ANJOS E DEMÔNIOS - DAN BROWN - RESENHA

ANJOS E DEMÔNIOS - DAN BROWN

Anjos e Demônios
Título Original: Angels & Demons
Autor: Dan Brown
Ano: 2000
ISBN: 8575421468

Introdução

“Anjos e Demônios” é um livro que retrata o possível retorno da seita satânica dos Illuminati, cuja simbologia deve ser desvendada por Robert Langdon, a personagem principal, e Vittoria, bio-física do renomado CERN (Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire), a fim de evitar o colapso do Vaticano.

Estrutura

A obra é muito bem ambientada. Contendo mapas para melhor visualização dos marcos citados e descrições fiéis dos mesmos, o livro traz a possibilidade de que os cenários sejam vistos com fidelidade pelo público da maneira que são e pelo ângulo que se deseja. A divisão em capítulos é milimetricamente pensada. Alguns capítulos mais curtos, outros mais longos, mas todos com o mesmo intuito: encerrar o bloco com a sensação de “faltar algo”, fomentando, assim, a vontade do leitor de prosseguir à história. Mesmo contando com 464 páginas, em nenhum momento o livro é cansativo. Começa cálido – perto dos acontecimentos que se sucederão depois – e vai se acelerando, se aquecendo, criando um clímax que, por mais incrível que pareça, se sucede diversas vezes durante a história.



O Conteúdo

A primeira aventura de Robert Langdon começa com um misterioso telefonema – aparentemente de uma pessoa à espera de respostas que seus conhecimentos em simbologia podem trazer – e, posteriormente, um fax com imagem repugnante e improvável: Leonardo Vetra, grande cientista do CERN, fora brutalmente assassinado e, a fogo, sua carne fora queimada com o símbolo ambigramático dos Illuminati. 
Robert, então, é levado ao CERN, onde tem a oportunidade (ou infortuito) de conhecer pessoalmente a imagem retratada no fax – o defunto. Conhece também Maximilian Kohler, diretor do CERN, e Vittoria Vetra, filha de Leonardo. Assim, Robert toma conhecimento da Anti-matéria – a única coisa que poderia ter atraído o assassino – e descobre que uma quantidade um pouco aumentada desta roubada. Associando isto ao perigo explosivo da anti-matéria... Catástrofe à vista!
Robert e Vittoria são enviados ao Vaticano por Kohler, onde se encontram com o Camerlengo, encarregado das tarefas papais devido à morte de Sua Santidade, e organização do Conclave que elegeria um novo representante superior da Igreja. O Conclave é cercado de tensão quando quatro dos preferiti – os preferidos à eleição ao papado – somem misteriosamente. O Hassassin – “anjo da morte” dos Illuminati – assume a responsabilidade pela morte de Leonardo Vetra e promete matar cada um dos preferiti a partir das 8 horas da noite – um por hora – sob cada elemento divino, em cada uma das etapas do caminho da iluminação – a trajetória Iluminatti. Robert e Victoria, conseguindo permissão do Camerlengo Carlo Ventresca, entram nos arquivos do Vaticano à procura de uma pista – em língua pura – dos altares da ciência. É lá que eles encontram Diagramma della Veritá (DIII, o número 503 diversas vezes citado em documentos supostamente de autoria Illuminati) – obra de Galileu Galilei, em cuja margem do Fólio 5 está escrito um poema deJohn Milton, orientando como chegar em cada um dos altares da ciência.
Assim, depois de perseguirem uma pista errada (afinal, o Panteão era óbvio demais, e a análise do poema não estava correta), eles encontram o altar da Terra, na Igreja de Santa Maria del Popolo, na Capela Chigi, e o cardeal Ebner morto na cova dos demônios; o altar do ar, na praça de São Pedro, onde o cardeal Lamassé também é encontrado morto, sob os holofotes da imprensa; no altar do fogo, o cardeal Guidera é queimado vivo na igreja Santa Maria della Vittoria, e Robert quase morre nas mãos do Hassassin, que sequestra Vittoria; por fim, no altar da água, o último dos preferiti, cardeal Baggia morre afogado em A Fonte dos Quatro Rios devido às várias correntes que o carregam para o fundo, mesmo com os esforços de Robert para salvá-lo – o Hassassin tenta matá-lo e não deixou que salvasse o cardeal. Com o Cardeal morto, Robert vai atrás de Vittoria e a encontra junto com o Hassassin, que ambos atiram da sacada.
Enquanto isto, no Vaticano, o Camerlengo havia exposto a situação à imprensa mundial. Com a ameça iminente da explosão da anti-matéria, o “Bom Samaritano” – na verdade, Kohler – arranja um pretexto para ir ao Vaticano e ter uma conversa particular com o camerlengo, gravando a mesma. Acusado de ter queimado o peito do camerlengo, Kohler é alvejado – e seu cúmplice dentro da Guarda Suíça, Rocher, também. Antes de morrer, porém, Kohler entrega a Robert uma câmera, pedindo que entregue à imprensa, o que mesmo ignora de início. O Camerlengo perde os sentidos e começa a ser encaminhado para o hospital quando tem uma visão - e entende que a anti-matéria está bem abaixo da Basílica de São Pedro, junto aos restos mortais do mesmo. Decide, então, num ato heróico, salvar a todos levando a anti-matéria para o alto e explodindo-a. Robert compreende que o camerlengo quer atirar a anti-matéria em um local seguro, e sobe com ele no helicóptero. O camerlengo fecha a anti-matéria em uma caixa de metal – e utilizando o único paraquedas do helicóptero – aterrissa bem acima na catedral, aclamado como milagre, principalmente pelos cardeais (fazendo dele, tecnicamente, papa eleito). Robert, porém, decide pular do helicóptero (mais uma chance de viver) e lembra-se de uma frase científica que o diretor do CERN naquele mesmo dia lhe dissera:
Um metro quadrado de algo que ofereça resistência ao ar retarda a queda de um corpo em quase 20 por cento.

