BUDAPESTE : A RIQUEZA IMPERIAL E CULTURAL


Vista do Danúbio, rio de Budapeste que abriga opções curiosas para quem procura vida noturna alternativa como o A38, casa noturna instalada em um barco ucraniano de 1968 Eduardo Vessoni/UOL

Eduardo Vessoni/UOL

Arquitetura ao longo do Danúbio mostra a riqueza cultural de Budapeste, na Hungria



Os edifícios de fachadas rendilhadas, ricamente ornamentados com detalhes em mosaicos, arabescos, elementos orientais e grandes figuras humanas pretendendo sustentar as fachadas são a primeira das belas e agradáveis surpresas de Budapeste.

A arquitetura revela a história da cidade, deixa evidente a influência da ocupação turco-otomana e mostra toques folclóricos, como buquês de flores e pássaros, num típico exercício do nacionalismo húngaro. Outros edifícios relembram, na grandiosidade dos espaços, a nobreza da cidade que um dia dividiu com Viena a sede do Império Austro-Húngaro. Com um jeitão urbano que lembra Paris, Budapeste ganhou o aspecto atual nos anos 1890, quando muitos dos magníficos edifícios foram construídos, na comemoração do seu 1000º aniversário.

Mas tudo isso é pouco, porque a beleza da cidade se espalha por toda parte, ao longo do Danúbio, e de suas belas pontes que unem as duas partes do local: na margem direita, Buda, a colina onde fica o Distrito do Castelo, cheia de história; na esquerda, Pest, a parte plana e mais animada da capital húngara, com muitas lojas, restaurantes, hotéis, teatros e parques.
Budapeste é linda até debaixo de neve, mas é muito mais 'desfrutável' no verão. E os 35ºC nem incomodam, porque uma brisa constante ameniza o calor dessa região muito arborizada, repleta de parques e dona de um invejável patrimônio: os balneários de água mineral quente - absolutamente imperdíveis - desfrutados desde os tempos do Império Romano.

Praticamente renascida depois da 2ª Guerra Mundial, e tendo ganhado a renovação de seus tempos de glória após o fim do comunismo, a cidade tem oferta cultural permanente, seja em museus ou concertos, ou mesmo na saborosa e calórica culinária, com destaque para os doces e bolos preparados com esmero desde os tempos em que Sissi, a imperatriz, frequentava a cidade.

Uma visita a Budapeste exige no mínimo três dias inteiros andando muito. Uma dica para aproveitar ainda mais o destino é, antes da viagem, consultar - ainda que rapidamente - informações históricas da região: as invasões otomanas, os Habsburgos, o Império Austro-Húngaro e os imperadores Franz Joseph I e sua esposa, Sissi porque eles aparecerão com frequência. Leia também sobre a importância do Danúbio, o rio que corta a cidade e foi celebrado na valsa de Strauss. A propósito... o Danúbio não é azul.

Parlamento


Mariuccia Lopez/UOL


À beira do Danúbio, em Peste, este edifício em estilo neogótico construído no século 19 é o verdadeiro cartão-postal da cidade. Foi inspirado no Parlamento britânico e é o maior edifício do país, com 268 metros de comprimento e uma cúpula de 96 metros de altura. É a sede da Assembléia Nacional, com 691 salas, e pode ser visitado de segunda a sexta, das 8h às 18h, sábados e domingos das 8h às 16h. Entrada paga.
Serviço
Parlamento
1055 Budapest
Kossuth tér 1-3
Tel.: (36-1) 441-4415
www.parlament.hu

Igreja Mátyás


Mariuccia Lopez/UOL


Localizada no Bairro do Castelo, em Buda, essa igreja foi construída entre os séculos 13 e 15, embora a forma atual tenha sida definida no século 19. Oficialmente chamada de Igreja de Nossa Senhora, era lá que os reis eram coroados e o local possui ainda como característica seu telhado coberto por cerâmica colorida. Aberta de segunda a sexta das 9h às 17h, de sábados das 9h às 13h e aos domingos das 13h às 17h. Entrada paga.
Serviço
Igreja Mátyás
1014 Budapest
Szentháromság ter 2
Tel.: (36-1) 355-5657
www.matyas-templom.hu

Castelo de Buda


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Totalmente reconstruído depois de ser bombardeado durante a 2ª Guerra Mundial, não se trata propriamente de um castelo, mas do antigo Palácio Real, que hoje abriga um complexo de edifícios que sediamo Museu da História de Budapeste e a Galeria Nacional Húngara. Os museus funcionam de terça a domingo das 10h às 18h e têm entrada paga.

