os mundos, sendo portanto veículo da transmissão do pensamento, como o ar é para nós o veículo da transmissão do som. 
Portanto, no que concerne à comunicação com nosso Espírito protetor, esta comunicação se faz através dos “pressentimentos” que comumente sentimos. São os pressentimentos, o conselho íntimo e oculto de um Espírito que nos deseja o bem. O Espírito protetor procura advertir seu tutelado no intuito de fazê-lo viver da melhor forma possível, entretanto, muito frequentemente, fechamos os ouvidos e as portas do coração para as boas advertências, e nos tornamos infelizes por nossa culpa. 
No que tange à presença constante do Espírito Protetor com o seu protegido, dizem os Espíritos da Codificação que há circunstâncias em que a presença não se faz necessária. Entretanto, enquanto estivermos necessitando reencarnar no planeta Terra, (planeta de provas e expiações) não temos condições de guiar-nos por nós mesmos, precisando portanto da orientação e proteção efetiva do Guia Espiritual.
Quanto ao contato entre tutelado e Espírito protetor, como falamos no início do artigo, a “grande maioria das pessoas” não têm experiências ostensivas, que possam lembrar e relatar. Pelo que foi dito anteriormente pelos Mestres Espirituais, já entendemos, que em razão do elevado grau evolutivo do Anjo Guardião, ele não tem como ser visto e/ou ouvido objetivamente pelos encarnados no planeta Terra. 
Em seguida, Kardec lança o seguinte questionamento aos Espíritos da Codificação: - Por que a ação dos Espíritos em nossa vida é oculta, e por que, quando eles nos protegem, não o fazem de maneira ostensiva? A resposta dada foi a seguinte: “- Se contásseis com o seu apoio não agiríeis por vós mesmos e o vosso Espírito não progrediria. Para que ele possa adiantar-se necessita de experiência, e em geral é preciso que adquira à sua custa; é necessário que exercite as suas forças, sem o que não seria como uma criança a quem não deixam andar sozinha. A ação dos Espíritos que vos querem bem é sempre de maneira a vos deixar o livre-arbítrio, porque se não tivésseis responsabilidade não vos adiantaríeis na senda que vos deve conduzir a Deus. Não vendo quem o ampara, o homem se entrega às suas próprias forças; não obstante, o seu guia vela por ele e de quando em quando o adverte do perigo.” (grifei) (LE., Cap. XIX, Livro II, p. 501) 
Diante das palavras acima expostas, fica evidente que os Guias Espirituais não interferem objetivamente na vida de seus tutelados. É fato, que temos como condição “sine qua non” para a evolução espiritual, a liberdade de fazer escolhas, e responder por estas, advindo daí, o aprendizado e consequente evolução do Espírito. O livre-arbítrio do tutelado jamais será desrespeitado pelos Protetores Espirituais! O que efetivamente nos dará força e coragem para avançarmos nos caminhos evolutivos, é a certeza de que se tem um amigo, um irmão, a velar por nós, solidário na dor e na alegria. 
Vamos agora tratar de outro aspecto provocador de grande curiosidade, que é a questão de se saber o “nome” do Guia Espiritual. À esse respeito, é Kardec quem indaga aos Mestres Espirituais na questão 504 de O Livro dos Espíritos, se podemos sempre saber o nome do nosso Espírito protetor ou Anjo da Guarda. Observemos a resposta dada pelos Espíritos: “- Como quereis saber nomes que não existem para vós? Acreditais, então, que só existem os Espíritos que conheceis?” (grifei) Logo em seguida, na questão complementar 504-a, o Codificador questiona, que se não o conhecemos, como vamos invocá-lo? E mais uma vez, com toda a presteza respondem os Espíritos Superiores, que podemos dar o nome que quisermos, sugerindo inclusive, que escolhamos o de um Espírito superior que tenhamos simpatia e respeito. Asseveram os Mestres que o nosso protetor atenderá prontamente ao nosso apelo, pois todos os Espíritos elevados são irmãos e se assistem mutuamente. 
Não se dando por satisfeito no que tange à questão do nome dos Espíritos protetores, persiste Kardec na questão 505 indagando, se os Espíritos protetores que tomam nomes comuns seriam sempre os de pessoas que tiveram esses nomes. Os Mentores respondem categoricamente que não, acrescentando, que muito comumente, Espíritos simpáticos aos nossos Guias Espirituais, ou, por determinação destes, podem vir a nos atender. 
Para que melhor compreendamos como se dá a substituição, usam os Espíritos da seguinte analogia: quando nós encarnados, não podemos por alguma razão realizar pessoalmente alguma atividade, ou missão, enviamos alguém de nossa confiança para que nos represente agindo em nosso nome. Portanto, a questão do nome é o de menos, pois o que importa é a certeza da existência desse Guia Espiritual que segundo os Espíritos da Codificação, conheceremos a sua identidade e o reconheceremos quando estivermos na vida espírita, pois frequentemente, já o conhecemos de outras encarnações. 
Quanto à possibilidade de um pai, ou uma mãe, virem a se tornar o Espírito protetor do filho ou filha sobrevivente, nos dizem os Mestres Espirituais, que para que um Espírito se torne “protetor” de alguém, deverá ter um certo grau de elevação, além de um poder e uma virtude a mais, concedidos por Deus. Portanto, quando o Espírito de pais ou mães, protegem filhos ou filhas, estarão certamente sendo assistidos por um Espírito mais elevado, pois seu poder é mais ou menos restrito à posição evolutiva em que se encontram, não lhes sendo permitido sempre, inteira liberdade de ação. (LE., Cap. XIX, Livro II, p. 507/508) 
Outra questão a ser aventada, trata da possibilidade de termos vários Espíritos protetores. À esse respeito, nos dizem os Mestres espirituais que “cada homem tem sempre Espíritos “simpáticos”, mais ou menos elevados, que lhe dedicam afeição e se interessam por ele, como há também, os que lhe assistem no mal.” Acrescentam, que esses Espíritos “simpáticos”, “às vezes podem ter uma missão temporária, mas em geral são apenas solicitados pela similitude de pensamentos e de sentimentos, no bem como no mal”, posto que, “o homem encontra sempre Espíritos que simpatizam com ele, qualquer que seja o seu caráter.” (grifei) (LE., Cap. XIX, Livro II, p. 512/513 e 513-a) 
Objetivando uma melhor compreensão do que foi exposto, vou me apropriar do fechamento feito por Kardec, quando assim resumiu as explicações dadas pelos Mestres Espirituais sobre a natureza dos Espíritos que se ligam ao homem:
- O Espírito protetor, anjo da guarda ou bom gênio, é aquele que tem por missão seguir o homem na vida e o ajudar a progredir. É sempre de uma natureza superior à do protegido.
- Os Espíritos familiares se ligam a certas pessoas por meio de laços mais ou menos duráveis, com o fim de ajudá-las na medida de seu poder, frequentemente bastante limitado. São bons, mas às vezes pouco adiantados e mesmo levianos; ocupam-se voluntariamente de pormenores da vida íntima e só agem por ordem ou com permissão dos Espíritos protetores.
- Os Espíritos simpáticos são os que atraímos a nós por afeições particulares e uma certa semelhança de gostos e de sentimentos, tanto no bem como no mal. A duração de sua relações é quase sempre subordinada às circunstâncias. 
Para finalizar, estejamos cientes e confiantes de que “todos nós” seres humanos encarnados e desencarnados, enquanto estivermos em uma condição de elevação espiritual sofrível, vinculados aos mais diversos vícios morais, reencarnando em planetas de provas, expiação, regeneração, teremos por necessidade de amparo e orientação, um Espírito protetor de alta elevação - por isso não visível. A esse amoroso Guia Espiritual, poderemos atribuir o nome que quisermos, pois ele nos atenderá sempre, independentemente de “nomes“ - pois ele não tem nome de Espíritos conhecidos na Terra. Estejamos atentos aos nossos “pressentimentos“, pois nosso Anjo Guardião, se comunica conosco através de intuições e pressentimentos. Nosso Guia Espiritual é o amigo que mais nos conhece, por nos acompanhar em numerosas jornadas reencarnatórias, estando sempre presente nos momentos mais solitários, infelizes, dolorosos, como nos momentos mais felizes de nossa vida! E por fim, tenhamos a certeza, que será ele a nos recepcionar quando do nosso retorno ao mundo espiritual, quando para nossa alegria, o reconheceremos e o identificaremos! Haverá algo mais consolador?

