SE QUERIAM UM CADÁVER EM NOME DE UMA SUPOSTA LIBERDADE DE EXPRESSÃO,JÁ TEM UM...

Cinegrafista Santiago Ilídio Andrade, que foi atingido na cabeça por um morteiro durante protesto no Rio de Janeiro, tem morte cerebral (Foto: Ag. O Globo)
O cinegrafista da Rede Bandeirantes Santiago Ilídio Andrade, atingido na cabeça por um morteiro durante “protesto” no Rio de Janeiro, tem morte cerebral (Foto: Ag. O Globo)


E agora, senhores defensores de criminosos em nome de uma suposta liberdade de expressão?
Queriam um cadáver? Já têm um.
Um jornalista que teve a cabeça explodida. Por “manifestantes” que transformam o direito de expor ideias e exigir direitos em crimes.
O cinegrafista da Rede Bandeirantes Santiago Andrade morreu no exercício de nosso direito à informação. Da liberdade de sabermos os fatos e a partir destes, avalia-los.
O nome disto é jornalismo.
Uma morte sem sentido. Sem razão. Um homicídio banal em nome de grupelhos que se intitulam vanguarda.
Que roubaram a indignação presente nas ruas em junho e julho de 2013.
Que instrumentalizaram a revolta pacífica em nome de um Estado ditatorial onde tudo é permitido.
Embora chocante e dolorosa, esta morte não é surpresa. Estava anunciada.
Os “partidecos” de esquerda radical, apoiados por novos nomes aliados a movimentos financiados por verbas públicas, estavam em busca de uma morte.
Desejada. Talvez a fórmula oficial de impedir manifestações na Copa. O receio de ter a cabeça estourada por militantes assassinos de movimentos que representam as trevas.
Quem sabe a morte de Santiago não esteja sendo comemorada pelos que temem o fim da ilusão de dominar as ruas?
Quem pode afirmar que o assassinato de um jornalista não sirva para interromper a revolta (pacífica e popular) contra superfaturamentos, falta de educação, saúde e segurança?
Quem está feliz com a morte do repórter?
A liberdade de imprensa precisa ser mais intensamente atingida para ser valorizada?
Os freixos, fábios e sininhos deste país estão contentes? Há um cadáver.
Não era o que se antevia? Não era o resultado esperado?
Onde está a OAB para defender criminosos que aterrorizam as ruas tomadas de indignação?
Onde os advogados sempre prontos a apelar ao direito de manifestação que não dão uma palavra? Nem pêsames à família ou ao Brasil decente.
Onde os ideólogos do liberalidade sem limites que cultuam black blocs, militontos e criminosos?
Este é o país que nasce de seus (deles) sonhos?
Juto com Santiago, com o crânio despedaçado, vai junto uma parte pensante do Brasil. Que defende a liberdade de expressão. Da manifestação legítima. Da imprensa sem controles sociais ou intimidações de rojões.
Não se trata de usar um morto. Antes da revolta por haver um morto!
Previsível. Dolorosamente previsível.
Como acontece nas nações onde a justiça, cidadania, democracia e ÉTICA são meros conceitos. Dos reacionários e conservadores.
Sou, orgulhosamente, um deles.
Nos meus valores, não se matam jornalistas!

Por Reynaldo-BH-10/02/2014

Fonte:http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/politica-cia/reynaldo-bh-os-defensores-de-criminosos-em-nomes-de-uma-suposta-liberdade-de-expressao-queriam-um-cadaver-pois-ja-tem-um/

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