FORO DE SÃO PAULO : REDUTO DA ESQUERDA INTERNACIONAL E RAZÃO DA CONFUSÃO NO BRASIL E NA AMÉRICA LATINA ?


O ex-presidente Lula e o ministro Luiz Dulci durante celebração 
dos quinze anos do Foro de São Paulo.

História daCriação do Foro de São Paulo

Foro de São Paulo (FSP) é uma organização criada em 1990 a partir de um seminário internacional promovido pelo Partido dos Trabalhadores,1 que convidou outros partidos e organizações de esquerda da América Latina e do Caribe para discutir alternativas às políticas neoliberais dominantes na América Latina durante a década de 19902 3 e promover a integração econômica, política e cultural da região.
Segundo a organização, atualmente mais de 100 partidos e organizações políticas participam dos encontros. As posições políticas variam dentro de um largo espectro, que inclui partidos social-democratas, organizações comunitárias, sindicais esociais ligados à esquerda católicagrupos étnicos e ambientalistas, organizações nacionalistaspartidos comunistas e até mesmo grupos guerrilheiros, como as FARC. Estas, entretanto,4 acabaram por ser impedidas de participar a partir de 2005.5
O FSP foi criado em 1990 pelo Partido dos Trabalhadores, em São Paulo, onde se realizou a primeira reunião. Desde então, o Foro tem acontecido a cada um ou dois anos, em diferentes cidades: Manágua (1992), Havana (1993), Montevidéu (1995),San Salvador (1996), Porto Alegre (1997), Cidade do México (1998), Manágua (2000), Havana (2001), Antígua (2002), Quito (2003), São Paulo (2005), San Salvador (2007), Montevidéu (2008), Cidade do México (2009), Buenos Aires (2010), Manágua (2011), Caracas (2012) e São Paulo (2013).

História

A ideia do Foro de São Paulo surgiu em julho de 1990, durante uma visita feita por Fidel Castro a Lula em São Bernardo do Campo e foi formalizada quando 48 organizações, partidos e frentes de esquerda da América Latina e do Caribe, atendendo a convite do Partido dos Trabalhadores, reuniram-se na cidade de São Paulo visando debater a nova conjuntura internacional pós-queda do Muro de Berlim (1989), elaborar estratégias para fazer face ao embargo dos Estados Unidos a Cuba e unir as forças de esquerda latino-americanas no debate das consequências da adoção de políticas neoliberais pela maioria dos governos latino-americanos da época.6
No encontro seguinte, realizado na Cidade do México, em 1991, com a participação de 68 organizações e partidos políticos de 22 países, examinou-se a situação e a perspectiva da América Latina e do Caribe frente à re-estruturação hegemônica internacional. Na ocasião, consagrou-se o nome "Foro de São Paulo".7

Participantes

Lista de participantes:8
PaísesOrganizações associadas
 Argentina
 Bolívia
 Brasil
 Chile
 Colômbia
 Cuba
 Equador
 El Salvador
 Guatemala
 Martinica
 México
 Nicarágua
 Panamá
  • Partido del Pueblo de Panamá
 Paraguai
 Peru
 Porto Rico
 República Dominicana
 Uruguai
 Venezuela
A partir do ano de 2005, o Partido dos Trabalhadores não permitiu que as FARC participassem. 5 Posteriormente, as FARC pediram formalmente uma participação ativa no foro.9

Estrutura executiva


Lula conversa com Fidel Castro, no Palácio da Revolução, em Havana (2003)..
O Foro funcionou sem um grupo executivo apenas na sua primeira edição. No segundo encontro, realizado na cidade do México, em 1991, foi criado um grupo de trabalho encarregado de "consultar e promover estudos e ações unitárias em torno dos acordos do Foro". Já na reunião realizada em Montevidéu (1995), foi criado o Secretariado Permanente do FSP. Essas instâncias têm sua composição decidida a cada encontro e já foram integradas por organizações como: Partido dos Trabalhadores;FARC (Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia–Ejército del Pueblo) de esquerdaIzquierda Unida (Peru); Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional de esquerda (El Salvador); Frente Sandinista de Libertação Nacional de esquerda (Nicarágua);Partido Comunista de CubaFrente Ampla do Uruguai de esquerda; Partido da Revolução Democrática de esquerda (México); Movimiento Lavalás de esquerda (Haiti) e Movimiento Bolivia Libre de esquerda.