Maria das Graças Cabral.  

Fonte:http://vinhas-de-luz.blogspot.com.br/2016/11/quem-seria-o-meu-espirito-protetor.html

       489. Há Espíritos que se ligam a um indivíduo em particular para o proteger?                                                         
       — Sim, o irmão espiritual; é o que chamais o bom Espírito ou o bom gênio.
       490. Que se deve entender por anjo da guarda?
      — O Espírito protetor de uma ordem elevada.
      491. Qual a missão do Espírito protetor?
      — A de um pai para com os filhos: conduzir o seu protegido pelo bom caminho, ajudá-lo com os seus conselhos, consolá-lo nas suas aflições sustentar sua coragem nas provas da vida.
      492. O Espírito protetor é ligado ao indivíduo desde o seu nascimento?
      — Desde o nascimento até a morte, e freqüentemente o segue depois da morte, na vida espírita, e mesmo através de numerosas experiências corpóreas porque essas existências não são mais do que fases bem curtas da vida do Espírito.
      493. A missão do Espírito protetor é voluntária ou obrigatória?
      — O Espírito é obrigado a velar por vós porque aceitou essa tarefa mas pode escolher os seres que lhe são simpáticos. Para uns, isso é um prazer; para outros, uma missão ou um dever.
      493 – a) Ligando-se a um pessoa, o Espírito renuncia a proteger outros
indivíduos?
      — Não, mas o faz de maneira mais geral.
     494. O Espírito protetor está fatalmente ligado ao ser que foi confiado à sua guarda?
     Acontece freqüentemente que certos Espíritos deixam sua posição pura cumprir diversas missões, mas nesse caso são substituídos.
     495. O Espírito protetor abandona, às vezes, o protegido, quando este se mostra rebelde às suas advertências?
     — Afasta-se quando vê que os seus conselhos são inúteis e que é mais forte a vontade do protegido em submeter-se à influência dos Espíritos inferiores, mas não o abandona completamente e sempre se faz ouvir. É o homem quem lhe fecha os ouvidos. Ele volta, logo que chamado.
     Há uma doutrina que deveria converter os mais incrédulos, por seu encanto e por sua doçura: a dos anjos da guarda. Pensar que tendes sempre ao vosso lado seres que vos são superiores, que estão sempre ali para vos aconselhar, vos sustentar, vos ajudar a escalar a montanha escarpada do bem, que são amigos mais firmes e mais devotados que as mais íntimas ligações que se possam contrair na Terra, não é essa uma idéia bastante consoladora? Esses seres ali estão por ordem de seu Deus, que os colocou ao vosso lado; ali estão por seu amor, e cumprem junto a vos todos uma bela mas penosa missão. Sim, onde quer que estiverdes, vosso anjo estará convosco: nos cárceres, nos hospitais, nos antros do vício, na solidão, nada vos separa desse amigo que não podeis ver, mas do qual vossa alma recebe os mais doces impulsos e ouve os mais sábios conselhos.
     Ah!, por que não conheceis melhor esta verdade? Quantas vezes ela vos ajudaria nos momentos de crise; quantas vezes ela vos salvaria dos maus Espíritos! Mas no dia decisivo este anjo de bondade terá muitas vezes de vos dizer: “Não te avisei disso? E não afizeste! Não te mostrei o abismo? E nele te precipitaste! Não fiz soar na tua consciência a voz da verdade, e não seguiste os conselhos da mentira?”. Ah!, interpelai vossos anjos da guarda, estabelecei entre vós e eles essa terna intimidade que reina entre os melhores amigos! Não penseis em lhes ocultar nada, pois eles são os olhos de Deus e não os podeis enganar! Considerai o futuro; procurai avançar nesta vida, e vossas provas serão mais curtas, vossas existências mais felizes. Vamos, homens, coragem! Afastai para longe de vós, de uma vez por todas, preconceitos e segundas intenções! Entrai na nova via que se abre diante de vós, marchai,marchai! Tendes guias, segui-os; a meta não vos pode faltar porque essa meta é o próprio Deus.
      Aos que pensassem que é impossível a Espíritos verdadeiramente elevados se restringirem a uma tarefa tão laboriosa e de todos os instantes, diremos que influenciamos as vossas almas, embora estando a milhões de léguas de distância: para nós o espaço não existe, e mesmo vivendo em outro mundo os nossos Espíritos, conservam sua ligação convosco. Gozamos de faculdades que não podeis compreender, mas estais certos de que Deus não vos impôs uma tarefa acima de vossas forças, nem vos abandonou sozinhos sobre a Terra, sem amigos e sem amparo.
    Cada anjo da guarda tem o seu protegido e vela por ele como um pai vela pelo filho.  Sente-se feliz quando o vê no bom caminho; chora quando os seus conselhos são desprezados.
     Não temais fatigar-nos com as vossas perguntas; permanecei, pelo contrário, sempre em contato conosco: sereis então mais forte e mais felizes. São essas comunicações de cada homem com seu Espírito familiar que fazem médiuns a todos os homens, médiuns hoje ignorados, mas que mais tarde se manifestarão, derramando-se como um oceano sem bordas para fazer refluir a incredulidade e a ignorância. Homens instruídos, instruí; homens de talento, educai vossos irmãos. Não sabeis que a obra assim realizais: é a do Cristo, a que Deus vos impõe. Por que Deus vos concedeu a inteligência e a ciência, senão para as repartirdes com vossos irmãos, para os adiantar na senda da ventura e da eterna bem aventurança?
                                                                        
São Luis, Santo Agostinho.

