SUA SANTIDADE O DALA ILAMA DIZ QUE VIOLÊNCIA EN GAZA É 'IMPENSÁVEL'




Sua Santidade o Dalai Lama diz que violência em Gaza é ‘impensável’


De Central Tibetan Administration

Dalai Lama descreveu o conflito violento em curso na Palestina com a investida de Israel na Faixa de Gaza como “inimaginável”, dizendo que ele não esperava que tal tipo de violência por parte de pessoas que afirmam manter os princípios religiosos.
“Todas as grandes tradições religiosas – islamismo, cristianismo, hindus, é claro, jainismo e budismo – todas as grandes tradições religiosas – nos ensinam a prática da compaixão, amor, perdão, tolerância. Então uma pessoa que acredita em certa fé, por que envolvem de tal violência? “, Sua Santidade, o Dalai Lama disse aos repórteres na segunda-feira, em resposta a uma pergunta sobre a crise.
“É realmente muito, muito triste”, disse Sua Santidade o Dalai Lama.
O Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas realizou hoje um debate de emergência em Genebra para difundir a crise, já que o número de mortos no 16 º dia do conflito sobe para 700, incluindo mais de 690 palestinos e 34 israelenses.
O Secretário-Geral Ban Ki-moon estava atualmente na região na esperança de reforçar o apoio para um cessar-fogo, Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, disse que espera que as partes irão responder positivamente, mas advertiu que uma paz duradoura só pode começar com respeito pelos direitos humanos e da dignidade humana, e na plena realização do direito à auto-determinação.
Pillay disse que Israel não faz o suficiente para proteger os civis, citando os ataques aéreos e bombardeios de residências e hospitais.
Ela também condenou o Hamas e outros grupos militantes para “ataques indiscriminados” em Israel.
Uma criança tem sido morta a cada hora, em média, nos últimos dois dias e tem havido um aumento acentuado dos nascimentos prematuros. Funcionários de Gaza disse que mais de 3.000 casas foram destruídas ou danificadas e 46 escolas, 56 mesquitas e sete hospitais já foram atingidos, conforme o jornal The Guardian informou.
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Infelizmente, a pouco foi dada a seguinte notícia abaixo pela ONU e pela BBC:
Escola usada como abrigo pela ONU é bombardeada por Israel na Faixa de Gaza
Ao menos 15 pessoas morreram e mais de 200 ficaram feridas em um bombardeio de uma escola gerida pela Organização das Nações Unidas (ONU) na Faixa de Gaza.
Segundo o ministério da Saúde de Gaza, o local era usado por centenas de palestinos como abrigo em Beit Hanoun para se refugiar da violência do conflito que há mais de duas semanas ocorre na região.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou nesta quinta-feira (24) estar “estarrecido” com a notícia de um ataque a uma escola contra uma agência da ONU no norte de Gaza, onde centenas de pessoas haviam se abrigado.
Segundo os relatos da imprensa, o ataque do governo de Israel contra a instalação da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) em Beit Hanoun, no norte de Gaza, matou pelo menos 15 pessoas e deixou pelo menos 200 feridas.
Havia centenas de deslocados no abrigo na ocasião. Um fotógrafo da imprensa internacional que estava no local disse que havia “poças de sangue no chão e nas mesas dos alunos e no pátio da escola”. Esta foi a quarta vez que uma instalação da ONU foi atingida desde o início das hostilidades. Dezenas de outras instalações das Nações Unidas foram danificadas pelos bombardeios israelenses.
“Muitos foram mortos, incluindo mulheres, crianças e funcionários da ONU. As circunstâncias ainda não estão claras. Condeno veementemente este ato”, afirmou o chefe da ONU em nota.
O porta-voz da UNRWA, Chris Gunness, confirmou em seu Twitter o ataque. “Coordenadas precisas do abrigo da UNRWA em Beit Hanoun foram formalmente dados para o Exército de Israel. No curso do dia, a UNRWA tentou coordenar com o Exército israelense uma janela para que civis deixassem o local, mas isso não foi concedido”, disse.
Ban Ki-moon afirmou que, durante todo o dia, a ONU estava tentando coordenar uma pausa humanitária nas hostilidades para que civis pudessem ser evacuados. “Quero expressar os meus profundos pêsames às famílias das vítimas e as de tantas centenas de habitantes de Gaza inocentes que foram tragicamente mortos como resultado do ataque massivo israelense”, disse Ban Ki-moon.
Respeito ao direito internacional
No início desta semana, durante reunião no Conselho de Segurança da ONU e falando por videoconferência de Ramallah, Ban havia condenado o lançamento de foguetes pelo Hamas e apelado a Israel para ter um cuidado particular para evitar qualquer ataque a instalações das Nações Unidas em que os civis se refugiaram.
“Eu mais uma vez ressalto a todos os lados que eles devem cumprir as suas obrigações sob o direito internacional humanitário de respeitar a santidade da vida civil, a inviolabilidade das instalações da ONU e honrar suas obrigações para com os trabalhadores humanitários”, diz Ban Ki-moon.
“O ataque de hoje destaca o imperativo de que a matança deve parar – e parar agora”, disse Ban.
Ele disse que continuará trabalhando com os parceiros regionais e internacionais para ajudar a chegar a um acordo para acabar com o conflito “o mais rápido possível” para a população de Gaza e Israel.
Quase 800 mortos
Os últimos dados do Ministério da Saúde palestino apontam que 771 pessoas morreram em Gaza e 4.750 ficaram feridas, com pelo menos 76 mortos somente nesta quinta-feira (24). Mais de 140 mil habitantes de Gaza estão deslocados, segundo a ONU.
Do lado israelense, dois civis foram mortos, com 32 soldados tendo perdido a vida desde o início das hostilidades.
Em Gaza, seis membros de uma mesma família e um bebê de 18 meses de idade foram mortos quando um ataque aéreo israelense atingiu o campo de refugiados de Jebaliya, nas primeiras horas da manhã, segundo funcionários da administração civil de Gaza. Um ataque aéreo contra uma casa em Abassan, perto de Khan Yunis, no sul de Gaza, matou cinco membros de outra família, segundo o ministério.
A ONU está acompanhando a crise em www.onu.org.br/especial/gaza

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Este documentário abaixo, que postamos recentemente no canal de vídeos, foi gravado antes do atual massacre na Palestina, porém é fundamental para compreender um pouco a questão. Foi gravado por um cidadão palestino morador de uma aldeia local. É bem forte mas não podemos ignorar o sofrimento humano. Como os ensinamentos budistas nos fazem entender que o primeiro estágio da compaixão é a empatia. Com empatia, há sofrimento. Mas o sofrimento que se sente com a empatia se torna combustível para o fogo da compaixão. A empatia combinada ao “poder do coração”, acende a compaixão. O poder da compaixão está além do sofrimento pessoal e está focado em soluções, no quê pode ser feito. Mas o que pode ser feito neste caso? É a grande pergunta. Assista o documentário e compartilhe. 
Em 2005, uma pequena cidade na Cisjordânia foi dividida por um muro, construído pelo governo israelense. Com o argumento oficial de proteger um povoado das redondezas, eles prepararam o terreno para a tomada de posse de 150 mil judeus israelenses. Mas o agricultor Emad, morador da região, decidiu armar-se de uma câmera e de formas pacíficas de protesto para tentar conservar suas terras.

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