O ARQUÉTIPO DA MÃE EM NOSSAS VIDAS - A.WALTERS



O arquétipo da Mãe em nossas vidas

 Eu fiz alguns comentários com a letra azul.

O arquétipo da Mãe está relacionado com a Vida, com o ventre, com a criança, o leite, o ninho,  com a Terra (Primeiro Chakra), com a água ( segundo chakra) , tudo aquilo que nos enraíza, nos alimenta, protege, e nos sacia a sede e a fome.

A mulher que não consegue amar as crianças, possivelmente tem problemas com o arquétipo da Mãe e o seu lado feminino deve está ferido gravemente.

A mulher que não ama os seus filhos, também está ferida... Com o arquétipo da mãe desequilibrado, possivelmente tem problemas para se alimentar, para se cuidar, para amar, ter prazer sexual e pode ter doenças  relacionadas com os órgãos da procriação. Será que essa mulher foi maltratada por sua mãe? Não encontrou colo, amparo e só violência do Pai ou da Mãe?

O homem que sofreu maus-tratos na infância e abandono, pode sentir muita dificuldade para se relacionar com as mulheres - a sua mãe interior é “má” e ele pode procurar mulheres como a mãe, e assim, ele procura a mãe que vive dentro dele.

 Ele pode não amadurecer, como não “cresceu”, é imaturo emocionalmente e tem o coração fechado para o amor e por isso maltrata as mulheres.

O encontro com a Divina Mãe de muitos nomes, de todos os povos pode curar a ferida da infância e  nos libertar do vazio da Mãe Boa.

Arquétipo Saudável: a Mãe
Como Reconhecer a Mãe
Depois questionar o arquétipo da Vítima, focalizamos nossa atenção no arquétipo positivo do chakra da Raiz

 A Mãe representa a nossa capacidade de cultivar a energia vital que existe dentro de nós, zelando por ela com cuidado, sensibilidade e espírito alerta. O amor a vida, e nosso enraizamento familiar, cultural e espiritual

De todos os arquétipos, o da Mãe é o que conseguimos enten­der melhor. Ele é fundamental no relacionamento que temos com nós mesmos e com a vida.

Ele está tão profundamente enraizado dentro de nós, que é impossível nos livrarmos de sua influência ao longo da vida. À medida que vamos aumentando a compreensão de nós mesmos como indivíduos, passamos a ver o arquétipo da Mãe sob uma nova luz.

Quando nos tomamos pessoas plenas, aprendemos a amar, prover e a respeitar essa parte de nós que representa a Mãe. Integrar esse arqué­tipo é essencial para o nosso desenvolvimento, pois ele nos ensina a cuidar de nós mesmos e a respeitar nossas necessidades.
A árvore sábia e cheia de frutos é o símbolo da mãe, assim com a terra fértil e generosa.

Esse arqué­tipo nos ajuda a integrar os aspectos femininos da nossa personalida­de, de modo que possamos desenvolver nossa capacidade de amar, de nos amarmos, de amar outras pessoas e a vida. A medida que desen­volvemos a Mãe que trazemos dentro de nós, paramos de projetar nossas necessidades no mundo à nossa volta e as integramos na nossa vida. Só então podemos cuidar de nós mesmos.

Se estamos feridos ou sofremos maus-tratos no decorrer da vida, podemos encontrar o amor dentro de nós mesmos e apelar para a Mãe para que nos ajude a sarar. Se estivermos conscientes do que é bom para nós ou de quem nos faz bem, começamos a distinguir o que é superficial e falso do que é realmente bom para nós, do que nos apóia e contribui para a nossa felicidade e bem-estar.

Mãe carinhosa que vive dentro de nós
O arquétipo da Mãe também nos ajuda a curar as feridas deixa­das por uma infância infeliz, e a encontrar o amor dentro de nós mesmos. Se nossa mãe não foi capaz de se desenvolver psíquica e espiritualmente para apoiar a si mesma, podemos ajudá-la dando a nós mesmos o que precisamos. Isso toma nossa vida mais rica e mais plena, quando deixamos de projetar nossas necessidades na nossa mãe, ou em substitutos dela, para que cuidem de nós e nos tornem “pessoas direitas”. A medida que desenvolvemos esse arquétipo, nós nos tornamos uma Mãe carinhosa para nós mesmos*


Um tempo atrás, uma amiga minha, grávida pela primeira vez, precisou se submeter a uma intervenção cirúrgica que poupou a vida do filho ainda no útero. Ela se preocupou com os efeitos que a anes­tesia poderia ter para o bebê e passou vários dias conversando ante­cipadamente com ele, enquanto fazia meditação.

