A ALMA E AS 10 SEFIROT

Ficheiro:Tree of Life, Medieval.jpg

Árvore da Vida, mostrando os dez Sefirot.


A Alma e as Dez Sefirot

A Alma e as Dez Sefirot
Do livro “Kabbalah and Meditation for the Nations”, do Rabino Yitschak Ginsburgh – Capítulo 3 (2parte)
Nós aprendemos na Cabalá que D’us criou o mundo por meio de dez sefirot — que são dez emanações da energia Divina. Estas sefirot permeiam e se manifestam dentro de cada aspecto da criação, inclusive, é claro, a alma humana, que foi criada à imagem de D’us1. Tanto a alma física quanto a alma Divina se manifestam por meio das sefirot, e ambas possuem uma estrutura completa de dez sefirot, as quais, conforma descreve a Cabalá, se dividem em três faculdades intelectuais e sete atributos emocionais/comportamentais2. As três sefirot intelectuais são sabedoria, entendimento e conhecimento, e também são chamadas de “as três primeiras [sefirot]”, ou o mochin (literalmente, “cérebro”). As setesefirot emocionais são bondade, força, beleza, vitória, reconhecimento, fundação e reinado, e também são chamadas de “as sete [sefirot] mais baixas”, ou midot (atributos).
No entanto, na relação entre elas, a alma Divina Se reflete principalmente através das três sefirotintelectuais mais elevadas, e o aspecto físico/animal se encontra refletido fundamentalmente nas setesefirot emocionais/comportamentais. Isto significa que o lado emocional/comportamental da alma Divina é subordinado ao seu lado intelectual (i.e., é motivado, direcionado e controlado primordialmente por ele), enquanto o lado intelectual da alma física/animal é subordinado ao seu lado emocional/comportamental (i.e., serve aos interesses deste lado).
E assim, quando nós falamos da alma Divina como intelectual em sua essência e a alma física/animal como emocional em sua essência, nós nos referimos somente à influência dormente em cada alma. Pois não apenas cada uma das almas possui o conjunto completo de dez sefirot, conforme descrito acima, mas também as sefirot estão totalmente incluídas uma dentro da outra, cada qual contendo dentro de si um reflexo de todas as demais. De fato, um dos ensinamentos mais básicos do misticismo judaico é que todo conjunto completo de objetos possui a propriedade da inclusão, assemelhando-se a um holograma, onde cada elemento do conjunto reflete e manifesta em si todos os outros.
É importante notar que quando falamos da alma Divina como fundamentalmente intelectual, o intelecto a que nos referimos é a habilidade da alma de perceber Divindade diretamente através dos meios dos sentidos interiores e espirituais da alma: visão espiritual (sabedoria), audição espiritual (entendimento) e paladar espiritual (conhecimento)3. Da mesma forma, quando falamos da alma física/animal como primordialmente emotiva, as duas emoções principais, de amor e temor, se referem ao amor e atração que a pessoa sente que lhe trará prazer e gratificação e ao temor e repulsa que ela sente que lhe será prejudicial ou desagradável. Nós podemos, então, concluir que a alma Divina é orientada por D’us, enquanto a alma física/animal é orientada por si mesma.
Cada uma das duas almas possui uma décima primeira sefirá, conhecida como a coroa, que está relacionada como o nível supraconsciente da alma. A coroa da alma física/animal é a fonte principal da escolha da alma com relação a qual parte de sua natureza consciente (suas dez sefirot, da sabedoria ao reinado) será predominante: a intelectual ou a emotiva. A coroa da alma física/animal opta pelos atributos emocionais egocêntricos de sua alma para serem a força condutora predominante da consciência do indivíduo, enquanto a coroa da alma Divina elege as faculdades intelectuais/perceptivas centradas em D’us como força motriz da consciência da pessoa.
Frequentemente na Cabalá, quando as dez sefirot são enumeradas, a coroa ocupa o lugar da sefirá do conhecimento. Na realidade, coroa e conhecimento refletem um ao outro — a coroa na esfera supraconsciente da alma, e o conhecimento na consciência da alma. Coroa é a origem inconsciente da escolha, enquanto conhecimento é a base consciente4. Quando a coroa é contada no lugar do conhecimento, juntamente com a sabedoria e o entendimento, ela se torna parte do conjunto de faculdades intelectuais, pois nele reside a fonte supraconsciente da sabedoria — o lugar a partir do qual os lampejos de novos insights emergem das profundezas desconhecidas a alma.
Cada uma das sefirot recebe um nome que descreve sua função única em moldar a realidade. Além disso, as dez sefirot são normalmente descritas em três linhas ou eixos verticais:
  •       sabedoria, bondade e, vitória, à direita
  •       entendimento, força e reconhecimento, à esquerda e
  •       coroa (e conhecimento), beleza, fundação e reinado, no meio, mais embaixo.
Todas estas informações juntas são representadas graficamente na seguinte combinação das sefirot, conhecida como a Árvore da Vida5:

Notas

  1. Ver Berachot 10a; Midrash Vayikrá Rabá, 4; Midrash Shocher Tov Tehilim, 103.
  2. Tanya, capítulos 3 e 6.
  3. Ver The Art of Education, pp.106-8.
  4. Para mais, ver Consciousness & Choice, capítulos 1 e 3.
  5. Para mais sobre esta disposição gráfica, ver What You Need to Know About Kabbalah, p.83.
Fonte:http://www.galeinai.com.br/a-alma-e-as-dez-sefirot.html


