terça-feira, 13 de setembro de 2016

O FUTURO DO SEXO E A TECNOLOGIA - A DIVERSIDADE E A FLUIDEZ NAS RELAÇÕES AFETIVAS

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O FUTURO DO SEXO E A TECNOLOGIA - A DIVERSIDADE E A FLUIDEZ NAS RELAÇÕES AFETIVAS
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casamento tradicional
tem companhia.
o futuro abre passagem para outras formas de amar, e o desejo manda avisar que não conhece modelos.

Idealizado como ato supremo da união amorosa, por séculos o matrimônio foi uma forma de famílias selarem acordos econômicos e políticos. Via de regra, cabia à filha mulher ser fiel ao homem que seu pai escolhesse. Casar por amor é uma novidade do século 19. O caminhar da civilização tratou de chutar as porteiras que cerceavam o amor. Legalizou-se o divórcio, criaram-se mecanismos de proteção à mulher ante a violência doméstica, reconheceu-se a paternidade socioafetiva, a união estável e a possibilidade de homossexuais casarem-se com os mesmos direitos de que dispõem os heterossexuais.

O futuro dos relacionamentos deverá ter arranjos cada vez mais diversos. O casamento tradicional é para muitos, mas não para todos. Em 2012, os matrimônios no país duravam, em média, dois anos a menos que em 2007, dados do IBGE. Uma pesquisa do escritório de advocacia britânico Irwin Mitchell do ano passado indicou que um em cada quatro casais no Reino Unido só está junto por conta dos filhos, e 40% dos casais com filhos não estão felizes com o relacionamento. Em contrapartida, três em cada quatro casais estão juntos porque querem, e 60% estão satisfeitos em suas relações.

Juíza em uma Vara da Família fluminense por 15 anos, Andréa Pachá assistiu a parte das mudanças que o casamento e as relações familiares sofreram desde os anos 1990, e registrou diversas situações que vivenciou em dois livros, A Vida não É Justa e Segredo de Justiça. Muitos relatos são reveladores de uma dificuldade comum nos matrimônios: a frustração ao descobrir que dividir a vida com o outro não era bem o que se imaginava. O que era amor vira disputa.

– Alguns valores que faziam parte do cardápio do amor romântico começam a ser colocados em xeque pela patrimonialização das relações. Muitas pessoas têm medo de namorar sem fazer um contrato formalizando o envolvimento patrimonial – afirma a juíza.

regras velhas, tabuleiro novo

– O grande conflito do ser humano, hoje, é entre desejo de simbiose, de ficar grudado com o outro, e o desejo de liberdade, que parece começar a predominar – afirma a escritora e psicanalista Regina Navarro Lins.

Defensora de relações abertas, Regina acredita que idealização do parceiro e excesso de regras tornam as relações opressoras. Historicamente permitida – e até estimulada – de forma velada aos homens, a poligamia cada vez mais aparece no consultório em um contexto de acordo mútuo entre as partes.

– O que observo de quatro anos para cá é que o maior desafio que vários casais encontram é uma das partes propor abertura da relação e a outra parte arrancar os cabelos – afirma a psicanalista.

Regina cita como sinal dessa liberalização a série Amores Livres, em exibição no canal por assinatura GNT, em que o diretor João Jardim espia a intimidade de relações que fogem à tradição monogâmica.

– Pode ser que, em 2050, meus bisnetos digam “tadinha da minha bisavó, tinha só um marido para tudo!”. É possível que as pessoas venham a ter vários parceiros. Um para viajar, um para programas culturais, outro mais para o sexo, e as pessoas olhem para a gente com piedade – especula Regina.

sexualidade binária
em xeque

Nas décadas de 1940 e 1950, o zoólogo e sexólogo americano Alfred Kinsey incendiou o meio acadêmico ao demonstrar que a sexualidade humana não era binária, mas fluida. Kinsey, um defensor de que cada indivíduo era único em seu desejo, entrevistou mais de 10 mil pessoas e aferiu que os hábitos sexuais de homens e mulheres compunham um gradiente entre a heterossexualidade e a homossexualidade. Nascia a Escala Kinsey. Em um estudo com 1,6 mil britânicos divulgado no mês passado, 23% dos entrevistados não se enquadraram no extremo hétero da escala. Entre os participantes com 18 a 24 anos, o índice foi de 49%.

