TERAPIA DO GOLFINHO PARA CRIANÇAS AUTISTAS


Terapia do golfinho para crianças autistas



Golfinhos são um dos animais mais inteligentes do mundo. Pesquisadores descobriram que eles podem ajudar pessoas que sofrem de distúrbios neurológicos, especialmente de crianças autistas. Terapia do golfinho é reivindicada para aumentar as habilidades de fala e motor de crianças com autismo, no entanto, ainda é um tema controverso.
Golfinhos são populares na cultura humana por causa de sua aparência amigável e amável atitude, nos mitos gregos, golfinhos são ajudantes dos minóicos, mensageiros de Poseidon. Recentemente, Dr. Ken Marten no Sea Life Park no Havaí demonstrou que golfinhos podem reconhecer-se em espelhos e, eles também são sencientes, totalmente consciente, com linguagem complexa própria. Hoje em dia, os golfinhos estão entre as escolhas mais populares de terapia assistida por animais para crianças com autismo, síndrome de Down, depressão e outras inabilidades desenvolventes e problemas psicológicos. Em programas de terapia (DAT) golfinho assistido, crianças no espectro do autismo poderiam nadar com golfinhos em natatorium e tendo lições sobre a terra. Comumente, as crianças são encantadas mimar e brincar com golfinhos, mas não há nenhuma evidência científica para provar que a terapia do golfinho é eficaz.
Ele me fornece com esperança, mais do que qualquer coisa, disse Omar Ramos, cujo filho, John-Ross, tem autismo. Eu quero meu filho para ser capaz de experimentar um monte de coisas diferentes, e então dá-me muita esperança, especialmente quando eu vê-lo ser capaz de fazer coisas na água ou com o golfinho, mesmo com um computador.
Muitas crianças iria desfrutar da interação lúdica com um golfinho, no entanto, terapia do golfinho não pode curar o autismo como outras terapias. Mas, pode fazer as crianças felizes, por isso é ainda vale a pena tentar.

Sobre a terapia com golfinhos


A terapia com golfinhos é conhecida por ter trazido resultados positivos onde outras formas de tratamento falharam
Tom Brakefield/Stockbyte/Getty Images

A terapia com golfinhos é uma terapia alternativa que pode ser benéfica para pessoas que sofrem de deficiências físicas e mentais. Essa terapia surgiu na década de 1970 e tem crescido em popularidade. Acredita-se que nadar com golfinhos pode ser uma atividade terapêutica que precipita a cura. Esse tipo de terapia é conhecido por ter trazido resultados positivos onde outras formas de tratamento, tanto convencional como alternativas, falharam. Ainda assim, alguns debates permanecem sobre o que realmente facilita a cura de pacientes, bem como os efeitos do uso de golfinhos para tais fins.



Benefícios

Trabalhar com golfinhos tem ajudado a melhorar as habilidades motoras das crianças com deficiência, permitindo-lhes desenvolver uma melhor coordenação das mãos e olhos. A terapia com golfinhos levou algumas crianças autistas a se comunicarem quando elas foram totalmente indiferentes a outras formas de tratamento. Crianças com dificuldades de aprendizagem têm mostrado melhora depois de se engajar na terapia com golfinhos.

Características

A maneira em que a cura é dada através do trabalho com os golfinhos tem sido um assunto de muito debate. Várias teorias têm sido formuladas para responder à essa pergunta. Tais teorias têm incluído o efeito placebo, em suma, a capacidade da mente de influenciar o corpo. Por exemplo, a um paciente pode ser dado uma pílula feita de gelatina que não tem fins medicinais e dizer-lhe que é uma medicação para dor. A mente acredita que a pílula é um analgésico e a dor é aliviada. Mas os defensores fiéis da terapia com golfinhos acreditam que a cura acontece devido à capacidade única de cura desses animais.

Função

Uma teoria sobre os efeitos curativos de golfinhos concentra-se no ultrassom como o fator de cura primária. Acredita-se que o ultrassom da ecolocalização dos golfinhos (sonda utilizada para a comunicação e localização) penetra no corpo humano afetando o tecido e estimulando o sistema endócrino a gerar a cura. No entanto, ainda existem debates sobre a validade dessa teoria.

Evolução

Os golfinhos são criaturas muito inteligentes. Na verdade, as suas faculdades intelectuais podem ser mais comparáveis com as dos seres humanos do que imaginamos. Os golfinhos têm uma forma estruturada de comunicação dentro da sua própria espécie, podem viver em grupos familiares e precisam de companhia. Os golfinhos não são apenas uma espécie inteligente, mas são também muito compassivos.

