AS PLANTAS TÊM ALMA SEGUNDO VÁRIAS TRADIÇÕES RELIGIOSAS ?

 

A TRADIÇÃO CATÓLICA CRISTÃ

Os animais - e também as plantas - possuem almas. Esta resposta parece provir de algum movimento Nova Era? Não se preocupe, pois não é. Asseguramos que os animais e as plantas não possuem almas como as nossas.

A alma é o princípio da vida. Já que os animais e as plantas são seres vivos, então possuem almas, mas não no mesmo sentido das almas dos seres humanos. As nossas almas são racionais, as almas deles não são; e as nossas almas são racionais porque elas são espirituais e não materiais.

Os animais e as plantas não podem fazer nada que transceda os limites da matéria. Embora alguns animais pareçam "inteligentes", eles realmente não possuem inteligência conceitual. Eles não podem, por exemplo, conceber a noção abstrata de justiça.

Os animais e as plantas também não têm senso moral. Quando você repreende o seu cachorro por ele ter mastigado o tapete e ainda diz a ele que "está errado", é certo que você não pode atribuir-lhe culpa de pecado, já que ele não pode cometer pecados.

As almas dos animais e das plantas dependem inteiramente da matéria para o seu ser e suas operações. Tais almas deixam de existir com a morte (não existe um "céu para cachorros").

As almas humanas, ao contrário, não são materiais. Elas são espirituais. Apenas um espírito pode conhecer e amar; as duas faculdades principais do espírito são o intelecto (que conhece) e a vontade (que ama). Nós sabemos que as almas humanas são espirituais porque podem conhecer e amar.

Também sabemos que as almas humanas são imortais porque os espíritos não podem se decompor. Eles também são indivisíveis: apenas uma coisa divisível pode ser separada em partes. O espírito é uma unidade: não tem parte superior nem inferior; não tem esquerda ou direita; não tem lado de dentro nem lado de fora.

Toda matéria, por menor que seja ela, possui partes [logo é divisível]. O corpo humano pode se decompor - eis que feito de matéria - mas a alma humana não - e por isso dizemos que é imortal.

Uma boa discussão sobre as diferenças entre os seres humanos e os animais encontra-se no livro "The Difference of Man and the Difference it Makes" (=A Diferença do Homem e a Diferença que Ela Faz), de Mortimer Adler.

Fonte:http://www.veritatis.com.br/respostas-catolicas/7550-os-animais-possuem-almas-como-os-seres-humanos-

Os animais têm alma como os seres humanos na doutrina cristã?



O
 que diz a doutrina cristã católica a respeito deste assunto, que desperta o interesse de cada vez mais pessoas?
Vivemos tempos em que muitos valorizam mais a vida de um animal do que a vida de um ser humano. Muitas pessoas estão se comovendo mais com os problemas de cães e gatos do que com as vidas de tantas crianças carentes, idosos desamparados... Fortunas são gastas com luxos para os "pets", e não vemos essa mesma boa vontade para ajudar uma família necessitada, visitar um hospital, um asilo de idosos, um orfanato, participar de alguma pastoral da Igreja... Estamos falando de tratamentos psicológicos, massagens relaxantes, banhos de ofurô, coleiras decoradas com pedras preciosas, restaurantes especializados e até motéis... Tudo para cachorro. Enquanto isso, ali na esquina, uma ser humano implora por um prato de comida. Será justo?
De pessoas que possuem um cão de estimação, a frase mais comum é a seguinte: "É como se fosse meu filho!"... Os mais exagerados chegam mesmo a dizer que não há diferença entre um cachorrinho e uma criança, que ambos merecem o mesmo amor e o mesmo carinho... Dia desses, diante de uma senhora que me disse tal frase, não resisti e contra-argumentei: "não me leve a mal, mas ainda bem que eu não sou filho da senhora! Eu não gostaria de ouvir minha mãe dizer que eu não valho mais do que um cachorro, por mais fofinho que ele seja...". - Não fiz por mal. Eu queria abrir a consciência daquela pessoa para o absurdo que ela estava dizendo, mesmo sem maldade.
Outros ainda vão além e dizem que um cachorro vale mais do que um ser humano, porque os humanos roubam, matam, cometem barbaridades... E os cachorros não fazem nada disso e são fiéis aos seus donos. Bem, há controvérsias: uma vizinha que eu tive, apesar de tratar um cachorro que ela tinha, literalmente, como um filho, um belo dia levou uma mordida tão feia que teve que ser socorrida ao hospital. Existem muitos casos como esse, e, se formos usar a mesma lógica, teríamos que concluir que deveríamos exterminar toda a humanidade e deixar o planeta para as árvores. Estas sim, não fazem mal a ninguém e, pelo contrário, são benéficas por sua própria natureza...
Será que o fato de os seres humanos fazerem o mal justifica a ideia de que valem menos que os animais? O que a sua consciência cristã diz sobre este assunto? Será mesmo que um cachorro deve ser amado, literalmente, como um filho? Será que não há diferença entre um filho e um cão?
Segundo a psicologia, o amor assim extremamente exagerado pelos animais de estimação está relacionado à dependência afetiva e a uma personalidade imatura, que depende de uma muleta psicológica para sobreviver.
O crescimento do mercado "pet" (produtos para animais de estimação) é confirmado nos dados comerciais do segmento. Dados do IBOPE-NPD, estimam em quase quarenta milhões a população de animais de estimação no Brasil, sendo que 71% das residências tem cão e 17,5% dos lares tem gato. O setor vem apresentando um crescimento médio de 17% ao ano(!), desde 1995, segundo a Associação dos Revendedores e Prestadores de Serviços ao Mercado Pet.
A solução está no equilíbrio. Só precisamos de um pouco de bom senso, razão e lógica: em outras palavras, precisamos de discernimento. A ligação vital com o meio em que vivemos, - com a natureza, com as plantas e os animais, - alimenta o nosso espírito, proporciona prazer à nossa vida e nos acalma. Pode servir como uma espécie de vínculo com Deus Criador e facilitar até o nosso trato com as outras pessoas. Pode ser também uma arma contra a solidão, a apatia e a depressão. O problema está no exageroe na perda da noção da realidade.
Adotar e cuidar de um animal, por mais saudável e agradável que seja, jamais deveria nos levar a assemelhá-lo ou compará-lo com um ser humano, especialmente um filho. O psicólogo especializado Richard Klein[1] advertiu que comparar um cão a um ser humano é um erro psicológico e biológico perigoso, e que a humanização dos animais pode conduzir a uma animalização dos seres humanos. Assim, a também psicóloga Marjorie Garber, autora do livro-referência "Amor de Cão" (Editora Record - veja aqui) coloca-se contra a ideia de permitir que o amor pelos animais substitua o amor pelos seres humanos, chamando tal preferência de moralmente perigosa. Conclui que o ser humano que, desiludido e amargurado pela fraqueza dos homens, retira seu amor da humanidade e o deposita em cães ou gatos, está cometendo um pecado grave e uma repulsiva perversão social.
A alma dos animais
E aí, quando o animal de estimação morre, muitos sofrem além da conta, não se conformam com a perda e querem acreditar que reencontrarão seus bichinhos, algum dia, no Céu. Outros preferem imaginar que existe um "céu dos cachorros" ou dos gatos, onde eles viverão felizes para sempre. O que a Igreja tem a dizer sobre isso?
Os animais tem almas como os seres humanos? A resposta para essa pergunta é sim e não. Segundo a doutrina cristã e católica, sim, os animais, - e também as plantas! -, possuem almas. Mas não, eles não possuem almas como as nossas.
A alma é o princípio da vida. Os animais e as plantas são seres vivos, logo possuem almas, mas não no mesmo sentido que as almas humanas. Nossas almas são racionais e conscientes, as almas deles não são; nossas almas são racionais porque são espirituais e não materiais.
Como assim? Os animais e as plantas não podem fazer nada que transcenda os limites da matéria, isto é, nada que vá além do físico. Eles vivem e morrem neste mundo. Embora muitos animais sejam realmente muito "inteligentes", eles realmente não possuem a nossa inteligência conceitual. Eles não podem, por exemplo, conceber a noção abstrata de justiça. Animal algum possui a consciência humana do bem e do mal. Os animais e as plantas não têm senso moral. Quando você repreende o seu cachorro por ele ter mastigado o tapete e ainda diz a ele que "está errado", é certo que você não pode atribuir-lhe culpa de pecado, já que ele não pode cometer pecados. Ainda que ele faça uma "carinha muito fofa" quando você briga com ele devido a uma travessura, ele não pode compreender porqueaquilo é errado. Estudos apontam que alguns bichos acabam se especializando em adotar posturas e "expressões" que cativam os seres humanos, porque aprenderam que isso funciona.
Para muita gente parece estranho: até onde eu observo, os animais sentem e expressam sentimentos (alegria, tristeza, raiva, euforia, preguiça e mesmo dissimulação). A diferença é que estes sentimentos não lhes têm peso moral algum; não são capazes de transformar essas emoções instintivas em virtude, pois que não são capazes de discernir entre o bem e o mal.
As almas dos animais e das plantas dependem inteiramente da matéria para o seu ser e para as suas ações. Tais almas deixam de existir com a morte (não existe um 'céu para cachorros'). Os animais nascem e cumprem o seu papel na existência aqui mesmo, e é assim que deve ser. Percebe onde começa o pecado de dizer que um cachorro é igual a um filho?
As almas humanas, ao contrário, não são materiais. São espirituais. Só um espírito pode conhecer e amar em nível mais elevado, transcendente; as duas faculdades principais do espírito são o intelecto (que conhece) e a vontade (que ama). Nós sabemos que as almas humanas são espirituais porque podem conhecer e amar. Um animal pode demonstrar afeto e fidelidade ao dono. Eles são capazes disso, mas se tratam de naturezas e realidades muito distintas.
As almas humanas são imortais porque os espíritos não podem se decompor. Eles também são indivisíveis: apenas uma coisa divisível pode ser separada em partes. O espírito é uma unidade: não tem parte superior nem inferior; não tem esquerda ou direita; não tem lado de dentro nem lado de fora.
Toda matéria, por menor que seja ela, possui partes, logo é divisível. O corpo humano pode se decompor - pois é feito de matéria - mas a alma humana não - e por isso dizemos que é imortal.
Aos que não se conformam com o fato de os animais não possuírem alma imortal e não terem a possibilidade de ganhar o Céu, cabe a reflexão a seguir, extraída do ótimo website "O Catequista":

Observe que estivemos falando aqui exclusivamente de cães e gatos. Ninguém está preocupado com o destino post mortem dos outros animaizinhos: as baratas que insistem em invadir a sua cozinha, o rato que mora no bueiro em frente à sua casa, o camarão da empada que você comeu ontem, o mosquito da dengue que mordeu a sua tia no verão passado… Com a alma deles, aposto que você nunca se preocupou!

Então, vamos direto ao ponto: não, o seu cachorro não vai para o Céu. E não é por que ele roubou a salsicha do mercado e se atracou lascivamente com as pernas da sua vizinha… O fato é que ele não possui alma imortal. Simples assim.

O Catecismo da Igreja Católica (2415 a 2418) ensina que os animais são dons de Deus. São criaturas benditas, mas que não possuem alma imortal. Temos a obrigação de tratá-los com respeito e carinho, já que eles têm sentimentos e sentem dor. É pecado “fazer os animais sofrerem inutilmente e desperdiçar suas vidas”. Mas sem confundir as coisas. Assim como as demais coisas maravilhosas da natureza, – as flores, as matas e os rios, – os animais de estimação são, muitas vezes, um consolo no meio das amarguras e decepções da vida. Eles são sinais da bondade de Deus para conosco, então, agradeça a Ele pelos momentos de alegria que o seu bichinho lhe dá, pela companhia que ele lhe faz, pelo carinho que lhe oferece. Mas sem confundir as coisas.
 
Palavra do Sacerdote
Pergunta: Qual a relação entre alma e espírito? Temos alma e espírito ou a alma é o espírito?

O Apóstolo São Paulo
afirma que a palavra de Deus “chega até a separação da alma e do espírito”. São Paulo — Autor desconhecido (séc. XIX) — Igreja de São Francisco, Bogotá (Colômbia)

Resposta: Quem pergunta provavelmente refere-se à Carta de São Paulo aos Hebreus, onde diz o Apóstolo que “a palavra de Deus é viva e mais penetrante do que toda espada de dois gumes; chega até a separação da alma e do espírito” (Hb. 4, 12). O homem é um ser composto de corpo e alma, e portanto é ao mesmo tempo um ser material e espiritual. Neste sentido, quando se fala de espírito do homem, estamos querendo nos referir à sua alma. E portanto, nesta acepção, alma e espírito são uma só e mesma coisa.
Quando um homem morre, se diz que ele expirou. Esta palavra vem do fato de que, ao morrer, o último ar que restava nos pulmões é expelido. Os antigos viam nisso o sinal de que o espírito do homem o abandonava nesse momento, porque o ar — que é normalmente invisível — simbolizava para eles o espírito. A própria Sagrada Escritura, ao narrar a morte de Nosso Senhor Jesus Cristo, se acomoda a essa linguagem, dizendo: “E Jesus, clamando outra vez com voz forte, emisit spiritum”, isto é, “emitiu [expeliu, lançou fora de si] o espírito” (Mt 27, 50). Atentos ao significado último da expressão, os autores costumam traduzi-la por “entregou” ou“rendeu o espírito”. Despediu-se do Corpo a sua Alma Santíssima.
A alma humana é imortal
A alma é que dá vida ao corpo. A palavra alma vem do latim animam, porque é ela queanima o corpo. E assim, quando ela abandona o corpo, este fica inanimado, isto é, desfalecido, morto. As coisas inanimadas são as que não têm alma. Os vegetais, que também têm vida, têm uma alma vegetativa (que faz as plantas viverem e crescerem). Os animais, por sua vez, têm uma alma sensitiva (mais perfeita que a vegetativa, pois os animais têm ademais uma sensibilidade física). Mas tanto a alma vegetativa quanto a sensitiva são puramente corpóreas e materiais, e portanto perecíveis. Não são espirituais. Chamam-se princípios vitais.
Ao contrário dos vegetais e dos animais, a alma humana é uma substância espiritual, daí o ser chamada também espírito. Mas ela assume igualmente o governo das funções vegetativas e sensitivas do homem. Contudo, transcende essas funções meramente corpóreas, porque ao mesmo tempo ela é racional, isto é, dotada de inteligência e vontade. Acrescente-se a sensibilidade espiritual, mediante a fantasia e a memória.
Por ser espiritual, a alma do homem é imortal: tem começo, mas não terá fim. Ela é criada por Deus no instante mesmo em que é infundida no corpo gerado pelos pais; porém, depois da dissolução do corpo, a alma não cessa de existir. Ela se separa do corpo, é julgada (Juízo particular) e fica aguardando no Céu, no Inferno ou no Purgatório a ressurreição deste, no fim dos tempos. A ressurreição dos corpos é o que professamos no Credo quando dizemos “creio na ressurreição da carne”.
{Para nos ajudar a crer nessa ressurreição geral que se dará no fim dos tempos, Deus tem produzido, ao longo da História, diversas ressurreições individuais, por intercessão de seus santos. É o caso, por exemplo, do filho da viúva ressuscitado pelas orações do Profeta Elias. Também nos tempos modernos vários santos obtiveram ressurreições por meio de suas orações, como é o caso de Santa Mariana de Jesus (séc. XVII; cfr. “Catolicismo”, maio/2001), São Francisco Xavier (séc. XVI), São João Bosco (séc. XIX) e muitos outros}.
Fonte:http://catolicismo.com.br/materia/materia.cfm?IDmat=39&mes=junho2001

