LESBIANISMO : O AMOR HOMO-ERÓTICO FEMININO



O amor entre mulheres tem ganhado cada vez mais espaço e conquistado
seus direitos, assim como casais heterossexuais. (Foto: Divulgação)


Lesbianismo - Amor entre Mulheres

 

O amor entre mulheres tem ganhado cada vez mais espaço e conquistado seus direitos, assim como casais heterossexuais. Confira mais sobre o lesbianismo e o amor entre mulheres.

Atualmente muito se discute sobre a sexualidade no mundo. Muitos não aceitam, a maioria é indiferente, mas o fato é que ainda há muito preconceito por parte de grande parte da população. Muitos se dizem “não preconceituosos”, mas na prática é bem diferente. Enquanto não convivemos com pessoas homossexuais, tudo parece normal, mas ao se deparar com uma cena de beijo entre pessoas do mesmo sexo, garantimos que para muita gente isso será uma afronta e pouca vergonha. Mas, por que?
Embora tudo tem avançado hoje em dia e tudo seja mais fácil de se discutir, a sexualidade das pessoas ainda parece um certo tabu. Muitos não entendem, outros não fazem questão de entender e apenas julgam. Para tudo se tem uma explicação e nada vem de meras empolgações, as coisas não funcionam assim. Claro que em um meio GLS (Gays Lésbicas e Simpatizantes), existem muita gente da “folia”, que realmente não sabe o que quer e resolveu experimentar pra ver se curte.
No meio da homossexualidade, o lesbianismo é o menos mal visto pela sociedade, que se mostra machista mesmo nos tempos de hoje. O lesbianismo já é algo antigo, dos tempos entre os séculos VI e VII a.C. Para quem sempre achou que fosse algo recente, aprenda hoje um pouco sobre a história do lesbianismo e o amor entre mulheres.

Início e Direitos Civis

Antigamente, o termo “lésbica” se referia apenas aos habitantes da ilha de Lesbos, localizada na Grécia. A ilha era um importante centro cultural, onde vivia uma poetisa chamada Safo, que escrevia poemas sobre amor e beleza, em sua maioria dirigidos às mulheres. Por esse motivo, a relação sexual entre mulheres passou a ser conhecido como lesbianismo.
Após muita luta contra a discriminação e tanto preconceito, as lésbicas, assim como
gays, conseguiram obter na justiça os mesmos direitos e benefícios que são concedidos a pessoas heterossexuais que vivem relações estáveis, tendo até reconhecimento pelo INSS em caso de morte da companheira. Esses benefícios conseguidos com tanta luta pelas homossexuais, são cobiçadas por lésbicas de outros países, que estão lutando pelo mesmo de forma mais lenta. Embora alguns direitos tenham sido conseguidos, outras exibições em público ainda parecem chocar as pessoas, como beijos ou qualquer demonstração de carinho público entre duas mulheres.

Lesbianismo – Amor entre Mulheres

Confira algumas fotos de lesbianismo e o amor entre mulheres:
Lesbianismo 1
Caitlin (Sienna Miller) e Vera (Keira Knightley) vivem triângulo amoroso na trama Amor Extremo, onde protagozinam um casal de lésbicas. (Foto: Divulgação)
lesbianismo 2
A novela "Amor e Revolução" exibida no SBT exibiu cenas de beijo homossexual entre duas mulheres, sendo o primeiro beijo homossexual exibido em uma novela no Brasil. (Foto: Divulgação)
Lesbianismo 3
O espetáculo Lucinda também causou muita polêmica ao contar a história de amor entre duas mulheres. (Foto: Divulgação)
Lesbianismo 4
A trama Toque de Veludo conta a história de amor entre duas mulheres no século 19. (Foto: Divulgação)
Lesbianismo 5
Hannah Free é um filme sobre o amor entre duas mulheres que acontece em uma cidade conservadora do interior, onde as expectativas tradicionais de gênero desafiarão o seu amor profundo. (Foto: Divulgação)