 Comentário de Kardec: A doutrina dos anjos da guarda, velando pelos protegidos apesar da distância que separa os mundos, nada tem que deva surpreender, pelo contrário, é grande e sublime. Não vemos sobre a Terra um pai velar pelo filho, ainda que esteja distante, e ajuda-lo com seus conselhos através da correspondência?  Que haveria de admirar em que os Espíritos possam guiar, de um mundo ao outro, os que tomaram sob sua proteção, pois se, para eles, a distância que separa os mundos é menor que a que divide os continentes da Terra? Não dispõem eles do fluido universal que liga a todos os mundos e os torna solidários, veículo imenso da transmissão do pensamento, como o ar é para nós o veículo da transmissão do som?
       496. O Espírito que abandona o seu protegido, não mais lhe fazendo o bem, pode fazer-lhe mal?
     — Os bons Espíritos jamais fazem o mal; deixam que o façam os que lhes tomam o lugar, e então acusais a sorte pelas desgraças que vos oprimem, enquanto a falta é vossa.                   
     497. O Espírito protetor pode deixar o seu protegido à mercê de um Espírito que o quisesse mal?
     — Existe a união dos maus Espíritos para neutralizar a ação dos bons, mas, se o protegido quiser, dará toda força ao seu bom Espírito. Esse talvez encontre, em algum lugar, uma boa vontade a ser ajudada, e a aproveita, esperando o momento de voltar junto ao seu protegido.
     498. Quando o Espírito protetor deixa o seu protegido se extraviar na vida, é por impotência para enfrentar os Espíritos maléficos?
     — Não é por impotência, mas porque ele não o quer: seu protegido sai das provas mais perfeito e instruído, e ele o assiste com os seus conselhos, pelos bons pensamentos que lhe sugere, mas que infelizmente nem sempre são ouvidos. Não é senão a fraqueza, o desleixo ou o orgulho do homem que dão força aos maus Espíritos. Seu poder sobre vós só provém do fato de não lhes opordes resistência.
     499.0 Espírito está constantemente com o protegido? Não existe alguma circunstância em que, sem o abandonar, o perca de vista?
     — Há circunstâncias em que a presença do Espírito protelar não é necessária, junto ao protegido.
     500. Chega um momento em que o Espírito não tem mais necessidade do anjo da guarda?
     — Sim, quando se torna capaz de guiar-se por si mesmo, como chega um momento em que o estudante não mais precisa de mestre. Mas isso não acontece na Terra.
     501. Por que a ação dos Espíritos em nossa vida é oculta, e por que, quando eles nos protegem, não o fazem de maneira ostensiva?
     — Se contásseis com o seu apoio, não agiríeis por vós mesmos e o vosso Espírito não progrediria. Para que ele possa adiantar-se, necessita de experiência e em. geral é preciso que adquira à sua custa; é necessário que exercite as suas forças, sem o que seria como uma criança a quem não deixam andar sozinha. A ação dos Espíritos que vos querem bem é sempre de maneira a vos deixar o livre-arbítrio, porque se não tivésseis responsabilidade não vos adiantaríeis na senda que vos deve conduzir a Deus. Não vendo quem o ampara, o homem se entrega às suas próprias forças; não obstante, o seu guia vela por ele e de quando em quando o adverte do perigo.
     502. O Espírito protetor que consegue conduzir o seu protegido pelo bom caminho experimenta com isso algum bem para si mesmo?
     — É um mérito que lhe será levado em conta, seja para o seu próprioadiantamento, seja para sua felicidade. Ele se sente feliz quando vê os seuscuidados coroados de sucesso; é para ele um. triunfo, como um preceptor triunfa com os sucessos do seu discípulo.
      502 – a) É ele responsável, quando não o consegue?
      — Não, pois fez o que dele dependia.
      503. O Espírito protetor que vê o seu protegido seguir um mau caminho, apesar dos seus avisos, não sofre com isso e não vê, assim, perturbada a sua felicidade?
      — Sofre com os seus erros e os lamenta mas essa aflição nada tem dasangústias da paternidade terrena, porque ele sabe que há remédio para o mal, e que o que hoje não se fez, amanhã se fará.
      504. Podemos sempre saber o nome do nosso Espírito protetor ou anjo da guarda?
      — Como quereis saber nomes que não existem para vós? Acreditais, então, que só existem os Espíritos que conheceis?
      504 – a) Como então o invocar, se não o conhecemos?
      — Dai-lhe o nome que quiserdes, o de um Espírito superior pelo qual tendes simpatia e veneração; vosso protetor atenderá a esse apelo, porque todos os bons Espíritos são irmãos e se assistem mutuamente.
      505. Os Espíritos protetores que tomam nomes comuns são sempre os de pessoas que tiveram esses nomes?
      — Não, mas Espíritos que lhes são simpáticos e que, muitas vezes, vêm por sua ordem. Necessitais de um nome: então, eles tomam um que vos inspire confiança. Quando não podeis cumprir pessoalmente uma missão, enviais  alguém de vossa confiança que age em vosso nome.
      506. Quando estivermos na vida espírita reconheceremos nosso Espírito protetor?
      — Sim, pois freqüentemente o conhecestes antes da vossa encarnação.
       507. Os Espíritos protetores pertencem todos à classe dos Espíritos superiores? Podem ser encontrados entre os da classe média? Um pai, por exemplo, pode tornar-se Espírito protetor de seu filho?
       — Pode, mas a proteção supõe um certo grau de elevação, e um poder e uma virtude a mais, concedidos por Deus. O pai que protege o filho pode ser assistido por um Espírito mais elevado.
        508. Os Espíritos que deixaram a Terra em boas condições podem sempre  proteger os que os amaram e lhes sobreviveram?
     — Seu poder é mais ou menos restrito; a posição em que se encontram não lhes permite inteira liberdade de ação.
     509. Os homens no estado selvagem ou de inferioridade moral têm igualmente seus Espíritos protetores, e nesse caso esses Espíritos são de uma ordem tão elevada como os dos homens adiantados?
     — Cada homem tem um Espírito que vela por ele, mas as missões são relativas ao seu objeto. Não dareis a uma criança que aprende a ler um professor de filosofia. O progresso do Espírito familiar segue o do Espírito protegido. Tendo um Espírito superior que vela por vós, podeis também vos tornardes o protetor de um Espírito que vos seja inferior, e o progresso que o ajudardes afazer contribuirá para o vosso adiantamento. Deus não pede ao Espírito mais do que aquilo que a sua natureza e o grau a que tenha atingido possam comportar.
     510. Quando o pai que vela pelo filho se reencarna, continua ainda a velar por ele?
     — Isso é mais difícil, mas ele pede, num momento de desprendimento, que um Espírito simpático o assista nessa missão. Aliás, os Espíritos não aceitam senão as missões que podem cumprir até o fim.
     O Espírito encarnado, sobretudo nos mundos onde a existência é material, é demasiado sujeito ao corpo para poder devotar-se inteiramente a outro, ou seja, assisti-lo pessoalmente. Eis porque os não suficientemente elevados estão sob a assistência de Espíritos que lhes são superiores, de tal maneira que, se um faltar, por um motivo qualquer, será substituído por outro.