Serviço
Castelo de Buda
1014 Budapest
Szent György tér 2
Tel.: (36) 20 4397 325/331
www.mng.hu/en
Fonte:http://viagem.uol.com.br/guia/hungria/budapeste/atracoes/castelo-de-buda/index.htm

Budapeste, com afeto


Budapeste
| Budapeste |
O itinerário básico de viagem pela Europa Central, segundo a recomendação do Comandante, segue esta exata ordem: Budapeste, Viena, Praga e Berlim. É um roteiro que faz sentido em termos práticos, com deslocamentos mais inteligentes, e que deixa para o final as cidades pelas quais se costuma ter mais expectativas.
A Ali foi para esta região, mas experimentou um outro roteiro: Budapeste, um desvio para Berlim, Dresden e Praga (a viagem ainda continuou rumo a Londres). A capital da Hungria surpreendeu a Ali, que sem rodeios assume ter se encantado mais por Budapeste do que por Praga. Quer saber por quê? Vai por ela:
--> Roteiro
Pavilhão dos pescadores, Budapeste
[Pavilhão dos Pescadores, Budapeste]
Eu segui uma receitinha diferente e contra-intuitiva, mas que deu super certo. Primeiro, eu fiz o que todo mundo diz ser necessário fazer: comecei por Budapeste. Não queria correr o risco de ter um sentimento de anti-clímax durante a viagem. Mas também não estava a fim de passar pela adrenalina de comprar as passagens de trem apenas ao chegar lá, em alta temporada. Fui então para Berlim de Easy Jet (foi bem baratinha a passagem) e de lá segui de trem para Dresden (2 horas), onde passei uma noite, e de Dresden segui para Praga (2 horas e meia).
Dessa experiência extraí a seguinte lição: trem, no verão, só em primeira classe. O trem de Berlim para Dresden, que vinha precisamente de Budapeste, estava super-hiper-mega lotado. O perrengue só não foi maior porque o trajeto era curto. As pessoas e as malas viajavam amontoadas no corredor. Eu tinha pago reserva dos assentos, mas não consegui chegar até eles porque havia um amontoado de malas empilhadas e mochileiros dormindo no corredor. A gente viajou sentado em cima das mossas malas na entrada do trem. Uma aventura, para dizer com olhos otimistas.
Ao chegar em Dresden troquei as passagens do dia seguinte para a primeira classe. Vale cada centavo. No verão, não hesite: compre a passagem de trem de primeira classe. É perrengue-free.
Viena ficou para uma próxima vez, quando eu for à Suíça. Ao pesquisar os preços dos hotéis, achei todos caros demais e considerei, ainda, que o roteiro ficaria excessivamente repetitivo. Resolvi passar os últimos dias em Londres (hotéis no mesmo valor de Viena).
--> Budapeste x Praga
Ao contrário de 95% dos turistas, eu prefiro Budapeste a Praga.
Não há como discutir que a beleza de Praga é de tirar o folêgo. É realmente embasbacante. Mas a vibe de Budapeste, na minha opinião, é muito melhor. Eu poderia ficar uns 10 dias por lá. Parece Paris uns 15 anos atrás, quando era possível flanar e ter a sensação de que certos recantos tinham sido descobertos por você.
Budapeste é mais espalhada. Isso é uma vantagem e uma desvantagem. A desvantagem é que você não tem a sensação nossa-vi-tanta-coisa-em-tão-pouco-tempo que Praga proporciona. A vantagem é que nenhuma atração fica apinhada de gente. Andar na rua em Budapeste é uma experiência mais autêntica do que em Praga. Comer em Budapeste é mais fácil. Considero comer em uma cidade fácil quando consigo acertar mais de uma vez apenas seguindo minha intuição, sem precisar devorar todos os guias.
Não me senti numa festa no formigueiro. Em Praga, por vezes, parecia que eu estava na Disney, que aquilo tudo não era de verdade. Em alguns momentos tive a sensação de estar num parque temático do Leste. Claro que isso foi influenciado pela estação. Will Tizard, que vive em Praga desde 1994, diz que a melhor época para conhecer a cidade é o outono.
Budapeste no verão é alegre, mas não é superlotada, apesar de ser a sexta cidade mais visitada da Europa.
Enfim, me apaixonei por Budapeste.
--> Dicas de Budapeste
Importante dizer o seguinte sobre táxi em Budapeste. Para quem chega de avião, o aeroporto opera apenas com uma empresa de táxi chamada Fötaxi, que possui balcões na saída dos terminais. (A foto que aparece no site é do balcão que funciona no aeroporto.) Eles estão trabalhando com tarifas fixas, que são as mais baixas de Budapeste. Outra opção é o serviço de shuttleMinibusz do aeroporto que custa 3200 HUF ou 11 euros por pessoa. É logo na saída do controle de passaporte e não precisa de reserva.
Não precisei usar táxi em Budapeste porque o transporte público é eficiente e andei muito a pé, mas para pegar na rua ou chamar por telefone também li relatos na internet recomendando a Fötaxi.
Fiquei no InterContinental Budapest, com uma vista soberba. Pena que o hotel por fora é feio e destoa da cidade.
Gostei de passear e ver vitrines na badalada Váci utca, mas os restaurantes dessa região têm um jeitão mais turístico. Os restaurantes freqüentados pelos locais ficam nas ruas que circundam a Basílica, em torno da Szent István tér (praça Szent István). Ao menos no verão, a noite lá é bem animada. As opções de bons restaurantes são inúmeras, dá para escolher na intuição.
Os Meninos da Rua PauloRoda-gigante da praça Erzsébet