 Garantiu-lhe que ela estava decidida a fazer a operação, para o hem dele, e que tudo correria bem. Valeu-se dos seus instintos maternais para acalmar e acalentar o filho. Integrou o arquétipo primordial da Mãe dentro dela, para garantir à criança que ambos estariam seguros.

Quando dependemos de outras pessoas para cuidar de nós, não deixamos que nosso arquétipo da Mãe floresça. Existem muitos adultos presos emocionalmente à infância, que precisam ainda cres­cer e usar seus próprios recursos e a sua força interior, para cuidar de si mesmos.

Continuam esperando que alguém atenda às mais pro­fundas necessidades de seu eu carente, assumindo o papel que caberia a eles mesmos desempenhar.

 O papel do psicoterapeuta é, basi­camente, acabar com os traumas e mágoas sofridos nos nossos anos de formação. Isso ajuda a todos que querem mergulhar na sua histó­ria familiar, para se livrar das dores e curar as feridas do passado. Essa atitude ajuda a criar um arquétipo da Mãe forte e eficaz.

Mãe Terra
A Mãe está fortemente enraizada na energia da Terra. Como a Mãe Terra, ela provê o bem e o sustento de que necessitamos para medrar e crescer. Ela cuida de nós, alimenta-nos e está sempre pron­ta a atender às nossas necessidades. Como acontece com relação a todas as mães, sabemos que podemos contar com ela.

Todos nós temos conosco o modelo desse arquétipo. Quando nos sentimos Vítimas, desligados da fonte dessa energia, perdemos nossas raízes, que estão profundamente ligadas ao arquétipo da Mãe. Quando cuidamos de nós mesmos, proporcionando os cuidados e a força de que nós precisamos, nos tornamos mais maduros e capazes de enfrentar os desafios da vida com lucidez e concentração.

 Quando somos uma Mãe carinhosa para nós mesmos, conhecemos as limitações do nosso corpo, a nossa força e as nossas fraquezas e nossa capacidade de pensar com clareza. Quando somos a nossa pró­pria Mãe carinhosa, sabemos o nosso lugar na vida, no sentido lite­ral e figurado.

Mães são sinônimos de vida, e a vida fica mais simples quando voltamos a fincar as nossas raízes na Terra e no arquétipo da Mãe inte­rior. Ela nos ajuda a nos sentir bem e em segurança. Quando as coi­sas ficam muito complicadas ou se desequilibram em nossa vida, é importante que saibamos ser nossa própria mãe.

Isso pode significar fazer coisas simples que nos confortem e nos deem apoio. Por exem­plo, sempre que me sinto desorientada ou oprimida por uma mudan­ça, gosto de limpar a casa, praticar jardinagem ou cozinhar. Essa é a minha maneira de ficar longe do caos.

 Uma amiga, durante uma época difícil da vida, gostava de fazer sopas. Um homem que conhe­ço faz peças de marcenaria, outro faz funilaria no carro durante horas. Essas atividades são simples, reconfortantes e nos ajudam a manter os pés no chão.

As mães sabem o que cura e alivia. Insistir nesse arqué­tipo faz com que sejamos Mães carinhosas para nós mesmos, de maneiras que nos equilibrem. Dessa forma acendemos a chama do nosso coração interior, que proporciona ó apoio emocional de que necessitamos.

Se nos aventuramos muito longe de nossas raízes, o arquétipo da Mãe será desligado da Fonte vital de amor e de energia de que preci­sa para vicejar. Podemos ficar, então, confusos e com um senso de identidade equivocado. Podemos perder o chão de nossa existência, e a vida pode se tornar caótica, o que drena e consome nossa energia.

A função do arquétipo da Mãe é nos fazer ficar atentos ao que é preciso, para manter o equilíbrio e a harmonia na vida, e assegu­rar que estejamos fortes, bem cuidados e amados.

 Assim como se espera que as mães estejam em sintonia com os filhos, atendendo às necessidades deles, também temos que estar em sintonia com nós mesmos, percebendo o que é preciso para mantermos a harmonia. Quanto mais pudermos usar essa função do arquétipo da Mãe, mais saudáveis seremos. Amar e cuidar de nós mesmos se tornará, então, uma coisa natural.

