ORÁCULO E MEDITAÇÃO NAVI : A NATUREZA DO TRABALHO DA TRIBO NAVI



Tribo Navi


A Tribo Navi é um grupo vinculado a milenar tradição dos povos do deserto (Tradição Massoret Navi), cujas raízes estão ligadas historicamente aos antigos arameus.
A Tribo Navi se dedica ao ensino da antiga Kabalta Kianá, que é uma sabedoria mística milenar que fazia parte de um tempo em que a humanidade se comunicava plenamente com o Sagrado por intermédio da natureza.

Meditação Naví


No mundo antigo o Sagrado era reconhecido nas forças da natureza. A Kabalta Kianá é uma visão espiritual pautada nestes valores. Tais valores envolvem a necessidade de reeducarmos o nosso olhar para o mundo dos fenômenos naturais como sendo uma expressão máxima da vontade Divina.
Entre essas forças podemos citar os ventos. Quando mencionamos os “ventos” nos referimos a algo que implica em um entendimento bem mais extenso e profundo. Ventos na visão no homem de tradição são inspirações de emanam do Sagrado e que atravessam o mundo e as criaturas, levando-as a agirem e a submeterem-se a determinados impulsos. Para os antigos neviim, os ventos são poderosos aliados espirituais.
Os ancestrais da Tradição Mashilma Naví nos deixaram um poderoso legado de informação, com a revelação de que existem 72 ventos que circundam o mundo, e que cada um desses ventos teria a propriedade de nos submeter a uma vontade do Sagrado.
Quem pode utilizar esta “ferramenta”
Seguindo a total contra mão de toda a tendência contemporânea que afirmaria com bastante ênfase que “qualquer um poderia fazer uso de tal ferramenta”, minha afirmação segue um caminho oposto. Com isso procuro me esquivar e certamente afrontar a falácia da estrutura do pensamento contemporâneo que dispõe as questões de grandeza espiritual como “ferramentas” para a plena utilização de quem quer que tenha vontade.
Primeiramente seria de bom grado introduzir que em se tratando de questões de espírito não existem “ferramentas”, uma vez que as ferramentas são peças distintas de servem a vontade humana de ajustar e submeter uma engrenagem. A falsidade de tal argumento consiste no fato de que as questões do espírito não são utilitárias, ou seja, não existem para o nosso serviço. Muito embora esta afirmação, seja desesperadora para o homem contemporâneo que a muito transformou o Sagrado em sua imagem e semelhança e um instrumento utilitário para o cumprimento de tarefas de baixa importância e para as questões de nossas particularidades, acredito que seja chegada à hora de atentarmos que o Sagrado não se dispõe a nós. Somos nós, que com muito esforço, sacrifício e dedicação em algum dado momento, podemos nos dispor ao Sagrado.
Outro assunto de grande importância consiste no fato de que as questões da espiritualidade não serem questões de “vontade”. É impossível constituir um caminho de espírito construído no ideal de vontade. Só é possível constituir alguma coisa relevante e consistente por intermédio do senso de dever.
Tendo desta forma apresentado essas questões eu posso então afirmar que não é qualquer um que teria a propriedade para utilizar as contemplações dos 72 Sopros. Faz-se absolutamente necessário que o aprendiz esteja disposto a livrar-se das vontades do eu e que seja genuinamente interessado em submeter-se do Sagrado. Só a partir daí é que se pode estabelecer uma relação própria com os 72 Sopros de Elohim.
Partindo deste pensamento, ao contemplar uma meditação para CURA, você não pode supor que através dela conseguirá o bem estar para os seus males. Mas sim, que por intermédio desta meditação poderá estará indicando ao Sagrado a sua submissão a energia de CURA e a tudo o que essa energia se dispõe a manifestar em você.



