HISTÓRIA DA ARTE NO TIBET : BREVE ICONOLOGIA DA ARTE BUDISTA TIBETANA



BREVE ICONOLOGIA DA ARTE BUDISTA TIBETANA


O conteúdo da arte budista tibetana é a religião, pelo menos é isto o que nos mostra uma análise iconográfica. Mas a síntese iconológica (para entender os termos iconografia e iconologia, leia o texto A iconologia de Panofsky, neste blog) vai nos mostrar que não é bem assim, a questão não é tão simples: através da análise iconológica da arte budista tibetana – e o budismo é a maior religião da Ásia, com um feito parecido com o do cristianismo no ocidente – podemos entender verdades históricas que estão bem ali, na superfície das obras de arte, mas que não veríamos de outro modo. É importante lembrar que não há o conceito de arte para os tibetanos, o que eles produziram no decorrer dos séculos, e ainda produzem, são imagens de culto, expressões daquilo que eles entendem como sendo o sagrado. Assim sendo, tais imagens exigem, no ambiente de culto budista, um profundo respeito, posto que para os budistas elas reproduzem, de certa forma, a presença do próprio buda. Nós não teremos a audácia, neste blog, de fazer descrições exaustivas da iconografia da arte budista, o método iconlógico de Panofsky é tão bom que este recurso se torna desnecessário. Mas vamos analisar alguns poucos elementos iconográficos para entender mais sobre o significado histórico da arte budista tibetana.
Ao lado, podemos ver uma representação de Arya Tara. As cores vivas da pintura são uma característica da tradição tibetana de imagens de culto, as cores mesmas possuem significados muito precisos atribuídos pelos Lamas, isto é, os líderes religiosos do budismo tibetano. Assim sendo, qualquer um que deseje fazer a iconografia da arte budista terá que perguuntar aos Lamas o que significam os elementos visuais das representações do buda. Por exemplo, por que motivo Tara, ao contrário de todos os outros budas, não se contenta em ficar sentadinha com as pernas cruzadas, sobre a flor de lótus? Por que motivo ela pisa uma pequena flor de lótus com seu pé direito? Este é um elemento iconográfico importante, presente em todas as imagens de Tara, seja ela verde, azul, amarela, branca ou vermelha (não estou brincando não, há Taras de todas estas cores, pois estas cores, enquanto elemento iconográfico, representam as várias “famílias” de budas). Provavelmente o Lama irá lhe responder da seguinte maneira: “Tara pisa a flor de lótus pois ela é a Mãe de todos os Vitoriosos e, assim sendo, ela não está sentada de maneira contemplativa como os outros budas, ela está pronta para se erguer e ir ajudar você.” É, acho eu, uma resposta interessante. Mais interessante ainda é que todos os elementos visuais possuem significado religioso atribuído pela tradição. A forma de representá-los não pode ser alterada ao gosto do pintor, ela precisa seguir os cânones fixos estabelecidos pelos Lamas, caso contrário, o seu conteúdo religioso é maculado.
Agora, vamos ver uma imagem mais interessante ainda, uma representação de um protetor do Dharma, isto é o protetor dos ensinamentos budistas. A iconografia budista tibetana incorporou elementos do hinduísmo e da religião original da região que hoje é o Tibet. Na imagem ao lado, o conteúdo da arte continua sendo a religião. Um protetor do Dharma encontra-se abraçado em ato sexual com uma Dakhni, e ambos pisam alguns cadáveres. Se eu fosse um evangélico daqueles que andam com um terno surrado e gritando besteiras no centro do Rio de Janeiro, eu não ia hesitar e dizer: é coisa do Diabo! Pois para um cara desses – um bárbaro – a imagem abaixo é mais ofensiva que imagem de pomba-gira em terreiro. Se eu fosse católico, também não ia pensar duas vezes: é o pecado. Se eu fosse budista, no entanto, eu ia ver uma imagem do sagrado na união sexual dos budas, pois ao contrário do que ocorre no imaginário religioso cristão, não é a virgindade que está associada ao sagrado, mas sim o ato sexual (ritualizado). Mas eu não sou nem evangélico, nem católico e nem budista, assim, consigo ver no máximo uma imagem do sublime terrível em tal imagem. O sexo é um tema da religião budista tibetana, que se insere na tradição tântrica e, dentro dos ritos tântricos budistas, estão incluídas práticas como o consumo de carne, álcool e o ato sexual. O tantrismo, por sua vez, se relaciona ao Yôga budista, e segundo especialistas no assunto, o tantrismo se caracteriza por oferecer ensinamentos que levam seus praticantes a alcançarem rapidamente os objetivos de suas práticas ascéticas: o samadhi (estado de “hiper-lucidez”, segundo os yogins), e o nirvana, no caso dos budistas.
Por incrível que pareça para nós ocidentais, o ascetismo budista tibetano inclui a prática de diversos ritos (chamadossadhanas), que incluem os elementos citados (consumo de álcool, carne e sexo). Assim sendo, o sexo seria uma via para a aceleração do alcance do estado de buda, que para os budistas tibetanos, significa a emancipação do ciclo de nascimento e morte. Este coito metafísico, obviamente, não é pra qualquer um, sendo privilégio de “praticantes avançados” de budismo tibetano. Assim sendo, se você pensou que ia encontrar uma oportunidade de sexo “diferente” nos templos tibetanos (e no Brasil tem vários), pode ir desistindo. Resumindo, na iconografia da pintura budista, o sexo é um tema importante, e ele representa justamente a proximidade com o sagrado, bem como a riqueza das práticas ascéticas budistas. Tais práticas possuem como objetivo transformar o sujeito para que ele encontre a verdade nesse sublime da religião. O resultado disto é a produção de uma arte que não tem nada de naturalista: ela é antes geometrizante, não copia a natureza, não tem nesta um modelo. O modelo desta arte é o imaginário religioso, possivelmente advindo dos estados de alucinação e alteração de consciência que as práticas ascéticas – por mecanismos nada místicos ou sagrados e completamente explicáveis pela biologia, pela psicologia e pela química – podem ter produzido nas mentes dos Lamas.
