DIFERENÇAS ENTRE UMBANDA,CANDOMBLÉ E QUIMBANDA

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Diferenças entre Umbanda, Candomblé e Quimbanda





por Ligia Cabús


Este é um artigo sobre Diferenças entre Umbanda, Candomblé e Quimbanda. Aproveite também para conhecer alguns produtos relacionados ao caminho da mão esquerda. 
Candomblé, Quimbanda [ou Kimbanda], Umbanda: estas são as principais denominações entre as religiões afro-brasileiras.
Alguns, negam a estas crenças o status de “religião”:
1. porque não se enquadram na idéia de “religião oficial”;
2. porque são praticadas por minorias sociais.
No Brasil, embora muito se fale do Candomblé e da Umbanda, os números oficiais, do IBGE, não deixam qualquer dúvida quanto a essa condição de minoria que é uma realidade das religiões afro-brasileiras.
No censo de 2000, em uma população que ultrapassa 160 milhões de habitantes, pouco mais de 525 mil pessoas se declararam adeptas do Candomblé e da Umbanda, embora outros tantos milhares de não-adeptos freqüentem terreiros e tendas como “clientes”.
Os dados também revelaram que existem mais Umbandistas que “candomblezistas”… [Umbanda: 397.431 ─ Candomblé: 127.582, em universo onde mulheres são a maioria... meditemos...]. Sobre os clientes, escreve Reginaldo Prandi:
“[O candomblé] …como agência de serviços mágicos… oferece ao não-devoto a possibilidade de encontrar solução para problema não resolvido por outros meios, sem maiores envolvimentos com a religião. [O cliente é] …consumidor de serviços mágicos que a religião oferece também aos não-devotos, sob pagamento… – [PRANDI, p 12]…
E sobre as religiões afro-brasileiras como minorias, comenta Prandi:
“Em 2001, Ricardo Mariano, analisando o crescimento evangélico, em sua tese de doutorado, fez uma descoberta sensacional. Descobriu que as religiões afro-brasileiras estavam perdendo fiéis… E apontou como razão o enfrentamento com as igrejas pentecostais [[os evangélicos, até porque os pastores se apropriaram de rituais do candomblé ou adaptaram esses  rituais como odescarrego, o banho com a rosa branca, os passes e juntaram tudo isso com o apelo à figura de Jesus Cristo!]. …Pode-se ver que a perda de fiéis do conjunto afro-brasileiro se deve ao encolhimento da Umbanda. Como o pequeno crescimento do Candomblé não é suficiente para compensar as perdas umbandistas, o conjunto todo se mostra, agora, debilitado e declinante diante do avanço pentecostal.” [PRANDI, p 17/18]
No imaginário popular, especialmente daqueles pouco informados sobre estas religiões, Candomblé, Kimbanda, Umbanda não “tudo a mesma coisa”, “tudo macumba!”, não reconhecendo cada uma como credo distinto, como se não houvesse diferença entre suas teologias, liturgias e origens históricas. Porém, o estudo, ainda que superficial revela que as três não se confundem; ao contrário, diferem significativamente em suas características essenciais e o único fato que têm em comum é a adoção de elementos da cultura religiosa afro-brasileira e, por brasileira, entenda-se catolicismo no molde português colonial.
Diferenças em Linha Gerais
Candomblé, Quimbanda e Umbanda distinguem-se:
1. pelas natureza das entidades cultuadas e/ou invocadas/evocadas;
2. pelos procedimentos do culto;
3. pelos elementos culturais componentes do sincretismo;
4. e, finalmente, pelo uso que se faz das forças metafísicas acionadas.
Considerando estes aspectos, notar-se-á, imediatamente, que o Candomblé difere da Quimbanda e da Umbanda de forma mais enfática enquanto Quimbanda e Umbanda são muito mais próximas.
No Candomblé, os cultuados, os Orixás [ou Orijás] são considerados deuses; na Quimbanda e na Umbanda, ainda que o culto também invoque e evoque Orixás, estes são considerados meros espíritos ancestrais mais antigos ao lado de numerosas outras entidades representativas de ancestrais mais modernos e/ou contemporâneos.
No Candomblé, os deuses, desde de sua origem em terras africanas, também são ancestrais porém sua antiguidade remonta a tempos imemoriais. São como os heróis e deuses gregos, grandes reis, guerreiros e personagens que viraram mitos, foram mitificados e, assim, alcançaram a condição de divindades.  O mesmo processo que originou o panteão greco-romano. Muito além da fantasia popular, os deuses gregos também foram personagens fundadores de Civilizações, de um tempo antediluviano, como Poseidon [ou Netuno] que, segundo a tradição relatada por Platão, em Crítias, foi o último rei Atlante da última grande ilha remanescente da lendária Atlântida.
Na Quimbanda e na Umbanda, os ancestrais são vistos como antepassados mesmo, pessoas mortas, homens e mulheres proeminentes e/ou sábios ou, ainda, perversos. São Espíritos que baixamno culto [evocação, sem incorporação] ou incorporam nas pessoas [invocação] a fim de atuar no mundo dos vivos.
Umbanda reivindica propósitos sempre voltados para o bem, com um discurso claramente cristão. A Quimbanda, embora seus teóricos neguem, é fortemente associada à magia negra, aos trabalhos para o mal e, além de para espíritos humanos desencarnados, como na Umbanda, também se utiliza de seres não-humanos: larvas [criações da mente dos sacerdotes-magistas], demônios [Espíritos obcessores] e elementais.
Nas palavras do místico e escritor José Romero Romeiro Abrahão:
“A Quimbanda é um culto mágico às Entidades malévolas, denominadas Exus, Quimbandeiros… Em geral, na Quimbanda só se trabalha para o mal de alguém ou então para submeter uma pessoa à vontade da outra”.

Umbanda, Origens e História


por Ligia Cabús
Quando se fala em religião afro-brasileira, a maioria das pessoas pensa imediatamente no Candomblé, de tradição mais antiga e maior visibilidade nos meios de comunicação. O Candomblé aparece freqüentemente na dramaturgia da TV, novelas e minisséries, e também no mercado editorial, com destaque para os livros de Jorge Amado e, mais recentemente, de outro baiano, João Ubaldo Ribeiro. Porém, a Umbanda, de história oficialmente bem mais recente e menos "badalada", tem mais adeptos que o Candomblé.
Essa popularidade silenciosa ainda que irrelevante diante do Catolicismo e das Igrejas Evangélicas deve-se ao fato de que a Umbanda é mais acessível ao povo, no que se refere à iniciação, menos complexa e mais barata, em termos de gastos, no que diz respeito às suas práticas, e seu peculiar sincretismo, sua mistura de crenças, onde elementos brasileiros, embora fortemente influenciados pelo espiritismo kardecista e pelos rituais de magia européia se sobrepõem à liturgia e teologia de raízes africanas.
A "teologia" e "liturgia" da Umbanda são temas dos mais assombrosamente controversos dentro do próprio meio umbandista e no panorama das religiões em geral. A polêmica divide os estudiosos do tema entre:
1. os que consideram a Umbanda uma religião afro-brasileira;
2. os que proclamam a Umbanda como única religião genuinamente brasileira;
3. os que afirmam que a Umbanda é muito mais que uma religião, reivindicando para o conjunto de práticas e crenças o status de ciência [!], filosofia e religião planetária [!], com o domínio de conhecimentos ancestrais, passando pelo Egito, Índia e até pela Atlântida! Nas palavras do autor José Ricardo de Souza Ribeiro:
"O Primado de Umbanda [PRIMU]*, como escola Iniciática de Umbanda, tem por princípio básico que todas as tradições e conhecimentos legados à raça humana foram revelados à primeira Raça-Raiz, em remotíssimos tempos, que antecederam as civilizações Lemuriana e Atlante, cujos nossos índios são remanescentes dessa fabulosa raça, que consta em todos os anais iniciáticos como sendo a raça vermelha [primeiro homem físico humano]... Assim é que todo esse conjunto de conhecimentos que hoje chamamos Umbanda [conhecida como Doutrina Secreta entre os Iniciados], após longa jornada de expansão a todos os recantos do planeta, hoje reaparece em seu solo natal em forma de movimento filo-religioso para restabelecer a antiga tradição do saber humano..." [SOUZA, Primado de Umbanda: Fundamentos Básicos Litúrgicos]
* O Primado de Umbanda é uma organização federativa nacional de Umbanda, fundada em 05/10/1952 por diversas Tendas de Umbanda, tendo como seu idealizador a Entidade Espiritual denominada Caboclo Mirim... O Primado de Umbanda é um órgão de cúpula de Umbanda... com sua sede na Rua Espírito Santo 215, Praça Seca – RJ... [Entrevista do Primado de umbanda à Revista ‘Religiões’ da Abril Cultural em 20/04/2004
Esta articulista, não costuma dar opinião em textos expositivos de um tema mas, neste caso, os dedos coçam: a Doutrina Secreta a qual se refere o delirante autor é de origem arcaica,  aliás, "arcaiquíssima". Foi conservada em território indiano-tibetano nas famosas Estâncias de Dzyan e apresentada ao Ocidente pela ocultista H.P. Blavatsky no século XIX em sua obra monumental e homônima, A Doutrina Secreta. Segundo esta Doutrina, a Primeira Raça Raiz, muito anterior à Lemuriana, que é 3ª Raça e a Atlante, que é 4ª Raça, precedente da atual, aquela Primeira Raça era constituída de seres "Sem Ossos", etéreos, que de "físico" humano, nada tinham... Meditemos...
O fato é que chegando mais perto desse universo de contradições o que se vê é uma salada um tanto indigesta que mistura Jesus Cristo, mestres indianos, chineses e tibetanos, pretos velhos, caboclos, índios e Exús, espiritismo, catolicismo, pajelança e "Alta Magia" de almanaque, com ou sem sacrifício de animais, vestidos de branco ou vestidos como amerabas Tupis, com ou sem chocalhos e cocares! E é assim que a Umbanda se apresenta como religião Universal! Um chá de boldo, por favor..
Significado de Umbanda: A Etimologia da Palavra
A mixórdia umbandista começa pela origem da denominação "Umbanda":
1. Para alguns, a palavra mbanda [umbanda] provém dos dialetos Kimbundo e Kikongo, do povo Bantu, habitantes da região que compreende Angola, Congo, Guiné e significa "O Além, onde moram os espíritos" servindo para designar um culto aos mortos cujos sacerdotes eram chamados Kimbandas [Ki-mbanda], aqueles que se comunicam com o Além. A função mais destacada destes sacerdotes era a cura de moléstias do corpo e da alma. Admitindo-se esta origem fica claro que a relação da Umbanda com o espiritismo que não teria sido "descoberto" por Alan Karde é antiga e muito anterior ao espiritismo kardecista e, considerando o caráter de religião espírita que a Umbanda apresenta atualmente, é provável que esta seja a etimologia correta.
2. Outra interpretação, que também localiza a origem da palavra na África, em um tempo situado há 7 mil anos, sem indicação de região geográfica, alega que Umbanda é vocábulo composto dos radicais Um=Deus e Banda=povo, o resulta em "Povo de Deus".
3. Uma terceira investigação desloca a procedência da palavra da África para o Brasil-Pindorama, pré-colonização, derivando o termo da língua Abanheenga, pertencente a uma nação indígena Tupi, herança sagrada e perdida de Agartha, uma cidade oculta nas entranha da terra, para uns; localizada no plano astral, para outros, revelação de Espíritos Superiores, tão evoluídos que transcenderam os ciclos da reencarnação. Composta de três radicais de uma língua morta, não se sabe se o Senzar ou o Devanagari, indianas: AUM=DIVINDADE SUPREMA, BAN=CONJUNTO, SISTEMA; DAN=REGRA, LEI, Umbanda, então, significaria "Conjunto das Leis Divinas". Essa terceira versão, ao que parece, possivelmente foi engendrada pela linha umbandista que pretende fazer desta religião o supra-sumo da espiritualidade do terceiro milênio, defendida pelo Primado de Umbanda, mencionado acima. 
Fatos Históricos da Umbanda
Em 16 de novembro de 1908, um jovem de 17 anos, Zélio Fernandino de Moraes, depois curar-se milagrosamente de uma paralisia nas pernas, inaugurou "oficialmente" o culto umbandista no Brasil com a fundação da Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade, localizada na rua Floriano Peixoto, 30, Neves, município de São Gonçalo, Rio de Janeiro, residência do médium que recebia, presidindo as sessões, o Caboclo das Sete Encruzilhadas além de um preto-velho auto-denominado Pai Antônio. "Entre 1917 e 1918, sob a orientação do Caboclo das Sete Encruzilhadas mais sete tendas se estabeleceram: Tenda Nossa Senhora da Guia; Nossa Senhora da Conceição; Santa Bárbara; São Pedro; Oxalá; São Jorge e Tenda de São Jerônimo" [LOPES, 2002].
Apesar do registro tão bem definido, dados históricos indicam que cultos precursores da Umbanda foram praticados em vários estados brasileiros desde o século XVI:
Já no século XVI, o xamanismo indígena e a antropofagia ritual somavam-se à devoção aos santos católicos. "Em 1583... manifestou-se um desses movimentos em forma bastante expressiva na Bahia. Pelas imediações das vilas apareceram grandes grupos indígenas com insígnias e emblemas católicos mas com danças, cantos e instrumentos nativos: nesses grupos manifestavam-se transes, faziam-se sacrifícios de crianças e praticavam-se ritos..." [AZEVEDO apud SILVA, 1978 - p 382]

Nesse culto indígena, cujo chefe era denominado "papa", idolatrava-se um ídolo de pedra que recebia o nome de Maria, o qual tinha como função promover a incorporação do "espírito da santidade [Espírito Santo] no fiel através do uso do tabaco, conforme prática comum entre os pajés indígenas [cf. Bastide, 1985 - p 243]. ...No século XVII, ao sincretismo indígena/católico foi acrescentada a influência das religiões trazidas pelos escravos negros. [SILVA, p 25/26] ...