Sefirot (também grafado Sephiroth, cujo singular é sephira ou sefira) são as dez emanações de Ain Soph na cabala. Segundo a cabala, Ain Soph é um princípio que permanece não manifestado e é incompreensível à inteligência humana. Deste princípio emanam os Sefirot em sucessão. Esta sucessão de emanações forma a árvore da vida.
Os Sefirot emanados são, na sequência:
  1. Kether - Coroa
  2. Chokmah - Sabedoria
  3. Binah - Entendimento
  4. Chesed - Misericórdia
  5. Geburah - Julgamento
  6. Tipareth - Beleza
  7. Netzach - Vitória
  8. Hod - Esplendor
  9. Yesod - Fundamento
  10. Malkuth - Reino
Há ainda um décimo primeiro Sefira, chamado Daath, que representa o abismo, o caos, e normalmente não é representado na árvore da vida, sendo um considerado um portal para as qliphoth, as sephiroth adversas.
Na árvore da vida os Sefirot estão alinhados em três pilares conectados entre si por meio de vinte e duas ligações. Também se dispõem em três camadas triangulares e sucessivas, cada uma delas associada a um mundo (Atziluth, o Mundo das Emanações; Beriah, o Mundo das Criações; e Yetzirah, o Mundo das Formações), mais Malkuth na base (correspondendo a Asiyah, o Mundo das Ações).


Uma sefirá é um canal de energia Divina ou força de vida. É através das sefirot que D'us interage com a criação: elas podem, portanto, ser consideradas como Seus "atributos."
Ao todo, são mencionadas onze sefirot na literatura cabalística. Visto que duas delas (keter e da'at) são duas dimensões de uma única força, a tradição geralmente fala de apenas dez sefirot.
Cada sefirá também possui uma experiência interior, como é discutido na Chassidut.
A ordem das sefirot é a seguinte:
SefiráExperiência interior
keter - "coroa"fé, prazer, vontade
chochmá - "sabedoria", "percepção"altruísmo
biná - "entendimento"júbilo
da'at - "conhecimento"unificação
chessed - "bondade"amor
guevurá - "poder", "força"temor
tiferet - "beleza"misericórdia
netzach - "vitória", "eternidade"confiança
hod - "esplendor", "agradecimento"sinceridade
yessod - "alicerce"verdade
malchut - "reino"inferioridade
Emanadas originalmente como simples "forças em botão", as sefirot em certo estágio desenvolvem-se em espectros completos das dez sub-sefirot. Subseqüente a isso, elas se transformam em partsufim (o terceiro e último estágio no desenvolvimento de uma sefirá).
As sefirot são compostas de "luzes" e "recipientes." A luz de qualquer sefirá é o fluxo Divino dentro dela; o recipiente é a identidade que o fluxo utiliza a fim de relacionar-se ou criar algum aspecto do mundo de uma maneira específica. Visto que toda realidade é criada por meio das sefirot, elas constituem o paradigma conceitual para o entendimento de toda a realidade.

A Árvore da Vida - As Dez Sefirot

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O Tetragrama

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A expressão Árvore da Vida refere-se à dimensão espiritual, etapa anterior à manifestação no mundo físico pela qual passa a energia do Criador. 


Na criação do mundo, a luz tem como objetivo compartilhar. Para isso, criou um receptor para a sua luz, que foi criado com o desejo de recebê-la, mas também com o desejo de compartilhar. Até ser capaz de compartilhar, o primeiro receptor recusou-se a receber uma parcela da luz, sentimento chamado na Cabala de pão da vergonha, um desconforto que podemos sentir ao receber algo que achamos não merecer; e criou outros receptores para a luz que ele desejava compartilhar. Esse processo de restrição continuou por dez níveis, até chegar em nosso mundo físico. 

Cada esfera da ilustração, cada nível da Árvore da Vida é chamada sefirá. Cada sefirá é um nível de inteligência cósmica, algo vivo, que não entenderemos se não alargarmos os limites de nossa mente. É algo a ser entendido com a mente espiritual. 

A Árvore da Vida refere-se não só ao processo da criação do mundo, e sim, o funcionamento de nossas mentes e da nossa relação com o Cosmos. Entendê-la nos ajuda a sair do caos.
São as Sefirot (plural de sefirá):

Keter (coroa) -primeiro receptor
Chochma (sabedoria)
Biná (compreensão)
Chesed (gentileza/Bondade) 
Guevurá (força)
Tiferet (beleza)
Netzach (vitória/eternidade)
Hod (glória)
Yesod (fundamento ou fundação)
Malchut (reino).

As sefirot em negrito, em conjunto, são chamadas Zeir Anpin.Observação: Da'at é uma Sefirá derivada, que surge quando as outras estão em equilíbrio (colocando de maneira simplificada).




O Tetragrama  - (lê-se Iud – Kei – Vav – Kei, da direita para a esquerda)

O tetragrama é um nome sagrado de quatro letras que aparece na Bíblia, referindo-se a Deus. Na Cabala, Deus é a inteligência cósmica que está dentro de todos nós (diferente de Criador, ou Luz Infinita). É um código que explica como o receptor se desenvolveu do infinito até esse mundo, ou seja, com a restrição. O desenvolvimento do receptor criou diversos mundos. 

As letras do tetragrama estão ligadas às Sefirot e aos mundos.

Iud - Keter e Chochma – Mundo da Emanação

Hei – Biná – Mundo da Criação

Vav – Zeir Anpin – Mundo da Formação

Hei – Malchut – Mundo da Ação.


