AGROTÓXICO REDUZ POPULAÇÃO DE LIBÉLULAS

Agrotóxico reduz população de libélulas

Agrotóxico reduz população de libélulas


Houve coincidência entre os eventos de aplicação de pesticidas e o aumento das taxas de mortalidade das larvas.

29 de janeiro de 2016 • Atualizado às 10 : 38
O uso de agrotóxicos na cultura da soja interfere na expansão da população de libélulas em áreas agrícolas no leste do Estado de Mato Grosso. A conclusão é feita em pesquisa do Instituto de Biociências (IB) da USP. O pesquisador Daniel Din Betin Negri comparou o desempenho das larvas dos insetos e de girinos (anfíbios), que vivem em ambientes aquáticos, em regiões agrícolas e em áreas preservadas de cerrado. Entre as libélulas, houve coincidência entre os eventos de aplicação de pesticidas e o aumento das taxas de mortalidade das larvas.
O estudo verificou a hipótese do uso e manejo da terra para a produção intensiva de soja resultarem numa redução significativa no desempenho de organismos aquáticos, de acordo com as indicações de sobrevivência, crescimento ou desenvolvimento. “A área de estudo está situada na região das cabeceiras do Rio Xingu, no leste do Estado de Mato Grosso”, aponta Negri. “Trata-se de uma das mais ativas fronteiras de expansão agrícola do mundo, no chamado ‘arco do desmatamento’ da amazônia”.
Segundo o pesquisador, as características ideais para o desenvolvimento das larvas de anfíbios e libélulas podem mudar de acordo com a espécie ou família. “Na pesquisa foi considerado como ambiente de referência uma área de cerrado preservado, uma vez que, as espécies e famílias manipuladas estão amplamente distribuídas no cerrado”, observa. “O ambiente agroindustrial pode interferir de diversas maneiras o desempenho dos organismos aquáticos. Basta dizer que nele ocorre o uso intensivo de insumos (agrotóxicos), uma das principais características da lavoura de soja”.
As larvas de libélulas são muito utilizados para determinar o estado de integridade do ambiente aquático, principalmente devido à sua maior sensibilidade às alterações. “Dentro da cadeia alimentar das poças temporárias, elas são predadoras de topo, que costumam ser os primeiros a serem afetados por processos de impacto ambiental, como a produção agrícola”, afirma Negri. “Isso leva a um efeito cascata sobre a comunidade de seres vivos e a redução da riqueza de espécies, podendo prejudicar processos de controle biológico de pragas, menos dependentes de agrotóxicos”.
Veja a matéria completa na Agencia Fapesp.
Fonte:http://ciclovivo.com.br/noticia/agrotoxico-reduz-populacao-de-libelulas/
Agrotóxico reduz população de libélulas

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