[Os Meninos da Rua Paulo | Roda-gigante da Erzsébet tér]
A praça Erzsébet fica lotada de gente jovem, há vários bares, barracas e uma roda-gigante no verão.
Ah, por fim, tive uma refeição memorável nesse italiano: Tom George.

Por Mariana Amaral

Fonte:http://www.viajenaviagem.com/2013/08/budapeste-roteiro-dicas/


Guia Prático de Budapeste

Está com a viagem marcada para Budapeste? Então confira as nossas dicas básicas de sobrevivência na cidade!
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Budapeste
Foto: magari blu
– Cuidado com táxis em aeroportos e estações de trem. Se possível, certifique-se antes de entrar no carro qual a distância aproximada até o seu hotel e qual o preço médio do trajeto. Alguns motoristas cobram um valor bem mais alto! Por isso, dê preferência a pontos de táxi do que aos motoristas que abordam turistas nas saídas do trem e do aeroporto.
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O bondinho à beira do Rio Danúbio
Foto: magari blu
– O ticket para transporte vale para todos os meios de transporte público e você deve tê-lo válido consigo. Se for pego em uma fiscalização, você terá que pagar uma multa – além de passar a maior vergonha!
– A moeda local é o Hungarian Forint, mas a maior parte dos locais aceita Euro também.
– Prepare-se para a paprika! A pimenta está super presente nos pratos típicos húngaros. Para levar para casa, compre o creme de paprika Piros Arany.
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Paprika, paprika, paprika!
Foto: magari blu
– O foie gras também tem uma produção bem considerável na Hungria e, aos adeptos, vale a pena provar ou trazer uma latinha na mala.
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Foie gras húngaro
Foto: magari blu
– Se quiser provar um vinho tinto local, a dica é pedir um dos vinhos da região de Villány, tida como a melhor do país. Quem topar um drink mais forte, aposte na bebida Unicum Szilva, tipo de destilado húngaro.
– Não quer fazer feio na hora de se comunicar na Hungria? Magari blu te ensina algumas palavrinhas básicas em húngaro:
Szia = Olá
Viszlát = Até logo
Léggszives = Por favor
Köszönöm = Obrigado
Sör = Cerveja
Bor = Vinho
Szeretlek = Te amo
Egészégedre! = Saúde!
– Está super na moda em Budapeste o conceito de “bares-ruínas”, locais implementados em edifícios mal preservados, e que assim permanecem propositadamente, reunindo ainda na decoração tudo que é objeto, um nada a ver com o outro. Os ambientes ficam total kitsch e divertidos. O primeiro bar a nascer dessa forma, e o mais famoso deles, é o Szimpla – que vale conhecer!
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A fachada do Szimpla
Foto: magari blu
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O interior do “bar-ruína” mais famoso da cidade
Foto: magari blu
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Ambiente externo visto do segundo andar
Foto: magari blu
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Detalhes do Szimpla
Foto: magari blu
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Mais da decoração totalmente kitsch
Foto: magari blu
Onde encontrar:
1075 Budapest  Kazinczy St 14
Tel.: 36 1 300 4009
www.szimpla.hu
Boa viagem!
Fonte:http://www.magariblu.com/guia-pratico-de-budapeste-dicas-uteis-para-a-sua-viagem/




