Efeitos

Independentemente de como funcionam os benefícios de cura de trabalhar com golfinhos, não há nenhuma evidência científica de que esses benefícios terão efeitos duradouros. Talvez seja o sentimento sereno de bem-estar e paz interior que vem com as interações com os golfinhos que realmente facilitam o processo de cura.

Significado

Tendemos a olhar para os efeitos positivos da terapia com golfinhos para os seres humanos, mas e os golfinhos? Embora pareça que os golfinhos apreciam a interação com os seres humanos, eles ainda são mantidos e criados em cativeiro para gerar um grande lucro para aqueles nesse ramo do negócio. Algumas sessões de terapia com golfinhos podem ser muito caras. Em alguns países, os golfinhos são capturados, às vezes por métodos violentos e cruéis, para serem vendidos para fins lucrativos. Eles devem ser reconhecidos não só como uma forma de lucro através da cura, mas como criaturas belas, sensíveis e inteligentes. Com a falta de provas científicas para apoiar os benefícios da terapia com esses animais, alguns podem se perguntar se tanto os seres humanos quanto os golfinhos estão sendo explorados.
Fonte:http://www.ehow.com.br/sobre-terapia-golfinhos-sobre_270413/

Autismo: terapia com os golfinhos


  



Há milhares de anos que os golfinhos têm sido uma fonte de fascínio para os humanos. Algumas pessoas acreditam que o contacto com os golfinhos pode ter um efeito terapêutico para aqueles que sofrem uma escala de circunstâncias físicas e psicológicas.A interacção entre os humanos e os golfinhos remota já desde os tempos mais antigos. Conta-se a história de uma criança na Grécia,  Dionísio, que tinha como amigo um golfinho. Ia buscar a criança todos os dias á praia e levava-o às costas para brincarem no mar. Era um fenómeno local, todos sabiam e iam ver. Um dia o golfinho foi buscar o rapaz, mas avançou para muito perto da praia e ficou preso na areia. Como já não era novidade, não estava ninguém na praia. O menino tentou, sozinho, levar o golfinho de volta para o mar. Mas não tinha a força necessária, e o golfinho acabou por morrer.No mundo inteiro contam-se as mais diversas histórias sobre os golfinhos.

Nestes últimos anos, houve uma pesquisa na terapia com golfinhos, e aqueles que a receberam podem testemunhar os seus benefícios. A terapia com golfinhos é uma hipótese para jovens e adultos com condições diferentes, tais como autismo, síndroma de Down, paralisia cerebral, paralisia muscular, depressão, etc.
O que envolve?

A terapia com os golfinhos é muito mais do que nadar ou estar em contacto com eles. Todos os programas são acompanhados por terapeutas que observam cada paciente em particular, para assim os enviarem para específicos programas de tratamento de acordo com as necessidades de cada um.
Como funciona?
A terapia com golfinhos não tem como finalidade a cura, mas antes ajudar a aliviar sintomas. Amostras de sangue feitas antes e depois desta terapia mostraram que há uma enorme mudança a nível hormonal e enzimático naqueles que nadaram com os golfinhos. Como é que isto é possível ainda não é completamente conhecido. Algumas teorias avançam com base nos seguintes pontos:
- Terapia em ambiente agradável. Encontros com golfinhos evocam uma profunda resposta emocional e suscitam a libertação de emoções e sentimentos.
- Os golfinhos conseguem perceber as áreas de deficiência e trauma físico no corpo humano e motivam as crianças a usarem essas partes.
O Som

O princípio curativo é semelhante ao da terapia com som. Os ritmos e as vibrações facilitam as mudanças de humor. De acordo com o Dr. Cole, presidente da fundação "Aquathrough", nadar com golfinhos pode criar mudanças fisiológicas em células e tecidos do corpo humano. Explica também que os golfinhos têm um sonar natural e emitem ondas ultra sónicas para localizar coisas e comunicar (ecolocalização –explicada num post anterior)
Os sons emitidos pelos golfinhos são tão intensos que podem causar "cavitação" criando orifícios na estrutura molecular de fluidos e tecidos moles. Dr.Cole acredita que as frequências de sinal emitidas pelos golfinhos podem provocar um efeito profundo no cérebro humano modificando a actividade de ondas cerebrais. Foi notado que há uma maior sincronização entre o lado direito e esquerdo do cérebro: este pode facilitar o processo de aprendizagem.