Os mundos

A ciência desenvolveu a teoria dos mundos paralelos, admitindo a existência de realidades simultâneas. Na Cabala, de um lado está o mundo da energia, do outro, o da manifestação, e o paraíso em Terra é a interpenetração de ambos, um mundo de prazer e alegria, aqui e agora, uma vez que passamos a viver menos egoisticamente, em nível pessoal, que afeta o global, e logo, em nível global.


O mundo da ação
É o mundo físico que pode ser interpenetrado pela nossa mente espiritual, que é a conexão a realidade de bênçãos. É no mundo da ação exercitamos o nosso livre arbítrio, fazemos coisas que geram luz, pois o mundo físico é o mundo do bem e do mal. O esforço no mundo da ação é fazer a coisa certa. Com isso, a consciência é elevada e atinge-se o mundo da formação.

O mundo da formação
Não é um lugar físico, mas um nível dentro da nossa mente, de onde vêm novas idéias. É onde se encontram nossos verdadeiros desejos e talentos.

Mundo da criação
É o mundo onde é possível que nós mesmos criemos nosso destino, quando saímos do mundo das trevas (que não é mau, mas é o máximo do egoísmo para exercitarmos o nosso livre arbítrio), sendo mais sábios nos caminhos a vida. 

Mundo da emanação 
É o mais alto nível de contato com a luz, onde não sentimos os desejo de receber, apenas a Luz eterna.

 

De Keter a Malchut, os mundos se interpenetram – São lugares da consciência
Keter é o mundo do homem primordial, é o retorno à fonte da inteligência humana, ao objetivo da criação.


Tanto o cosmos como as nossas vidas passam por ciclos de criação, de trabalho, relacionamento e aprendizado. Os ciclos são as sefirot mais próximas a este mundo (de Chesed a Malchut). A semana de sete dias, por exemplo, é um ciclo, uma expressão da estrutura do mundo espiritual. 


Elohim também é uma palavra utilizada para designar Deus, como receptor (não o criador). Elohim é o receptor mais próximo de nós. É, na verdade, consciência coletiva humana (não individual e egoísta), o Eu Superior de toda a humanidade, que cria e renova a criação a cada dia. É isso o que a bíblia descreve. Não é uma história, é uma revelação diária do que acontece no nível espiritual de nossa existência todos os dias. Uma revelação constante. Elohim é a consciência de malchut.


A luz do criador é revelada em Malchut com a transformação do desejo de receber somente para si mesmo com o desejo de receber para compartilhar. Uma pessoa pode ser muito rica, mas de tão avarenta, fica doente. Ao compartilhar um pouco de sua fortuna, transforma esse desejo e conecta-se ao próximo. Com isso, recebe mais luz. Buda, por exemplo, desconectou-se do mundo físico e começou a subir em níveis de consciência. Ao atingir o máximo da iluminação, perguntou à Luz: “e agora?” “Volte começando a ensinar, a manifestar no mundo aquilo que revelou”. É o mundo da ação, que uma vez iluminado, ilumina todos os outros.



Diz-se que Malchut é negativo por ser o receptor, com a inteligência de receber, e Zeir Anpin é positivo por ter a consciência de dar, como a mulher (receptiva) e o homem (que doa energia). Apenas em Malchut o pensamento da criação pode ser manifestado.

 

Adão e Eva e o Paraíso – Muito mais que uma história
Adão e Eva não são seres biológicos propriamente, mas a consciência das alma coletiva de todos os seres humanos, de todas as épocas. E o paraíso, um lugar na consciência. A árvore da vida é o paraíso, o nível de Zeir Anpin, onde não há o mal. O oposto de Árvore da Vida é Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal, que está em Malchut. É o absoluto versus o relativo. Comer da Árvore do Conhecimento é um código para o que Adão deveria fazer, conectar Biná a Malchut. E comer refere-se à relação sexual, que ele deveria ter com Eva, que representa Malchut.
 

Isso deveria ser feito na entrada do último dia da Criação (ou sétimo, Malchut). Contudo, ele uniu-se com Eva antes do tempo, no 6o dia. Mais uma vez, vale lembrar que não se trata de uma história que aconteceu há tempos, mas do que fazemos todos os dias, às vezes a coisa certa na hora errada. Isso gerou uma explosão, pois o recipiente não estava preparado, gerando uma divisão em inúmeras almas que somos nós. 



Cada ser humano é uma parte da alma de Adão com a missão de corrigir o pecado original. Não somos “frutos do pecado”. A antecipação foi o “pecado”. Por causa da antecipação, parte da luz a ser revelada no mundo foi para as trevas, representada pela serpente em quem Eva pos a culpa. A serpente “guarda” a luz que Eva não pôde receber porque não estava preparada. Parte do nosso trabalho é recuperar a luz entrega à serpente quando as coisas não foram feitas com a consciência certa, na hora certa, transformar em luz a escuridão gerada, pois a luz é o destino final da humanidade.

 
Culpar o outro ao invés de assumir as próprias responsabilidades é a reprodução da história de Adão e Eva e a serpente, que só podemos reescrever se mudarmos a nossa consciência.

 
A palavra “serpente” em hebraico tem o mesmo valor numérico da palavra “messias” (358). Receber a luz sem a consciência correta é a criação da serpente. Se a consciência estiver preparada, recebendo a luz da maneira certa (com o desejo de compartilhar, com humildade e certeza, cooperação) e na hora certa, temos o Messias. Messias é a iluminação de todos os seres humanos na terra. É a consciência do todo, de que somos, na verdade, um, que leva à re-união, eliminando a separação, que é a morte.