Oráculo Navi


Há milhares de anos o homem vem em uma busca de sentido para sua vida.
Atualmente muitas formas desesperadas de resgatar um sentido para a existência, não passam de tentativas ilusórias,
pois focam em acabar com as únicas coisas com as quais podemos aprender em como ter uma vida significativa,
aprendendo a lidar com a nossa solidão, nossas dores e com a morte.
Para esse aprendizado os antigos ja buscavam orientação com os ancestrais por meio de oráculos.
O Oráculo Navi é um desses meios de orientar-se com os ancestrais para o sentido essencial da vida.
Oráculos, assim como toda a espiritualidade, tem o objetivo de lhe dar lucidez!
Nada mais do que isso, qualquer coisa que lhe seja prometida, além disso, é a deturpação da essência do caminho.
É preciso saber como ir á um oráculo, saber que muito provavelmente não ouvirá o que lhe agrada.
Humildade e atenção são fundamentais para a escuta do que lhe diz um oráculo.
Dedique-se a transformar em experiência tanto o que está de acordo com suas expectativas e também o que não está.
Mas será que você está apto a ouvir o que os ancestrais tem para lhe dizerem?
Konsi significa concha em ikle, dialeto da tradição Mashilma Naví, tradição ancestral do deserto.
Neste oráculo de mais de 5000 anos você recebe orientações dos ancestrais sobre a sua vida (espiritual, afetivo, trabalho e saúde). Além disso, pode fazer perguntas.
Os ancestrais eram homens e mulheres que falavam com as árvores, ventos, pedras, rios, animais…e os escutavam, sabiam como aprender com tudo pois nada era descartado ao contrário de hoje em dia que quase tudo é descartado e assim caminhos cada vez mais cegos e surdos, ou seja, menos lúcidos.
Konsi Alaha, é outro oráculo, o oráculo dos deuses.
Na mitologia ancestral existem 12 deusas. Neste oráculo você saberá qual divindade rege sua cabeça, braços, pernas e o seu coração. E terá as informações dos ancestrais sobre porque cada deusa é a regente sobre você e o que isso quer dizer para sua vida.
“Quando obtemos uma resposta, é aí que começa o nosso trabalho!” – Mario Meir



A Natureza do Trabalho da Tribo Naví.