Declarações

Os objetivos iniciais do FSP estão expressos na "Declaração de São Paulo",10 documento final que foi aprovado no primeiro encontro, na cidade de São Paulo, em 1990. Os participantes manifestaram a "vontade comum de renovar o pensamento de esquerda e o socialismo, de reafirmar seu caráter emancipador, corrigir concepções errôneas, superar toda expressão de burocratismo e toda ausência de uma verdadeira democracia social e de massas."
A declaração afirmou, também, a solidariedade à Revolução Cubana de esquerda e à Revolução Sandinista de esquerda e apoiou as tentativas de desmilitarização e de solução política da guerra civil de El Salvador, além de se solidarizar com os povos andinos.
O texto definiu, adicionalmente, as bases de um "novo conceito de unidade e integração continental", que supõe: "defender o patrimônio latino-americano, pôr fim à fuga e exportação de capitais do sub-continente, encarar conjunta e unitariamente o flagelo da impagável dívida externa e a adoção de políticas econômicas em benefício das maiorias, capazes de combater a situação de miséria em que vivem milhões de latino-americanos."
A Declaração manifestou "compromisso ativo com a vigência dos direitos humanos e com a democracia e a soberania popular como valores estratégicos, colocando as forças de esquerda, socialistas e progressistas frente ao desafio de renovar constantemente seu pensamento e sua ação".
No II Encontro (no México, em 1991), surgiu a ideia de o FSP trabalhar também por maior integração continental, por meio do intercâmbio de experiências, da discussão das diferenças e da busca de consenso para ação entre as esquerdas. Os encontros seguintes reafirmam esta disposição para o diálogo entre as esquerdas, ao mesmo tempo em que — no cenário continental — cresceu a influência dos partidos participantes do Foro de São Paulo na política latino-americana, uma vez que houve a eleição de presidentes afinados com suas visões em vários países.
Posteriormente, Lula se afastou da direção do Foro de São Paulo, e cresceu a liderança de Hugo Chávez.

Países da América Latina atualmente governados por membros do Foro de São Paulo


Países da América Latina atualmente governados por membros do Foro de São Paulo (em vermelho).
Em 15 de março de 2009, a Frente Farabundo Marti de Liberación Nacional (FMLN) venceu as eleições presidenciais em El Salvador, tornando-se o mais novo país a ser governado por um integrante do Foro de São Paulo, com a posse de Mauricio Funes de esquerda em 2 de junho de 2009.
Em 28 de junho de 2009, o presidente de Honduras Manuel Zelaya Rosales de esquerda, membro do Foro de São Paulo, foi deposto e substituído por Roberto Micheletti. Em 27 de janeiro de 2010, tomou posse, como presidente de Honduras, o candidato eleito, Porfírio Lobo, de direita.
Em 1° de julho de 2009Martín Torrijos de esquerda, membro do Foro de São Paulo, deixou o cargo de presidente do Panamá, sendo sucedido pelo empresário supermercadista Ricardo Martinelli, do partido Mudança Democráticapopulista de direita.
Em 17 de janeiro de 2010Sebastián Piñera foi eleito presidente do Chile, sucedendo a Michelle Bachelet de esquerda, que era membro do Foro de São Paulo. Piñera tomou posse como presidente do Chile em 11 de março de 2010. Porém, em 15 de Dezembo de 2013, Michelle Bacheletfoi novamente eleita para o cargo, tornando-se o primeiro presidente a ser reeleito na história do Chile.11
Em 5 de junho de 2011, Ollanta Humala, do Foro de São Paulo, foi eleito presidente do Peru.

A reunião anual em Montevidéu 2008

Um dos temas centrais previstos para o encontro do Foro de São Paulo em Montevidéu (dias 22 a 25 de maio de 2008) foi a reivindicação de renegociação do tratado de criação da Usina Hidrelétrica de Itaipu Binacional. O presidente do ParaguaiFernando Lugo de esquerda, é membro do FSP e deseja aumentar a receita paraguaia proveniente da Usina de Itaipu, fixada no tratado de constituição da hidroeléctrica, de 1973.