No século XVIII, cultos chamados calundos, dos quais há registros em Minas e Pernambuco "englobavam uma série de cerimônias misturando elementos africanos [atabaques, transe de possessão, adivinhação por meio de búzios, trajes rituais, sacrifício de animais, banhos de ervas, ídolos de pedra etc.] aos elementos católicos... e ao espiritismo e superstições populares de origem européia [adivinhação por meio de espelhos, almas que falam através dos objetos ou incorporadas nos vivos etc.." [SILVA, p 46].
Diante destes fatos que julgue o leitor se a Umbanda é uma religião afro-brasileira, se é um balaio de gatos ou se é uma nova religião revelada, eivada dos mais elevados princípios e destinada a orientar a espiritualidade em âmbito planetário.

UMBANDA / CANDOMBLE
Umbanda

aA palavra Umbanda é um vocábulo sagrado da língua Abanheenga, que era  f alada pelos integrantes do tronco Tupy.
Diferentemente do que alguns acreditam, este termo não foi trazido da África pelos escravos.
Na verdade, encontram-se registros de sua utilização apenas depois de 1934, entre os cultos de origem afro-ameríndia.
Antes disto, somente alguns radicais eram reconhecidos na Ásia e África, porém sem a conotação de um Sistema de Conhecimento baseado na apreensão sintética da Filosofia, da Ciência, da Arte e da Religião.
O termo Umbanda, considerado a “Palavra Perdida” de Agartha, foi revelado por Espíritos integrantes da Confraria dos Espíritos Ancestrais. Estes espíritos são Seres que há muito não encarnam por terem atingido um alto grau de evolução, mas dignam-se em baixar nos templos de Umbanda para trazer a Luz do Conhecimento, em nome de Oxalá – O Cristo Jesus. Utilizam-se da mediunidade de encarnados previamente comprometidos em servir de veículos para sua manifestação.
Os radicais que compõem o mote UMBANDA são, respectivamente:
AUM – BAN – DAN
Sua tradução pode ser ncomprovada através do alfabeto Adâmico ou Vattânico revelado ao Ocidente pelo Marquês Alexandre Saint-Yves d’Alveydre, na sua obra “O Arqueômetro”.
AUM significa “A Divindade Suprema”, seu símbolo sendo amplamente conhecido:
BAN significa “Conjunto ou Sistema”, em Adâmico é representado da seguinte forma:
DAN significa “Regra ou Lei”, sua expressão gráfica apresenta-se como se segue:
A união destes princípios radicais, ou AUMBANDAN, significa “O Conjunto das Leis Divinas”, sintetizado no sinal abaixo:
Portanto, o AUMBANDAN ou Conjunto das Leis Divinas é a Proto-Síntese Cósmica, encerra em si os princípios geradores do Universo, que são a Sabedoria e o Amor Divinos. Estende-se ao Ser Humano como a Proto-Síntese Religio-Científica que contem e dá origem aos quatro pilares do conhecimento humano, ditos como filosofia, ciência, arte e religião.
Pelo acima exposto, entendemos que a Umbanda é patrimônio dos Seres Espirituais de Alta Evolução que governam o Planeta Terra, os Seres Humanos encarnados e desencarnados são herdeiros deste Conhecimento-Uno. Entretanto, a aquisição deste conhecimento cósmico depende de condições ou pré-requisitos que o indivíduo deve possuir para que possa compreender a extensão e significado deste patrimônio. Deve ser, também, capaz de participar efetivamente da marcha evolutiva do Planeta como um espírito de horizontes largos e consciência cósmica.
Ao processo de amplificação da consciência que conduz à integração do Ser neste contexto denomina-se Processo Iniciático ou Iniciação, no qual o pretendente busca o início das Causas e Origens do nosso Universo a partir do conhecimento de si mesmo e das Leis que regem o Macrocosmo.
O Movimento Umbandista é um Movimento Filo-Religioso que visa resgatar o Conhecimento – UNO ou AUMBANDAN, sua divulgação é estimulada pelo Círculo Cósmico de Umbanda e seus aspectos internos ou iniciáticos tem suas raizes fundadas na Ordem Iniciática do Cruzeiro Divino, um Templo-Escola da Alta Iniciação de Umbanda.

História do Movimento Umbandista no Brasil
O Movimento Umbandista é um movimento filo-religioso surgido no final do século XIX , no Brasil, quando entidades espirituais, integrantes da Confraria dos Espíritos Ancestrais, passaram a manifestar-se, pela mediunidade, em rituais de cultos praticados por Africanos e Indígenas, miscigenados com elementos do catolicismo introduzidos pela Raça Branca.
Na verdade, a eclosão do Movimento Umbandista foi decorrência das necessidades cármicas que fizeram reunir, no solo brasileiro, representantes das raças branca, amarela, negra e remanescentes da vermelha. Assim, o Brasil possibilitou o encontro de coletividades que alimentavam rivalidades entre si e, de alguma forma, mantinham em seus sistemas religiosos, fragmentos do Conhecimento Verdadeiro usurpado pela humanidade em sua odisséia terrena.
O Brasil, conhecido pelos índios pré-cabralinos como BARA – TZIL ( Terra da Cruz ou Terra da Luz) , deveria ser o local do surgimento do Movimento Umbandista porquê, originalmente, havia recebido a revelação do Aumbandan na época dos Lêmures, no apogeu da Raça Vermelha, no Tronco Tupy. Foi aqui também que a Tradição foi deturpada em sua essência, consubstanciando-se na Cisão do Tronco Tupy nos grupos Tupy-Nambá e Tupy-Guarany que defendiam, respectivamente, o Princípio Espiritual e o Princípio Natural. Embora os Tupys tenham, algum tempo depois, voltado ao seu caminho evolutivo original, os resultados de sua Cisão ainda se fazem sentir até hoje, persistindo na mentalidade humana o dilema entre o Espírito e a Matéria.
Aqueles seres do Tronco Tupy não mais encarnam no Planeta e mesmo poderiam partir para outros locais mais evoluidos do Universo, entretanto, optaram por trabalhar em prol da Humanidade, auxiliando-a a encontrar sua via justa de evolução, restabelecendo a Tradição-Una, o Aumbandan.
Para servir a este propósito, o Governo Oculto do Planeta, no momento adequado, lançou as sementes do Movimento Umbandista, visando inicialmente o Brasil, para futuramente revelar os aspectos cósmicos da Doutrina para todos os povos. E assim, por dentro dos cultos degenerados de várias raças existentes no Brasil, passaram então a manifestar-se pela incorporação, os Espíritos Ancestrais da Humanidade que se apresentavam, inicialmente, na forma de Indios e, depois, também na forma de Pretos-Velhos e Crianças. Apresentavam-se desta forma para atingir mais facilmente a coletividade brasileira, que se identificava, sincreticamente, com estes arquétipos da Simplicidade, da Humildade e da Pureza.
O aparecimento destas entidades veio a configurar as bases do Movimento Umbandista, que recebeu uma primeira organização ritualística a partir de 1908, com o médium Zélio Fernandino de Moraes, tomando o nome inicial de Alabanda e, depois, de Umbanda. Quase 50 anos transcorreram até que, em 1956, o famoso Médium W.W. da Matta e Silva revelou ao público os primeiros aspectos da Doutrina Esotérica de Umbanda marcando a história com o livro Umbanda de Todos Nós.
Atualmente o Movimento Umbandista conta com uma coletividade estimada em 70 milhões de adeptos e simpatizantes, entretanto, números mais precisos sobre esta população são de difícil aquisição devido à própria estrutura do Movimento Umbandista.
Esta estrutura comporta uma infinidade de Terreiros ou Templos com rituais diferentes entre si, consequentes de uma maior ou menor assimilação sincrética de elementos de outras culturas e sistemas filo-religiosos. Este sincretismo visa estabelecer uma ponte de ligação que permita a transição gradual de indivíduos oriundos de outros sistemas para a Umbanda.
Embora o panorama geral propiciado por estas variações ritualísticas possa parecer heterogêneo, esta foi uma estratégia utilizada pelos espíritos da Confraria Cósmica de Umbanda como forma de minimizar as desigualdades sociais e discriminações de qualquer origem. Portanto, o Movimento Umbandista é capaz de receber indivíduos com características e concepções sobre a espiritualidade muito variadas; para cada um deles haverá um Terreiro ou Templo que mais se adapte ao seu nível consciencial.
Como elemento de ligação dos diversos templos, encontra-se a mediunidade através da incorporação de espíritos que se apresentam nas três formas arquetipais de “Caboclos”, “Pretos-Velhos” ( mais adequadamente chamados de Pais-Velhos ) e “Crianças”. Estas Entidades procuram impulsionar, paulatinamente, as pessoas que procuram os terreiros para patamares superiores de compreensão de si mesmos, do Mundo Material e do Mundo Espiritual. Obviamente, quanto mais sincrético for um terreiro, mais distanciado estará da Essência e mais preso estará à Forma. Mesmo naqueles templos onde predominam a busca da Essência e a verdadeira Iniciação de Umbanda, os rituais abertos ao público apresentam apenas uma ínfima parte da Doutrina, por respeito e caridade aos consulentes, guardando para o interior do Templo os fundamentos que esperam o momento certo para serem revelados.
A partir de 1989, com o lançamento da obra Umbanda – a Proto-síntese Cósmica, que mostrou ângulos inéditos da Umbanda, foi inaugurada uma nova fase do Movimento Umbandista, revelando-se o caráter cósmico desta doutrina. Os rituais dos diversos templos vêm-se modificando, mais adequados à tendência da globalização, que certamente consolidará um Mundo sem fronteiras para os habitantes do Planeta Terra, estabelecendo seus laços de ligação não apenas pelo comércio de bens materiais, mas principalmente pela comunhão de valores espirituais.
Aspectos Básicos da Doutrina de Umbanda
Uma visão geral dos vários tipos de ritual, encontráveis nos terreiros de Umbanda, não mostra prontamente a Doutrina de Umbanda. Isto se deve à presença do sincretismo que mascara a verdadeira Doutrina, de forma a se adaptar às necessidades da população que freqüenta os templos afins. Os princípios que servem de base para todo o Movimento Umbandista são sensíveis, especialmente, nos Templos Iniciáticos e nos rituais internos de alguns terreiros, onde se percebe um interesse maior na busca da evolução espiritual, sem os véus da ilusão ditados pelo mito.
Partindo desta observação, podemos obter duas informações preciosas: A primeira é que, se fôssemos tentar compor uma Doutrina consistente, a partir das manifestações sincréticas, seria impossível atingir um quadro coerente, e mesmo que fosse possível, o mesmo ainda estaria absolutamente distante dos ensinamentos transmitidos pela “corrente iniciática”. A segunda informação importante é a de que, excluindo-se as manifestações do sincretismo nos diversos terreiros de Umbanda, é possível isolar determinados pontos de semelhança e conceitos compartilhados, que apontam para um sistema lógico, inicialmente insuspeitado, que encontra-se velado pelo caos aparente.
Dentre as semelhanças existentes entre os diversos terreiros ressalta-se a presença de Seres Espirituais da Corrente Astral de Umbanda que se manifestam pela incorporação nas formas de “Caboclos”, “Pretos-velhos” e “Crianças”. Este pode-se considerar o ponto básico que serve até como qualificador da doutrina professada por determinado núcleo espiritualista. A homogeneidade no encontro deste fator que eclodiu em coletividades distintas e fez surgir o Movimento Umbandista, leva à conclusão que a Doutrina de Umbanda é fruto da revelação destas entidades através de seus médiuns e não o resultado de uma miscigenação de cultos afro-ameríndios.
A partir desta pedra angular, constrói-se toda a Doutrina de Umbanda, fundada no Tríplice Caminho constituído pela Doutrina Mântrica, pela Doutrina Yântrica e pela Doutrina Tântrica que velam o mistério da Cosmogênese. Todos os processos relacionados à evolução dos Seres Espirituais no Reino Natural são observados à luz destes princípios ternários e através da lei das analogias, aplicados desde o nível microssomático até o macrocósmico.
As entidades que se apresentam na Umbanda vêm personificar a Simplicidade, a Pureza e a Sabedoria, em nome de Oxalá – o Cristo Jesus – o Tutor Máximo do Planeta Terra. Através de seus conselhos, exemplos e mesmo da movimentação das forças naturais, conseguem acender a chama da Fé no coração dos consulentes que procuram os templos de Umbanda. A partir da Fé e da Razão incutem, gradualmente, na coletividade planetária, a compreensão dos mecanismos da reencarnação, das Leis Cármicas, das atrações por afinidade e sintonia e ensinam-nos os meios para caminhar seguramente em direção da nossa própria essência espiritual.
Estas Entidades de grande evolução, na verdade, são nossos Ancestrais Primevos, os primeiros seres a encarnar no Planeta Terra e que eram senhores do Conhecimento Integral já na época de suas encarnações, anteriores aos Atlantes. Toda a Sabedoria Planetária revelou-se como Aumbandan e deu origem, posteriormente a todas as filosofias, ciências, artes e religiões que conhecemos atualmente. É por este motivo que encontramos na Doutrina de Umbanda vários conceitos que ainda foram conservados por alguns setores filo-religiosos.
Na verdade, o surgimento das religiões e todo conhecimento fragmentário da atualidade deveu-se à deturpação e uso inadequado do Conhecimento-Uno existente na época do Tronco Tupy. Por consequência, o homem perdeu a chave deste mistério e da capacidade de compreender, de forma sintética, a vida em suas causas e efeitos.
Na expectativa de reconstruir este conhecimento perdido e de receber os influxos destas portentosas Entidades é que apareceram os Cultos aos Ancestrais Primevos, apregoados pelos grandes patriarcas e iniciados , cujos resquícios se fazem presentes, ainda hoje, em algumas tradições, especialmente as orientais.Por misericórdia divina, os integrantes da Confraria dos Espíritos Ancestrais vêm trazer as sementes dos novos tempos, manifestando-se através da mediunidade, auxiliando-nos na jornada evolutiva, para que novamente o Aumbandan se faça presente na coletividade terrena. 
Candomblé não é Umbanda
Elucidar de uma forma definitiva a diferença entre Candomblé e Umbanda, é um dos meus grandes objetivos com esta obra, pois a frase mais comum que ouvimos como candomblecista, após uma explanação mesmo que resumida é que: eu achava que tudo era a mesma “coisa”. O que primeiro respondo quando me perguntam sobre a diferença entre Candomblé e Umbanda, é que: não há semelhança, esta eu considero a melhor resposta, pois é o fato, não há a menor semelhança.
A começar pelas origens, o Candomblé é uma religião africana que existe desde os tempos mais remotos daquele continente, que é o berço da terra, de forma que se funde sua origem com os primeiros contatos de pessoas que lá chegaram, existem citações na teologia africana que Odudúwa era Nimrod, o conquistador caldeu primo de Abraão e neto de Caim, que foi designado por Olodumarè para levar a remissão e a palavra de Olurún (Deus) aos filhos de Caim que, amaldiçoados, viviam na África. Este fato data de 1850 A.C., sendo que Caim pode ter vivido entre 2100 a 2300 A.C. – Oranian , neto de Odudúwa , viveu em 1500 e seu filho Xangô por volta de 1400. As coincidências existentes nos rituais africanos, como a Kaballah hebraica, são imensas, e vem provar a tese da estreita ligação entre Abraão, pai dos semitas, e Odudúwa, (Nimrod) pai dos africanos. Isso pode ser constatado no relacionamento existente entre o símbolo de um elemental africano chamado Dan a serpente, e uma das 12 tribos de Israel, cujo nome é Dan, e seu símbolo, a serpente telúrica. Citação que faremos adiante na Teologia Yorubana que fala da criação da terra. De uma forma básica, no Candomblé não existem “incorporações” de espíritos, pois os orixás, de quem sentimos força e vibrações, são energias puras da natureza, que não passaram pela vida, ou seja não são “entidades”, mas elementais puros da natureza, criados por Olorún.
No Candomblé a consulta é feita através da leitura esotérico/divinatória do jogo de búzios (no Brasil), forma de leitura exclusiva do povo candomblecista, que trataremos em capítulo próprio, e o tratamento para cada caso, é feito com elementos da natureza, oriundos dos reinos vegetal, animal e mineral, através e ebós, oferendas, Orôs (rezas) e rituais africanos. A Umbanda por sua vez, sem qualquer demérito a quem a pratica, pois se levada de uma forma séria e consciente tem seu mérito, valor e aplicação, é uma religião brasileira, que advém do sincretismo católico-feitichista, necessário em uma época de grande repressão das religiões africanas, em que era proibido o culto dos orixás na sua forma de origem, e esta adaptação se fez necessária, a partir desta premissa, a Umbanda começou tomar corpo, com algum conhecimento de alguns africanos no trato com seus ancestrais, que era comum a “incorporação” de algum ente falecido, por um elégún (aquele que é montado por) por motivos familiares. É muito comum nos dias de hoje, Ilês que praticam Candomblé e Umbanda, porém em dias, horários e formas diferenciados, mas é uma atitude não compactuada, bem como a utilização do sincretismo com os santos católicos, pelas tradicionais Casas de Candomblé cujas raízes foram plantadas no Nordeste do país, mais precisamente em Pernambuco e na Bahia.
A Umbanda por sua vez, a consulta é feita através de um médium “incorporado” , e os “trabalhos” pelo espírito ali incorporado com seus elementos rituais.
Umbanda é deste século, e utiliza os orixás do Candomblé, sob outra forma e outro aspecto, em especial, vou me ater a figura de Exú. Na sua qualidade de ser ambivalente, positivo e negativo, bem e mal, de uma forma definitiva, esta situação de bem e mal, também está associado à todos os seres humanos, e nem por isso, somos o diabo, ninguém é totalmente bom, 24 horas por dia, 360 dias por ano, a sua vinda inteira; o inverso também é verdadeiro, convivemos com o bem e o mal, porém Exú, na sua condição, só fará alguma coisa, se e somente se, for mandado, portanto quem faz o mal na realidade é quem pede, e que pela própria lei da natureza, pagará, pois segundo a lei mais certa que existe, a lei do retorno – “Toda ação gera uma reação, com a mesma intensidade, em sentido contrário”, quer dizer, tudo que vai, volta, a experiência nos comprova isto, e geralmente, da forma que mais dói, no bolso ou na saúde (tarda mas não falha); isso posto, em quem está a maldade? Sem mandante, ela simplesmente não existiria, e, mais uma vez EXÚ PAGA O PATO.
Em mais de vinte anos de pesquisa, e não foi pouca, as maiores e melhores obras, dos maiores e melhores autores, sobre religiões africanas, sejam brasileiros, ingleses, franceses, africanos, babalorixás, antropólogos, babalaôs, nunca li nada que se referisse à exú mulher, ao contrário, sua forma é fálica (forma de pênis), sempre no sentido de elemento fecundador, fertilizador e nunca elemento fecundado, nunca houve qualquer simbolismo ou ligação com uma “vagina”, em sua ambivalência, assume situações duplas, mas nunca, macho e fêmea. Tudo se inicia, com a palavra bombogira, que é o nome dado à Exú macho por excelência na nação de Angola, uma corruptela desta palavra, utilizada somente pela Umbanda, gerou a expressão “pombogira”, como forma de um exú mulher, em cuja manifestação, a pessoa, seja homem (homem?) ou mulher, assume uma atitude sensual, atrevida e em alguns lugares, sob esta manifestação, a prática do ato sexual em si; é muito comum, se a mulher tem vontade, libido forte ou até mesmo por necessidade (a prostituição), é porque uma pombagira está “encostada”, o que seria uma situação normal, natural; A POMBA GIRA PAGA O PATO. Qualquer incorporação, deste gênero, que se fale com as pessoas, beba ou fume em público, não é Candomblé, é umbanda; a única manifestação “semelhante” no Candomblé, é a figura do Erè, que, assim como o orixá, é um elemental da natureza, com uma conduta infantilizada, e que nunca passou pela vida, portanto não é um egun (espírito de morto), tem função específica, uma delas, se comunicar pelo orixá, justamente pelo fato de que ele não fala, que nos referimos como “estado de erê”, tal pessoa está com, ou de, erê.
A incorporação, eu imagino, vem de necessidade do ser humano (que é incrédulo por natureza), de crer e confiar, para crer, tem que “ver” algo, no caso o espírito manifestado, falar com ele, ouvir coisas que confirmem ser real ( o que muitas vezes acontece), e para confiar, o consultor não poderá se “lembrar” do que ouviu, como confidência, ou segredo, pois em várias situações, estão envolvidos, conversas e pedidos escusos, se utilizando assim da “inconsciência” relatada nas religiões africanas, a qual também a coloco, em outro capítulo da forma como a vejo e sinto. Falo muita propriedade e experiência, pela vivência de muitos anos no meio, o objetivo não é em momento algum, desmascarar quem quer que seja, muito menos denegrir, desmerecer ou tirar o valor da Umbanda, pelo contrário, bem praticada e bem conduzida, tem enorme valor e função social na comunidade, quer seja: na solução de problemas de saúde, família, trabalho, amor…
Existe forte vibração de uma energia, no ato da “incorporação”, variando muito de pessoa para pessoa, em muitos casos, com real valor e força, porém, a inconsciência total … o único objetivo é a realidade, que é benéfica para todos nós, a medida em que nada temos que esconder.