O destino dos animais que morreram segundo a Bíblia

Querida internauta!
Sua afeição pelos animais é bonita e compreensível. A Bíblia fala do cuidado protetor de Deus pelos animais (Sal. 104:21; Deut. 22:6 e 7; Mat. 6:26). E a escritora Ellen G. White comenta: “Os animais domésticos conhecem aquele que os alimenta diariamente. Até os seres irracionais sabem onde encontrar seu alimento, e por isso sentem certo carinho pela pessoa que os sustenta” Comentário Bíblico Adventista, vol. 4, pág. 137 (edição em espanhol).
Noutro pensamento surpreendente ela diz: “A inteligência apresentada por muitos mudos animais chega tão perto da inteligência humana, que é um mistério. Os animais vêem e ouvem, amam, temem e sofrem. Eles se servem de seus órgãos muito mais fielmente do que muitos seres humanos dos seus. Manifestam simpatia e ternura para com seus companheiros de sofrimento. Muitos animais pelos que deles cuidam uma afeição muito superior á que é manifestada por alguns membros da raça humana. Criam para com o homem apegos que se não rompem à custa de grandes sofrimentos de sua parte”- A Ciência do Bom Viver, págs. 315 e 316.
Como a Bíblia não nos dá mais detalhes sobre o destino dos animais que aqui viveram conosco, resta-nos aguardarmos as surpresas que estão nos esperando nos Céus, quando Deus irá colocar uma imensa variedade de animais a nossa disposição, com os quais poderemos brincar e apegar-nos sem medo de uma separação.
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Continuamos à sua disposição para estudar qualquer tema Bíblico que você quiser!
Grande abraço!
Fonte:http://biblia.com.br/perguntas-biblicas/animais/deus-ira-ressuscitar-os-animais/
Animais têm alma? (Segundo o Cristianismo Espirita)

Esta é uma pergunta difícil de ser detalhada, mas sem dúvida o espiritismo tem uma resposta. Os animais não tem alma como nós os humanos, mas tem um princípio espiritual que sobrevive à morte do corpo. Segundo os espíritos disseram a Kardec, quando o animal morre, espíritos especializados recolhem esse princípio espiritual, que entra em letargia e é encaminhado para uma nova encarnação quase imediatamente.

Este princípio inteligente, que ainda não é um espírito, passará milênios incontáveis nesta condição, até chegar ao reino hominal, mas em mundos primitivos, onde o homem pouco se diferencia de um animal. Continua progredindo lentamente até adquirir consciência de si mesmo e desenvolver o livre arbítrio. Os homens progridem por sua vontade, mas os animais pela força das coisas ou do ambiente. Se eles permanecessem sempre animais seria uma injustiça, pois eles sofrem, são abatidos para a alimentação do homem, usados como cobaias e desenvolvem doenças como o câncer, por exemplo. (O livro dos espíritos, página 42)

A verdade no ensinamento da Doutrina Católica

Animal tem Alma?

Conhecemos três tipos de Substâncias Espirituais:


1º- O próprio Deus - Que é espírito infinitamente perfeito.


2º- Anjos

3º- Alma humana.





Nos três casos há uma inteligencia que não depende de nenhuma substancia física para atuar.


É verdade que nesta vida nossa alma está unida ao corpo, mas não é uma dependencia absoluta e permanente. Qdo se separa do corpo pela morte, a alma continua a atuar, conhecer, querer e a amar, até mais livre que nesta vida mortal.


O anjo é espírito, mas não tem alma (noutros termos, é puro espírito); A planta e o animal têm alma, mas não espírito, pois sua alma não é espiritual, mas mortal; O homem tem uma alma que é espíritual, i.e, uma alma que é também espírito.



Alma é o princípio vital de todo ser vivo. 


Daí dizermos quem um desenho, por exemplo, é “animado” (do latim, “anima”), quando ele “se move” . 


Todo ser vivo tem alma.


Isto está bem desenvolvido em Santo Tomás, na Suma.


A célula só se reproduz por causa da alma lá presente. 



Daí dizermos que Deus infunde a alma no momento da concepção. 



Se não assim não fosse, não poderia haver multiplicação celular.



Temos de remover de nossa mente a idéia de uma alma como se fosse um “fantasminha”, uma “alma penada” vagando por aí e igual ao corpo, totalmente estranha à mentalidade católica. 



Já o termo “espírito” é mais uma qualidade, o oposto de “matéria”. Assim, o corpo é material, e a alma, no homem, é espiritual.



A alma é a forma do corpo, e este a matéria informada por aquela. O corpo sem a alma é morto.

Chamamos “forma” o que dá coerência a determinada matéria. 


Assim, um cachorro e um ser humano tem a mesma matéria (corpo, carne, ossos etc). O que os torna diferentes é justamente a forma, que no caso é a alma. O cachorro só é cachorro porque uma dada matéria foi informada com alma de cachorro.


Já a bananeira, além de ter uma matéria diferente da do cachorro e do ser humano, tem uma alma diferente, uma forma diferente.



O homem, ao contrário do cachorro e da bananeira, tem uma alma espiritual.


Desse modo, alma e espírito, no cachorro e na bananeira, são termos distintos: eles têm alma, mas não espírito.



No homem, todavia, alma e espírito são quase sinônimos, pois sua alma é espiritual.


Nisso, por ser espiritual, a alma humana é intelectual, transcendental e imortal.


A alma do cachorro e da bananeira não. 


Por isso, quando a alma do cachorro e da bananeira se separam do corpo, ocorrendo a morte, há tb a morte da própria alma deles. 


A alma dos seres vivos infra-humanos acaba com a morte. No homem são substancialmente unidas a alma e o corpo, de modo que na Ressurreição a alma será reunida ao corpo, à semelhança de Nosso SENHOR.

É difícil entender isto, quando não se conhece os dons herdados pelo homem, puro dom de Deus.

O homem foi elevado por Deus a um ser sobrenatural, herdando dEle, dons preternaturais (A ciência infusa, o domínio da paixões e a imortalidade do corpo) - todos estes privilégios foram dados para que este homem ficasse apto a receber o maior dom: a graça santificante que é a própria vida de Deus nele, que moveria ao homem nesta vida para que ele, pela luz da glória, pudesse viver eternamente com Deus.


Este homem terminaria aqui seus dias e entraria em posse do amor, viveria com Ele. Sua alma e seu corpo não se separariam, já que esta separação aconteceu justamente porque pecaram contra o Senhor( coisa difícil de entender, já que eram quase que perfeitos, pelos dons herdados) e ao pecar perderam todas as regalias, e ficaram então sujeitos a morte que conhecemos..onde a alma se separa do corpo ( tendo como destino: céu, purgatório e inferno) e na ressurreição final, se unirão novamente para gozar da presença de Deus ou não, confirme foi sua vida aqui.


Para os restituir estes dons perdidos e nos reconciliar com Deus, para termos condições de vivermos eternamente, veio Cristo, que se encarnou, e pelos méritos de sua cruz, conquistou pra humanidade a redenção e as distribuindo pelos sacramentos, que Ele deixou de posso de sua Igreja, para os dispensa-los aos homens.


Baseado nisso, é fácil entender porque os animais não vão ao céu. Cristo não morreu por eles, já que estes servem ao homem, criados a imagem e semelhança do Senhor.



É estranho dizer que a alma dos animais não lhes dá a capacidade de ter sentimentos. Até onde eu observo, os animais sentem e expressam sentimentos (alegria, tristeza, raiva, euforia, preguiça, e mesmo vergonha ou dissimulação). A diferença é que estes sentimentos não lhes têm peso moral algum; não são capazes de transformar essas emoções, digamos, instintivas, em virtude, pois que não são capazes de discernir entre o bem e o mal. Ficariam, pois, fechados aos próprios sentimentos, sem qualquer implicação transcendente.

Tanquerey em sua pag. 75, nos diz que o animal conhece os objetos sensíveis, tende para eles pelo apetite sensitivo com suas emoções, e move-se com movimento espontâneo. São seres vivos, mas não intelectuais, que podem conhecer a verdade e nem podem usar da vontade para aderir para o bem racional.


Usam sim, o instinto, um cachorro pede leite, ia pra perto da geladeira e o dono já sabia.

Se entendes por sentimento um estado, então não tem, por que a capacidade de conceituar é inerente ao intelecto humano e um estado é um conceito formulado a partir da associação entre a experiência, a vontade e a consciência.


Pai, mãe, filho, são palavras que podem variar de acordo com o idioma, mas conceitos universais que o homem pode identificar e, por isso, é capaz de compreender e se comunicar. 


Bicho sente, mas não tem estado. Suas reações são instintivas, pois não formula conceitos, nem é capaz de identificar situações anôma-las ou similares baseados neles.


O próprio “sentimento” é um conceito. Bicho não sente nesse aspecto porque não pode definir ou compreender o que é sentimento. Quem define é o homem e se define que bicho sente é por causa do sentido que só o ser humano viu.

A imortalidade é atributo ordinário da alma intelectiva, por ser de natureza espiritual.


“Uma vez, pois, que em nossos dias (com dor o confessamos) o semeador do joio, o antigo inimigo do gênero humano, ousou semear e fazer crescer no campo do Senhor alguns perniciosíssimos erros, que pelos fiéis sempre foram repudiados, principalmente a respeito da natureza da alma racional, isto é, que ela seja mortal ou que seja única em todos os homens; e [até] alguns, falando temerariamente como filósofos afirmam que isto é verdade, pelo menos segundo a filosofia: querendo, portanto, usar os remédios adequados contra este mal, com aprovação deste sagrado Concílio, condenamos e reprovamos aqueles que afirmam que a alma intelectual é mortal ou que é uma só em todos os homens, e também aqueles que põe em dúvida essas verdades, pois a alma humana não só é, verdadeiramente, por si e essencialmente, a forma do corpo humano, mas também é imortal e, além disso, multiplicável, acha-se multiplicada e deve ser individualmente multiplicada na multidão de corpos nos quais é infundida. E como a verdade de modo algum pode estar em contradição com a verdade, definimos como absolutamente falsa toda afirmação contrária à verdade iluminada da Fé; e com todo o rigor proibimos que de outro modo seja ensinado o dogma; e decretamos que devem ser evitados e castigados, como destestáveis e abomináveis hereges e infiéis que procuram arruinar a Fé católica todos que aderirem a tais afirmações errôneas



(Apostolici Regimminis, Leão X, Concílio de Latrão V)

A alma humana, como todas as substâncias criadas, é contingente; necessita que Deus a conserve com Seu influxo criador.


Na verdade, a alma humana está sujeita ao aniquilamento por Deus, e só por Deus. Deus não aniquila o que criou, por isso dizemos que é imortal, porque, não sendo material, não está sujeita a evoluir para uma outra substância, como os seres materiais.

Alma vem do latim anima E a raiz semântica é a mesma utilizada para o reino animal. Sendo assim, podemos dizer que “alma” no seu sentido mais primitivo, representa a propriadade de um ser de se movimentar por si só, como nós costumamos dizer, seres animados e inanimados, bem como as animações, que significam uma sucessão de imagens em movimento.


Logo, alma seria a faculdade de movimentar-se. Como foi dito por alguém aqui, um robô até pode ter, nesse sentido, alma, mas uma alma artificial, pois seu movimento, embora autônomo, não provém de uma vontade, mas de uma programação predeterminada. Podemos dizer que no caso dos bichos, o seu movimento se dá pela sua vontade, mas uma vontade instintiva e não intelectiva.



A pergunta é se podemos utilizar este sentido de “alma” em todos os casos. Teologicamente falando, não me parece que “alma” signifique isso. Mas também não me parece que alma e espírito são sinônimos. Qual a diferença, afinal, teologicamente falando, entre alma e espírito?

É um consenso dos filósofos (pois o assunto “alma” é pertinente à Filosofia) que Deus infunde a alma intelectiva (não existente em potência na semente humana) toda vez que a matéria está disposta a recebê-la.

Assim diz o nosso Papa em discurso sobre o fundamento antropológico da família:

Deste laço fundamental entre Deus e o homem se deriva outro: o laço indissolúvel entre espírito e corpo: o homem é, de fato, alma que se expressa no corpo e corpo que é vivificado por um espírito imortal. Também o corpo do homem e da mulher tem, portanto, por assim dizer, um caráter teológico, não é simplesmente corpo, e o que é biológico no homem não é só biológico, mas expressão e cumprimento de nossa humanidade.


Essas palavras do nosso querido Bento XVI já dá um xeque-mate nos argumentos que teimam em dizer que um corpo criado de uma forma não-natural não tenham alma e espírito.


Para se haver corpo, é necessário a alma, é uma fator que não tem como desvincular uma da outra, e a afirmação que a alma é criada antes do concepção é nula, tendo em visto que a doutrina da pré-existencia da alma é condenada pela Igreja.

Referências:

TRESE, Leo: A Fé Explicada, pg 48

OTTO, Ludwig: Manual de Teologia Dogmática, pg  144

TANQUEREY, Adolph: A vida espiritual explicada e comentada, pg 78

PARA CITAR ESTE ARTIGO:





Animais têm alma? (Segundo o Espiritismo)  Nelson, junho de 2011, blogue Tradição em Foco com Roma.


Fonte:
http://www.tradicaoemfococomroma.com/2011/06/animais-tem-alma-segundo-o espiritismo.html#sthash.AnQmnary.dpuf

Religiões: o que pensam e pregam sobre os animais de estimação?



Islamismo permite que apenas gatos sejam animais de estimação (Foto: Reprodução/ Papo de Pet)
Bento XVI é o primeiro papa a renunciar desde Gegrório 12, em 1415. E nesta data, que se tornará histórica, o Farejador Bichos decidiu mergulhar no universo religioso e espiritual para revelar como os animais são vistos perante cada crença.
Religiões
O que pensam e pregam sobre os animais de estimação?
Derivação do termo latino “Re-Ligare”, que significa “religação” com o Divino, a religião é o culto prestado a uma divindade. Trata-se da crença na existência de um ente supremo como lei universal. Apesar dos aspectos que distinguem a filosofia e doutrina de cada crença, a “fé” e o “amor” aparecem na base de praticamente todas as propostas religiosas.
Segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a religião Católica ocupa o primeiro lugar no ranking da fé no Brasil, ao todo 70% dos entrevistados. Em segundo lugar vem a Igreja Evangélica com 17% da população.  As outras religiões que compõem o mosaico da diversidade estão bem divididas, entre elas, destacam-se o Islamismo, religião que mais cresce no mundo, embora por aqui sua presença ainda seja menor que a do Judaísmo (87 mil) e a do Budismo (214,8 mil). Os seguidores da Umbanda e do Candomblé somam 515 mil e os Espíritas lideram o ranking dos menores, com 2,3 milhões.
Com a busca incessante pelo sentido da vida, as pessoas caminham cada vez mais rumo à religiosidade. E nossos amigos pets? Como são vistos perante a doutrina das maiores religiões do mundo?

