10 CIDADES ONDE O GRAFITE VIROU PATRIMÔNIO CULTURAL

10 cidades onde o grafite virou patrimônio cultural

Conheça os locais que mantém (e incentivam) a expressão artística nas paredes

Há tempos que intervenções em muros e paredes das cidades grandes deixaram de ser consideradas "crime" - pela população, pelo menos. O grafite não só se solidificou como linguagem visual urbana, como também ganhou status de arte e patamar de solução para o cinza predominante do concreto das construções. Conheça 10 cidades que possuem uma forte tradição na cultura do "pixo".

1) São Paulo, Brasil
Max Reichel, 30 anos, criador da marca de móveis Oppa (Foto: Salvador Cordaro)

 
O grafite é quase uma lei em São Paulo. Seja na avenida Paulista ou em algum canto mais remoto da cidade, há milhares de artistas usando os muros da cidade como forma de expressão. Um dos locais mais conhecidos pelos amantes do estilo é o Beco do Batman, na Vila Madalena, um espaço forrada quase que na totalidade pelos mais variados desenhos. No próximo sábado, o grafiteiro Rui Amaral vai tentar repetir o sucesso de sua investida dos anos 80, junto aos amigos Tupynaodá e John Howard, na Travessa Paschoal Astolpho, na Vila Ipojuca.


2) Bristol, Inglaterra
Bristol, na Inglaterra, é considerada uma das principais cenas do grafite mundial (Foto: Getty Images)

 
A cidade não só possui um festival anual de grafite, que ilustra paredes de prédios, casas e estabelecimentos em todos os lugares, mas também possui um ilustre artista entre seus nativos: o mundialmente famoso Banksy.

3) Cidade do Cabo, África do Sul
Cidade do Cabo, na África do Sul, adotou o grafite em sua identidade cultural (Foto: Reprodução/Flickr)

 
A cena do grafite local começou em 1980 e, com a explosão do hip hop nos anos seguintes, ganhou espaço nas ruas da Cidade do Cabo. Atualmente, os traços culturais se enraizaram nos traçados, que ganharam espaço até nos trens.

4) Valparaíso, Chile
Valparaíso, meca cultural do Chile, é considerado patrimônio da humanidade pela Unesco desde 2003 (Foto: Reprodução/Flickr)

 
Esta simpática cidade litorânea é uma meca cultural. Conhecida também pela música e peculiar arquitetura, com muitas escadas, a cidade possui traços artísticos em praticamente toda a esquina. o governo local adotou o rótulo de "destino hipster" e incentiva jovens e renomados grafiteires a deixar sua marca lá.

5) Varsóvia, Polônia
Varsóvia e suas diversidades culturais na parede (Foto: Reprodução/Flickr)

 
A maior cidade polonesa, aos poucos, reestabelece a miscigenação étnica que possuia antes da Segunda Guerra Mundial. Com a migração frequente de outros pontos do país, essa junção de culturas (e os problemas que enfrentam no cotidiano) acaba exposta nas paredes.

6) Nova York, Estados Unidos
5pointz, em Nova York, é considerado a meca do grafite mundial (Foto: Reprodução/Flickr)

 
A cidade mais cosmopolita do mundo é também uma das precursoras do grafite moderno, com desenhos datados da década de 60. Embora tenha sido cassado nos anos 90, hoje atingiu o "mainstream" e ganhou destaque nas ruas - em especial, no Queens, onde se localiza o 5pointz, construção forrada de gravuras e considerada, por muitos, o Vaticano do estilo. Continua proibido, mas ninguém recebe punições ou tem os desenhos apagados por isso.

7) Taipei, Taiwan
Taipei, em Taiwan, onde o grafite é legalizado desde 2012 (Foto: Reprodução/Flickr)

 
Em 2012, o governo local decidiu, a pedido da população, legalizar o grafite em toda a cidade - desde que o dono do muro concorde. O resultado, em dois anos, fica evidente nas ruas coloridas, com desenhos que remetem à tradição da ilha e, em alguns casos, críticas ao autoritário governo chinês.

8) California, Estados Unidos
Venice Beach, na Califórnia, reúne skate, surfe e grafite (Foto: Getty Images)

 
As paredes de Venice Beach são mundialmente conhecidas por abrigarem, legalmente, diversos grafites de artistas. Com influências do skate e do surfe, os traços praianos acabaram virando referência do estilo East Coast.

9) Melbourne, Austrália
Hosier Lane, em Melbourne, virou local favorito de fotógrafos de moda e casamentos (Foto: Reprodução/Flickr)

 
O Hosier Lane começou como uma ladeira onde os grafiteiros, à beira da sociedade, estampavam seus desenhos fugindo da lei. Acontece que a recorrência era tão grande que as autoridades locais decidiram legalizar a atividade. A rua não só transformou-se em um dos principais pontos para fotografias de casamentos e editoriais de moda, mas também tornou-se um dos pontos turísticos da cidade.

10) Grottaglie, Itália
Grottaglie, na Itália, é casa do FAME Festival, que agrega gastronomia e artes visuais (Foto: Reprodução/Flickr)

 
Esta pequena cidade é lar do FAME Festival, um encontro de gastronomia, cerâmica e, claro, grafites. Geralmente em setembro, grandes murais e paredes de construções recebem pinturas de célebres artistas - entre eles, os brasileiros Os Gêmeos.

Fonte:http://gq.globo.com/Prazeres/Design/noticia/2014/02/10-cidades-onde-o-grafite-virou-patrimonio-cultural.html

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