terça-feira, 15 de novembro de 2016

MA ANANDA MOYI : O QUE VIVE A TERRA, NESSE MOMENTO

MA ANANDA MOYI  : O QUE VIVE A TERRA, NESSE MOMENTO


A Terra vive a liberação do sofrimento, não, unicamente, o seu, não, unicamente, aquele dos irmãos e das irmãs humanos, mas o conjunto desses sofrimentos. Ela se agita, ela exulta de alegria, ela sobe em frequência vibratória. Ela desperta, ela se purifica por si mesma, pelos elementos, assim como vocês podem observar na superfície desse planeta. Inúmeras de minhas irmãs exprimiram-se sobre isso, concernente aos Cavaleiros e às forças Elementares. O que vive a Terra, neste momento, é, exatamente, a mesma coisa que vocês vivem, uns e os outros, com mais ou menos atritos, mais ou menos resistências, mais ou menos incompreensão, mais ou menos alegria. O nascimento de uma criança é, sempre, uma passagem, por vezes, difícil e, no entanto, é uma grande felicidade para uma mãe ter um filho. Mas há uma dificuldade, porque há passagem de um estado a outro, sem solução de continuidade.
Então, é claro, inconscientemente, muitas irmãs e irmãos ainda presentes na superfície dessa Terra estão na negação total. Eles não entraram, ainda, na raiva ou na negociação, tal como havia sido apresentado, ao nível coletivo, por Sri Aurobindo. E, entretanto, é exatamente o que se desenrola, até o momento em que o sinal comum à humanidade será visível no céu, mas, também, em seu coração. Então, naquele momento, as coisas mudarão profundamente. Haverá, naquele momento, um espaço resolutório para o sofrimento da Terra, na totalidade, mesmo se ela passe pelo que foi nomeado de a dissolução, o desaparecimento das ilusões e de todo elemento efêmero a que se agarrar e abster-se. Não haverá mais qualquer certeza na pessoa. Igualmente, será o mesmo ao nível do manto da Terra, do manto do céu, do conjunto de atividades dos Elementos. Mas lembrem-se do que dizia o Comandante: “O que a lagarta chama a morte, a borboleta chama o nascimento”. E, aí também, tudo depende, é claro, de seu posicionamento de consciência, mas, também, em certa medida, do posicionamento de sua própria pessoa em sua vida.
Assim, portanto, o que vive a Terra, nesse momento, é sua reunificação à sua dimensão de Eternidade, como vocês. Isso passa, como vocês veem, por mecanismos, por vezes, violentos que, vocês também, talvez, tenham vivido ou vivam, ainda. Mas não se atrasem nisso. Mesmo se vocês não vejam o futuro da Terra ou seu próprio futuro, permaneçam na alegria do coração, qualquer que seja o sofrimento da Terra, da sua ou dos diferentes reinos.
Vão além do sofrimento, aí também, porque por trás desse sofrimento ligado a rupturas múltiplas há a joia que será posta a nu, o diamante que vocês são. Mesmo se, de momento, vocês não o aceitem, não o vejam, não o vivam, é uma certeza inevitável e inexorável para muito curto prazo. Então, aí também, isso lhes demanda muita humildade, muita simplicidade, partilhar e adotar o Caminho da Infância que, quaisquer que sejam as circunstâncias de sua vida, de seu próprio mundo, dessa própria Terra, peregrina para aproximar-se, sempre, cada vez mais, de seu coração, do coração do Amor. Cada vez mais, as circunstâncias de suas vidas, as circunstâncias de sua consciência, como as circunstâncias desse mundo não lhes deixarão outra escolha que não a de voltarem-se para si mesmos, porque é aí que vocês serão mais úteis, para si mesmos, é claro, mas, também, para a Terra.
Lembrem-se de que há bem mais do que uma mudança ou, mesmo, bem mais do que uma passagem de um estado a outro, há uma transubstanciação, há uma metamorfose específica, na qual nada mais do que era anterior poderá subsistir. E isso concerne, igualmente, às suas propriedades, isso concerne, igualmente, às suas relações, todos os laços que vocês ainda têm nesse mundo, que estão se afrouxando e dissolvendo-se, até o momento em que ninguém poderá negar que nada mais há a que se agarrar, exceto o Amor.
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Tradução: Célia G
Fonte:http://portalarcoiris.ning.com/profiles/blogs/ma-ananda-moyi-o-que-vive-a-terra-nesse-momento-1