As Sete Linhas da Umbanda



por Ligia Cabús

A Umbanda possui sete cultos diferentes, chamados "Linhas", que se distinguem: 
1. pelas energias cósmicas que são identificados como orixás ou "santos" que os presidem ou lideram os cultos;
2. pelos tipos de Espíritos atuantes em suas sessões, chamadas Giras, representados em em seus santuários, os Congás.

Os cultos, que se auto-proclamam "de Direita" ou seja, que trabalham com magia branca, "do bem" e todos os umbandistas insistem que somente atuam para o bem], recorrem ao auxílio, à manifestação de Espíritos de santos católicos, Pretos-Velhos e Preta-Velhas e aqui questiona-se qual o problema com pretos e pretas jovens... que em geral foram escravos no Brasil, Caboclos, Indígenas, Cafuzos, Curibocas e trabalhadores da colônia e do império como boiadeiros, mineiros, navegantes de rios e mares e sábios do oriente e da Europa.
Os cultos "de Esquerda", renegados pela Umbanda "oficial" e, em geral, relegados ao domínio da Quimbanda, não têm pudores em praticar a magia negra através dos Exús, Pombas-Giras e Malandros. A magia negra, na Umbanda, tal como em culturas de todos os povos do mundo, não tem freios éticos que impeçam os rituais destinados a arruinar a vida amorosa, as finanças, a saúde ou mesmo provocar a morte dos desafetos daqueles que procuram seus "sacerdotes". Tal como os criminosos que jamais confessam seus crimes espontaneamente, os umbandistas "do mal" negam veementemente qualquer envolvimento em práticas dessa natureza embora todos admitam a existência de "ovelhas desgarradas", que não são poucas, corrompidas pela vaidade, luxúria e/ou ganância que se prestam ao triste papel de usar os cultos para prejudicar àqueles que são "pedras no sapato" de seus clientes.
Voltando às sete Linhas de cultos de Umbanda "do bem", são elas e suas respectivas Falanges, especificamente:
I. LINHA DE OXALÁ [Liderada por Jesus Cristo] ─ Falanges: 1. Santo Antônio | 2. São Cosme e Damião ["espíritos-crianças", não necessariamente infantes mas, antes, Espíritos com mentalidade infantil] | 3. Santa Rita | 4. Santa Catarina | 5. Santo Expedito | 6. São Francisco de Assis. Esta Linha dedica-se a desmanchar trabalhos de magia.
II. LINHA DE IEMANJÁ [Liderada por Oxun] ─ Falanges: 1. Ondinas de Nanã | 2. caboclas do Mar | 3. Indaiá dos Rios | 4. Iara dos Marinheiros | 5. Tarimã das Caluga-Caluguinhas da Estrela Guia.
III. LINHA DO ORIENTE ─ Falanges: Hindus, árabes, chineses e outros orientais além de europeus. Dedicados à medicina.
IV. LINHA DE OXOSSI ─ Falanges: 1. Urubatão | 2. Araribóia | 3. Caboclo das Sete Encruzilhadas [aquele do fundador Zélio Fernandino] | 4. Águia Branca. Indígenas, caboclos, são curandeiros que protegem contra magia e ministram passes, prescrevem ervas medicinais em preparados para banhos, defumações ou uso tópico. Estes preparados são chamados amacys.
V. LINHA DE XANGÔ ─ Falanges: 1. Iansã | 2. caboclo do Sol | 3. Caboclo da Lua | 4. Caboclo Pedra Branca | 5. Caboclo do Vento | Caboclo Treme Terra. Pela característica do orixá que dá nome à linha, supõe-se que atue em casos de problemas judiciais, demandas, litígios.
VI. LINHA DE OGUM ─ Falanges: 1. Ogum Beira-Mar | 2. Ogum-Iara |  3. Ogum-Megê | 4. Ogum Rompe-Mato. Estas falanges tratam das brigas, das situações de disputa pessoal, discórdias.
VII. LINHA AFRICANA ─ Falanges: 1. Povo da Costa | 2. Pai Francisco | 3. Povo do Congo | 4. Povo de Angola | 5. Povo de Luanda | 6. Povo de Cabinda | 7. Povo da Guiné. Esta falange dedica-se à prática do bem em geral e, ao que tudo indica, dentro da confusa divisão das Linhas e Falanges, esta linha africana possivelmente inclui a chamada Falange ou seria [sub-falange?] dos Pretos-Velhos  e a das Almas [que o estudo comparado indica ser sinônima da Falange Povo de Angola].

Panteão das Falanges e Seus Atributos


Como se pode ver na denominação das Falanges, a Umbanda tem em comum com Candomblé a crença em Orixás. Porém, rejeitando a africanidade, os umbandistas não consideram Orixás como deuses, mas como "vibrações originais" emanadas da Consciência Suprema, Deus, naqueles tempos remotos da criação do Universo e do Planeta Terra. Na verdade, um conceito muito parecido com o dos Odus que, no Candomblé são as as energias de onde provêm os Orixás, estes sim, deuses. Sobre a palavra Orixá, muitos autores da Umbanda, como Eduardo Parra, negam sua raiz africana e vão buscar a etimologia no Egito e na Índia:
"O termo Orixá e o nome dos respectivos Orixás deriva-se da Índia, do Egito e de povos mais antigos. Na África esses termos foram conservados em Nagô... O vocábulo antigo Arashá significa O Senhor da Luz, equivale aos Orishis dos Brâmanes e aos Orixás africanos, que em Yorubá significa: O Senhor da Cabeça, ou seja, do princípio espiritual ou Luz. enquanto que Exu também tem o nome de Obara, o senhor do corpo ou Treva." E aqui subentende-se corpo=matéria=treva.
Na Umbanda, os Orixás [Senhores de Cabeça], que são sete, como as Falanges, são o topo de uma Hierarquia que se desdobra e outros sete "orixás-menores" [Espíritos Superiores] que são chefes de Legiões; Legiões que se dividem em Falanges e sub-falanges, que também possuem chefes e entidades chefes de Grupamentos. Em um plano mais inferior atuam entidades denominadas "capangueiros", palavra que faz pensar algum tipo de polícia astral ou tropa de choque espiritual...
Aos Orixás maiores, as tais "vibrações originais" são atribuídos nomes africanos compostos pela junção de nomes de anjos conhecidos da teologia judaica:
1. Gabarael Oxalá Odudwa
2. Samael Ogum Obá
3. Ismael Oxossi Ossaim
4. Mikael Xangô Oyá [Yansan Mesan Orun]
5. Yramael Yorimá Nanãn Burucum
6. Yoriel Yori Oxum
7. Rafael Yemanjá Oxumaré
  
Entre os chefes de Falanges começam a aparecer os caboclos, tidos como orixás menores e representantes do maiores; caboclos que se multiplicam em uma lista quase infinita. Os representantes dos orixás maiores são:
1. Urubatão da Guia - representante de Oxalá
2. Guaraci - intermediário para Ogum
3. Guarani - intermediário para Oxossi
4. Aymoré - intermediário para Xangô
5. Tupi - intermediário para Yorimá
6. Ubiratan - intermediário para Yori
7. Ubirajara - intermediário para Yemanjá
E o "elenco" de caboclos continua entre os guias: Caboclo Águia Branca; caboclo Poty; Caboclo Itinguçu; Caboclo Girassol; Caboclo Nuvem Branca; Caboclo Guarantan etc.. Outros, são caboclos protetores: Guaraná, Malembá, Água Branca, Águas Claras, Jacutinga, Lírio Branco, Folha Branca, Ibitan e outros mais.
Além disso, para cada Orixá Superior e cada Orixá menor existem inúmeras correlações que são utilizadas nas práticas rituais das Giras [sessões]: minerais, figuras geométricas, signos zodiacais, dias da semana, horas vibratórias, perfumes, flores, ervas que são usadas em banhos, remédios e defumações, cores e arcanjos tutores. Se este artigo contivesse o nome de todos os caboclos, seria uma lista telefônica de metrópole; e se fossem indicadas todas as relações de atributos, seria um livro... um "tijolo". Para quem realmente desejar conhecer em detalhes essa Hierarquia, suas relações e atributos, o melhor é procurar o livro Ponto de Convergência: Fundamentos e Práticas de Umbanda, de Eduardo Parra.