Em Portugal, um dos casos mais mediáticos sobre este tema foi o caso do menino açoriano, o Afonsinho. Certo dia o seu pai, psicólogo numa escola, estava á janela pensando como entrar em contacto com Robiyn, responsável pela associação Renaskigi, e uma colega de trabalho convidou-o para uma palestra. Quando ela disse que o orador era o Robiyn aceitou logo. A partir dai ele, a esposa e o seu filho, Afonsinho, começaram a frequentar os cursos ministrados por Robiyn. Afonsinho era autista. O autismo é um transtorno do desenvolvimento que se manifesta tipicamente antes dos três anos de idade. Compromete todo o desenvolvimento psiconeurológico, afectando a comunicação e, assim, o convívio social. Apesar de ser irrequieto e perturbar as aulas, as melhoras eram evidentes.

Em 2000 viajaram até aos Açores para participarem num workshop – Harmonia com a natureza e o próximo – Nesse workshop estava organizado um trabalho de interacção com os golfinhos que vivem no mar alto. Os golfinhos vinham ter com eles e brincavam. Afonsinho adorou cada momento que esteve perto daqueles animais carinhosos e brincalhões.

No dia a seguir, o pai apercebeu-se que o seu filho estava a agir de forma diferente. Afonsinho, naquela altura com três anos e meio, nunca se tinha deixado beijar ou tinha beijado alguém. Nesse dia beijou o pai pela primeira vez.

Para Robiyn, as melhoras que ocorreram com o Afonsinho começaram com a prática das actividade dos workshops, mas culminaram com a ida aos Açores e a interacção com os golfinhos. Existem alguns casos de crianças autistas que fizeram a mesma terapia com golfinhos e não obtiveram os resultados iguais aos de Afonsinho. É que hoje ele é uma criança “normal”, vai á escola, tem amigos e adora brincar.

Possível Teoria


Esta interacção entre os animais e o homem está a receber uma especial atenção por parte da medicina. Os resultados desta terapia já são visíveis em casos como o autismo, a surdez e o síndrome de Down.Segundo alguns médicos e psicólogos do Centro de Terapia Golfinhos-Humanos de Miami, existem várias teorias sobre o fenómeno. Uma das possíveis explicações é que os golfinhos utilizam a sua capacidade sonar para identificar desordens neurológicas nas pessoas.Mas segundo esta teoria, esses sons emitidos pelo golfinho deve ter também a capacidade de curar, já que ao se reflectirem nos objectos regressam para eles e são captados pela mandíbula inferior, que, por sua vez, vai transmitir a informação sonora ao cérebro. Desta forma, o golfinho consegue criar imagens sonoras a partir dos diferentes objectos atingidos pelo seu sonar (estrutura molecular dos fluidos e tecidos macios).

Através dos resultados de alguns testes sobre a interacção dos golfinhos e pacientes que sofrem de cancro, concluiu-se que ocorreu uma espontânea e inexplicável regressão da doença.

Os médicos mais cépticos, acreditam que os resultados desta terapia deve-se simplesmente à sensação de relaxamento proporcionada pela interacção com estes animais. O relaxamento estimula o sistema imunológico, o qual é o responsável pelas reacções do organismo humano.