 
Existem dois espaços em nossas mentes: o da confusão (Árvore do Conhecimento) e o da não-confusão (Árvore da Vida). O processo da iluminação é transformar o primeiro no segundo, transformando a mesma inteligência que cria bombas destrutivas (também em nível pessoal) em construtivas. Por isso é importante saber qual força nos impulsiona em nossos atos, e apenas ao nos conectarmos com a Árvore da Vida podemos distinguir entre bem e mal.

 
Devemos chegar à nossa escuridão para exercitar o livre arbítrio, cumprir o nosso papel espiritual e transformar escuridão em luz, preparando a nossa consciência para fazer isso, sem temer. Isso é entender os processos da vida e se posicionar perante eles. 

 

O fim do mundo
De acordo com a Cabala, o momento em que vivemos hoje é o do fim da falta de consciência. Esse é o fim do mundo, deste mundo em que vivemos até agora. Mais precisamente, é o fim da percepção limitada do tempo, que criou a morte. É perceber o tempo em outra dimensão, não dos dias que se arrastam, mas do tempo da Luz, que já está acontecendo. A aceleração do tempo é real.

 
O desaparecimento da consciência da fragmentação é também o fim dos tempos como o percebemos hoje.


A vida eterna a que a bíblia se refere é agora, a dimensão espiritual da consciência.



Nas gerações anteriores, de Noé, Atlântida, do Egito (e por que não dizer, nós) já errou-se muito. Vivemos tempos de mudanças que alcançarão o mundo inteiro, inevitavelmente. Transformar escuridão em luz é um compromisso particular de cada um. Ninguém pode obrigar ninguém. Podemos fazer parte deste processo positivo, levando mais e mais ações de compartilhar ao mundo, iluminando, cooperando, vivendo com responsabilidade e alegria, cada um cuidando de si, fazendo a sua parte e influenciando outros positivamente. Ao desejarmos tudo isso, temos ajuda do mundo espiritual, que nos fortalece, encoraja, levanta das quedas, e nós continuamos agradecendo e caminhando. A escolha é a atitude.

Fonte:http://dafnesabag.weebly.com/a-aacutervore-da-vida---as-10-sefirot.html

CABALÁ E MISTICISMO






SEFIROT, AS DEZ EMANAÇÕES DIVINAS


Pergaminho cabalístico, 1605 - Oxford Library

Rabi Moisés de Leon, cabalista espanhol do século XIII, escreveu: "As dez sefirot são o segredo da existência, o aparato da sabedoria, o meio pelo qual os mundos de cima e de baixo foram criados".
Segundo o Zohar, D´us deu forma e conteúdo à Sua Criação através das dez sefirot. Toda a realidade, tanto espiritual quanto material, é criada por meio destas que são vistas como "forças fundamentais", "recipientes" da atividade de D´us. As sefirot são "canais" através dos quais a energia Divina flui, permeia e se torna parte de cada coisa que existe, criando assim uma "corrente espiritual" que liga e vivifica todas as coisas, impregnando-as da Essência Divina. As leis que regem o fluxo destas energias foram estabelecidas durante o processo da Criação, que pode ser vista como uma progressiva transformação de níveis de energia espiritual. Nesta progressiva transformação, foram criados universos espirituais paralelos, sendo o nosso mundo o último desta corrente.

Em nosso mundo, a Luz está mais afastada da sua Fonte Divina, portanto D´us está mais "escondido" de nós e, por isso, este mundo é espiritualmente inferior aos outros. Mas, ao mesmo tempo, é superior por ser a meta e o fim da Criação Divina. Nele, o homem -única criatura com livre arbítrio - pode afetar, por meio de suas ações, o fluxo das Energias Divinas, criando mudanças de grande proporções em outros mundos. Com isto poderá aperfeiçoar o Cosmo e fazer com que a Criação vá aproximando-se de sua meta Divina.

Nos textos cabalísticos podemos encontrar enumeradas onze sefirot. No entanto, como duas destas - Keter e Da'at - representam dimensões diferentes de uma mesma força, ambas se excluem mutuamente. Por isso, a tradição geralmente fala de dez sefirot. O Zohar, Livro do Esplendor, a obra central da Cabalá, de autoria do Rabi Shimon Bar Yochai (séc II EC) e, mais tarde, a doutrina de Rabi Isaac Luria centram-se nas sefirot. Seu conceito aparece em outras obras como o Sefer Yetsirá, atribuída ao patriarca Abraão, e o Sefer Ha-Bahir de autoria de Rabi Nechunia ben ha-Kanah.
As sefirot parecem estar envolvidas em um mistério, de difícil compreensão, já que além de serem puramente espirituais, possuem inúmeros e complexos níveis de significado, inúmeras interpretações e implicações. Podemos até vislumbrar como agem, mas só alguns sábios espiritualmente elevados, verdadeiros mestres da Torá, chegam a compreender sua essência e seus segredos.

Por que, então, estudar ou se preocupar com assunto tão indecifrável? Porque, como escreveu Rabi Moisés de Leon, as sefirot são o segredo da existência e de nós mesmos, o segredo de como nos aperfeiçoamos, aperfeiçoando, ao mesmo tempo, o mundo à nossa volta.