triboss
SOBRE NÓS
A Tribo Naví é um grupo ligado a Tradição Mashilma Naví. A tradição Mashilma Naví está ligada as bases da tradição mística do deserto. Uma tradição descrita nos textos bíblicos e que se ligava ao mundo espiritual através das forças da natureza.
Abraão, Sara, Jacó, Rachel, Lea, Zilpa, Bilha, Moisés, Mirian faziam parte de uma tradição mística bem distante dos conceitos teológicos adotados hoje em dia.
A maior parte dos conceitos da chamada Cabala Judaica, foram formados na Idade Média. E foi justamente na Idade Média que surgiu um pensador da tradição, apontando para a necessidade de olharmos para o que havia no tempo do deserto, a mística ancestral primordial.
O nome desse pensador era Yvraham Abuláfia, um sábio e místico de nossa tradição que em pleno século XIII indicava um retorno ao pensamento essencial.
A Tribo Naví é fruto deste pensamento e devotado a reconstrução de uma base espiritual que buscava retomar a linguagem do Sagrado, aquilo que era conhecido como um retorno ao Gan Éden (Jardim do Edem).
O que estudamos?
*Estudamos o texto bíblico em sua linguagem mais antiga, existente ainda na base do tronco linguístico cananeu e que posteriormente tornou-se um dos dialetos do arameu, os antigos chamavam essa língua de ikle. Todos os nossos rituais e canções são feitos na língua antiga. Quando olhamos o texto à luz da língua antiga, uma gama de mistérios e códigos se abrem diante de nossos olhos.
*Interpretação da Torá, que chamamos de K´tawa Yihawehá, com base na sabedoria mística denominada Kabalta (Cabalá).
*Resgatar a forma de meditação dos antigos homens e mulheres do deserto. Forma de vocalização, cantilação e respiração no uso dos 72 Nomes Sagrados.
*Resgatar uma reflexão diferenciada sobre a cura e o ato curador, tendo como base a reintegração do ser ao mundo natural. Aprendizado e formação em técnicas de auto-cura, além do uso da energia das mãos através da antiga sabedoria de cura conhecida por Awapi.
* Resgate de ritos e sobretudo o papel do feminino dentro da tradição, bem como a reconstrução das bases teológicas dos povos bíblicos bem antes do estabelecimento de um monoteísmo patrelinear.
* Pensar e introduzir um modo de vida tribal (como os povos bíblicos) através de reflexões ligadas a sustentabilidade, retorno à natureza e desenvolvimento de dons.
*O resgate da arte milenar e seu papel fundamental no desenvolvimento espiritual. Poesia, música, pintura e dança.
A sabedoria mística de nossa tradição chama-se Kabalta Kianá, que é a raiz e a base da sabedoria da Cabalá. Portanto, se for do seu desejo conhecer as bases desta antiga tradição, venha nos fazer uma visita.
A Tribo Naví é a continuação do trabalho da Academia de Cabalá, primeiro grupo de ensino de Cabala Contemplativa da América Latina e responsável pela formação de boa parte dos atuais professores e mestres de Cabalá da atualidade. É também a continuação histórica do trabalho de Abuláfia e sua visão sobre o futuro da tradição cabalista.
Mais do que um grupo, somos uma família.
Nossa intenção é formar pensadores, homens e mulheres de tradição.
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t Naví
Sobre nossas origens históricas:
O trabalho da Tribo Naví é a resultante do trabalho iniciado por Yvraham Abuláfia na intensão de um resgate da tradição original. Os elementos deste resgate consistia na necessidade das futuras gerações retornarem às bases mais antigas da tradição essencial. Algumas centenas de anos se passaram desde o início do trabalho iniciado por Abuláfia. De lá para cá, diversos mestres se dedicaram a transmitir as idéias originais da tradição contemplativa. Inicialmente o trabalho se dedicou a resgatar as meditações proféticas (naví) e em seguida as quebras que deveriam ser feitas com os padrões tradicionais e ortodoxos da religião judaica. 
O trabalho chegou até Daniel Benari com o objetivo de passar por profundas mudanças estruturais que só vieram a acontecer através de seu discípulo Mario Meir.
No ano naví de 5765, Mario Meir se dedicou a um mergulho ainda mais profundo nas pretensões de Abuláfia. À partir deste ano a assim conhecida Academia de Cabalá, que era uma instituição acadêmica devotada a ensinar a sabedoria da Cabalá Yunit (contemplativa) ou também conhecida Cabalá Naví (profética) faz um mergulho ainda mais intenso neste resgate da tradição original.
Desde então estamos mergulhando em águas profundas e acessando aquilo que consideramos ser a origem da tradição mística dos hebreus.
Ao cruzarmos a porta para a essência e a origem do trabalho resgatamos diversos elementos que haviam sido esquecidos do passado. Dentre esses elementos a antiga linguagem da tradição, cujas bases se encontra em uma antiga língua de origem proto-canaeia que passamos a denominar “iklê” que significa “língua que se entende”.
A Academia de Cabalá deixou de ser uma instituição de cunho acadêmico e passou a ser uma “tribo”, por isso a necessidade de mudar sua denominação para Tribo Naví.Por que a Academia de Cabalá se tornou Tribo Naví?R: Porque deixamos de ser uma mera instituição acadêmica e passamos a aplicar a proposta de uma existência tribal em nossas vidas.