Foto: Reprodução/ Papo de Pet
Catolicismo
A Igreja Católica nasceu com a presença e pregação do próprio Jesus Cristo. “A partir do anúncio da vida, morte e ressurreição de Cristo somos convocados ao amor, à solidariedade, justiça e a transformar o mundo, para que aqui já se inicie o Reino de Deus”, explica o padre Juarez Pedro de Castro, da Arquidiocese de São Paulo.
Considerada a religião com maior número de fiéis no País, a Igreja Católica acredita que os animais são criaturas de Deus e por isso devem ser respeitados e amados. “A Igreja sempre considerou a proteção e o amor aos animais como algo importante. A própria Bíblia obriga o descanso semanal não só para o homem como também para os animais”, destaca padre Juarez.  Embora admitam que o convívio com os animais seja benéfico aos seres humanos e simbolizem um sinal de amizade fiel, para os católicos os bichos não possuem a alma racional e inteligente, e, portanto não  têm o mesmo destino dos homens e mulheres após a morte.
Um dos Santos mais populares da Igreja Católica, São Francisco de Assis amava e respeitava todas as pessoas, ao mesmo tempo, em que protegia animais e plantas aos quais chamava, carinhosamente, de irmãos. Considerado o santo mais amigo dos animais, foi intitulado Patrono do Presépio e dos Ecologistas. Graças à sua mensagem de paz, é respeitado por várias religiões, e sua Basílica em Assis, na Itália, é a segunda mais visitada por turistas de todo o mundo, ficando atrás apenas do Vaticano. Conhecido como protetor dos animais, São Francisco de Assis pregava que os bichos não são coisas, objetos nem serviçais, mas sim companheiros dos humanos, e devem ser respeitados, assim como toda a natureza.  “Os animais não são coisas nem objetos, são criaturas de Deus, ou seja, criados por Deus segundo o relato bíblico e por isso devem ser amados e respeitados. É bom que se diga que antes de toda essa “moda” atual de proteção aos animais, quem sempre levantou a voz para protegê-los foi a Igreja Católica, que já desde os primórdios proibia e ainda proíbe, considerando pecado, a vivissecção de animais para fins de estudo”, ressalta padre Juarez.
Igreja Adventista do Sétimo Dia
A igreja Adventista do Sétimo Dia surgiu nos EUA no século XVIII com o despertar protestante para a doutrina da segunda vinda gloriosa de Jesus a este mundo (Apocalipse 1:7).
“Adventista é um termo que se refere a uma pessoa que “acredita no segundo advento (volta) literal de Cristo”. E Adventista “do Sétimo Dia” é uma referência ao dia que observamos (Êxodo 20:8-11), dedicando-o ao repouso, culto a Deus, companhia da família e contato com a natureza”, explica Leandro Quadros, consultor bíblico da Rede Novo Tempo de Comunicação.
Assim como a Bíblia, para a religião Adventista os animais são considerados companheiros do ser humano. “O livro de Gênesis relata que quando Adão e Eva foram criados, Deus também fez os animais para que juntamente com os seres humanos desfrutassem das alegrias do jardim do Éden (Gênesis 1:20-22). Ao criar os animais no quinto dia, Deus disse que aquela criação era “boa”, destaca Leandro.
Para os adventistas é importante lutar pela preservação da vida animal, levando ao pé da letra citações bíblicas, como as encontradas em Apocalipse 11:18, onde há uma séria advertência para quem maltrata os animais: “terá que prestar contas a Deus no dia do juízo final”.
“O fato de Deus ter criado os animais no quinto dia da criação e o ser humano no sexto, demonstra que o reino animal fazia parte do preparo do planeta para receber a “coroa da criação de Deus”: homem e mulher. A felicidade humana também estava no contato com a natureza animal. Além disso, estudos científicos provam que a Bíblia está com a razão. Pessoas que têm algum bichinho de estimação possuem menos possibilidades de terem algum problema de coração”, enfoca Leandro.
Baseando sua crença em textos bíblicos como Gênesis 2:7 e Gênesis 1:20, os adventistas acreditam que o ser humano se tornou alma (e não que recebeu uma alma), ou seja, tornou-se uma pessoa viva, no conceito bíblico, onde os animais vivos também são chamados de “almas”.  Sendo assim, como os homens não possuem vantagens sobre os animais, pregam que ao morrer ambos vão para o mesmo lugar, sem diferenças: todos procedem do pó e ao pó tornarão.
“Não cremos que seres humanos e animais tenham alma, mas sim que são almas. O conceito bíblico de “alma” não é o mesmo que o apresentado por Platão e pela filosofia grega. Alguns dos textos citados devem encher de alegria os leitores da revista Papo de Pet que perderam pessoas queridas e animaizinhos de estimação, pois, ambos existirão novamente em nosso Planeta renovado, afirma Leandro que finaliza: Ao orientar Noé a sair da arca, além de abençoar a raça humana o Senhor abençoou também os animais (Gênesis 8:15-17)”.
Judaísmo
O Judaísmo surgiu há mais de 4 mil anos. Segundo sua principal fonte escrita, a Torá, Abrahão foi o primeiro hebreu, ao reconhecer que um mundo tão diverso de seres e de vida só poderia ter sido criado por um único Deus.
“Acreditamos na existência de um único Deus, Criador do Universo e de todas as criaturas. Deus fez do ser humano seu parceiro para cuidar do mundo onde vivemos, o que se reflete na preocupação com a consciência e a ação ecológica. O Judaísmo é uma religião focada mais na ação. Acreditamos que a responsabilidade social, ecológica e o cuidado na relação com as pessoas, com os animais e as plantas é inclusive mais importante do que a fé. É pela ação prática que podemos tornar este mundo um lugar melhor de se viver”, explica o rabino Ruben Sternschein, da Congregação Israelita Paulista, de São Paulo.
Segundo o judaísmo há um valor básico na relação entre seres humanos e animais, que é chamado de tsáar baalei haim. Há ainda a mitsvá, a obrigação de não causar sofrimento aos seres vivos – o modo judaico milenar de ação ecológica. “O respeito às árvores e às plantas em geral, bem como aos animais, é fundamental. Em nosso dia de descanso, o Shabat, não somente os seres humanos não trabalham; os animais também não. Os animais de corte, como vacas e galinhas, são sacrificados com cuidados especiais segundo as leis de cashrut, visando diminuir o seu sofrimento ao máximo. Enfim, temos uma sensibilidade especial pelo planeta, pela natureza em geral e pelos animais em particular. Quanto aos animais de estimação, como cães e gatos, valorizamos o contato com o próximo, gostamos de trazê-los para casa, alimentarmos e cuidarmos. É uma das mais belas formas de amor e de respeito ao organismo planetário como um todo”, revela o rabino  Sternschein.

Foto: Reprodução/ Papo de Pet
Islamismo
Para a  religião Islâmica, a fonte única é Deus. Ela revelou todos os Livros Sagrados e enviou todos os Mensageiros e Profetas. A partir do envio do Profeta Mohamad como Mensageiro de Deus e a revelação do Alcorão Sagrado, começa essa terceira e última etapa da religião Divina, aproximadamente, 613 D.C.. A Religião Islâmica prega a crença verdadeira em seis pontos:  crer em Deus Único; crer nos Anjos; crer nos Livros Sagrados; crer em Seus Mensageiros; crer no dia do Juízo-Final e crer no Destino.
“A religião ordena que os animais sejam tratados com misericórdia. Quanto aos gatos é permitido tê-los como estimação, porém, os cães, só podem ser utilizados para alguma finalidade que não seja somente estimação, já que a religião diz que o cachorro tem em sua saliva uma substância nociva ao ser humano, porém, pode tê-los como cães guia, para proteção, para caça, etc”, revela o Sheikh Jihad Hassan Hammadeh, presidente do Conselho de Ética da UNI (União Nacional das Entidades Islâmicas).
Segundo o Islamismo, os animais possuem alma já que Deus, no dia do Juízo Final, irá devolver a vida a eles para fazer justiça até entre eles. E ao morrer o corpo do animal vira terra e sua alma retorna para Deus.
Ao ser indagado por seus companheiros se a gentileza para com os animais seria recompensada na vida posterior, o Profeta respondeu: “Sim, há uma meritória recompensa pela gentileza para com toda criatura viva”
Budismo
Uma das vertentes do Budismo, religião que surgiu na Índia há cerca de dois mil e seiscentos anos (seiscentos antes de Cristo), o Zen Budismo prega que se faça o bem, e o bem a todos os seres.
“Os ensinamentos de Buda se baseiam na impermanência (nada fixo, nada permanente, tudo se transformando a cada instante), na interdependência (nada tem origem independente, mas a vida é uma teia de inter-relacionamentos), nirvana (um estado de paz e tranquilidade possíveis através das práticas religiosas e da compreensão do vazio), explica Monja Coen, fundadora da Comunidade Zen-Budista de São Paulo.
E os animais fazem parte desta teia da existência, desta rede de inter-relacionamentos, uma vez que os humanos não vivem sem os animais. “Há várias histórias budistas sobre animais demonstrando sua gratidão aos seres humanos que os salvaram, dando exemplo de como nós deveríamos nos comportar. Animais estão presentes em vários contos budistas como exemplos de fidelidade, gratidão e tranqüilidade”, revela Monja Coen.
Para o Budismo não há conceito de alma para pessoas nem para animais. Tudo que existe é o co-surgir interdependente e simultâneo. “Há três semanas meu cão, um Akita branco de treze anos, entrou parinirvana. O nirvana final, a grande paz. Fizemos as mesmas cerimônias que fazemos para quando morre um ser humano. A prece antes da morte, a logo após morrer, a prece antes do enterro e durante o enterro e a prece que continuamos a fazer de semana a semana. Acreditamos que até 49 dias após o falecimento completa-se o ciclo de uma vida-morte. Assim oramos e agradecemos a vida que compartilhou conosco e rogamos aos Budas e Bodisatvas que o encaminhem à claridade suprema da sabedoria infinita e compaixão ilimitada”, relembra Monja Coen, que finaliza: “Cada animal vive e age de acordo com sua natureza, mas pode essa natureza também ser melhorada durante a vida através do treinamento e da prática diária do convívio respeitoso e amoroso. Animais são seres abençoados e sagrados – vamos cuidar deles e delas e seremos respeitadas por toda a vida do universo”.
Umbanda
Trata-se de uma religião espiritualista e espírita, desvinculada de mitos, lendas e crendices, que tem seus fundamentos no monoteísmo Divino, isto é, na existência de um único Deus, gerador e sustentador de tudo e de todas as coisas, inclusive de suas Forças Superiores Divinas – os Sagrados Orixás – Divindades de Deus responsáveis por reger, adaptar e guardar suas exteriorizações.  A finalidade da Umbanda é gerar condições para a evolução dos espíritos encarnados e desencarnados a ela ligados e a extinção de carmas individuais ou coletivos, sendo carma a resultante (conseqüência) de procedimentos (atos) errôneos quanto ao trato dos sentidos íntimos, pessoais ou alheios. É uma religião que acredita na reencarnação dos espíritos, servindo esta forma como um meio de evolução e possibilidade para realizar resgates carmáticos.  Em 2009, ano em que a Umbanda completa 100 anos, estima-se que já tenha conquistado cerca de 20 milhões de seguidores no País, embora estatísticas oficiais apontem um contingente bem menor. “Muitas pessoas preferem omitir, por vergonha, porque acreditam que ainda existe muito preconceito. É importante esclarecer que a religião Umbanda não mata nenhum tipo de animal”, revela Pai Salum, da FUCESP – Federação de Umbanda e Candomblé do Estado de São Paulo.
De acordo com Pai Salum, o sacrifício de animais origina-se das raízes africanas do Candomblé, mas é totalmente desencorajado pela Umbanda brasileira.
“Para ingressar na nossa Federação, avisamos que não vamos defender quem matar qualquer tipo de bicho. Não apoiamos a matança de animais. Assim como os Espíritas, acreditamos que os animais são seres vivos e possuem alma”, esclarece Pai Salum.
Espiritismo
Diferente do que muitos imaginam o Espiritismo não é uma nova religião, disputando a fé popular. Allan Kardec, nome que assina as obras espíritas, como O Livro dos Espíritos, O Evangelho Segundo o Espiritismo e O Livro dos Médiuns é um pseudônimo do professor Hipolyte Rivail, que, por volta de 1855 pesquisou a comunicação com os espíritos.
Rivail criou um instituto de pesquisas, dialogou com espíritos sábios e benevolentes, estudiosos da espiritualidade, e recolheu valiosos conceitos sobre os mais diversos ramos do conhecimento, inclusive sobre as características físico-químicas próprias da matéria em seu estado espiritual, constituindo os corpos dos Espíritos e o Universo que eles habitam. Após  codificar toda essa gama de informações, publicou seus livros assinando-os com o pseudônimo Allan Kardec, pois o conteúdo deles é a doutrina dos Espíritos e não de sua autoria. Em seu ponto de partida, o Espiritismo é uma ciência, dedicada a estudar os Espíritos e sua relação com os homens.
“Para o Espiritismo, os animais são seres espirituais evoluindo por meio da transmigração, sem ainda possuir a consciência de si mesmo característica do homem. Um dia, quando ganharem a liberdade de escolha e uma consciência contínua, reencarnarão como homens. Como intuiu Francisco de Assis, os animais e plantas têm uma natureza que os aproxima dos homens. E numa figura poética extraordinária, os chamou de irmãos”, revela Paulo Henrique de Figueiredo, pesquisador do Espiritismo há 25 anos, autor da obra Mesmer, a ciência negada e os textos escondidos e publisher da revista Universo Espírita.
Segundo a Doutrina dos Espíritos, os animais domésticos, como cachorro, gato, cavalo, macaco, possuem uma constituição neural superior e uma inteligência relativa mais acentuada. Possuem uma longa trajetória de convívio com os humanos, estabelecendo instintos sociais compartilhados. “Há dezenas de milhares de anos, os cachorros vigiavam as comunidades humanas durante a noite e, em troca, recebiam alimentos e companhia. Além disso, os animais possuem uma alma que tem a mesma origem da alma humana. Por isso, a afeição que sentimos por eles é natural e benéfica ao relacionamento familiar”, avalia Figueiredo.
Para o Espiritismo, se os animais estão em evolução, podemos auxiliá-los em sua trajetória quando agimos com ética e responsabilidade no relacionamento que estabelecemos com eles. “Por isso, é importante ensinar as crianças a cuidar bem dos animais, dar a eles carinho e proteção. Já os adultos, precisam refletir sobre o estado de crueldade e escravidão a que estão submetendo os animais destinados ao consumo humano, como bois, porcos e galinhas. Nas granjas, os animais são tratados como coisas sem alma, da mesma forma que os escravos eram considerados na idade média. A escravidão humana está quase extinta, um dia a humanidade terá consciência suficiente para libertar também os animais”, adverte Figueiredo.
Fonte: Papo de Pet