     511. Além do Espírito protetor, um mau Espírito é ligado a cada indivíduo com o fim de impulsioná-lo ao mal e de lhe propiciar uma ocasião de lutar entre o bem e o mal?
     — Ligação não é bem o termo. É bem verdade que os maus Espíritos procuram desviar o homem do bom caminho quando encontra ocasião, mas quando um deles se liga a um indivíduo o faz por si mesmo, porque espera ser escutado; então haverá luta entre o bom e o mau e vencerá aquele a cujo domínio o homem se entregar.
      512. Podemos ter muitos Espíritos protetores?
     — Cada homem tem sempre Espíritos simpáticos, mais ou menos elevados, que lhe dedicam afeição e se interessam por ele, como há, também, os que o assistem no mal. 
        513. Agem os Espíritos simpáticos em virtude de uma missão?
       —Às vezes podem ter uma missão temporária mas em geral são apenassolicitados pela similitude de pensamentos e de sentimentos, no bem como no  mal.
       513 – a) Parece resultar daí que os Espíritos simpáticos podem ser bons ou maus?
       — Sim, o homem encontra sempre Espíritos que simpatizam com ele qualquer que seja o seu caráter.
       514. Os Espíritos familiares são a mesma coisa que os Espíritos Simpáticos ou os Espíritos protetores?
       — Há muitas gradações na proteção e na simpatia. Dai-lhes os nomes que quiserdes. O Espírito familiar é antes de tudo o amigo da casa.
Comentário de Kardec: Das explicações acima e das observações feitas sobre a natureza dos Espíritos que se ligam ao homem podemos deduzir o seguinte:
       O Espírito protetor, anjo da guarda ou bom gênio, é aquele que tem por missão seguir o homem na vida e o ajudar a progredir. É sempre de uma natureza superior à do protegido.
       Os Espíritos familiares se ligam a certas pessoas por meio de laços mais ou menos duráveis, com o fim de ajudá-las na medida de seu poder, freqüentemente bastante limitado. São bons, mas às vezes pouco adiantados e mesmo levianos, ocupam-se voluntariamente de pormenores da vida íntima e só agem por ordem ou com permissão dos Espíritos protetores.
       Os Espíritos simpáticos são os que atraímos a nós por afeições particulares e uma certa semelhança de gostos e de sentimentos, tanto no bem como no mal. A duração de suas relações é quase sempre subordinada às circunstâncias.
      O mau gênio é um Espírito imperfeito ou perverso que se liga ao homem com o fim de o desviar do bem, mas age pelo seu próprio impulso e não em virtude de uma missão. Sua tenacidade está na razão do acesso mais fácil ou mais difícil que encontre. O homem é sempre livre de ouvir a sua voz ou de a repelir.
      515. Que se deve pensar dessas pessoas que parecem ligar-se a certos indivíduos para levá-los fatalmente à perdição ou para guiá-los no bom caminho?
      — Algumas pessoas exercem um efeito sobre outras, uma espécie de fascinação que parece irresistível. Quando isso acontece para o mal são maus Espíritos, de que se servem outros maus Espíritos, para melhor subjugarem as suas vítimas. Deus pode permiti-lo para vos experimentar.
      516. Nosso bom e nosso mau gênios poderiam encarnar-se para nos acompanharem na vida de maneira mais direta?
     — Isso acontece algumas vezes, mas freqüentemente, também, eles   encarregam dessa missão outros espíritos encarnados que lhes são simpáticos.
     517. Há Espíritos que se ligam a toda uma família para protegê-la?
     Alguns Espíritos se ligam aos membros de uma mesma família, que vivem juntos e são unidos por afeição, mas não acrediteis em Espíritos protetores do orgulho das raças.
     518. Sendo os Espíritos atraídos aos indivíduos por simpatia, serão igualmente a reuniões de indivíduos, por motivos particulares?
     — Os Espíritos vão de preferência aonde estão os seus semelhantes, pois nesses lugares podem estar à vontade e mais seguros de ser ouvidos. O homem atrai os Espíritos em razão de suas tendências, quer esteja só ou constitua um todo coletivo, como uma sociedade, uma cidade ou um povo. Há, pois, sociedades, cidades e povos que são assistidos por Espíritos mais ou menos elevados, segundo o seu caráter e as paixões que os dominam. Os Espíritos imperfeitos se afastam dos que os repelem e disso resulta que o aperfeiçoamento moral de um todo coletivo, como o dos indivíduos, tende a afastar os maus Espíritos e a atrair os bons, que despertam e mantêm o sentimento do bem nas massas, da mesma maneira por que outros podem insuflar-lhes as más paixões.
      519. As aglomerações de indivíduos, como as sociedades, as cidades, as nações têm o seus Espíritos protetores especiais?
     — Sim, porque essas reuniões são de individualidades coletivas que marcham para um objetivo comum e têm necessidade de uma direção superior.
      520. Os Espíritos protetores das massas são de natureza mais elevada que a dos que se ligam aos indivíduos?
      — Tudo é relativo ao grau de adiantamento das massas como dos indivíduos.
      521. Alguns Espíritos podem ajudar o progresso das Artes, protegendo os que delas se ocupam?
      — Há Espíritos especiais e que assistem aos que os invocam, quando os julgam dignos; mas que quereis que eles façam com os que crêem ser o que não são? Eles não podem fazer ver os cegos nem ouvir os surdos.
  Comentário de Kardec: Os antigos haviam feito desses Espíritos divindades especiais. As Musas eram a personificação alegórica dos Espíritos protetores das Ciências e das Artes, como designavam pelos nomes de lares e penates os Espíritos protetores da família. Entre os modernos, as artes, as diferentes indústrias, as cidades, os países têm também seus patronos ou protetores, que são os Espíritos superiores, mas sob outros nomes.
      Cada homem tendo os seus Espíritos simpáticos, disso resulta que em todas ascoletividades a generalidade dos Espíritos simpáticos está em relação com a generalidade dos indivíduos; que os Espíritos estranhos são para elas atraídos pela identidade de gostos e de pensamentos; em uma palavra, que essas aglomerações, tão bem como os indivíduos, são mais ou menos bem envolvidas, assistidas e influenciadas segundo a natureza dos pensamentos da multidão.
      Entre os povos, as causas de atração dos Espíritos são os costumes, os hábitos, o caráter dominante, as leis, sobretudo, porque o caráter da nação se reflete nas suas leis. Os homens que fazem reinar a justiça entre eles combatem a influência dos maus Espíritos. Por toda parte onde a lei consagra as coisas injustas, contrárias à Humanidade, os bons Espíritos estão em minoria e a massa dos maus, que para ali afluem, entretém a nação nas suas idéias e paralisam as boas influências parciais, que ficam perdidas na multidão, como espigas isoladas em meio de espinheiros. Estudando-se os costumes dos povos, ou de qualquer reunião de homens, é fácil, portanto, fazer idéia da população oculta que se imiscui nos seus pensamentos e nas suas ações(1).