Uma outra imagem nos mostra um protetor do Dharma com uma coroa de caveiras na cabeça e um belo cinto de cabeças humanas. Cadáveres, cabeças humanas, caveiras são símbolos recorrentes na iconografia budista tibetana. Há Lamas que explicam os cadáveres como sendo a morte do discípulo da linhagem para a antiga vida que levava, renascendo para uma nova vida depois de sua entrada no budismo. As caveiras, por sua vez, seriam como um lembrete de que tudo é impermanente, de que todas as coisas nascem, crescem, envelhecem e morrem, entrando no infinito ciclo de transmigração cuja essência não é outra coisa senão o sofrimento (bem otimista).
Mas o que eu gostaria de chamar a atenção, nesta imagem, é para a presença de um cara de amarelo por sobre o protetor do Dharma, no alto da composição, ao centro. O cara de amarelo não é nada menos que a representação do Lama, a autoridade máxima na comunidade budista. Dá pra ver que os Lamas eram (e são) bem humildes, e não se incomodavam (e nem se incomodam) de ser objeto de representação de uma imagem de culto. E não é de estranhar que os antigos reis do Tibete fossem representados nas pinturas budistas com os mesmos ares do sagrado que os Lamas e os budas. Vamos olhar para estas pinturas com um olhar contemporâneo.
Em primeiro lugar, essas imagens não pretendem ser arte, mas sim imagens de culto. O seu conteúdo é a religião. O conteúdo da religião inclui o sexo e – como fica claro pela associação da imagem dos Lamas e dos reis, que a priori não são budas, mas pessoas como eu e você – a política. Antes da ocupação chinesa no Tibete, os Lamas formavam não apenas a classe religiosa da região, que hoje é uma parte da China, mas também a classe dos letrados que mantinham estreitas relações com os administradores que, por sua vez, eram elevados pelos próprios Lamas à condição de senhores supremos da religião. Olhando de modo apressado, parece que o conteúdo da arte budista é apenas a religião, mas olhando bem – ou seja – olhando para o que está imediatamente visível nas pinturas, mas que de tão banal às vezes passa despercebido, vemos que não é bem assim: o conteúdo real da arte budista tibetana é a história da manutenção de uma hierarquia social onde o centro da vida é a religião, pois é a religião que, com suas instituições, exerce o controle de todas as relações sociais e das vidas de todos os homens, desde quando nascem até quando morrem, pois até no momento da morte, a presença dos Lamas se faz bem-vinda. Até antes de ser oficialmente anexado pela China, o Tibete continuava lutando para ser um estado teocrático isolado do resto do mundo. As pessoas que tinham o azar de nascer no Tibete tinham que se deparar com um mundo onde a cultura dos Lamas era a única forma de vida existente. O Tibete dos Lamas devia ser um verdadeiro parque de diversões para os Lamas, mas provavelmente não se pode dizer o mesmo para aqueles que não tinham o mesmo prestígio da elite religiosa, até pelo fato de doutrinas como a da transmigração serem capazes de justificar a exploração e a opressão. Mesmo o sexo se tornou um elemento público por meio da arte religiosa tibetana: não há a condenação do sexo fora dos sacramentos, como no cristianismo, mas certamente há o lembrete de que até no que tange ao sexo são os Lamas que detém o supremo conhecimento do assunto, motivo pelo qual, mesmo que você goze, seu orgasmo nunca terá a plenitude que poderia ter caso você seguisse o ensinamento do Lama. E o sexo que é controlado por ritual certamente não é das coisas mais entusiasmantes que se pode ter. Os mecanismos de controle da vida social promovidos pelos Lamas foram eficazes até o momento em que a China impôs a modernização da região pela supressão do poder daquela elite religiosa.
Olhando para as pinturas tibetanas, tenho dois sentimentos: (1) profunda admiração, pois suas conquistas artísticas são algo realmente da ordem do sublime; (2) profundo temor, seguido de alívio, pois no século XXI, no Brasil democrático que nós temos, no mundo que nós desejamos para nós mesmos e para os que vierem depois, a verdade histórica que estas pinturas refletem não pode se repetir, sendo apenas o que restou de um passado de exploração e obscurantismo promovido por uma elite religiosa. Nós não estamos completamente livres disto, ainda mais pelo crescente número de convertidos a certas igrejas evangélicas (cujo poder cresce à medida em que seus dirigentes fazem parte do meio empresarial e detém cargos na administração pública) que, a exemplo do que os Lamas faziam há séculos, desejariam expandir seus mecanismos de controle a toda sociedade, tornando a sua religião, que deveria ser algo de foro íntimo, em cerne da coisa pública. É excelente que as pinturas do budismo tibetano possam ser consumidas hoje (seja na China, no Brasil, nos EUA ou em qualquer parte da Ásia onde os Lamas não tenham a oportunidade de exercer o poder) como uma questão de foro íntimo, e não como imposição de um sistema político autoritário e opressivo.