No que os Umbandistas Acreditam?



por Ligia Cabús
ORAÇÃO uMBANDAOs fundamentos ou crenças básicas da Umbanda são:

1. Monoteísmo: crença em um único Deus cujo nome, dependendo da Tenda ou Terreiro pode ser chamado de Olorum, como no Candomblé, Zambi ou mesmo Tupã...

2. Crença na vida após a morte e na reencarnação regida, orientada pela lei do carma, lei da retribuição ou, ainda lei de causa-efeito.

3. Crença em uma hierarquia espiritual organizada em Falanges. Alguns umbandistas especificam que cada falante é composta de 400 mil espíritos, entre estes, desempenhando a função de guias mensageiros, conselheiros e curandeiros [ou médicos]. Contando todas as falanges, 33 delas, seriam, então, cerca de 13 milhões e 200 mil Espíritos para atender a menos de um milhão de brasileiros adeptos declarados mais um número impreciso de consulentes eventuais que procuram as Tendas/Terreiros em situações de desespero, buscando solução para problemas amorosos, financeiros e de saúde. Todavia, a Umbanda, tem adeptos em outros países, principalmente na África e em Portugal. Fontes umbandistas estimam 70 milhões os "fiéis" em todo o mundo [o que parece um cálculo exagerado].

4. Prática e incentivo da mediunidade, ou seja, na comunicação com espíritos desencarnados que, supostamente, inspiram os praticantes, através da intuição ou incorporam, tomam o corpo dos vivos-mediuns a fim de interagir no mundo objetivo, físico denso. Há umbandistas que afirmam existir mais 100 modalidades de mediunidade embora apenas se detenham na descrição de meia dúzia: intuiçãoincorporação [o espírito toma o corpo do medium total ou parcialmente], vidência [ver espíritos], clarividência [oracular, supostamente permite ver passado, presente e futuro], clariaudiência [ouvir vozes, também pode funcionar como oráculo], transporte voluntário ou involuntário [a famosa viagem astral ou o sair do corpo e visitar lugares distantes enquanto o corpo físico permanece em repouso]. * MEDIUM: Latim, significa meio. Plural, mídia.
Além disso, todos os umbandistas asseguram que suas atividades são completamente voltadas para o bem: a caridade, a cura de doenças, o consolo daqueles que perderam entes queridos, a melhoria da Humanidade. Na inauguração daquela primeira tenda, fundada por Zélio Fernandino, o Caboclo das Sete Encruzilhadas definiu: "...atendimento absolutamente gratuito, roupagem branca, simples, sem atabaques nem palmas ritmadas... cânticos baixos e harmoniosos" [LOPES, Manuel. A Historia da Umbanda, 2002. In mLopes eBooks ].
Porém, apesar dessas diretrizes cheias de boas intenções das quais, diz a voz do povo, o inferno está cheio..., os próprios umbandistas reconhecem que as deturpações são freqüentes, até demais, com mediunscharlatães que usam suas faculdades paranormais ou mesmo forjam, encenam tais faculdades, em proveito próprio, desconsiderando da recomendação expressa dos precursores de não aceitar qualquer tipo de remuneração pelos serviços prestados. Também vendem acessórios: "...os mais caros cocares de pena, colares de louça e vidro, para que o adepto e o consulente possa receber seu protetor..." DA MATA E SILVA, W.W. [Mestre Yapacany]. Segredos da Magia de Umbanda e Quimbanda.


RITUAL DE PASSAGEM, INICIAÇÃO NA UMBANDA E CANDOMBLÉ

1 - A feitura da cabeça no Candomblé
Ser iniciado no candomblé é mais conhecido como "fazer a cabeça", ou seja, ser preparado para que o Inkice/Orixá passe a habitar no Ori/mutuê (cabeça) do novo adepto.
O ritual começa muito antes do recolhimento, pois o aspirante a iniciação passa por uma fase conhecida como abiã onde ele prepara o seu enxoval para a feitura, que consiste em roupas e demais materiais ritual. Prepara também o aqué/zimbo (dinheiro) para o pagamento do "chão", ou seja, o trabalho que este ritual implica e a transmissão do axé .
O noviço passa por vários rituais de limpeza, pelo ritual do bolanã (representa a morte para omundo profano e o renascimento para o mundo sagrado dos Orixás) e depois pelo recolhimento para o roncó (Quarto Ritual, com acesso somente aos iniciados), onde passará de 07 a 21 dias de iniciação.
Após os 21 dias acontece a festa do Oruncó (a cerimônia do nome, quando a Divindade se identifica na presença de todos) da(o) Iaô/Muzenza (recém iniciado) quando a mesma é apresentada à comunidade de santo como o mais novo membro. É um momento de festa onde todos usam as melhores roupas, recebem os membros ilustres de outros terreiros e demais visitantes. É um ritual público de grande emoção.
Depois da festa, no dia seguinte, tem a festa da quitanda de erê/vungi(criança). Nela o iniciado sai para o barracão em estado de consciência infantil. Brinca, come, recebe presentes e tem a quebra das quizilas, ou seja, momento que o iniciado passa por ritual que consiste em uma reiniciação ao mundo profano e reaprende a fazer as atividades diárias e rotineiras. Esta passagem é importante para que não haja choque entre este e o seu orixá/inkice, uma vez que o iniciado, daqui por diante passa a viver plenamente em contato com a divindade e, todas as suas ações podem ter reflexos no dia-a-dia.
O iniciado então, entra em um período de preceito. São três meses que ele usa os colares e símbolos do seu santo/orixá/inkice, veste-se completamente de branco, mantém a cabeça coberta e não lhe é permitido a prática sexual e muitos outros preceitos lhe são impostos. Essa fase é uma das mais importantes, pois agora o iniciado tem a responsabilidade de guardar os seus preceitos e as responsabilidades para com a casa de santo.
A "feitura da cabeça" é considerado um ritual de passagem de grande importância, pois a partir deste o iniciado passará por muitos outros durante a sua vida de culto, em que galgará direitos e posições dentro do culto. Porém, esse período, que consiste a feitura e a guarda dos preceitos, é o principal e que todo iniciado guarda na memória por toda a vida aqui no aiyè. Será objeto de histórias que serão contadas aos seus filhos, netos, aos seus futuros irmãos de santo e quem sabe, filhos de santo.
Cada pessoa é filho de um determinado orixá/inkice, ou seja, aquela energia é a linha magnética da sua vida e a feitura vai proporcionar o equilíbrio do ser humano com a sua energia mais pura e mais espiritualizada. É o que se chama de santo de cabeça. Geralmente cada pessoa possui um pai, em primeiro lugar e uma mãe em segundo ou vice-versa, ou seja, um santo de princípio masculino e outro de princípio feminino, podendo haver exceções de dois princípios iguais. A cabeça do filho também é composta por um séquito de orixás, que compões toda a sua história e é revelado através do Oráculo mais conhecido no Brasil, que é o jogo de búzios, por onde os orixás/inkices falam e dão os seus recados aos habitantes da Terra.
No candomblé todos têm o seu santo de cabeça, ou seja a sua energia primordial, porém, nem todos são obrigados a passar pela iniciação. Não há como se fugir dessa energia, uma vez que ela é o princípio vital de todo ser vivo.
2 – A Camarinha de Umbanda.
A Camarinhas na Umbanda são Rituais Iniciáticos que têm como fundamento prático, o Desenvolvimento Mediunico, Religioso, Doutrinário e Ritualístico, para que o neófito, possa adquirir conhecimento e prática de todos os fundamentos praticados na Umbanda.
No seguimento da Tradição Afro,  a Umbanda  consagra também ritualísticamente os neófitos, com Camarinhas de Obori ou Borização, que é o Assentamento Maior das Entidades no Médium, para que os mesmo se possam fortificar e evoluir Ritualísticamente. Além de outros Rituais necessários ao Desenvolvimento Mediunico , Ritualistico e Doutrinário dos neófitos.
São Camarinhas que têm uma duração de 3 ou 7 dias, isso de acordo com o Dirigente Espiritual ou de acordo com os rituais necessários.

As Entidades na Umbanda


Mensageiros divinos, ordenanças do Pai Maior.
São nossos Guias e Orientadores.
Companheiros astrais, que buscam nos guardar, proteger e intuir. Nos auxiliar, para que, melhor possamos percorrer nossa própria jornada evolutiva.
Quão bom seria, se conseguimos senti-los, ouvi-los e compreende-los, sem as negativas interferências de nossos próprios interesses mundanos....
Saravá Umbanda
Salve Todo o Povo da Aruanda...

Entidade é o nome dado a todos os espíritos que estão em uma faixa de vibração astral, boa para o trabalho na Umbanda. Conforme seu grau de evolução espiritual, esses espíritos são levados a fazer parte de uma falange (agrupamento de espíritos), a fim de atuarem, aprenderem e evoluírem espiritualmente. Lá eles permanecem até a possível volta para uma reencarnação ou a evolução para um plano espiritual superior.
Falange é um agrupamento de mais de 400 mil espíritos, que atuam em um determinado plano espiritual, ou seja, em uma determinada faixa de vibração.
Existem entidades de Alta, Regular e Baixa, faixa vibratória, e por isso elas se dividem em vários grupos: Falangeiros de Orixá, Caboclos, Pretos Velhos, Exus, Pomba-Giras, Ibeijadas e demais entidades que atuam de formas diversas. Cada falange recebe o nome de seu chefe e cada espírito dentro desta falange, atende por este mesmo nome.
Quando um médium trabalha com uma determinada entidade, ele não trabalha com um único espírito. O que ocorre é que todos os espíritos que constituem aquela determinada falange, têm uma única tônica de vibração com a qual penetram na faixa vibratória do médium, à razão de um por segundo, mantendo assim a sintonia durante todo o período que dura uma comunicação. Em outras palavras, os espíritos não trabalham isoladamente, mas "em falange", todos numa única vibração.
Embora não seja muito comum, é possivel acontecer que um mesmo espírito, embora seja uma só vibração, venha em diversas falanges, com diferentes nomes, conforme sua missão espiritual. Um espírito de certo grau de evolução pode se desdobrar na vibração, ou seja, aumentá-la ou diminuí-la, obviamente que dentro de um certo limite preestabelecido. Desta forma, essa entidade pode se apresentar ora numa faixa, ora em outra. Por exemplo: Se ela atua normalmente sob a linha do Oriente, pode num desdobramento de vibração, apresentar-se na forma de um caboclo, embora conserve também suas características essenciais.
 Necessário também é, compreender-se à diferença entre hierarquia terrena e evolução espiritual. Algumas pessoas pensam que a posição hierárquica de uma entidade corresponde à sua posição na vida física anterior. Isto não corresponde à verdade porque as falanges não se agrupam conforme as raças ou costumes da vida terrena, mas sim de acordo com o grau de evolução espiritual e afinidade vibratória.
Desta forma, um espírito pode se apresentar, por exemplo, como um caboclo, apenas para ter um melhor acesso a um médium e a seus consulentes.

 Originalmente, a palavra Caboclo significa mestiço de Branco com Índio mas, na percepção umbandista, refere-se aos indígenas que em épocas remotas habitaram diversas partes do planeta, como civilizações aparentemente primitivas, mas na realidade de grande sabedoria. Espíritos que, embora em sua encarnações tenham vivido em outros países, identificam-se espiritualmente na vibração dos Caboclos, como por exemplo, os índios Americanos, os Astecas,  os Maias, os Incas e demais indígenas que povoaram a América do Sul.
Falar em Caboclos na Umbanda, é fazer menção a todos eles que, com denominações diversas, atuam em nossos terreiros e que, com humildade, como muito bem recomenda a espiritualidade, omitem detalhes referentes às suas vidas quando encarnados.

Na Umbanda, os Caboclos constituem uma falange e, como tal, penetram em todas as linhas, atuando em diversas virações. Entretanto, cada um deles tem uma vibração originária, que pode ser ou não aquela em que ele atua.
Antigamente existia a concepção de que todo Caboclo seria um Oxóssi, ou seja, viria sob a vibração deste Orixá. Porêm em nossa percepção, compreendemos que Caboclos diferentes, possuem Vibrações Originais Diferentes, podendo se apresentar sob a Vibração de Ogum, de Xangô, de Oxóssi ou Omulu. Já as Caboclas, podem se apresentar sob as Vibrações de Iemanjá, de Oxum, de Iansã ou de Nanã.
Não há necessidade da Vibração do Caboclo-guia, coincidir com a do Orixá dono da coroa do médium: o guia pode ser, por exemplo, de Ogum, e atuar em um sensitivo que é filho de Oxóssi; apenas neste caso, a entidade, embora sendo de Ogum, assimilará a vibração de Oxóssi.
 