Caindo em um mergulho perfeito no Rio Tibre, e tendo sua queda amortecida, Robert é salvo por uma equipe de paramédicos. Ouve a câmera de Kohler, e volta ao Vaticano para contar a verdade, junto com Vittoria. É lá que eles e todos os cardeais confrontam o camerlengo, que vê razões puramente religiosas – salvar a Igreja de Seu Deus – para tantos assassinatos, incluindo o do Papa, que na verdade é seu pai (através de inseminação artificial, seu pai e sua mãe, que era uma freira, mantiveram os votos celibatários); e marcou a si mesmo, colocando a culpa em Kohler e Rocher. Sentindo-se confuso após a descoberta da verdadeira identidade do Papa, o camerlengo sai vagando por dentre a basílica e diante das 99 lamparinas encontra a solução: diante de toda a multidão, banha-se nos óleos das mesmas e acende um isqueiro, desaparecendo em uma espiral de fogo. Assim, os restos mortais deste são depositados junto com os de seu pai, e Saverio Mortati é eleito novo Papa. Robert e Vittoria vão para um hotel, onde descansam, e Robert recebe o ferro de marcar com o diamante Illuminati como presente. Então, Vittoria e ele empenham-se num jogo de sedução, que termina (para nós, no livro) com a frase:
Você nunca foi para a cama com uma mestra de ioga, foi?

Análise

O livro, de um modo geral ou específico, é uma grande leitura, já que suas qualidades superam os defeitos em muitos termos. O perfeito segredo por trás de Janus e do Hassassin permite que a história chegue a patamares aparentemente absurdos. A “troca de lado”,quando o mocinho vira bandido e vice-versa, que por diversas vezes acontece, é o ápice do livro. “Ninguém é totalmente Anjo, nem totalmente demônio”. Quem poderia imaginar que um membro da Igreja matara o papa e outros quatro cardeais em nome da Instituição, trazendo à tona um medo há muito esquecido, os Illuminati? O CERN, uma instituição científica renomada que há muito desprezava os manifestos da Igreja, seria o reduto mais lógico para os Illuminati. E então, há um redemoinho onde o camerlengo é o herói, o Hassassin e Olivetti são os vilões, posição posteriormente ocupada por Kohler e seu fiel cúmplice Rocher. Numa interpretação digna de Oscar, o Camerlengo finge ter recebido a informação divina. Reaparece, depois do helicóptero ser desintegrado, vivo, em cima da catedral. Então Robert sobrevive e você desconfia. Será que o homem santo é tudo isso? E descobre junto com Robert a farsa. E os papéis se invertem outra vez. É difícil não ficar atônito com tanta mudança dos fatos. Ora, isso tudo aconteceu num único dia! O tempo, inclusive, foi um fator altamente respeitado dentro da obra.
Como se sabe, nem tudo é exclusivamente divino. Alguns detalhes, apesar de não comprometerem a leitura, poderiam ter sido melhor explorados ou suprimidos. Por exemplo, o fato do camerlengo ser filho do Papa é muito previsível. Um bispo aparece para cuidar de um menino que aparentemente não tem nada a ver com ele, e sempre o tem junto dele. Então, o camerlengo descobre que o homem tivera um filho. Quem mais poderia ser além do camerlengo? Além das expressões do Papa ao revelar o segredo não deixarem transparecer dúvidas. Então, o que era pra ser uma revelação estarrecedora, passa despercebida na história. Torna-se apenas um gancho para que o espiral de fogo aconteça.
Outro ponto a ser considerado é a repentina mudança de espírito nas personagens Glick e Macri. Em um primeiro momento, era Glick o destemido repórter a transgredir todas as regras da BBC e fazer uma transmissão que renderia os grandes louros à sua carreira, e Macri era a cinegrafista contida. Durante o livro, Glick vai ficando cada vez mais ousado, e Macri apenas vai acompanhando, com um fio de esperança. Então, durante a visão do camerlengo, os papéis mudam – Glick fica misteriosamente amedrontado e Macri se torna a ousada cinegrafista – um recurso usado para justificar a luminosidade no recinto pela luz da câmera. Ainda assim, é um ponto controverso.