Fonte:http://www.mulherbeleza.com.br/destaques/lesbianismo-amor-entre-mulheres/




História do lesbianismo



É impossível determinar o momento na História em que surgiu a primeira relação lésbica, mas certos documentos históricos permitem que se faça uma ideia da evolução do lesbianismo. No primeiro código conhecido sobre a história, o Código de Hammurabi (1770 a.C.), aparece a "Salzikrum", uma figura que caracteriza uma "mulher-homem" que pode ter uma ou várias esposas e direitos exclusivos da hereditariedade. A palavra Salzikrum significa a "filha-macho". A Salzikrum provavelmente nunca teve crianças, tal como o eunuco.
Embora os documentos nesta matéria sejam escassos, parece que em comunidades remotas da Albânia, Jugoslávia e Itália foram aceitas relações lésbicas. Na China também há relações descritas entre mulheres que inter-gesticulavam como marido e mulher, situação à qual aludia com o termo dui shi.
Segundo a maioria dos historiadores, o primeiro texto poético foi criado por uma mulher chamada Enheduanna, a filha do rei Sargón I de Acádia. Esta princesa e sacerdotisa, no ano 2300 antes de Cristo, compunha canções em honra de Inanna, a Deusa do Amor e da Guerra. A historiadora Judy Grahn, pesquisadora da cultura homossexual, fez uma leitura lésbica dos hinos da princesa Enheduanna. realça-se na exaltação sensual da beleza que ela faz no seus cânticos sobre a deusa, a que até se referia como "esposa".
Em 630-560 antes de Cristo surgem aqueles que são considerados uns dos primeiros documentos de amor feminino, com Safo, uma poetisa grega que vivia na ilha da Lesbos 1 . Os seus poemas sobre o amor sexual, amor emocional e platónico entre ela e outras mulheres e a sua propagação através dos séculos, fizeram do termo "lesbianismo" sinónimo de homossexualismo feminino.

Lesbos
GR Lesvos.PNG
A ilha de Lesbos mostrada na costa da península anatoliana (Turquia asiática), ao noroeste de Esmirna
39° 10′ N 26° 20′ E
Geografia física
País Grécia
LocalizaçãoMar Egeu
Ponto culminante968 m
Área1632,819 km²
Lesvos.jpg
Imagem de satélite de Lesbos (1995).

Lesbos (em grego: Λέσβος, transl. Lésvos; em turco: Midilli Adası) é uma ilha grega localizada no nordeste do mar Egeu. Lesbos é parte da prefeitura de mesmo nome, e seus habitantes são chamados Lesvioi. É a terceira maior ilha grega e a sétima maior do mar Mediterrâneo.1 Possui uma área de 1630 km² com 320 quilômetros de litoral. Sua população é de aproximadamente 90 000 habitantes, um terço dos quais vive em sua capital, Mitilene, no sudeste da ilha. A população restante é distribuída em pequenas cidades e aldeias. As maiores cidades são Kalloni, Gera, Plomari, Ayassos, Eresos e Molyvos, a antiga Mithymna. Mitilene foi fundada no século XI a.C. pela família Pentilidae, que chegou da Tessália e governou até a revolta popular (590580 a.C.) comandada por Pítaco.
O termo "lésbica" é derivado da interpretação dos poemas de Safo2 , poetisa que nasceu na ilha e cuja poesia tinha grande conteúdo emocional dirigido a outras mulheres. Graças a tal associação, Lesbos e especialmente a cidade de Eresos, lugar de nascimento de Safo, são visitadas freqüentemente por turistas lésbicas hoje.

Mitologia



Segundo a mitologia grega clássica, a ilha foi primeiro habitada por Xanto, filho de Triopas, rei dos pelasgos de Argos; Xanto havia conquistado uma parta da Lícia, e dividiu Lesbos entre seu povo.3
Sete gerações depois, após o dilúvio de Deucalião haver feito boa parte da humanidade perecer, a ilha encontrava-se de novo desabitada.4 Macareu, um nativo de Olenus e filho de Crinacus, filho de Zeus, tomou posse da ilha com seu povo, em maior parte formada de jônios.5
Em seguida chegou Lesbos, filho de Lapithes, filho de Éolo, filho de Hipotes, que se casou com Methyma, filha de Macareu, e mudou o nome da ilha para Lesbos.6
Outra filha de Macareu se chamava Mitilene, que deu nome à cidade de Mitilene.7

Geografia

A ilha é montanhosa. Dois picos — "Lepetymnos" (967 M) e "Olimpo", de altura parecida — dominam suas seções norte e central. A origem vulcânica da ilha é manifestada em várias nascentes quentes. A ilha é verde, competentemente chamada "Ilha Esmeralda", com uma variedade de flora que camufla sua proporção. Oliveiras — onze milhões delas — cobrem 40% da ilha juntamente com árvores de outros frutos. Florestas de pinheiros e alguns carvalhos ocupam 20% e o resto é arbustos, pastos e urbano. Na parte oeste da ilha está a segunda maior floresta petrificada do mundo de sequóias.
Sua economia é essencialmente agricultural. O óleo de oliva é a principal origem de renda. O turismo em Mitilene, encorajado por seu aeroporto internacional, e as cidades costeiras de Petra, Plomari, Molyvos e Eresos contribuem substancialmente para a economia da ilha. A pesca e a manufatura de sabonete e ouzo — o licor nacional grego — são as origens restantes de renda.