O que é uma sefirá

Cada sefirá é um modo ou um poder específico através do qual D'us governa e sustenta o Universo. Por isso, as sefirot podem ser consideradas como "atributos" ou "qualidades", ou ainda, "vestimentas" Divinas. Quando pedimos a D´us que use conosco de Sua Bondade Absoluta e nos abençoe com a Sua Abundância, estamos pedindo para que Ele se releve através do atributo da sefirá Chessed.

Podemos dizer que as sefirot são a "matéria-prima" do Cosmo, o "código genético" que pode ser identificado em todos os níveis e dentro de todos os aspectos da Criação. Tudo o que foi criado - do mais espiritual ao mais material, do maior ao menor - toma forma através das sefirot. Segundo nossos sábios místicos, por este motivo elas constituem o paradigma conceitual para se entender a Criação.

O Rabi Isaac Luria, o Arizal, afirmava que as sefirot são "tanto os instrumentos que D´us usa para dirigir o mundo, quanto as janelas através das quais podemos perceber o Divino".

A palavra sefirá é relacionada com várias palavras hebraicas: Saper, que significa revelar ou se comunicar; Sapir, safira, brilho ou luminárias; Safar, contagem, número, e também com Sefar, que significa limite, fronteira. Em sua essência, todas estas palavras têm conceitos inter-relacionados e apontam para duas funções básicas das sefirot.

Em primeiro lugar são "luzes" (orot). A luz de uma sefirá é o fluxo de energia Divina que está em seu interior e serve para revelar ou expressar a grandiosidade Divina. Em segundo lugar são "vasos" ou "recipientes" (kelim) que "filtram" ou "revestem" a Luz Infinita que as preenche. Trazem esta Luz desde a Fonte de Todas as Fontes, Raiz de todas as Raízes, D´us Infinito, o Ein Sof, até nosso mundo finito. Sem estes "filtros" ou "vestimentas" a Criação seria totalmente dominada pela Luz Divina. Em sua trajetória espiritual, a Luz vai diminuindo, possibilitando que a Criação se aproxime do Criador.

Para tentar entender estes conceitos, pensemos por um instante no sol, uma das menores estrelas criadas por D´us neste universo. Apesar de posicionado a milhões de quilômetros da Terra, sua energia nos dá luz e calor indispensáveis. Mas, se tentarmos fitá-lo, sem proteção, sua luz nos cegará. Imaginemos uma nave espacial tentando aproximar-se do sol. O calor e a energia a aniquilariam !

Do ponto de vista humano, as sefirot podem parecer possuir existência múltipla e independente. Uma sefirá representa a força e o poder do julgamento rigoroso; outra, a bondade e o amor; outra, a misericórdia e assim por diante. Porém, as sefirot e o Ein Sof formam uma unidade, uma existência única.

Moisés Cordovero, cabalista do século XV escreveu a este respeito: "Para ajudar-te a conceber o processo da emanação das sefirot, imagina a água que escorre por vasos de diferentes cores: branco, vermelho, verde e assim por diante. À medida em que a água se espalha nesses vasos, parece adquirir a cor do vaso, embora seja desprovida de cor. A mudança na cor não afeta a água em si, mas apenas a nossa percepção da mesma. O mesmo acontece com as sefirot. A essência não muda; só parece mudar quando escorre dentro dos vasos ".

De onde vêm? O processo de emanação

Numa interpretação mística, o primeiro capítulo de Gênese, ao relatar a Criação, descreve um início, o mais primordial: revela o processo da saída de D'us das profundezas Dele mesmo e a emanação das dez sefirot, ou seja, sua emergência de dentro do Ein Sof, D´us Infinito.

Para se referir a D'us os cabalistas mais antigos cunharam o termo Ein Sof, que significa literalmente "Infinito" ou "Aquele que não tem fim nem limite". Um dos axiomas básicos da Cabala é que o homem não tem meios de entender D´us, Infinito e Imutável, nem tão pouco os Seus motivos. Porém, apesar de D'us ser ilimitado e oculto, Ele se revela a nós parcialmente - e na medida em que cada um de nós pode reconhecer o Seu poder e a Sua existência - através da Criação e das dez sefirot. Em contraste com este D'us "pessoal" das sefirot, Ein Sof representa a transcendência absoluta de D'us.

Segundo o Rabi Isaac Luria, "no início do início" a Luz de D'us Infinito, Or Ein Sof, preenchia toda a realidade, pois D'us é a própria Realidade, sem início e sem fim. Nada havia além da Luz Divina, pois nada pode manter sua própria existência dentro do Ein Sof. Para que o universo passasse a existir como entidade independente, D'us Se "ocultou" e Se "retraiu", cedendo espaço para a Sua Criação. Esta ação não diminui, de modo algum, a Perfeição Divina. Este conceito de ocultamento da Luz Divina é chamado nos textos cabalísticos de tzimtzum (contração). Esta "contração" resultou no aparecimento de um "espaço" vazio, um "vácuo", um "ponto" no qual o universo passou então a existir.

Rabi Haim Vital, cabalista e discípulo do Ari, ao explicar o processo dessa retração Divina, tzimtzum, dá o seguinte exemplo: "A Luz retirou-se como a água de uma lagoa quando agitada por uma pedra. Quando a pedra cai na lagoa, a água que está naquele exato lugar não desaparece, mas se afasta, incorporando-se ao restante. Desta forma, a Luz retraída convergiu-se para o além e no meio ficou o vácuo".