Recomendações
Anjos e Demônios é um livro que vai prender sua atenção com certeza – e trazer um tipo de conhecimento com que você não tenha muito contato, talvez. Simbologia pura – reconhecimento de vários símbolos maçons, Illuminatus, católicos, pagãos, e a história por trás dos símbolos é quase um capítulo à parte do livro. Conhecimentos arquitetônicos, artísticos, literários, geográficos, históricos, matemáticos, lingüísticos são alguns dos que aparecem no livro. É quase uma aula, porém com a adrenalina de um mistério. Muito recomendado.

O Autor

Dan Brown é um escritor norte-americano casado com a pintora e historiadora de arte Blythe, que colabora para as pesquisas de seus livros. Ele mora em New England, nos Estados Unidos. No início de 2004, todos os seus quatro livros - O Código Da Vinci, Anjos e Demônios, Fortaleza Digital e Deception Point - estiveram ao mesmo tempo na lista de mais vendidos do The New York Times



Fonte:http://seismilenios.blogspot.com.br/2010/12/resenha-livro-anjos-e-demonios-dan.html

Livro Anjos e Demônios“Anjos e Demônios“, apresenta como protagonista Robert Langdon, conhecido professor de Simbologia da Universidade de Harvard, é acordado certa manhã por um telefonema urgente de Maximilian Kohler, diretor-geral do CERN. Leonardo Vetra, prestigiado cientista da organização, fora encontrado morto em seu laboratório com um misterioso símbolo marcado a fogo no peito. O diretor pede que Langdon parta imediatamente para a Suíça, onde poderá examinar melhor o símbolo e descobrir o seu significado.
Ao chegar ao gigantesco centro de pesquisas, Langdon descobre se tratar de um ambigrama (palavra que pode ser lida tanto de cabeça para cima quanto para baixo) associado aos Illuminati, antiga organização secreta há muito tempo considerada extinta. Os Illuminati ressurgiram, dispostos a cumprir seu maior intento: destruir completamente a Igreja Católica. Eles têm em mãos uma nova arma de efeito devastador, roubada do laboratório do cientista assassinado, e com ela ameaçam explodir a Cidade do Vaticano, onde todos os cardeais do mundo estão reunidos naquele momento para o Conclave.
Acompanhado de Vittoria Vetra, uma bela cientista italiana, Langdom parte às pressas para Roma, onde dará início a uma empolgante caçada ao esconderijo dos Illuminati, percorrendo criptas, igrejas e catedrais e decifrando enigmas históricos. Tudo isso antes que chegue a meia-noite, hora em que a bomba explodirá e mandará para os ares a maior organização religiosa do mundo.
Ainda tem gente que não sabe, mas esse é o primeiro livro de Dan Brown com Robert Langdon, e não “O Código Da Vinci” – que veio imediatamente depois. O tema principal do livro é – adivinhem! – a religião, principalmente no que se refere à guerra entre a fé e a razão. Mas Dan Brown tem seu estilo próprio. Ele não vai chegando e dizendo quem está errado e quem está certo; sabe apresentar muito bem os pontos positivos e negativos de cada um dos lados, e, no final, deixa que o leitor tire suas próprias conclusões e forme suas próprias ideias.
O ritmo do livro é simplesmente empolgante! É como naqueles filmes de suspense, você não consegue tirar os olhos um minuto do papel. Os capítulos parecem os de uma novela, acabam sempre em um clímax, dá até uma agradável raiva do autor; tacada genial, característica mesmo do Dan Brown.
Sem contar que a História está presente em todo o livro, e de forma bastante agradável. Confesso que mesmo a Física e a Matemática me pareceram simplesmente fascinantes da forma como foram apresentadas, sempre envoltas na solução de algum enigma ou na interpretação de algum símbolo. Ao longo do texto, o autor vai explicando passagens interessantes da História, e é sempre normal que você interrompa a leitura rapidamente para conferir algumas coisas naqueles livros empoeirados da escola.
E o romance, é claro, não deixa de aparecer no livro. Após passarem por tanta coisa juntos, Langdom e Victoria Vetra acabam se envolvendo emocionalmente, com direito a mocinho salvando a donzela e tudo. É legal, bem equilibrado, e seria até bonito, se Robert Langdon não se apaixonasse por uma mulher diferente em todos os livros.
Esse é o livro em que Robert Langdon aparece em sua melhor forma – não vou contar com “Inferno” porque ainda não tive a chance de ler. A rapidez com que ele resolve algumas questões complicadas em apenas alguns minutos, e tudo de forma que o leitor possa compreender bem a linha de raciocínio, é incrível! E, em questão de ação, este é um livro muito mais movimentado e cheio de aventuras que “O Código Da Vinci“. E o final é realmente surpreendente.
Mais do que recomendo esse livro; principalmente agora que Langdon voltou às livrarias com uma nova aventura – que espero logo logo poder estar resenhando aqui -, é mais do que essencial descobrir como surgiu esse carismático e inteligente personagem, que já arrebatou uma legião de fãs no mundo inteiro.

