CARYBÉ : GRANDE PINTOR,DESENHISTA,ESCULTOR ARGENTINO,NATURALIZADO BRASILEIRO








Hector Julio Páride Bernabó ou Carybé (1911 — 1997) foi um pintor, desenhista, ilustrador argentino naturalizado no Brasil. O Hector nasceu na Argentina e passou parte da infância na Itália... e ficou conhecido no Brasil e no mundo todo como o baiano Carybé. Ele era o argentino mais baiano que já existiu. O Carybé nasceu na Argentina, mas morou quase a vida toda no Brasil: em Salvador. E lá ele se dedicou a mostrar a gente da capital da Bahia. Como a gente pode ver nos quadros “O Compadre de Ogum” e “Vadiação”. Mas como é que “Héctor Julio” foi virar “Carybé”? Esse foi um apelido dado quando ele era menino e morava no Rio de Janeiro. Uns dizem que ele pensava que Carybé era o nome de um peixe. Outros dizem que Carybé, na língua dos índios, significa “mingau”. O que vale é que foi com esse apelido que o Hector se tornou famoso não só como pintor, mas também fazendo esculturas, cerâmicas, murais... Sem falar nas ilustrações para os livros do amigo escritor Jorge Amado. Depois de ter estudado pintura no Rio de Janeiro, o Carybé voltou pra Argentina onde trabalhou num jornal que o mandou pra vários países pra ele escrever histórias e mandar desenhos sobre esses lugares. E foi numa dessas viagens que ele chegou a Salvador e começou a conhecer a cultura baiana. Ele até voltou por um tempo pra Argentina, mas logo estava na Bahia de novo. E de lá não saiu mais por quase 50 anos... Nesses anos todos ele fez uns cinco mil trabalhos. O Carybé dizia que a Bahia tem tudo o que um pintor procura: luz, água e mar aberto. E pessoas. O Carybé adorava retratar as pessoas comuns. Aquelas que faziam parte do dia a dia em Salvador: lavadeiras, pescadores, jogadores de capoeira...



O artista Hector Julio Páride Bernabó, mais conhecido como Carybé, nasceu no dia 7 de fevereiro de 1911 na cidade de Lanús, localizada na zona sul de Buenos Aires. Ele se tornaria famoso pintor, gravador, desenhista, ilustrador, ceramista, escultor, muralista, pesquisador, historiador e jornalista.
Carybé
Carybé
Ele passou alguns anos na Itália, dos 6 meses aos 8 anos, partindo então para o território brasileiro, a princípio residindo no Rio de Janeiro, onde o pintor realizou seus estudos na Escola Nacional de Belas Artes. Seu principal estilo se resume na pintura figurativa, a qual lembra a estética abstrata.
No solo carioca Hector ganhou o apelido que o consagraria como artista, pois no grupo de escoteiros do Clube do Flamengo que ele integrava cada um recebia a denominação de um peixe; coube a ele Carybé, que designava uma espécie de piranha. Para se destacar no campo artístico e se diferenciar do irmão, que tinha um nome similar e era igualmente artista plástico, ele assumiu este epíteto como pseudônimo.
De 1935 a 1936 ele atua ao lado do escritor argentino Julio Cortázar e trabalha como desenhista no jornal El Diário. Em função de seu trabalho ele é enviado para Salvador, em 1938, tornando-se um legítimo baiano a partir de 1950. Em 1957 ele finalmente se naturaliza brasileiro.
Sua primeira mostra coletiva ocorre em 1939, quando Carybé empreende uma parceria com o artista plástico Clemente Moreau, no Museu Municipal de Belas Artes de Buenos Aires. Em 1940 ele se torna o ilustrador da obra Macunaíma, de Mário de Andrade. Um ano depois o pintor empreende uma longa jornada pelo Uruguai, Brasil, Bolívia e Argentina, financiando esse ‘tour’ com a remuneração recebida por sua ilustração do Almanaque Esso.
Carybé estréia como tradutor em 1943, vertendo para o espanhol, em conjunto com Raul Brié, a obra Macunaíma, deMário de Andrade. Neste mesmo ano ele conquista o Primeiro Prêmio da Câmara Argentina del Libro por sua ilustração do livro Juvenília, de Miguel Cané, ícone da literatura argentina.
Suas produções traduzem muito do espírito baiano, revelando o dia-a-dia deste povo, sua cultura popular, seu folclore. Em 1955 ele obtém o prêmio de melhor desenhista na III Bienal de São Paulo. Sua obra atinge o montante de cinco mil produções, dentre pinturas, desenhos, esculturas e delineamentos iniciais de alguns trabalhos. Suas ilustrações enriquecem publicações de famosos literatos, entre eles Jorge Amado e Gabriel García Márquez.
Em virtude de seus trabalhos voltados para a cultura afro-brasileira, enfocando seus ritos e orixás, principalmente em princípios dos anos 70, ele conquistou um importante título de honra do Candomblé, o obá de Xangô. Parte de sua produção encontra-se hoje no Museu Afro-Brasileiro de Salvador, englobando 27 painéis simbolizando os orixás baianos, produzidos em madeira de cedro. Carybé morreu de um ataque cardíaco no meio de uma sessão de candomblé, no terreiro Ilê Axé Opô Afonjá, no dia 2 de outubro de 1997, em Salvador.
Fontes:
http://www.pitoresco.com.br/brasil/carybe/carybe.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lanús
http://pt.wikipedia.org/wiki/Carybé
http://pt.wikipedia.org/wiki/Obá_de_Xangô
http://www.infoescola.com/biografias/carybe/