Labrys, um dos símbolos lésbicos.
 

Grécia e Roma antiga

 
 

Representação de Safo a as suas discípulas.
 
As primeiras referências escritas de amor entre mulheres remontam à Grécia Antiga. Safo (o epónimo de "safismo"), originária da ilha de Lesbos, é um dos principais ícones da história lésbica. Compôs poemas em que expressava a atracção sexual por outras mulheres, mas também alguns em escritos descreve-se como uma pessoa, que também manteve relacionamentos com homens. Máximo de Tiro escreveu que as relações de Safo com outras mulheres em sua escola foram platónicos. Estudiosos modernos sugerem um paralelo com as concepções de amor entre homens e jovens na Grécia Antiga e as amizades Safo e seus alunos, em que "tanto a pedagogia como a pederastia podem ter tido os seus papéis no facto.2 3 De qualquer forma, a importância do trabalho e os interesses pessoais da poetiza foram de tal forma, que o termo safismo se tornou sinónimo de lesbianismo a partir do Era vitoriana.4
A sociedade romana foi bastante machista e se eximia de qualquer actividade da mulher fora do papel de esposa e mãe. Porque a vida da mulher deveria existir em segredo. No primeiro século depois de Cristo houve uma série de referências à possibilidade da homossexualidade feminina. Ovídio tratava de negar que uma coisa dessas existia.5 Houve citações posteriores muito hostis a estas práticas ao ponto de citar o assassinato de uma mulher por seu marido.6 Marcial mesmo, que se orgulha de práticas relacionadas com garotos, tinha uma visão muito negativa do amor lésbico.7
Foram encontradas evidências de sua existência durante o império, no Egipto, de um feitiço de amor em grego escrito claramente por uma mulher chamada Sarapias, a fim de conquistar o coração de uma outra mulher, Herais.8 O que poderíamos supor que fora de Roma, nas províncias com influência grega, o lesbianismo não era visto tão negativamente.
 

Idade Média

 
A história de relações homossexuais entre mulheres na Idade Média é extremamente difícil de estudar, mas não há nenhuma dúvida da sua existência. A origem de alguma legislação contra as relações lésbicas pode ser remetida para este período, principalmente envolvendo o uso de "instrumentos", por outras palavras, dildos.9
 

Século XX

 
Já antes do século XX a influência dos estereótipos criados pelos psicólogos estendiam-se entre a população de lésbicas como a separação em dois papéis, aquela da mulher masculina, que fazia do marido, e a mulher feminina (pseudo-lésbicas), que cumpria o papel da esposa. Nos fins do século XIX algumas mulheres começaram a destacar-se nas suas actividades, estudos e profissões, colaborando para dar lugar ao que seria a "nova mulher". O seu trabalho activo seria decisivo para que a sociedade aceitasse os direitos das mulheres, como o direito de votar ou a igualdade de condições. Embora a maioria dessas mulheres não fosse a lésbica, houve psicólogos que as consideraram ser como tal, pois, segundo eles, tinham comportamentos masculinos. Entre essas mulheres que modificaram pouco a pouco o conceito doentio que foi tido do lesbianismo encontramos, por exemplo: Florence Nigtthingale, criadora de uma escola de enfermeiras em Londres; Francisca Maria Souvestre, directora duma escola semelhante à de Safo; Romaine Brooks, pintora e escritora; as escritoras Natalie Barney, Colette, Virginia Woolf, Vita Sackville-West, Radclyffe Hall, Djuna Barnes, Gertrudes Stein, Marguerite Yourcenar; as artistas Alla Nazimova, Greta Garbo, Marlene Dietrich, Isadora Duncan.
No fim do século XX e início do século XXI os direitos das mulheres lésbicas continuaram a avançar graças a iniciativas colectivas e individuais de lésbicas famosas e anónimas, mas ainda em muitas partes do mundo o lesbianismo continua a ser um motivo do escárnio público e até de desigualdade e reprovação da parte das autoridades.
 