 

Se esse é um fenômeno biológico ou comportamental, o que parece claro é que a sexualidade humana se revela mais vasta e complexa quando respira à luz do respeito e da liberdade. Até a década de 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS) ainda definia a homossexualidade como patologia. Os passos significativos dados nas últimas duas décadas, culminando no reconhecimento do casamento civil gay, sopram novos ventos.

No Brasil que celebrou 3,7 mil uniões civis homossexuais só em 2013, quase 50% da população se opõe ao casamento de pessoas do mesmo sexo. Mas o tema tem penetrado na cultura de massa, na teledramaturgia, no noticiário. Casais homossexuais constituem família, seja pelos mecanismos que lhes permitem gestar filhos próprios ou como pais adotivos, inclusive dando a crianças órfãs ou abandonadas a chance de crescer em um lar.

– Se os pais serão melhores ou piores ao desempenharem suas funções é algo totalmente independente do seu gênero e mesmo de quantos ocupam esses lugares. O que faz diferença, sim, é a presença ou não de amor em uma família – afirma a psicanalista Maria Cristina Poli, professora da UFRJ que também exerce atividade clínica no Rio de Janeiro.

Apesar de reconhecerem que o aceite social a outras configurações familiares, e mesmo à homossexualidade, ainda engatinha, os especialistas ouvidos por Rumo garantem que se trata de um caminho sem volta.

– Pega uma rosa que desabrocha e fala “volta para o botão”. Não volta, não tem jeito – afirma a juíza Andréa Pachá.
Vídeo: jovens casais comentam
previsões de Regina Navarro Lins
http://m.zerohora.com.br/especiais-zh/rumo/amor/images/info.jpg
aprenderemos a ser diversos

– Espero que, no futuro, quando as pessoas digam que respeitam a diversidade humana, incluam todo mundo: travestis, transexuais, lésbicas – afirma o psicólogo da UFRGS e do Hospital de Clínicas Angelo Brandelli Costa, consultor da ONU nas áreas LGBT e saúde. – Hoje, temos de enfiar o amor na equação para que as pessoas entendam – diz Costa, referindo-se ao fato de o casamento homossexual ser autorizado sob o polimento moral do termo “homoafetivo”.

A geração que protagonizou as revoluções sexuais e de costumes a partir da década de 1960 o fez na esteira da II Guerra Mundial. Da barbárie, emergiu a consciência sobre a dignidade humana e a necessidade de se respeitar a subjetividade e a individualidade. Também no campo afetivo e sexual, essa caminhada de respeito e tolerância continua, dando passos a cada geração. Segundo pesquisa do centro de tendências JWT Intelligence, divulgada em maio, 82% dos jovens da geração Z (nativos do mundo digital) com 12 a 19 anos dizem não se importar com a orientação sexual, e 88% acreditam que as pessoas exploram sua sexualidade mais do que no passado.

– Vamos ter cada vez mais a necessidade de um olhar atento para o outro. Estamos fazendo muitos avanços. Fala-se no respeito à maneira que as pessoas se vestem, há cada vez mais campanhas para que se respeitem as diferenças raciais, de gênero, sociais, como questões de subjetividade. Isso se refletirá no futuro – acredita o professor de Filosofia da Unisinos Clóvis Vitor Gedrat.

Somos 7 bilhões de humanos na Terra; em 2050, seremos 10 bilhões. Bilhões de pessoas em atividade sexual, com possibilidade de acessar infinitos referenciais. O elogio à liberdade da geração de 1960 rende novos frutos
à medida que se desestigmatiza a sexualidade – o que ocorre não somente pela garantia de direitos de mulheres, homossexuais e pessoas transgênero, mas também pela maior representação dessas minorias no meio social.




deixaremos de fazer sexo?