Foro de São Paulo em 2010

A reunião do Foro de São Paulo, que ocorreu em 2010 na capital argentina, faz críticas ao neoliberalismo e os Estados Unidos. O Foro recomendou que os países latino-americanos levem à ONU o debate sobre a autodeterminação e a independência da população de Porto Rico.12

Oposição ao Foro de São Paulo

Não há uma oposição organizada na América Latina ao Foro de São Paulo, mas apenas pequenos grupos de intelectuais liberais, tais como UnoAmerica,13 14 organização liderada pelo venezuelano Alejandro Peña Esclusa. Supostamente vinculado à TFP (Tradição, Família e Propriedade), organização católica ultraconservadora, e ao controverso movimento LaRouche, ligado à direita norte-americana, Peña Esclusa foi preso pelo governo de Hugo Chávez sob a acusação de terrorismo, em 13 de julho de 2010.15 16 Em 1998, Peña Esclusa havia sido candidato à presidência da Venezuela, obtendo 0,04% dos votos, isto é, 2.424 votos sobre mais de 16 milhões17 18 .
No Brasil, por mais de uma década o filósofo brasileiro Olavo de Carvalho tem acusado o Foro de São Paulo de ser o principal responsável pela ascensão da esquerda na América Latina.19
Além disso, os opositores do Foro de São Paulo criticaram principalmente a participação das FARC nas reuniões - o que ocorreu anteriormente a 2005 20 4 5 21 22 23 24

Referências

  1. Ir para cima Valter Pomar (13/5/2013). Declaração Final dos Encontros do Foro de São Paulo (1990-2012) (pdf) pp. 5. Website do Foro de São Paulo. Página visitada em 02/08/2013.
  2. Ir para cima Neoliberalismo na América Latina e a nova fase da dependência
  3. Ir para cima Globalização, Neoliberalismo e abertura econômica na América Latina nos anos 90
  4. ↑ Ir para:a b Partidos Miembros
  5. ↑ Ir para:a b c Folha de S. Paulo (31 de maio de 2008). PT barrou as Farc em foro da esquerda em São Paulo.
  6. Ir para cima Analizamos la situación del sistema capitalista mundial y la ofensiva imperialista, cubierta de un discurso neoliberal, lanzada contra nuestros países y nuestros pueblos. Evaluamos la crisis de Europa Oriental y del modelo de transición al socialismo alli impuesto. Pasamos revisión de las estrategias revolucionarias de la izquierda de esta parte del planeta, y de los retos que el quadro internacional le plantea. Encontro de Partidos e Organizações de Esquerda da América Latina e Caribe.Declaración de São Paulo
  7. Ir para cima Declaración de México (PDF).
  8. Ir para cima Miembros del Foro de São Paulo ordenados por países (em es) pp. 5. Website do Foro de São Paulo. Página visitada em 02/08/2013.
  9. Ir para cima FARC pedem para participar mais ativamente do Foro de São PauloWikinotícias, a fonte de notícias livre (21 de fevereiro de 2007). Página visitada em 16 de maio de 2011.
  10. Ir para cima Declaración de São Paulo (PDF).
  11. Ir para cima Michelle Bachelet se convierte en la nueva Presidenta electa de Chile entre 2014 y 2017 (em espanhol). La Tercera (15 de dezembro de 2013). Página visitada em 16 de dezembro de 2013.
  12. Ir para cima Foro de São Paulo termina com criticas aos EUA e ao neoliberalismo econômico. Correio Braziliense (21 de agosto de 2010). Página visitada em 10 de março de 2011.
  13. Ir para cima Declaración de UnoAmérica, 15 de dezembro de 2008
  14. Ir para cima Criticismo do forum pela Unión de Organizaciones Democráticas de América
  15. Ir para cima Venezuela prende político acusado de aliança com terroristasOpera Mundi, 13 de julho de 2010
  16. Ir para cima Caracas prende e acusa outro opositorO Estado de S. Paulo.
  17. Ir para cima Unoamerica. site de oposição ao Foro de São Paulo, mantido por Alejandro Peña Esclusa.
  18. Ir para cima Pichones del Plan Cóndor. por Esteban Collazo. Revista Zoom (29 de outubro de 2009).
  19. Ir para cima Carvalho, Olavo de. Digitais do Foro de São Paulo. 28 de Janeiro de 2008.
  20. Ir para cima O Foro de São Paulo não é uma fantasia, por Reinaldo AzevedoRevista Veja, 30 de janeiro de 2008.
  21. Ir para cima Henneman, Gustavo (20 de agosto de 2010). Foro de São Paulo celebra iniciativas que aumentam controle da imprensaFolha de S. Paulo.
  22. Ir para cima Fabiano, Ruy (31 de julho de 2010). Conflito sem mediadores. Blogue do Noblat, O Globo.
  23. Ir para cima Montaner, Carlos Alberto (12 de março de 2010). A decepção internacional com LulaO Estado de São Paulo.
  24. Ir para cima Rabello, João Bosco (21 de julho de 2010). PT e Farc, uma antiga relação ideológica que encontrou abrigo no governo brasileiroO Estado de São Paulo.

