QUEM É O SENHOR KRISHNA NA CULTURA HINDU : A SUPREMA PERSONALIDADE DE DEUS

Krishna, Nascimento, Vida, Doutrina e Morte do Senhor Krishna
por Profa. Margareth Gonçalves (Devidasika)

A figura central do Bhagavad Gita é Krishna. Os hinduístas adoram várias encarnações de Deus,  como instrutores que de tempo em tempo aparecem segundo as necessidades do mundo para manter a justiça e destruir a maldade. Assim cada  caminho hinduísta adora a uma destas encarnações da Divindade e Krishna é quem tem  maior número de devotos, porque dizem que Ele é superior aos demais, pois enquanto encarnado possuía  50% da energia de Narayana, sendo então um Maha Avatar.

O Senhor Krishna durante toda a sua vida  praticou  os admiráveis  ensinamentos que predicava, e assim dizia: “Conhece o segredo da vida quem em meio da maior atividade produz a mais doce paz, e é ativo em meio da mais profunda calma”.

Ensinava que para chegar à ação, é necessário a não ação e a não ação na ação; ou seja, a calma na atividade e a atividade em calma, são necessárias não apegar-se e nem identificar-se com nada externo e trabalhar sem apego ao fruto da ação, porque a aflição não provem das obras , e sim do apego ao fruto dessas mesmas ações. Assim devemos considerar o dinheiro, a fama, a família, como meios do propósito para cumprirmos nosso dever, mas não como absolutos fins da vida.

Unicamente temos que nos apegar por devoção ao Senhor. Trabalhemos pela  família e amemos a ela, sacrifiquemos-nos cem vidas se necessário for, mas não nos identifiquemos com ela. A vida de Krishna foi exatamente o exemplo desses  ensinamentos. Em um livro que relata a vida de Krishna nos conta com milhões de anos de Antigüidade e em algumas passagens oferece assombrosa semelhança com outros da vida de Jesus de Nazareth.

Krishna era de fina estirpe, e estava profetizado  que um descendente daquela família seria rei de Madura, cujo trono ocupava o tirano Kamsa, e ao interasse de que havia nascido um filho no seio da família profetizada e não sabendo o ponto fixo de seu nascimento, ordenou a matança de todos os filhos recém-nascidos.

Quando nasceu Krishna, um ponto de luz celestial iluminou o lugar, e segundo conta a divina lenda, o recém-nascido exclamou: “SOU A LUZ DO MUNDO E NASÇO PARA O BEM DE TODOS OS HOMENS”. Os sábios afirmaram que Deus havia nascido, e foram se render á Ele, homenageando-o, como também aconteceu aos magos que adoraram o menino Jesus de Belém. Por fim venceu Krishna ao tirano Kamsa, mas não quis ocupar seu trono, porque dizia que não era deste mundo seu reino. Havia cumprido seu dever e lhe bastava seu cumprimento.

Os ensinamentos deste grande instrutor denotam que sua tônica fundamental, seu motivo condutor é a renúncia, o desapaixona mento, o desapego, mas não a indiferença, que é muito diferente e sem valor espiritual. Ensina Krishna que o genuíno amor somente é devido ao imutável Ser, ou seja, a Deus.

Não temos de cometermos enganos  de colocar nosso amor, nosso afeto nas coisas mundanas e temporais,  porque  a inevitável queda desses afetos nos causaria aflição. Deus é o único Ser imutável, e seu amor nunca falha, porque, seja lá o que formos, ou seja, lá o que fazemos, Ele sempre nos olha com misericordioso amor, sem cólera, sem nojo, porque sabe que caminhamos para a perfeição. Já nos diz a filosofia vedantina, que o amor que a mãe reconhece em seu filho, e o amor que ela reconhece em seu marido, são simplesmente o amor de Deus refletido neles.

Tal é a persistente tônica desses ensinamentos de Krishna, que Ele comunicou ao seu povo, que quando um hinduísta faz qualquer coisa, como por exemplo, beber água, ele diz: “se há virtude nisto, que retorne ao Senhor”. O hinduísta crê firmemente em Deus, e o considera a alma de todas as almas, e como magno sacrifício lhe oferece  todos os seus merecimentos ao bem da humanidade.

Por outra parte, disse Krishna: “Quem vive no meio do mundo e oferece ao Senhor suas ações, nunca se contamina com os males do mundo, assim é o homem que se mescla  nas atividades do mundo, oferece ao Senhor o fruto de suas ações”.

De todos estes ensinamentos inferimos que todo dever é sagrado. Não há no mundo dever algum a que possamos em justiça qualificar de servil; todo trabalho é tão meritório como o imperador em seu trono. Os ensinamentos de Krishna são de evidente valor prático, pois nos estimulam a cumprir pacificamente nossos deveres da vida social.

VIDA DE KRISHNA
A virgem DEVAKI, irmã do tirano Kansa foi escolhida pêlos santos rishis (sábios), para ser a mulher que iria trazer ao mundo um  Deva (anjo). Foi acolhida por Vasichta, guiada até Ele por Mahadéva (o grande anjo) onde foi recebida com enorme carinho, pois ela tinha deixado o mundo das misérias para viver ao lado dos santos, gloriosos com seus destinos  e desejosos  do caminho do céu. Eles lhe disseram: “No seio de uma mulher, o raio do esplendor divino deve receber uma forma humana” .

Os Rishis presentes, se inclinaram ante DEVAKI e Vasichta disse: “Esta será nossa mãe porque dela nascerá o Espírito que deverá nos regenerar. Viverá entre as mulheres virtuosas e os mistérios se cumpriram”.

Devaki foi então viver entre essas mulheres gloriosas, e uma delas de idade já bem avançada, lhe dava as instruções mais secretas. Vivia andando sozinha, pêlos bosques, vestida como uma rainha,  e perfumada pêlos místicos aromas das flores. Sempre descansava debaixo das ramas das “árvores da vida”, sendo visitada por visões estranhas. Ouvia coros que cantavam: “Glória a tí Devaki...”. Virá coroado de luz este fluído puro emanado de sua grande alma e as estrelas  palidecerão ante seu esplendor. Trarás a vida e desafiarás a morte, e Ele rejuvenescerá o sangue de todos os seres.... Virá mais doce que o mel, mais puro que a boca de uma virgem, e todos os corações se sentirão transbordados de amor.

Um dia Devaki  caiu em um êxtase  mais profundo. Ouviu uma música celeste, como um oceano de harpas e de vozes divinas, e de repente o céu se abriu em abismos de luz. Milhões se seres esplendidos a olhavam e em um raio deslumbrante, o sol dos Sóis, MAHADEVA, lhe apareceu em forma humana. Iluminada pelo Espírito dos Mundos perdeu o conhecimento e no ouvido da terra, em uma felicidade sem limites, concebeu ao filho divino. Quando sete luas já tinham se passado,  e descritos seus círculos mágicos ao redor da selva sagrada, ela foi chamada pêlos mestres que lhe disseram: “A vontade dos Devas se cumpriu”.... Tu concebeste na pureza do coração, e no amor divino-virgem e mãe, te saudamos.... Um filho nascerá de ti que será o salvador do mundo.

Teu irmão Kansa te busca para matar o fruto que levas em teu seio. É necessário escapar à sua perseguição. Os irmãos mais velhos irão te guiar até ao pé do monte Meru. Ali darás a luz ao teu filho Divino e lhe chamarás KRISHNA, O CONSAGRADO. Que Ele ignore sua origem e tudo o mais. Não  fales Dele nunca. Viva sem temor, pois velaremos sobre ti.