OS MIL LADOS DE BUDAPESTE



Vista de BudapestePoderia ser Pestebuda. Descobri no hotel, quando a recepcionista nos mostrou o mapa e disse: “Essa é Buda, esta é Peste” e apontou para as partes separadas pelo rio Danúbio. Budapeste é a união dos dois lados, aliás, uniram também com uma terceira cidade chamada Obuda. Portanto, se a ordem dos fatores não altera o produto, porque não usaram o Peste primeiro? E onde foi parar o "O" de Obuda? Nem ousei perguntar e se perguntasse ela poderia me olhar com uma cara de Chicó e dizer: "Num sei, só sei que foi assim".


Viemos da Bratilsava, no trem 175 JESZENSZKY JÁNOS (saída 19:54 da estação "Bratislava Hlavna Stanica" e chegada na principal estação “Budapest-Keleti” às 22:32). Pagamos só 14 Euros. Ficamos noAtlas City Hotel a uns 15 minutos
 da estação. Excelente preço, com café da manhã e ótimos quartos com ar condicionado. Lembro que apesar de fazer parte da União Européia, a Hungria não usa o Euro. A moeda é o Forint (simbolizada por Ft ou HUF). Veja a cotação aqui. Eles falam o Magyar que é parecido com o... Finlandês!
Voltemos à cidade. Budapeste é a capital e maior cidade da Hungria. Ela tem 2 milhões de habitantes (são os magyares ou húngaros, como nos são conhecidos) e um em cada cinco cidadãos vive nela. Primeiro: esqueça Obuda. Agora o que interessa são "Peste" e "Buda"... O lado Peste concentra a área comercial da cidade com cafés e prédios governamentais, como o Parlamento. É o lado "ocidentalizado", moderno. O lado Buda é conhecido por abrigar o principal ponto turístico da cidade "O castelo de Budapeste" e por ser uma região residencial e histórica. A arquitetura é marcante e a cidade é muito iluminada inclusive alguns também a chamam de Paris do Leste, assim como Praga.
O que mais me encantou em Budapeste foram os violinos. Seu "choro"está em todo lugar. Tive a impressão de que todo mundo da cidade sabia tocar o instrumento. Li em uma matéria da Folha de São Paulo que o violino é uma tradição húngara trazida pelos povos ciganos.
Ficamos quatro dias na capital e fizemos quase tudo andando. O transporte parece ser eficiente (ônibus, bondinhos e Metrô o levam pra qualquer lugar da cidade), entretanto Budapeste nos convida a caminhar e admirar:
Vörösmarty Tér (Praça Vörösmarty)
É a praça mais central, no lado Peste. No centro fica um monumento com estátuas de várias pessoas e um homem sentado em uma cadeira. Hoje descobri que se trata do poeta húngaro Mihály Vörösmarty conhecido pelos seus versos patrióticos. Explore as ruas adjacentes que são unicamente para pedestres. Ah! Lá estão os cafés e lanchonetes mais movimentados da cidade. Tomei um sorvetinho de banana na banca que fica na praça. É divino! Aproveite para andar pela Vaci Utca, uma avenida famosa pelas lojas chiques e que começa na praça Vörösmarty. Eu gostei da arquitetura, cafés e das lojas de livros.
Basilica de Santo Estevao BudapesteSzent Instván Bazilika (Basílica de Santo Estevão)
Também fica no lado Peste. É a principal igreja da cidade e seu nome é uma homenagem ao primeiro rei cristão da Hungria. Sua estrutura reflete vários estilos, pois os arquitetos se alternavam durante a construção e todos queriam colocar seu toque a catedral. O interior é luxuoso, toda dourada, feita com 50 tipos de mármore. A mão de Santo Estevão pode ser vista na capela Sagrada, nos fundos da igreja. Fica dentro de uma caixinha, mas os visitantes devem colocar uma moedinha para que a luz se acenda e a mão possa ser vista. Eu não coloquei. Teria pesadelos de noite, rs.
Documentos importantes foram guardados na Basílica durante a Segunda Guerra, pois o local era considerado forte suficiente em caso de bombas lançadas sobre a cidade. Durante o verão são apresentados concertos de órgão e corais.