Ligações externas

Documentos oficiais
Documentação complementar
Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Foro_de_Sao_Paulo

Relação das FARC com o Foro de São Paulo







Interrogado pelos jornalistas, Raúl Reyes, líder guerrilheiro colombiano, admitiu em sua recente visita à Venezuela que as FARC formam parte do chamado Foro de São Paulo. Vejamos a que se referia.

Depois da queda do Muro de Berlim em 1989 e da derrubada do comunismo na ex-União Soviética, Fidel Castro decidiu substituir o apoio que recebia do Bloco Oriental pelo de uma transnacional latino-americana.

Aproveitando o poder parlamentar que tinha o Partido dos Trabalhadores (PT) no Brasil, Fidel Castro convocou em 1990, junto com Luis Inácio “Lula” da Silva, todos os grupos guerrilheiros da América Latina a uma reunião na cidade de São Paulo.

Além do próprio PT e do Partido Comunista de Cuba, acudiram ao chamado o Exército de Libertação Nacional (ELN) e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC); a Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN) da Nicarágua; a União Revolucionária Nacional da Guatemala (URNG); a Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional (FMLN) de El Salvador; o Partido da Revolução Democrática (PRD) do México; e várias dezenas mais de grupos guerrilheiros e partidos de esquerda da região que iam se juntando ao longo dos anos, como o Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN) do México.

Alí decidiram formar uma organização que se auto-denominou Foro de São Paulo.
Para dirigi-lo centralizadamente, criaram um Estado Maior civil, dirigido por Fidel Castro, Lula, Tomás Borge e Frei Betto, entre outros, e um Estado Maior militar, comandado também pelo próprio Fidel Castro, o líder sandinista Daniel Ortega, e no qual tem um papel importante o argentino Enrique Gorriarán Merlo.

Gorriarán Merlo foi fundador do Exército Revolucionário do Povo (ERP) e posteriormente do Movimento Todos pela Pátria (MTP). Gorriarán Merlo é o autor do ataque terrorista de janeiro de 1989 ao regimento de infantaria La Tablada, em Buenos Aires, no qual morreram 39 pessoas, e foi quem encabeçou a esquadra que assassinou Anastasio Somoza em Assunção, Paraguai, em setembro de 1980.

Gorriarán Merlo também organizou a maquinaria militar do Movimento Revolucionário Tupac Amaru (MRTA), o mesmo que há três anos e meio tomou a residência do embaixador japonês em Lima.
O Foro de São Paulo tem um sistema de comunicação permanente, e até produz uma revista trimestral própria, denominada América Livre.
Estabeleceu uma forma sólida e permanente de financiamento, baseada em sequestro, roubo de gado, cobrança de impostos, assaltos a bancos, pirataria, narcotráfico e demais atividades ilegais que rotineiramente praticam os grupos guerrilheiros na América Latina.

Tendo em vista que o marxismo dos anos sessenta já estava caduco e desprestigiado, os diretores do Foro de São Paulo decidiram adotar formalmente diversos disfarces:

um foi o do indigenismo, ou a suposta luta pelos direitos dos indígenas, para encobrir a formação de grupos guerrilheiros (Exército Zapatista de Libertação Nacional), e também a promoção do separatismo, argumentando que os territórios ocupados pelas tribos indígenas são próprios e não do Estado nacional.

Outro foi o do ecologismo radical que, alegando a proteção do meio ambiente, justificou a ação de terroristas que obstaculizaram o avanço do Estado em obras públicas de infraestrutura como rodovias e tensão elétrica.