A TRADIÇÃO JUDAICA



Rabino Laibl Wolf

Uma pedra tem alma?
Como seres humanos, é natural que vejamos os reinos animal, vegetal e mineral como inferiores. Conseqüentemente, o ser humano considera-se o pináculo da Criação, possuidor de mente e do poder de raciocinar.
Nos pensamentos mais profundos da Cabalá e Chassidut, há um ensinamento que deixa nosso discernimento de cabeça para baixo, dizendo: "A pedra no topo do muro, quando cai, vai mais longe." Quanto mais alto você está, maior é a queda.
Aprendemos que o ser humano é um "co-criador" do universo. Na parceria com D'us, temos a tremenda obrigação de completar a sinfonia inacabada denominada Criação. Recebemos aptidões, semelhantes à de D-us, de consciência elevada e raciocínio. Mas estes vieram com um preço - responsabilidade e disciplina. Dotados como somos, se agirmos irresponsavelmente e sem disciplina, "caímos." A Cabalá nos diz que nas futuras encarnações, podemos decair para a vida vegetal de árvores ou mesmo à vida inanimada das pedras.
Somos ensinados a tratar todos os níveis de existência com reverência e com o devido cuidado. Tudo possui uma presença de santidade interior
Por que esta "punição?" Porque não correspondemos à nossa responsabilidade adicional. A Cabalá ensina que as coisas em cada nível da existência possuem almas - até mesmo as pedras. Entretanto, as essências da alma não podem expressar-se tão eficazmente nas pedras como em seres humanos, porque o "corpo" de uma pedra é muito mais limitador que aquele de uma planta, animal ou ser humano.
Uma planta tem formas de expressão limitadas (tais como crescer na direção do sol) e capacidades comunicativas (como afastar-se de "rock pauleira" e inclinar-se na direção de música clássica). Os animais podem mover-se livremente, e comunicam-se uns com os outros de forma rudimentar. Mas os seres humanos possuem os corpos mais destros de toda a criação, possibilitando expressões mais sublimes da alma através do pensamento, fala articulada e comportamento sofisticado. Embora um cão ou gato agindo de maneira desregrada possam causar inconveniências, o comportamento anti-social de seres humanos pode perturbar o próprio tecido social.
Assim é a conclusão radical dos ensinamentos chassídicos: embora a alma humana chegue a partir de uma fonte espiritual inferior, a alma da pedra - "a mais baixa" fonte espiritual - deve originar-se de uma fonte mais elevada a fim de "descer" a um nível tal que se expresse como uma pedra. Ou em outras palavras, "a pedra no topo do muro, quando cai, vai mais longe."
Aprendemos em nossa literatura mística (Chabacuc 2:11) que chegará um tempo em que "as pedras testemunharão" contra seres humanos, dando testemunho sobre nosso tempo gasto "caminhando sobre a pedra." A essência interior da pedra expressará a si mesma, apesar de sua limitação "corporal". Nossas ações - nosso propósito criativo ou a falta dele - serão "julgadas" pela pedra, devido a sua superioridade espiritual inata.
Eis por que somos ensinados a tratar todos os níveis de existência com reverência e com o devido cuidado. Tudo possui uma presença de santidade interior. O teste que se apresenta aos seres humanos é aprender a arte de ser gentil e cuidadoso com todo o sistema ecológico.
Mas nossa experiência parece dizer o contrário. Por que andamos por aí como se fôssemos os amos e senhores das formas inferiores de existência? É porque não reconhecemos que a verdadeira responsabilidade é parceira da humildade. A Torá nos informa que o ser humano foi criado em dois estágios - matéria e depois forma de vida. "E D'us soprou vida na narina (humana)." Fomos imbuídos com a capacidade, semelhante à de D'us, de sermos os senhores sobre os outros tipos de criação.
O preço do verdadeiro progresso é gentileza, compaixão e propósito. Para a maioria de nós, estes não são dons ou discernimento naturalmente inatos. Disciplina e esforço são essenciais para que nos tornemos reflexos do Divino. Devemos manter-nos humildes, lembrando-nos que cada um de nós é somente mais uma pedra no muro.
Fonte:http://www.chabad.org.br/biblioteca/artigos/pedra_tem_alma/home.html