Historia da Arte no Tibete

October 9, 2015

Tiffani Gyatso

Aqui compartilho com voces um resumo para entender como se deu inicio da arte budista dentro do Tibete. Entendendo a historia do país, da religião, podemos ver o sentido mais profundo da existencia dessa iconografia. 


Thangka de Guru Rimpoche e ao lado suas consortes: Mandarava e Yeshi Tsogyal. Foto: cortesia Tricycle


COMO O BUDISMO COMEÇOU NO TIBETE

Interpretação e tradução por Tiffani Gyatso
(ref.: buddhism.about.com and the metropolitan museum)

Para entender como a arte tibetana se formou, é fundamental estudarmos o inicio e desenvolvimento do budismo no Tibete.
Antes do budismo ser introduzido no Tibete, prevalecia a religião xamanica nominada Bon. O budismo foi notado no Tibete no ano de 641DC quando o rei Songtsen Gampo casou-se com a princesa Bhrikuti do Nepal Weng Chen da China. Ambas já budistas, facilitaram a conversão do rei para o budismo, inclusive trouxeram as primeiras estátuas budistas.
Songtsen Gampo construiu os primeiros templos no Tibete: Jokhan em Lhasa e Changzhug. O Templo de Jokhan foi construido primeiramente para hospedar a estátua mais venerada do Tibete ainda hoje. A estátua de Jowo Shakyamuni trazida pela esposa chinesa do rei. É uma estátua que retrata o Buda com doze anos de idade e se diz que foi com a permissão do próprio Buda que ela foi feita.
Por volta do ano de 755DC o rei Trisong Dechen, oficializou o budismo e convidou mestres famosos para visitar o Tibete. Um deles foi Shantarakshita e Padmasambhava, também conhecido como Guru Rimpoche.
Guru Rimpoche veio da India e introduziu o tantrismo; pacificou os espíritos irados do Bon e os tornou em protetores do Dharma. Ajudou na construção do primeiro monasterio, o de Samye. A escola Nygma se formou – a primeira das quatro linhagens do Vajrayana, como é chamado o budismo tibetano.