Fonte:http://www.ovendedordelivros.com.br/2013/07/resenha-anjos-e-demonios-de-dan-brown.html




O trailer

Terra! Ar! Agua! Fogo! VAI PLANETA! OK, não tem Capitão Planeta no filme mas me surpreenderia menos um Dr Manhattan de cuequinha vermelha do que o fato do Ron Howard ter acertado a mão e conseguido fazer um excelente filme, depois do esquecível Código DaVinci.
Na primeira adaptação do Livro de Dan Brown Howard foi fiel ao extremo, dando uma sensação completa de “já vi esse filme” para os leitores. Desta vez ele parou de tratar o Modelo Dan Brown como Escrituras Sagradas. Removeu sem dó Tom Bombadil e vários outros personagens secundários, agilizou a trama e fez algo impensável em Hollywood: Adaptou uma cena de ação para que ficasse menos mentirosa.
O resultado foi um filme bem mais ágil. As resoluções dos enigmas estão mais bem-feitas, Tom Hanks não puxa da cartola resposta pra tudo. Principalmente o filme é iluminado. Descobriram que filmar em uma das mais belas cidades do mundo e só mostrar imagens noturnas e/ou de interiores é meio… desperdício.
A TRAMA
Se você é uma das 5 pessoas do planeta que não leu Anjos e Demônios, vamos lá: É um livro em minha opinião melhor que o Código DaVinci. Transformou os brasileiros em 150 milhões de especialistas em sucessão papal e introduziu o mundo ao termo “Camerlengo”.
No filme um Papa morre, os 4 candidatos favoritos para a sucessão são sequestrados pelos Illuminati, uma antiga e até então extinta ordem secreta, que foi perseguida pela Igreja Católica na Idade Média e estaria agora buscando vingança.
Os Illuminati defendiam a ciência no lugar da religião, e no filme roubam um frasco de antimatéria do Large Hadron Collider para explodir o Vaticano.
Embora a idéia não deixe de me agradar, o filme faz com que fique claro a perda que tal explosão causaria. As igrejas são lindas, as estátuas magníficas. Se uma coisa de bom posso dizer da Igreja Católica é que não só pensam a longo prazo como possuem um magnífico senso estético, completamente ausente do Bispo Macedo e seus templos tenebrosamente feios.
“Todo problema acabou, o simbologista chegou”
Como a Polícia do Vaticano e a Guarda Suiça são impotentes para resolver o caso, chamam Robert Langdon, Simbologista e Detetive Particular, que depois do Código DaVinci virou persona non grata no Vaticano.
Partindo daí é o modelo Dan Brown: Uma mocinha que participou do início da trama mas depois é só adereço de cena, um assassino oculto, conspiração dentro da conspiração… mas quer saber? Fizeram direito.
Melhor Cena Pra Mim
Em minha incrível objetividade jornalística entrei no cinema decidido que UMA cena determinaria se o fllme era bom ou não: Quando Robert Langdon consegue acesso aos Arquivos do Vaticano.
Dá  pra sentir a respiração do Robert Langdon parando, quando ele vê quilômetros de corredores repletos de tesouros históricos, livros não-abertos em centenas de anos, cópias únicas e inestimáveis de autores da antiguidade… a inveja ali foi imensa. Adoraria passar algumas dezenas de anos naqueles arquivos.