OS ANIMAIS TÊM ALMA? A POSIÇÃO DA TEOSOFIA

De H. P. BlavatskyTexto de Collected Writings, escritos de janeiro a março de 1886.
Constantemente ensopada de sangue, a terra inteira é um altar imenso sobre o qual tudo o que vive tem que ser imolado – interminavelmente , incessantemente …
Comte. Joseph de Maistre ( Soirées I.ii,35)
Muitas são as “superstições religiosas antiquadas “ do Leste das quais as nações frequentemente e ignorantemente zombam : mas de nada se ri tanto e se desafia como do grande respeito do povo oriental à vida animal. Os comedores de carne não podem concordar com os abstêmios totais de carne. Nós Europeus , somos nações de bárbaros civilizados com uns poucos milênios entre nós mesmos e nossos antepassados habitantes das cavernas que sugavam o sangue e o tutano de ossos crus . Assim, é apenas natural que aqueles que sustentam a vida humana tão pobremente em suas guerras freqüentes e geralmente iníquas, ignorariam inteiramente as agonias mortais da criação bruta , e diariamente sacrificariam milhões de vidas inocentes e inofensivas ; porque somos epicuristas demais para devorar bifes de tigre ou costeletas de crocodilo, mas devemos comer cordeiros tenros e faisões de plumagens douradas . Tudo isso é apenas como deveria ser na nossa era de canhões Krupp e viviseccionistas científicos. Nem é uma questão de grande espanto que o duro Europeu viesse a rir-se do meigo Hindu, que estremecesse ao simples pensamento de matar uma vaca , ou de que deveria recusar-se a concordar com os Budistas e Jainistas em seu respeito pela vida de cada criatura sensível – do elefante ao mosquito.
Mas se a ingestão de carne realmente tornou-se uma necessidade vital – “ a justificativa do tirano”- entre as nações ocidentais ; se há o imperativo de que multidões de vítimas em cada cidade, burgo e vila do mundo civilizado necessitem ser assassinadas em templos dedicados à deidade, censurados por São Paulo e adorados pelos homens “cujo Deus é a sua barriga”: – se tudo isso e muito mais não pode ser evitado na nossa “ Idade do Bronze” , quem pode argumentar com a mesma desculpa quanto ao esporte? A pesca, o tiro e a caça, os mais fascinantes de todos os “divertimentos” da vida civilizada – são certamente os mais objetáveis do ponto de vista da filosofia oculta, os mais pecaminosos aos olhos dos seguidores destes sistemas religiosos que são o resultado da Doutrina Esotérica – Hinduísmo e Budismo. É completamente sem alguma boa razão que os adeptos destas duas religiões, agora as mais antigas do mundo, consideram o mundo animal – do quadrúpede enorme até embaixo, o infinitesimal pequeno inseto – como seus “ irmãos menores” entretanto, uma idéia ridícula para um Europeu? Esta questão deve receber a devida consideração adiante.
Todavia, exagerada como a noção possa parecer, é certo que poucos de nós somos capazes pintar para nós mesmos sem arrepios, as cenas que acontecem quase todas as manhãs nos matadouros inumeráveis do mundo chamado civilizado, ou mesmo daqueles aprovados diariamente durante a “ temporada de caça”. O primeiro raio ainda não acordou a natureza sonolenta quando de todos os pontos da bússola , miríades de hecatombes estão sendo preparadas – para saudar a luminária ascendente. Nunca o pagão Moloch ficou satisfeito com tal lamento de agonia de todas as suas vítimas como o grito de dor cheio de pena que ecoa em todos os países Cristãos como um longo hino de sofrimento através da natureza, pelo dia inteiro e por todos os dias de manhã à noite. Na antiga Esparta – de que cujos cidadãos austeros nenhum foi alguma vez menos sensível aos sentimentos delicados do coração humano – um menino , quando sentenciado por torturar um animal por divertimento , era morto como alguém cuja natureza era tão totalmente vil que não deveria ser permitido que vivesse. Mas na Europa civilizada – rapidamente progredindo em todas as coisas, exceto nas virtudes cristãs – o poder permanece até os dias de hoje como sinônimo para direito. A prática completamente inútil e cruel de atirar por mero esporte em bandos de pássaros e animais não é praticada com mais fervor do que na Inglaterra Protestante, onde os ensinamentos misericordiosos do Cristo dificilmente fizeram os corações humanos mais suaves do que eram nos dias de Nimrod , “ poderoso caçador diante do Senhor”. A ética Cristã é tão convenientemente mudada em silogismos paradoxais como aquela dos “pagãos”. À escritora foi dito um dia por um desportista, que desde que “ nem um pardal cai no chão sem a vontade do Pai”, ele que mata por esporte – diga-se , uma centena de pardais – desse modo, faz cem vezes mais a vontade do Pai !
Uma sina miserável a das criaturas brutas, endurecida como é numa fatalidade implacável pela mão do homem. A alma racional do ser humano parece nascida para tornar-se o assassino da alma irracional do animal – no sentido completo da palavra , visto que a doutrina Cristã ensina que a alma animal morre com o seu corpo . Não poderia a lenda de Caim e Abel ter tido uma significação dual? Olhem a outra desgraça da nossa idade cultural – as casas de carnificina Científica chamadas “ salas de vivissecção” Entre em um desses salões em Paris , veja Paul Bert, ou alguns outros destes homens – “ os doutos açougueiros do Instituto” – em seu trabalho hediondo. Eu tenho apenas que traduzir a descrição de uma testemunha , uma que estudou completamente o modus operandi * destes “executores”, um autor francês muito conhecido:
“Vivisecção” – ele diz –“ é uma especialidade na qual tortura , economizada cientificamente por nossos acadêmicos açougueiros, é aplicada durante dias inteiros , semanas e mesmo meses às fibras e aos músculos de uma e a mesma vítima . A tortura faz uso de todo e qualquer tipo de arma, executa a sua análise ante uma audiência sem piedade, divide a tarefa toda manhã entre dez aprendizes ao mesmo tempo, dos quais um trabalha no olho, outro na perna, o terceiro no cérebro, um quarto na medula; e cujas mãos inexperientes conseguem todavia, até a noite depois de um árduo dia de trabalho, deixar despida a carcassa vivente inteira, na qual receberam ordem de dissecar , e que à noite, é cuidadosamente guardada no porão , de maneira que na manhã seguinte possa ser trabalhada de novo se apenas há um sopro de vida ou sensibilidade deixada na vítima! Nós sabemos que os curadores da Lei Grammont tentaram rebelar-se contra esta abominação; mas Pans mostrou-se ela mesma , mais rebelde do que Londres e Glasgow.
E esses cavalheiros ainda ufanam-se do grande objetivo perseguido, e dos grandes segredos descobertos por eles. “ Horrores e mentiras”! – exclama o mesmo autor. “ Em matéria de segredos – umas poucas localizações de faculdades e movimentos cerebrais previstos – nós sabemos apenas do único direito que lhes pertence por direito : é o segredo da tortura
* modus operandi maneira de operar
eternizada, ao lado da qual a terrível lei da autofagia *, os horrores da guerra, os alegres massacres do esporte, e os sofrimentos do animal sob a faca do açougueiro – são como nada! Glória aos nossos homens da Ciência! Eles ultrapassaram todas as antigas formas de tortura; e permanecem agora e para sempre, sem nenhuma contestação possível, os reis da angústia e do desespero artificial!”2
O pretexto usual para o açougue, o assassinato e mesmo para torturar legalmente animais – vivisecção – é um verso ou dois na Bíblia, e seu significado mal compilado, desfigurado pelo assim chamado escolasticismo* representado por Tomás de Aquino. Até De Merville, o ardoroso defensor dos direitos da Igreja, chama tais textos –“ tolerâncias Bíblicas tiradas à força de Deus após o Dilúvio e baseadas na decadência de nossa força”. Seja como for, tais textos são amplamente contraditos por outros na mesma Bíblia. O comedor de carne, o esportista ou até o viviseccionista… se houver algum que acredite em criação especial e na Bíblia, geralmente cita para a sua justificativa aquele verso da Gênese , no qual Deus dá ao Adão dual…” domínio sobre os peixes, aves,gado e sobre qualquer coisa viça que se mova sobre a terra”(cap. I,v.28);de onde _ como o cristão entende- poder de vida e morte sobre todos os animais do globo. A isto, o Brâmane ou o Budista, de longe muito mais filósofo, poderia dizer; “ Nada disso. A evolução começa a moldar as futuras humanidades dentro das escalas inferiores da vida. Portanto, ao matar um animal, ou mesmo um inseto, nós impedimos o progresso de uma entidade em direção á sua meta final na natureza- o Homem” e a isto o estudante de filosofia oculta pode dizer: “Amem”, e acrescentar que isto não só retarda a evolução daquela entidade, mas a daquela humanidade seguinte e da raça mais perfeita a vir.
Qual dos oponentes está certo? Qual deles é o mais lógico? A resposta depende principalmente, é claro, da crença pessoal do intermediário escolhido para decidir questões. Se ele acredita em criação especial – assim chamada – então em resposta à pergunta básica – “ Por que deveria o homicídio ser visto como um dos mais terríveis pecados contra Deus e a criatura, e o assassinato de milhares de criaturas vivas ser considerado como um mero esporte?” Ele vai responder: “ Porque o homem foi criado à própria imagem de Deus e olha para cima o seu Criador e o céu – seu local de origem ( os homini sublime dedit); e o olhar do animal está fixado para baixo o seu lugar de origem – a terra ; porque Deus disse “ – Deixe a terra produzir a criatura viva como a sua espécie, gado e criaturas rastejantes, a besta da terra como os da sua espécie” ( Gênesis I, 24). De novo,” porque o homem é dotado de uma alma imortal, e o bruto mudo não tem imortalidade, nem mesmo uma sobrevivência curta após a morte.” autofagia – Nutrição ou sustento de um organismo à custa de sua própria substância. ( dic. Aurélio.
Escolasticismo ou Escolástica – Doutrinas teológico-filosóficas dominantes na Idade Média , dos sé. IX ao XVII, caracterizadas sobretudo pelo problema da relação entre a fé e a razão , problema que se resolve pelo pensamento filosófico , representado pela filosofia greco-romana, da teologia cristã.desenvolveram-se na escolástica inúmeros sistemas que se definem,do ponto de vista estritamente filosófico, pela posição adotada quanto aos problemas Universais, e dos quais se destacam os sistemas de Santo Anselmo, de São Tomás e de Guilherme de Occam. ( Aurélio)
Agora a isto, alguém com um raciocínio pouco sofisticado poderia dizer que se é para a Bíblia ser a nossa autoridade nessa questão delicada , não há nela a mais leve prova de que o lugar de nascimento do homem é no céu, mais do que o da última das criaturas rastejantes – bem pelo contrário; porque nós encontramos no Gênesis que se Deus criou “ o homem” e “ abençoou-os”( cap.I, V,27-28) , então ele criou “ grandes baleias” e” as abençoou” ( 21,22).E mais, o “ Senhor Deus formou o homem do pó do chão ( 11. v.7)”: e “pó “ é certamente terra pulverizada? Salomão, rei e pregador, é mais decididamente uma autoridade e considerado por todos os lados ter sido o mais sábio de todos os sábios Bíblicos; e ele dá expressão a uma série de verdades nos Eclesiastes ( cap. III) as quais devem ter decidido na época, todas as disputas sobre este assunto.” Os filhos dos homens … puderam ver que eles mesmos eram bestas “ ( cap. V.18)…aquilo que ocorre com os filhos dos homens, acontece às bestas… um homem não tem proeminência sobre uma besta -( v.19) “ todos vão para o mesmo lugar ; todos são do pó e ao pó retornarão ( v20).. “ quem conhece o espírito do homem que vai para cima, e o espírito da besta, que vai para baixo , para a terra ?( v 21) Realmente, quem conhece !” De qualquer maneira, não é nem ciência nem “ escola divina”.
Fosse o objetivo destas linhas pregar o vegetarianismo sob a autoridade da Bíblia ou do Veda, seria uma tarefa muito fácil. Pois, é bem verdade que Deus deu o Adão dual – o” macho e a fêmea” do capítulo do Gênese – que tem pouco a ver com o nosso ancestral dominador do capítulo II – “ domínio sobre todas as coisas vivas” , ainda que nós não achemos que o “ Senhor Deus” tenha mandado aquele ou o outro Adão devorar a criação animal ou destruí-la por esporte. Bem o reverso. Ao apontar para o reino vegetal e o “fruto da semente da árvore” – Deus disse muito evidentemente : “ para vós ( homens) isto será vosso alimento.”
Era tão aguda a percepção desta verdade entre os primeiros Cristãos que durante os primeiros séculos eles nunca tocaram a carne. Otávio Tertuliano escreve a Minuto Felix: “ nós não temos permissão para presenciar , ou mesmo ouvir um homicídio narrado, nós Cristãos, que rejeitamos pratos em que o sangue animal possa ter sido misturado.”
Mas a escritora não prega o vegetarianismo, simplesmente defendendo os “ direitos dos animais”, e tentando mostrar a falácia do desrespeito a tais direitos na autoridade bíblica.Além do mais, argumentar com aqueles que argumentariam sobre as linhas de interpretações errôneas seria bem inútil. Quem rejeita a doutrina da evolução achará o seu caminho calçado com dificuldades ; consequentemente, ele nunca admitirá que é muito mais consistente com fato e lógica considerar o homem físico meramente como o modelo reconhecido dos animais, e o Ego espiritual que o acusa como um princípio a meio caminho entre a alma do animal e a deidade. Seria vão contar-lhe que a não ser que ele aceite não apenas os versos citados para a sua justificativa mas a Bíblia inteira à luz da filosofia esotérica , a qual reconcilia a massa total das contradições e semelhanças absurdas nela, ele jamais obterá a chave para a verdade; porque ele não acreditará nela. Entretanto, a Bíblia inteira abunda em caridade para os homens e misericórdia e amor aos animais. O texto original Hebreu do capítulo XXIV do Levítico está cheio delas. Em vez dos versos 17 e 18 como traduzido na Bíblia : “ E aquele que mata uma besta o fará bem, besta por besta” no original está : “ vida por vida” ou melhor “ alma por alma”,” nephesh tachat nephesh”.3 E se o rigor da lei não chegou a ponto de matar , como em Esparta, uma “ alma” humana por uma “ alma” animal ainda, embora tivesse substituído uma alma morta por uma viva, uma punição adicional era infligida ao culpado.
Mas isto não é tudo. No Êxodo ( capítulo XX10 e XXIII 2 e seguintes) o descanso do dia de sábado ( Sabbath) extendia-se ao gado e a qualquer outro animal: “ O sétimo dia é o Sabath… não farás nenhum trabalho… nem tu nem teu gado” ; e o ano sabático… “ no sétimo ano deixarás a terra descansar e ficar parada… que o teu boi e o teu asno possam descansar” – cujo mandamento , se isto significa algo, mostra que mesmo a criação bruta não foi excluída pelos antigos hebreus de uma participação na adoração à sua deidade, e que ela foi posta em muitas ocasiões a par com o próprio homem. A questão toda fica sobre a concepção errada de que “alma” ( nephesh) é inteiramente distinta de “ espírito “ ( ruach). E ainda é claramente estabelecido que “ Deus soprou nas narinas( do homem) o sopro da vida e o homem tornou-se uma alma vivente”, nephesh, nem mais nem menos do que um animal, pois a alma de um animal é também chamada nephesh. É por desenvolvimento que a alma torna-se espírito, ambos sendo o mais baixo e o mais alto degrau da uma e última escada cuja base é a ALMA UNIVERSAL ou espírito.
Esta afirmação irá espantar aqueles bons homens e mulheres que, embora possam amar muito os seus gatos e cachorros , são ainda devotados demais aos ensinamentos de suas respectivas igrejas para um dia admitir tal heresia. _ “ A alma irracional de um cachorro ou de um sapo são divinas e imortais como nossas próprias almas?” – Eles irão exclamar com certeza, mas elas são. Não é a humilde escritora do presente artigo que diz, mas não menos do que a autoridade para todos os bons cristãos do que o rei dos pregadores, São Paulo. Nossos oponentes, os quais tão indignamente recusam-se a ouvir os argumentos da moderna ciência esotérica talvez possam emprestar o ouvido com mais boa vontade ao que o seu próprio santo e apóstolo tem a dizer nesta questão; a interpretação verdadeira da palavra de quem , além disso, será dada; nem por um teósofo ou um oponente, mas por alguém que foi um cristão tão bom e pio quanto qualquer um, nomeadamente, outro santo – São João Crisóstomo – ele que explicou e comentou as Epístolas Paulinas, e que é mantido na mais alta reverência pelos divinos de ambas as Igrejas Católica e Protestante. Os Cristãos já devem ter descoberto que a ciência experimental não está do seu lado; eles podem estar ainda mais desagradavelmente surpresos com a descoberta de que nenhum hindu poderia suplicar mais ardentemente pela vida animal do que o fez São Paulo ao escrever aos Romanos . Os hindus realmente clamam por misericórdia para os animais mudos devido à doutrina da transmigração e por conseguinte pela semelhança do princípio ou elemento que anima a ambos, o animal e o homem. São Paulo vai mais longe: ele mostra na esperança de e vivendo na expectativa da mesma” libertação dos laços da corrupção” como qualquer bom cristão. As expressões precisas daquele grande apóstolo e filósofo podem ser citadas adiante no presente ensaio e seu verdadeiro significado ser mostrado.
O fato de que tantos intérpretes – Pais da Igreja e Escolásticos,- tentaram evitar o real significado de São Paulo não é nenhuma prova contra o de seu sentido mais interno, mas bem contra a probidade dos teólogos cuja inconsistência será mostrada neste particular. Mas algumas pessoas defenderão suas proposições, embora errôneas , até o final. Outras, reconhecendo o seu erro anterior, oferecerão , como Cornelius a Lápide, ao pobre animal “ amende honorable” *. Especulando sobre a parte determinada pela natureza à criação bruta no grande drama da vida, lhe diz : “ O objetivo de todas as criaturas é o serviço do homem. Consequentemente, juntamente com ele ( seu senhor) , eles estão esperando pela sua renovação” cum homine renovationem suam expectant.4 “ Servir” o homem , certamente não pode significar ser torturado, morto, atingido sem nenhuma necessidade e por outro lado, mal usado, enquanto é quase desnecessário explicar a palavra “ renovação”. Os cristãos a entendem como a renovação dos corpos depois da segunda vinda de Jesus; e a limitam ao homem para a exclusão dos animais. Os estudantes da Doutrina Secreta a explicam pela renovação sucessiva e perfeição das formas na escala , o ser objetivo e subjetivo, numa longa série de transformações evolucionárias do animal ao homem ,e em direção ao alto .
* amende honorable – do francês, confissão de culpaIsto será rejeitado , é claro, pelos cristãos com indignação. Nos dirão que não foi assim que a Bíblia lhes foi explicada,nem poderia ter este significado. Muitas e tristes foram as interpretações erradas daquela que as pessoas têm o prazer de chamar “ Palavra de Deus”. A frase “ amaldiçoada seja Canaan; um servo entre os servos ela será para os seus irmãos”( Gen. IX,25) gerou séculos de miséria e aflição imerecida para os infelizes escravos – os negros. O clero dos Estados Unidos, seus inimigos mais amargos na questão anti- escravidão, a qual se opuseram de Bíblia na mão.Entretanto, a escravidão provou ter sido a decaída natural de muitas nações; e mesmo a orgulhosa Roma caiu porque “ a maioria do velho mundo era de escravos”, como Geyer justamente comenta. Mas tão terrivelmente imbuídos em todos os tempos, os cristãos mais intelectuais foram tão melhores nas interpretações errôneas da Bíblia que mesmo um de seus melhores poetas , ao defender o direito do homem à liberdade, não atribui tal porção aos pobres animais.
Deus nos deuSomente sobre as bestas, peixes e aves,Domínio absoluto; aquele direito o qual mantemos Pela sua doação; mas o homem sobre o homem Ele não fez senhor; tal título para siReservando, o humano deixando livre do humano.
Diz Milton
Mas, como o assassinato, o direito suprimido erradamente e a incongruência devem inevitavelmente ocorrer sempre que conclusões erradas são afirmadas seja contra ou a favor de uma questão pré-julgada. Os oponentes do filosofismo oferecem a seus críticos uma arma formidável para aborrecer seus argumentos mais habilidosos por tal incongruência entre premissas e conclusões, fatos postulados e deduções feitas. É o propósito do presente ensaio lançar um raio de luz sobre este assunto dos mais sérios e interessantes. Muitos escritores católicos para apoiar a genuinidade das muitas ressurreições animais produzidas por seus santos , os fez assunto de debates intermináveis. A “ alma nos animais” é, na opinião de Bossuet, “ a mais difícil e a mais importante de todas as questões filosóficas”.
Confrontada com a doutrina da Igreja que animais , embora não sem alma, não têm uma alma permanente ou imortal neles, e que o princípio que os anima morre com a morte , torna-se interessante entender como os eruditos e os divinos da Igreja reconciliam esta afirmação com aquela outra afirmação de que os animais possam ser e tenham sido ressuscitados miraculosamente. Embora apenas uma pequena tentativa – uma mais elaborada poderia requerer volumes – o presente ensaio , ao mostrar a inconsistência das interpretações dos escolásticos e teólogos da Bíblia, almeja convencer as pessoas do grande crime de tirar – especialmente no “ esporte” e na vivisecção- a vida animal. Seu objetivo, a qualquer preço, é mostrar que embora seja seja absurda a noção de que tanto o homem como o animal possam ser ressuscitados após o princípio da vida ter deixado o corpo para sempre, tais ressurreições – se foram verdadeiras- não poderiam ser mais impossíveis no caso de um bruto mudo do que de um homem; pois ambos foram dotados pela natureza do que é tão fracamente chamado por nós de “ alma”, ou nenhum deles é dessa forma dotado.
II
“Que quimera é o homem! Que caos confuso, que matéria de contradição! Um pretenso juiz de todas as coisas, e ainda um frágil verme na terra! O grande depositário e guardião da verdade, e ainda acrescenta um mero amontoado de incertezas ! a glória e o escândalo do universo!”
PASCAL