Foto public domain: Estatua Jowo - no Johkhan, Lhasa.

 
SUPRESSÃO
 
Em 836 o rei Tri Ralpachen, apoiador do budismo, morreu. Seu irmão Langdarma passou a ser o rei, suprimindo o budismo e trazendo o Bon de volta a ser a religião regente. Após alguns anos, Langdarma foi assassinado por um monge. O poder foi dividido entre seus dois filhos e com isso o Tibete se desintegrou entre pequenos reinados.

 
MAHAMUDRA
 
Enquanto o Tibete estava praticamente desintegrado, na India acontecia importantes acontecimentos que seriam muito importantes para o Tibete. O mestre indiano, Tilopa (ca.990) desenvolveu uma pratica de meditação chamada Mahamudra, que brevemente dizendo é um método para reconhecer a intima relação entre mente e realidade. Naropa, um discípulo dele, foi um importante mestre também, consequentemente mestre de um importante tradutor tibetano, Marpa. Marpa viajou do Tibete à India e trouxe muito conhecimento de volta ao Tibete. Ele foi mestre de um dos yogis e poetas mais famosos do Tibete, Milarepa (ca.1040). Um dos discípulos de Milarepa, foi Gampopa que fundou a segunda escola, das quatro de todas, a escola Kagyu.

 
RESSURGINDO
 
Pelo convite do rei Jangchuwo, o professor indiano Atisha veio ao Tibete e através de suas escrituras e influencia, mesmo o Tibete ainda sendo politicamente fragmentado, o budismo começou a ressurgir com nova força.

 
SAKYA E OS MONGÓIS
 
Khon Konchok Gyelpo, um aristocrata da familia Khon e firme praticante de tantra, construiu o monasterio Sakya no sul do Tibete. Seu filho, Sakya Kunga Nyingpo fundou a terceira escola, das quatro de todas, a escola Sakya.
 Em 1200 o exercito mongol de Genghis Khan, invadiu o Tibete. Com isso eles vieram em contato com os Sakyas e convidaram o mestre Sakya Pandita para a corte e através da liberdade de seus ensinamentos, ele convertou Godon Khan, neto de Genghis Khan, para o budismo.
Em 1253, mestre Phagba sucedeu Sakya Pandita e ele foi nomeado por Kublai Khan como o imperador do Tibete. E por mais de cem anos o Tibete foi regido por sucessores da linhagem Sakya até 1358 quando o Tibete central ficou sobre comando da linhagem Kagyu.




GELUG

 A quarta escola, de total de quatro, foi a Gelug, fundada pelo estudioso Je Tsongkhapa que também construiu o monasterio de Ganden.
 O terceiro sucessor da escola Gelug for Sonam Gyatso que converteu o lider móngol Altan Khan para o budismo e ele criou o titulo de “Dalai Lama”, baseado no próprio nome de Sonam Gyatso, pois “dalai” em mongol quer dizer “oceano”, pronunciado “gyatso” em tibetano. Esse titulo foi dado como o maior lider dentro da escola Gelug, e como Sonam Gyatso era o terceiro sucessor, ele foi foi entitulado primeiramente como  o 3º Dalai Lama.
Porem foi o 5º Dalai Lama, Lobsang Gyatso (1617-1682) que se tornou líder politico e espiritual do todo Tibete. E assim se sucedeu até o 14º Dalai Lama, Tenzin Gyatso, quando a China comunista invadiu o Tibete em 1950 e ele tomou refugio na India em 1959, onde reside até hoje em exilio na cidade de Dharamsala, norte da India.

Foto public domain: Tradicional pintura thangka de Je Tsongkhapa ao centro.


