sábado, 10 de setembro de 2016

CULTO DE DEUS,DOS SANTOS E DAS IMAGENS




"Culto de Deus, dos Santos e das Imagens"
- Adorar significa reconhecer alguém como nosso Criador e nosso Soberano Senhor. - Ora, somente Deus é o criador, o Soberano Senhor de todas as coisas.
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- Logo, somente ele deve ser adorado.
- Mas a fé nos ensina que em Deus há três pessoas: - Pai, Filho e Espírito Santo.
- Cada uma das pessoas divinas deve ser adorada? - Sem dúvida, pois cada uma das pessoas divinas é Deus.
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- Deus se adora principalmente com a alma, porque é ela quem pode reconhecer a Deus como Criador e Soberano Senhor. E a alma O adora, fazendo atos de Fé, de Esperança e de Caridade: - pela Fé O reconhece como Suma Verdade, pela Esperança como Sumo Bem, que nos pode tornar plenamente felizes, pela Caridade como Sumo Bem, que merece ser amado acima de todas as coisas.
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- Deus, porém, deve ser adorado também exteriormente com o corpo, porque dependemos de Deus, também quanto ao corpo. E adoramos a Deus exteriormente como o corpo, ajoelhando-nos, inclinando a fronte, rezando, recebendo os sacramentos, oferecendo-lhe a Santa Missa, fazendo votos.
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- Note-se, todavia, que todos esses atos exteriores de religião, a não ser a Santa Missa e o voto, - não são por si mesmos atos de adoração: - só se tornam atos de adoração pela intenção com que os acompanhamos.
- Eu, por exemplo, me ajoelho diante da hóstia consagrada: - a minha genuflexão, nesse caso, é um ato de adoração, porque tenciono com ele reconhecer aquela hóstia como meu Deus, como meu Criador e meu Soberano Senhor.
- Mas, se eu não tiver esta intenção, posso muito bem me ajoelhar diante de um santo e até mesmo diante de um homem desta terra. - Acaso um menino que se ajoelha diante de seu pai, para pedir perdão de uma desobediência que cometeu, adora a seu pai? - Um pobre que se ajoelha diante de um rico, para lhe pedir uma esmola, adora ao rico? - Não. Por isso a genuflexão, por si mesma, não é um ato de adoração; tanto assim que Jesus na parábola do credor inflexível, nos representa o seu servo, prostrado a seus pés, pedindo misericórdia. - (Mt 18, 29).
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- Como acabo de demonstrar, somente Deus deve ser adorado: - Os santos e Maria Santíssima não devem ser adorados.
- E, de fato, na Igreja ninguém jamais adorou os santos ou a Maria, porque mesmo o mais atrasado católico sabe que os santos e Maria não são Deus.
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- Daí,porém, não devemos concluir que os santos não mereçam honra alguma; merecem por serem amigos de Deus. - Assim como honramos os homens beneméritos da pátria, da sociedade, assim também é justo e conveniente que honremos os homens beneméritos da religião, que foram os santos.
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O próprio Deus nos dá o exemplo disto. Com efeito diz Jesus: - "Se alguém me servir, será honrado por meu Pai". - (Jo. 12, - 29).
- Ora, os santos serviram a Jesus, trabalharam pela difusão do seu reino. Portanto são honrados pelo Pai celestial. E se Deus honra os santos, também nós podemos e devemos honrá-los.
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- E entre todos os santos qual o que merece maior honra? - É sem dúvida alguma a Virgem SSma.: - na corte de um príncipe é mais honrada a mãe do que os servos.
- Ora, Maria no céu é a Mãe de Deus. - Portanto Maria merece ser honrada mais do que todos os santos.
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- E Deus é o primeiro a fazê-lo. Com efeito, depois da queda de Adão o Onipotente A honrou, designando-A quatro mil anos antes, como a mulher, cujo Filho devia esmagar a cabeça da serpente infernal.
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- Em Isaías cp. 8º, vrs 14, Ela é ainda o objeto de uma profecia, e os lábios sagrados do Profeta do Senhor proclamaram a sua virgindade: - virtude que em todos os tempos foi considerada como digna das mais elevas honras.
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- E, quando se completaram os tempos, vemo-La escolhida entre todas as filhas de Eva, para ser a Mãe de Jesus.
- Esta escolha foi feita pela adorável Trindade e lhe foi enviada a mensagem por um arcanjo, que assim lhe falou em nome de Deus: - "Eu vos saúdo, cheia de graça! - O Senhor é convosco, bendita sois entre as mulheres".
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- Que honra para Maria ser assim exaltada por Deus!... - E se Deus honra, exalta a Maria também nós podemos e devemos honrá-la. E Jesus deve nisto se comprazer, assim como todo o bom filho se compraz em ver honrada e exaltada sua mãe. Como consequência lógica do que dissemos acerca do culto dos santos, resulta a legitimidade do culto das imagens. - De fato, quando honramos a uma pessoa, naturalmente honramos também a sua imagem, o seu retrato.
- Por exemplo: - os pais merecem honra, por isso honramos também os seus retratos; a pátria merece honra, por isso honramos também o símbolo da pátria: a bandeira; o chefe da nação merece honra, por isso honramos também o seu retrato.
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- Igualmente se diga em nosso caso: - Os santos merecem honra, por isso merecem igualmente honra as suas imagens.
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- Note-se, porém, que essa honra não é absoluta e sim relativa, isto é, não se refere ao papel, à madeira, à pedra, ao metal, de que as imagens são feitas, mas aos santos representados pelas imagens.
- É como quando tributamos honra ao retrato dos pais, ou à bandeira nacional: - esta honra não se refere ao papel de que são compostos os retratos, nem à fazenda de que é feita a bandeira, mas aos pais e à nação neles representados.
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- O mesmo acontece quando rezamos diante das imagens e pedimos aos santos que intercedam por nós: - a nossa oração não se refere ao papel, à madeira, à pedra, ao metal de que são feitas as imagens, e sim aos santos representados no papel, e na madeira, na pedra, no metal.
- Tanto assim que, rezando diante das imagens, não dizemos: - ó imagem de Jesus Crucificado, tende piedade de mim!
- Ó imagem de Maria SSma, de S. Pedro, de S. Paulo, rogai a Deus por mim!
- Dizemos, pelo contrário: - Ó Jesus Crucificado, tende piedade de mim!
- Ó Maria SSma, ó São Pedro, ó São Paulo, rogai a Deus por mim!, a saber não invocamos ao papel, a madeira, a pedra... - mas os santos que as imagens representam.
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- Aqui, porém, é preciso resolver uma objeção, é esta: - Se dirigimos a nossa oração aos santos representados nas imagens e não às próprias imagens, porque então frequentemente vamos aos santuários para fazer as nossas orações?
- Por exemplo: - em todo o nordeste brasileiro é célebre o Santuário de S. Francisco Canindé, onde chegam todos os anos milhares de peregrinos, para rezar diante da imagem de S. Francisco, que ali se venera.
- Não é este, por acaso, indício evidente de que colocamos nossa confiança nas imagens?
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- Não, certamente não. O motivo das nossa romarias aos santuários não é porque julgamos que as próprias imagens nos possam ajudar, mas porque ali Deus concede graças que não concede em outros lugares, ou porque naqueles Santuários se encontram relíquias dos santos, - é por isso ali mais facilmente rezamos com aquela fé, viva, que arranca de Deus as graças almejadas.