No filme Sr. Ninguém (2009), do belga Jaco Van Dormael, o personagem que dá título à trama é o último mortal em um mundo em que, sem uma função biológica e com fontes alternativas de prazer, o sexo se tornou obsoleto. Em Ela(2014), de Spike Jonze, um homem se apaixona por um software de inteligência artificial (IA). No mundo real, não será fácil para a tecnologia substituir os mecanismos profundos que nos conduzem ao sexo.

– A necessidade do outro é a necessidade de preservar o seu componente genético. As relações têm como finalidade biológica a preservação da espécie e do componente genético. Não só pela reprodução, mas pela proteção. Os amigos e a família de hoje são o equivalente às tribos de antigamente – afirma a geneticista Andrea Kauffmann-Zeh, ex-editora da prestigiosa revista Nature e sócia da empresa de comunicação científica Publicase.

Contrários ao que um senso comum pessimista poderia supor, 85% dos entrevistados pelo instituto americano PewResearchCenter para a pesquisa “O Futuro das Relações Sociais” responderam que, ao olhar para o passado em 2020, verão na internet uma força positiva em sua vida social. A antropóloga e bióloga americana Helen Fisher já expôs diversas vezes, no ciclo de painéis TED, a forma como o sexo ativa áreas pré-emocionais do cérebro: o prazer está ligado a estruturas nervosas do tempo dos dinossauros. Quando sai do Tinder – ou de outro aplicativo de “paquera” – para a vida real, a coisa é carnal. A tecnologia é a ferramenta, as relações ainda são humanas.

O enxadrista britânico e autor de mais de 40 livros sobre xadrez e inteligência artificial David Levy aposta que, em 2050, sexo com robôs será corriqueiro na vida das pessoas. Em algumas décadas, em uma sociedade de consumo extremamente avançada, buscaríamos por intermédio da robótica o parceiro ideal. Outra possibilidade: usar a genômica para encontrar nossa alma gêmea “compatível” ao nível genético. E terminaríamos discutindo, mais uma vez, aspectos éticos e morais do sexo.

 
 “ser humano adapta
comportamento às tecnologias.”

entrevista ::
Daniel Galera, escritor

No conto Na Avenida, publicado em junho na revista Superinteressante, Daniel Galera previu um futuro em que “o controle de natalidade, o aborto, a eutanásia e o suicídio foram naturalizados na sociedade global, resultando em encolhimento demográfico em nível planetário e o entendimento da vida como um estado opcional”. Em entrevista por e-mail,
o paulista radicado em Porto Alegre fala sobre como a ficção imaginou o futuro das relações sociais, e de que forma percebe o impacto da vida online sobre o comportamento humano.


RUMO_ a literatura sempre foi um campo fértil para imaginar o futuro. Que previsões ligadas aos relacionamentos mais te impactaram?
Daniel Galera_  A literatura de ficção científica é sem dúvida um campo fértil para encontrar alegorias, metáforas e exercícios de pensamento a respeito do futuro das relações humanas. Nas distopias, em geral o amor e a revolta se confundem. Nas utopias, os relacionamentos humanos não raro figuram como o elemento desestabilizador da ordem social. Há obras que imaginam, por exemplo, mundos dominados por mulheres, ou em que o gênero masculino foi extinto, ou em que a sociedade patriarcal se tornou mais exacerbada que hoje. Acima de tudo, as relações entre seres humanos e inteligências artificiais são um dos grandes temas da ficção cientifica.

R_ o presente das relações humanas se assemelha a algum futuro imaginado pela ficção?
DG_ A ficção científica comete com frequência um erro que se vê muito na ideologia disseminada por gurus tecnológicos, que é a presunção de que a inteligência artificial produzirá em breve máquinas capazes de sentir emoções e emular a afetividade humana. Sou muito cético quanto a isso. O que eu vejo é o contrário: são os seres humanos que cada vez mais modificam seu comportamento para adaptarem-se à lógica dos computadores. O que me parece claro é que as relações afetivas estão em transição por causa das novas tecnologias. O amor romântico e a família tradicional dão lugar a uma afetividade mais fluida e hedonista. Pessoalmente, posso dizer que eu gostaria de ter sido jovem na era do Tinder. Mas tudo bem, eu tive o ICQ e fiz o que pude.