E finalmente, o de uma versão extremista da chamada Teologia da Libertação (Frei Betto, Leonardo Boff, Paulo Evaristo Arns), com o objetivo de dividir a Igreja Católica e justificar a violência com argumentos supostamente cristãos.

Segundo um informe da AP, datado em Montevidéo, Hugo Chávez se inscreveu no Foro de São Paulo em 30 de maio de 1995. Isto foi confirmado por Pablo Beltrán, líder do ELN, em uma entrevista realizada pela Globovisión em 17 de novembro de 1999.
Há quatro anos o investigador colombiano Jesús E. La Rotta publicou um livro intitulado As Finanças da Subversão Colombiana, no qual revela os resultados de suas investigações sobre as fontes de financiamento das FARC, do ELN e do EPL.

Fazendo uso de numerosos gráficos e tabelas, La Rotta identifica seis formas ou modos gerais por meio dos quais os guerrilheiros colombianos obtêm entrada de dinheiro, a saber:

a extorsão em menor escala, como os impostos, o bilhete e a cobrança de pedágios, de onde obtêm um total de 1.030 milhões de dólares ao ano;

a extorsão em grande escala a empresas nacionais e multinacionais nos diversos setores como o petroleiro, agrícola, pecuário, industrial, comercial e financeiro, de onde arrecadam 5.270 milhões de dólares anuais;

o abigeato ou roubo de gado, de onde recolhem 270 milhões de dólares anualmente; os assaltos, por meio dos quais conseguem 400 milhões de dólares ao ano;

a pirataria, seja terrestre, fluvial, marítima ou aérea, que lhes rende 150 milhões de dólares em depósitos anuais e, finalmente, o narcotráfico, de onde obtêm 1.130 milhões de dólares ao ano.
udo isso soma oito mil duzentos e cinquenta (8.250) milhões de dólares ao ano, cifra muito superior aos orçamentos de todas as Forças Armadas Nacionais de todos os países andinos.

Todavia, La Rotta admite que se tratam de cifras de 1994, e explica que “os grupos subversivos, em particular as FARC e o, entraram em franco processo de substituição dos cartéis da droga desmantelados e que, cumprido tal processo, se fechará o círculo do enriquecimento quando incorporarem em plenitude o produto global do narcotráfico, que pode representar-lhes depósitos de dinheiro superiores”.

Poucos meses depois de haver-se publicado o livro de La Rotta, saiu o livro O Cartel das FARC, elaborado por major colombiano Luis Alberto Villamarín Pulido, o qual alega que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia constituem o terceiro e mais poderoso cartel das drogas.

Embora já existissem provas da vinculação do ELN e das FARC com o narcotráfico, os documentos retidos em 31 de janeiro de 1996 das quadrilhas 14 e 15 das FARC, por tropas da Brigada 12 em Paujil (Caquetá), comprometem ainda mais os guerrilheiros com o tráfico de drogas: aparecem as frequências de VHF e inúmeros telefonemas dos capos do Cartel de Cali, assim como atas de reuniões entre as FARC e os narco-traficantes.

O livro está cheio de afirmações impressionantes, como esta:

“A infraestrutura do cartel das FARC tem todos os elementos de organização e controle próprios dos bandos de mafiosos que inundam o mundo civilizado com o tráfico ilícito de cocaína, com o agravante de que ameaçam camponeses, envolvendo-os com as milícias bolivarianas e o partido comunista clandestino.

A ação dos delinquentes do cartel das FARC ultrapassa as fronteiras nacionais”.
por Alejandro Peña Esclusa em 16 de outubro de 2002Fuerza Solidaria - Venezuela