Carybénome artístico de Hector Julio Páride Bernabó (Lanús7 de fevereiro de 1911 — Salvador2 de outubro de 1997), foi um pintorgravadordesenhistailustradorceramistaescultormuralista, pesquisador, historiador e jornalista argentinobrasileiro naturalizado e residente no Brasil desde 1949 até sua morte.

Biografia de Hector Carybé

Argentino naturalizado brasileiro, Hector Julio Páride Bernabó, o pintor Carybé, nasceu em 1911, mudando-se para o Brasil por volta de 1919, após um período na Itália. Entre os anos de 1927 e 1929, freqüentou a Escola Nacional de Belas Artes.



Enviado a Salvador pelo jornal “Prégon” em 1938 (disse ele: “me deram o melhor emprego do mundo – viajar e mandar desenhos. Mas quando cheguei a Salvador, o diário tinha falido”), acaba ficando desempregado e faz uma viagem por todo o litoral norte do Brasil. Nesta época começou a registrar a cultura local através de sua arte: a capoeira, o candomblé. Voltou para Buenos Aires e em 1939 fez sua primeira exposição coletiva, com o artista Clemente Moreau, no Museu Municipal de Belas Artes de Buenos Aires. No início dos anos 40 viajou pela América Latina, e passou alguns anos em Buenos Aires, onde trabalhou em jornais, como ilustrador de livros e traduziu o livro Macunaíma, de Mário de Andrade, para o espanhol. Em 1943 fez sua primeira exposição individual e ilustrou o livro "Macumba, Relatos de la Tierra Verde", de Bernardo Kordan.




No Rio de Janeiro, ajuda a fundar o jornal Diário Carioca, em 1946. Em 1949 é convidado por Carlos Lacerda a trabalhar em seu jornal, a Tribuna da Imprensa, onde fica até 1950.



Convidado pelo Secretário da Educação Anísio Teixeira, Carybé muda-se definitivamente para a Bahia, onde batalha pela renovação das artes plásticas, ao lado de outros artistas, como Mário Cravo Júnior, Genaro de Carvalho e Jenner Augusto.



Em 1957 naturalizou-se brasileiro, e é considerado um ícone de “baianidade”. Entre seus diversos amigos estava o escritor Jorge Amado, que escreveu O Capeta Carybé, onde define o amigo como alguém que “é todo feito de enganos, confusões, histórias absurdas, aparentes contradições, e ao mesmo tempo é a própria simplicidade (...)”.



A arte de Carybé foi por vezes um expressionismo marcante, com um sentimento carregado em cores escuras. Mas o que marcou presença foi o retrato de um povo, sua religião e seus costumes, passados por vezes de maneira surreal. Ao retratar o povo, Carybé não estava fazendo uma pintura de cunho social, não acreditava neste poder da arte. O que ele queria, e conseguiu, era passar para a tela seu testemunho de uma cultura rica em detalhes, e da qual ele fez questão de se aproximar.



Há uma história curiosa por trás do nome pelo qual o argentino Hector passou a ser conhecido. O artista pensava que seu apelido era derivado do nome de um pássaro pertencente à fauna brasileira e foi o amigo Rubem Braga quem esclareceu o mal entendido: Carybé é o nome de um mingau dado às mulheres que acabaram de parir. Com bom humor ele apenas disse: “que bom, eu adoro mingau”.



Carybé fez diversas ilustrações de livros para diversos autores da literatura, entre eles, Jorge Amado, Rubem Braga, Mário de Andrade e Gabriel García Marquez, além de ilustrar livros de sua autoria e co-autoria, como Olha o Boi eBahia, Boa Terra Bahia, com Jorge Amado. Em 1981, após 30 anos de pesquisa, publica a Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia.



Carybé morreu em 1997, na cidade de Salvador.