R_ o conto Na Avenida se aventura na contramão do que se espera: um mundo cada vez mais populoso.
DG_ Tive a ideia porque acredito que a superpopulação é o principal problema da civilização humana em seu atual estágio, e que a redução demográfica resolveria uma boa parte dos problemas econômicos e ecológicos que ameaçam nosso futuro. Haveria muitas maneiras de estimular controle de natalidade sem coerção ou injustiça, apenas dando às pessoas, e em especial às mulheres, mais oportunidades de realização pessoal e acesso livre a métodos contraceptivos.
 


que futuro queremos para a saúde? que cuidados devemos tomar?
Convidamos especialistas a imaginar como lidaremos com a saúde em 2050, e de que forma os avanços científicos podem nos ajudar – ou até atrapalhar. Clique nos botões azuis para ler as previsões.
"As pessoas acham que o Brasil seria um país bom se fôssemos como os Estados Unidos ou a Suécia. Não é o que eu quero. Nos próximos 50 anos, quero que o Brasil reconheça a sua história. Aqui temos travestis, por exemplo, uma coisa única brasileira. Gostaria que, em 50 anos, a gente se orgulhasse de ter essa diversidade de gênero e sexual. Também acharia ótimo que garantíssemos ainda mais direitos para as pessoas que trabalham com sexo."

Angelo Brandelli Costa ::
psicólogo, pesquisador da UFRGS e do Hospital de Clínicas
o futuro do amor
Em 2050, com sorte, amaremos mais, acolheremos as várias formas de amor, as múltiplas sexualidades, as diversas configurações de família. Protegeremos os vulneráveis, não toleraremos a intolerância. Claro, para que isso tudo aconteça, será preciso muito mais do que amor.
texto
Fernando Corrêa

design
Leonardo Azevedo
Henrique Tramontina
e de te amar assim,
muito e amiúde
é que um dia em teu
corpo de repente
hei de morrer de amar
mais do que pude.

Vinícius de Moraes
Soneto do Amor Total (1951).

Na literatura, na música e no imaginário popular, amor é doença do coração que mata por excesso de vontade do outro. No mundo real, o que mata é ódio, discriminação e intolerância. Enquanto o futuro se anuncia com tendências tão diversas quanto sexo com robôs e famílias poliamorosas, um brasileiro sofre violência por hora por ser homossexual. Uma em cada cinco brasileiras já foi vítima de violência doméstica. Pensar o futuro do amor é pensar o futuro da civilização.

– Estamos em um momento de afirmar a tolerância como princípio. É o principal desafio, especialmente de quem trabalha com a Justiça: não deixar crescer as áreas de intolerância – aponta a juíza e escritora Andréa Pachá.

Por vezes, a Justiça e a lei institucionalizam a discriminação e a violência. Chegamos a 2015, e homossexualidade ainda é crime em mais de 60 países. Mulheres iemenitas precisam de autorização do marido para sair de casa; sauditas e marroquinas são responsabilizadas pelo próprio estupro.

A legislação, sozinha, não constrói respeito e cidadania. É preciso educar para a diferença. No Brasil que em 2006 sancionou a Lei Maria da Penha e em 2013 autorizou o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, crimes de ódio contra mulheres e homossexuais não parecem sensibilizar os setores mais conservadores da sociedade. Tacham de privilégio a concessão de direitos fundamentais a minorias.

– Além das amarras legais, temos de superar as amarras sociais – sintetiza o psicólogo Angelo Brandelli Costa, pesquisador da UFRGS e do Hospital de Clínicas, e por duas vezes consultor da ONU nas áreas LGBT e saúde.

