OS MISTÉRIOS DO FUNDO DO MAR

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OS MISTÉRIOS DO FUNDO DO MAR

Ameaçadas de extinção e com um ciclo de vida longo e complexo, há mais de 30 anos as tartarugas marinhas são pesquisadas e preservadas pelo Projeto Tamar, reconhecido internacionalmente como uma das mais bem sucedidas experiências de conservação marinha do mundo.
A cada mil tartarugas marinhas que nascem apenas uma ou duas sobrevivem até a idade adulta, após os 25 anos, quando podem se reproduzir. Seres primitivos, elas estão no planeta, sobrevivendo e evoluindo há mais de 100 milhões de anos. Atualmente, das sete espécies conhecidas do mundo, absolutamente todas estão ameaçadas de extinção.
Quando chegam à idade de reproduzir, utilizam a areia da praia para a desova, embora sejam animais marinhos. Solitárias, as mães procuram orlas de areia quente para depositarem seus ovos e retornam imediatamente ao mar. É justamente a temperatura da areia quem determina se as tartaruguinhas serão machos ou fêmeas. Durante a vida, a beleza das praias e do mar mistura-se a muitos perigos, como os predadores que devoram ovos e filhotes, a escassez de alimentos em algumas regiões e diversas doenças. As tartarugas que se tornam adultas são ameaçadas por pouquíssimos animais: tubarões, orcas – e o homem.
Para preservar e proteger as cinco espécies de tartarugas marinhas existentes no Brasil, há 33 anos o projeto Tamar realiza um trabalho complexo. “O Tamar é um centro de pesquisa e conservação de tartarugas marinhas e atua em todos os segmentos que envolvem a vida desses animais”, explica a bióloga Camila Trentin Cegoni, que é gestora do Centro de Visitantes de Florianópolis. O projeto protege cerca de 1.100 quilômetros de praias, através de 19 bases de pesquisa e conservação em áreas de alimentação, desova, crescimento e descanso das tartarugas marinhas. Mesmo com resultados lentos, pois o ciclo de vida das tartarugas é complexo e muito longo, o projeto é reconhecido internacionalmente como uma das mais bem-sucedidas experiências de conservação marinha do mundo, servindo de modelo para outros países. Os números compravam a eficácia. Na última temporada de desova, por exemplo, o Tamar protegeu mais de 24 mil ninhos, no continente e nas ilhas oceânicas e foram levados ao mar em segurança mais de 1,5 milhões de filhotes. O Tamar em Florianópolis Com dez anos, completados em 2014, a base catarinense é a mais nova.
Como o litoral catarinense é um ambiente de alimentação e não de desova, por conta das areias mais geladas, as atividades do Tamar estão concentradas na conscientização e educação ambiental
Afirma a gestora Camila. Na sede do projeto de Florianópolis, na Barra da Lagoa, as tartarugas que estão nas piscinas, embora pudessem ser devolvidas ao mar, cumprem uma função especial. De diversas espécies, tonalidades e tamanhos, são elas que encantam os mais de 150 mil visitantes que passam pelo projeto durante o ano. “É a beleza dessas tartarugas que podemos ver aqui, que causam curiosidade em ver e conhecer mais sobre sua vida e preservação”, afirma Juliana Martins, de Itajaí, que foi ao Tamar acompanhada dos filhos de sete e 10 anos. Lá, crianças e adultos entendem, por exemplo, porque a pesca e o lixo, desprezado incorretamente por todos nós, são os principais vilões da história desses animais. As sacolas plásticas são confundidas com águas vivas em meio ao oceano, as tartarugas se alimentam delas e com frequência morrem asfixiadas. Outro problema muito comum ocorre com as tartarugas verdes juvenis, mais comuns em nosso litoral. “Elas se alimentam de algas e junto delas estão microlixos como pedaços de plástico e naylon, que se acumulam no trato digestório, causando uma série de problemas”, explica Camila. Já na pesca, artesanal ou industrial, as tartarugas que estão em área de alimentação ficam presas às redes de pesca. Por isso, o Tamar atua na pesquisa e conscientização dos pescadores para destinar corretamente as tartarugas capturadas, e propõe alternativas como a substituição de técnicas e equipamentos que diminuam esta captura. Quando resgatadas, tanto no mar quanto na areia, as tartarugas recebem um anel de metal nas nadadeiras dianteiras, para identificação e estudo de seu deslocamento e de hábitos comportamentais. “Quando estão bem reabilitadas, a comunidade pode participar de um belo evento de soltura, quando o animal volta para o seu habitat natural”, conta Camila. No mar, é cada uma por si, e o Tamar por todas.
VOCÊ SABIA?
As tartarugas procuram o local aonde nasceram para depositarem seus ovos.
É a temperatura da areia aonde são depositados os ovos que determina o sexo do animal. Temperaturas acima de 30 ºC produzem mais fêmeas.
São seres solitários. As mães colocam os ovos na areia e voltam para o mar. Por serem solitárias, não desenvolveram comunicação por som.
Na desova, depositam cerca de 120 ovos por ninho, com uma média de três a cinco ninhos por fêmea, a depender da espécie.
Estima-se que a cada mil nascimentos apenas uma tartaruga chegue a idade adulta que é de 30 anos.
As espécies vivem entre 80 e 100 anos.
A tartaruga de couro gigante pode chegar a dois metros de comprimento de casco e a pesar 700 kg.
por FRANCINE MIRELE DA SILVA
Fonte:http://www.revistaouse.com.br/os-misterios-do-fundo-do-mar/
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