No vácuo primordial criado por este tzimtzum passou a existir a ausência da Luz, a escuridão primordial. Neste "vácuo", D'us emanou um "raio" que serviu de "condutor" da Luz Divina finita. A revelação inicial dentro do "vazio" primordial é a revelação da Luz. Em Gênese, a primeira declaração explícita da Criação foi: "D'us disse: Faça-se a luz e a luz se fez".

A partir deste "raio" de Luz, as dez sefirot emanam de forma sucessiva e em ordem específica. É através destas que D'us - por Sua vontade - limita Sua Luz e manifesta qualidades específicas que Suas criaturas podem apreender e absorver.

De uma forma simplificada, no decorrer do processo de emanação das sefirot são criados cinco universos paralelos - olamot, quase todos espirituais em sua essência. O primeiro Adam Kadmon é completamente ligado e unido ao Ein Sof, na realidade não poderia ser chamado de universo. Segue-se o Atzilut, o mundo da emanação; Beriyá, da criação, Yetzirá, da formação, e, por último, Assiyá, o mundo da ação no qual vivemos.
As Dez Emanações Divinas

Apesar de D'us ter-Se "ocultado", continua intimamente conectado à Sua Criação, pois sem Ele nada existe. Como vimos, agindo como um canal de ligação entre D'us e Sua Criação, as sefirot permitem a D'us , Infinito e Ilimitado, interagir com Sua Criação, finita e limitada. É através destas que o Ser Absoluto se revela e se conecta com Sua Criação. A simples relação de seus nomes não vai transmitir adequadamente sua essência. Além disso, temos que ter em mente que as imagens e símbolos são usados apenas para nossa compreensão, pois não expressam o mistério da Criação e tem que ter cuidado ao abstrair os conceitos.

A configuração gráfica das sefirot, em textos cabalísticos, é uma composição vertical ao longo de três eixos paralelos. Textos cabalísticos usam vários nomes quando referem-se à mesma: uma árvore (etz), uma escada (sulam) ou a "imagem celestial de D´us" - (tzelem Elokim).

Neste caso a configuração lembra um corpo humano. Segue-se a ordem de emanação das sefirot:\Keter, coroa - representa a onipotência e onipresença de D'us ; a Vontade Divina Absoluta; a Soberania e Autoridade de D'us sobre todas as forças da Criação. É a primeira e mais elevada das sefirot e está além de qualquer compreensão. De tão inexprimível, às vezes nem é incluída entre as dez sefirot. É a mais próxima da Fonte Divina, é a base de toda a Criação. Keter transcende as leis que governam o universo, pois estas só passam a existir após a emanação das sefirot de Chochmá e Biná. A Cabalá refere-se a esta sefirá como o "mundo da Misericórdia".

Chochmá, sabedoria - é o pensamento puro que D'us utiliza para o funcionamento do universo. É o poder da Luz Original, a força primordial usada para criar os céus e a terra. Chochmá é a inspiração inicial da qual o Cosmo evoluiu. É vista como "a planta" usada para a criação do universo físico e espiritual, pois contém - potencialmente - todas as leis que vão reger a Criação e os axiomas que determinam como estas leis funcionam. É a raiz dos elementos espirituais: fogo, água, terra e ar. Sua essência é também incompreensível para nós.

Biná, entendimento, a compreensão, a lógica. Com sua emanação, é criado o sistema lógico pelo qual os axiomas de Chochmá são delineados e definidos. É através da Biná que podemos começar a entender os axiomas tanto da Criação quanto do nosso próprio ser.
Da'at, conhecimento; a "lógica aplicada" de modo diferente das duas anteriores. Não é apenas o acúmulo, mas também a soma de tudo o que é conhecido. É a capacidade de juntar as informações básicas e fazê-las funcionar logicamente.

Quando Keter se manifesta, D'aat se oculta, já que são manifestações interna e externa, respectivamente, da mesma força.

Chessed, graça, amor e bondade que nos beneficiam; a grandeza (Guedulá) do amor. Esta sefirá representa o dar incondicional, o altruísmo, o impulso incontrolável de expansão. É D'us dando-se às Suas criaturas de forma irrestrita, abrindo todas as portas da Sua Abundância. D'us usou este atributo como o instrumento supremo no processo da Criação.

Guevurá - poder, justiça, o julgamento severo (Din); as forças para disciplinar a criação. Guevurá representa a contração, a restrição, a criação de barreiras. A "auto-limitação" Divina foi indispensável para a criação do Cosmo. A Cabalá se refere a esta como midat hadin, a medida ou atributo do julgamento, do rigor.

Esta sefirá direciona a energia espiritual para atingir uma meta específica. É a força que permite o controle para podermos vencer tanto nossos inimigos internos quanto os externos.

Tiferet, beleza, no sentido da harmonia. É a combinação da harmonia e da verdade, dando espaço para a compaixão. Esta sefirá está associada com o poder de conciliar as inclinações conflitantes de Chessed e Guevurá, para que haja compaixão. Na Cabalá é designada como midat harachamim, "o atributo da misericórdia". A alma do homem emana desta sefirá pela união desta qualidade com Malchut, o corpo.

Netzach, vitória, eternidade, resistência. Esta sefirá representa a imposição Divina. É o domínio, a conquista ou a capacidade de vencer. Representa o motivo primeiro da Criação: a capacidade de vencer o mal.

Hod, esplendor, empatia. Esta sefirá permite que o poder e energia repassados sejam apropriados e aceitáveis a quem os recebe. É responsável pela criação dentro de uma relação do espaço deixado para o outro. A qualidade espiritual de Hod salienta o atributo da humildade e reconhecimento. Hod representa também a submissão que permite a existência do mal.