A internet tem tornado cristalino o preconceito, facilitado pelo anonimato. A ONG SaferNet Brasil divulgou, no fim do ano passado, o aumento de 300% a 600% entre 2013 e 2014 no registro de crimes de ódio na rede, em sua maioria ligados à apologia à violência e à discriminação. Não é possível que se confunda liberdade de expressão com liberdade para agredir o próximo.

– O primeiro passo é que o discurso do ódio já é visto como negativo. Na Idade Média, fazia parte de ser uma pessoa. Hoje em dia já vemos que não é proveitoso para ninguém. Quem odeia é o primeiro a sofrer – afirma Clóvis Vitor Gedrat, professor de Filosofia da Unisinos.

Amemos mais uns aos outros, como amamos a nós mesmos.

EM TERMOS
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poliamor
Movimento de pessoas que mantêm relações poligâmicas consensuais, hétero, homo ou bissexuais.

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lovebots
Robôs do amor, capazes de emocionar-se e de seduzir, são aposta ousada de caras-metades do futuro.
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família do futuro
Novas técnicas de reprodução, pais homossexuais, migração e pluriculturalismo devem ampliar o que se entende por “família”.
:: DE TRÁS PRA FRENTE
A sociedade sempre se dividiu na hora de democratizar o amor. Era medo do divórcio, repulsa às relações inter-raciais, pavor da homossexualidade. Enquanto superamos aos poucos as avaliações equivocadas do passado, descobrimos que o presente é bem melhor do que previram os futurólogos pessimistas.
1987
A feminista americana Barbara Ehrenreich escreveu uma série de previsões sobre o futuro dos relacionamentos para a revista Omni de janeiro de 1987. “O sexo continuará estando no centro do palco nos próximos 20 anos”; “o sexo heterossexual será menos centrado na interação genital”; “pessoas passarão longos períodos de tempo fora de casamentos ou relações duradouras”; “nossas noções do que é sexualmente normal serão arcaicas em 20 anos”.
1982
Em 1982, Stephanie Mansfield projetou, em uma coluna bem-humorada no jornal The Washington Post, que relacionamentos entre humanos e robôs seriam comuns nos anos 2000. Cientistas identificavam na sociedade de consumo o fundamento da demanda pelos amantes androides: “Adquirimos pessoas como se adquiríssemos eletrodomésticos”.
1973
Em 1973, quatro anos antes de ser legalizado no Brasil, o divórcio era enquadrado pelos opositores entre os “valores comunistas”. “Qualquer tentativa de introdução da dissolução do vínculo matrimonial, que é o sustentáculo da família, e esteio da pátria, é pura subversão da ordem”, disse 
à época o deputado 
Jorge Arbage.
1970
Albert Ellis, no livroProphecy for the Year 2000, de 1970, escreveu que casais do século 21 concordariam em ter relacionamentos extraconjugais eventuais, em vez de mantê-los às escondidas.
1960
Nos anos 1960, a antropóloga Margaret Mead previu que ciência e superpopulação levariam a um futuro em que as famílias seriam submetidas a controle de natalidade — como ocorre na China desde 1979.
1928
Em que pese não ter sido proibido como nos EUA, o casamento inter-racial era visto com maus olhos no Brasil ainda mais racista de um século atrás. Monteiro Lobato, em carta de 1928, dizia que “a mestiçagem destrói a capacidade construtiva”. Segundo o escritor, “era a vingança terrível do negro contra o português”.
1923
Em 1923, a feminista americana Mary Garrett Bay anteviu que, em 2022, graças ao acesso à educação, mulheres teriam seu papel de donas de casa atenuado e poderiam até exercer cargos políticos como a presidência.
1907
Com a instituição do casamento civil no Brasil, em 1890, passou-se a cogitar a adoção do divórcio. Em 1907, um leitor “previu o pior” no jornal gaúcho Echo do Sul: “Que interesse poderá sentir uma esposa pela família à qual não tem certeza de estar sempre ligada?”.

 Fonte:http://m.zerohora.com.br/especiais-zh/rumo/amor/phone/index.html


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