EM DEFESA DA FÉ
- Frei Damião de Bozzano - Missionário Capuchinho.


Fonte:https://plus.google.com/100075916565689066527/posts/N9vLhom2GvA

Foto: "Culto de Deus, dos Santos e das Imagens"

- Adorar significa reconhecer alguém como nosso Criador e nosso Soberano Senhor. - Ora, somente Deus é o criador, o Soberano Senhor de todas as coisas.
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- Logo, somente ele deve ser adorado.
- Mas a fé nos ensina que em Deus há três pessoas: - Pai, Filho e Espírito Santo.
- Cada uma das pessoas divinas deve ser adorada? - Sem dúvida, pois cada uma das pessoas divinas é Deus.
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- Deus se adora principalmente com a alma, porque é ela quem pode reconhecer a Deus como Criador e Soberano Senhor. E a alma O adora, fazendo atos de Fé, de Esperança e de Caridade: - pela Fé O reconhece como Suma Verdade, pela Esperança como Sumo Bem, que nos pode tornar plenamente felizes, pela Caridade como Sumo Bem, que merece ser amado acima de todas as coisas.
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- Deus, porém, deve ser adorado também exteriormente com o corpo, porque dependemos de Deus, também quanto ao corpo. E adoramos a Deus exteriormente como o corpo, ajoelhando-nos, inclinando a fronte, rezando, recebendo os sacramentos, oferecendo-lhe a Santa Missa, fazendo votos.
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- Note-se, todavia, que todos esses atos exteriores de religião, a não ser a Santa Missa e o voto, - não são por si mesmos atos de adoração: - só se tornam atos de adoração pela intenção com que os acompanhamos.
- Eu, por exemplo, me ajoelho diante da hóstia consagrada: - a minha genuflexão, nesse caso, é um ato de adoração, porque tenciono com ele reconhecer aquela hóstia como meu Deus, como meu Criador e meu Soberano Senhor.
- Mas, se eu não tiver esta intenção, posso muito bem me ajoelhar diante de um santo e até mesmo diante de um homem desta terra. - Acaso um menino que se ajoelha diante de seu pai, para pedir perdão de uma desobediência que cometeu, adora a seu pai? - Um pobre que se ajoelha diante de um rico, para lhe pedir uma esmola, adora ao rico? - Não. Por isso a genuflexão, por si mesma, não é um ato de adoração; tanto assim que Jesus na parábola do credor inflexível, nos representa o seu servo, prostrado a seus pés, pedindo misericórdia. - (Mt 18, 29).
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- Como acabo de demonstrar, somente Deus deve ser adorado: - Os santos e Maria Santíssima não devem ser adorados.
- E, de fato, na Igreja ninguém jamais adorou os santos ou a Maria, porque mesmo o mais atrasado católico sabe que os santos e Maria não são Deus.
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- Daí,porém, não devemos concluir que os santos não mereçam honra alguma; merecem por serem amigos de Deus. - Assim como honramos os homens beneméritos da pátria, da sociedade, assim também é justo e conveniente que honremos os homens beneméritos da religião, que foram os santos.
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O próprio Deus nos dá o exemplo disto. Com efeito diz Jesus: - "Se alguém me servir, será honrado por meu Pai". - (Jo. 12, - 29).
- Ora, os santos serviram a Jesus, trabalharam pela difusão do seu reino. Portanto são honrados pelo Pai celestial. E se Deus honra os santos, também nós podemos e devemos honrá-los.
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- E entre todos os santos qual o que merece maior honra? - É sem dúvida alguma a Virgem SSma.: - na corte de um príncipe é mais honrada a mãe do que os servos.
- Ora, Maria no céu é a Mãe de Deus. - Portanto Maria merece ser honrada mais do que todos os santos.
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- E Deus é o primeiro a fazê-lo. Com efeito, depois da queda de Adão o Onipotente A honrou, designando-A quatro mil anos antes, como a mulher, cujo Filho devia esmagar a cabeça da serpente infernal.