Então ela foi morar com os pastores do monte Meru. Ao pé desse monte se estendia  um fresco vale, dominado por vastos bosques de cedros, por onde passava o sopro puro do Himalaya. Neste alto vale habitava um povo de pastores, sobre o qual reinava o patriarca NANDA. Ali Devaki encontrou um refúgio contra as perseguições de seu irmão Kansa; A exceção de Nanda, ninguém  supunha quem era a estrangeira e de onde procedia aquele filho.

As mulheres dali diziam unicamente:  “É um filho dos Gandharvas (gênios  que se supõem presidirem os  casamentos de amor). Porque os músicos de Indra devem ter presidido os amores dessa mulher que parece uma ninfa celeste, uma Apsara”. O filho maravilhoso desta mulher desconhecida cresceu entre os rebanhos e os pastores, ante os olhos de sua mãe.

O chamavam de “O Radiante”, porque só com sua presença, seu sorriso, e seus olhos,  tinha o Dom de difundir a alegria. Animais, crianças, mulheres, homens, todo o mundo lhe queria e Ele parecia querer a todos, sempre sorrindo a sua mãe, jogando com as ovelhas e com as crianças de sua idade e falando com os velhos. Krishna criança não tinha temor algum;  cheio de audácia executava movimentos surpreendentes. As  vezes iam para a floresta e se recostava sobre o musgo, abraçava as jovens panteras e abria-lhes a boca sem que elas se atrevessem a mordê-lo.

Tinha também imobilidades repentinas, admirações profundas, tristezas estranhas. Então se isolava de todos, e pensava absorto olhava sem responder. Mas sobre todas as coisas e sobre todos os seres, Krishna adorava  a sua jovem mãe, tão bela, tão radiante, que lhe falava do céu e dos Devas, de combates heróicos e de coisas maravilhosas que ela havia aprendido com sua família. E os pastores diziam: “Quem é esta mãe, e este filho? Nunca se veste como nossas mulheres, parece uma rainha; e o filho também, foi criado com os nossos, mas não se parece com eles...... é um gênio? ......... é um Deus?....... seja o que for, nos traz felicidade.............

Quando Krishna tinha quinze anos,  sua mãe Devaki foi chamada pêlos anacoretas, seu antigo povoado. Um dia desapareceu sem dizer adeus à seu filho.  Krishna não a vendo mais, foi procurar o patriarca Nanda e lhe perguntou sobre a mãe. Nanda nada falou, apenas disse que ela teria feito uma viagem muito longa, e por isso não sabia quando ela voltaria. Então Krishna caiu em uma meditação tão profunda, que até as crianças se isolaram Dele, e dirigindo-se ao monte Meru para obter respostas, lá ficou por semanas. Até que em um dia de manhã,  de repente apareceu  junto Dele um velho, de elevada estatura, vestido com traje branco. Parecia um centenário. Sua barba de neve e seu rosto brilhavam como uma majestade. O jovem e o ancião se olharam por um longo tempo. Os olhos do velho se pousaram com complacência sobre Krishna; Este ficou  tão maravilhado ao vê-lo, que emudeceu cheio de admiração e mesmo que fosse a primeira vez que via este velho, lhe parecia que já o conhecia há muito tempo. Por fim este senhor lhe perguntou , por quem ele estava esperando; e Krishna lhe disse que estava a procura de sua mãe. E o velho lhe responde simplesmente que sua mãe se encontra na presença Daquele que é imutável.

O menino assustado pergunta então se ela irá voltar um dia; e Ele responde que sim, mas só quando a filha da serpente se render ao filho do touro, assim então Ele poderia voltar a ver sua mãe em uma aurora de púrpura. E lhe diz o seguinte: “Então matarás o touro, e afastarás a cabeça da serpente. Filho de Mahadeva saiba que eu e tu, formamos mais que um só, face ao Senhor. Busca, busca, busca, sempre..... E o centenário estendeu a mão em sinal de bendição, se voltou para o lado do Himalaya, e desapareceu em uma vibração luminosa.

Quando Krishna desceu do monte Meru, desceu totalmente transtornado. Uma energia nova parecia irradiar de seu ser. Reuniu seus amigos e passaram então a defender os bons, e combater os maus. Foi atrás dos touros e das serpentes.... Lutou contra as bestas ferozes, libertou tribos oprimidas, mas mesmo assim seu coração permanecia triste, sua alma tinha apenas um desejo oculto, voltar a ver sua mãe e encontrar novamente o ancião. Queria acima de tudo, arrancar a cabeça da serpente, então resolveu falar com Kalayeni, o rei das serpentes, e pediu para lutar com o mais terrível de seus animais e em presença de um mago negro.

Dizia-se  que aquele animal, adestrado por Kalayeni (o mago negro), havia já devorado centenas de homens e que seu olhar irradiava um espanto aos mais valentes. Do fundo do templo tenebroso de Kali, Krishna viu sair, junto com a voz de Kalayeni, um enorme réptil azul verdoso. “Esta serpente, disse Kalayeni, sabe muitas coisas, é um demônio poderoso; ela mata os vencidos, ela está te olhando e está em seu poder. Somente te resta adorá-la ou perecer em uma luta insensata”. Krishna ficou indignado, e quis lutar com a serpente, Ele parecia mais a ponta de um raio. Brigou muito com ela, e finalmente a venceu, cortando-lhe a cabeça.

Aquela cabeça ainda viva pergunta a Krishna porque Ele teria  feito isto; se Ele achava que matando os vivos, conseguiria  encontrar a verdade?  Disse-lhe a serpente que a vida está na morte, e a morte está na vida, e sendo assim morreu.  Então Krishna fez vários Yagnas, (austeridades para purificação) para se limpar das impurezas, lá no rio Ganges, sob a luz do sol de Mahadeva. Logo em seguida, Ele volta para a antiga terra natal, e passa a sonhar com combates celestiais no infinito dos céus. Passou então a acontecer fatos místicos lindíssimos,  como que durante o seu sono, Ele vibrava uma melodia suave e Angélica.

Atraídas pela  música as Golpis, as filhas das mulheres do vilarejo, enfim, ficaram enamoradas por ELE.  Algumas se aproximavam  Dele, o acariciavam sempre encantadas por sua melodia; e ELE abstraído por seu sono dos Deuses não as via. Atraídas mais e mais por seu canto, as Golpis começaram a ficar impacientes, pois Ele não as olhavam. Nichdali, a filha de Nanda, com os olhos fechados, havia caído em uma espécie de êxtase. Sua irmã Saraswati mais atrevida se deslizou ao lado do filho de Devaki (Krishna) e lhe disse com carinho: Oh,! Krishna... Não vês que te escutamos e que não podemos dormir? Tuas melodias nos encantaram, Oh! Herói adorável...

Aí então Krishna, levantou-se e gentilmente começou a contar para elas várias estórias, lendas, e todas cada vez mais enamoradas do Mestre.... cantou até altas horas da madrugada, e todas continuavam embebidas daquele néctar de amor e sedução que emanava misticamente daquele jovem sábio, que também se embriagava com as expectativas  que provocava naquelas inocentes criaturas que já O adoravam.

