FESTIVAL DA REFORMA AGRÁRIA - UMA NOVA SOCIEDADE É POSSÍVEL

Festival da Reforma Agrária — uma nova sociedade é possível

100 mil pessoas passaram pelo Festival Nacional de Arte e Cultura da Reforma Agrária do MST, que ocorreu em Belo Horizonte. Foram quase 200 toneladas de alimentos saudáveis a preços populares e apresentações gratuitas de 250 artistas

Por Aline Frazão e Agatha Azevedo, com fotos de Gustavo FerreiraIsis MedeirosLeandro Taques e Maxwell Vilela, para os Jornalistas Livres
Fato é que, na tarde de domingo (24), último dia de Festival Nacional de Arte e Cultura da Reforma Agrária do MST, foi difícil deixar a Serraria Souza Pinto, que abrigou os 4 dias do Festival.
Lirinha, poeta de Pernambuco, declamou seus últimos versos, inspirados no Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, e anunciou o fim do evento ali na Serraria. O Festival ainda contaria com shows e ato #ForaTemer na Praça da Estação.

Foto: Gustavo Ferreira/Jornalistas Livres
Alguns feirantes queriam vender um pouco mais para os visitantes que teimavam em permanecer no local. Já outros, cansados após quatro dias de intenso movimento na Feira Agrária, iam desmontando as barracas com o pouco que sobrou. Em algumas delas, não havia sobrado nada.
Acho que Belo Horizonte nunca havia visto nada parecido. Foram quase 200 toneladas de alimentos agroecológicos, vindos de várias partes do país e vendidos a preços populares. Tinha mandioca sendo vendida a R$1,50 e o quilo de feijão (sem veneno) estava R$10.



Fotos: Gustavo Ferreira/Jornalistas Livres
Além dos alimentos, tinha muito artesanato, produtos naturais, comidas típicas de estados brasileiros e muita, mas muita arte e cultura.
Entre os dias 20 e 24 de julho, passaram pelo festival 250 artistas, que alegraram e emocionaram o público. Tinha muito artista do próprio movimento, e outros apoiadores do MST como Chico César, Flávio Renegado, Xangai e o já citado Lirinha.
“Povo Sem Terra, povo danado pra produzir”
Vez ou outra alguém cantava no palco: “Quem tem a terra pra plantar tem bom motivo pra se alegrar”. Quem duvidava do poder do MST e foi até o festival, ou mesmo ficou sabendo do que ocorreu ali, não pode mais negar: eles produzem alimentos saudáveis para matar a fome dos brasileiros. Nesses 4 dias de feira Agrária, era difícil ver alguém saindo de lá sem sacolas de compra.
O povo sem terra é um povo danado pra conversar também. Onde fosse, tinha uma boa prosa, com sorriso no rosto e uma sinceridade no olhar. São daquelas pessoas que olham nos olhos e sempre tem algo bom a dizer.
Se você fosse na barraca de sementes crioulas do Consea- o Conselho de Segurança Alimentar, conheceria seu Antônio, um guardião de sementes com pouco estudo, como ele diz, mas que carrega conhecimentos sobre a Mãe Natureza que quase foram esquecidos pela sociedade. “O dinheiro não tem poder, tem serventia”, costumava dizer.
Na barraca do baiano seu Getúlio, dicas de longevidade: ver o sol nascer todos os dias e trabalhar com a terra e os animais. “Essa juventude está sem memória. Onde está a memória dos jovens? No celular, no computador. Tenho 21 filhos e eles não conseguem se lembrar de um pedido que acabei de fazer, pois prestam atenção apenas na tecnologia”.
Na cozinha, uma organização de dar inveja em qualquer restaurante de luxo. De lá saiu muita comida, feita com tanto amor que o sabor era sempre uma delícia. Alimentou a muitos que passaram ali, ajudantes ou não do festival.
O Festival foi uma verdadeira festa. Uma reunião de tantos brasileiros, que como disse o violeiro Xangai, só muda o sotaque, de resto são iguais.
Confira as imagens do Festival:



Foto: Maxwell Vilela/Jornalistas Livres


Fotos: Gustavo Ferreira/Jornalistas Livres


Fotos: Isis Medeiros/Jornalistas Livres



Fotos: Leandro Taques/Jornalistas Livres



Fotos: Maxwell Vilela/Jornalistas Livres


Fotos: Gustavo Ferreira/Jornalistas Livres




Fotos: Isis Medeiros/Jornalistas Livres




Fotos: Leandro Taques/Jornalistas Livres
Fonte:https://medium.com/jornalistas-livres/

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