Ciência vs Religião

O filme começa com cientistas no LHC em um experimento secreto tentando criar antimatéria. Aparentemente são tão avançados que esqueceram das Leis da Termodinâmica, do contrário perceberiam que gastaram um porrilhão de gigawatts para criar uma quantidade de antimatéria que gerará qalquer quantidade de energia MENOR que um porrilhão de gigawatts, mas tudo bem.
Isso deveria gerar protestos, cientistas ameaçando boicotar o filme, ameaças, certo? Bem, não só a equipe foi muito bem-vinda para filmar no Large Hadron Collider como Tom Hanks foi convidado para religar o Acelerador de Partículas, depois dos reparos concluídos.

Tradição É Tudo

Um dos efeitos interessantes e inusitados do filme é que deixa o espectador com todo um respeito pela Igreja. A Tradição, os Rituais, dá pra entender porque sobreviveram por mais de 2000 anos como instituição. É mais ou menos como o Judaísmo, embora no caso todos os membros preservem ativamente a cultura e os rituais, já com os católicos um monte de gente se diz seguidor mas nem lembra que Papa veio antes de João Paulo II. As Tradições ficam a cargo do Alto Clero.
Mentira Descarada
OK. Temos antimatéria, Ordens Seculares, conspirações, isso eu aceito. O que não dá pra engolir, e é mentirada descarada de Hollywood como quando os personagens têm quatro minutos para ir de um ponto a outro de carro, em Roma, e conseguem. ISSO para quem conhece a cidade, é ficção.
Conclusão
Anjos e Demônios vai mudar a História do Cinema? Não. Isso quer dizer que é ruim? Não. O filme é bom. Achei bem acima do “correto”, em alguns momentos ele empolga, mesmo com a musiquinha de cena de ação pouco inspirada de Hans Zimmer, que já fez coisa bem melhor.
Robert Langdon solta suas informações enciclopédicas sem ser chato, coisa que me irritou muito nos livros de Jô Soares. Ele também faz as piadinhas corretas no timing correto.
O filme é uma agradável mudança de cenário das perseguições em Los Angeles e dos tiroteios em New York, as duas únicas cidades dos Estados Unidos. Vale o ingresso.
Fonte:http://www.contraditorium.com/2009/05/08/resenha-anjos-e-demonios/

[Análise] Anjos e Demônios – Livro e Filme


Fonte: http://nomeumundo.com/2013/09/02/analise-anjos-e-demonios-livro-e-filme/
Antes de decifrar ´O Código Da Vinci´, Robert Langdon, o famoso professor de simbologia de Harvard, vive sua primeira aventura em Anjos e Demônios, quando tenta impedir que uma antiga sociedade secreta destrua a Cidade do Vaticano. Às vésperas do conclave que vai eleger o novo Papa, Langdon é chamado às pressas para analisar um misterioso símbolo marcado a fogo no peito de um físico assassinado em um grande centro de pesquisas na Suíça. Ele descobre indícios de algo inimaginável: a assinatura macabra no corpo da vítima – um ambigrama que pode ser lido tanto de cabeça para cima quanto de cabeça para baixo – é dos Illuminati, uma poderosa fraternidade considerada extinta há quatrocentos anos. A antiga sociedade ressurgiu disposta a levar a cabo a lendária vingança contra a Igreja Católica, seu inimigo mais odiado. De posse de uma nova arma devastadora, roubada do centro de pesquisas, ela ameaça explodir a Cidade do Vaticano e matar os quatro cardeais mais cotados para a sucessão papal. Correndo contra o tempo, Langdon voa para Roma junto com Vittoria Vetra, uma bela cientista italiana. Numa caçada frenética por criptas, igrejas e catedrais, os dois desvendam enigmas e seguem uma trilha que pode levar ao covil dos Illuminati – um refúgio secreto onde está a única esperança de salvação da Igreja nesta guerra entre ciência e religião. Em Anjos e Demônios, Dan Brown demonstra novamente sua extraordinária habilidade de entremear suspense com fascinantes informações sobre ciência, religião e história da arte, despertando a curiosidade dos leitores para os significados ocultos deixados em monumentos e documentos históricos.
Em comemoração aos 11 anos de lançamento de “Anjos e Demônios” irei resenhar todos os livros do Dan Brown nos próximos dias. Isso não é uma tarefa  fácil, já que sou fascinada pelas aventuras de Robert Langdon. 