Parlamento de BudapesteOrszágház (Casa do Parlamento)
Olha o Francisco José de novo aí, geeente! Ele mesmo, marido da bela Sissi, de quem falei no post da Áustria. É que a Hungria fazia parte do Império Austro-húngaro (claro, por isso é húngaro, Thatiana). Em 1867 a Hungria recebeu o direito de fazer sua própria constiuição, portanto nada mais justo que um prédio para o Parlamento. Foi então que o imperador Francisco José começou um ousado projeto inspirado no Parlamento de Londres. O Országház fica às margens do Danúbio, no lado Peste. Observe os horários de visita e compra de tickets. Quando chegamos todos os ingressos já tinham sido vendidos e pior, vendidos para cambistas que estavam revendendo em frente à entrada dizendo que eram de uma empresa que organizava "visitas ao parlamento em várias línguas". Vê se pode...
Em frente ao parlamento existe um monumento curioso. É uma bandeira da Hungria com um buraco no meio. É na verdade um símbolo da resistência ao comunismo. Manifestantes arrancaram a insígnia soviética do centro em um levante que levou mais de 200 mil pessoas para o centro de Budapeste em 1956. Uma semana depois, o exército vermelho preparou um ataque à cidade. Foram executados 2500 cidadãos, inclusive o Primeiro Ministro Imre Nagy.
Monumento Estadio PuskasPuskás Ferenc-stadion (Estádio Puskas)
Fica no lado Peste também, mas um pouco afastado do centro. 
O nome é alusivo ao jogador Ferenc Puskás Biró, o maior futebolista da Hungria e um dos melhores do século 20 (eu, na minha vasta sabedoria futebolística nem sabia de quem se tratava). Puskas estava na seleção apelidada de "os mágicos magyares" da primeira metade dos anos 50. Eles ganharam muitos torneios e foram vice-campeões da Copa do Mundo de 54. Nossa entrada no estádio foi uma aventura. Entramos por um portão que estava aberto ao léu e saímos batendo fotos lá dentro. Depois voltamos e tentamos entrar pela porta principal, mas algumas pessoas que estavam na recepção disseram que não era permitido. Sorte nossa que entramos antes, rs. Em frente foi feito um monumento em homenagem ao jogador (foto).
Városliget (Parque da Cidade)
Foi construído em homenagem aos 1000 anos da Hungria. É o maior parque de Budapeste e um complexo com vários pontos interessantes.
Visite o Castelo Vajdahunyad (Vajdahunyad Vára) finalizado em 1896 para a comemoração do milênio. A entrada do castelo lembra a dos palácios medievais. Nele funciona o Museu de Agricultura. 
Várias esculturas estão espalhadas pelo Parque da Cidade, inclusive uma estátua de George Washington. Detalhe: ela foi feita durante a Guerra Fria. "Ãh??". A mais interessante e visitada é a imagem de um monge que parece a figura da morte. Nela está escrito "Anomymvs". Significa Anônimo - esse é o nome da personagem do monumento, já que niguém sabe quem foi, mas alguns dizem que se trata de um monge que viveu no século 12 e foi autor do primeiro livro da história da Hungria. Todo mundo tocou o lápis que ele segurava (eu "copiei" e toquei também!). Acredita-se que isso traz boa sorte nos estudos. Hum, será que tento vestibular de novo?!?
Anomymvs e Praça dos Herois Budapeste
No monumento "Anomymvs" e uma vista geral da Praça dos Heróis
Hősök Tere (Praça dos Heróis)É a entrada principal do Parque da Cidade. Nós, no entanto, entramos pelo lado do Estádio Puskas. Na Praça dos Heróis estão estátuas de homens famosos da história do país como do rei Estevão I (Santo Estevão) que trouxe o Cristianismo para a Hungria.
Sapatos no Danubio BudapesteSapatos no Danúbio