Yesod, fundação; alicerce representa a reciprocidade ideal numa relação. É o meio de comunicação, o veículo de transporte de uma condição para outra. Representa o lugar do prazer espiritual e físico; o vínculo mais poderoso que pode existir entre dois indivíduos, assim como entre o homem e D'us: a aliança entre D'us e Israel: o Brit Milá.

Malchut, reinado. É a Schechiná, o aspecto imanente de D'us neste mundo. É o mundo revelado onde o potencial latente é concretizado. É o poder que D'us nos deu de receber Dele. Como símbolo do receber, esta sefirá é caracterizada como aquela que não tem nada próprio. É um keli, um mero recipiente. Malchut é o último elemento de uma corrente que se inicia na Vontade Divina e encontra sua realização neste mundo. Aquele que recebe pode dar de volta, tornando-se além de receptor, um doador.

As sefirot são refletidas no homem e desta forma o homem compartilha o Divino. A pessoa que somos é determinada pelas sefirot no mundo da ação, pois são as bases de nossa personalidade individual. O "cabo condutor" ou o canal através do qual estas se manifestam, é a nossa alma.

Fonte:http://www.morasha.com.br/conteudo/artigos/artigos_view.asp?a=75&p=1



A ÁRVORE DAVIDA


Ficheiro:Arvore-da-vida.jpg



Árvore da Vida é um sistema cabalístico hierárquico em forma de árvore, que é dividida em dez partes, ou dez frutos. Esses frutos têm sentido ambíguo, podendo eles ser interpretados tanto como estado do todo, do universo, como podem ser lidos como estados de consciência. Ou seja, podem ser lidos tanto microcosmicamente, do ponto de vista do homem, como macrocosmicamente, ou seja, do ponto de vista do universo em geral. Macrocosmicamente, a Árvore deve ser lida de cima para baixo, e microcosmicamente, deve ser lida de baixo para cima. Macrocosmicamente, a Árvore começa em Kether, que é a centelha divina, a causa primeira de todas as coisas, e desce na árvore tornando-se coisa cada vez mais densa. Esse é o método cabalista de explicar a criação do mundo, e contrasta com o método científico do mesmo. A última sephirah é Malkuth, a matéria densa, o último estado das coisas. Microcosmicamente, subindo na Árvore, partindo de Malkuth, o homem aproxima seu estado de consciência elevando-se cada vez mais próximo de Kether. Então, a Árvore da Vida tanto pode ser usada para explicar a criação do Universo, como para hierarquizar o processo evolutivo do homem. Por isso, a Árvore da Vida é usada como referência em várias ordens de magia, para classificar seus graus.

Divisões da Árvore

A Árvore é dividida em quatro diferentes planos:
  • Atziluth, o Mundo das Emanações: Nessa esfera, Deus age diretamente, e não através de seus ministros, que são os anjos. Essas sephirah são: Kether Chokmah Binah
  • Beriah, ou Briah, o Mundo das Criações: Esse mundo já é tão denso que Deus não age mais diretamente sobre ele, suas vontades são cumpridas por poderosos Arcanjos. Essas sephirah são: Chesed Geburah Tiphareth
  • Yetzirah, o Mundo das Formações: Nesse mundo, assim como em Briah, Deus não age diretamente, mas age através de diversos coros angélicos, que realizam sua vontade. Essas sephirah são: Netzach Hod Yesod
  • Asiyah, ou Assiah, o Mundo das Ações. Nesse mundo, só há uma sephirah: Malkuth
A Árvore da Vida também é dividida em três colunas. A da esquerda é conhecida como pilar da severidade, é o pilar feminino; a da direita é o pilar da misericórdia, é o pilar masculino; e o pilar central é o pilar do equilíbrio, contrastando as emanações dos pilares direito e esquerdo. É de se estranhar, de início, que o pilar da severidade seja o feminino, e o pilar da misericórdia seja o masculino. Isso é por que a força feminina é repressora, como o útero reprime a criança na barriga da mãe, e a força masculina é explosiva, logo, tende a ser uma força menos repressora e mais liberal. A árvore também pode ser dividida em duas partes horizontais pela sephirah Tiphareth. As quatro sephirah abaixo de Tiphareth são o microcosmo, o mundo inferior, o Eu Inferior. E as quatro sephirah acima de Tiphareth são o macrocosmo, o mundo superior, o Eu Superior, sendoKether a centelha divina. A Árvore também pode ser dividida em duas partes horizontais pela falsa sephirah Daath. As sephirah abaixo de Daath são conhecidas como Microprosopos, ou seja, são o Universo Manifesto. E as sephirah acima de Daath são o Macroprosopos, ou Universo Imanifesto.

Ficheiro:R64-arvore-01.jpg

Sephiroth


A árvore da vida
A sequência das sephiroth na Árvore se dá pelo movimento do Relâmpago Brilhante. Sua é a seguinte:

Kether - Coroa

Kether se situa na posição central superior da árvore. É a coroa. É o potencial puro das manifestações que acontecem nas outras dimensões. Representa a própria essência, atemporal e livre. É a gênese de todas as emanações canalizadas pelas outras Sephiroth.

Chokmah - Sabedoria

Chokmah se situa no topo da coluna direita, o pilar da misericórida, é conhecido como Abba, o grande Pai. É a sabedoria. Chokmah é a energia pura ainda não materializada. Tem carater masculino e infinitamente expansivo. É o salto quântico da intuição, que deriva as manifestações artísticas. Analogamente, é o lado direito do cérebro, onde flui a criatividade e o mundo das idéias.