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- Em Isaías cp. 8º, vrs 14, Ela é ainda o objeto de uma profecia, e os lábios sagrados do Profeta do Senhor proclamaram a sua virgindade: - virtude que em todos os tempos foi considerada como digna das mais elevas honras.
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- E, quando se completaram os tempos, vemo-La escolhida entre todas as filhas de Eva, para ser a Mãe de Jesus.
- Esta escolha foi feita pela adorável Trindade e lhe foi enviada a mensagem por um arcanjo, que assim lhe falou em nome de Deus: - "Eu vos saúdo, cheia de graça! - O Senhor é convosco, bendita sois entre as mulheres".
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- Que honra para Maria ser assim exaltada por Deus!... - E se Deus honra, exalta a Maria também nós podemos e devemos honrá-la. E Jesus deve nisto se comprazer, assim como todo o bom filho se compraz em ver honrada e exaltada sua mãe. Como consequência lógica do que dissemos acerca do culto dos santos, resulta a legitimidade do culto das imagens. - De fato, quando honramos a uma pessoa, naturalmente honramos também a sua imagem, o seu retrato.
- Por exemplo: - os pais merecem honra, por isso honramos também os seus retratos; a pátria merece honra, por isso honramos também o símbolo da pátria: a bandeira; o chefe da nação merece honra, por isso honramos também o seu retrato.
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- Igualmente se diga em nosso caso: - Os santos merecem honra, por isso merecem igualmente honra as suas imagens.
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- Note-se, porém, que essa honra não é absoluta e sim relativa, isto é, não se refere ao papel, à madeira, à pedra, ao metal, de que as imagens são feitas, mas aos santos representados pelas imagens.
- É como quando tributamos honra ao retrato dos pais, ou à bandeira nacional: - esta honra não se refere ao papel de que são compostos os retratos, nem à fazenda de que é feita a bandeira, mas aos pais e à nação neles representados.
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- O mesmo acontece quando rezamos diante das imagens e pedimos aos santos que intercedam por nós: - a nossa oração não se refere ao papel, à madeira, à pedra, ao metal de que são feitas as imagens, e sim aos santos representados no papel, e na madeira, na pedra, no metal.
- Tanto assim que, rezando diante das imagens, não dizemos: - ó imagem de Jesus Crucificado, tende piedade de mim!
- Ó imagem de Maria SSma, de S. Pedro, de S. Paulo, rogai a Deus por mim!
- Dizemos, pelo contrário: - Ó Jesus Crucificado, tende piedade de mim!
- Ó Maria SSma, ó São Pedro, ó São Paulo, rogai a Deus por mim!, a saber não invocamos ao papel, a madeira, a pedra... - mas os santos que as imagens representam.
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- Aqui, porém, é preciso resolver uma objeção, é esta: - Se dirigimos a nossa oração aos santos representados nas imagens e não às próprias imagens, porque então frequentemente vamos aos santuários para fazer as nossas orações?
- Por exemplo: - em todo o nordeste brasileiro é célebre o Santuário de S. Francisco Canindé, onde chegam todos os anos milhares de peregrinos, para rezar diante da imagem de S. Francisco, que ali se venera.
- Não é este, por acaso, indício evidente de que colocamos nossa confiança nas imagens?
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- Não, certamente não. O motivo das nossa romarias aos santuários não é porque julgamos que as próprias imagens nos possam ajudar, mas porque ali Deus concede graças que não concede em outros lugares, ou porque naqueles Santuários se encontram relíquias dos santos, - é por isso ali mais facilmente rezamos com aquela fé, viva, que arranca de Deus as graças almejadas.

EM DEFESA DA FÉ
- Frei Damião de Bozzano - Missionário Capuchinho.