Simbologia

 

Labrys

The labrys symbol.
Também era usado como ceptro pela deusa DeméterÁrtemis - deusa da Terra, e os rituais associados a deusa Demétria envolviam actos lésbicos. Uma teoria sugere que ele poderia ter sido utilizado originalmente na batalha das mulheres guerreiras citas. Outra teoria aponta que o machado é utilizado normalmente em muitas sociedades matriarcais. Existem também informações que o colocam como arma usual nos exércitos de Amazonas através de peças gregas de artesanato. As Amazonas tinham um sistema de duas rainhas e eram conhecidas como guerreiras raivosas e sem piedade nas batalhas, porém justas e correctas quando vencedoras. Actualmente é um símbolo lésbico, um dos mais conhecidos.

Triângulo negro

Black triangle.svg O Triângulo negro marcava na era nazi, as pessoas ditas "anti-sociais", entre elas as mulheres homossexuais. Do mesmo modo, para os homens homossexuais os nazis usavam o triângulo rosa, e para os judeus a conhecida estrela.

Duplo vénus

Dubble venus.png
O duplo-vénus, é o símbolo do relacionamento entre duas mulheres.

Personalidades

 
 
 
Anne Lister (1791-1840) é considerada a "primeira lésbica da era moderna" devido às anotação da sua vida íntima no seu diário, com aproximadamente 4 milhões de palavras.10
Na História recente mundial, são conhecidos relacionamentos com outras mulheres de várias personalidades, tanto do mundo das artes, como da política. Um dos primeiros nomes conhecidos é a escritora Jane Addams (1860-1935). Outros nomes históricos, com evidências de que mantiveram relacionamentos com mulheres são: Ruth Benedict (1887-1948), Susan B. Anthony (1820-1906), a primeira dama dos Estados Unidos, Eleanor Roosevelt11 12 (1884-1962) e Frida Kahlo (1907-1954).
As lésbicas do séc. XXI têm estado sujeitas a estereótipos e rótulos de quem são, de como se vestem e se comportam. Normalmente, são identificadas como "masculinizadas", de cortes de cabelo curto e botas de trabalho. Nos últimos anos algumas mulheres famosas têm feito questão de assumir publicamente que mantêm relacionamentos com outras mulheres, como as actrizes Amber Heard13 14 e Portia de Rossi15 e a cantora Chely Wright. Estas personalidades têm feito alguns progressos em dissipar esse estereótipo geral de como uma lésbica se parece.16
As personalidade famosas têm também um papel importante ao mostrarem publicamente "a sua diferença", na medida, em que mostram às muitas mulheres lésbicas anónimas, que há mais alguém como elas, e sê-lo é normal. Ellen DeGeneres representa uma importante referência para a mulher homossexual neste campo, pois foi das primeiras mulheres famosas da televisão, a assumir a homossexualidade, em 1997. Chely Wright, relatou em diversas entrevistas, que na sua adolescência não encontrava ninguém que fosse como ela17 18 19 , chamando inclusivamente à sua biografia, lançada em 2010, ""Like Me" (Como Eu).20 21