 








 Embora existam diferenças  entre os nomes encontrados por diferentes pesquisadores para as entidades, em relação as suas Vibrações Originais, apresentamos a seguir uma relação que nos parece a mais próxima de uma realidade:
Caboclos de Ogum:
Águia Branca, Águia Dourada, Águia Solitária, Araribóia, Beira-Mar, Caboclo da Mata, Icaraí, Caiçaras Guaraci, Ipojucan, Itapoã, Jaguaré, Rompe-mato, Rompe-nuvem, Sete Matas, Sete Ondas, Tamoio, Tabajara, Tupuruplata, Ubirajara, Rompe-Ferro, Rompe-Aço
Caboclos de Xangô:
Araúna, Cajá, Caramuru, Cobra Coral, Caboclo do Sol, Girassol, Guaraná, Guará, Goitacaz, Jupará, Janguar, Rompe-Serra, Sete Caminhos, Sete Cachoeiras, Sete Montanhas, Sete Estrelas, Sete Luas, Tupi, Treme-Terra, Sultão das Matas, Cachoeirinha, Mirim, Urubatão da Guia, Urubatão, Ubiratan, Cholapur.
Caboclos de Oxóssi:
Caboclo da Lua, Arruda, Aimoré, Boiadeiro, Ubá, Caçador, Arapuí, Japiassu, Junco Verde, Javari, Mata Virgem, Pena Branca, Pena Dourada, Pena Verde, Pena Azul, Rompe-folha, Rei da Mata, Guarani, Sete Flechas, Flecheiro, Folha Verde,, Tupinambá, Tupaíba, Tupiara, Tapuia, Serra Azul, Paraguassu, Sete Encruzilhadas.
Caboclos de Omulu:
Arranca-Toco, Acuré, Aimbiré, Bugre, Guiné, Gira-Mundo, Iucatan, Jupuri, Uiratan, Alho-d'água, Pedra Branca, Pedra Preta, Laçador, Roxo, Grajaúna, Bacuí, Piraí, Suri, Serra Verde, Serra Negra, Tira-teima, Seta-Águias, Tibiriçá, Vira-Mundo, Ventania.
Caboclas de Iansã:
Bartira, Jussara, Jurema, Japotira, Maíra, Ivotice, Valquíria, Raio de Luz, Palina, Poti, Talina, Potira
Caboclas de Iemanjá:
Diloé, Cabocla da Praia, Estrela d'Alva, Guaraciaba, Janaína, Jandira, Jacira, Jaci, Sete Ondas, Sol Nascente
Caboclas de Oxum:
Iracema, Imaiá Jaceguaia, Juruema, Juruena, Jupira, Jandaia, Araguaia, Estrela da Manhã, Tunué, Mirini, Suê
Caboclas de Nanã:
Assucena, Inaíra, Juçanã, Janira, Juraci, Jutira, Luana, Muraquitan, Sumarajé, Xista, Paraquassu
Caboclinhos da Ibeijada:
Nesta querida falange, encontramos os Caboclinhos e Caboclinhas do Mato que se manifestam em sua forma indígena.

Algumas caracteristicas da Vibração dos Caboclos e Caboclas
 
Hábitat
Normalmente Matas Altas, Coqueiros, Eucaliptos, etc..
Vibração
 Ajuda espiritual e material
Assuntos Relacionados
 Todos
Atuação
 Ajuda em todos os campos
Parte do Corpo
 Todo o corpo
Essências
Eucalipto, Girassol ( P/ Caboclos)
Pinho, Bálsamo-de-tolu ( P/ Caboclas)
Cores
 Vermelho, Verde e Branco
Pedras
 Quartzo Verde-escuro.
Metal
 Ferro, Aço, Manganês, Zinco
Flores
 Girasol, Flor de Ipê, etc..
Banhos de descarrego
 Essência de Eucalipto
Libação
 Água com Mel
Imantação
Predomina a espiga de Milho
Guias
Para médiuns que tem um Caboclo como Guia:
117 contas ( alternando 3 vermelhas, 3 Verdes e 3 Brancas)
Para médiuns que tem uma Caboclo como Guia:
126 contas ( alternando 7 Brancas, 7 Vermelhas e 7 Verdes)


O Povo da Linha das Almas


 "Num cantinho de um terreiro, sentado num banquinho, pitando o seu cachimbo, um triste Preto Velho chorava. De seus olhos molhados, lágimas lhe desciam pela face e não sei porque as contei.. Foram sete. Na incontida vontade de saber, aproximei-me e o interroguei.
 
 
- Fala meu Preto Velho, diz a este teu filho, por que esternas assim, esta tão visível dor ?
 
 
- Estás vendo, filho, estas pessoas que entram e saem do terreiro? As lágimas que você contou, estão distribuídas a cada uma delas.
 
 
- A primeira lágrima foi dada aos indiferentes, que aqui vem em busca de distração. Que saem ironizando e criticando, por aquilo que suas mentes ofuscadas não puderam compreender.
 
 
- A segunda, a esses eternos duvidosos que acreditam, desacreditando. Sempre na expectativa de um milagre, que os façam alcançar aquilo que seus próprios merecimentos lhes negam.
 
 
- A terceira, aos maus. A aqueles que procuram a Umbanda em busca de vinganças, desejando prejudicar a um seu semelhante.
 
 
- A quarta, aos frios, aos calculistas. Aos que, ao saberem da existência de uma força espiritual, procuram beneficiar-se dela, a qualquer preço, mas não conhecem a palavra gratidão e nem a Caridade.
 
 
- A quinta lágima, vê como chega suave? Ela tem o riso, do elogio e da flor dos lábios. Mas se olhares bem, no seu semblante, verás escrito: 'Creio na Umbanda. Creio nos teus Caboclos, nos teus Velhos, e no teu Zâmbi, mas somente se vencerem no meu caso ou me curarem disso ou daquilo'.
 
 
- A sexta, eu dei aos fúteis que vão de Terreiro em Terreiro, sem acreditar em nada, buscando aconchegos e conchavos. Mas em seus olhos revelam um interesse diferente.
 
 
- A sétima filho, notas como foi grande ? Notou como deslizou pesada ? Foi a última lágrima. Aquela que vive nos 'Olhos' de todos os Orixás e de todas as entidades. Fiz doação desta, aos Médiuns. Aos que só aparecem no Terreiro em dia de festa. Aos que esquecem de suas obrigações. Aos que esquecem que existem tantos irmãos precisando de caridade, tantas 'crianças' precisando de amparo. Da mesma caridade e do mesmo apoio que eles próprios, um dia aqui vieram buscar.
 
 
Assim, filho meu, foi para esses todos que vistes cair, uma a uma, AS SETE LÁGRIMAS DE UM PRETO VELHO.

É interessante observar, entretanto, que nem todo Preto-Velho ou Preta-Velha na Umbanda, foi realmente um escravo(a) em sua última encarnação. Em alguns casos, esses espíritos nem encarnaram naquela forma ou naquela época. Porém, assumem aquela identidade apenas para um melhor diálogo. Para uma melhor comunicação, com aqueles que os procuram em busca de uma ajuda espiritual.
 



Hábitat
Cemitério, Matagais
Vibração
 Segurança
Assuntos Relacionados
 Todos
Atuação
 Ajuda em todos os setores
Parte do Corpo
 Todo o corpo
Data Comemorativa
 13 de Maio
Dia da Semana 
 Segundas Feiras
Essências
Heliotrópio, Alecrim, Café ( P. Velhos)
Junquilho ( P. Velhas)
Cores
 Preto e Branco
Pedras
 Crisópraso, Opala, Jade.
Metal
 Antimônio, Níquel
Flores
 Margaridas brancas de todos os tipos, grandes e miudas
Banhos de descarrego
 Vários, sendo o principal feito com arruda, sal grosso, fumo de rolo picado e carvão ralado.
Libação
 O mais comum é o Café amargo (sem açucar)
Imantação
Rapadura, Fumo de rolo, agrião, feijão preto, mingau-das-almas.
Guias
Para médiuns que tem um P.Velho como Guia:
128 contas ( sendo uma Preta seguida de uma Branca)
Para médiuns que tem uma P.Velha como Guia:
126 contas (sendo uma Branca seguida de uma preta

Homenagem a Ibeijada

 "Nuvens abrindo-se qual cortinas de um palco, tocadas pelo vento, deixam transparecer o céu azul, nos mostrando uma encantadora cena: árvores como se fossem de um jardim do Paraíso, repletas de flores coloridas que o engalanam de festiva e feliz natureza.
 
 
Vê-se crianças alegres que brincam, cantam, pulam. Mais adiante, no lago de águas límpidas, navegam cisnes brancos que as mesmas conduzem, por rédeas doiradas, leves como suas plumas.
 
 
Em grupos diversos, espalham-se pelo jardim, umas a colherem flores, fazendo grinaldas para seus cabelos, ornamentando suas cabecinhas, louras e morenas.
 
 
Outras, porém, de petalas de rosas, cobrem o caminho aonde deverá passar, mais tarde, o Anjo Protetor, que numa visita diária, faz solene sua chegada.
 
 
Espalha bondade, ternura, dando confiança e amor; é o regente de todas elas. Por entre alas formadas com disciplina, segue um menino oriental, vestido de prata e azul turqueza, que de seu turíbulo, faz sair fumaça de perfumes enebriantes, elevando-se ao alto numa consagração. Logo a seguir, de par em par, meninos e meninas, a todos com água divina, asperge.
 
 
É nesta solenidade, de encantadora paz, que o céu torna-se róseo, dando ao crepúsculo o nome da "Hora da Ibeijada".
 
 
Mais tarde, porém, no fim dessa cena, fecha-se o palco com a cortina negra da noite, bordada de estrelas representativas, cuja a Via Láctea simboliza as Crianças do Astral.
 
 

Hábitat
Jardim, praças floridas
Vibração
 Definição de situações
Assuntos Relacionados
 Todos
Atuação
 Favorece uniões, casamentos etc..
Parte do Corpo
 Todo o corpo
Data Comemorativa
 27 de Setembro
Dia da Semana 
 Domingos
Essências
Maçã, camomila, maçã-verde ( Ibeijada da Poeira )
Cores
 Rosa e Branco
Pedras
 Turmalina rosa .
Metal
 Prata, Ouro
Flores
 Todas as variedades de flores (rosas, tulipas, gerânios etc...)
Libação
 Água com açúcar
Imantação
Cuscuz, doces, balas, caramelos, etc....
Guias
I) 134 contas - 67 rosas e 67 brancas, intercaladas, para a vibração de ibeiji do sexo masculino.
II) 134 contas - 67 brancas, seguidas de 67 rosas, para a vibração de ibeiji do sexo feminino.
Observação: No tocante a Ibeijada, apor-se-á mais uma conta, no fecho, totalizando, portanto, 135 contas, dependendo da Falange que acompanha o protetor.
Exemplo:     Praia           - Conta Azul clara
    Mata            - Verde
             Poeira         - Azul escuro
                 Cachoeira   - Amarela, etc..


Na mística ironia do poder sacrílico de evocações, elegeram por errônea criação,e deram sabor proibitivo, as entidades que conhecemos como Exus e Pomba-Giras.
Se no temor que possa existir, dado por pessoas leigas, deixe agora nosso Povo em Evolução, que o conclame nesta pequena homenagem.
Larô Exus..., Gira-Girê Moças...
É mister se compreender, que são espíritos, buscando a elevação. Somente trabalhando e praticando o Bem, é que eles se elevam.


A Umbanda evolui e se apresenta culta, atual, superando os tabus e crendices que marcaram seus primórdios. Não mais se pode aceitar Exus e Pomba-Giras, com aspectos aterrorizantes, fantasmagóricos ou imorais, pelo contrário. E aí estão, os médiuns videntes a atestarem a presença desses Exus e Pomba-Giras.
Elas, se apresentam em trages Multi coloridos, podendo ser Ciganas de porte aristocrático, ou mulheres apenas comuns de porte vulgar. Dançarinas populares de Tabernas, enfim, amando a alegria e a noite.
Porque não chamá-las de "Espíritos Eternos das noites Felizes"?
E os Exus? Poderão ser os mais másculos homens, trazendo porém, em seu cavalheirismo, seu modo eloquente de falar, o encanto de conquistadores inconquistáveis. Que na passagem terrena, tenham sido músicos, poetas, pintores, e acima de tudo, Boêmios. Amantes da Liberdade.
Quem? Quem poderia agora, narrar o seu silêncio?


Nossos amigos em evolução, espíritos que, quando viveram na Terra, pertenceram a diversos povos e diferentes camadas sociais. A meu ver, portanto, não podem ser considerados exemplos de mau caráter ou de vulgaridade; também não devem ser confundidos com espíritos perturbadores, os infelizes quiumbas, que se encontram mergulhados na mais profunda negatividade. Exus e Pomba-Giras, ao contrário, são nossos amigos, dão-nos alento e proteção quando necessitamos de apoio espiritual e mesmo material.

 
Exus e Pomba-Giras, têm uma função expecífica junto aos espíritos evoluidos, aos guias superiores, protegendo-nos e levando-nos a possíveis realizações. Com as maneiras alegres, calorosas e compreensivas que apresentam quando manifestadas, essas entidades permitem que nos afinemos melhor com elas, tendo-as como amigas que nos cercam e protegem.
 
 
A existência de determinados tabus, contra os Exus e Pomba-Giras, revela apenas, profunda ignorância espiritual: todos querem receber espíritos altamente evoluídos, que se apresentam como médicos famosos ou cientistas importantes; mas muitos se negam a incorporar um espírito de baixa vibração, mesmo que venha no pólo positivo, embora com isso estejam prejudicando a evolução dessas entidades.
 
