OS AVATARES CÍCLICOS E O ANO CÓSMICO

Os Dasavatares

OS AVATARES CÍCLICOS E O ANO CÓSMICO


O caráter cíclico da avatarização sempre foi reconhecido em muitos meios, e se declara no Bhagavad Gita onde Krishna diz:
Os 22 (10+12) avatares de Vishnu
"Toda vez que declina a religião e prevalece a irreligião, eu me encarno de novo para proteger os bons, destruir os maus e estabelecer a religião; encarno em distintas épocas.”
A vinda periódica dos avatares é uma necessidade para erradicar a ignorância e o fanatismo, assim como o amadorismo e a superstição.
Notavelmente, as “linhagens” de avatares de Vishnu, em número total de 22 personificações, possuem um registro que se enquadra perfeitamente na Cabala (com suas 22 letras hebraicas) e na Astrologia universal, alusiva assim a calendários e zodíacos. Tal coisa confere uma conotação maior à expressão “ciclo-avatares”, forjada por Dane Rudhyar.

Os 12 avatares zodiacais (detalhe)
Assim, das 22 encarnações cíclicas de Vishnu declaradas no Vishnu Purana, há 12 relacionadas às Eras zodiacais (coisa que a representação simbólica de alguns avatares permite entrever), e mais 10 relacionadas às cinco raças-raízes.
Ambos os grupos se subdividem em etapas alternadas de dharma positivo de integração, e dharma negativo de interiorização. Por esta razão, comumente se os conta em pares.
Sabemos que existiu um zodíaco antigo de dez signos e Eras, de que Blavatsky fala. Os egípcios cultivavam o valor 2.592, que vale 1/10 do Ano cósmico ("Grande Ano de Platão"), que são as Eras regidas pelos dasavatares, os dez avatares principais de Vishnu. Tal registro não coincide, contudo, com o das Eras zodiacais, senão num único ponto, que é o alfa-e-ômega do ciclo cósmico. Ambos os grupos evoluem de forma paralela e mais ou menos intercalada entre si, complementando perfeitamente os seus dharmas.
Os 10 avatares principais
Estes dez avatares possuem funções manúsicas ou civilizatórias, sendo cinco deles principais, relacionados aos Dhyani Budas do Budismo. São os regentes das cinco raças-raízes principais ou “verdadeiras”, nas quais as pessoas evoluem reencarnando a fim de buscar a iniciação em pauta em cada raça sucessiva, sob a instrução básica dos seus Manus.
Já em relação aos 12 avatares astrológicos, o seu dharma é de natureza religiosa e as pessoas sujeitas a estas energias integram as massas humanas, os leigos e também os noviços e probatórios das sendas espirituais. Neste caso, não existe ainda reencarnação, apenas a permanência em “paraísos” espirituais, coisa à qual aqueles que almejam evoluir renunciam para travar a batalha do progresso interior.
O aguardado Kalki Avatar
É um fato notório que haveria apenas mais uma encarnação divina, o que sugere nos acharmos realmente no final de um ciclo cósmico. Dir-se-ia então que será a última lição que esta humanidade deverá aprender, antes da sua emancipação.
Por todos os sinais e segundo as informações astrológicas das Idades, uma Nova Era começa agora, a Era de Aquário, trazendo o seu respectivo avatar, que será o Kalki avatar aguardado, cujos atributos e simbologia se assemelham aos do Cristo no Apocalipse em algumas passagens, o arqueiro divino que vem encerrar o arco do eón.
Coincide não obstante com a abertura de uma nova Era solar, de modo a ser capaz de agregar missões. Esta acumulação leva à representação de avatares duplos e triplos, como é o caso da eminente figura de Vaikuntha, o avatar Javali-Leão, que são notórios signos de consumação. Por isto, seria também a mesma figura do Buda Maitreya esperado, ao qual embora não seja atribuído atitudes guerreiras (comentaristas afirmam que tais atributos em Kalki são simbólicos), ostenta não obstante nas representações uma postura aristocrática.
O importante é que se trata de uma figura ativa, original e positiva, voltada para o ensinamento de um dharma de unidade e integração, como soer ser a respeito dos avatares solares, dedicados à renovação das raças e das civilizações, e não de reformas como sucede aos seus sucessores.


Luís A. W. Salvi é escritor holístico, autor de cerca de 150 obras sobre a transição planetária.
Editorial Agartha: www.agartha.com.br
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Fonte:http://revistaorion.blogspot.com.br/2012/08/os-avatares-ciclicos-e-o-ano-cosmico.html