Binah - Entendimento

Binah se situa no topo da coluna esquerda, o pilar da severidade, é conhecida também como Amma, a grande Mãe. É o entendimento. Binah foi a primeira manifestação da forma sobre a força (Chokmah). Ela fez com que a força infinita deChokmah se tornasse limitada, e com isso, equilibrando-se reciprocamente com ele. É a lógica que dá definição à inspiração e energia ao movimento. Analogamente, é o lado esquerdo do cérebro, onde funciona a razão, organizando o pensamento em algo concreto.

Chesed - Misericórdia

Chesed se situa abaixo de Chokmah. É a misericórdia. Representa o desejo de compartilhar incondicionalmente. Representa a vontade de doar tudo de si mesmo e a generosidade sem preconceitos, a extrema compaixão.

Geburah - Julgamento

Geburah se situa abaixo de Binah. É o julgamento. Representa o desejo de contenção e de questionador de impulsos. Canaliza sua energia por meio de objetivos, com o intuito de superar obstáculos e transformar a própria natureza.

Tipareth - Beleza

Tipareth se situa abaixo e entre Chesed e Geburah. É a beleza. Transforma em beleza Chokmah, Binah e Kether. A sabedoria e o entendimento, com a luz do conhecimento. Representa a divisão da árvore em macroposopos e microposopos.

Netzach - Vitória

Netzach se situa abaixo de Chesed. É a vitória. Netzach é a energia dos sentimentos. Existe a vontade de reciprocidade, a busca pelo próximo e a superação dos próprios limites, propagando o pensamento eterno. Funciona como o princípio fertilizador do espermatozóide masculino.

Hod - Esplendor

Hod se situa abaixo de Geburah. É o esplendor. Hod representa o pensamento concreto. É um canal de aprimoramento interno, de identificação com próximo, sendo uma forma de aceitação do pensamento, de reconhecimento. Funciona como o princípio receptivo do óvulo feminino.

Yesod - Fundamento

Yesod se situa abaixo e entre Netzach e Hod. É o fundamento. Yesod representa o Plano Astral. Funciona como um reservatório onde todas as inteligências emanam seus atributos que são misturados, equilibrados e preparados para a revelação material. É compilação das oito emanações.

Malkuth - Reino

Malkuth se situa na posição central inferior da árvore. É o reino. Representa o mundo físico, onde é revelado o material compilado das oito emanações. É o canal da manifestação, desejando a recepção das sephiroth. É a distância de Kether que provoca esse desejo, criando a sensação de falta.

Daath - Conhecimento

Daath se situa acima e entre Chokmah e Binah. É o conhecimento. Representa uma falsa sephirah porque não é uma emanação independente como as outras dez. Ela depende de Chokmah e Binah. Também é considerada como a imagem de Tipareth. É o abismo, o caos aleatório do pensamento.

Características da Árvore

Sendo as sephirah do pilar da severidade muito femininos e as sephirah do pilar da misericórdia muito masculinos, não existiria estabilidade no universo sem o pilar central, que age como o mediador entre eles. Dessa forma, a junção entre Geburah e Chesed gerou Tiphareth. E a junção entre Hod e Netzach gerou Yesod. Logo, Binah é o oposto de Chokmah, assim como Geburah é o oposto de Chesed, e Hod, o oposto de Netzach. Em verdade, cada linha horizontal da Árvore é emanada pela linha horizontal que lhe é superior, e emana a linha horizontal que lhe inferior. Logo, Kether emana tudo, mas não recebeu emanação de nada, e Malkuth não emana nada, mas recebeu emanação de tudo, sendo essas emanações sempre de cima para baixo. Cada sephirah tem suas correspondências astrológicas, com deuses pagãos, com pedras, plantas e etc. Por exemplo, Geburah é a sephirah da severidade, da justiça, logo, tem correspondência com Marte, planeta relacionado pela a astrologia com a guerra. Sua divindades correspondentes são todos os deuses pagãos relacionados a justiça e a guerra. Já Netzach é da esfera de Vênus, por sua natureza emocional.

Magia


Sistema de magia da A.:.A.:. baseado na Árvore da Vida
Dentro de alguns sistemas de magia, cada sephirah, de baixo para cima, corresponde a um grau em uma escala evolutiva. Esse sistema se tornou muito conhecido por ser utilizado dentro da Ordem Hermética da Aurora Dourada (Golden Dawn, G.D., G.:.D.:.) e pela Astrum Argentum (A.:.A.:.). Malkuth é o primeiro grau, o adepto dessa sephirah é conhecido como Neófito ou Probacionista. Depois que ele cruzar o caminho que leva de Malkuth a Yesod, o iniciado passará para o grau de Zelator, 2º=9º, e assim sucessivamente. Os graus são Neófito (1º=10º), Zelator (2º=9º), Practicus (3º=8º), Philosophus (4º=7), Adeptus Minor (5º=6º), Adeptus Major (6º=5º), Adeptus Exemptus (7º=4º), Magister Templi (8º=3º), Magus (9º=2º) e Ipíssimus (10º=1º). Esse é o sistema da A.:.A.:., que é baseado na Árvore da Vida Cabalística. O Sistema da G.:.D.:. é semelhante a esse.

Ver também

Ligações externas


Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81rvore_da_Vida_(Cabala)


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