 
Tabus e práticas, oriundas de um tempo, em que havia a concepção errônea de que Exu era o Demônio. Que só queria fazer ou trazer o Mal. Os médiuns que trabalhavam com Exus, eram considerados perigosos, e ninguém se atrevia a chegar perto deles ou a desagradá-los, com medo de represálias. Até hoje, apesar de toda a evolução espiritual da Umbanda, ainda encontramos um grande número de centros que não trabalham com Exu, pois ainda aceitam estas idéias errôneas. No entanto, na realidade, Exus e Pomba-Giras, são entidades que nos auxiliam, desmanchando e afastando os trabalhos realizados pelos quiumbas. Entidades que, em geral, não revelam sua antiga identidade por razões espirituais, pela oportunidade de evoluírem mais rapidamente.
 

 
 
  O fundo musical desta página, foi preparado apartir do Cd "Na gira dos Exus e Pombagiras",
 
gravado pelos Ogãs do "A Caminho da Luz", e ilustra o 'toque' correto para atrair a vibração
 
desses nossos grandes companheiros espirituais.
 
 
As guias dos Exus e Pomba-Giras
 

Para os Exus e Pombagiras que atuam com falanges que dão preferência a trabalhos na Encruzilhada:
122 Contas ( 1 Vermelha seguida de 1 Preta).
Para os Exus e Pombagiras que atuam com falanges que dão preferência a trabalhos na Calunga:
122 Contas ( 1 Preta seguida de 1 Vermelha).
Para os Exus da Encruzilhada:
120 Contas ( 3 Vermelhas seguidas de 3 Pretas).
Para os Exus da Calunga:
120 Contas ( 3 Pretas seguidas de 3 Vermelhas).
Para as Pombagiras da Encruzilhada:
126 Contas ( 7 Vermelhas seguidas de 7 Pretas).
Para as Pombagiras da Calunga:
126 Contas ( 7 Pretas seguidas de 7 Vermelhas).




 
Nossos Queridos e Adorados Exus - Algumas Características


Hábitat: Encruzilhadas de Terra, Cemitério, Ambientes da Natureza
ImantaçãoExistem diversas, porém a mais comum é o Padé ou Ebó completo, normalmente à base de farinha de mandioca misturada ao Azeite de Dendê.
LibaçãoAguardente, Rum, Wisque, Graspa.
FloresCravos diversos.
SincretismoÑ há.
BanhosCanela (exus de encuzilhada)
              Cedro  (exus de Calunga)
AtuaçãoAjuda material.
VibraçãoProteção, guarda

Aroma Principal:Canela (exus de encruzilhada)
                          Cedro  (exus de Calunga)
MetaisFerro, aço (Exus das encruzilhadas);
            Mercúrio  ( Exus da Calunga)
Pedras: Ágata ( Exus das Encruzilhadas)
               Ônix  ( Exus da Calunga)
 Aroma Principal:Canela (exus de encruzilhada)
                          Cedro  (exus de Calunga)
Parte do Corpo Afetada pela Vibração: Pés e Mãos.




Homenagem ao Exu Veludo
(Representando todos os Exus de Umbanda)

Meu amigo, meu enigma, minha curiosidade!
Por vezes estamos num diálogo amistoso de verdadeiras descobertas; entretanto, um de nós é perdedor  - eu.
Cavaleiro imperioso e requintado, te apresentas aos meus olhos, alegre, forte, másculo, com sorriso franco, sarcástico e, por vezes, com uma irônica maldade, rápida e sagaz.
Desvendas as misteriosas cortinas do mundo; és atuante em todas as situações. Tiraz de mim a inércia, o desânimo, e fazes com que eu veja o mundo, aqui deste lado da Terra, bem melhor.
Na presença de tua vibração, escuto as melodias tangerem até mesmo as cordas do meu coração; dás-me a energia para a luta e envolves-me em tua capa contra os perigosos inimigos. Com teu sabre, agilmente cortas os empecílhos; com tua sabedoria, ceifas minha ingenuidade.
Saravá, Exu Veludo!
  
  

Nossas Queridas e Adoradas Pomba-Giras - Algumas Características
 
 Hábitat: Encruzilhadas em forma de "T", Cemitério, Ambientes da Natureza
 
Imantação: Existem diversas, porém a mais comum é o Padé ou Ebó completo, normalmente à base de farinha de mandioca misturada ao Azeite de Dendê, ou Aniz.
 
Assuntos Relacionados: Poder terrestre, assuntos materiais
 
Flores: Rosas de diversas cores, principalmente vermelhas.
 
Banhos: Verbena (Pomba-Giras de encruzilhada)
 
              Patchuli (Pomba-Giras de Calunga)
 
Parte do Corpo Afetada pela Vibração: Aparelho Digestivo
 
 
Aroma Principal:Verbena (Pomba-Giras de encruzilhada)
 
                          Patchuli (Pomba-Giras de Calunga)
 
Metais: Ferro, aço (Pomba-Giras de encruzilhada);
 
            Mercúrio  ( Pomba-Giras de Calunga)
 
Pedras: Ágata ( Pomba-Giras de encruzilhada)
 
               Ônix  ( Pomba-Giras de Calunga)
 
Sincretismo: Ñ há.
 
Atuação: Ajuda material.
 
Vibração: Proteção, guarda
 
Libação: Anis, Cidra e Licores Diversos




 
Homenagem a Pomba-Gira Cigana
 
(Representando todas as Pomba-Giras de Umbanda)

 
 
Cigana linda, que és dona da natureza, ardilosa no falar, de olhar penetrante que busca o interior de nossa alma: as diversas encarnações te levaram a conhecer os mistérios, a magia do mundo espiritual e, em tua evolução, procuras nos ajudar.
 
Quantos pedidos e clamores te fazem no dia-a-dia que, com o estalar dos dedos, qual castanhola harmonizada ou o tilintar de tuas moedas, atendes, dando solução para os problemas mais difíceis.
 
Rindo encantas, és atração mais forte que a própria luz. Em noites enluaradas, ao som mágico dos violinos, te apresentas em volta da fogueira brilhante, com a chama do amor e da verdade.
 
Em nossas mãos buscas, pelas linhas traçadas, desvendar o que o porvir nos assegura e, em tuas cartas, nos orientas no caminho a seguir; porém, quando a ti estamos ligados, repentinamente mudas de direção, esquecendo-te que és um oásis no deserto e por isso te pedimos: Cigana, deixa apenas por um momento de ser nômade e fica junto a nós.
 
 
Gira-Girê, Pomba-Gir

No Reino dos Pretos Velhos



Excerto de BITTENCOURT, José Maria. No Reino dos Pretos-Velhos. Rio de Janeiro, Pallas, 2003.
pretos_velhos.jpgA ORIGEM DO MAL

Havia na Côrte Celestial um anjo chamado Lúcifer, também chamado O Anjo Belo. O primeiro dos Querubins, possuidor de grandes conhecimentos o que o distinguia entre os demais anjos da Corte de Deus. Sucedeu que estranhos sentimentos de orgulho e vaidade começaram a penetrar no coração do Anjo Belo, levando-o a conspirar contra Deus, com o propósito de assumir o trono Di- vino. Não querendo o Pai Celestial eliminá-lo decidiu expulsá-lo do Paraíso, juntamente com os seus adeptos. Foi desta maneira que milhões de espíritos rebeldes, comandados pelo Anjo Belo, formaram o seu Reino.

O Positivo e o Negativo


Eis uma tese defendida por nós Umbandistas: Deus criou o Mundo, buscando em tudo a perfeição. Para que pudéssemos equilibrar a sua perfeição, foi estabelecida por Deus a dualidade, isto é, os opostos. Assim, em tudo existe o masculino e o feminino: Luz e trevas, água e fogo, polo negativo e polo positivo, etc. Isto posto, digo que também a nossa religião tem o seu lado oposto: Umbanda e Quimbanda. A Umbanda é o lado positivo, o lado bom da via espiritual, que conduz seus filhos pela estrada do bem até a presença do Supremo Mestre. A Quimbanda é o lado negativo, o lado oposto, com seus dogmas falsos, tendo à sua frente o Senhor absoluto das trevas sua Alteza Lúcifer, também conhecido como o Anjo Belo.

Saravá à Vossa Majestade,
Saravá ao seu Estado Maior,
Saravá ao Reino dos Exus. 


Tudo se transforma


Há uma Lei Universal, ditada pelo Pai Amantíssimo, Supremo Criador do Universo, segundo à qual nada permanece em seu estado primitivo; tudo se transforma. Assim sucede com a Quimbanda que, com o auxílio da Umbanda (lado positivo), procura elevar-se a um plano melhor. Procurarei exemplificar da seguinte maneira; Existe o que chamamos hierarquia, como Exército, assim: soldado, cabo, sargento, sub-oficial, aspirante, tenente, capitão, major, coronel, general e marechal. As denominações são permanentes, porém seus ocupantes são transitórios, pois periodicamente há promoções no corpo das tropas, passando o soldado a cabo, o cabo a sargento, seguindo a escala hierárquica até o limite máximo, isto é, o capitão e majores, por fim o general a marechal, sendo feitas as promoções por merecimentos.
Por outro lado, existem também os chamados Golpes de Estado, onde as promoções obedecem a outros critérios. Na Quimbanda sucede algo semelhante: Há promoções e Golpe de Estado, mas os postos honoríficos permanecem os mesmos. Os ocupantes dos diversos postos procuram se elevar em posto ou espiritual. Quando um posto é promovido, em espiritual é eliminado, daí passando a trabalhar na Umbanda como Caboclo ou Preto Velho. O Estado Maior da Quimbanda vive em transformações seguidas, a Sua Alteza (posto máximo ocupado pelo Maioral), já sofreu e vem sofrendo várias modificações dos seus ocupantes, pois, segundo dados colhidos, a Sua Alteza é sempre um jovem de 33 anos, esbelto, cabelos louros e de fina educação. Mas, como pode permanecer para sempre no seu posto, pois outros jovens cobiçam o Posto Máximo. Tecendo outras considerações, afirmo que há recuperação dos elementos, porquanto o Pai Santíssimo está sempre nos dando oportunidade para a nossa recuperação espiritual, nunca deixando de lado os filhos menos esclarecidos. Se existe a Quimbanda, é pelo fato de distinguirmos o bem do mal. Como poderia haver a distinção se houvesse apenas um polo? Portanto, a Quimbanda é em suma, um mal necessário, pois se constitui no primeiro passo de nossa elevação espiritual.

Quiumbanda


A quiumbanda se constitui num verdadeiro flagelo do espaço sideral e da Terra. Os membros desta hoste são os chamados Quiumbas, os serrafilas das Quiumbandas, onde a sua disposição em fazer o mal está sempre presente, pois é só o que sabem fazer. Tendo sido marginalizados do astral, procuram de todas as maneiras a infiltração na sociedade, a fim de saciarem os seus desejos mesquinhos, espalhando a confusão entre os seres humanos. Quiumbas são espíritos atrasadíssimos composto de diversas classes, sendo que muitos ainda não encarnaram uma única vez. Exímios em mistificação, muitas vezes fazem-se passar por Caboclos e Pretos-Velhos, e até mesmo por Exus. Mas, há a Polícia do Astral, sempre vigilante na defesa de sua jurisdição contra esses verdadeiros salteadores do espaço. Quando apanhados são mandados conforme o seu estado, para hospitais, escolas, ou, em alguns casos, para prisões' do astral. No entanto, o castigo da prisão costuma ser insuficiente para alguns. O que mais aterroriza aos Quiumbas é o perigo de não poderem encamar por um certo período, por isso é que fazem mil promessas aos encarregados da justiça do astral, buscando outra oportunidade de recuperação. Quando têm oportunidade de recuperação e não a aproveitam, são eliminados, isto é, impedidos de encarnar. Este é o maior castigo imposto a um Quiumba pela Polícia do Astral, nossos amigos Exus, que se encontram sempre vigilantes, protegendo-nos, juntos com a nossa generosa Umbanda. Por tudo o que foi dito, é fácil concluir que ser Exu é possuir um certo grau de elevação espiritual.

POR QUE OS ESPÍRITOS FUMAM E BEBEM EM TERREIROS?




"Umbanda tem fundamento, é preciso preparar"

a 


POR QUE OS ESPÍRITOS FUMAM E BEBEM EM TERREIROS? ISSO É COISA DE SERES ATRASADOS?

Texto de Pai Géro

Ola a todos, estamos aqui mais uma vez com nosso CONHECENDO A UMBANDA, onde nossa maior intenção é ensinar nossos  ritos com seus fundamentos sagrados pautados no bom senso, criando assim uma consciência religiosa. Mais uma vez agradecemos todo incentivo que nos esta sendo dado.

Hoje falaremos de um tema muito criticado por algumas vertentes religiosas que criticam o uso do fumo e da bebida dentro dos cultos umbandistas chegando ao ponto de julgarem os guias que se utilizam os mesmos como "obsessores e atrasados" alegando que estão ainda presos aos laços da matéria. Para esclarecer estas colocações precisamos deixar claro alguns pontos de vista.

Quando simplesmente acendemos um cigarro, charuto ou cachimbo pelo simples prazer de fumar, estamos entrando no lado profano destes elementos, ou seja, estamos alimentando um vicio que nos faz bem e dentre muitos casos já constatados não somente na umbanda, muitos seres "vampirizados" se utilizam destes elementos para ainda fora do corpo alimentarem os seus vícios que contraíram quando ainda encarnados, temos uma sugestão de leitura nos livros de ANDRÉ LUIZ psicografado por CHICO XAVIER  e do LIVRO DOS ESPÍRITOS codificado por ALLAN KARDEC que nos esclarecem bem e com muitos detalhes este assunto.

Na umbanda quando um guia pede, por exemplo, um charuto, antes de acendê-lo ele o "consagra", ou seja, lhe da um endereço energético despertando no mesmo 03 fatores importantes: A ERVA, O FOGO E O ASSOPRO.

