sábado, 27 de agosto de 2016

A TATUAGEM DE UMA MULHER COM CÂNCER DA MAMA QUE SE TORNOU VIRAL NA INTERNET

Alison HabbalImage copyright Alison Habbal
Image caption A tatuagem de Alison Habbal, parte de seu "renascimento pós-doença", se tornou viral

A tatuagem de uma mulher com câncer da mama que se tornou viral na internet

  • Há 5 horas

Durante o ano em que lutava contra um câncer de mama, Alison Habbal ocupou as horas de náuseas e fadiga planejando o que chamava de seu "renascimento pós-doença".
Alison, que vive em Sydney, na Austrália, tinha 36 anos quando descobriu o tumor. Ela sabia que, além de uma boa parte do cabelo, também perderia o mamilo e ficaria com grandes cicatrizes no peito após uma mastectomia.
Mas a ideia de reconstruir o mamilo por meio de uma cirurgia plástico não a atraía.
"Eu não queria um falso mamilo feito com um pedaço de carne. Então eu pensei que eu faria uma tatuagem", disse à BBC.
Desenho da tatuagem de Alison HabbalImage copyright Alison Habbal
Image caption A artista baseada na Nova Zelândia Makkala Rose criou o design floral para Alison Habbal
"Durante o ano em que estava doente tinha sempre a ideia de me ver com o cabelo loiro e a tatuagem. O tempo todo em que estava doente fique pesquisando tatuadores na internet."
Após uma extensa deliberação, escolheu uma artista de 24 anos baseada na Nova Zelândia chamada Makkala Rose com um estilo de ilustração chamativo e colorido.
A tatuagem foi feita em Melbourne durante uma sessão de 13 horas em 1º de julho.
Feliz com o resultado, Alison publicou uma foto do desenho no Instagram e no Facebook.
Foto da tatuagem de AlisonImage copyright Alison Habbal
Image caption A publicação original de Alison ganhou dezenas de milhares de likes no Instagram

"Onde está o mamilo?"

Não é preciso dizer que o post tornou-se viral.
A foto de Alison tem mais de 23.000 likes no Instagram e foi compartilhado em várias contas dedicadas a tatuagens.
Os comentários são na grande maioria positivos e quando alguém, muitas vezes um homem, pergunta onde está o mamilo de Alison, outros respondem contando a história por trás da tatuagem.
"Porque não há mamilo, posso publicar a foto no Facebook e no Instagram e eles não podem censurá-la, o que acho muito engraçado", diz Alison.
As tatuagens feitas após a mastectomia se tornaram populares nos últimos anos.
Embora mais e mais mulheres de todas as idades escolham tatuagens em vez de reconstruções mamárias, essas são particularmente populares entre as mais jovens.
Mas Alison acredita que, talvez, o que esteja gerando mais reações à sua tatuagem é seu sorriso na foto o que, argumenta, a torna mais emotiva do que as imagens nas quais apenas o seio aparece.
Alison con sua filha de sete anos, BessieImage copyright Alison Habbal
Image caption Alison con sua filha de sete anos, Bessie

"Assustador"

Makkala Rose, a tatuadora, diz que Alison foi um "campeã" ao sentar-se durante 13 horas de trabalho intenso em áreas dolorosas e sensíveis, uma experiência que sua cliente descreveu como "assustadoramente horrível".
"Alison tinha muito claro o que queria, mas também me deu certa liberdade", diz Rose.
"Tatuar um seio é muito diferente de tatuar uma perna ou as costas. É um desafio desenhar algo que funcione nesta área".
Tatuagem em desenvolvimentoImage copyright Alison Habbal
Image caption A tatuagem foi feita em uma sessão dolorosa de 13 horas em julho
"É muito gratificante e coloca muitas coisas em perspectiva. Foi ótimo para criar algo para ela", completa a tatuadora.
Alison, que é casada e tem uma filha de 7 anos de idade, diz que não estava particularmente incomodada quando viu o resultado de sua mastectomia.

"Muito feliz"

"O caroço tinha estado lá por um longo tempo e isso me doía. Tinha visões em que eu mesma o retirava, eu queria arrancá-lo", diz ele.
"Quando o extrai estava muito feliz. Nunca estive tão feliz na minha vida. E provavelmente não era uma reação normal, mas eu não me importava com a cicatriz."
O que a incomodava mais, diz, foi a falta de recursos para sobreviventes de câncer de mama com menos de 40 anos de idade.
"Não há muitas redes de apoio para as mulheres jovens. Várias mulheres entraram em contato comigo pelo Instagram, perguntando que remédios estava tomando", diz Alison.
"Quando você conhece outras mulheres jovens tem que agarrá-las. Há poucas pacientes a quem você pode conhecer se você tem menos de 40 anos."

Fonte:http://www.bbc.com/portuguese/internacional-37207257

Alison Habbal