Fonte:http://antiforodesaopaulo.blogspot.com.br/


Sobre o Foro de São Paulo

O filósofo Olavo de Carvalho teve a indelicadeza de lembrar a folha corrida de crimes cometidos por essa entidade que congrega partidos de esquerda da América Latina e Caribe. Reproduzo (em azul):
Ao longo de duas décadas e picos, o Foro de São Paulo acumulou uma folha de realizações que ninguém deveria ignorar:
1) Deu abrigo e proteção política a organizações terroristas e a quadrilhas de narcotraficantes e sequestradores que nesse ínterim espalharam o vício, o sofrimento e a morte por todo o continente, fazendo mesmo do Brasil o país onde mais cresce o consumo de drogas na América Latina.
2) Ao associar entidades criminosas a partidos legais na busca de vantagens comuns, transformou estes últimos em parceiros do crime, institucionalizando a ilegalidade como rotina normal da vida política em dezenas de nações.
3) Burlou todas as constituições dos seus países-membros, convidando cada um de seus governantes a interferir despudoradamente na política interna das nações vizinhas, e provendo os meios para que o fizessem “sem que ninguém o percebesse”, como confessou o sr. Lula, e sem jamais ter de prestar satisfações por isso aos seus respectivos eleitorados.
4) Ocultou sua existência e a natureza das suas atividades durante dezesseis anos, enquanto fazia e desfazia governos e determinava desde cima o destino de nações e povos inteiros sem lhes dar a mínima satisfação ou explicação, rebaixando assim toda a política continental à condição de uma negociação secreta entre grupos interessados e transformando a democracia numa fachada enganosa.
5) Gastou dinheiro a rodo em viagens e hospedagens para muitos milhares de pessoas, durante vinte e três anos, sem jamais informar, seja ao povo brasileiro, seja aos povos das nações vizinhas, nem a fonte do financiamento nem os critérios da sua aplicação. Até hoje não se sabe quanto das despesas foi pago por organizações criminosas, quanto foi desviado dos vários governos, quanto veio de fortunas internacionais ou de outras fontes. Nunca se viu uma nota fiscal, uma ordem de serviço, uma prestação de contas, um simulacro sequer de contabilidade. A coisa tem a transparência de um muro de chumbo.
Retomo

Lula, um dos fundadores do Foro (o outro é Fidel Castro), faz hoje o seu discurso no evento. A peça de resistência da reunião deste ano é, imaginem vocês!, a celebração da herança chavista. Para a turma do Foro, é na Venezuela que se vive a verdadeira democracia. Lembro que foi num desses encontros que Chávez, segundo ele próprio confessou, encontrou-se com o Raúl Reyes, aquele líder terrorista e pançudo das Farc, morto pelas tropas colombianas num acampamento no Equador. As Farc, como é de conhecimento público, dedica-se ao narcoterrorismo e mantém ainda hoje campos de concentração na floresta amazônica. E o engraxate de Zé Dirceu se mostra interessado em, literalmente, caçar os partidários de um certo “liberal-fascismo”…
Aguardam-se para o encerramento do evento as sábias palavras de Evo Morales, o índio de araque que governa a Bolívia. Faz sentido. Evo tomou uma refinaria da Petrobras de armas na mão; criou novos campos de folha de coca — de uma variedade que não serve para mascar — na fronteira com o Brasil; decidiu criar uma indústria de legalização de carros roubados em nosso país e mantém presos brasileiros que não cometeram crime nenhum. O carregador das cuecas de Dirceu não se importa, é claro! A agenda da turma transcende essas questões meramente locais. O patrimônio da Petrobras, por exemplo, foi usado pelo governo Lula para dar uma forcinha a um dos governos comandados pelo Foro. Entre o Brasil e a “organização”, os petistas fizeram a sua escolha.
Cada um fale por si. Entendo por que o eunuco moral me detesta. Estivesse na oposição, é evidente que eu levaria essa questão para o horário eleitoral gratuito, revelando ao conjunto dos brasileiros o modo como o PT privatiza o patrimônio público.
Em seu texto, o dito-cujo sugere que o Foro e seu partido estão com as massas e as representam. É? Então marquem uma concentração em praça pública e deem vivas ao PT, a Chávez e a Evo Morales. Se o povo está junto, vai ser uma festa. Coragem, valentão!
Por Reinaldo Azevedo

Fonte:http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/tag/foro-de-sao-paulo/