(1) Neste comentário às respostas dos Espíritos, Kardec nos oferece duas indicações importantes: a primeira, referente à interpretação espírita da mitologia, que modifica tudo quanto os estudos puramente humanos do assunto firmaram a respeito, até hoje, pois mostra que os deuses mitológicos realmente existiam, como Espíritos; a segunda, referente à Sociologia, que à luz do Espiritismo reveste-se também de novo aspectoexigindo o estudo da interação das coletividades espirituais e humanas para a boa compreensão dos processos sociais. (N. do T.)
Fonte:https://livrodosespiritos.wordpress.com/mundo-dos-espiritos/cap-9-intervencao-dos-espiritos-no-mundo-corporeo/vi-anjos-da-guarda-espiritos-protetores-familiares-ou-simpaticos/
ANJO DA GUARDA, 
ESPÍRITO PROTETOR
1 - OS ESPÍRITOS SE AFEIÇOAM DE PREFERÊNCIA A CERTAS PESSOAS?
RESP.: Os bons Espíritos simpatizam com os homens de bem ou suscetíveis de progredir; os Espíritos inferiores, com os homens viciosos ou que podem viciar-se; daí o seu apego, resultante da semelhança de sensações.
2 - A AFEIÇÃO DOS ESPÍRITOS POR CERTAS PESSOAS É EXCLUSIVAMENTE MORAL?
RESP.: A afeição verdadeira nada tem de carnal; mas quando um Espírito se apega a uma pessoa, nem sempre o faz por afeição, podendo existir no caso uma lembrança de paixões humanas.
3 - OS ESPÍRITOS SE INTERESSAM PELOS NOSSOS INFORTÚNIOS E PELA NOSSA PROSPERIDADE? OS QUE NOS QUEREM BEM SE AFLIGEM PELOS MALES QUE EXPERIMENTAMOS NA VIDA?
RESP.: Os bons Espíritos fazem todo o bem que podem e se sentem felizes com as vossas alegrias. Eles se afligem com os vossos males, quando não os suportais com resignação, porque então esses males não vos dão resultados, pois procedeis como o doente que rejeita o remédio amargo destinado a curá-lo.
4 - QUAL É A ESPÉCIE DE MAL QUE MAIS FAZ OS ESPÍRITOS SE AFLIGIREM POR NÓS, O MAL FÍSICO OU O MORAL?
RESP.: Vosso egoísmo e vossa dureza de coração: daí é que tudo deriva. Eles riem de todos esses males imaginários que nascem do orgulho e da ambição, e se rejubilam com os que têm por fim abreviar o vosso tempo de prova.
5 - HÁ ESPÍRITOS QUE SE LIGAM A UM INDIVÍDUO, EM PARTICULAR, PARA O PROTEGER?
RESP.: Sim, o irmão espiritual; é o que chamais o bom Espírito ou o bom gênio.
6 - QUE SE DEVE ENTENDER POR ANJO DA GUARDA?
RESP.: O Espírito protetor de uma ordem elevada.
7 - QUAL A MISSÃO DO ESPÍRITO PROTETOR?
RESP.: A de um pai para com os filhos: conduzir o seu protegido pelo bom caminho, ajudá-lo com os seus conselhos, consolá-lo nas suas aflições, sustentar sua coragem nas provas da vida.
8 - O ESPÍRITO PROTETOR É LIGADO AO INDIVÍDUO DESDE O SEU NASCIMENTO?
RESP.: Desde o nascimento até à morte, e frequentemente o segue depois da morte, na vida espírita, e mesmo através de numerosas existências corpóreas, porque essas existências não são mais do que fases bem curtas da vida do Espírito.
9 - A MISSÃO DO ESPÍRITO PROTETOR É VOLUNTÁRIA OU OBRIGATÓRIA?
RESP.: O Espírito é obrigado a velar por vós porque aceitou essa tarefa, mas pode escolher os seres que lhes são simpáticos. Para uns, isso é um prazer; para outros, uma missão ou um dever.
10 - LIGANDO-SE A UMA PESSOA, O ESPÍRITO RENUNCIA A PROTEGER OUTROS INDIVÍDUOS?
RESP.: Não; mas o faz de maneira mais geral.
11 - O ESPÍRITO PROTETOR ABANDONA ÀS VEZES O PROTEGIDO, QUANDO ESTE SE MOSTRA REBELDE ÀS SUAS ADVERTÊNCIAS?
RESP.:Afasta-se, quando vê que os seus conselhos são inúteis e que é mais forte a vontade do protegido em submeter-se à influência dos Espíritos inferiores, mas não o abandona completamente e sempre se faz ouvir. É o homem que lhe fecha os ouvidos. Ele volta, logo que chamado.
12 - O ESPÍRITO QUE ABANDONA O SEU PROTEGIDO, NÃO MAIS LHE FAZENDO O BEM, PODE FAZER-LHE MAL?
RESP.: Os bons Espíritos jamais fazem o mal; deixam que o façam os que lhes tomam o lugar, e então acusais a sorte pelas desgraças que vos oprimem, enquanto a falta é vossa.
13 - O ESPÍRITO PROTETOR PODE DEIXAR O SEU PROTEGIDO À MERCÊ DE UM ESPÍRITO QUE LHE QUISESSE MAL?
RESP.: Existe a união dos maus Espíritos para neutralizar a ação dos bons, mas, se o protegido quisesse, daria toda força ao seu bom Espírito. Este talvez encontre, em algum lugar, uma boa vontade a ser ajudada, e a aproveita, esperando o momento de voltar junto ao seu protegido.
14 - QUANDO O ESPÍRITO PROTETOR DEIXA O SEU PROTEGIDO SE EXTRAVIAR NA VIDA, É POR IMPOTÊNCIA PARA ENFRENTAR OS ESPÍRITOS MALÉFICOS?
RESP.: Não é por impotência, mas porque ele não o quer; seu protegido sai das provas mais perfeito e instruído, e ele o assiste com os seus conselhos, pelos bons pensamentos que lhe sugere, mas que infelizmente nem sempre são ouvidos. Não é senão a fraqueza, o desleixo ou o orgulho do homem que dão força aos maus Espíritos. Seu poder sobre vós só provém do fato de não lhes opordes resistência.
15 - O ESPÍRITO PROTETOR ESTÁ CONSTANTEMENTE COM O PROTEGIDO? NÃO EXISTE ALGUMA CIRCUNSTÂNCIA EM QUE, SEM O ABANDONAR, O PERCA DE VISTA?
RESP.: Há circunstâncias em que a presença do Espírito protetor não é necessária junto ao protegido.
16 - CHEGA UM MOMENTO EM QUE O ESPÍRITO NÃO TEM MAIS NECESSIDADE DO ANJO DA GUARDA?
RESP.: Sim, quando se torna capaz de guiar-se por si mesmo, como chega um momento em que o estudante não mais precisa de mestre. Mas isso não acontece na Terra.