Referências

  1. canais.sol.pt
  2. Bryn Mawr Classical Review 1999.05.01. Visitado el 15-10-2007
  3. Ellen Greene (ed.), Leyendo a Safo: Acercamientos Contemporáneos. Berkeley: University of California Press, 1996. ISBN 0-520-20195-7
  4. Frye, Marilyn (2002). Lo que existe, lo que vemos (em español). Agencia de noticias La Jornada. Página visitada em 24 de enero de 2008.
  5. Ovid: Metamorphosen, 9.669-797
  6. Seneca: Controversias, 1.2.23
  7. Martial,1.90.
  8. Johanne Opsopoeo Ecloga ex papyris magicis (en inglés)
  9. Judith M. Bennett and Amy M. Froide. Singlewomen in the European Past. [S.l.]: University Pennsylvania Press, 1999. 10–11, 128 p.
  10. Chafee, Ellen (2002). Lister, Anne (1791-1840). glbtq: An Encyclopedia of Gay, Lesbian, Bisexual, Transgender, and Queer Culture. Página visitada em 28 de noviembre de 2007.
  11. Russell Baker. "The Charms of Eleanor", The New York Review of Books, 9 June 2011.
  12. Lillian Faderman, Odd Girls and Twilight Lovers: A History of Lesbian Life in Twentieth-Century America, Penguin Books Ltd, 1991, p. 99
  13. Actress Amber Heard Comes Out as Lesbian. US Magazine (6 de Dezembro de 2010). Página visitada em 16 de Julho de 2011.
  14. EXCLUSIVE: Amber Heard talks about being out in Hollywood.
  15. The Advocate
  16. Portia heart & soul: in an intimate interview, Arrested Development star Portia de Rossi talks for the first time about sex at 16, coming out to grandma, and finding happiness with Ellen DeGeneres.(Interview)(Cover Story) Publication:The Advocate (The national gay & lesbian newsmagazine)
  17. John Rich Responds to Chely Wright Memoir. CBS (2010). Página visitada em 2010-05-19.
  18. Time out: Kansan Chely Wright becomes first openly gay country star. Lawrence Journal World (2010). Página visitada em 2010-05-19.
  19. Chely Wright Acknowledges Her Homosexuality. Country Music Television (2010). Página visitada em 2010-05-19.
  20. Country Music Artist Chely Wright Comes Out. People.com. People Magazine (May 3, 2010). Página visitada em 3 May 2010.
  21. Country singer Chely Wright says she's gay. USA Today. USA Today (May 4, 2010). Página visitada em 4 May 2010.
 
 
Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Historia_do_lesbianismo
 
 
 
Safo,poetisa grega,a origem do amor feminino
 
 
 
Safo (em grego: Σαπφώ, transl. Sapphō) foi uma poetisa grega que viveu na cidade lésbia de Mitilene, ativo centro cultural no século VII a.C.. Nascida algures entre 630 e 612 a.C., foi muito respeitada e apreciada durante a Antiguidade, sendo considerada "a décima musa". No entanto, sua poesia, devido ao conteúdo erótico, sofreu censura na Idade Média por parte dos monges copistas, e o que restou de sua obra foram escassos fragmentos.
 
 

Safo
Ilustração representando Safo
Nascimentoentre 630 e 612 a.C.
Lesbos, Grécia
OcupaçãoPoetisa

 

Registros históricos e biográficos

 
 
A biografia de Safo (Psappha, como a própria assinava no dialeto eólico) é um tanto controversa. Muito do que se diz a seu respeito está envolto em lendas (inclusive suas relações com mulheres). Nasceu em Eresos, uma cidade da fértil ilha grega de Lesbos, entre 630 e 612 a.C., tendo mudado-se para Mitilene, sua capital e principal cidade, ainda menina.
Já em 593 a.C. figurava dentre os aristocratas deportados para a cidade de Pirra (também na ilha de Lesbos) por conspiração. Safo já tomava parte da vida pública (na política e na poesia) aos 19 anos. O ditador Pítaco, temendo-lhe a escrita, condenou-a a um exílio mais distante, fora da ilha de Lesbos.

Busto com a inscrição Safo de Eressos (Sappho Eresia), uma cópia romana de um original grego datado do século V a.C..
  • Sobre tal exílio: Era Pitaco ditador de Mitilene, a maior das cinco cidades de Lesbos. Os comerciantes e cidadãos menos abastados derrubaram a aristocracia, fazendo de Pitaco o ditador, nos moldes do seu contemporâneo e amigo Sólon. Tentando a retomada do poder, os aristocratas conspiram, e são novamente derrotados, sendo exilados seus líderes, dentre os quais o poeta Alceu e Safo. Alceu teria sido um poeta que mesclara sua arte com a política, num estilo todo próprio que se diz alcaico e teria sido, certamente, mais conhecido não tivesse ao lado a grandeza de Safo… No primeiro exílio, em Pirra, consta que Alceu tenha lhe enviado um convite amoroso: "Oh pura Safo, de violetas coroada e de suave sorriso, queria dizer-te algo, mas a vergonha me impede."
Não se sabe se este affair teve consequências, mas que Safo respondera-lhe, então: "Se teus desejos fossem decentes e nobres e tua língua incapaz de proferir baixezas, não permitirias que a vergonha te nublasse os olhos - dirias claramente aquilo que desejasses". Alceu dedicou-lhe muitas odes e serenatas.
Por volta de 591 a.C. parte para a Sicília. Naquela época casou-se com um rico comerciante de Andros que, falecendo em breve, deixou-lhe uma rica herança e uma filha, Cleis, que a mãe assim definia: "dourada flor que eu não trocaria por toda a Lídia, nem pela formosa Lesbos".
Após cinco anos exilada, volta para Lesbos, onde logo se torna a líder da sociedade local, no plano intelectual. Sedutora, não dotada da beleza na concepção grega da época (embora
Sócrates a houvesse denominado "A Bela"), Safo era baixa e magra, olhos e cabelos negros, e de refinada elegância, viúva e vivendo numa sociedade que não tinha regras morais como hoje se concebem.