A ERVA: Quando despertada em seu lado sagrado todos os elementos vegetais que compõem o fumo tem seu lado purificador e curador ativados, sendo bloqueado pelo guia que esta se utilizando do fumo os elemento nocivos que prejudicam o organismo.

O FOGO: A cinza do fumo se torna nas mãos do guia um excelente elemento consumidor de miasmas negativos que limpam o campo áurico de quem esta sendo atendido pelo mesmo, incluindo chacras e corpo físico.

O ASSOPRO: Guia não fuma, ele "pita", ou seja, a fumaça não chega a garganta do médium, mas sim, fica somente dentro de sua boca para que através do ectoplasma do médium ele possa formar o campo que vai retirar do local onde assopra as cargas negativas.

Toda esta prática é simples de se compreender quando o médium volta e não sente se quer o gosto do fumo em sua boca e não vicia, ou seja, não sente após o trabalho de atendimento a vontade de fumar charutos, cigarros ou cachimbos.

Quando nos referimos a bebidas alcoólicas a prática é a mesma, porém funciona de maneira diferente.

Se tomarmos o ponto de vista somente pelo fato de que uma garrafa de cachaça induz o individuo ao vicio estamos olhando pelo lado profano e não saudável.
A água ardente é nada mais, nada menos que um elemento vegetal, pois a cana de açúcar tem ligação com o solo e com a natureza em si e em muitos casos nas mãos de um guia de lei é muito usada para reter cargas extremamente negativas que já se encontram somatizadas nos campos de força do assistido.
Ai entra a questão do bom senso:

UM GUIA NÃO PRECISA TOMAR UMA GARRAFA DE PINGA PARA MOSTRAR SUA FORÇA E NEM PARA CONVENCER OS PRESENTES QUE ELE REALMENTE ESTA ALI, NA MAIORIA DAS VEZES ESTAS PRÁTICAS ESTÃO LIGADAS A SERES DESEQUILIBRADOS E MÉDIUNS INVIGILANTES QUE ACABAM SERVINDO DE "CANUDO HUMANO" PARA SATISFAZER A "SEDE" DOS PRESENTES.
Geralmente os guias se utilizam apenas dois dedos da bebida onde não a consomem, mas sim, a imantam com sua força despertando na mesma sua capacidade e força liquida vegetal absorvedora permitindo assim que possam trabalhar com a mesma sem se quer "degustar" seu paladar.

O desregramento e desequilíbrio de alguns médiuns fazem com que tais práticas não ligadas a umbanda se tornem um prato cheio para aqueles que vivem a procurar erros dentro de nossa religião para nos criticarem e o fazem com um motivo justo, pois o erro parte de dentro de casas onde o estudo mediúnico não é valorizado gerando tais exageros por parte de médiuns despreparados e que muitas vezes ai sim alimentam também o seu próprio vicio caso este que não existe se quer o transe mediúnico.

Como podem ver meus irmãos e irmãs bebida e fumo se utilizados dentro dos fundamentos sagrados da Umbanda não fazem o mal, nem nos ligam a seres atrasados.

Que Olorum nos cubra de bênçãos e que possamos sempre praticar nosso ritos dentro do bem senso e acima de tudo estudarmos mais nossa tão amada Umbanda.

Com meu abraço fraternal a todos

Pai Géro

O que é Orixá?



O que é Orixá


Orixás são elementos da natureza, cada orixá representa uma força da natureza.
Quando cultuamos nossos orixás, cultuamos também as forças elementares oriundas da água, da terra, do ar, do fogo, etc. Essas forças em equilíbrio, produzem uma enorme energia (asé), que nos auxilia em nosso dia a dia, ajudando para que nosso destino se torne cada vez mais favorável.
Sendo assim, quando dizemos que adoramos deuses, nós nos referimos a estarmos adorando as forças da natureza, forças essas pertencentes a criação do grande pai. Pai esse conhecido por nós como "Ólorun"ou Olodumaré (Deus supremo).

No Brasil, erroneamente,  diz-se que Oxalá é o pai maior. Na verdade, Oxalá é um dos mais velhos, Orixá Fun Fun* (Nota: quando nos referirmos a Ifá/Iyami, a fim de não criar confusões, pedimos que visitem o nosso portal Matriz Afro para ter esclarecimentos mais abrangente e técnicos sobre a senhoridade e Cronologia) Orisála por ser sincretizado no Brasil com Jesus Cristo, é cultuado como  "Orisá maior",  no Brasil o mais respeitado e o mais velho entre os Orixás.

A grande maioria das nações africanas anterior a era cristã, conheciam a existência de Ólorun como grande criador, ser fundamental.
Acreditamos que nosso Deus "é o todo". E o todo é a natureza e seus integrantes (animais, vegetais, homens, planetas, etc.);

Nota: Olorun está acima da vaidade pessoal e de religiões que buscam sempre monopolizar o seu poder.

Nosso Deus jamais pune seus filhos tão pouco os condena a fogueira eterna, também, nunca os entregou ao seu maior inimigo (Satanás) após cometer erros divinos chamado de pecados eternos, nosso Deus não destrói países e não aniquila civilizações de filhos amados por ciúmes quando não adorado, amado ou seguido...
Como pai, jamais deixaria de perdoar meus filhos, tão pouco, condenaria-os ao extermínio por erros que cometem ou possam cometer.
O verdadeiro pai perdoa, ensina, ama e protege seus filhos.
Portanto, nosso Deus é um pai mais perfeito que qualquer outro pai... Tão perfeito e superior que que não conseguimos associar-lo a imagens, planetas, Orixás, pessoas, etc. Nosso Deus é Universal, é um  "todo" inimaginável em forma,sexo, mas, sentido em energia e fé. Pois tudo a ele pertence e tudo dele nasce.

Como já havíamos comentado, nosso panteão nada mais é que a junção das energias de todo os elementos da natureza, cada elemento e força da natureza é por nós representado por um "Orixá", um antepassado divinizado, e cada energia se revela em caminhos através de "Odús", estes interpretados  por nossos sacerdotes que são iniciados em IFÄ e por anosm preparados para a intepretação, com fundamentos filosóficos e espirituais.
Orisá  não se limita ao Africano porém, por ser a África o berço da civilização humana, de lá nasceram as mais antigas energias, por muitas ramificações e associações como ZEUS(Grécia) a XANGÔ(Sango): Áres Deus da Guerra (Ogun); etc... A perpetuação do culto aos nossos Orixás se fazem presentes Hoje. Pois é a mais antiga e única religião ancestral que ainda se permanece viva e fiel a origem em filosofia e culto com muita aproximação ao seu berço cultural na Äfrica; que possui  a mais variada seguimentação de cultos associados e adaptados a culturas regionais de diversos países, como no Brasil onde possúi na maioria de seus cultos a Orixá, mesclagem com espiritismo, catolicismo, pajelança, catimbó etc. Ex: a Umbanda.
Outras,  mantendo-se fiel às origens, porém, buscando cada vez mais o resgate de conceitos e, "ingredientes filosóficos e espirituais" junto a Babalaôs e Oluwos africanos que vem ao Brasil e contribuem com a nossa cultura com ensinamentos que pelos séculos, aqui foram mesclados ou naturalmente distorcidos. Não podemos deixar de mencionar que muitos Babalaôs ficam espantados ao ver que ainda se mantém viva, nestes países, nomes, rezas, Orisás que a muito na Äfrica foram esquecidos e, mesmo com a modificação natural de cultuação pelas adaptações regionais/culturais em relação ao seu culto original, a lembrança e a perpetuação do nome e origem, ainda podem ser encontrados nestes cultos descendentes.
É  comum no Brasil associarmos pessoas  a influências de um ou dois Orixás específicos, dizendo-se  que a mesma rececebe esta energia e que isso  justifica a maioria de sua conduta e atos.
De certa forma, não é  inverdade esta associação, pois realmente Orisá exerce influência a quem está sobre o designio da sua energia em seu caminho. Porém, não podemos dizer que a pessoa que está sendo regida por determinado Orixá, que este mesmo seja FILHO exclusivo, pertencente  ao mesmo e, que por sua vez, seu destino esteja ligado as vontades do Orisá. Nossas vontades são regidas por nossa consiência, e nossa consciência alimentada por nosso ORI (Nosso Deus/Nosso EU) cujo as nossas escolhas e atos estão intrisecamente ligados a nossa personalidade e caráter, tais qualidades que Orisá algum têm o poder de modificar sem que nosso Ori esteja em harmonia com o universo.

Exemplo: Os filhos de Ossain possuem mais energia voltada para as curas e plantas do que os  filhos de Ogun que possuem por sua vez, detém mais energia voltado à armas,guerras, metais, ferramentas, etc.
 
"Em relação ao caráter e a harmonia de nossa consciência (Ori) com o universo e com os nossos semelhantes, gosto de usar uma frase/exemplo que vem a exemplificar bem  esta correlação entre Ori e Orisá.
- Uma pessoa filha de Ogun, pode ter a influência do Deus da Guerra em energia, portanto, são pessoas "inclinadas" a terem caráter explosivo, serem desapegados e gostarem de lidar com armas e ferro (metais); Nos aprofundando mais nesta analogia, por conseguinte, muitos policiais, bandidos, lutadores, são pessoas que sofrem mais influência desta energia.
Eis a grande pergunta: - O que diferencia a pessoa ser Policial ou Bandido, já que são influenciados pelo mesmo Orixá e podem até terem o mesmo poder "em mãos de uma ARMA/METAL"?
Resposta: O Carárer, a harmonia com o semelhante, consigo, e com o Universo... Enfim, "SEU ORI", seu "Deus pessoal" que lhe dará a consciência e discernimento para fazer o certo e seguir o caminho do bem... Mesmo que este venha a usar as mesmas armas dos que seguem o caminho da desarmonia..." Obanisé


Em resumo, quase todos os Orixás tiveram uma curta passagem pelo nosso mundo, sendo muitos ancestrais divinizados que após fatos heróicos ou divinos, e por possuerem energia extrema, maior que a capacidade humana poderia suportar, encantaram-se e/ou retornaram ao Orun (céu), deixando para nós segredos e ensinamentos, encurtando a ligação do material ao espiritual. Ligação essa que nós preservamos e usamos não só para nós, mas também para as pessoas que nos procuram, mesmo sem ter ligações diretas com a religião. Essas ligações são em sua grande maioria revelados por IFÁ, cujo veremos na parte relacionado a Odús.

Em nossa religião, é fundamental a integração com a natureza, pois quanto maior o contato com a natureza, maior será seu desenvolvimento, sua energia, seu asé e portanto, maior será o cordão (elo) de ligação com seu Orixá aproximando mais de Olorum (Deus criador/construtor de todo o universo).
Orixá significa também o caminho que nos guia em determinados pontos de nossas vidas, caminhos revelados por Ifá onde se faz necessário o devido culto para que os que dele necessitam, seguir e equilibrar sua energia durante o tempo que permanecerá no aiye (terra).
Entre todos Orixás, salientamos o de maior e incontestável importância que é ORI , seu Deus pessoal, sua identidade, sua consciência viva e presente, que antes de tudo deve ser muito bem cuidada, alimentada  e equilibrada para que se possa ter a consciência e o o equilíbrio mental para possuir ou ser conduzido na Energia pura de Orixá
(Orisá).
Finalizando: energia = natureza; natureza = Orixá; Orixá = caminho.
Texto Obanise 


HIERARQUIA DOS ORIXÁS




ORIXÁS

OXALÁ
Na Umbanda, Oxalá é o Orixá mais alto da escala hierárquica. Plano 7 e tem como vulto o próprio Divino Mestre - JESUS, e é representado nos pontos riscados, por uma estrela de cinco pontas, ou o Pentateuco.
Oxalá se apresenta na Umbanda de três formas diferentes, ou seja:
Oxalá Menino - OXAGUIAN - Sincretizado no Menino Jesus de Praga.
Oxalá Velho - OXALUFAM - Sincretizado por Jesus Cristo no Monte das Oliveiras.
Oxalá (Morto) - OXALÁ - Sincretizado por Jesus Cristo, depois de morto. O Governado excelso da 2a Galáxia.