Passaram a se encontrar todas as noites, sempre com a mesma finalidade, onde o Mestre aproveitou para lhes ensinar seus cantos e dividir com elas cada vez mais seus ensinamentos revestidos de pura magia esotérica e encantamentos divinos. Mas então o previsível aconteceu, Saraswati e Nichdali se apaixonaram por Ele, e resolveram que iriam fazer–lhe uma proposta, e esperavam com o coração na mão que fosse aceita. Propuseram nada mais nada menos, que Ele as desposassem; Krishna ficou pensativo........ Muito pensativo........ Passando seus braços ao redor da cintura de ambas....... Primeiro pousou sua boca sobre os lábios de Saraswati, logo em seguida sobre os olhos de Nichdali experimentando através destes dois longos beijos, o sabor estonteante e voluptuoso de toda a terra.

Voltando a ambas, lhes disse: (primeiro olhando para Saraswati):
-Teus lábios têm o perfume do âmbar e de todas as flores.....

(olhando para Nichdali) comentou:
-Tuas pálpebras velam profundos olhos e sabes sondar tua própria alma. As amo incondicionalmente, não amarei somente um ser nunca.... Somente amarei com amor eterno.... e complementou seu raciocínio dizendo assim: Para Eu amar um só ser, seria necessário que a luz se extinguisse do dia, que um raio caísse em meu coração e que uma alma se lançasse fora do céu.

E assim ambas voltaram para casa, tristes e chorosas. Na noite seguinte as golpis se reuniram  para seus jogos, mas em vão esperaram seu Mestre. Ele havia desaparecido  não deixando mais que sua essência, um perfume de seu ser: os cantos e as danças sagradas. Deste momento em diante, Krishna,  procurou seus antepassados em busca de notícias ainda de sua mãe e do velho ancião. Deparou-se com a inveja e ira de seu tio, o rei Kansas; teve encontros com demônios de toda a extirpe, brigou contra toda a ilusão que chegava até Ele; e assim o rei de Madura, o rei Kansas, tentava impor ao caminho do Mestre sempre dificuldades enormes com o objetivo de vê-lo desanimar e cair  desgraçadamente ao chão.

E foi assim, durante o seu caminhar, que encontrou um centenário Vasichta  que vivia a quase um ano, em uma cabana escondida no mais profundo da selva santa. Este velho tinha já se libertado das leis da matéria, e vivia totalmente liberado das ações egoístas dos homens. Krishna, marchando pelo estreito caminho, se encontrou de repente com este ancião; Estava sentado, as pernas cruzadas sobre uma esteira, apoiado em um poste que sustentava sua cabana, em uma paz profunda. De seus olhos de cego, saia um resplendor interno de vidente, e quando Krishna o viu, o reconheceu, sabendo que era “o sublime ancião”. Sentiu uma comoção de alegria;.... O velho estende seus braços em direção a Ele, e disse “OM”.

Intuitivamente o velho olha para  o rei Kansas que o perseguia, e fala que a morte seria benéfica já que a matéria de seu corpo não prestava para mais nada, e que o filho de Mahadeva e de sua irmã estava ali, representado por Krishna, aquele que iria destruir seu reinado. Pálido de ira, Kansas  estendeu seu arco, e com toda sua força, lançou uma flecha contra Krishna. Mas, neste momento, seu braço tremeu e a seta disparada, desviando-se do seu alvo, foi cravar diretamente no peito de Vasichta, que com os braços em cruz, parecia esperá-la com total êxtase. Krishna ecoa um grito terrível, pois sentiu vibrar a flecha em seu ouvido, e viu a mesma no corpo do santo...   e lhe parecia que havia entrado em seu próprio coração; de tal modo que sua alma neste instante havia se identificado  com a do rishi (homem santo).

Com esta flecha aguda, toda a dor do mundo transpassou a alma de Krishna. Entretanto, o velho com a flecha em seu peito, murmurava para Krishna: “Filho de Mahadeva, porque gritas? Matar  é uma ação tão absurda que só os profundos ignorantes os escravos do ego a praticam.

A flecha não pode ferir sua alma, e a vítima é o vencedor do assassino. Triunfa Krishna... o destino se cumpre. Eu volto a Aquele que não se muda jamais, sendo  Ele eternamente imutável. Que Deus receba minha alma. Mas tu és o elegido salvador do mundo, em pé...... Krishna....... Então um resplendor rendeu o negro céu e Krishna  que tinha caído na terra como ferido por um raio, passou sobre uma luz deslumbradora. Mas seu corpo parecia insensível, sua alma unida a do ancião, pelo poder da simpatia, subiu nos espaços, elevando-se ambos ao sétimo céu  dos devas (deuses), até ao Pai de todos os Seres, ao Sol dos Sóis, Mahadeva, a Inteligência Divina. Ambos se submergiram em um oceano de luz, e bem no centro Krishna viu a DEVAKI, sua mãe radiante, sua mãe glorificada, que com um sorriso inefável, lhe estendia os braços e lhe atraia em seu seio.

Milhares de devas vinham beber na radiação da Virgem-Mãe, como em um foco incandescente e Krishna se sentiu como reabsorvido em um olhar de Amor de Devaki. Então, do coração da mãe luminosa, viu-se raios que atravessaram todos os céus. Ela sentiu que Krishna era a alma divina de todos os seres, a palavra de vida, o verbo criador superior da vida Universal; Ele a penetrava, SEM a menor essência de dor, através do fogo da oração e a felicidade de um divino sacro-ofício.

Quando Krishna voltou a si,  a selva estava sombria e torrentes de chuva caiam sobre a cabana. “O ancião sublime” já não era mais que um cadáver. Mas Krishna se levantou como um ressuscitado. Um abismo o separavam do mundo e de suas vãs aparências. Ele havia percebido a grande verdade e compreendido sua missão. E quanto ao rei Kansas, cheio de espanto, corria sobre o seu carro perseguido pela tempestade e seus cavalos corriam fustigados por mil demônios. Krishna foi saudado pêlos anacoretas (povo da aldeia de sua mãe) como o sucessor esperado e predestinado de Vasichta.

Celebrou-se  o SHRADA, a cerimônia fúnebre do santo ancião, na selva sagrada, e o filho de Devaki (Krishna) recebeu o bastão dos sete nós, sinal de comando, depois de haver feito o sacrifício do fogo em presença dos mais antigos anacoretas, daqueles que sabem de memória os três vedas (verdades eternas).

Em seguida, Krishna se retirou ao monte Meru para meditar ali sua doutrina e o caminho da salvação para os homens. Suas meditações e suas austeridades duraram sete anos. Então sentiu que havia dominado sua natureza terrena por meio de sua natureza divina, e que se havia identificado grandemente com o sol de Mahadeva para merecer o nome de filho de Deus. Então chamou a seu lado, os anacoretas jovens e anciões para revelar-lhes sua doutrina. Eles encontraram Krishna totalmente modificado, bastante purificado e engrandecido; o herói se havia transformado em Santo; não havia perdido sua força de leão, mas havia ganho a doçura das aves. Entre os primeiros que o ouviram, estava Árjuna, um descendente dos reis solares,  um dos Pándavas destronados pêlos Kauravas, os reis lunares.