Fonte: Sapo- Saúde



MÉXICO

Golfinho ajuda tratamento de criança autistapor MAJA WALLENGREN

Agência Reuter


CIDADE DO MÉXICO - Inicialmente impressionado com a aproximação daquele grande animal, Francisco Javier Reyes, de sete anos, gritava histericamente, chamando por sua mãe. Mas ele foi relaxando gradualmente à medida que o golfinho se aproximava, tocava seu rosto e seu cabelo e cantava uma melodia característica destes animais. Em uma fração de segundos, a criança, autista, parou de chorar e, por um breve momento, seu sorriso pairou no ar.
O uso da "Terapia do Golfinho" para auxiliar no tratamento de crianças autistas ou deficientes mentais aumenta a capacidade de aprendizagem destas. Além disso, psicólogos vêm adotando esse tratamento com freqüência nos últimos anos. Em Delfinario, no México, os cientistas já utilizam esta terapia não ortodoxa há 25 anos.
"Ele é seu amigo", disse o terapeuta Frederico Quiroz a Francisco. Ele fala lenta e calmamente ao garoto enquanto tenta ludibriar o golfinho macho de oito anos que nada perto de onde está Francisco. Tudo está calmo na piscina. Os três golfinhos - Holbox, Venus e Chispa - nadam graciosamente, enquanto os terapeutas coordenam os movimentos de três crianças. Então Francisco, que aos sete anos ainda não aprendera a falar, lentamente começa a emitir seus primeiros sons.
"Não podemos comprovar cientificamente este método de tratamento, mas, depois de três sessões com os golfinhos, Francisco está cada vez mais concentrado e menos dispersivo", disse o Dr. Misael Vilchis Quiroz, que dirige o centro de tratamento de Delfinario. "Os resultados até aqui são considerados muito bons. Para 90% das crianças as melhoras vêm muito rapidamente.
RESULTADOS VISÍVEIS - Os psicólogos estão tendo dificuldades para explicar cientificamente como os golfinhos auxiliam as crianças, mas os resultados são visíveis. Radiante com a brincadeira, Patricia Codines Palacios, mãe de Mario Alberto, de dois anos, diz que seu filho ficou muito mais bagunceiro do que antes do tratamento com os golfinhos.
Para muitos pais, isto poderia significar um distúrbio em desenvolvimento. Mas para os pais que pagam US$ 430 por oito sessões de terapia é muito prazeroso perceber que seus filhos descobriram repentinamente que existe um mundo às suas voltas. Há poucos meses, as coisas eram um pouco diferentes para garotos como Francisco, Mario Alberto e muitas outras crianças que nascem com deficiência mental, autismo ou Síndrome de Down.
A maior parte do tempo destas crianças era dispendida em um mundo particular, isolado do mundo exterior. Agora, elas estão se abrindo para este mundo cheio de sons, imagens e cores que mais confundem do que divertem. E elas desenvolveram habilidade suficiente para conectar sons e palavras após os encontros com os golfinhos.
Ainda incapaz de falar muito, David Uriel Gomez Garcia, de seis anos, presta muita atenção à pergunta de um visitante: "O que são estas criaturas que você vê na água?". "Peixes", responde ele, antes de voltar ao seu próprio mundo no qual os outros não podem penetrar.
David Uriel ainda tem um longo caminho a percorrer. Mas o psicólogo norte-americano David Nathanson, um dos primeiros a ministrar a terapia dos golfinhos no final dos anos 70, disse que estes animais auxiliam as crianças no processo de desenvolvimento. "Muitas crianças deficientes mentais têm mais capacidade para o aprendizado do que imaginamos, mas não sabemos se elas percebem isto", disse Nathanson, que dirige os programas de terapia dos golfinhos aplicada em humanos no Aquário Marinho de Miami.
Os golfinhos têm o segundo maior cérebro entre os seres vivos, em relação proporcional ao corpo, ficando apenas atrás dos seres humanos. Eles são muito inteligentes e sabem como lidar com crianças pequenas, principalmente deficientes, além de serem gentis e carinhosos.
Nathanson afirma que os golfinhos ajudam as crianças a pularem para o estágio seguinte na terapia em um curto período de tempo. Depois disto, o terapeuta deve seguir com seu tratamento. "Pegamos crianças que não sabem falar e elas começam a pronunciar algumas palavras depois de apenas duas sessões. Os golfinhos são uma poderosa motivação para as crianças. Eles fazem com que elas relaxem.
No Centro de Pesquisas de Golfinhos, em Grassy Keys, na Flórida, os membros se mostraram satisfeitos com os resultados. "Não há dados científicos confirmando que este progresso ocorre quando os golfinhos estão juntos das crianças, mas alguma coisa está acontecendo e o que eu vejo é um resultado maravilhoso", disse Laura Catlow, uma das administradoras do centro.
Milton Santini, pioneiro das pesquisas, inaugurou o centro em 1958 e, hoje, oferece diversas atividades para os interessados nestes animais, que podem viver por 40 anos.
Em Delfinario, no México, Misael Vilchis Quiroz disse acreditar que parte do sucesso da terapia é proveniente da alta freqüência dos sons emitidos pelos golfinhos, que ajudam as crianças a relaxar.
Nathanson não está muito certo disto. Ele simplesmente acredita que o contato estreito com animais sensíveis como os golfinhos estimulam as crianças. Mas ele diz que os ultra-sons representam um aspecto interessante. "Não há base científica, mas a sonoridade dos golfinhos é poderosa. Utilizá-la terapeuticamente é uma idéia interessante. Talvez no futuro, ela possa se mostrar dona de um grande potencial".
Quando Nathanson aplicou pela primeira vez a terapia dos golfinhos, havia uma grande dose de ceticismo. Mas, hoje, ele diz que as evidências são claras. As crianças aprendem mais rapidamente com os golfinhos na água do que com os psicólogos nos consultórios. Para Aldo Quintana, 12 anos, que iniciou a terapia por ter uma mente hiperativa, os motivos para esta terapia alternativa são óbvios: "Os golfinhos são alegres e eu os adoro!".