17 - POR QUE A AÇÃO DOS ESPÍRITOS EM NOSSA VIDA É OCULTA, E POR QUE, QUANDO ELES NOS PROTEGEM, NÃO O FAZEM DE MANEIRA OSTENSIVA?
RESP. Se contásseis com o seu apoio, não agiríeis por vós mesmos e o vosso Espírito não progrediria. Para que o homem possa adiantar-se, necessita da experiência, e em geral é preciso que a adquira à sua custa; é necessário que exercite as suas forças, sem o que seria como uma criança a quem não deixam andar sozinha. A ação dos Espíritos que vos querem bem é sempre regulada de maneira a vos deixar o livre-arbítrio, porque se não tivésseis responsabilidade não vos adiantaríeis na senda que vos deve conduzir a Deus. Não vendo quem o ampare, o homem se entrega às suas próprias forças; não obstante, o seu guia vela por ele e de quando em quando o adverte do perigo.
18 - O ESPÍRITO PROTETOR QUE CONSEGUE CONDUZIR O SEU PROTEGIDO PELO BOM CAMINHO EXPERIMENTA, COM ISSO, ALGUM BEM PARA SI MESMO?
RESP.: É um mérito que lhe é levado em conta, seja para o seu próprio andamento, seja para sua felicidade. Ele se sente feliz quando vê os seus cuidados coroados de sucesso; é para ele um triunfo, como um preceptor triunfa com os sucessos do seu discípulo.
19 - É ELE RESPONSÁVEL, QUANDO NÃO O CONSEGUE?
RESP.: Não, pois fez o que dele dependia.
20 - O ESPÍRITO PROTETOR QUE VÊ O SEU PROTEGIDO SEGUIR UM MAU CAMINHO, APESAR DOS SEUS AVISOS, NÃO SOFRE COM ISSO E NÃO VÊ ASSIM PERTURBADA A SUA FELICIDADE?
RESP.: Sofre com os seus erros, e os lamenta, mas essa aflição nada tem das angústias da paternidade terrena, porque ele sabe que há remédio para o mal e que o que hoje não se fez, amanhã se fará.
21 - PODEMOS SEMPRE SABER O NOME DO NOSSO ESPÍRITO PROTETOR OU ANJO DA GUARDA?
RESP.: Como quereis saber nomes que não existem para vós? Acreditais, então, que só existem os Espíritos que conheceis?
22 - COMO ENTÃO O INVOCAR, SE NÃO O CONHECEMOS?
RESP.: Dai-lhe o nome que quiserdes, o de um Espírito superior pelo qual tendes simpatia e veneração; vosso Espírito protetor atenderá a este apelo, porque todos os bons Espíritos são irmãos e se assistem mutuamente.
23 - OS ESPÍRITOS PROTETORES QUE TOMAM NOMES COMUNS SÃO SEMPRE OS DE PESSOAS QUE TIVERAM ESSES NOMES?
RESP.: Não, mas de Espíritos que lhes são simpáticos, e muitas vezes vêm por ordem destes. Necessitais de um nome; então, eles tomam um que vos inspire confiança. Quando não podeis cumprir pessoalmente uma missão, enviais alguém de vossa confiança, que age em vosso nome.
24 - QUANDO ESTIVERMOS NA VIDA ESPÍRITA RECONHECEREMOS NOSSO ESPÍRITO PROTETOR?
RESP.: Sim, pois frequentemente o conhecestes antes da vossa encarnação.
25 - OS ESPÍRITOS PROTETORES PERTENCEM TODOS À CLASSE DOS ESPÍRITOS SUPERIORES? PODEM SER ENCONTRADOS ENTRE OS DE CLASSE MÉDIA? UM PAI, POR EXEMPLO, PODE TORNAR-SE ESPÍRITO PROTETOR DE SEU FILHO?
RESP.: Pode, mas proteção supõe um certo grau de elevação, e um poder e uma virtude a mais, concedidos por Deus. O pai que protege o filho pode ser assistido por um Espírito mais elevado.
26 - OS ESPÍRITOS QUE DEIXARAM A TERRA EM BOAS CONDIÇÕES PODEM SEMPRE PROTEGER OS QUE AMARAM E LHE SOBREVIVERAM?
RESP.: Seu poder é mais ou menos restrito; a posição em que se encontram nem sempre lhes permite inteira liberdade de ação.
27 - OS HOMENS NO ESTADO SELVAGEM OU DE INFERIORIDADE MORAL TÊM IGUALMENTE SEUS ESPÍRITOS PROTETORES, E NESSE CASO ESSES ESPÍRITOS SÃO DE UMA ORDEM TÃO ELEVADA COMO OS DOS HOMENS ADIANTADOS?
RESP.: Cada homem tem um Espírito que vela por ele, mas as missões são relativas ao seu objeto. Não dareis a uma criança que aprende a ler um professor de Filosofia. O progresso do Espírito familiar segue o do Espírito protegido. Tendo um Espírito superior que vela por vós, podeis também vos tornar o protetor de um Espírito que vos seja inferior, e o progresso que o ajudardes a fazer contribuirá para o vosso adiantamento. Deus não pede ao Espírito mais do que aquilo que comporte a sua natureza e o grau que tenha atingido.
28 - QUANDO O PAI QUE VELA PELO FILHO SE REENCARNA, CONTINUA AINDA A VELAR POR ELE?
RESP.: Isso é mais difícil, mas ele pede, num momento de desprendimento, que um Espírito simpático o assista nessa missão. Aliás, os Espíritos só aceitam missões que podem cumprir até o fim. O Espírito encarnado, sobretudo nos mundos de existência material, está demasiado sujeito ao corpo para poder devotar-se inteiramente a outro, ou seja, assistí-lo pessoalmente. Eis por que os não suficientemente elevados estão sob a assistência de Espíritos que lhes são superiores, de tal maneira que, se um faltar, por um motivo qualquer, será substituído por outro.
29 - ALÉM DO ESPÍRITO PROTETOR, UM MAU ESPÍRITO É LIGADO A CADA INDIVÍDUO, COM O FIM DE IMPULSIONÁ-LO AO MAL E DE LHE PROPICIAR UMA OCASIÃO DE LUTAR ENTRE O BEM E O MAL?
RESP.: Ligado, não é bem o termo. É bem verdade que os maus Espíritos procuram desviar o homem do bom caminho, quando encontram ocasião, mas quando um deles se liga a um indivíduo o faz por si mesmo, porque espera ser escutado; então, haverá luta entre o bom e o mau vencerá aquele a cujo domínio o homem se entregar.
30 - PODEM TER MUITOS ESPÍRITOS PROTETORES?
RESP.: Cada homem tem sempre Espíritos simpáticos, mais ou menos elevados, que lhe dedicam afeição e se interessam por ele,como há também os que o assistem no mal.