A escola de Safo - o amor em Lesbos




Safo, por Klimt

Concebeu Safo uma escola para moças, onde lecionaria a poesia, dança e música - considerada a primeira "escola de aperfeiçoamento" da história. Ali as discípulas eram chamadas de hetairai (amigas) e não alunas. A mestra apaixona-se por suas amigas, todas. Dentre elas, aquela que viria a tornar-se sua maior amante,
Atis - a favorita, que descrevia sua mestra como vestida em ouro e púrpura, coroada de flores. Mas Atis apaixona-se por um moço e, com ciúmes, Safo dedica-lhe os versos:
"Semelhante aos deuses parece-me que há de ser o feliz
mancebo que, sentado à tua frente, ou ao teu lado,
te contemple e, em silêncio, te ouça a argêntea voz
e o riso abafado do amor. Oh, isso - isso só - é bastante
para ferir-me o perturbado coração, fazendo-o tremer
dentro do meu peito!
Pois basta que, por um instante, eu te veja
para que, como por magia, minha voz emudeça;
sim, basta isso, para que minha língua se paralise,
e eu sinta sob a carne impalpável fogo
a incendiar-me as entranhas.
Meus olhos ficam cegos e um fragor de ondas
soa-me aos ouvidos;
o suor desce-me em rios pelo corpo, um tremor (…)
A aluna foi retirada da escola por seus pais, e Safo escreve que "seria bem melhor para mim se tivesse morrido".

A morte controversa




Safo, por Charles-August Mengin (1877)

Tantos milênios passaram-se após a vida desta figura feminina excepcional, que a humanidade viveu momentos de glória e desprezo sobre sua arte e personalidade. Em
1073 suas obras, junto com as de Alceu, foram queimadas em Constantinopla e em Roma. Mas foram redescobertas poesias dela em 1897.
Safo foi chamada de "cortesã" (prostituta), por
Suidas. E contavam que havia se suicidado pulando de um precipício na ilha de Leucas, apaixonada pelo marinheiro Faonte - fato que é descrito também em Menandro, Estrabão e Ovídio. Mas há consenso de que isto seja verdadeiramente mítico. Escritos sobreviventes dão Safo como tendo atingindo a velhice, e o certo é que não se sabe como nem quando ela morreu, sendo considerada por alguns a maior de todas as poetisas.

Honras a Safo



Sua poesia era considerada das mais sublimes. Dentre os gregos que lhe foram contemporâneos e pósteros, Safo era considerada uma dos chamados "Nove Poetas Líricos" (os outros eram: Álcman, Alceu, Estesícoro, Íbico, Anacreonte, Simônides, Píndaro e Baquílides). Estrabão escrevera que "Safo era maravilhosa pois em todos os tempos que temos conhecimento não sei de outra mulher que a ela se tenha comparado, ainda que de leve, em matéria de talento poético."
Assim como
Homero era conhecido como "o Poeta", Safo era conhecida como "a Poetisa".
Narram, ainda, os historiadores, que tendo
Excetides declamado um canto de louvor a Safo para Sólon, seu tio, este pediu que o moço o ensinasse todo, de tanto que o agradou. Alguém então perguntou-lhe para quê queria tal coisa, ao que o célebre jurista respondeu: "Quero aprendê-lo, e depois morrer!"
Mas nenhum
epigrama foi mais próximo ao êxtase que seus versos provocavam do que este:
Cquote1.svgHá quem afirme serem nove as musas. Que erro!Pois não vêem que Safo de Lesbos é a décima?Cquote2.svg
Platão

Bibliografia

  • LESBOS, Safo de. Poesia Completa. Rio de Janeiro, 1990.
  • ANTUNES, A. A. Safo: tudo que restou. Além Paraíba (MG): Interior, 1987.
  • FONTES, J. B. Eros, Tecelão de Mitos / A Poesia de Safo de Lesbos. São Paulo: Estação Liberdade, 1991.
  • MALHADAS, D.; MOURA NEVES, M. H. Antologia de Poetas Gregos de Homero a Píndaro. Araraquara: FFCLAr-UNESP, 1976.
  • SAFO DE LESBOS. Trad. P. Alvim. São Paulo: Ars Poetica, 1992.