O jovem Árjuna era apaixonado, cheio de fogo, mas pronto a desencorajar-se  e a cair em dúvida, e se entusiasmou apaixonadamente com as doutrinas de Krishna. Este, sentado sobre  os cedros do monte Meru, frente ao Himalaya, começou a falar aos seus discípulos as verdades inacessíveis aos homens que vivem na escravidão dos sentidos. Os ensinou a doutrina do ATMA imortal, de seus renascimentos, e de sua união mística com Deus. O corpo, envolve o ATMA, ou seja, a ALMA, e este corpo é finito; mas o ATMA que habita um corpo material é invisível, incorruptível e eterno. O homem terrestre  é triplo como a divindade que reflete: inteligência, atma e corpo. Se o atma se une a inteligência, alcança SATWA, a sabedoria e a paz. Se o atma  permanece incerto entre a inteligência e o corpo, então está dominado por RAJAS, a paixão e vai de objeto em objeto em um círculo fatal. Se finalmente o atma abandona o corpo, então cai em TAMAS, o sem razão, a ignorância, a morte temporal. E aí  o que cada homem pode observar de si mesmo e ao seu redor (o anunciado desta doutrina foi mais tarde a de Platão).

Mas Árjuna queria saber qual  é o destino do homem depois de sua morte..... Se tivermos de obedecer sempre a mesma ordem?.... Ou podemos escapar deste destino?....

Jamais escapamos da lei suprema e obedecemos a ela sempre.... Disse Krishna, eis aqui o mistério dos renascimentos. Como as profundidades  do céu se abrem aos raios das estrelas, assim as profundidades desta vida se iluminam a luz desta verdade. E Árjuna continuava  perguntando sobre os mistérios da reencarnação, pelas leis que governam nossa matéria, as trigunas (Satwa, Rajas e Tamas). Quando Krishna pressentiu esse profundo momento de interesse de Árjuna sobre os mistérios da vida, Krishna aproveitou o momento e concluiu: “Escuta, um grandessíssimo e profundo segredo, o mistério soberano, sublime e puro. Para se alcançar a perfeição, tem que se conquistar a ciência da unidade (síntese ou yoga), que está acima da sabedoria; há de elevar-se ao Ser Divino que está acima do ATMA, sobre a própria inteligência. Mas este Ser Divino, este amigo sublime, está em cada um de nós. Porque Deus reside no interior de todo homem, mas poucos sabem encontrá-lo. E é esta a via de salvação”.

Uma vez que hajas pressentido ao ser perfeito que está sobre o mundo e em ti mesmo, decide-te abandonar o inimigo, que toma a forma do desejo (por coisas materiais). Domina vossas paixões. Os gozos que procuram os sentidos são como as matrizes dos sofrimentos que hão de vir. Não faça somente o bem: SEJA BOM...... Renuncie ao fruto de vossas obras, mas que cada uma de vossas ações seja como uma oferenda ao Ser Supremo. Aquele que se rende à Deus, alcança a perfeição. Unido espiritualmente, alcançarás esta sabedoria espiritual que está acima do culto das oferendas, e sente uma felicidade divina, porque aquele que encontra em si mesmo sua felicidade, seu gozo e ao mesmo tempo também sua luz, é UM com DEUS. .. e sabendo a alma que tenha encontrado à Deus, estará liberta dos renascimento e da morte, e beberá  a água da imortalidade.

Deste modo, Krishna explicava sua doutrina a seus discípulos e pela contemplação interna, os elevavam pouco a pouco as sublimes verdades que se haviam revelado sob os relâmpagos da visão direta. E assim aconteceram vários ensinamentos aos discípulos de Krishna. Todos ficavam sempre muito embevecidos com suas palavras  e discursos. Aqui eu diria: leia o Gita, com todo o seu coração  e discernimento átmico, pois Nele está contido toda a beleza da vida, na sua mais profunda verdade, que somos todos nós. Depois  de haver instruído a seus discípulos  no monte Merú, Krishna foi com eles até as margens do rio Ganges, para converter o povo. Entrava nas cabanas, e se detinha com as palavras. Ao entardecer, nos  arredores das aldeias, a multidão se agrupava ao seu redor. O que pregava ao povo era a caridade ao próximo. Ele dizia: “O mal que praticamos aos nossos próximos, nos perseguem como nossa sombra do corpo”. As obras que tem como base o amor ao próximo, são as que devem ser ambicionadas pelo justo, pois serão as que pesam mais na balança celeste. Se acompanhares os bons, teus exemplos serão inúteis; não temas em viver entre os maus, para conduzi-los até o bem.

Quando os semi-sábios, os incrédulos, lhe pediam explicações sobre a natureza de Deus, respondia com sentenças como esta: “A ciência do homem é vã; todas suas boas ações são ilusórias quando não sabe relacioná-las a Deus; somente Deus pode compreender Deus..... Não eram essas as únicas coisas novas de seus ensinamentos; embelezava e arrastava a multidão, sobre tudo que dizia de Deus vivo, de VISHNU. Ensinava que o Senhor do universo havia encarnado mais de uma vez entre os homens; se havia manifestado sucessivamente nos sete rishis (mestres ascencionados), em Vyasa (também mestre Ascenso), e em Vasichta, e se manifestaria de novo.

Mas Vishnu, gostava de falar através dos humildes: de um mendigo, através de uma mulher arrependida,  de uma criança... Por meio dos exemplos mencionados e tantos outros, Krishna predicava o culto à Vishnu. O renome do profeta do monte Meru se difundiu pela Índia. Nesta ocasião, o velho Nanda já havia morrido, e suas duas filhas que Krishna amava viviam separadas. Saraswati, irritada pela partida de Krishna, havia buscado recompensa em um casamento com um homem de  casta nobre, que se apaixonou por sua beleza, mas em seguida a repudiou e a vendeu a um comerciante. Tempos depois, voltou a sua cidade natal  a procura de sua irmã; esta não tinha se casado, e vivia com um irmão como sua servente. Saraswati contou toda sua estória para a irmã, e esta lhe disse que somente Krishna poderia salvar-lhe. Explicou a irmã que ELE tinha se tornado Santo, um grande profeta, e que Ele vivia pregando ao redor do Ganges. Então resolveram ir ao encontro DELE.  Krishna se dispôs a ensinar sua doutrina aos guerreiros, porque por turnos predicava aos monges, também aos homens da casta militar e ao povo. Aos monges ensinava, com a calma da idade madura, as verdades profundas da ciência divina; entre aos Rajás celebrava as virtudes guerreiras e familiares com o fogo da juventude; ao povo  falava, com a sensibilidade da infância, de caridade, de resignação e de esperança.

Logo as duas irmãs se encontraram com o Mestre, e foram por Ele reconhecidas como suas seguidoras, e as nomeou como Saraswati sendo sua seguidora da fé, e Nichdali como sua seguidora do amor.  Kansa reinava ainda em Madura. Depois do assassinato de Vasichta, o rei não havia encontrado paz sobre seu trono. Nysumba, esposa de Kansa,  Também se rendeu ao fracasso, e só pensava em seus poderes perdidos. O rei ainda inconformado mandou outra tropa de soldados até as margens do Ganges, com a finalidade de persuadirem Krishna, para levá-lo à presença do rei. O Mestre muito intuitivo, logo percebeu a intenção, e muito inteligentemente, pediu um tempo aos soldados e antes de irem ao rei, começou a falar do Rei do Mundo, Mahadeva. Claro, aí vocês já podem imaginar, Krishna conquistou a todos, e sendo assim não O levaram até a presença de Kansa.

Inconformado, Kansa  voltou  para pega-lo com mais soldados de sua confiança, mas com a convicção de que não iriam ouvi-Lo....... Tudo em vão...... Mais uma vez Krishna encanta a todos. Nesta altura Ele já estava sendo chamado até de Mago. Kansa triplicou sua guarda, e mandou colocar cadeados em todos os portões do palácio. Certo dia ouviu um grande ruído na cidade, gritos de alegria e de triunfo. Os guardas lhe trouxeram a noticia de que era Krishna que entrava em Madura, e que todo o povo rompia suas portas para recebê-Lo. E tudo isto era fato: Entrou sob uma chuva de guirlandas de flores; todos o aclamavam; todos O saudavam como vencedor da serpente, o herói do monte Meru, mas acima de tudo ao profeta de VISHNU.