O termo “tribo” possui alguma relação com xamanismo?
R: Não. O termo tribo é um termo de origem bíblica e se refere a reunião dos grupos e povos que formaram todo o conjunto de povos semíticos. Posteriormente o termo passou a designar a confederação de famílias conhecida pelo nome de “12 Tribos”.
A expressão “tribo” em iklê é “ualita” que significa aqueles que “vêem os sinais”.
É correto dizer que a Tribo Naví pratica um “Xamanismo Cabalístico”?
R: Não. A Tribo Naví não é um xamanismo cabalístico e não possui nenhum elemento sincrético com tradições xamânicas. Resgatamos as bases da tradição original do deserto. Aquilo que passou a ser chamado de “cabalá” na Idade Média, mas que os antigos chamavam de “Kabalta” (termo correspondente em iklê).
O uso de tambores, cantos e fogueira, não seria uma referência a tradições indígenas?
R: Não. O texto bíblico, assim como os salmos já falam do uso de tambores, instrumentos de corda, sopro e percussão nos ritos antigos. É uma prática comum em todas as tradições antigas de natureza extática. Resgatamos as práticas antigas em uma busca da ética e da estética dos ancestrais da tradição. Abraão não fazia seus ritos dentro de um templo e sim em contato com a natureza, diante de uma fogueira e ao som de instrumentos. Além disso há uma preocupação artística de procurar referências ancestrais de ritmos e musicalidade dentro de nossas práticas, tentando resgatar ao máximo os elementos fundamentais da arte dos antigos povos do deserto.
Como podemos seguir uma tradição do deserto se não vivemos mais neste cenário geográfico?
R: Na verdade os patriarcas bíblicos viveram mais tempo fora do deserto do que dentro dele. O deserto é o doador de sentido original de nosso pensamento. Esse pensamento possui bases e valores de natureza nômade. A aplicação de tais valores independe do local e da forma (nômade ou sedentária) com que vivemos em tempos atuais. O que fazemos é trazer para o mundo atual um conjunto de princípios e valores aplicáveis ao homem contemporâneo na busca de uma filosofia existencial significativa.
Quais são as referências bibliográficas utilizadas para fundamental o trabalho da Tribo Naví?
R: Basicamente bebemos de referências extáticas tais como as obras de Yvraham Abuláfia e também os textos considerados sagrados:
• K´tawa Yvraham – texto que fala sobre astrologia antiga e data de aproximadamente 4 mil anos.
• K´tawa Yihawehá – tradução do texto bíblico à partir da língua iklê. Aproximadamente 3 mil e 600 anos.
• K´tawa Drasha – livro de salmos.
• K´tawa Oruta – O Livro da Iluminação com aproximadamente 2 mil anos.
O uso de conceitos e termos como “espreita”, “recapitulação” fazem referência as obras literárias de Carlos Castanheda?
R: Não. Tanto os termos assim como os conceitos se assemelham, uma vez que estamos falando de uma tradição de guerreiros e caçadores. Mas essas expressões já são encontradas nos textos antigos mencionados acima. O termo “espreita” é em iklê “dyassa”, o termo “recapitulação” é conhecido pelo nome “parik” (recuperação de energia). Não relação ou sincretismo algum entre o trabalho da Tribo Naví e a tradição tolteca (defendida nas obras de Castanheda). E esses conceitos fazem parte dos conceitos básicos encontrados em todas as antigas tradições tribais. A forma como praticamos esses conceitos se baseiam em referências dentro de nossa história de tradição e diferem em forma e conteúdo da forma como outras tradições o aplicam.
O trabalho da Tribo Naví é a proposta de algo novo?
R: Não. O trabalho da Tribo Naví é uma tendência que não nos tem como elemento exclusivo de desejo de retornar a um padrão original de trabalho. Existem outros pequenos grupos, também originalmente ligado às tradições semíticas que foram impelidos simultaneamente ao mesmo movimento de resgate. Temos contato com muitos desses grupos fora do Brasil. E muitos deles bebem da fonte de nosso trabalho. Além disso, a natureza de nosso trabalho é a continuação de uma obra que já dura 700 anos de retorno ao essencial.
O que é Kabalta?
R: A palavra “kabalta” significa “aquilo que é recebido”. É a antiga sabedoria mística dos povos pré-bíblicos, que revela verdades ocultas de nossa existência. O texto do K´tawa Yihawehá nos diz como praticar a lida com as questões da tradição a Kabalta nos explica porque.
A sabedoria do K´tawa Yihawehá se expressa tanto em corpo como em alma. O corpo físico é o livro. A alma interna é a Kabalta. Quando Moisés recebeu sua revelação no Monte Sinai há mais de 3500 anos atrás, ele recebeu tanto a sabedoria escrita quanto a sabedoria oral da antiga tradição.
Essa sabedoria é o projeto em código de nosso mundo e seu estudo se dedica em decifrar e explicar seus mistérios ocultos. A Kabalta é o mapa para a jornada da vida.