Ligações externas


Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Safo


Lésbica


Uma lésbica é uma
mulher homossexual, uma mulher que tem atração sexual, física e afetiva por outra mulher. As lésbicas sentem desejos sexuais por outras mulheres, têm romances e relações sexuais com outras mulheres. Não existe uma causa definida para o lesbianismo, assim como não se tem uma causa definida para qualquer tipo de orientação sexual.

Etimologia



Painting of a woman dressed in Greek robes sitting on a marble bench with trees and water in the distance
Safo da ilha de Lesbos (Grécia), aqui interpretada em um quadro de John William Godward (1904), deu origem ao termo lésbica com a conotação do amor erótico entre mulheres.

A palavra lésbica vem do
latim lesbius e originalmente referia-se somente aos habitantes da ilha de Lesbos, na Grécia. A ilha foi um importante centro cultural onde viveu a poetisa Safo, entre os séculos VI e VII a.C., muito admirada por seus poemas sobre amor e beleza, em sua maioria dirigidos às mulheres. Por esta razão, o relacionamento sexual entre mulheres passou a ser conhecido como lesbianismo ou safismo.
Platão se referiu a Safo como "a décima musa".
Até o século XIX a palavra lésbica não tinha o significado que hoje lhe é dado, o termo mais utilizado até então era "tríbade".
Muitos termos foram usados para descrever o amor entre mulheres nos últimos dois séculos, entre os quais: amor lesbicus,
urningismo, safismo, tribadismo, e outros.

Direitos civis


Ao se discutir o lesbianismo, deve-se manter em mente o fato de que as lésbicas, tal como outros grupos, ainda são alvo de muita discriminação. Esta discriminação geralmente começa no próprio lar, depois estende-se à escola e, subseqüentemente, ao trabalho.

Bandeira do orgulho lésbico em uma passeata em Londres.

No entanto, na entrada do novo milênio muitas empresas passaram a conceder os mesmos benefícios aos seus funcionários que vivem em relações estáveis com uma pessoa do mesmo sexo (i.e. casais gays e lésbicos) e o próprio INSS, no Brasil, reconhece o direito a pensão por morte da companheira.
Certos
Estados e Municípios brasileiros também estão fazendo o mesmo para suas servidoras.
Uma estrangeira lésbica que estabelecer relação estável com uma mulher
cidadã brasileira tem direito (desde 2004) a um visto de residência (temporário ou permanente, dependendo de suas necessidades) no Brasil. O mesmo é válido para casais binacionais de homens.
Nota-se que essa conquista do
Movimento Homossexual Brasileiro é cobiçada por pessoas gays da maioria dos países. A lista dos países que oferecem este benefício aos seus cidadãos homossexuais está aumentando lentamente. Tipicamente são os países mais desenvolvidos que reconhecem casais lésbicos em termos de direitos de imigração (i.e. Canadá, Holanda, Bélgica, Dinamarca, Alemanha, Suécia, Noruega, França, entre outros). Portanto, nesta área, o Brasil verdadeiramente é um país pioneiro.

