EU SOU UMA ALMA ANTIGA


 


Eu sou uma alma antiga

Li em alguns lugares sobre almas antigas e me identifiquei muito com as descrições apresentadas. Neste post, vou apresentar quais são esses sinais e comentar um pouco sobre eles.


1. Tendo a ser um solitário
Sou de poucos amigos. Na minha infância e adolescência tive tantos amigos que podia contar com uma só mão. E esses amigos, creio eu, deviam ser almas velhas também! Não estava interessado nas coisas que os outros faziam. Não gostava de correr, gritar... essas coisas. Eu passava o recreio longe. Sentado, observando os outros... Ou às vezes, pensando no futuro...
Gosto de ficar quieto no meu canto, mas nunca fui taxado de "o cara estranho". Faço contatos, converso, me aproximo das pessoas. Mas do que eu preciso mesmo é ficar um tempo (na verdade, um bom tempo) sozinho. Em silêncio... Fazendo minhas coisas... Refletindo...

2. Eu amo o conhecimento, a sabedoria e a verdade
Quando estava no 3º ano do ensino médio, estava inclinado a fazer vestibular pra... tudo! Sim, eu gostava de tudo: arquitetura, biologia, física, astronomia, direito, computação, desenho industrial, psicologia... Acabei entrando na faculdade de biologia...
Até hoje, eu leio sobre tudo e fico pensando em como posso utilizar esse conhecimento no meu dia-a-dia, isto é, como essa informação pode ser útil. Quer seja pra cozinhar melhor, quer seja pra ser uma pessoa melhor...

3. Eu sou espiritualmente inclinado
Sim, desde cedo tive contato com o lado espiritual da vida e isso me despertou grande interesse. Aliado ao meu anseio pelo conhecimento, sabedoria e verdade, tenho lido e procurado compreender muitas coisas que rondam os planos espirituais...
Costumo dizer que tenho uma fé enorme. Mas não uma fé cega. A minha fé se alicerça em explicações lógicas, que fazem sentido, que não subestimem a minha inteligência...

Li uma vez que fé e dúvida andam juntas. A dúvida não nega a fé. Pelo contrário, a fortalece.
Imagine que você precisa fazer uma cirurgia. Sua vida depende dessa cirugria. Você entregaria sua vida a qualquer médico? Provavelmente não.
Você conversaria com outros pacientes.
Buscaria informações sobre a competência do médico.
E assim por diante.
Com a fé, é a mesma coisa.
Eu não acredito cegamente em tudo. Eu procuro explicações que fundamentem o que eu sinto.
Por vezes, tenho uma intuição forte que desafia meu intelecto. O que eu faço?
Aprendi a confiar na minha intuição. Ela já se mostrou acertadamente potente e verdadeira. Geralmente, ela se confirma, mais adiante.
4. Eu entendo a transitoriedade da vida
Ainda cedo aprendi a lidar com a morte. Perdi meus avós (com os quais convivi intensamente) e uma tia bem próxima (que era médium e com a qual aprendi muita coisa!!!). A dor da saudade é lacerante.

Mas aos poucos fui compreendendo o que a morte representa. Fui lendo sobre vidas passadas, reencarnação, planos espirituais e comecei a ver que tudo faz sentido, quando olhamos dessa perspectiva...
A vida não pode ser "só" essa existência.
Se a vida for obra do acaso, é uma piada de muito mau gosto, durar "só" esse tempo...

E se a vida for obra divina, é uma perda de tempo, durar "só" esse tempo...

Pensando assim, creio que existe uma outra "instância" da vida. Uma outra "vida". Então, o que seria a morte? A forma pela qual "passamos de fase"...

5. Eu sou pensativo e introspectivo
É! Eu penso muito mesmo. Muitas vezes meus pensamentos vão longe... Mas, aprendi a controlar esses pensamentos e transformá-los em "reflexão"...

Pensamento é como um cavalo indomável. Reflexão é quando aprendemos a domá-lo.

 

Uma coisa que eu fazia bastante era "pensar ao contrário".

Por exemplo: estava pensando em uma coisa... depois já estava pensando em outra coisa parecida... e assim sucessivamente... Quando menos esperava, me perguntava: Porque estou pensando nisso mesmo? E voltava pensando ao contrário, até chegar àquele pensamento inicial...

Isso acontecia muito com conversas, também!

Esse exercício me permitiu conhecer onde nascem meus pensamentos, principalmente os ruins. E aprendi a abortá-los imediatamente. É um exercício constante de vigília da mente!