    Uma comunicação diferente
    Os golfinhos sempre exerceram um grande fascínio sobre o estudante de Psicologia da Ulbra/Canoas, Luiz Felipe Zanette. Sempre teve um imenso interesse em sua comunicação, sons, sociabilidade e inteligência e seu impacto na vida humana. Segundo ele, são seres que despertam sentimentos muito importantes para nós, como lealdade, sinceridade, alegria e amor.
    Trabalha há alguns anos com a preservação e estudo destes seres pelo planeta e realiza estudos de seu comportamento e monitoramento na cidade do Passo de Torres-SC. Recentemente foi selecionado para estagiar na Dolphin Human Therapy, em Key Largo, Flórida, EUA, importante instituição que trata de crianças com os mais diversos diagnósticos usando como elemento motivacional os golfinhos. Como primeiro e único representante da América do Sul a ser aceito como estagiário, Luiz Felipe fala mais aos leitores sobre este trabalho.

    Porque te interessastes por este trabalho?  Além de conjugar as duas áreas pelas quais sou apaixonado que são os golfinhos e as criançaas portadoras de necessidades especiais, esta terapia traz resultados incríveis.Possibilitando tratar as pessoas em um ambiente mais natural e agradável com estes seres. Poder trabalhar junto à profissionais tão competentes, ao lado de golfinhos que estão ajudando os seres humanos, ainda mais as crianças em seu processo de cura é algo maravilhoso. Um trabalho terapêutico em que dois seres de diferentes espécies se encontram no intuito de se ajudarem mutuamente, uma verdadeira cooperação interespécies.
    Qual o critério de seleção da instituição? Existem brasileiros trabalhando lá? O processo de seleção é muito rigoroso, sendo baseado prioritariamente na experiência profissional, trabalhos já realizados, em conhecimento na área, realizar severas tarefas ao mesmo tempo, possuir boas qualidades de observação e rememoração, escrever artigos científicos, atingir metas em tempo curto e também trabalhar bem não só em equipe como individualmente. O processo de seleção levou quase um ano, concorrendo com profissionais e estudantes da área da saúde do mundo todo. fui o único representante da América do Sul.
    O que é a Dolphin Human Therapy ? Qual o objetivo deste trabalho? É uma empresa privada que provê terapia integral e individualizada com golfinhos para a reabilitação de crianças portadoras de necessidades especiais e adultos. Desde 1989 vem conduzindo mais de trinta mil sessões terapêuticas com pessoas de até então 54 países. O objetivo é a recuperação dos pacientes. Sendo priorizado o tratamento das habilidades motoras, tanto as mais grossas como as mais delicadas, resposta afetiva, discurso e linguagem, interação social, comportamento, contato olho-no-olho e auto-confiança.
    A quem é direcionado este trabalho? A Dolphin Human Therapy trabalha com famílias do mundo todo. O quadro clínico atendido é muito extenso, incluindo depressão até pacientes extremamente incapacitados. As patologias mais comuns são paralisia cerebral, síndrome de Down e autismo, embora muitos participantes tenham múltiplos diagnósticos. Atualmente estão sendo conduzidas pesquisas no atendimento de pacientes com câncer. Não só crianças, mas também adultos e familiares do paciente são atendidos.
    Quais os resultados obtidos? São alcançadas melhoras significativas nos quadros atendidos, como aumento da auto-confiança, maior interação social, contato olho-no-olho, maior resposta afetiva, melhora dos movimentos corporais e da linguagem, melhora em quadros de câncer, crianças autistas que falam suas primeiras palavras, apenas para citar alguns. Muitos destes resultados nunca antes alcançados em anos de terapia convencional. O resultado é tão positivo que para receber esse tratamento enfrenta-se uma lista de espera de até sete anos.
    Qual a qualificação dos profissionais que lá trabalham? O fundador e coordenador da instituição é David Nathanson, PHD em Psicologia. Toda equipe profissional é formada por phds, doutores e mestres em diversas áreas. Até mesmo neuro-cientistas como David Cole.