Inaugurado em 2005, o memorial (foto) recorda os judeus vítimas do Movimento Facista Húngaro. Eles foram assassinados na beira do rio Danúbio e os sapatos de ferro representam que ali ficaram abandonados. Fiquei olhando sem saber o que representava. Não há nenhuma placa. Notei algumas velas queimadas deixadas sobre os sapatos.
Széchenyi lánchíd (Ponte das Correntes)
Feita no século 19, foi a primeira ponte de Budapeste. Seu nome é uma homenagem ao homem que teve a iniciativa de construí-la. Foi um dos marcos do renascimento econômico da cidade, pois uniu as duas partes: Buda e Peste, ainda provincianas e lhes deu a oportunidade de crescerem economicamente juntas. Se tornou um símbolo da liberdade em 1989 quando centenas de pessoas comemoraram a independência do país sobre ela.
Banhos públicos
Os banhos termais remontam à época da colonização romana. Não fomos às casas de banho e não sei quais indicar. Pesquisei e vi que ao que parece a principal delas é a Termální lázně Széchenyi. Visite este site aqui e saiba mais.
Budai Vár (Castelo de Buda)
Está a 48 metros acima do Rio Danúbio. Aqui Budapeste foi fundada como uma pequena vila. O castelo começou a ser construído pelos Mongóis que invadiram a Hungria no século 13. O Rei Bélla (guardeesse nome, pois ainda vai ouvir falar muito nele em Budapeste) foi quem construiu as paredes em volta da pequena vila chamada de Buda. Com o passar dos séculos foram construídos vários prédios e o castelo se tornou um complexo com 203 salas que se dividem em Museus e Galerias. Nós visitamos a Galeria Nacional. As coleções permanetes são de esculturas e pinturas medievais e renacentistas - motivos religiosos em sua maioria. Gostei de uma exposição temporária que mostrava ovos e biscoitos decorados, tradicionais da Hungria.
ponte das correntes e Castelo de Budapeste Buda
Ponte das correntes e Castelo de Buda
Mátyás Templom (Igreja de Matias)
É também conhecida como Igreja de Nossa Senhora. Ela fica pertinho do castelo de Budapeste. Foi construída no século 13 e foi a primeira paróquia da cidade. O Rei Matias, que deu nome à Igreja, reinou durante a transição feudal e foi responsável por reconstruir o país. Seu escudo está exposto em uma das torres. Suas cores e decoração são diferentes devido ao fato de ter sido convertida em mesquita durante a dominação turca. Com o fim do império turco a Igreja foi renovada várias vezes, mas somente no século 19 um arquiteto chamado Frigyes Schuledk decidiu reconstrui-la refazendo-a como era originalmente no século 13. Ele também criou o "telhado colorido com formas de diamante" e as gárgulas. Na igreja foram colocadas placas com algumas informações que ajudam o turista a entender sua história.
Bastilha dos pescadoresHalászbástya (Bastilha dos pescadores) - foto
Fica um pouco abaixo do Castelo. Foi feita em 1905 como uma proposta decorativa que deu certo. Achei um dos lugares mais lindos da cidade. Parece um castelo encantado. Tem-se uma linda vista de Budapeste.
Gellért Hegy (Colina de Géllert)
O nome é uma homenagem ao Bispo Geraldo que ajudou o rei Estevão a cristianizar o país. A lenda diz que ele foi amarrado por húngaros pagãos e arremessado da colina. Para subir atravesse a ponte Elizabeth para o lado Buda e encontre as escadas que começam abaixo do Monumento Gellért (foto). Se preferir pode subir de carro ou de ônibus (vi em um site que o número do ônibus é 27). Se puder vá andando, a vista era cada vez melhor enquanto subíamos.
Citadel (Cidadela)
Fica no alto da Colina de Géllert. "A Cidadela" foi o abrigo de quartéis feitos ainda no império austro-húngaro e novamente usados na Segunda Guerra Mundial. Atualmente funciona ali um Hotel.
Monumento de libertação Budapeste
Szabadság Szobor (Monumento de libertação)