Nós agora prosseguiremos analisando quais são as visões da Igreja cristã quanto à natureza da alma no animal , para examinar como ela reconcilia a discrepância entre a ressurreição do animal morto e a afirmação de que a sua alma morre com ele, e a comentar alguns milagres em conexão com os animais. Antes que o golpe decisivo seja dado à doutrina egoísta, que tem-se tornado tão cheia de práticas cruéis e sem misericórdia contra o pobre mundo animal, o leitor deve ter conhecimento das antigas hesitações dos Pais mesmos da idade patrística, para com a interpretação correta do que foi falado com referência a esta questão por São Paulo.
É divertido notar como o Karma de dois dos mais infatigáveis defensores da Igreja Latina – Srs. Des. Mousseaux e De Mirville, em cujos trabalhos o registro dos poucos milagres aqui mencionados são achados – conduziu a ambos a fornecer arma agora usadas contra suas próprias visões sinceras mas muito erradas. 5
A grande batalha do futuro tem que ser lutada entre “ Criacionistas” ou Cristãos, como todos os crentes de uma criação especial e de um deus pessoal, e os “Evolucionistas” ou os Hindus, Budistas, todos os livres pensadores e por último, mas não menos, a maioria dos homens de ciência, uma recapitulação de seus respectivos posicionamentos é aconselhável.
O mundo cristão postula o seu direito sobre o mundo animal: (a) no textos Bíblicos antes citados e nas interpretações escolásticas de depois; (b) na ausência assumida de algo como uma alma divina nos animais. O homem sobrevive à morte, os animais não.
Os Evolucionistas Orientais, baseando suas deduções em seus grandes sistemas filosóficos , mantêm que é um pecado contra o trabalho e o progresso da natureza matar qualquer ser vivo – por razões dadas nas páginas anteriores.
Os Evolucionistas Ocidentais , armados com as mais recentes descobertas da ciência, não dão atenção nem aos Cristãos nem aos pagãos.Alguns homens de ciência acreditam em evolução, outros não. Eles concordam entretanto , em um ponto: nomeadamente, aquela pesquisa física exata não oferece nenhuma base ao pressuposto de que o homem é dotado de uma alma divina e imortal mais do que seu cachorro.
Portanto, enquanto os Evolucionistas Asiáticos comportam-se em relação aos animais, consistentemente com suas visões religiosas e científicas, nem a Igreja nem a escola material da Ciência é lógica na aplicação de suas respectivas teorias. A mais antiga , ensinando que cada criatura é criada singularmente e especialmente por Deus, como um bebê humano pode ser, e que ele acha-se do berço à morte sob o cuidado vigilante de uma Providência bondosa e sábia, permite à criatura inferior ao mesmo tempo, apenas uma alma temporária. O último, vendo o homem e o animal como uma produção sem alma de forças da natureza até agora não descobertas , ainda cria um abismo entre os dois. Um cientista, o mais determinado materialista, alguém que procede a dissecação do animal vivo com extrema frieza, tremeria ao pensamento de aleijar – sem falar de torturar até a morte – seu camarada homem. Nem se acha entre os grandes materialistas que foram homens inclinados à religião, um que tenha-se mostrado consistente e lógico ao definir o status moral verdadeiro do animal na Terra e dos direitos do homem sobre ela.
Alguns exemplos devem agora ser trazidos para provarem as responsabilidades estabelecidas. Apelando às mentes sérias e cultas pode ser postulado que as visões das várias autoridades aqui citadas não são desconhecidas do leitor. Portanto, simplesmente satisfará dar pequenas epítones de algumas das conclusões a que chegaram, começando com os Homens da Igreja. Como já citado, homens rigorosos da Igreja acreditam nos milagres realizados por seus grandes Santos. Entre os vários prodígios realizados , nós escolheremos para o presente (ensaio) só aqueles que tenham a ver com o assunto – nominadamente, as ressurreições miraculosas de animais mortos. Agora, alguém que credita o homem com uma alma imortal independente do corpo que anima pode facilmente acreditar que por algum milagre divino a alma pode ser chamada de volta e forçada abaixo ao tabernáculo que deserta, aparentemente para sempre. Mas como pode alguém aceitar a mesma possibilidade no animal, desde que sua fé o ensina que o animal não tem alma independente , desde que é aniquilada com o corpo? Por mais de 200 anos, desde São Tomás de Aquino , a Igreja tem ensinado autoritariamente que a alma animal morre com o seu organismo. O que então é chamado de volta à argila para reanimá-la? É nesta conexão que o escolasticismo pisa e – tomando a dificuldade em mão – reconcilia o irreconciliável.
Dá as premissas ao dizer que os milagres da ressurreição de animais inúmeros e tão bem autenticados como “ a ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo”.6 Os Bolandistas dão exemplos sem ( indicar) números. Como o padre Burigny , um biógrafo dos santos do 17o. Século prazerosamente coloca à respeito das aves ( abetardas) ressuscitadas por Saint Remi “- Podem me dizer, sem dúvida que sou eu mesmo um ganso ao dar créditos a estas lendas do pássaro azul.”Eu responderei ao piadista , em tal caso, dizendo que , se ele contesta este ponto, deve também retirar da vida de São Isidoro da Espanha a afirmação de que ele ressuscitou o cavalo de seu senhor; da biografia de São Nicolau de Tolentino – de que ele trouxe de volta à vida uma perdiz, ao invés de comê-la; da de São Francisco de Assis – que ele recobrou dos carvões em brasa do fogão, onde estava sendo cozido, o corpo de uma ovelha que mais tarde ressuscitou; e que ele fez peixes cozidos , que ressuscitou, nadarem no seu molho; etc., etc. Acima de tudo ele, o cético, vai ter que acusar mais do que 100.000 testemunhas oculares – entre as quais pelo a umas poucas deveria ser permitido um senso comum – como sendo mentirosos ou tapeados.
Uma ainda maior autoridade do que o Padre Burigny, o Papa Benedito XIV, corrobora e afirma a evidência acima. Os nomes, além disso, como testemunhas das ressurreições de São Silvestre, Francisco de Paula, Severino da Cracóvia e um punhado de outros são mencionados nos Bolandistas. “ Ele só acrescenta” , diz o Cardeal Ventura que o cita – “ que , como ressurreição entretanto , para merecer o nome, requer a reprodução idêntica e numérica da forma, 7 bem como o material da criatura morta; e como esta forma ( ou alma) do animal é sempre aniquilada com o seu corpo de acordo com a doutrina de São Tomás de Aquino, Deus em cada tal caso vê-se ele mesmo obrigado a criar para o propósito de um milagre, uma nova forma para o animal ressuscitado, do que sucede que o bruto ressuscitado não era completamente idêntico ao que fora antes de sua morte ( nom idem omnino esse). 8
Agora isto parece terrivelmente com um dos maias da magia . Entretanto, embora a dificuldade não seja absolutamente explicada, o seguinte fica claro: o princípio que animava o animal durante a sua vida, e o qual é uma alma terminada , estando morto ou ou dissipado depois da morte do corpo, uma nova alma – “ um tipo de alma informal” – como o Papa e o Cardeal nos informam – é criada para o propósito do milagre de Deus; uma alma, além do mais, que é distinta da do homem, que é “ uma entidade independente, etérea e imortal.”
Além da objeção natural a tal ser procedente chamado “milagre” produzido pelo santo, pois ele é simplesmente Deus por trás de suas costas , que “cria” para o propósito de sua glorificação uma alma inteiramente nova bem como um novo corpo, a integridade da doutrina Tomasiana é aberta à objeção. Pois, como Descartes muito racionalmente destaca: “Se a alma do animal é tão distinta ( em sua imaterialidade) do seu corpo, nós acreditamos que é dificilmente possível evitar o reconhecê-la como um princípio espiritual, consequentemente, inteligente.”
O leitor quase não precisa ser lembrado que Descartes sustentava que o animal era um simples autômato , “o trabalho de um relógio muito bem ajustado “ , de acordo com Malebranche. Aquele que portanto, adota a teoria Cartesiana sobre o animal deveria também Aceitar de imediato as visões dos modernos materialistas. Pois, desde que o autômato é capaz de sentimentos tais como amor, gratidão, etc. e é dotado de memória sem possibilidade de negação , tais tributos todos devem ser , como os materialistas nos ensinam, “propriedades da matéria.” Mas se o animal é um “autômato”, por que não o homem? A Ciência exata – anatomia, fisiologia, etc. – não acha a menor diferença entre os corpos dos dois ; e quem sabe, justamente inquire Salomão – se o espírito do homem “ sobe” mais do que o da besta? Portanto, achamos o Descartes metafísico tão inconsistente quanto qualquer um.
Mas o que São Tomás diz a isto? Concedendo uma alma ao animal ( anima) e declarando-o imaterial, ele recusa ao mesmo tempo a qualificação de espiritual. Porque diz: “ em tal caso implicaria inteligência; uma virtude e uma operação especial reservada só para a alma humana” Mas como no 4o. Concílio de Latrão foi decidido que “ Deus tinha criado duas substâncias distintas , a corporal ( mundanam ) e a espiritual ( spiritualem); e que algo incorpóreo deve ser por necessidade, espiritual , São Tomás teve que resumir-se a uma espécie de compromisso, que só pode –se evitar chamar de subterfúgio apenas quando executado por um santo. Ele diz: “ a alma do animal não é nem espírito, nem corpo, é de uma natureza intermediária.” Esta é uma afirmativa desafortunada. Por toda parte adiante, São Tomás diz que “ todas as almas – mesmo aquelas das plantas – têm a forma substancial dos seus corpos” , e se isso for verdade para as plantas, por que não para com os animais? Não é certamente nem “espírito”, nem matéria pura, mas de uma essência que São Tomás chama de “natureza mediana”.9 Mas por que, uma vez no caminho certo, negar-lhe sobrevivência – deixar sozinha a imortalidade? A contradição é tão flagrante que de Mirville em desespero exclama: “ Aqui estamos na presença de três substâncias, em vez de duas, como decreto do concílio Latrano!” e prossegue adiante para contradizer , tanto quanto ele ousa, o “ Doutor Angélico”.
O grande Bousset em seu “ Tratado do Conhecimento de Deus e dele mesmo” analisa e compara o sistema a Descartes com o de São Tomás. Ninguém pode achar falta nele por dar preferência em matéria da lógica de Descartes. Ele acha a “invenção “ Cartesiana – aquela do autômato , como “saindo-se melhor da dificuldade” do que aquela de São Tomás de Aquino, aceita integralmente pela Igreja Católica; pelo que o Padre Ventura sente-se indignado contra Bossuet por aceitar “ um erro tão miserável e pueril”. E embora permitindo aos animais uma alma com todas as suas qualidades de afeição e sentido, leal para com seu mestre São Tomás, ele também recusa neles a inteligência e poderes de razão.” Bossuet” ele diz, “ é que deve ser mais culpado , visto que ele mesmo disse: “ Eu prevejo que uma grande guerra está sendo preparada contra a Igreja sob o nome de filosofia Cartesiana”. Ele está certo aqui, pois fora da “ matéria senciente “ do cérebro do animal sai bem naturalmente a matéria pensante de Locke, e fora da última, todas as escolas materialistas do nosso século. Mas quando ele falha, é apoiando a doutrina de são Tomás , a qual é cheia de falhas e contradições evidentes. Pois a alma do animal é, como a Igreja Romana ensina, um princípio informal, imaterial, então torna -se evidente que, sendo independente do organismo físico, ela não pode “morrer com o animal” mais do que no caso do homem. Se nós admitimos que ela subsiste e sobrevive, em que respeito difere da alma do homem? E que ela é eterna – uma vez que nós aceitemos a autoridade de São Tomás em qualquer assunto – embora ele se contradiga por toda a parte.” A alma do homem é imortal e a alma do animal morre”, ele diz ( Summa, vol. V pg 164), – isto , depois de ter questionado no vol. II do mesmo grande trabalho ( pg. 256)- “ existem seres que reerguem-se do nada?” E ele mesmo respondeu – “ Não , porque no Eclesiastes é dito : (iii 14 – Qualquer coisa que Deus faça, será para sempre “. Com Deus não há variáveis ( Tiago , 1.17) “ Portanto” , continua São Tomás, “ nem na ordem natural das coisas, nem por meio de milagres, há qualquer criatura que reerga do nada ( seja aniquilada); não há nada na criatura que seja aniquilada, pois aquilo que mostra com o maior esplendor a bondade divina é a perpétua conservação das criaturas.10
Esta frase é comentada e confirmada na anotação pelo Abade Drioux, seu tradutor. “ Não” , ele comenta – “ nada é aniquilado; é um princípio que tornou-se uma espécie de axioma com a ciência moderna”
E se assim, por que deveria haver uma exceção feita a esta regra invariável na natureza , reconhecida por ambas, a ciência e a teologia – só no caso da alma animal? Mesmo ainda que não tivesse inteligência, uma afirmativa da qual todo pensador imparcial sempre muito fortemente objetará.
Vejamos entretanto , mudando da filosofia escolástica para as ciências naturais, quais são as objeções do naturalista quanto ao animal ter uma alma inteligente e portanto, uma alma independente nele.
“ Seja o que for, o que pensa, que entende, que age, é necessariamente algo celestial e divino; e levando-se isto em consideração, deve ser eterno “ , escreveu Cícero, quase dois milênios atrás . Nós deveríamos entender bem , o Sr. Huxley contradizendo a conclusão – São Tomás de Aquino, o “ rei dos metafísicos”, acreditava firmemente na ressurreição realizada por São Patrício.11
Realmente, quando tais tremendas alegações ditas como milagres são apresentadas e impostas aos fiéis pela Igreja , seus teólogos deveriam tomar mais cuidado do que suas mais altas autoridades; pelo menos não deveriam contradizer-se, assim mostrando sua ignorância sobre questões todavia levantadas para uma doutrina.
O animal é então, privado de progresso e imortalidade porque ele é um autômato. De acordo com Descartes, ele não tem inteligência , o que é satisfatório para o escolasticismo medieval; nada além de instinto, o último significando impulsos involuntários , como afirmado pelos materialistas e negado pela Igreja.
Ambos, Frederico e George Cuvier discutiram amplamente entretanto, a inteligência e os instintos animais.12 Suas idéias sobre o assunto foram reunidas e editadas por Flourens, o secretário erudito da Academia de Ciências. Isto é o que Frederico Cuvier , por 30 anos Diretor do Departamento Zoológico do Museu Natural de História do Jardin des Plantes, Paris, escreveu sobre o assunto: “ O erro de Descartes, ou mais exatamente, o erro geral, está em que nenhuma distinção suficiente foi algum dia feita entre inteligência e instinto. Buffon , ele mesmo caiu em tal omissão e , devido a isso tudo, tudo na sua Filosofia zoológica é contraditório. Reconhecendo no animal um sentimento superior ao nosso próprio, bem como a consciência de sua real existência, negou-lhe ao mesmo tempo pensamento, reflexão e memória, consequentemente qualquer possibilidade de ter pensamentos ( Buffon, Discourse on the Nature of Animals; VII, pg. 57). Mas , como ele dificilmente poderia parar aqui, ele admitiu que o bruto tinha uma espécie de memória, ativa, extensiva e mais confiável do que nossa memória ( humana) (Id. Ibid. ,pg 77).Então, depois de ter-lhe recusado alguma inteligência, ele emtretanto admitiu que o animal “ consultava o seu dono, o interrogava, e compreendia perfeitamente qualquer sinal da sua vontade”. (Id. Ibid. vol. X – História do Cachorro , pg 2)
Uma mais magnífica série de afirmações contraditórias dificilmente poderiam ser mais esperadas de um grande cientista.O ilustre Cuvier está certo portanto em advertir por seu turno, que “ este novo mecanismo de Buffon é ainda menos inteligível do que o autômato de Descartes.”13
Como observado pelo crítico, uma linha de demarcação deveria ser traçada entre instinto e inteligência. A construção de colméias pelas abelhas , o levantamento de diques pelo castor no meio do piso seco do naturalista tanto quanto no rio, são todos atos e efeitos dos instintos imodificáveis para sempre e imitáveis , enquanto que os atos da inteligência são para ser descobertos em ações evidentemente pensadas pelo animal , onde não o instinto, mas a razão entra em ação, tal como sua educação, e o treinamento provoca e converte em suscetível de perfeição e desenvolvimento. O homem é dotado com a razão, a criança com o instinto; e o jovem animal mostra mais de ambos do que uma criança.
Na verdade, cada um dos contendores sabe tão bem quanto nós que é assim. Se qualquer materialista evita confessá-lo , é através do orgulho. Recusando uma alma a ambos, o homem e a besta, ele é relutante em admitir que o último é dotado de inteligência tal como também ele mesmo, ainda que em um grau infinitamente inferior. Por seu turno, o homem da igreja, o naturalista religiosamente inclinado , o metafísico moderno, acovarda-se ao admitir que o homem e o animal são ambos dotados com alma e faculdades, se não iguais em desenvolvimento e perfeição , ao menos as mesmas em nome e essência. Cada um deles sabe ou deveria saber que o instinto e a inteligência são duas faculdades completamente opostas em sua natureza, dois inimigos enfrentando-se em constante conflito; e aquilo , se eles não admitirem duas almas ou dois princípios, eles têm que reconhecer a qualquer preço , a presença de duas potências na alma , cada uma tendo o seu lugar no cérebro , a localização de qualquer uma das quais bem conhecida deles; visto que podem isolá-las e temporariamente destruí-las por um turno – de acordo com o órgão ou parte dos órgãos que eles estejam torturando durante as suas terríveis vivisecções. O que é senão orgulho humano O que levou o Papa a dizer:
Perguntem para qual finalidade os corpos celestes brilham;
A Terra, para que uso? O orgulho responde , É para mim. Para mim a natureza acorda seu poder genial,
Suga cada erva, e expande todas as flores.
*** *
Para mim, a mina traz milhares de tesouros;
Para mim, a saúde jorra de milhares de fontes;Os mares rolam para levar-me, sóis para iluminar a minha ascensão Meu escabelo a terra, meu dossel os céus !
E é o mesmo orgulho inconsciente que fez com que Buffon emitisse seus comentários paradoxais com referência à diferença entre o homem e o animal. Essa diferença consistia na “ ausência de reflexão, porque o animal”, ele diz,” não sente que ele sente.” Como pode Buffon saber? “ Ele não pensa que pensa” , ele acrescenta, depois de ter dito à platéia que o animal recordava-se, frequentemente deliberava, comparava e escolhia! 14 Quem alguma vez pretendeu que uma vaca ou um cachorro pudesse ser um ideólogo? Mas o animal pode pensar e sabe que pensa, mais agudamente do que não pode dizer e expressar seus pensamentos. Como pode Buffon ou qualquer outro mais saber ? Uma coisa é mostrada entretanto pelas observações exatas dos naturalistas e é que o animal é dotado com inteligência ; e uma vez que isto está estabelecido; nós temos apenas que repetir a definição de inteligência de Tomás de Aquino – a prerrogativa da alma imortal do homem – para ver que o mesmo é devido ao animal.
Mas em justiça à real filosofia Cristã, nós somos capazes de mostrar que o Cristianismo primitivo nunca pregou tais doutrinas atrozes – a causa verdadeira da debandada de muitos dos melhores homens e dos intelectos mais altos dos ensinamentos do Cristo e de seus discípulos.
III
Ó Filosofia, és guia para a vida e o descobridor da virtude. Cícero
A Filosofia é uma profissão modesta, é toda realidade e conduta clara ; eu odeio solenidade e pretensão, com nada a não ser orgulho ao fundo.
Plínio
O destino do homem – do mais brutal, como o animal, bem como o do santo – sendo imortalidade , de acordo com o ensinamento teológico; qual é o destino futuro das incontáveis hostes do meio animal ? Nós somos informados por vários escritores católicos – Cardeal Ventura, Conde de Maistre e outros – que ” a alma do animal é uma Força.”
“ É bem comprovado que a alma do animal” , diz o eco deles, de Mirville – “ foi produzido pela terra, pois isto é Bíblico. Toda a vida e almas moventes ( nephesh ou princípio da vida ) vêm da terra; mas deixe-me ser compreendido, não apenas do pó, do qual não somente o corpo deles mas também o nosso são feitos, mas do poder ou potência da terra; isto é, de sua força imaterial, como são todas as forças… aquela do mar, do ar, etc. de que são todos aqueles Princípios Elementais ( principautés elementaires) dos quais nós já falamos em outro lugar.” 15
O que o Marquês De Mirville entende pelo termo é que todo “ Elemento” na natureza é um domínio cheio de e governado pelos seus respectivos espíritos invisíveis . Os Cabalistas Ocidentais e os Rosacrucianos os chamam de Sílfides, Ondinas , Salamandras e Gnomos; os místicos Cristãos , como De Mirville, lhes dão nomes hebraicos e os classificam entre os vários tipos de Demônios sob o desvio de Satan, com a permissão de Deus, é claro.
Ele também se rebela contra a decisão de São Tomás , que ensina que a alma animal é destruída com o corpo. “ É uma força”, ele diz – que nós somos chamados a aniquilar, a força mais substancial da terra, chamada alma animal, “ a qual de acordo com o Reverendo Ventura , é 16” a alma mais respeitável depois da do homem.”
Ele a chamou de força imaterial, e agora é nomeada por ele “a coisa mais substancial na terra.”17
Mas o que é esta força? George Cuvier e Flourens o acadêmico nos contam o seu segredo.
“ A forma ou a força dos corpos ,” ( forma significa alma neste caso, deixe-nos relembrar ,) o último escreve, “ é muito longe mais essencial a eles do que a matéria é, como ( sem ser destruída na sua essência) a última muda constantemente, enquanto a forma prevalece eternamente. “ A isto Flourens observa : “ em tudo o que tem vida, a forma é mais persistente do que a matéria ; pois aquilo que constitui o Ser do corpo vivo, sua identidade e sua semelhança, é a sua forma. 18
“Ser”, como De Mirville observa por seu turno, “ um princípio magistral, um penhor da nossa imortalidade,” 19 deve ser concluído que alma – humana e animal – é entendida sob este termo enganador. É bem o que chamamos a VIDA UNA , eu suspeito.