Será difícil manter a imparcialidade e não me derreter em elogios, pois já perdi a conta de quantas vezes reli os livros e pelo menos uma vez por mês assisto aos filmes. Sim, já decorei as falas dos personagens e me lamento todas as vezes, pelas alterações feitas no filme Anjos e Demônio.


Robert Langdon é acordado no meio da madrugada com uma ligação estranha de um físico de Partículas Discretas (Sheldon, do The Big Bang Theory, saberia explicar o que faz esse tipo de físico). Irritado, ele ignora o pedido de Maximilian Kohler, porém reconsidera após receber seu fax com a foto de um cadáver marcado a fogo por uma única palavra: 




Langdon então vai ao laboratório mais espetacular do mundo: o CERN, na Suiça (a Disney para os amantes da ciência).

A religião deste lugar é a Física. Pode usar o nome de Deus em vão o quanto quiser, mas não se atreva a falar mal de quarks nem de mésons.

Recebido pelo diretor Kohler, Langdon é encaminhado para o apartamento onde jaz o corpo torturado de Leonardo Vetra com a estranha e antiga marca dos Illuminatis. Mas o que mais o surpreendeu foi descobrir que Vetra era um padre católico que desejava alinhar a ciência com a religião.

Sua filha adotiva, Vittoria Vetra, é chamada com urgência de volta ao CERN e descobre que uma quantidade de antimatéria (objeto de pesquisa seu e de seu pai), com capacidade de cinco quilotons (capaz de dizimar tudo num raio de um quilômetro) sumiu do laboratório.

Enquanto a dor apertava seu coração, uma nova emoção tomava forma na consciência de Vittoria. Muito pior. Esmagadora. Mortificando-a. Essa emoção era a culpa. Culpa incontrolável, implacável. Havia sido ela quem convencera o pai a cria o espécime. A contragosto. E ele morrera por causa disso.”

Um chamado da Guarda Suíça, mostra onde está a antimatéria: em algum lugar na Cidade do Vaticano. Um verdadeiro labirinto de criptas, salas, câmaras e passagens secretas. Mas parece que os Illuminatis escolheram a melhor hora para realizar sua vingança: o início do Conclave, para escolher o novo Papa.

Quando Vetra e Langdon chegam a Cidade do Vaticano, descobrem que a situação é muito pior do que se imaginava. O tubo contendo a antimatéria está escondido em algum lugar, sendo filmado por uma câmera roubada (um reality show macabro). A Praça São Pedro está tomada por jornalistas do mundo todo e por fiéis que vieram ver a primeira aparição do novo pontífice.

O Camerlengo, que assume o cargo de direttore intermediário, até a eleição do novo Papa, ouve estarrecido toda a história e a notícia de que os Illuninattis ressurgiram para cumprir o antigo pacto: a destruição da Cidade do Vaticano.

“E quando o tempo se esgotasse... Uma luz cegante. O rugido de um trovão. Incineração espontânea. Apenas o clarão... e uma cratera vazia. Uma imensa cratera vazia.

Mas as coisas ainda vão piorar, o Hassasin liga para o Camerlengo e comunica que os quatro Preferiti (os cardeais com maiores chances de se tornarem Papas) foram sequestrados.

Hassassin – literalmente, os seguidores do haxixe. O nome Hassassin tornou-se sinônimo de morte em quase todas as línguas da terra. A palavra ainda é usada hoje, até nas línguas modernas... porém, assim como a arte de matar, o termo evoluiu. Hoje pronuncia-se assassino.

Eles serão usados como vingança pela La Purga. Com um toque de crueldade, os cardeais serão sacrificados um a cada hora nos altares da ciência.

Sacrifici vergini nell’altare di scienza.”