Por que eu devo estudar a Kabalta?
R: A Kabalta é um método prático que pode nos ajudar a enriquecer nossas vidas. Através da sabedoria da Kabalta, ganhamos perspectivas sobre os problemas e obstáculos que encontramos em nossas vidas diárias.
É preciso conhecer ou praticar judaísmo para estudar a Kabalta?
R: Não há relação alguma entre o trabalho da Tribo Naví e o judaísmo. As bases de nossa sabedoria é de natureza acolhedora e não há a necessidade de filiações religiosas ou ideológicas para aprender a Kabalta.
A Tribo Naví é uma seita?
R: Não. Somos o resgate de uma tradição ancestral, para todos os lugares e para qualquer pessoa que demonstre o interesse genuíno de aprender.
Quem são os professores da Tribo Naví?
R: Os professores da Tribo Naví vêm de uma vasta experiência e vivência dentro da antiga tradição. Todos têm uma característica comum – o desejo de ajudar e elevar a consciência espiritual da humanidade. Alguns já estão dentro desse caminho à mais de 20 anos.
Os cursos da Tribo Naví são parecidos com outros programas de auto-ajuda e cabala oferecidos hoje em dia?
R: Não. Enquanto programas de auto-ajuda e sucesso aparecem no mercado quase que diariamente, o nosso trabalho já conta com uma linha de sucessão que já dura mais de 700 anos.
Meditação, astrologia e reencarnação fazem parte dos conhecimentos ministrados pela Tribo Naví?
R: Definitivamente sim. Há muitas passagens dentro dos textos antigos de nossa tradição que fazem referência a essas abordagens.
Por que a tradição “naví” não é citada nas fontes populares de pesquisa?
R: Historicamente é a primeira vez que estamos aplicando essa designação para descrever nosso povo. O termo é uma homenagem ao pensador original do trabalho do resgate da tradição – Yvraham Abuláfia – que foi o primeiro a usar essa terminologia, cujas bases linguísticas querem dizer “um ser em fluxo”.
As bases mais essenciais de denominação de nosso povo e história nos descreve como “kamitas”, termo que rejeitamos por ser uma identidade dada posteriormente por uma visão estrangeira. Os camitas são os descendentes de Kam (cujo nome significa “poder”) e originalmente habitavam as terras do deserto de Kush localizado nas proximidades de onde hoje fica a Etiópia. Mas o termo “kamita” designa também algumas tribos que habitavam a Palestina como os Sidon, Hititas, Yebuseus, Amorritas, os Girgueseus, os Heveus, os Arquitas ou Arkitas, Sinitas, Arvaditas, Zemaritas e Hamartitas; todos com um ancestral comum Kenaan e por isso muitas vezes designados como cananeus.
Os descendentes de Cam criaram três grandes grupos de povos: os descendentes de Kush, muitas vezes apelidados de kushitas, os descendentes de Messer e os descendentes de Kam, também denominados cananeus.
Os kushitas habitaram o lugar que na Bíblia aparece como terra de Kush ou em textos mais tardios como a Etiópia. “Kerma, cidade do início do segundo milênio a.C, perto da terceira catarata do Nilo, na Núbia superior, que era quase certamente a capital do reino Kushita em (2686 – 1650 aC).
Uma Filosofia de Vida das personagens assinaláveis é Ninrode, filho de Kush. Foi poderoso e grande guerreiro. “O reino ou «terra de Ninrode», refere-se à região adjacente à Assíria, a qual incluía as grandes cidades de Babel, Warka e Acade, além de várias outras, na «terra de Sinar».
Ninrode fundou Nínive, Reobote-Ir, Kalá e Resen. Ninrode foi neto de Kam, nascido pouco depois do dilúvio.
Sua fama de “o mais valente dos caçadores” significava que foi protetor do povo num período em que as guerras eram uma ameaça contínua à tribo. Sinetes babilónicos primitivos representam um rei em combate com um leão – animal sagrado para os naví´e.
É importante pensarmos um pouco na religião ou na religiosidade deste povo de natureza politeísta e profundamente ligado aos animais e as forças da natureza. Para os cananeus, El era o deus supremo, o pai da humanidade e todas as criaturas. As tabletes ugaríticas permitem-nos colocar o El abraâmico no contexto de outras divindades adoradas na Síria (e, presumivelmente, em Canaã também). Na mitologia ugarítica, uma divindade chamada El era o chefe supremo do panteão de deuses, pai de criação, não muito diferente do papel do deus pagão Allah na Arábia pré-islâmica.
Muitos objetos relacionados com a adoração de diversas divindades têm sido desenterrados, como objetos de culto, facas, tenazes, vasos de libação e ossos de animais, o que mostra que entre os hebreus havia uma base politeísta de adoração.
K´haila!

Mario Meir

Fonte:http://tribonavi.wordpress.com/

E quando não existiam textos sagrados...
Tribo Naví
Por Mario Meir


http://youtu.be/tsJtJUQrWVQ