Cronologia





1911- Nasce em 07 de fevereiro em Lanus, na província de Buenos Aires;


1919 – Após um período na Itália, sua família muda-se para o Rio de Janeiro;


1927/29 – Cursa a Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro;


1929/39 – Volta para a Argentina e trabalha em diversos jornais, sendo que o último deles, “Prégon”, o envia para Salvador;


1940 – Ilustra o livro Macunaíma, de Mário de Andrade;


1943- Primeira exposição individual na Galeria Nordiska;


1949 – É chamado por Carlos Lacerda para trabalhar na Tribuna da Imprensa;


1950 – Através de uma carta de recomendação emitida por Rubem Braga, Carybé


é contratado para fazer murais em Salvador. Muda-se para a Bahia;


1951 – Primeira Bienal Internacional de São Paulo;


1952 - Exposição individual no MAM/BA. Faz o desenho, figuração e ainda é diretor artístico do filme O Cangaceiro, de Lima Barreto;


1956 – Participa da 28ª Bienal de Veneza;


1957 – naturaliza-se brasileiro;


1959 – Faz painéis para o Aeroporto Kennedy em Nova York;


1963 – Recebe o título de cidadão da cidade de Salvador;


1966 – Lança os livros Olha o Boi e Bahia, boa terra Bahia, este último com Jorge Amado;


1970 – Participa da exposição 12 artistas contemporâneos brasileiros, na Universidade de Liverpool;


1971- Exposição individual no MAM/RJ;


1973 – Sala especial na 12ª Bienal Internacional de São Paulo;


1981 – Publica, após 30 anos de pesquisas, a Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes;


1989 – Exposição individual no MASP;


1996 – É homenageado com o curta-metragem Capeta Carybé, baseado no livro homônimo de Jorge Amado;


1997 – Morre no dia 2 de outubro, em Salvador.


Fonte:http://www.pinturabrasileira.com/artistas_bio.asp?cod=81&in=1



Hector Julio Páride Bernabó – Carybé (Lanús, Argentina, 7 de fevereiro de 1911 – Salvador, Bahia Brasil, 1 de outubro de 1997). Nascido em Lanus, Argentina, nas proximidades de Buenos Aires, o menino Hector Julio Paride Bernabó, que visitou o Brasil pela primeira vez em 1920, tornou-se mundialmente conhecido como Carybé.Dez anos depois de sua visita ao Brasil, sua família voltou à terra natal, onde ele ingressou na Escola de Artes Decorativas. Em 1938, enviado por um jornal argentino, travou o primeiro contato com a Bahia, com um projeto ambicioso: fazer uma reportagem com Lampião. Só que ele teve que se contentar em desenhar as cabeças do "rei do cangaço" e seus capangas, já então decapitadas. 
Sua família morava no Rio e ele já tinha no currículo trabalhos em publicidade para jornais de lá, de São Paulo e de Buenos Aires, além de ter pintado muitos cartazes de rua. Já se considerava um "branco suspeito", como dizia. Ouvira dizer que sua família (mãe gaúcha, pai italiano) havia uma tia preta que até fumava cachimbo. Sua morenização parecia uma fatalidade.  
O jornal fechou, mas Carybé continuou entre os baianos por mais seis meses, "na mais completa miséria", como contou. Apaixonou-se por Salvador, que nunca mais lhe saiu da cabeça. Voltou várias vezes na década de 40, até que resolveu fixar-se definitivamente na cidade. 
Com uma carta do escritor Rubem Braga ao então secretário de Educação da Bahia, Anísio Teixeira, em 1950, Carybé arrumou o emprego que pediu a Deus: desenhar cenas baianas. "Foi a sopa no mel. Nunca mais fui embora. A Bahia tem tudo que um pintor procura: luz, água e mar aberto. A gente vê o corpo humano funcionando".  
Quando morreu do coração, no dia 1 de Outubro de 1997, durante uma sessão num terreiro de candomblé, em Salvador, ele já era tão baiano quanto um outro estrangeiro, o etnólogo francês Pierre Verger, havia sido em vida. O artista plástico sofria de uma insuficiência respiratória crônica que provocou a parada cardíaca, a qual o matou.
Galeria Carybé!
 
Carybé – "Índios Guerreiros"; painel no edifício Campo Grande (Salvador, BA) 
 
Carybé – "A morte de Alexandrina" (1939); óleo sobre tela 
 
Carybé – "Bahia" (1971); óleo sobre tela 
 
Carybé, Baiana – óleo sobre madeira 
 
"Oxum"; desenho da série Iconografia dos Deuses Africanos 
 
Xilogravura do álbum "Sete Lendas Africanas da Bahia" (1979) 
 
"Cristo na Coluna" (1966); desenho em nanquim sobre papel 

Carybé – O Ovo da Ema – 1976. 
Foto: Reprodução.

Fonte:http://artesehumordemulher.wordpress.com/pinturas-de-caryb-2/

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