Filho puro de Oxalá, não vibra, portanto não recebe incorporação. Jamais se deve representar Oxalá por uma cruz, pois ela representa as Almas que passaram na carne (Reencarnações).
Elemento e Força da natureza correspondente à esta linha, é o ÉTER e a LUZ.
Dia da semana de melhor vibração: sexta-feira
Chakra atuante: coronário
Planeta regente: Sol
Nota musical: si
Cor vibratória: cristalino, com raias douradas
Cor representativa: branco (roupas, etc.)
Cor da Guia (colar): contas brancas leitosas (miçangas)
Saudação: Babá-Ekê ou Aê-Babá
Negativo: Seu OMULÚ
Amalá: para Oxalá não se dá amalá, faz-se agrado com uma mesa de frutas, que não podem ter espinhos nem farpas: manga, abacaxi, morango, carambola, cajá-manga, etc. É o único Orixá que não exige matança, em tempo algum.
Otí : água mineral, vinho branco e vinho tinto (Sangue de Cristo)
Local de entregas: campo gramado, limpo


SENHORAS

As Senhoras são pertencentes ao Plano 6, segundo na escala hierárquica na Umbanda e se divide em quatro ramificações: OXUM, IEMANJÁ, IANSÃ e NANÃ

OXUM

Elemento e Força da natureza correspondente à Oxum é a força da cachoeira.
Dia da Semana: Ela atua todos os dias da semana de 0hs às 6:00hs, porém seu dia de maior vibração é o Sábado.
Chakra atuante: frontal
Planeta regente: Lua - no quarto de cheia
Nota musical: lá
Cor vibratória: azul (céu)
Cor representativa: azul (céu) - (roupas, etc.)
Cor da guia (colar): azul e branco
Saudação: Ai-ê-eu (olha eu)
Negativo: Dona Maria Padilha
Amalá: moqueca de peixe e pirão (feito com a cabeça do peixe)
Otí: água mineral
Comando da falange de Oxum: Cabocla Jupissiára
Local de entregas: cachoeiras
Representação no ponto riscado: coração ou cachoeira


IEMANJÁ

O elemento e força da natureza correspondente à Iemanjá, são as águas verdes (mares e oceanos)
Dia da Semana: Ela atua todos os dias da semana de 6:00hs às 12:00hs, porém o seu dia de maior vibração é o sábado.
Chakra atuante: frontal
Planeta regente: Lua (no quarto minguante)
Nota musical: lá
Cor vibratória: azul translúcido
Cor representativa: branco azulado (roupas, etc.)
Cor da guia (colar): cristal (branco)
Saudação: Ó dociaba ou Oiá
Negativo: Dona Pomba-gira
Amalá: vatapá ou manjar de milho branco
Otí: água mineral ou champanhe
Comando da falange de Iemanjá: Cabocla Jandira
Local de entregas: beira das praias
Representação no ponto riscado: ondas (vide abaixo)


IANSÃ

O elemento e força da natureza correspondente Iansã, são as tempestades, raios e ventos.
Dia da semana: Ela atua todos os dias da semana das 12:00hs às 18hs, porém o seu dia de maior vibração são a quarta-feira e o sábado.
Chakra atuante: frontal e cardíaco
Planeta regente: Lua (no quarto de nova) e Júpiter
Cor vibratória: amarelo-ouro
Cor representativa: amarelo (roupas, etc.)
Cor da guia (colar): amarelo e branco
Saudação: Heparrei
Negativo: Dona Maria Mulambo
Amalá: acarajé (não suporta abóbora)
Otí: champanhe (exclusivamente)
Comando da falange de Iansã: Cabocla Jussara
Local de entregas: beira de praia com pedras ou pedreira
Representação no ponto riscado: raios


NANÃ

Elemento e força da natureza correspondente à Nanã, são todas as águas e também o fluído animal.
Dia da semana: Ela atua todos os dias das 18hs às 0hs, porém seus dias de maior vibração, são os sábados e domingos.
Chakra atuante: frontal e cervical
Planeta regente: Lua (no quarto crescente) e Mercúrio
Cor vibratória: violeta ou roxo
Cor representativa: roxa (roupas, etc.)
Cor da guia (colar): roxa e branca
Saudação: Saluba Nanã
Negativo: Nanã Burucum (vide nota *)
Amalá: caruru sem azeite e bem temperado
Otí: água mineral, água natural ou champanhe
Local de entrega: igual ao das Almas
Comando da falange de Nanã: Cabocla Janaína
Representação no ponto riscado: uma cruz

NOTA: Nanã é conhecida na Umbanda, por dois nomes distintos:
Nanã Buruque, a positiva, Avó de Oxalá e Nanã Burucum,
a negativa, Mãe de todo Exu.
NOTA *: Ela é conhecida por dois nomes, pois ela comanda o ponto 0na escala das freqüências, sendo portanto o ponto de partida e retorno das ditas freqüências; porém não são duas, mas sim uma única vibração.
NOTA No 1: Na época de Lua Cheia, não se deve apanhar água na cachoeira, pois virá com lama e sedimentos.
NOTA No 2: Na época de Lua Minguante pode-se entregar descargas, porém nunca iniciar qualquer trabalho, pois o mesmo estará fadado ao fracasso.


IBEJI
As crianças são Orixás que pertencem ao Plano 5. É uma falange de espíritos que assumem em forma e modos, a mentalidade infantil. Como no plano material, também no plano espiritual, a criança não se governa, tem sempre que ser tutelada. É a única linha em que a comida de santo (amalá), leva tempero especial (açúcar). É conhecido nos terreiros de NAÇÃO (Candomblé), como ÊRES. Na representação nos pontos riscados, Ibeji é livre para utilizar o que melhor lhe aprouver, porém normalmente são usados dois símbolos, em conjunto ou isolados, que são o Sol e a Lua. A linha de Ibeji é tão independente quanto a linha de Exu.

O elemento e força da natureza correspondente à Ibeji, são todos, pois ele poderá, de acordo com a necessidade, utilizar qualquer dos elementos.
Dia da semana: domingo
Chakra atuante: cervical
Planeta regente: Mercúrio
Nota musical: Sol
Cor vibratória: vermelho
Cor representativa: rosa e azul escuro (roupas, etc.)
Cor da guia (colar): contas rosas e brancas, azuis e brancas, ou ainda, rosas, brancas e azuis em conjunto
Saudação: Ori Beijada
Negativo: Exu Tiriri
Amalá: doce de qualquer qualidade
Otí: guaraná, soda, água c/açúcar ou refrescos
Comando da falange: Doum
Local de entregas: jardins floridos ou beira de praia


XANGÔ

Xangô pertence ao Plano 4 da Umbanda. Representa a JUSTIÇA, na acepção da palavra.
Elemento e força da natureza: as pedras (vivas), pedreiras à beira mar, etc.
Dia da semana: quarta-feira
Chakra atuante: cardíaco
Planeta regente: Júpiter
Nota musical: fá
Cor vibratória: verde-musgo
Cor representativa: marrom e todas suas nuanças
Cor da guia (colar): marrom e branco
Saudação: Kaô Cabecile
Negativo: Exu Gira-mundo
Amalá: rabo de vaca, quiabo e camarão
Otí: cerveja preta
Local de entrega: pedreira
NOTA: A pedra de Xangô para estar viva, tem que estar com limo, lodosa, pois que seca ela morrerá, por essa razão, deve-se manter o OTÁ de Xangô, sempre imerso n'água, acrescentando sempre, não trocar a água.
Na representação dos pontos riscados, são usados três tipos de machados, como a seguir:


OGUM

Ogum pertence ao Plano 3 da Umbanda. É o Orixá guerreiro, que faz cumprir a justiça ditada por Xangô, combate as demandas, e é um Orixá muito belicoso.
Elemento e força da natureza: todos os metais, siderurgia, etc..
Dia da Semana: terça-feira
Chakra atuante: solar ou solear
Planeta regente: Marte
Nota musical: mi
Cor vibratória: laranja
Cor representativa: vermelho (roupas, etc.)
Cor da guia (colar): vermelho e branca
Saudação: Ogum-Iê
Negativo: Exu Tranca-ruas
Amalá: feijão fradinho, lombo e lingüiça
Otí: cerveja branca
Local de entregas: praia ou campina
A representação de pontos riscados é feita por espadas:


a) A espada do vértice do triângulo só é usada para demandas ou cobranças rápidas e de perto.
b) A lança do ângulo b, só é usada para demandas ou cobranças longas, demoradas e distantes.
c) A espada do ângulo c, é usada exclusivamente para apresentação, sendo também chamada de espada de desfile.
Pelo exposto, Ogum tem duas armas de ataque e uma de apresentação, e como proteção, usa Capacete (Elmo) e Escudo.


OXÓSSI

Oxóssi pertence ao Plano 2 da Umbanda, e representa o CONSELHO na acepção da palavra. Na linha de Oxóssi apresentam-se três tipos de Entidades, a saber: 1) Caboclo do mato. 2) Caboclo de rio. 3) Curumim (filho de caboclo de mato ou de rio, criança).
Elemento e Força da natureza: as matas
Dia da Semana: quinta-feira
Chakra atuante: esplênico
Planeta regente: Vênus
Nota musical: ré
Cor vibratória: azul
Cor representativa: verde (roupas, etc.)
Cor da guia (colares): verde e branco
Saudação: Okê Caboclo
Negativo: Exu Marabô
Amalá: milho cozido com mel de abelha, mandioca cozida e todas as frutas
Otí: cerveja branca, vinho tinto ou aluá (cachaça de milho)
Local de entrega: matas (ou ao pé de uma árvore)
Na representação dos pontos riscados, são usados três tipos de símbolos como a seguir:


ALMAS

As Almas, pertencem ao 1o Plano da Umbanda. Aí se encontram os Pretos-velhos, as Almas Cativas, as Almas Penadas e os Exus (batizados e coroados).
O Orixá das Almas é Seu Obaluaê (São Lázaro ressuscitado), porém na Calunga Pequena (cemitério) é subordinado de seu Omulú.
O Exu batizado, muitas vezes se apresenta como Preto-velho Cruzado, sendo que 70% dos Pretos-velhos que incorporam nos terreiros, são Exus batizados, que por evolução e mérito tem permissão para assim o fazer.
Elemento e Força da natureza: o fogo e a Terra
Dia da semana: segunda-feira
Chakra atuante: básico ou sacro
Planeta regente: Saturno
Nota musical: dó
Cor vibratória: violeta
Cor representativa: roxa ou carijó (roupas, etc.)
Cor da guia (colares): preta e branca ou lágrimas de Nossa Senhora
Saudação: Adorê às Almas
Negativo: Exu Pinga-fogo
Amalá: carne seca, assada na brasa, com farofa de farinha de mandioca torrada, peixe assado na brasa e mingau das Almas
Otí: café preto (forte, frio e sem açúcar), vinho tinto, vinho moscatel com mel de abelhas, cachaça com mel, etc.
Local de entrega: onde for determinado pela Entidade.
As Almas se dividem em: Santas, Benditas, Missionárias, Evolutivas, Apenadas, Zombeteiras e Trevosas.
Na representação dos pontos riscados, são usados três tipos de símbolos, como a seguir:


COMANDOS E REPRESENTAÇÕES DAS LINHAS DE UMBANDA
Por serem um conjunto de vibrações que atuam sobre todos os seres encarnados, as Linhas de Umbanda têm Comandos definidos e Representantes junto às outras linhas, para evitar entre choques e harmonizar melhor as freqüências, sendo o seu principal escopo o bem estar do ser encarnado. Ditos Representantes, comparam-se à Diplomatas com suas imunidades, e ascendência direta sobre os seus afins. A seguir damos a relação dos Comandos e Representantes entre as 7 Linhas da Umbanda.

LINHA DE OXALÁ

  1. Caboclo Tupi - Representante de Oxalá na Linha das Almas
  2. Caboclo Guarani - Representante de Oxalá na Linha de Oxóssi
  3. Caboclo Aymoré - Representante de Oxalá na Linha de Ogum
  4. Caboclo Guaracy - Representante de Oxalá na Linha de Xangô
  5. Caboclo Ubiratã - Representante de Oxalá na Linha de Ibeji
  6. Caboclo Ubirajara - Representante de Oxalá na Linha de Senhoras
  7. Caboclo Urubatão da Guia - Comando da Linha de Oxalá

LINHA DAS SENHORAS

  1. Cabocla Janaina - Representante das Senhora na Linha das Almas
  2. Cabocla Jupissiara - Representante das Senhoras na Linha de Oxóssi
  3. Cabocla Jupiara - Representante das Senhoras na Linha de Ogum
  4. Cabocla Jussara - Representante das Senhoras na Linha de Xangô
  5. Cabocla Jacira - Representante das Senhoras na Linha de Ibeji
  6. Cabocla Jandira - Comando da Linha das Senhoras
  7. Cabocla Jupira - Representante das Senhoras na Linha de Oxalá

LINHA DE IBEJI

  1. Yarirí - Representante de Ibeji na Linha das Almas
  2. Crispiniano - Representante de Ibeji na Linha de Oxóssi
  3. Crispim - Representante de Ibeji na Linha de Ogum
  4. Orí - Representante de Ibeji na Linha de Xangô.
  5. Doum - Comando da Linha de Ibeji
  6. Damião - Representante de Ibeji na Linha das Senhoras
  7. Cosme - Representante de Ibeji na Linha de Oxalá

LINHA DE XANGÔ

  1. Xangô Abomi - Representante de Xangô na Linha das Almas
  2. Xangô Aganjú - Representante de Xangô na Linha das Almas
  3. Xangô Alafim - Representante de Xangô na Linha de Ogum
  4. Xangô Kaô - Comando da Linha de Xangô
  5. Xangô Agojo - Representante de Xangô na Linha de Ibeji
  6. Xangô Alufam - Representante de Xangô na Linha das Senhoras
  7. Xangô Agodô - Representante de Xangô na Linha de Oxalá

LINHA DE OGUM

  1. Ogum Megê - Representante de Ogum na Linha das Almas
  2. Ogum Rompe Mato - Representante de Ogum na Linha de Oxóssi
  3. Ogum Guerreiro - Comando da Linha de Ogum
  4. Ogum de Nagô - Representante de Ogum na Linha de Xangô
  5. Ogum Dilê - Representante de Ogum na Linha de Ibeji
  6. Ogum Beira Mar - Representante de Ogum na Linha das Senhoras
  7. Ogum de Malê - Representante de Ogum na Linha de Oxalá

LINHA DE OXÓSSI

  1. Caboclo Arruda - Representante de Oxóssi na Linha das Almas
  2. Caboclo Pena Verde - Comando da Linha de Oxóssi
  3. Caboclo Araribóia - Representante de Oxóssi na Linha de Ogum
  4. Caboclo Cobra Coral - Representante de Oxóssi na Linha de Xangô
  5. Caboclo Guiné - Representante de Oxóssi na Linha de Ibeji
  6. Cabocla Jurema - Representante de Oxóssi na Linha das Senhoras
  7. Caboclo Pena Branca - Representante de Oxóssi na Linha de Oxalá

LINHA DAS ALMAS

  1. Vovó Maria Conga - Comando da Linha das Almas
  2. Vovó Arruda - Representante das Almas na Linha de Oxóssi
  3. Pai Benedito - Representante das Almas na Linha de Ogum
  4. Pai Tomé - Representante das Almas na Linha de Xangô
  5. Pai Joaquim - Representante das Almas na Linha de Ibeji
  6. Rei Congo - Representante das Almas na Linha das Senhoras
  7. Pai Guiné - Representante das Almas na Linha de Oxalá

Fontes:http://umbanda-candomble.comunidades.net/index.php
http://www.mortesubita.org/cultos-afros/textos-afro-religiosos/

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