Seguido de brilhante cortejo  e saudado como um libertador pelo povo, Krishna se apresentou ao rei Kansa e sua mulher, lhes dizendo que apesar de merecerem castigos pêlos seus erros, por um reinado de injustiças, ainda assim Ele não iria lhes conferir a morte, pois queria mostrar aos seus seguidores que não é matando que se reequilibra um mal feito, e sim triunfando sobre seus inimigos.

Resolveu mandá-los a um lugar de penitencias com a finalidade de que eles observassem seus crimes. Passado alguns dias Krishna com a concordância dos mais velhos, consagra o seu discípulo Arjuna, o mais ilustre descendente da raça solar, como rei de Madura, e deu-lhe a autoridade suprema  dos Brahmanes, que se converteram  em instrutores dos reis. Krishna continuou sendo chefe dos anacoretas, que formaram o conselho superior dos Brahmanes.

Então construíram para si mesmos uma cidade forte entre as montanhas; se chamava DWARKA.  No centro desta cidade encontrava-se o templo dos iniciados, cuja parte mais importante estava oculta no subterrâneo; Entretanto, quando os reis do culto lunar souberam que um rei do culto solar havia subido ao trono em Madura e que os Brahmanes iam ser os donos da Índia, formaram entre si uma poderosa liga para derrubar o trono. Arjuna, por sua parte, agrupou ao seu redor todos os reis do culto solar, da tradição branca, ária, védica. Desde o fundo do templo de Dwarka, Krishna os seguia, os dirigia. Os dois exércitos  se encontravam em presença, e a batalha era eminente. Arjuna, ao faltar-lhe ao seu lado o Mestre, sentia-se conturbado e seu valor debilitado. Uma manhã, ao romper o dia, Krishna apareceu ante a tenda do rei, seu discípulo e lhe perguntou por que não teria começado o combate que iria decidir quem iria reinar sobre a terra, os filhos do sol ou os filhos da lua?

E Arjuna responde que sem Ele não poderia fazê-lo. Desolado, pediu ao Mestre que junto dele olhasse os dois exércitos imensos e essas multidões que iriam morrer. Desde a eminência em que estavam colocados, o Senhor dos Espíritos e o rei de Madura contemplaram os dois exércitos imensos, alinhados em ordem, um frente ao outro. Viam-se brilhar os fios das malhas douradas dos chefes; milhares de guerreiros, cavalos e elefantes, esperavam o sinal do combate. E neste momento, o mais ancião dos Kauravas, assoprou a grande concha com um rugido de leão, e assim deu-se o início ao combate. Krishna sentiu-se logo muito violentado e sentiu fundir-se seu coração, submergido na piedade e falou muito abatido: “Ao ver tudo isto, minha boca se seca, meu corpo treme, meus cabelos se eriçam sobre minha cabeça, meu pé arde, meu espírito  gira   em tonturas. Ninguém pode viver bem, vindo desta matança”. Questionou sobre absolutamente tudo, seus parentes, amigos, enfim.......  Exausto Arjuna  foi surpreendido por Krishna  quando este lhe disse: Em pé! Chamo-te de rei do sono para que teu espírito esteja sempre alerta. Mas teu espírito dormiu e teu corpo venceu tua alma. Os que acreditam que a alma mata ou morre, se enganam igualmente. Nem mata e  nem pode matar. Ela não foi nascida e não morre, e não pode perdê-la, o ser que a sempre teve. Nem a espada a corta,  nem o fogo a queima, nem a água a molham, nem o ar a seca. Duradoura, firme, eterna, ela atravessa o todo; para aquele que nasce a morte é certa, e para o que morre o renascimento é certo.

Então Arjuna sentiu ferver seu sangue real com seu valor, lançando-se sobre seu carro dando o sinal de combate. Krishna se despediu de seus discípulos, porque estava seguro da vitória dos filhos do sol. Ele havia compreendido que, para fazer valer sua religião aos vencidos, era preciso ganhar sobre sua alma uma última vitória, mais difícil que a das armas. De igual modo que o santo Vasichta havia sido morto, atravessado por uma flecha para revelar a verdade suprema a Krishna, assim Krishna deveria morrer voluntariamente sob os golpes  de seu inimigo mortal, para implantar no coração de seus adversários a fé que Ele havia ensinado aos seus seguidores e ao mundo. Ele sabia que o rei de Madura havia se refugiado na casa de Kalayeni, o mago negro, rei das serpentes; e que Ele Krishna estava sempre sendo vigiado pêlos homens desse seu rival. O mestre sentia em contra partida que sua missão tinha terminado e por esta razão, cessou de evitar a companhia do inimigo pelo poder de sua vontade. Por fim, o filho de DEVAKI queria morrer longe dos homens, perto do Himalaya. Ali se sentiria mais perto de sua mãe radiante, do sublime ancião e do sol de Mahadeva.

Krishna partiu...... Nenhum de seus discípulos havia penetrado seus desígnios. Somente Saraswati e Nichdali  que o seguiram é claro, com sua permissão. Após alguns dias de viagem, elas questionaram ao Mestre do porque daquilo? E Krishna respondeu: É necessário que o filho de Mahadeva morra atravessado por uma flecha, para que o mundo acredite em sua palavra. Pediu então que todos orassem durante sete dias. O semblante de Krishna se transfigurava e parecia mais radiante. Após o sétimo dia os arqueiros do rei Kansa chegaram próximo do Mestre, olharam para as mulheres..... Eram soldados rudes, de rosto amarelado e negro. Ao ver a figura estática do santo, se deteve. Primeiro o injuriaram, depois lhe jogaram pedras, mas Ele não saia de sua imobilidade. Logo os arqueiros se colocaram a distancia e se puseram a atirar sobre Ele. A primeira flecha que lhe atravessou lhe brotou o sangue e Krishna exclamou: “Vasichta, os filhos do sol venceram”. Quando a Segunda flecha  vibrou em sua carne, disse: “Minha mãe radiante, que os que me amam, entrem comigo em sua luz”. E na terceira disse somente: “Mahadeva! (Deus)....

“E logo, com o nome de Deus, entrego meu espírito”.

O sol havia se escondido, um grande vento se fez, uma tempestade de neve inundou o Himalaya. O céu se fechou. Os assassinos fugiram; e as duas mulheres caíram desvanecidas sobre o solo; O corpo de Krishna foi queimado por seus discípulos na cidade santa de DWARKA. Saraswati e Nichdal se atiraram  na fogueira para unirem-se a seu dono e Mestre; e a multidão acreditou ver o filho de Mahadeva sair das chamas em um corpo cheio de luz, subindo rumo ao infinito e levando consigo as duas nobres mulheres que tanto o amavam em vida. Depois disto, uma grande parte da Índia adotou o culto  de  Vishnú, que conciliava os cultos solares e lunares na religião de Brahma (Deus).