É um dos mais bonitos monumentos da cidade e também fica no topo da Colina de Géllert. Foi erguido em 1947 em homenagem aos soldados soviéticos que livraram a cidade do domínio Nazista. Abaixo da coluna principal fica uma estátua de um soldado vermelho e nomes de militares soviéticos que morreram durante as batalhas de libertação.
Budavári Labirintus (Labirinto de Buda)
Uma jornada ao centro de Budapeste. Embaixo da terra, a capital húngara é cortada por mais de 200 cavernas, algumas interlaçadas umas nas outras formando uma cidade subterrânea. Elas começaram de forma natural; feitas pela ação das águas termais, entretanto outras foram criadas pelo homem que utilizou as cavernas como abrigo durante as guerras.
Fomos ao labirinto onde a entrada é próxima ao castelo de Buda. Recebemos uma lamparina antes de entrar. É escura e gelada. Dá pra escutar as gotinhas caindo do teto que nem filme. Meeedo.
Também visitamos o Pantheon do labirinto. É um museu onde os criadores brincaram com o tempo: na entrada eles nos fazem compreender indiretamente que estamos no futuro e que vamos ver coisas e Deuses criados pelos humanos do agora. Chamam computadores, telefones, capacetes, secadores de cabelo, etc. de "objetos estranhos que foram pensados como Deuses para a sociedade daquela época". Só vendo pra entender...
Labirinto de Budapeste e hospital nas rochas militar Budapeste
Em frente ao "Hospital nas Rochas" e ao lado no labirinto de Budapeste
Sziklakórhaz (Hospital nas rochas)
O hospital foi construído nos labirintos de Budapeste durante a Segunda Guerra. Depois o local foi utilizado como abrigo durante a Guerra Fria. A visita é realizada com um guia que conta toda a história do local. Um dos momentos mais importantes que envolveu o "Hospital nas Rochas" foi quando em 1956, em um ataque soviético, 2500 cidadãos húngaros foram assassinados e os feridos levados ao hospital que extrapolou sua capacidade. Mas, não só de perdas viveu o hospital. Durante esse tempestuoso período oito crianças nasceram. Depois da guerra fria as instalações ficaram obsoletas por causa do desenvolvimento de tecnologia militar. Desde 2007, o local é um museu batizado com o nome "Hospital nas rochas: Hospital de emergências secretas e abrigo nuclear". Ele fica bem pertinho do Castelo de Budapeste.
Memento Parque estatuas BudapesteSzobor Park (Parque das memórias)
"Budapeste tem até cemitério sem mortos". O Szobor Park é um cemitério de estátuas do regime comunista. Centenas delas ornavam a cidade, mas ficaram sem utilidade depois da queda dos soviéticos. O que fazer? Juntá-las todas em um só lugar e cobrar entrada, ué. É uma visita rápida, mas vale a pena.
Eu poderia fazer como os baianos e dizer: "Vá não, é longe..." Mas vou ensinar como chegar, rs. Primeiro você precisa chegar a um lugar chamado Fehervari ut, porque é desse local que sai o ônibus para o parque. Claro que isso vai depender de onde você está. Nós pegamos o trem número 4 e descemos na estação final também chamada Fehervari ut. Em frente à estação existe um Shopping chamado Allee Shopping Mall, vá para o ponto de ônibus que fica em frente (não me lembro se o sentido do ônibus era contrário ou do mesmo lado do shopping, confirme!). Pegue o ônibus 150 que vai para Campona. O ticket custa 300 HUF (compre tickets combinados de trem e ônibus, mas caso precise comprar qualquer um dos dois entre no shopping e pergunte onde comprar. Eles vão indicar uma banca de jornais no primeiro piso). A jornada leva 25 minutos até o parque.
Nota-se que a capital magyar não é nada monótona, certo? Coisa pra ver é o que não falta. Explore Buda, Peste, o leste, o oeste... Desvende os mil lados de Budapeste!