    Como os golfinhos podem ajudar os seres humanos em inúmeras patologias? Em um ambiente adequado, com profissionais competentes e um correto programa terapêutico, os golfinhos podem ajudar primeiramente como elementos "motivacionais", relaxando e aumentando a atenção dos participantes tão necessárias ao sucesso do tratamento, com suas brincadeiras e sons. Segundo eles possuem um sonar natural(ecolocalização) que pode literalmente ver dentro de algumas estruturas como é o caso do corpo humano, eles percebem quando uma mulher está grávida, podem identificar alguns tumores e até mesmo ver nosso cérebro. Somado à isso também possuem uma capacidade única de emitir sons que penetram o corpo humano e o cérebro de forma a estimular extremamente o sistema imunológico, ambos os hemisférios cerebrais deixando-os mais sincronizados, causar mudanças nas ondas cerebrais, além de estimular partes importantes do cérebro no processo de recuperação dos pacientes. Segundo o neuro-cientista David Cole, que trabalha na equipe de Nathanson, a energia contida nestes sons teria a capacidade de cura. "é uma energia suficiente para fazer buracos na estrutura molecular de fluidos e tecidos macios", explica. "Então uma hipótese que começa a tomar forma mostra que esses sons alteram o metabolismo celular do corpo humano, causando a liberação de hormônios e endorfinas, ou mesmo estimulando a produção de células-T(defesa imunológica).
    Existe alguma explicação científica para este trabalho? Todo este trabalho é baseado em dados e estudos científicos. Existem muitos estudos no mundo inteiro, estudos de casos acompanhando o progresso dos quadros clínicos, estudos comparados com os tratamentos disponíveis, bem como estudos neurológicos em que se confirmam alterações na estrutura cerebral dos participantes.
    Tu podes nos citar casos de curas obtidas com este trabalho? Os profissionais da instituição são muito prudentes ao falar em cura, ainda mais quando se trata de patologias tão severas, é algo muito delicado. A definição de cura também varia muito de uma corrente terapêutica para a outra. Posso citar como exemplos de curas a resolução de depressões severas e quadros de ansiedade que duraram muitos anos. Nas patologias mais debilitantes podemos falar em melhoras impressionantes em muitos casos em que o tratamento convencional surtiu pouco ou nenhum efeito, como no caso de uma criança autista que nunca havia sorrido antes e depois de uma sessão de nado com os golfinhos expressou um sorriso. Crianças que nem sequer olhavam nos olhos de seus familiares que passaram a olhar, outra após muitos anos de tratamento convencional com apenas duas sessões de terapia com os golfinhos emitiram suas primeira palavras.
    Como acontece na prática este trabalho? O programa terapêutico tem muitos componentes. Primeiramente é feita uma consulta com a equipe de terapeutas, o paciente e sua família a fim de moldar o prógrama mais adequado para cada caso. Depois se estabelecem as prioridades do tratamento com base nas necessidades do participante. Paralelamente ao tratamento, são conduzidos workshops com os parentes. Antes de cada sessão são revisadas as prioridades e depois das sessões são avaliados os resultados. A terapia é conduzida uma vez por dia, de segunda a sexta, em um período que pode ir de duas a quatro semanas ou mais. As sessões diárias incluem terapia dentro e  fora da agua. Durante este tempo a criança/adulto entra na piscina sempre acompanhada pelo corpo profissional e os golfinhos vão emitindo seus sons enquanto brincam e tocam a criança muito suavemente. Mais detalhes da terapia poderei contar quando retornar do estágio.
    No Brasil existem trabalhos nesta mesma área? Onde são realizados? Até onde sei existem apenas trabalhos de observação e no máximo nado com golfinhos em mar aberto, na maioria voltados para o turismo. Não existe nenhuma instituição com este trabalho.
    Todos os golfinhos são "curativos" ou alguma espécie em especial e porque? Acredito que todos os golfinhos despertem em nós sentimentos maravilhosos, muitas vezes curativos. Mas no caso da terapia em si, a espécie que mais se adapta a este trabalho é o tursiops truncatus, golfinho nariz de garrafa, o famoso Flipper da televisão e dos parques aquáticos, pois é a espécie mais sociável e inteligente. É um golfinho muito observável em nossas praias aqui do sul, principalmente em Torres e Tramandaí onde realizam pesca em cooperação com os seres humanos, comumente chamados de botos.
                                                                                                                                                 Elisa Dorígon