 Como Desenvolver a Mãe
Assumir a Responsabilidade por Si Mesmo

Uma das maneiras de assumir responsabilidade por si mesmo é cuidar das próprias necessidades. Isso significa que você pode apoiar a si mesmo, e perceber do que precisa para se sentir seguro e protegido.
Se você é uma boa Mãe para si mesmo, isso indica que você pode administrar sua vida de modo a ser saudável e feliz. Isso signifi­ca, no nível prático, que você se alimenta bem e está atento às suas necessidades físicas.

 Quanto mais você se preocupar em se alimentar bem, descansar o necessário e proporcionar a si mesmo conforto, menos dependente você estará das outras “mães”. Você vai aprender a criar uma base estável dentro de você, a partir da qual poderá sair para o mundo, sabendo que tem um porto seguro dentro de você, a salvo das interferências, das oposições, ou dostress.

Ser sua própria mãe e apoiar a si mesmo significa compreender suas necessidades e se esforçar ao máximo para atendê-las. Significa saber o que fazer, por exemplo, quando você está estressado e cansado, e precisa repor energia. Significa, também, saber qual a melhor forma de gastar o seu tempo, e quem você escolhe como amigo.

Exercício
1.                   Lembre-se de uma experiência em que, a seu ver, você não con­seguia cuidar de si mesmo. Por qualquer razão, fosse uma doen­ça, cansaço ou algum problema emocional, você precisou da ajuda de outra pessoa para recuperar sua força e equilíbrio. Como se sentiu nessa situação? Sentiu-se melhor porque tinha alguém cuidando de você?

2.                   Você consegue se lembrar de como conseguiu apoio para se recuperar? Foi paciente e compreensivo consigo mesmo? Sua família ou seus amigos lhe deram o apoio de que precisava? Foi a disposição deles de continuar ao seu lado que o ajudou a melhorar? Você sabia que devia cuidar de si mesmo?

3.                   Você é capaz, nesse momento da sua vida, de se livrar por algum tempo do stress e da pressão? Você sabe quando precisa descansar e relaxar? Você sabe como se proteger da pressão do trabalho ou dos relacionamentos problemáticos?

4.                   Analise as pessoas que fazem parte da sua vida atualmente. Você sente que pode contar com elas para lhe ajudar quando for preciso? Você acha que tem direito de lhes pedir ajuda quando precisar?

5.                   Você está disposto a se empenhar ao máximo para assumir a responsabilidade por sua vida? Quer cuidar de suas próprias necessidades físicas e emocionais?

6.                   Você pode começar agora a dar a si mesmo o apoio e a força de que precisa? O que teria de mudar em sua vida para levar em conta suas necessidades na sua rotina diária?

Reflita sobre a melhor maneira de se tornar uma Mãe carinho­sa para si mesmo.

O Mito do Arquétipo da Mãe
Examine os mitos em torno do arquétipo da Mãe e veja se algum desses temas correspondem à sua vida. Você é perfeitamente capaz de mudar qualquer ideia a seu respeito que não lhe acrescen­te nada nem lhe dê apoio.

Muitas pessoas acham que precisam de alguém para cuidar delas ou para lhes fazer as coisas necessárias à sua sobrevivência. Esperam que as outras pessoas estejam sempre à disposição para atender as necessidades delas e satisfazê-las, e se sentem como crian­ças desamparadas que precisam de cuidados.

A medida que amadurecemos, aprendemos a nos tornar auto- suficientes, tanto física quanto emocionalmente. Isso significa que as ilusões que temos de receber cuidados maternos se redefinem, e passamos a ser capazes de reconhecer o que necessitamos.

Se esta­mos esperando que outras pessoas cuidem de nós, ou que nos digam o que acham que precisamos, criamos uma rede de dependência que nos aprisiona e bloqueia nosso processo vital de crescimento. Ela também nos nega o prazer de usufruir a força de sermos capazes de cuidar de nós mesmos.

Você está disposto a examinar suas atitudes no que se refere:
Ao apoio que dá a si mesmo?
À dedicação que tem a si mesmo?
Ao fato de preparar sua própria comida?

Ao fato de limpar a casa?
Ao cuidado com seus pertences?
À satisfação das suas necessidades emocionais?
Ao fato de proporcionar a si mesmo o descanso e o relaxamen­to de que precisa?

Ao fato de pedir ajuda aos outros?
Ao fato de aceitar o cuidado e o amor que os outros lhe ofere­cem espontaneamente, sem dependência?
À capacidade de romper relacionamentos de co-dependência, que esgotam sua energia e o deixam exaurido?