31 - AGEM OS ESPÍRITOS SIMPÁTICOS EM VIRTUDE DE UMA MISSÃO?
RESP.: Às vezes podem ter uma missão temporária, mas em geral são apenas solicitados pela similitude de pensamentos e de sentimentos, no bem como no mal.
32 - PARECE RESULTAR DAÍ QUE OS ESPÍRITOS SIMPÁTICOS PODEM SER BONS OU MAUS?
RESP.: Sim, o homem encontra sempre Espíritos que simpatizam com ele, qualquer que seja o seu caráter.
33 - OS ESPÍRITOS FAMILIARES SÃO A MESMA COISA QUE OS ESPÍRITOS SIMPÁTICOS OU OS ESPÍRITOS PROTETORES?
RESP.: Há muitas gradações na proteção e na simpatia. Dai-lhes os nomes que quiserdes. O Espírito familiar é antes de tudo o amigo da casa.
34 - QUE SE DEVE PENSAR DESSAS PESSOAS QUE PARECEM LIGAR-SE A CERTOS INDIVÍDUOS PARA LEVÁ-LOS FATALMENTE À PERDIÇÃO, OU PARA GUIÁ-LOS NO BOM CAMINHO?
RESP.: Algumas pessoas exercem um efeito sobre outras, uma espécie de fascinação que parece irresistível. Quando isso acontece para o mal, são maus Espíritos, de que se servem outros maus Espíritos para melhor subjugarem a suas vítimas. Deus pode permití-lo para vos experimentar.
35 - NOSSO BOM E NOSSO MAU GÊNIO PODERIAM ENCARNAR-SE, PARA NOS ACOMPANHAREM NA VIDA DE MANEIRA MAIS DIRETA?
RESP.: Isso acontece algumas vezes, mas frequentemente, também, eles encarregam dessa missão outros Espíritos encarnados, que lhes são simpáticos.
36 - HÁ ESPÍRITOS QUE SE LIGAM A TODA UMA FAMÍLIA PARA PROTEGÊ-LA?
RESP.: Alguns Espíritos se ligam aos membros de uma mesma família, que vivem juntos e são unidos por afeição, mas não acrediteis em espíritos protetores do orgulho das raças.
37 - SENDO OS ESPÍRITOS ATRAÍDOS AOS INDIVÍDUOS POR SIMPATIA, SERÃO IGUALMENTE PARA REUNIÕES DE INDIVÍDUOS, POR MOTIVOS PARTICULARES?
RESP.: Os Espíritos vão de preferência aonde estão os seus semelhantes, pois nesses lugares podem estar à vontade e mais seguros de ser ouvidos. O homem atrai os Espíritos em razão de suas tendências, quer esteja só, quer constitua um todo coletivo, como uma sociedade, uma cidade ou um povo. Há, pois, sociedades, cidades e povos que são assistidos por Espíritos mais ou menos elevados, segundo o seu caráter e as paixões que os dominam. Os Espíritos imperfeitos se afastam dos que os repelem, e disso resulta que o aperfeiçoamento moral de um todo coletivo, como o dos indivíduos, tende a afastar os maus Espíritos e a atrair os bons, que despertam e mantêm o sentimento do bem nas massas, da mesma maneira por que outros podem insuflar-lhes as más paixões.
38 - AS AGLOMERAÇÕES DE INDIVÍDUOS, COMO AS SOCIEDADES, AS CIDADES, AS NAÇÕES, TÊM OS SEUS ESPÍRITOS PROTETORES ESPECIAIS?
RESP.: Sim, porque essas reuniões são de individualidade coletivas que marcham para um objetivo comum e têm necessidade de uma direção superior?
39 - OS ESPÍRITOS PROTETORES DAS MASSAS SÃO DE NATUREZA MAIS ELEVADA QUE A DOS QUE SE LIGAM AOS INDIVÍDUOS?
RESP.: Tudo é relativo ao grau de adiantamento, das massas como dos indivíduos.
40 - ALGUNS ESPÍRITOS PODEM AJUDAR O PROGRESSO DAS ARTES, PROTEGENDO OS QUE DELAS SE OCUPAM?
RESP.: Há Espíritos protetores especiais e que assistem aos que os invocam, quando os julgam dignos; mas que quereis que eles façam com o que crêem ser o que não são? Eles não podem fazer os cegos verem nem os surdos ouvirem.
41 - OS GUIAS ESPIRITUAIS TÊM UMA PARTE ATIVA NA TAREFA DE NOSSA ILUMINAÇÃO PESSOAL?
RESP.: Essa colaboração apenas se verifica como no caso dos irmãos mais velhos, ou dos amigos mais idosos nas experiências do mundo. Os mentores do Além poderão apontar-vos os resultados dos seus próprios esforços na Terra, ou, então, aclarar os ensinos que o homem já recebeu através da misericórdia do Cristo e da benevolência dos seus enviados, mas em hipótese alguma poderão afastar a alma encarnada do trabalho que lhe compete, na curta permanência das lições do mundo.
Que dizer de um professor que decifrasse os problemas comuns para os alunos? Além disso, os amigos espiituais não se encontram em estado beatífico. Suas atividades e deveres são maiores que os vossos. Seus problemas novos são inúmeros e cada espírito deve buscar em si mesmo a luz necessária à visão acertada do caminho.
Trabalhai sempre. Essa é a lei para vós outros e para nós que já nos afastamos do âmbito limitado do círculo carnal. Esforcemo-nos constantemente. A palavra do guia é agradável e amiga, mas o trabalho de iluminação pertece a cada um. Na solução dos nossos problemas, nunca esperemos pelos outros, porque, de pensamento voltado para a fonte de sabedoria e misericórdia, que é Deus, não nos faltará, em tempo algum, a divina inspiração de sua bondade infinita.
42 - EXISTEM SERES ANGELICAIS?
RESP.: Em termos. A Doutrina Espírita admite, assim como o Islamismo, o Cristianismo e o Judaísmo, que os anjos atuam como prepostos de Deus, intermediários entre o Céu e a Terra. Todavia, não foram criados à parte, com privilégios de que não desfrutam os homens.
43 - QUE TIPO DE PRIVILÉGIOS?
RESP.: Não teriam passado pelas atribulações humanas. Teriam nascido com a plenitude do conhecimento e das potencialidades que fariam deles seres especiais. Semelhante idéia constitui flagrante injustiça. Por que ele e não nós? Não somos todos filhos de Deus? Não é o Senhor a equidade perfeita, sem preferências, sem eleitos, como se espera de um Pai Celeste?
44 - E o que nos diz o Espiritismo sobre os anjos?