Agora cabe a Langdon e Vetra, encontrarem esses altares, seguindo pistas do livro escrito por Galileu por volta de 1630, que os levará pelo Caminho da Iluminação.

Entretanto, será que ainda existem essas pistas? Como seguir um caminho de “migalhas de pão” feito para despistar a própria Igreja já naquela época e que pode ter sido totalmente destruído com os avanços urbanos? E, contando apenas com 4 horas para a explosão e com o cadáver de um cardeal a cada uma hora? 



“Na tumba terrena de Santi com a cova do demônio
Através de Roma se estendem os místicos elementos.
O caminho da luz está preparado, o teste sagrado,
Que os anjos o guiem em sua busca sublime.”

Assim começa nossa caçada por um mundo de segredos, sociedades secretas, um assassino e um artefato capaz de fazer desaparecer o Vaticano em luz. Ah, mas não pensem que fiz spoiler do livro. Isso não passou de um breve relato (muito superficial) do início da história. Apenas uma introdução, pois o livro é muito amplo, rico e eletrizante.

Eu me apaixonei por esse livro mais do que pelos outros do Dan Brown, esse foi o mais vivo. Ele soube dosar ação, suspense e uma das melhores aulas de história que já tive sobre os Illuminatis e a Igreja. Ele conseguiu envolver o leitor na trama de tal forma que sentimos o desespero real dos personagens. Infelizmente, o filme filtrou e alterou muitas coisas.

Este livro gerou muita polêmica, sendo duramente criticado por membros da Igreja na época de seu lançamento.  Langdon se mostra cético em relação a religiões, (me lembro dele dizer em um dos outros livros “que a fé é para homens de coragem e ele não era um deles”), o que é uma surpresa para alguém que vive cercado de símbolos e histórias religiosas. Entretanto, isso é muito bom para o leitor, pois ele não toma partido e sim busca resolver, com seu conhecimento, o conflito existente.


Apesar de todo ataque por parte de fiéis e religiosos, o livro não debate os dogmas da religião, apenas a usa como cenário para uma trama de conspiração.

É um livro fabuloso e para aqueles (como eu) que não se contentam apenas com as informações dadas pelo autor, a gama de assuntos a ser pesquisados e estudados é imensa.

Recomendo este livro a todos que gostem de aventura, suspense e de sentir seu coração acelerado com a angústia dos personagens. E digo aqueles que tem preconceito com o livro, por falar de religião, que o livro está muito além disso. É um livro de ficção com uma trama de conspiração muito bem elaborada. Talvez, sirva até para que você possa conhecer melhor a história da Igreja Católica.

Afinal, como acreditava o personagem Leonardo Vetra:

A ciência e a religião não estão em desacordo.
É que a ciência ainda é muito jovem para compreender.”



Que os anjos o guiem em seu caminho!


Após muitos anos de resistência eu finalmente me rendi a escrita de Dan Brown. Lembro-me que comprei Anjos e Demônios, assim que ele foi lançado, tentei ler e não consegui. Depois tentei mais uma vez e desiste. Aí minha irmã pegou ele pra ler e amou. Acabei comprando os outros livros para ela porque ela gostou muito do Dan Brown. Emprestei os meus livros dele para um amigo meu e ele também amou e falou super bem.
Com toda essa pressão para ler, acabei colocando os livros do Brown que eu tenho na minha meta de leitura para 2013, mas como prioridades. Comecei a ler Anjos e Demônios pela terceira vez e tipo: AMEI!!!
O livro nos conta a primeira aventura de Robert Langdon, que foi praticamente imortalizado após o estrondoso sucesso de “O Código Da Vinci”. Nessa primeira aventura, Langdon é convocado por um importante membro do CERN (um estabelecimento de pesquisa científica localizado na Suíça, que existe de verdade) após o assassinato de um renomado pesquisador do CERN, que foi encontrado com um ambigrama no peito com a palavra ILLUMINATI. Diante do choque com a palavra, com o ambigrama que insinuava o retorno de um dos mais antigos e temidos inimigos da Igreja Católica, ainda na Suíça, o professor descobre sobre a antimatéria e como ela está ligada ao Vaticano, prestes a dar início ao Conclave para a eleição de um novo Papa.
O ritmo do livro é muito alucinante. Tudo ocorre em um único dia. Me senti quase como se estivesse assistindo um daqueles episódios cardíacos de 24 horas.
E gente, esse Dan Brown é brilhante! Eu encontrei detalhes tão ricos e inteligentes nas páginas de “Anjos e Demônios” que fiquei apaixonada. Eu simplesmente amo a fase do Renascimento na Itália. Por isso me deliciei com os detalhes que ele deu sobre as obras renascentistas do Vaticano. Me senti várias vezes como se eu estivesse ao lado de Langdon correndo contra o tempo pelas ruas do Vaticano, num verdadeiro caça ao tesouro. Tudo bem que no final eu já estava meio que fadigada com tanta informações e detalhes, mas valeu super a pena!
Apesar do grande sucesso dos livros de Brown, muita gente não tem muito saco para as estórias dele. Eu já fui uma dessas, mas graças aos deuses da leitura, eu me encontrei com esse autor. Nesse livro ele explora uma trinca muito interessante entre ciência-história-religião, tudo isso baseado em documentos, referências e obras super reais. O que torna o trabalho de Brown algo ainda mais incrível.
Fora que o final desse livro… O final gente… O grande filho da mãe que arquitetou todo esse drama é tipo: EU NUNCA SERIA CAPAZ DE IMAGINAR!!! – hahahaha, parece até pegadinha do malandro. Mas não. O grande filha da mãe do livro é o filha da mãe!