Tal é a legenda de Krishna, reconstituída em seu conjunto orgânico e colocada na perspectiva da estória. Ela arroja uma viva luz sobre as origens do Brahmanismo. “SEMPRE HÁ UM GRANDE SER HUMANO NA ORIGEM DE UMA GRANDE INSTITUIÇÃO”.  Considerando o papel dominante de Krishna na tradição épica e religiosa, seus aspectos humanos por uma parte e por outra, sua identificação constante com Deus manifestado ou Vishnu, força-nos a crer  que Ele foi o criador do culto Vishnuista, que deu ao Brahmanismo sua virtude e seu prestígio. É, pois, lógico admitir que em meio ao caos religioso e social  que se criava na Índia primitiva, a invasão dos cultos naturalistas e apaixonados, apareceu um reformador iluminado que renovou a pura doutrina ária pela idéia da trindade e do verbo divino manifestado, que possuiu ao céu pela sua obra e por sacrifício de sua vida, e deu assim à Índia sua alma religiosa, sua forma nacional e sua organização definitiva.

Mas a importância de Krishna nos parece ainda maior e de um caráter realmente universal, se notarmos que sua doutrina encerra duas idéias mães, dos princípios organizadores das religiões e da filosofia esotérica. Estas são: a doutrina orgânica da imortalidade da alma ou das existências progressivas pela reencarnação,  e a que corresponde  à trindade ou verbo divino revelado ao homem. A idéia de que Deus, a verdade, se revela no homem consciente com um poder redentor que ressalta até as profundidades do céu pela força de amor e de sacrifício; essa idéia fecunda   entre todas, aparece pela primeira vez em Krishna. Ela se personifica no momento em que, saindo de sua juventude ária, a humanidade vai se render-se mais e mais ao culto da matéria.

Krishna nos revela a idéia do verbo divino; Depois de Krishna há como uma poderosa irradiação do verbo solar através dos templos  da Ásia, África e Europa. Em todas as partes o Deus Solar  é um Deus mediador e a luz também é a palavra de vida. Por Krishna entrou a idéia messiânica no mundo antigo; por Jesus irradiou-se esta mesma idéia  sobre o ocidente; e hoje sendo difundido imensamente pela filosofia do Mestre atual encarnado em nossa época, “Sri Bhagavan Mitra Deva” (o primeiro  de uma sucessão de nove avataras), para que possamos chegar ao cume desta estória com a vinda do próximo Maha Avatar que terá 100% da energia de Narayana, ou seja, Ele próprio, aproximadamente daqui a 12 mil anos (isto pode ser modificado pelo acréscimo do nosso nível conscencional) que virá com o nome de Kalki Avatar, sendo Este mais conhecido aqui no ocidente com o nome de “Senhor Maytréia”. (também Mestre  da Suddha Dharma Mandalam, morador em uma das cidades santas, em Badari Vana, localizada no norte do Himalaya. Para  terminar esta matéria recordarei uma passagem do Srimad Bhagavad Gita onde Arjuna questiona Krishna da seguinte forma:

“Quem sou eu? E o Senhor respondeu: “Tu és, meu filho, tudo aquilo que eu sou”.
-Pra que eu vivo?
-Tu vives para responder à todas as tuas perguntas.
-Onde estás, Oh! Grande Deus?
E onde não estou?.............
Profa. Margareth Gonçalves (Devidasika)
Praticante e estudiosa de Suddha Raja Yoga desde 1974, Gnana Dhatha (Sacerdotisa) da Suddha Dharma Mandalam, recebeu o título honorário em 2004 de Ashrama Acharya (Instrutora) reconhecido pelo Conselho Mundial de Yoga. Yogaterapeuta especializada em Psicologia do Yoga, também capacitada em outras técnicas como: gemoterapia, florais, reiki, cromo e laya yoga. Fundou em 1994 o Instituto de Cultura Hindu Naradeva Shala.
krishna, yoga, ioga, suddha dharma
Fonte:http://www.naradeva.com.br/artigoDetalhe.aspx?idArtigo=22

Senhor Sri Krishna

O Começo da Criação


O Senhor Sri Krishna fez um aparecimento na terra em aproximadamente 3220 a.C., e Ele deixou este planeta em 3102 a.C. Entretanto, porque Ele é a Suprema Personalidade de Deus, a causa de todas as causas, Ele está existindo eternamente. Portanto, estas datas são simplesmente um registro da Sua encarnação em Dvapara-yuga (a era antes da presente Era de Kali). Ele falou oBhagavad-gita a Arjuna em Dvapara-yuga, mas o período das Suas atividades não limita a posição Dele como o adi-purusa (a Pessoa Suprema original) e o adi-guru (o mestre original). Na literatura védica, o Senhor Krishna é descrito como a fonte última de todo o conhecimento; conseqüentemente, Ele é a fonte mais segura de conhecimento. O guru-parampara inteiro — a sucessão discipular — começa com Ele porque Ele é o original e principal preceptor.
Fonte:http://pt.krishna.com/senhor-sri-krishna

Quem é Krishna?

Quem é Krishna?
Por Cetanarahita Dasa
Todo Atraente
Deus tem ilimitados nomes de acordo com Suas Atividades. Ele é chamado de Devaki-nandana porque aceita Devaki como Sua mãe. Ele é chamado de Nanda-nandana e Yashoda-nandana devido ao Seu relacionamento com Nanda Maharaja e Yashoda, Seu pai e mãe adotivos. Ele é chamado de Partha-sarathi porque foi o quadrigário de Arjuna. Ele é Bhakta-vatsala, amoroso com Seus devotos. Ele é Gopinatha, o Senhor das gopis. Ele é Gopijana-vallabha, o amado dos residentes de Vrindavana. Ele é Avatari, a fonte de todas as encarnações. Ele é Radha-ramana, o amante de Radharani. Ele é Govinda, que dá prazer para as vacas e os sentidos de todos.
Ele é Krishna. De todos os nomes da Absoluta Personalidade de Deus, esse é o mais indicado, pois significa o todo-atraente. Uma pessoa fica atraente devido a sua riqueza, poder, fama, beleza, sabedoria ou renúncia. A Suprema Pessoa possui toda riqueza, toda fama, toda beleza, toda sabedoria e toda renúncia. Portanto Ele é BhagavanBhaga significa “opulência” e van significa “aquele que possui plenamente.”
O Senhor Krishna é mencionado em todas as páginas do Bhagavad-gita como Bhagavan. A palavra Bhagavan denota uma grande pessoa ou semideus, mas todas as autoridades do conhecimento confirmam que Krishna é a Suprema Pessoa. O próprio Senhor afirma isso no Bhagavad-gita e ele é aceito como tal no Brahma-samhita e em todos os Puranas, especialmente o Srimad-Bhagavatam.
As Atividades Incomparáveis de Krishna
A história Védica do Universo se estende por bilhões de anos. Durante esse período há muitos relatos das vindas de Krishna e Suas Atividades. No Bhagavad-gita, Krishna explica para Arjuna que tanto Ele como Arjuna já “nasceram” muitas vezes. Krishna lembrava de todas Suas atividades, ao passo que Arjuna não. Essa é a diferença entre Krishna, Deus e Arjuna, o homem. O conhecimento e memória de Krishna são ilimitados, mas os de Arjuna limitados por tempo e espaço.
Krishna aparece em um planeta após o outro, constantemente, em diferentes universos (nos Vedas explica-se que há bilhões de universos paralelos). Ele apareceu nesse planeta Terra em Sua forma original pouco mais de cinco mil anos atrás. Ele permaneceu aqui por 125 anos e agiu como um ser humano, mas Suas atividades foram incomuns e sobrehumanas. No livro Krishna, A Suprema Personalidade de Deus, escrito por Sua Divina Graça A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada, encontramos os detalhes de Sua vinda, Suas atividades, etc.
Deus é Sempre Deus
Krishna não praticou a meditação para se tornar Deus. Ele se manifesta como a Suprema Personalidade de Deus sempre, desde a infância. Apesar de Krishna fazer o papel de um ser humano, Ele sempre mantém Sua identidade como a Suprema Personalidade de Deus.
Krishna é a pessoa original dentre todas as pessoas. Krishna Se expande em inumeráveis formas, como Baladeva, Rama, Nrsimha e Varaha (veja Dasavatars). Todas essas formas são o único e mesmo Deus. Não são como nossas formas atuais, que são falíveis. Sua forma é infalível. Minha forma tem um começo, mas Suas múltiplas formas não têm começo nem fim. Krishna está em todos os lugares ao mesmo tempo. Ele está em Goloka Vrindavana e ao mesmo tempo penetra toda existência. Ele é a pessoa original, o mais velho, mas nunca envelhece, sempre mantendo a aparência de um rapaz de 16 ou 20 anos.
O Supremo Engenheiro
Krishna é a origem de todas as criações. Tudo emana dEle. No começo não havia Brahma, Shiva, Indra, Sol, Lua, estrelas, etc. Só havia Krishna. Pela vontade do Senhor, tudo emana dEle, é mantido por Ele e volta a Ele no final. E Ele é tão poderoso que Ele nem sequer precisa gerenciar isso tudo pessoalmente. Suas potências inconcebíveis fazem todo trabalho por Ele, por Sua vontade. O engenheiro-chefe responsável por uma obra complicada não participa diretamente da obra, mas conhece todos os detalhes, pois tudo funciona sob sua direção. Ele sabe tudo sobre a obra, direta e indiretamente. Assim também, a Suprema Personalidade de Deus, o supremo engenheiro da criação cósmica, sabe de tudo, mas delega o trabalho para Suas expansões e Seus devotos, na forma de semideuses.
Krishna é o Desfrutador
Krishna é comparado a raiz da árvore ou ao estômago do corpo. Quando regamos a raiz da árvore, automaticamente nutrimos os troncos, galhos, folhas e flores. E quando levamos comida ao estômago, automaticamente alimentamos todas as demais partes do corpo. Satisfazendo e amando Krishna, automaticamente realizamos o amor universal, unidade e tranqüilidade.
Conhecendo Mais
Para maiores informações, leia Sua biografia intitulada Krsna, A Suprema Personalidade de Deus, escrito por Sua Divina Graça A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada.


