O PRINCIPAL MURO QUE AS RELIGIÕES CONSTROEM

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O principal muro que as religiões constroem

Por Isaias Costa

Eu já fui sim um rapaz bastante religioso, mas ao mesmo tempo extremamente curioso e crítico. Então, o que aconteceu comigo foi um processo natural de afastamento da religião que fui inserido na infância. Minha família é toda católica e durante toda a infância e adolescência fui um católico praticante. Hoje digo sem medo que não me considero mais católico, mas um profundo seguidor de Jesus Cristo, o que é absolutamente diferente.
Existem muitos muros criados pelas religiões, em todas elas os muros são os mesmos. Vou falar sobre o que considero o principal muro que as religiões constroem. Esse muro é o ORGULHO, que é diariamente alimentado por boas doses de ÓDIO e INVEJA. Para refletirmos sobre isso, compartilho uma frase genial do escritor Jonathan Swift.
“Nós temos a religião suficiente para nos odiarmos, mas não a que baste para nos amarmos uns aos outros.”
Jonathan Swift
Por que eu me considero um profundo seguidor de Jesus Cristo e não mais um cristão católico? Exatamente porque os seres humanos distorceram a maior e principal mensagem do mestre Jesus: “Amarás o Senhor teu Deus com todo teu coração e amarás o teu próximo como a ti mesmo…”. Tudo o que Jesus queria nos ensinar era que nos amássemos e vivêssemos em harmonia, sem ninguém se achar superior nem inferior a ninguém. Na verdadeira doutrina cristã não existe superioridade ou inferioridade, existe SEMELHANÇA COM O PRÓXIMO. A semelhança gera o amor incondicional, a concórdia, a amizade profunda, a compaixão, o desapego, o desprendimento, a humildade, a fraternidade etc. etc. etc. Você percebe o poder que a semelhança pode gerar se vivida em sua raiz? Isso que estou dizendo aqui raramente acontece na vida real, parece mais um sonho. Por quê? Essa é a mensagem de Jesus. E por que não a vivemos? Exatamente porque nós criamos o muro do ORGULHO. Um orgulho doentio alimentado por ÓDIO e INVEJA.
Quando eu era engajado na igreja, percebia claramente que havia uma espécie de competição velada entre meus colegas sobre quem era o “mais santo”, o mais “servidor”, o mais “arguto”, o mais “empático”, o mais “piedoso”, “o mais, o mais, o mais… ”. Por quê? Pra quê? Eu observava tudo isso e ficava calado (nunca gostei de discussões). O ódio e a inveja entram aqui, algumas pessoas se sobressaiam em termos de destaque e visibilidade, e outras não. As que não se sobressaiam sentiam uma enorme inveja, e essa inveja gerava o ódio. Você sabia que quase sempre sentimos ódio de alguém que é o que gostaríamos de ter sido? Ou faz aquilo que gostaríamos de fazer? Interessante não é? Saiba que ódio e inveja andam sempre de mãos dadas.
Vendo e vivendo dentro dessa realidade chegou o dia do meu “Não aguento mais”. Inclusive já falei sobre a lista do “Não aguento mais”, que é absolutamente libertadora. Eu coloquei por escrito numa folha de objetivos e metas futuras: “Nunca mais farei parte de um grupo como esses, cheio de pessoas orgulhosas…”. Se você ainda não leu esse texto, o link está logo abaixo. Tenho certeza que ele pode te ajudar muito.

A lista do “não aguento mais”

As religiões deveriam ser um espelho dos seus mestres, mas são espelho dos seus seguidores, por isso elas têm tantas falhas e muros. Uma religião que se baseia nos anseios puramente humanos não pode fazer uma revolução, por mais que isso soe duro e que você venha me dizer: “Não é bem assim…”.
Detalhe! Jesus não fundou a religião cristã. Quem fez isso fomos nós, muitos anos depois de sua morte. O que Jesus criou foi algo muito superior a uma religião. Ele mudou os nossos paradigmas, nossa mentalidade. Nunca canso de repetir que Jesus foi o maior empreendedor que esse mundo já teve. Se você acompanha esse blog a mais tempo, já deve ter percebido que ele é a minha maior referência. Ele é por um motivo muito simples, todos os seus ensinamentos são para nos fazer crescer em amor e consciência, nos amarmos uns aos outros, nos fazer desenvolver o máximo do nosso potencial interior etc… Não estou querendo dizer com esse texto que as religiões não são importantes, são sim, mas que devemos ter consciência de que todas elas têm falhas e limitações, e conhecendo-as, podemos, com elas ou sem elas, sermos seres humanos muito melhores e mais evoluídos.
Sei que toquei em uma ferida, que são as religiões, mas é assim que eu penso. Você é livre para pensar como quiser e fazer o que quiser. Pode desprezar esse texto ou até mesmo deixar de ler esse blog. Meu objetivo com esse blog não é ter milhões de leitores, é nos fazer pensar e refletir sobre as grandes questões da vida. Pense um pouco sobre o que acabei de colocar! Paz e luz…

Fonte:https://paralemdoagora.wordpress.com/2015/07/23/o-principal-muro-que-as-religioes-constroem/