HISTORIA DA ARTE BUDISTA NA ASIA

Buda quer dizer o “desperto”, referindo-se à todos aqueles que despertaram do ‘sono’ da ignorância. Mas o Buda historico é chamado de Buda Sakyamuni, um príncipe nascido na fronteira entre India e Nepal e que abandonou sua vida luxuosa para entender o sofrimento no mundo e a liberação dele.
Buda Sakyamuni nasceu por volta do século 6AC e foi pedido dele que não idolatrassem sua imagem; existem poucas imagens feitas com sua permissão. E até 100AC sua presença era representada por um trono vazio ou por pares de pés descalços marcados pela Roda do Dharma.
Mas quando o imperio grego, Alexandre o Grande conquistou grande parte da Persia e parte do norte da India, cerca de 332AC, houve grande influência da arte grega e sua mitologia e crença em um deus-homem. A escola artistica de Ghandara (hoje parte Paquistão), deu características de um rosto e corpo perfeito ao Buda, como os deuses gregos de cabelos ondulados, olhar perfeitamente sereno e um manto que cobria seus dois ombros e uso de sandálias.
 Durante a época da dinastia Gupta entre sec. IV e V, a escola Mathura, origem inteiramente indiana, desenvolveu estátuas de pedra-sabão rosa que ficou muito conhecida no resto do pais por sua delicadeza e formosidade.
Pelo sec. X a arte budista declinou na India com a predominancia do Islã e do hinduismo. Mas paralelamente ele se desenvolvia na China, Japão, Tibete, Tailandia e outros países no sul da Asia.
 A imagem do Buda dentro de cada linha artística, sempre manteve seu cânon de regras de proporção em relação à perfeição do estado mental, retratado simbolicamente, acima do realismo anatomico. Buda mencionou “Quem ve o Dharma, me vê, quem me vê, vê o Dharma”. Por exemplo, a sola de seus pés são lisas, sem muitas curvas, pois o meio como ele caminha é macio e suave, por isso, podendo dizer que ‘as pedras do caminho’ não moldam seus pés e sim o modo como ele pisa prevalece representado.
 O budismo se espalhava pela Asia toda, os meios artísticos de expressar os ensinamentos do Buda, mesclaram com a arte já estabelecida de cada pais.
 Ha duas importantes artérias, ou conhecido como “veículos” no budismo, o que se expandiu mais ao Norte dos Himalayas como: Nepal, Tibete, Butão, China, Corea, Japão e Vietnam, o budismo Mahayana ficou conhecido. E ao sul, nos países como Burma, Sri Lhanka, Tailandia, Cambodia e Laos, ficou estabelecido o Theravada. E dentro destas mesma, outras veias filosóficas do budismo e da arte se ramificaram.
 Ainda mais com a intensa Rota da Seda, onde mercadores e peregrinos carregavam com sí achados dos outros países. Essa rota que cruzava os Himalyas e parte do oriente médio, contribuiu imensamente para a conscientização dos novos desenvolvimento de artefactos e filosofias.


 ARTE BUDISTA NO TIBET

O budismo no Tibete é uma das ramificações dentro da escola Mahayana, conhecido como Vajrayana, ou também Tantrismo. O budismo tantrico praticado na India por volta do sec.5, chegou ao Tibete através do famoso mestre Guru Padmasambhava quando veio ao Tibete pelo convite do rei Trisong Destsen.
No Vajrayana, imagens das deidades e desenho das silabas de mantras são pintadas para apoiar nas meditações de visualização. Mandalas são pintados e também confeccionados tri dimensional com madeira e bronze entre outros materiais. Um Mandala seria a estrutura de um templo onde a divindade mora, quando pintado seria a planta do templo. Toda arte feita com o propósito de apoiar o praticante vajrayana.
 Seu estilo não surgiu unicamente dentro do Tibete, e sim se constitui de uma mistura de estilos que vieram da India, China e Nepal.
 Mas a arte tibetana em seu estilo também reconta historia e aponta personalidades que foram importantes, porem sempre focada no que se direciona à pratica. A arte tibetana não pode ser compreendida sem ter noções do budismo vajrayana.


Sketch de Chenrezig
Sketch de Chenrezig
Norbulingka Inst.

Fonte:http://www
tiffanigyatso.com/#!Historia-da-Arte-no-Tibete/c4cw/5617b97a0cf2b4b4ecc6b127



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