História do Senhor Krishna

Krishna ou Críxena1 (em sânscrito: कृष्ण, pronunciado Kṛṣṇa ou [ˈkr̩ʂɳə]) no hinduísmo, é um avatar ou manifestação de Brâma, Vishnu e Shiva, os três nomes da divindade.2 Considerado o oitavo avatar de Vishnu,3 4 é uma das divindades mais cultuadas em toda a Índia possivelmente por ser o interlocutor de Arjuna no Bhagavad-Gitā e pelas comunidade Hare Krishna de seus seguidores.5
Krishna é muitas vezes descrito e retratado como uma criança comendo manteiga, um jovem rapaz tocando uma flauta como no Bhagavata Purana,6 :56 ou como um ancião que dá direção e orientação como no Bhagavad Gita.6 :15 As histórias de Krishna aparecem em várias tradições filosóficas e teológicas hindus que o retratam de vários modos: um deus-criança, um brincalhão, um modelo de amante, um herói divino e o Ser Supremo7 As escrituras principais que discutem a história de Krishna são o Mahabharata, o Harivamsa, o Bhagavata Purana e o Vishnu Purana.

Krishna
Estátua de Shree Krishna no Templo Sri Mariamman,Cingapura.
Críxena
avatar de Vixenu
MãeDevaki
Pais adotivosNanda e Yashoda
ConsorteRadha
Instrumentoflauta

Nome e títulos

A palavra em sânscrito kṛṣṇa é essencialmente um adjetivo que significa "negro", "azul" ou "azul-escuro". Como um substantivo feminino, kṛṣṇa é usado no sentido de "noite", "escuridão" no Rigveda. Krishna é um nome de Deus que significa "o todo atraente", a Verdade absoluta.
Mahabharata (Udyogaparva 71.4) analisa a palavra Kṛishna da seguinte maneira:
krishir bhu-vacakah sabdo nas ca nirvriti-vacakah
tayor aikyam param brahma krishna ity abhidhiyate
A palavra 'krish' é a característica atrativa da existência divina, e 'na' significa 'prazer espiritual.' Quando o verbo 'krish' é adicionado ao 'na', ele se torna 'krishna', que indica a Suprema Verdade Absoluta.
Krishna também é conhecido por diversos nomes, epítetos e títulos, que refletem suas múltiplas qualidades e atividades. Entre os mais usados, estão Hari ("Aquele que tira" [pecados, ou que afasta samsara, o ciclo de nascimentos e mortes]), Govinda ("Aquele que dá prazer às vacas, à Terra e aos sentidos") e Gopala ("Protetor das vacas" ou, mais precisamente, "Protetor da vida").

Krishna e Radha em pintura indiana do século 18

Iconografia

Krishna é facilmente reconhecido por suas representações artísticas. Sua pele é retratada na cor preta ou azul-escura, conforme descrito nas Escrituras, embora em representações pictóricas modernas ele geralmente seja mostrado com pele azul.
Ele aparece usando um dhoti de seda amarelo e uma coroa de penas de pavão. Representações comuns mostram-no como um bebê, um menino ou um jovem. Normalmente, está com uma perna dobrada na frente da outra, levando uma flauta aos lábios, esboçando um sorriso misterioso, e acompanhado por vacas.
A cena no campo de batalha de Kurukshetra, nomeadamente quando se dirige a Arjuna no Bhagavad Gita, é outro tema comum para sua representação. Nessas cenas, ele é mostrado como um homem de dois braços atuando como cocheiro, ou com as típicas características da arte religiosa hindu (tais como braços ou cabeças múltiplas) e com atributos de Vishnu, como o chakra.

Biografia

Este resumo se baseia no Mahabharata, no Harivamsa, no Bhagavata Purana e no Vishnu Purana . Os fatos narrados ocorreram no norte da Índia, a maior parte nos atuais estados de Uttar PradeshBiharHaryanaDeli e Gujarat.