Claro que o cinema não poderia ficar de fora do sucesso desse livro, ainda mais depois de todo o impacto que teve “O Código Da Vinci”. Assim foi feito também, como todo mundo sabe, uma adaptação para “Anjos e Demônios”, ainda sobre a direção de Ron Howard (mesmo diretor de “O Código Da Vinci”) e Tom Hanks novamente como Robert Langdon.
Mas assim, assistir a esse filme foi decepcionante. Muito decepcionante. Eu poderia criar uma lista recalcada de decepções, mas prefiro debater apenas os detalhes que mais me chocaram:
Leonardo Vetra não existe no filme, ele foi reduzido a Silvano, um técnico de confiança de Vittoria Vetra, que na estória original (livro), é filha adotiva de Leonardo, onde os dois construíram uma relação linda de amor paterno. O Leonardo é a espinha dorsal dessa trama. A relação entre ele e  a Vittoria é uma das maiores motivações desse livro. Uma das coisas mais fortes e tocante. É o Leonardo o grande criador da antimatéria, era ele que queria criar o momento da criação, para provar que  tanto ciência, quanto a  religião falam a mesma coisa quando se referem ao grande momento.  Isso porque além de ser um cientista brilhante, o cara era um religioso fervoroso, ele era padre. A ausência desse fato no filme, banalizou toda a trama ao meu ver. A antimatéria passou a ser apenas mais uma coisa, uma pesquisa científica (criada pela Vittoria), sem uma forte motivação para a criação de uma coisa tão perigosa.
Fora que o filme mostra que toda a equipe, de Vittoria, sabia sobre a antimatéria. Nada disso.  Não tinha essa de equipe. No livro apenas ela e o Leonardo sabiam sobre a pesquisa. Ninguém mais.  O que levanta toda uma questão quando ele é encontrado assassinado e o tubo com a maior quantidade de antimatéria some e vai parar no Vaticano.
Maximilian Kohler e seu humor negro, uma das melhores coisas do livro, infelizmente ficou de fora do filme. Olivettideixou de ser o durão chefe da Guarda Suíça para se tornar o chefe comum de outra coisa lá que eu nem lembro mais o nome. Ritcher ocupou esse lugar. Não sei se Ritcher é o equivalente a Rocher, que ficou no lugar de Olivette depois, comandando a Guarda Suíça. Não sei se o nome de Rocher foi traduzido errado na edição brasileira ou se de fato eles criaram um novo personagem, Ritcher. Vai saber!
O camerlengo, Carlo Ventresca, virou Patrick Mackenna. Sério, Patrick!
E aquele Hassassin  ocidental e intelectual, com pinta de Edward Snowden? A dupla comédia de jornalistas da BBC Londres,  Gunther Glick e Chinita Macri. Cadê?
A química que identificamos nos livro, entre Langdon e Vittoria, mal dar para notar no filme. Acho que eu só percebi que existia uma coisinha por ali porque li o livro.
Claro que se tratando de um filme, com um ritmo mais dinâmico e tals, não podemos contar mesmo com todos os detalhes do livro. O filme tem uma fotografia e atuações muito boas. Além de cenas angustiantes e até mesmo emocionantes. Mesmo assim, ter deixado o Leonardo Vetra de fora da roteiro do filme foi o erro hein, vou te contar!

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