CADA UM PLANTA O QUE QUISER, MAS A COLHEITA SERÁ OBRIGATÓRIA!

CADA UM PLANTA O QUE QUISER, MAS A COLHEITA SERÁ OBRIGATÓRIA!


É preciso perder para ganhar; é preciso sofrer para desfrutar; é preciso chorar para sorrir; é preciso abrir mão para obter; é preciso não ter para ser.
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Vamos ser sinceros: a vida também é caos, ingratidão, decepção. Crescer é sobretudo dolorido, pois os anos acumulam os nossos remorsos, arrependimentos, nossas culpas, tudo o que deveríamos ter feito, sido, dito, realizado. A passagem do tempo dói menos pelo envelhecimento da pele e dos órgãos do que pelo envelhecimento dos sonhos e ilusões, pelas lembranças do que não aconteceu por falta de coragem, de maturidade, de desprendimento, de ousadia. É impossível olharmos para trás com saudosismo tranquilo e resignado. A sabedoria parece sempre chegar atrasada, quando não nos aparenta ser mais útil, e seguimos questionando o porquê de não termos sabido, à época de nossa adolescência e/ou juventude, o que sabemos agora, justo agora que não ousamos, não nos permitimos mais, acomodados na rotina cega a que nos acostumamos.
Tínhamos que escolher uma faculdade quando o que mais queríamos era beber até cair. Tínhamos que encontrar a pessoa certa quando o que mais queríamos era experimentar a tudo e a todos. Tínhamos que obedecer a horários quando o que mais desejávamos era ver o nascer do sol deitados na grama com nossa turma. Tínhamos que entender a teoria da relatividade quando o tempo e o espaço estavam ao dispor de nossas vontades. Tínhamos que respeitar a hierarquia quando queríamos tratar a todos como irmãos. Tínhamos que ir à missa quando queríamos questionar as escrituras sagradas. Tínhamos que aprender o valor do dinheiro quando nos contentávamos com as mesadas de nossos pais. Tínhamos que interromper o coito quando nossos hormônios fervilhavam o nosso vigor sexual.
Tomar as decisões certas e válidas para toda uma vida, aos dezoito, vinte anos, é muito cruel; uma tarefa hercúlea e para poucos. Sim, porque existem aquelas pessoas que dão a impressão de terem nascido prontas, determinadas, como que adultos precoces, que não se rendem aos saborosos venenos pelo caminho. E, porque Lispector já avisara que se perder também é caminho, em algum momento muitos deles também haverão de se desorientar, de se desiquilibrar, muitas vezes sem se darem conta, lá à frente na vida, quando já não deveriam mais, quando poderá ser tarde demais, pois todo o conhecimento adquirido até então parecerá não lhes ter mais serventia alguma. Por isso mesmo, resgatar-se quando já se saiu da adolescência e da juventude é ainda mais difícil, visto que nos faltarão as censuras necessárias, a repreensão dos pais e a insegurança, restando apenas o rigor da lei – que, dependendo de quem se tratar, nem rigorosa será.
Nesse percurso, agarrando-nos ao otimismo, seguimos refletindo sobre nossas escolhas, nossas posições frente à vida, sobre o quanto estamos satisfeitos e realizados com o que fizemos e (des)construímos até o momento presente, sem conseguir fugir ao que nos pesa dolorosamente, principalmente às renúncias a que nos submetemos, seja por um amor que aprisiona, por convenção social, incapacidade, medo ou covardia. Não importa, o passado virá nos assombrar com suas cobranças enquanto vivermos, porque o tempo nos coloca face a face com tudo o que fomos e somos e inevitavelmente nos obriga a conviver com os resultados de nossas escolhas – e eles gritam alto, sem dó nem piedade.

Fonte:http://thesecret.tv.br/2016/01/cada-um-planta-o-que-quiser-mas-a-colheita-sera-obrigatoria/

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