Nascimento e infância


Yashoda, a mãe adotiva de Krishna, adornando-o, em pintura de Raja Ravi Varma(1848-1906)
De acordo com o Bhagavata Purana, Krishna nasceu sem uma união sexual, mas por meio da "trasmissão mental" ióguica da mente de Vasudeva no ventre de Devaki. Baseado em dados das escrituras e cálculos astrológicos, a data de nascimento de Krishna, conhecida como Janmastami, é o dia 18 de julho de 3228 a.C.8 Krishna pertencia ao clã Vrishni dos Yadavas, de Mathura, capital dos clãs Vrishni, Andhaka e Bhoja. Foi o oitavo filho da princesaDevaki e seu marido Vasudeva
O rei Kamsa subiu ao trono após mandar prender o próprio pai, Ugrasena (rei da dinastia Bhoja). Kamsa é tido como um grande demônio, que pertencia à classe dos Kshatriyas, mas que, de algum modo, havia se desviado doDharma universal.
No caminho que conduzia os noivos até a nova casa, Kamsa escutou uma voz que dizia que o oitavo filho de Devaki iria levá-lo à morte. Imediatamente fez menção de matar Devaki, mas Vasudeva implorou pela vida da esposa, prometendo que cada filho que nascesse, seria levado à presença de Kamsa.
Receoso, mandou prender Vasudeva e a esposa no porão do castelo, sendo vigiados dia e noite por guardas. Cada filho do casal que nascia era morto por Kamsa, que mesmo sabendo que a profecia se cumpriria apenas no oitavo filho, não tinha piedade de nenhum e matava a todos.
Kamsa havia sido alertado por Narada Muni que, em breve, Vishnu nasceria na família de Vasudeva. Soube também, através deste sábio, que, em uma encarnação anterior, Kamsa havia sido um demônio chamado Kalanemi que tinha sido morto por Vishnu.
Conta a tradição védica que Kamsa, temendo que Vishnu nascesse em qualquer uma das famílias do reino, mandou matar todos os meninos com até dois anos de idade, a fim de evitar o cumprimento da profecia.
E foi então que o oitavo filho de Devaki nasceu - Bhagavan Sri Krishna. O local do nascimento é conhecido atualmente como Krishnajanmabhoomi, onde um templo foi erguido em honra. Como sua vida corria risco na prisão, foi tirado da prisão e entregue aos pais adotivos Yashoda e Nanda em Gokula.

Juventude


Krishna e Gopis na floresta, em pintura indiana do século 16
Nanda, pai adotivo de Krishna, era o líder de uma comunidade de pastores de gado. As histórias da infância e juventude contam a vida e relação com as pessoas da região. Uma dessas histórias conta que Kamsa, descobrindo que ele havia sido libertado da prisão, enviou vários demônios para impedir que isso acontecesse. Todos falharam. São muitas as façanhas de Krishna e as aventuras com as Gopis da vila, incluindo Radha, aventuras estas que se tornaram conhecidas como Rasa lila.

Krishna, o Príncipe

Krishna, então um jovem homem, retorna para Mathura, acaba com o governo de Kamsa, e institui o pai, Vasudeva, que havia sido aprisionado por Kamsa, como rei de Yadavas. Em seguida declarou a si mesmo príncipe da corte. Neste período, iniciou a amizade com Arjuna e outros príncipes de Pandava do reino de Kuru. Casou-se com Rukmini, filha do rei Bishmaka de Vidarbha. Ele também teve 150 mil esposas, incluindo Satyabhama e Jambavati.

A guerra de Kurukshetra

Krishna possuía primos em ambos os lados na guerra entre os Pandavas e os Kauravas, porém ele tomou o lado dos Pandavas e concordou em ser o cocheiro da carruagem de Arjuna - o primo e grande amigo - na batalha decisiva. O Bhagavad Gita consiste nos conselhos dados por Krishna a Arjuna, antes do início do combate.

Últimos dias

Segundo o Mahabharata, a Batalha de Kurukshetra resultou na morte de todos os cem filhos de Gandhari. Na noite antes da morte de Duryodhana, o Senhor Krishna visitou Gandhari para oferecer suas condolências. Pressentindo que Krishna conscientemente não tinha posto fim à guerra, Gandhari teve um acesso de raiva e tristeza, e amaldiçoou Krishna e toda a dinastia dos Yadu a morrerem no prazo de 36 anos.
Em um festival, uma briga começou entre os Yadavas, que exterminaram uns aos outros. Balarama, o irmão mais velho de Krishna, entregou conscientemente o corpo usando yoga. Krishna se retirou para a floresta e sentou-se debaixo de uma árvore em meditação. Um caçador chamado Jara confundiu o pé parcialmente visível de Krishna com um veado, e atirou uma flecha ferindo-o mortalmente.
De acordo com os eruditos vaishnavas, o corpo de Krishna é completamente espiritual, e não seria corruptível nem sujeito à morte e à deterioração. Mesmo assim, na execução de seus passatempos terrenos, ele "aparenta" nascer e morrer como uma pessoa comum.
Ao ver que tinha ferido Krishna, o caçador ficou muito perturbado e pediu perdão. Krishna então respondeu-lhe: "Você era Vali em seu nascimento anterior, e eu era Rama, que o matei secretamente. Você queria se vingar, e, assim, neste meu aparecimento, estou cumprindo seu desejo; tudo isso fazia parte do meu plano". Dizendo isso, Krishna partiu para Goloka, sua morada celestial.
Segundo as Escrituras hindus, o desaparecimento de Krishna ocorreu na meia-noite de 17 para 18 de fevereiro de 3102 a.C. e marca o fim de Dwapara Yuga e o início de Kali Yuga, a era da hipocrisia e das desavenças. Devido à presença de Krishna no planeta, o demônio Kali não se atreveu a manifestar-se com toda a sua força. Mas neste mesmo dia, Kali entra no mundo na forma do delito de ferir uma vaca - justamente o animal preferido de Krishna.

Devoção a Krishna

Krishna segundo o Bhagavata Purana

Segundo o Srimad Bhagavatam, Krishna é a forma original de Deus, superior a todas as outras expansões divinas, já que todas emanam dele. Krishna é um ser eterno, sem nascimento nem morte, que adotou uma manifestação temporária na terra para poder agraciar seus devotos e aniquilar os demônios - mas que simultaneamente está presente eternamente em seu planeta espiritual.

Gita Govinda

Vários trabalhos foram importantes na difusão da devoção a Krishna, especialmente o Gita Govinda, escrito por Jayadeva Goswami na Índia oriental, no século XII. Trata a respeito da relação íntima de Krishna com uma gopi em particular, Radharani (que no Mahabharata teve papel secundário).

Movimentos recentes de Krishna-bhakti

Derivações posteriores das primeiras tradições de devoção a Krishna incluem a que foi promovida pelo santo bengali Caitanya Mahaprabhu, no século XVI. Seus seguidores consideram-no uma encarnação de Krishna e Radharani num só corpo. Vários movimentos pertencem a esta tradição, entre eles o Movimento Hare Krishna.
Fundado em nova York pelo guru indiano Bhaktivedanta Swami Prabhupada em 1966, o Movimento Hare Krishna é o principal responsável pela disseminação contemporânea da figura de Krishna no Ocidente.

Referências

  1. Ir para cima Gilson Moura (2010). Religiões No Brasil. Clube de Autores. p. 58.
  2. Ir para cima Urbano Zilles (1998). Religiões: Crenças e Crendices. EDIPUCRS. p. 54. ISBN 978-85-397-0150-6.
  3. Ir para cima Ninho Jesen (2009). Uma Resposta Ao Tabernáculo Da Fé. Clube de Autores. p. 61. PKEY:90142313.
  4. Ir para cima UNIRIO M JELINEK. Rodando pelos caminhos da Índia e Nepal. biblioteca24horas. p. 68. ISBN 978-85-7893-213-8.
  5. Ir para cima Fabio Renato Villela. Deuses e deusas hindus - dicionario sintetico. biblioteca24horas. p. 22. ISBN 978-85-7893-214-5.
  6. ↑ Ir para:a b Kim Knott (2000). Hinduism: A Very Short Introduction. OUP Oxford. ISBN 978-0-19-285387-5.
  7. Ir para cima Mahony, W.K.. (1987). "Perspectives on Krsna's Various Personalities". History of Religions 26: 333–335. DOI:10.1086/463085.
  8. Ir para cima Information on Lord Krishna Birth and Death Time.

Ligações externas e Bibliografia

Ver também

Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Krishna