Com tempo e paciência é possível criar um arquétipo de Mãe saudável, útil a todas as suas necessidades. Esse arquétipo pode lhe dar apoio e ajudá-lo a firmar suas raízes, de modo que possa ter uma vida feliz e saudável. Ele vai ajudá-lo a ter a confiança de que pre­cisa para vicejar e cuidar de si mesmo.

Meditação
Sente-se numa posição confortável. Para perfumar o ambiente, use incenso ou óleos aromáticos.

 A medida que inspira profundamente várias vezes, comece a relaxar. Ima­gine agora como se sentiria se todas as suas necessidades físi­cas e emocionais fossem satisfeitas, fazendo de você uma pes­soa plena e feliz. Veja-se feliz, sentindo-se muito seguro, num lugar quente e confortável.
Imagine que você é amado, feliz e está cercado pelas pes­soas que mais ama, que contribuem para o seu bem-estar e lhe inspiram o sentimento de que você pertence a um grupo.

Respire profundamente e saiba que está seguro e protegi­do. Sinta-se valorizado e amado, e que tudo está bem em seu mundo. Pare de se preocupar com a vida e comece a acredi­tar que você é apoiado de maneiras positivas e enriquecedoras.

 Tudo está sob controle, e você se sente livre dos pesados compromissos e da preocupação que o fizeram se sentir inse­guro e receoso com relação ao futuro.

A medida que vai investindo energia na sua cura, você se dá conta de que está amadurecendo e se tomando uma pes­soa capaz de assumir responsabilidade com desenvoltura e firmeza. Desfrute da tranquilidade que advém desse sentimento de estar dando amor e energia a si mesmo. Você merece.

 Você pode deixar o passado para trás e sentir que tem uma Mãe dentro de você que satisfaz suas necessidades e desejos. Ela ajuda você a manter os pés no chão quando necessário, e a ter uma vida simples e sossegada. Confie nela, e saiba que ela é uma parte de você que cresce a cada dia. Quando você a res­peita e honra a presença dela dentro de si, ela cuida e prote­ge você.

Agora visualize uma cor para aliviar e sanar suas aflições e preocupações. Você pode escolher o cor-de-rosa, que é a cor do amor maternal, ou escolher outra cor que o atraia. Deixe essa cor aumentar ainda mais a sensação de aconchego e de proteção que você sente.

Sinta a excitação provocada pela sensação de satisfação com a própria vida; livre-se, mesmo que momentaneamente, da ansiedade e do stress.

Vitalidade
Este exercício abre o chakra da Raiz e serve para ajudar você a despertar sua força vital básica. No nível físico, trata-se de apoiar a base da sua coluna, aliviando a tensão da parte inferior das costas.

Comece deitando-se reclinado com um livro de cerca de oito centímetros sob a base da cabeça. Em seguida, apoie os pés no chão, deixando os joelhos dobrados. Deixe as mãos descansarem sobre a pélvis com os cotovelos afastados o máximo possível um do outro.

Essa posição deixa você com a coluna reta e alonga as costas. Se puder descansar assim por aproximadamente vinte minutos, você se livrará da tensão de sustentar o seu corpo o tempo todo.
Este exercício proporciona um apoio para as costas e faz com que você se livre da tensão. Praticando-o diariamente, especialmen­te depois de um dia de muito trabalho, você vai se sentir muito melhor.

Ele também concentra sua energia de uma forma muito suave e tranquila, fazendo com que você se sinta mais leve, e dissolvendo blocos de tensão de suas costas.

 Esse é um exercício passivo, que permite que o corpo descanse e se refaça. E uma maneira de relaxar e, ao mesmo tempo, de recuperar a vitalidade. Ele permite que você cuide do seu corpo e se sinta bem.

Fortalecimento
Sem um forte arquétipo da Mãe, você vai passar a vida toda hesitando e tropeçando. Este arquétipo é o alicerce do seu crescimento e desenvolvimento, e ajuda a dar-lhe a consciên­cia do que você precisa para cuidar de si mesmo.

 Faça as afir­mações seguintes da forma mais carinhosa e cuidadosa que puder, respeitando tanto a criança quanto a mãe que você é.

Amo e protejo a minha criança interior.
Cuido de mim em todos os momentos.
Confio em mim mesmo para saber o que é para o meu maior bem e alegria.
Satisfaço minhas necessidades da melhor maneira que posso.