Seja como for, a filosofia, ambas profana e religiosa, corrobora a afirmativa de que as duas almas são idênticas no homem e no animal. Leibnitz , o filósofo amado por Bossuet, pareceu creditar “ Ressurreição Animal “ a uma certa extensão. Sendo a morte para ele simplesmente “ invólucro temporário da personalidade “, ele a compara à preservação das idéias no sono ou à borboleta no seu casulo. “ Para ele” , diz De Mirville,” ressurreição 20 é uma lei geral na natureza, a qual torna-se um grande milagre quando executada por um taumaturgista, só em virtude de sua prematuridade, das circunstâncias do ambiente, e do modo na qual opera.” Nisto, Leibnitz é um verdadeiro Ocultista sem suspeitá-lo.O crescimento e a floração de uma planta em cinco minutos em vez de em dias e semanas, a germinação forçada e o desenvolvimento da planta, animal ou homem, são fatos preservados nos registros dos Ocultistas. Eles são apenas milagres aparentes; as forças produtivas naturais aceleradas e mil vezes intensificadas pelas condições induzidas sob leis ocultas conhecidas pelo Iniciado. O crescimento rápido anormal é efetuado pelas forças da natureza, sejam cegas ou ligadas a inteligências menores submetidas ao poder oculto do homem,sendo trazidas a suportar coletivamente o desenvolvimento da coisa a ser suscitada de seus elementos caóticos. Mas por que chamar um de milagre divino, o outro de subterfúgio satânico ou proeza fraudulenta?
Ainda como um filósofo verdadeiro, Leibnitz acha-se forçado , mesmo nesta perigosa questão da ressurreição e da morte, a incluí-la no todo do reino animal em sua grande síntese, e para dizer : “ Eu acredito que as almas dos animais são indestrutíveis … e eu acho que nada é melhor ajustado para provar nossa própria natureza imortal.”21
Apoiando Leibnitz, Dean, o Vigário de Middleton, publicou em 1748, dois pequenos volumes sobre o assunto . Para resumir suas idéias, ele diz que “ as escrituras sagradas insinuam em várias passagens que os brutos viverão uma vida futura. A doutrina foi sustentada por vários Pais da Igreja . A razão ensinando –nos que os animais têm alma , ensina-nos ao mesmo tempo que eles existirão em um estado futuro. O sistema dos que acreditam que Deus aniquila a alma do animal não é apoiada em lugar nenhum, e não tem fundamento sólido nela.”, etc. etc. 22
Muitos cientistas do século passado defenderam a hipótese de Dean, declarando-a extremamente provável, um deles especialmente, o culto teólogo Protestante Charles Bonnet , de Genebra.Ainda agora, este teólogo foi o autor de um trabalho extremamente curioso chamado por ele de Palingenésia 23 ou “ O Novo Nascimento” , que acontece , como ele procura provar , devido a um germe invisível que existe em todo mundo, e não mais do que Leibnitz , ele pode entender que os animais seriam excluídos de um sistema, o qual, na sua ausência não seria uma unidade, visto que sistema significa “ uma coleção de leis.” 24
“Os animais”, ele escreve “ são livros admiráveis , nos quais o criador reuniu as mais notáveis características na sua inteligência soberana. O anatomista tem que estudá-los com respeito, e, no mínimo embuído com o sentimento de delicadeza e razão que caracteriza o homem de moral, ele não imaginará nunca, enquanto está virando as páginas, que ele está manipulando ardósia ou quebrando seixos. Ele jamais esquecerá de que tudo o que vive e sente está habilitado à sua misericórdia e piedade. O homem correria o risco de comprometer seu sentimento ético fosse ele tornar-se familiarizado com e sofrimento e o sangue dos animais. A verdade é tão evidente que os governos não deveriam nunca perdê-la de vista… quanto à hipótese de automatismo, eu me sentiria inclinado a considerá-la como uma heresia filosófica , muito perigosa para a sociedade, se não violasse tão fortemente o bom senso e o sentimento ao ponto de tornar-se inofensiva, pois não pode jamais ser adotada genericamente.”
“ Quanto ao destino do animal, se minha hipótese for correta, a Providência guarda em reserva para eles as maiores compensações em futuros estados…25 E para mim, sua ressurreição é a conseqüência daquela alma ou forma que somos obrigados a conceder-lhes, pois a alma sendo simples substância, não pode ser dividida nem decomposta, nem ainda ser aniquilada. Não se pode escapar a tal dedução sem cair de volta no automatismo de Descartes; e então do automatismo animal se chegaria logo e forçosamente, ao do homem.”…
Nossa moderna escola de biólogos chegou à teoria do “ homem autômato”, mas seus discípulos podem ser largados aos seus estratagemas e conclusões. Aquela com a qual estou presentemente comprometida , é a prova final absoluta de que nem a Bíblia, nem seus intérpretes mais filosóficos – embora o muito que tivessem deixado faltar uma percepção mais clara de outras questões – sempre negaram , com uma autoridade bíblica , uma alma imortal para qualquer animal , mais do que tenham achado nela evidência conclusiva para a existência de tal alma no homem – . no Velho Testamento. Alguém só tem que ler certos versos em Job e no Eclesiastes ( iii.17 et seq. 22) para chegar a esta conclusão. A verdade da questão é que no futuro estado de nenhum dos dois está referido neste lugar , nem por uma simples palavra. Mas por outro lado, se só evidência negativa é achada no Velho Testamento no que concerne a alma imortal em um animal, no Novo , isto está claramente declarado como aquela mesma do homem, e é para o benefício daqueles que ridicularizam o filosoísmo Hindu , que afirmam seu direito de matar animais ao seu desejo e prazer, e negam-lhes uma alma imortal, de que uma prova definida e final está sendo dada agora.
São Paulo foi mencionado no final da Parte I como o defensor da imortalidade de toda a criação bruta. Afortunadamente , esta afirmação não é uma daquelas que podem ser ridicularizadas pelos Cristãos como” as interpretações blasfemas e heréticas dos escritos sagrados, por um grupo de ateístas e livres pensadores.” Fosse cada uma das palavras sábias do Apóstolo Paulo – um Iniciado, seja quem for que possa ter sido – tão claramente entendida naquelas passagens relativas aos animais. Pois então, como será mostrado, a indestrutibilidade da matéria ensinada pela ciência materialista, a lei da evolução eterna, amargamente negada pela Igreja; a onipresença da VIDA UNA, ou a unidade do ELEMENTO ÚNICO , e sua presença através da totalidade da natureza como pregado pela filosofia esotérica, e o sentido secreto das observações de São Paulo aos Romanos ( viii – 18 – 23), seria demonstrado , além de dúvida ou sofisma, ser obviamente uma e a mesma coisa. Na verdade, o que mais pode aquele grande personagem histórico , tão evidentemente imbuído da filosofia Neo- Platônica Alexandrina , querer dizer com o seguinte , que transcrevo com comentários à luz do Ocultismo, para dar uma compreensão mais clara do que eu quero dizer ?
O apóstolo dá a sua premissa ao dizer ( Romanos viii ; 16,17) que “ O espírito , ele mesmo “ ( Paramatma) “ dá testemunho de nosso espírito” ( atman) “ que somos filhos de Deus,” e “ se filhos, então herdeiros “ – herdeiros , claro, à eternidade e à indestrutibilidade da essência eterna ou divina em nó s. Então , ele nos diz que:
“ Os sofrimentos do tempo presente não são dignos de serem comparados com a glória que será revelada ( v.18).”
A “ glória “ nós mantemos, não é “ a Nova Jerusalém” , a representação simbólica do futuro nas Revelações Cabalísticas de São João – mas os períodos devachânicos e a série de nascimentos nas raças sucessivas quando, depois de cada nova encarnação, nos acharemos mais altos e mais perfeitos , tanto fisicamente quanto espiritualmente; e quando finalmente nós nos tornaremos realmente “ os filhos” e “ os filhos de Deus” na “ última Ressurreição” – quer as pessoas o chamem Cristão, Nirvânico ou Parabamânico ; pois todos são um e o mesmo. Verdadeiramente.
“ A mais fervorosa expectativa da criatura espera pela manifestação dos filhos de Deus”.(v19)
Por criatura, animal é o que significa aqui, como será mostrado adiante sob a autoridade de São João Crisóstomo. Mas quem são os “ filhos de Deus”, por cuja manifestação a criação toda espera? São eles os “ filhos de Deus” com quem “ Satan também veio”( ver Job) ou os “ sete anjos das Revelações? Refere-se aos Cristãos apenas ou aos “ filhos de Deus “ por todo o mundo? 26 Tal “manifestação “ é prometida no final de todo Manvântara 27 ou período mundial pelas escrituras de toda grande Religião , e salvo na interpretação Esotérica de tudo isso ,em nenhum lugar tão clara quanto nos Vedas. Pois lá, é dito que no fim de cada Manvântara vem o Pralaya, ou a destruição do mundo – só uma das quais é conhecida , e esperada pelos Cristãos – quando serão deixados os Sishtas ou remanescentes , os sete Rishis e um guerreiro, e todas as sementes, para a seguinte onda de vida humana da seguinte Ronda. 28 Mas a questão principal com a qual estamos ligadas não é no presente , se a teoria Hindu , ou a Cristã é a mais correta; mas mostrar que os Brahmins – ao ensinar que as sementes de todas as criaturas são deixadas de lado, fora da destruição total periódica e temporária das coisas visíveis, junto com “ os filhos de Deus” ou os Rishis que se manifestarão eles mesmos para a futura humanidade – diz nem mais nem menos o que São Paulo prega ele mesmo. Ambos incluem toda a vida animal na esperança de um novo nascimento e renovação em um estado mais perfeito quando toda criatura que agora ‘ espera” se regozijará “ na manifestação dos “ filhos de Deus”. Porque como São Paulo explica:
“ A criatura mesma ( ipsa) também se livrará da escravidão da corrupção “ , o que quer dizer que a semente ou alma indestrutível do animal , que não alcança o Devachan enquanto em seu estado elementar ou animal, alcançará uma forma mais alta e continuará , junto com o homem, progredindo em estados e formas ainda mais altos , para terminar, animal bem com o homem, “ na liberdade gloriosa dos filhos de Deus”. ( v.21)
E essa “ liberdade gloriosa “ pode ser atingida somente através da evolução ou do progresso Cármico de todas as criaturas. O animal mudo tendo evoluído da planta semi- sensível , é ele mesmo transformado ,em estágios , no homem , espírito, Deus – et seq e ad infinitum ! Pois diz São Paulo – “ Nós sabemos ( “nós”, os Iniciados) que toda a criação , ( omnis creatura ou criatura, na Vulgata) geme e sofre as dores ( do nascimento da criança) sofrendo até hoje.” 29 ( v.22)
Isso está claramente dizendo que o homem e o animal estão em igualdade na terra, quanto ao sofrimento, e em seus esforços evolucionários em direção à meta e de acordo com a lei cármica. Por “ até agora”, quer dizer até a 5a. Raça. Para fazê-lo ainda mais claro, o Grande Iniciado Cristão explica dizendo :
“ Não apenas eles ( os animais) mas nós mesmos também, que temos os primeiros frutos do Espírito, nós gememos por dentro de nós mesmos esperando pelo reconhecimento, para testemunhar a redenção de nosso corpo” ( v.23) . Sim, somos nós homens, que temos “ os primeiros frutos do Espírito”, ou a luz Parabramânica direta, ou Atma , ou o sétimo princípio, devido à perfeição do nosso quinto princípio ( Manas), o qual é de longe muito menos desenvolvido no animal.Em compensação, o carma deles é bem menos pesado do que o nosso. Mas esta não é a razão porque eles também não devam alcançar um dia a perfeição que dá ao homem completamente evoluído a forma Dhyanchohânica.
Nada pode ser mais claro – mesmo para um crítico profano não iniciado – do que aquelas palavras do grande Apóstolo , se as interpretarmos pela luz da filosofia esotérica, ou do escolasticismo medieval. A esperança de redenção , ou de sobrevivência da entidade espiritual, liberta do “cativeiro da corrupção” ou a série de formas materiais temporárias , é para todas as criaturas viventes, não apenas para o homem. Mas o ” modelo” dos animais, proverbialmente injusto até com os seus próximos, não se poderia esperar que desse consentimento fácil de compartilhar suas expectativas com o seu gado e aves domésticas. O famoso comentarista da Bíblia , Cornelius a Lapide, foi o primeiro a apontar e cobrar seus antecessores com uma intenção consciente e deliberada de fazer tudo o que pudessem para evitar a aplicação da palavra creatura às criaturas inferiores deste mundo. Nós sabemos porque São Gregório de Nazianzus, Orígenes e Santo Cirilo (quem, mais provavelmente, recusou-se a ver uma criatura humana em Hipatia * ) , e lidou com ela como se fosse um animal selvagem, insistiu para que a palavra creatura, nos versos acima citados, fosse aplicada pelo Apóstolo simplesmente aos anjos! Mas, como comenta Cornelius, que apela a São Tomás por corroboração, “ esta opinião é muito distorcida e violenta ( distorta et violenta); ela é além disso, invalidada pelo fato de que anjos, como tais, estão já libertos dos liames da corrupção.” Não é a sugestão de Santo Agostinho mais feliz , pois ele oferece a estranha hipótese de que as “ criaturas” de que fala São Paulo , foram “ os infiéis e os heréticos” de todas as idades! Cornelius contradiz o Pai venerável tão friamente quanto ele opôs seus irmãos – santos mais antigos. “ Pois” , ele diz , “ no texto citado às criaturas de que fala o Apóstolo são evidentemente criaturas distintas dos homens; – não só elas mas nós mesmos também; e então , aquilo que é significado, não é a libertação do pecado, mas a morte por vir.” 30 Mas mesmo o bravo Cornelius finalmente fica assustado pela oposição geral e decide que sob o termo criaturas , São Paulo pode ter querido significar – como Santo Ambrósio , Santo Hilário e outros insistiram, elementos (!!) i.e. , o sol, a lua, as estrelas, a Terra, etc. etc.
Infelizmente, os santos especuladores e escolásticos , e muito afortunadamente para os animais – se estes tiveram algum lucro com as polêmicas – eles são regulados por uma autoridade ainda maior do que eles mesmos. É São Crisóstomo, já mencionado, a quem a Igreja Católica Romana , no testemunho dado pelo bispo Proculus , em uma época seu secretário, guarda na mais alta veneração. De fato, São João Crisóstomo foi , se tal termo profano ( nos nossos dias ) pode ser aplicado a um santo, – o” médium “ do apóstolo dos Gentios. Na matéria do seu Comentário às Epístolas de São Paulo, São João é tido como diretamente inspirado pelo Apóstolo mesmo, em outras palavras , como tendo escrito seus comentários ditados por São Paulo. Isto é o que lemos naqueles comentários do 3o. Capítulo da Epístola aos Romanos.
“ Não devemos lamentar sobre a demora feita por nossa migração ( morte), pois se, como disse o Apóstolo, a criatura – privada de razão ( mente , not Anima , “ Alma” ) e fala ( nan sic hoec creatura mente et verbo carens ) – geme e espera, vergonha maior se nós mesmos falhássemos ao fazê-lo.”31
Desafortunadamente, nós fazemos, e falhamos mais ingloriosamente neste desejo por “ migração” para regiões desconhecidas. Estudassem as pessoas as escrituras de todas as nações e interpretassem seu significado pela luz da filosofia esotérica , ninguém falharia ao tornar-se , se não ansioso por morrer , pelo menos indiferente à morte. Nós devemos então fazer uso aproveitável do tempo que passamos nesta Terra preparando-nos calmamente em cada encarnação, para a próxima, acumulando bom carma. Mas o homem é um sofista por natureza. E , mesmo depois de ler esta opinião de São João Crisóstomo – um que estabelece a questão da alma imortal nos animais para sempre, ou deveria fazê-lo assim a qualquer custo, na mente de todo Cristão – nós tememos que os pobres brutos podem não se beneficiar da lição, apesar de tudo. Na verdade, o casuísta sutil , condenado pela sua própria boca, poderia dizer-nos , que qualquer que seja a natureza na alma do animal, ele ainda está lhe
* Hipatia ( 370-415 dC) – filha de Theron, era uma cientista, astrônoma, matemática, líder da escola de filosofia neo-platônica e diretora da Biblioteca de Alexandria. Cirilo, o arcebispo de Alexandria , a odiava por ela ser um símbolo da ciência e da cultura que, paar a Igreja, representavam o paganismo. Ela continuou o seu trabalho apesar das ameaças até que, no ano de 415, foi cercada pelos monges e paroquianos de Cirilo, despida e esfolada até a morte com cacos de cerâmica. Seus restos foram queimados, suas obras destruídas e Cirilo foi canonizado. A morte de Hipatia e a destruição da Biblioteca de Alexandria marcaram o início da Idade das Trevas. – Adaptação feita pelo Jornal oxigênio , de novembro de 2004, da Série “ Cosmos” , 1980. fazendo um favor , e uma meritória ação a ele mesmo, ao assassinar o pobre bruto , pois assim lhe acaba com os “ gemidos pela demora feita para a sua imigração” na glória eterna.
A escritora não é simples suficientemente para imaginar, que um Museu Britânico cheio de trabalhos contra a dieta carnívora, teria o efeito de fazê-los renunciar ao seu bife ou ao seu ganso do Natal. Mas se estas linhas humildes pudessem fazer com que uns poucos leitores compreenderem o valor real das nobres palavras de São Paulo , e portanto, seriamente dirigissem os seus pensamentos aos horrores da vivisecção – então a escritora estaria contente. Pois verdadeiramente, quando o mundo sentir-se convencido – e ele não pode evitar que chegue um dia a tal convicção – que os animais são criaturas tão eternas quanto nós mesmos, a vivisecção e outras torturas permanentes , diariamente infligidas aos pobres brutos, após provocarem uma explosão de maldições e ameaças da sociedade em geral, forçarão os Governos a pôr um fim a estas práticas bárbaras e vergonhosas.
H. P. BlavatskyTheosophist , Janeiro, Fevereiro e and Março, 1886
1 De la Ressurrection et du Miracle. E. de Mirville.
2 De la Ressurrection et du Miracle. E. de Mirville.
3 Compare também a diferença entre a tradução do mesmo verso na Vulgata, e em textos de Lutero e De Wette.
4 Comentário – Apocalipse, cap. V. 137.
5 É apenas justiça reconhecer aqui que De Mirville é o primeiro a reconhecer o erro da Igreja neste particular, e a defender a vida animal tanto quanto ele ousa fazê-lo.
6 De Beatificatione, etc., pelo Papa Benedito XIV.
7 Na filosofia escolástica , a palavra “ forma” aplica-se ao princípio imaterial o qual informa
ou anima o corpo.
8 De Beatificatione , etc. I, IV, c. XI, Artigo 6.
9 Citado pelo Cardeal Ventura em sua Philosophie Chretienne, Vol. 11, p. 386. Ver também De Mirville, Réssurrections animales.
10 Summa – Drioux edição em 8 vols.
11 São Patrício, é proclamado, cristianizou “ o país mais satânico do globo – Irlanda, ignorante em tudo, exceto magia “ – para a “ Ilha dos Santos “ , ao ressuscitar “sessenta
homens mortos anos antes. ” Suscitavit sexaginta mortuos ( Lectio I.ii , do Breviário Romano , 1520). Na M.S. tida como sendo a famosa confissão daquele santo ,
preservada na Catedral de Salisbury ( Descript. Hibern. I II, C.1), São Patrício escreve na sua carta autografada :” Para mim ao último dos homens, e ao maior pecador, Deus deu entretanto,contra as práticas mágicas deste povo bárbaro, o dom dos milagres, tal qual não havia sido dado ao maior de nossos apóstolos, visto que ele ( Deus) permitiu que entre outras coisas ( tais como a ressurreição de animais e criaturas rastejantes) eu devesse ressuscitar corpos mortos reduzidos a cinzas há muitos anos.” Na verdade, depois de tal prodígio, a ressurreição de Lázaro parece apenas um incidente insignificante.
12 Mais recentemente, Dr. Romanes e Dr. Butler lançaram maior luz sobre o assunto.
13 Biographie Universelle, art. por Cuvier sobre a vida de Buffon.
14 Discours sur la nature des Animaux.
15 Esprits, 2m. mem.cap. XII, Cosmolatrie.
16 Ibid.
17 Sprits – pg.158.
18 Longevity, pp. 49 e 52
19 Ressurrections. p. 621.
20 Os ocultistas a chamam “ transformação” durante uma série de vidas e o final, Ressurreição nirvânica.
21 Leibnitz. Opera philos., Etc.
22 Ver vol. XXIX da Biblioteque des ciences, 1o. Trimestre do ano 1768.
23 Das duas palavras gregas – nascer e renascer.
24 Ver Vol. II Palingeneses. Também , as Resurrections de De Mirville.
25 Nós também acreditamos em “ futuros estados “ para o animal do mais alto ao baixo para a infusoria – mas em uma série de renascimentos, cada uma e mais alta forma , acima para o homem e então além – em resumo, nós acreditamos em evolução no sentido mais completo da palavra.
26 Ver Isis , Vol. I.
27 O que foi realmente significado em “ filhos de Deus” em antiguidade é agora totalmente demonstrado na DOUTRINA SECRETA na sua Parte I ( no Período Arcaico) – agora quase
pronta.
28 Esta é a visão ortodoxa Hindu bem como a visão esotérica. Na sua palestra de Bangalore “ O que é a Religião Hindu?” – Dewan Bahadoor raghunath Rao , de Madras, disse : “ Ao
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fim de cada Manvântara , a aniquilação dos mundos acontece; mas o guerreiro, sete Rishis, e as sementes são salvas da destruição. Para eles , Deus ( ou Bhrama ) comunica as Leis Regulamentares ou os Vedas… logo que o Manvântara começa estas leis são promulgadas … e tornam-se ligadas até o final daquele Manvântara. Estas oito pessoas são chamadas Sishtas, ou os remanescentes, porque elas sozinhas permanecem depois da destruição de Todas as outras. Seus atos e preceitos são portanto, designados “ Sishtacar” . São também
designadas “ Sadachar”porque tais atos e preceitos são os únicos que sempre existiram.”
Esta é a versão ortodoxa. O um secreto fala dos sete Iniciados tendo atingido a condição de Dhyanchohan ao final da sétima raça nesta terra, os quais são deixados na terra durante sua “Obscuramento “ com a semente de cada mineral, planta e animal que não teve tempo de evoluir para homem para a Ronda seguinte ou período mundial. Ver Budismo Esotérico, por A. P. Sinnet, 5a. Edição, anotações, pp146,147.
29 … ingemiscit et parturit usque adhuc na tradução Latina original. 30 Cornelius, edit. Pelagaud, I. IX , pg 114.
31 Homilia XIV . Sobre a Epístola aos Romanos.
Fonte em inglês : http://www.blavatsky.net/arts/HaveAnimalsSouls.htm Tradução: Regina Medina – Loja Krishna – RJ