Foro de São Paulo, 23 anos depois


Em entrevista exibida pela Globo News em 2009, Luiz Felipe Lampreia, ex-ministro das Relações Exteriores, diagnosticava: “O que explica a confusão da América Latina é o Foro de São Paulo”. E ele tinha razão!
O Foro de São Paulo é uma organização que reúne de maneira promíscua partidos políticos legais, organizações terroristas e grupos narcotraficantes. Ele foi fundado em 1990 por Lula e Fidel Castro, que prometiam reconquistar na América Latina o que se havia perdido no Leste Europeu. Seu objetivo era traçar estratégias comuns e lançar “novos esforços de intercâmbio e de unidade de ação como alicerces de uma América Latina livre, justa e soberana”. A unidade estratégica dessas organizações visava tomar o poder em todo o continente, criando uma frente de governos socialistas em oposição aos Estados Unidos. Hoje, duas décadas depois, o Foro de São Paulo governa 16 países, nos quais aplica a mesma agenda de aparelhamento do Estado, de limitação das liberdades civis, de relaxamento no combate ao narcotráfico, de perseguição à oposição e à imprensa livre.
O “Plan de Acción” aprovado e publicado nas atas do seu 19.º Encontro, ocorrido em São Paulo no começo deste mês, confirma e reforça o pacto estratégico e o compromisso solidário estabelecidos 23 anos atrás. Os efeitos práticos dessa solidariedade política ficam claros quando observamos a submissão do governo petista às diretrizes do Foro, em detrimento dos interesses nacionais, como ilustram alguns casos da nossa política recente.
Em 2005, o representante das Farc no Brasil, Olivério Medina, foi preso numa ação conjunta entre a Polícia Federal e a Interpol. Medina era procurado na Colômbia por diversos crimes – homicídio, sequestro e contrabando de armas – e o governo colombiano pediu sua extradição. O presidente Lula não apenas lhe negou o pedido como concedeu ao terrorista o status de refugiado político. Logo depois, a esposa de Medina, Angela Maria Slongo, foi ocupar um cargo de confiança no Ministério da Pesca, a pedido de Dilma Rousseff, então ministra da Casa Civil.
Em maio de 2006, Evo Morales estatizou duas refinarias da Petrobras na Bolívia, depois de ocupadas e tomadas pelo exército boliviano. O governo brasileiro respondeu com um afago e, dois anos depois, Lula anunciava um empréstimo de US$ 332 milhões a Morales, para a construção de uma rodovia.
Em 2011, Dilma Rousseff anunciou mudanças no Tratado de Itaipu, atendendo a um pedido de Fernando Lugo, presidente do Paraguai e membro do Foro de São Paulo. A senadora Gleisi Hoffmann, do PT, foi a relatora da matéria no Senado e defendeu a aprovação das alterações, que fizeram triplicar a taxa anual paga pelo Brasil ao Paraguai pela energia não usada da Usina de Itaipu, saltando de US$ 120 milhões para US$ 360 milhões.
A decisão do governo federal de trazer médicos cubanos ao Brasil é apenas uma manobra do Foro de São Paulo para financiar a indústria de “missões humanitárias” de Havana. Segundo dados levantados pela jornalista Graça Salgueiro, mais de 20 países recebem serviços médicos de Cuba. Os países-clientes pagam pelo serviço ao governo cubano, que repassa apenas uma pequena parte do dinheiro aos médicos. Raúl Castro arrecada nada menos que US$ 6 bilhões anuais com o envio de médicos ao exterior. Calcula-se que o Brasil enviará centenas de milhões de dólares aos cofres cubanos com a importação dos médicos. O dinheiro que poderia ser investido no sistema público de saúde brasileiro vai financiar uma ditadura comunista.
Quando o filósofo Olavo de Carvalho começou a denunciar o Foro de São Paulo, políticos, empresários e jornalistas preferiram ignorá-lo, acreditando que o bicho era manso. Mas o bicho era bravo e agora cresceu formidavelmente; já não sabemos se ainda é possível derrotá-lo.
Por Silvio Grimaldo de Camargo*
*Silvio Grimaldo de Camargo é sociólogo e editor.
Fonte:http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/conteudo.phtml?id=1402614&tit=Foro-de-Sao-Paulo-23-anos-depois


FORO DE SÃO PAULO, KGB, NOVA ORDEM MUNDIAL -

VÍDEOS

A CONSPIRAÇÃO DO FORO DE SÃO PAULO PARA INSTALAR DITADURAS DE ESQUERDA NA AMÉRICA - Veja o vídeo pelo link abaixo:

Link:http://www.youtube.com/watch?v=NzOSNKtHOek







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