Alimento o meu corpo, a minha mente e o meu espírito com amor e ternura.   *
Sei que sou capaz de assumir a responsabilidade por cuidar de mim mesmo, de todas as formas.

Respeito em mim a Mãe interior que sabe o que é melhor para mim, sempre.
Ouço minha voz interior e respeito todas as minhas necessidades.
Sei que as minhas necessidades podem ser satisfeitas com muito amor e respeito.

Deixo de lado todas as dúvidas e medos que impedem que o amor e a prosperidade façam parte da minha vida.
Sei que mereço proporcionar a mim mesmo as coisas de que preciso.
Tenho tempo para cuidar de mim mesmo.
Histórico de Casos
                                        Bridget                                 
Bridget é uma empresária bem-sucedida, em torno dos quaren­ta anos. Tem força de vontade e sabe se impor, mas tem sofrido cri­ses de depressão. Sente-se um fracasso como mulher porque nunca conseguiu manter um relacionamento mais estável, e queria muito ter filhos.

Ela fez terapia por muitos anos para equilibrar sua energia emo­cional, e se compreender melhor. Tornou-se uma pessoa mais leve e mais aberta aos sentimentos, e ao seu verdadeiro eu. Conseguiu então sentir sua ânsia por amor e por realização emocional.

A um certo ponto da terapia, ela decidiu tirar umas férias no Mediterrâneo e planejou nadar com golfinhos. Essa experiência mudou completamente a vida dela. O mar é a mãe de todos nós, e Bridget teve a chance de restabelecer o contato com o seu arquéti­po de Mãe.

Por meio da experiência com os golfinhos, ela percebeu nitidamente que ter um filho era essencial para ela. Essa vontade era, em parte, seu caminho para curar a criança ferida que havia dentro dela, e ela se sentiu preparada para assumir plenamente a responsabilidade por si mesma.

 Sabia que tinha um grande amor para oferecer a uma criança.
Bridget voltou das férias pensando em vender sua empresa e adotar uma criança. Em poucos meses, a vida dela mudou, e ela se tornou uma mulher alegre, radiante. Adotou uma menina vietna­mita de cinco anos de idade, e sua vida tomou um rumo completa­mente novo.

 Todo o retorno financeiro e o sucesso que havia con­quistado no trabalho nunca lhe haviam proporcionado a felicidade ou satisfação que sentiu ao ser mãe. Continuou a terapia para resol­ver seus problemas emocionais, e para ter certeza de que não os pro­jetaria na filha.

 Ela havia, com certeza, despertado o seu arquétipo da Mãe que estivera adormecido por muitos anos dentro dela, e, fazendo isso, conseguiu se curar e dar a uma outra Vítima a oportu­nidade de ter uma vida nova.

Jonathan                      
Jonathan tinha 26 anos quando as circunstâncias o forçaram a reconhecer o arquétipo da Mãe dentro dele. A mulher dele adoeceu gravemente, depois que o segundo filho nasceu, e não podia mais cuidar dos filhos. Jonathan teve que se tornar pai e mãe das crian­ças.

O filho menor tinha apenas uns poucos meses, quando ele se deu conta de que talvez precisasse deixar o emprego para cuidar do bebê. Em vez disso, conseguiu permissão para levar o bebê ao traba­lho, onde poderia cuidar dele.

 As colegas do escritório ajudavam, assim como sua mãe e várias amigas. Ele batalhou para manter o emprego, que exigia dele um planejamento cuidadoso e muita habi­lidade, e para atender às necessidades constantes da família.

 Quan­do voltava para casa à noite, em vez de relaxar, ele tinha que prepa­rar as refeições e ver se as crianças estavam bem, antes de atender às suas próprias necessidades. Às vezes, sentia-se como se fosse duas pessoas tentando desempenhar esses papéis. Além disso, ele ainda tinha que cuidar da mulher doente.

Jonathan conseguiu manter o equilíbrio durante essa dura experiência e deu conta de tudo que era preciso fazer. De vez em quando, se estava muito estressado, contratava alguém para cuidar das crianças para que pudesse ir às montanhas dar uma caminhada.

 Ele acha que isso o ajudou a reequilibrar a energia e a manter a con­centração. Essa foi a sua ligação com a Mãe Terra.
Finalmente, a mulher dele se recuperou e pôde cuidar das crianças. Sua família agora está prosperando e seus filhos têm uma relação especial com o pai. Eles adoram ouvir a história de como fez o papel de mãe durante muitos meses. Em algum nível inconscien­te, as crianças sabem o quanto ele as ama. A. Walters