Fonte:http://www.teosofia-liberdade.org.br/os-animais-tem-alma/

A misteriosa alma das plantas

Doutrinas budistas, bramânicas taoístas, egípcias, platônicas e pitagorianas atribuem à planta vida e uma sensibilidade semelhantes as das pessoas. Antigos filósofos gregos, da era pré-socrática, como Demócrito, Anaxágoras e Empédocles, também sustentam as mesmas teses.

Charles Bonnet, naturalista e filosofo suíço do século XVIII, afirmava que as plantas possuem sensibilidade e discernimento em grau que as torna capazes até conhecerem a felicidade.

Erasmus Darwin (1731 1802), cientista e poeta inglês, em seu livro Jardim Botânico, diz que a planta tem alma. Concordam com essa opinião Karl Friedrich Phillip von Martius (1794-1868), botânico alemão que veio ao Brasil em 1817, enviado pelo rei Baviera, e Theodor Gustay Fechner (1801 1887), cientista e filósofo alemão, que escreveu um livro no qual tenta provar essa teoria.

Fechner fez um levantamento das várias analogias entre as plantas e os seres humanos. Nas plantas a respiração se efetua por meio das traquéias de Malpighi, formadas de uma cinta circular enrolada em espiral, e dotada de contração e de expansão. E, além de indispensável para sua vida, o ar exerce sobre a seiva da planta uma ação semelhante à exercida sobre o nosso sangue.

O lado inferior das folhas está cheio de pequenas bocas estomáticas que funcionam como órgãos de respiração, conforme demonstraram as experiências realizadas, entre outros, por Stephen Hales (1677 1761), fisiologista, químico e inventor inglês, Horace Bénédict de Saussure (1740 1799), físico e fisiologista suíço, e por Hugo von Mohl, botânico alemão que descobriu a verdadeira natureza das células.

As plantas recebem o oxigênio do ar, aproveitam-no e exalam o ácido carbônico. Nutrem-se do carbono que extraem do ácido carbônico e durante o dia exalam uma grande quantidade de oxigênio. As raízes e as folhas servem de estômago, e a seiva tem uma função semelhante à do quilo no estômago humano.

Ainda não se comprovou definitivamente a circulação da seiva, mas já se sabe que as plantas têm transpiração e a executam com força extraordinária. Notável também é sua capacidade de se movimentar em busca da luz do sol, dos elementos de nutrição e de um.terreno propício à sua vida, como se pode observar, a cada passo do seu desenvolvimento.

A planta manifesta simpatias e antipatias em relação às demais espécies: vive bem ao lado de algumas e morre quando suas vizinhas lhe são antipáticas. Desse sentimento de afinidades existem, muitos exemplos: a oliveira é amiga da videira e inimiga da couve; a anêmona é amiga intima do nenúfar, e a arruda gosta de viver perto da figueira.


Fonte: Livro Plantas e Flores




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