Fonte:http://www.thatianamendes.com.br/paises/hungria.htm


HISTÓRIA

Budapeste (em húngaro Budapest) é a capitalcidade mais populosa e principal centro financeirocorporativomercantil e cultural da Hungria.1 É a sexta maior cidade da União Europeia e recebeu a classificação decidade global alpha, por parte do Globalization and World Cities Study Group & Network (GaWC).2 Localiza-se nas margens do rio Danúbio e possui 1 740 041 habitantes, de acordo com dados de 2012 do Centro de Estatísticas Húngaro (Hungarian Central Statistical Office).3 Sua região metropolitana, também chamada de Grande Budapeste, possui 3 271 110 habitantes4 5 . Budapeste foi fundada em 17 de novembro de 1873 com a fusão das cidades de Buda e Ôbuda, na margem direita do Danúbio, com Peste, na margem esquerda. Seus habitantes chamam-se budapestinos.
A história de Budapeste se iniciou com Aquinco, originalmente um assentamento celta6 que se converteu na capital romana da Panônia Inferior.6 7 Os húngaros chegaram ao território por volta de meados do século IX. O primeiro assentamento foi saqueado pelos mongóis entre 1241 e 1242.7 A cidade, já restabelecida, transformou-se em um dos centros de cultura do Renascimento humanista no século XV.8 9 Depois da Batalha de Mohács e de 150 anos de domínio otomano,10 a região experimentou uma nova era de prosperidade nos séculos XVIII e XIX, sendo que Budapeste tornou-se uma cidade global após a reunificação da localidade em1873.11 A cidade também passou a ser vista como a segunda capital da Áustria-Hungria, um vasto e importante Estado europeu, sucessor do Império Austríaco, que se dissolveu em 1918. Budapeste também exerceu grande importância durante a Revolução húngara de 1848, tendo sido um importante centro da República Soviética da Hungria em 1919, da Operação Panzerfaust em 1944, do Cerco de Budapeste em 1945 e daRevolução de 1956.
Considerada uma das cidades mais belas da Europa,1 12 13 Budapeste é um dos maiores destinos turísticos no mundo. Em 2011, a cidade recebeu 4 376 900 turistas, tornando-se o 25º maior destino de turistas no mundo e a 6ª cidade mais visitada da Europa.14 Há vários patrimônios mundiais que podem ser encontrados na cidade, incluindo o panorama do rio Danúbio, o segundo mais extenso da Europa, o Castelo de Buda, a Avenida Andrássy, a Praça dos Heróis e o Metropolitano de Millenium, o segundo mais antigo do mundo, após o de Londres. Budapeste possui ainda, o maior sistema de água termal do mundo.
Budapeste é também um importante centro financeiro da Europa Central. A cidade ficou em terceiro lugar no Índice de Mercados Emergentes desenvolvido pela MasterCard, em uma lista de 65 cidades.15 Foi classificada como a melhor área urbana da Europa Central e Leste Europeu em qualidade de vida, de acordo com a Economist Intelligence Unit.16 Também é classificada como um dos lugares idílicos da Europa, considerada pela revista Forbes,17 e a nona cidade mais bonita do mundo, pela UCityGuides.18

No alto: Vista da cidade a partir do rio Danúbio
Centro:Ponte Széchenyi LánchídPraça dos Heróis,Parlamento de BudapesteBastião dos Pescadores eBasílica de Santo Estêvão
Abaixo: Panorama da cidade desde a colina Gellért aoCastelo de Buda, à esquerda.


O Mundo Segundo Os Brasileiros - Budapeste [HD]




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