RESP.: São irmãos nossos, Espíritos como nós, em estágios superiores de evolução. Ao longo dos milénios sem fim desenvolveram suas poten-cialidades, superaram suas imperfeições, har­monizaram-se com o Universo, aprenderam a vivenciar as leis divinas.

45 - Se são Espíritos como nós, mas à nossa frente na jornada evolutiva, podemos dizer que são mais velhos, mais experientes?

RESP.: Exatamente. Provavelmente já estavam bem longe nos caminhos que levam à perfeição, antes que existíssemos.

46 - E o anjo da guarda?

RESP.: Mais perto de nós, na jornada evolutiva, geralmente é um familiar nosso, alguém ligado ao nosso coração, desde existências anteriores, que se propõe a nos guiar, ajudando-nos a superar dificuldades e limitações.

47 - Todos têm seu anjo da guarda? E aqueles que se comprometem no vício e no crime?

RESP.: Ninguém vive ao desamparo. Mesmo os piores criminosos têm alguém que lamenta seus desvios e busca reconduzi-los aos roteiros do Bem. O problema é que seus tutelados comprometem-se de tal forma em caminhos escusos que perdem a sintonia com eles.

48 - Nos momentos de dificuldade podemos apelar para nosso anjo da guarda?

RESP.: Sem dúvida. Se concentrarmos nosso pensamento em oração, pedindo que nos ajude, estabeleceremos a sintonia necessária, habilitando-nos a receber sua orientação pelos condutos do pensamento. Ficaríamos espantados se tivéssemos noção de quantas vezes protetores espirituais se aproximam de nós, nos momentos difíceis, buscando inspirar-nos a fazer o melhor.

49 - Entidades angelicais, que atingiram altos estágios de evolução, também encarnam na Terra?

RESP.: Sim, e o fazem com frequência, em gloriosas missões em favor das coletividades terrestres ou, simplesmente, para ajudar entes queridos. No livro Renúncia, psicografia de Francisco Cândido Xavier, temos a história de Alcione, um anjo que transitou, quase no anonimato, pelas lides humanas, mas beneficiando todos aqueles que gravitaram em torno de sua figura sublime. É um romance maravailhoso e inesquecível.

Fonte:http://www.acasadoespiritismo.com.br/perguntasresp/anjo%20da%20guarda%20espirito%20protetor.htm

O espírito protetor

Morel Felipe Wilkon


Você dá a devida importância ao seu espírito protetor? O espírito protetor nos acompanha desde o nosso nascimento. Tem a atribuição de zelar por nós. A questão 491 do Livro dos Espíritos diz que a sua missão em relação ao seu protegido é a missão de um pai em relação ao seu filho, é a missão de guiar o seu protegido no caminho do Bem, de auxiliá-lo com os seus conselhos, de consolá-lo nas suas aflições, de levantar-lhe o ânimo nas provas da vida.

anjo guardião

O espírito protetor nos acompanha desde o nosso nascimento

Só temos acesso a ele através da sintonia, pelo pensamento. Qualquer contato ou troca de influências entre espíritos, encarnados e desencarnados, se dá por meio do pensamento. Pelo pensamento nos elevamos ou nos rebaixamos, pelo pensamento aspiramos às coisas grandes da vida ou nos refocilamos na lama.
O pensamento é determinante. Tudo começa pelo pensamento. O pensamento constrói o que nós somos. Somos o que pensamos. Não são poucas as pessoas que acreditam nisso, que percebem a realidade do poder creador do pensamento. Mas poucas sabem controlar o pensamento. Não chegamos ao estágio de ter controle absoluto sobre os pensamentos. Nossas tentativas ainda são primárias. Mas devemos tentar, todos os dias de nossas vidas.
Um dos modos de obter um maior controle sobre o pensamento é através do contato mais íntimo com o espírito protetor. Sabemos que o espírito protetor não está permanentemente à nossa disposição, que ele tem outras atribuições, outros serviços. Mas isso não impede que mantenhamos o pensamento vinculado a ele, buscando inspiração, manutenção do bom ânimo e reforço para os nossos pensamentos. Nossos pensamentos, invariavelmente, são acrescidos de outros pensamentos semelhantes. A maior parte das obsessões ocorre assim. Emitimos um pensamento menos nobre, continuamente, e esse pensamento é reforçado, potencializado por pensamentos de teor semelhante de espíritos encarnados ou desencarnados.
“E todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou terras, por amor de meu nome, receberá cem vezes tanto, e herdará a vida eterna.” Mateus 19:29
Esse ensino de Jesus, como muitos outros, aplica-se perfeitamente ao pensamento. Quem coloca o amor em primeiro lugar, quem segue o caminho indicado pelo Cristo, deixando em segundo plano as coisas materiais e os apegos terrenos, recebe cem vez tanto, recebe centuplicadamente, recebe cem vezes mais. Isso não teria sentido se ele estivesse se referindo às coisas materiais. Seria loucura dizer que se deve deixar casa, mulher, filhos, terras, para receber cem vezes mais disso mesmo. Se é para deixar, por que receber de volta, cem vezes mais? É evidente que se trata da força do pensamento, da conjunção de pensamentos somados na mesma frequência, do somatório de pensamentos semelhantes que se agregam potencializando o pensamento de origem.
Um pensamento bom, forte, limpo, positivo, mantido continuamente, por um esforço de vontade, atrai outros pensamentos semelhantes, formando uma corrente poderosa. Infelizmente, o contrário também acontece. 

Fonte:http://www.espiritoimortal.com.br/o-espirito-protetor/

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