Discriminação

Nem todas as lésbicas têm uma ditada aparência e comportamento, conforme dita o estereótipo popular, isto é, não existe uma aparência lésbica e já está ultrapassada a ideia de que todas as lésbicas querem ser homens.
Homofobia é um termo moderno utilizado universalmente para descrever algo que afeta muito todas as pessoas homossexuais, inclusive lésbicas. Literalmente, o termo significa medo de homossexuais. Este medo freqüentemente se traduz em agressividade verbal ou até mesmo física em alguns casos. Portanto, a homofobia, assim como o racismo, são considerados comportamentos hostis.
De acordo com estudos conduzidos por mais de dez anos pelo
antropólogo prof. Luiz Mott, fundador de uma das mais antigas organizações em defesa dos direitos das pessoas homossexuais, o Grupo Gay da Bahia, a cada dois ou três dias uma pessoa gay é brutalmente assassinada no Brasil.
A
discriminação de lésbicas e outras pessoas de Minoria Sexual é absolutamente proibida de acordo com a lei. A própria Carta Magna do Brasil, a Constituição Federal do Brasil, reza explicitamente que todos deverão ser tratados com isonomia perante a lei sem que se faça acepção de pessoas por qualquer motivo ou razão.
Se é verdade que as
regras de fé de muitas religiões proíbem expressamente o amor entre homossexuais, essas leis religiosas se restringem somente dentro das respectivas comunidades religiosas. Em outras palavras, a liberdade religiosa exige que todas as religiões atuem dentro dos padrões básicos dos Direitos Humanos adotados pelo Estado Brasileiro.
Também é preciso esclarecer que nem todas as religiões proíbem a
união entre iguais. Igrejas cristãs como a Igreja Metropolitana do Brasil, entre outras, projetam uma visão reformada em relação à comunidade LGBT. Muitas igrejas cristãs do mundo entraram no novo milênio discutindo com muita seriedade e deliberação o assunto da homossexualidade. Existe muita resistência por parte das alas mais conservadoras dessas instituições a ideia da união entre iguais.
Desde de
1993, a Organização Mundial da Saúde (O.M.S.) retirou o lesbianismo, bem como a homossexualidade como um todo, de sua lista de doenças, reconhecendo, enfim, não se tratar de nenhuma disfunção.
Conselhos Regionais de Psicologia de todo o país vem punindo psicólogos que se propoem a curar o lesbianismo. Uma Resolução do
Conselho Federal de Psicologia, datada de 1999, proíbe os psicólogos de tratar a homossexualidade como doença, distúrbio ou perversão.

Práticas sexuais



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Ilustração para De Figuris Veneris.

Os estudiosos têm notado que o lesbianismo em seu aspecto físico provoca as mais extremadas reações: enquanto que moralmente é por vezes reprovado, a maioria dos homens heterossexuais possuem uma espécie de fascínio por duas mulheres que se beijem e/ou tenham relações sexuais.1 Alguns sexólogos escrevem que, por outro lado, existe um segundo tipo de homens que, feridos por seu "orgulho masculino", desprezariam as mulheres que dispensassem o pênis numa relação sexual; de fato, numa relação sexual entre duas lésbicas, o erotismo feminino e as características físicas da parceira parecem vir em primeiro lugar.1
Não se sabe qual é a prática sexual preferida das mulheres, mas pesquisas afirmam que talvez possa ser o de papel passivo na
cunilíngua, e isso estaria associado à estimulação do ponto G e/ou do clítoris.1 Por conta disso, muitas vezes o "69 lésbico" seria dispensado para que apenas uma das parceiras receba estimulação na vulva pelos lábios e língua da outra. Que por sinal é muito prazeroso.1
Outro termo muito usado quando se escreve sobre práticas homossexuais femininas é o
tribadismo, em que duas parceiras pratiquem uma fricção, ou seja, um encontro entre as vulvas de ambas.1 Diversos sexólogos têm escrito que, ao contrário do que se pensa, o prazer sexual não deriva somente das vaginas de ambas as parceiras, mas principalmente pelo encontro entre suas coxas.1 As práticas homossexuais entre mulheres também incluem penetração, mas com menor frequência;2 no entanto, quando praticada, é mais comum que a estimulação do órgão genital da parceira seja realizada manualmente ou, em outros casos, com um dildo (pênis artificial), embora esse seja mais raro.2
Certos estudiosos também pretendem pesquisar se o interesse lésbico por imitações de pênis não significaria uma frustração da falta de um pênis real; alguns afirmam que não se pode generalizar acerca de todos os casos de lésbicas, enquanto outros afirmam que as que utilizam pênis artificiais não possuem interesses sexuais ou mesmo afetivos por homens.3 Pesquisas revelam que a utilização de pênis artificiais seria, para as lésbicas, uma tentativa da busca de "algo mais" assim como acontece com parceiros heterossexuais que buscam outras formas de "enriquecer" suas práticas de sexo.3 Outras práticas sexuais entre lésbicas, e que são menos comuns, incluem o fistfucking, o
sexo anal, que é tido como secundário numa relação lésbica, muitas vezes realizado manualmente ou com dildos;3 e práticas sadomasoquistas que, embora muito raras, podem incluir o uso de chicotes e flagelação como entre os heterossexuais sadomasoquistas.4 Outro assunto de interesse entre estudiosos e sexólogos é saber se as lésbicas possuem atração sexual por mamilos tanto quanto os homens heterossexuais, e a maior parte dos autores escrevem que o interesse é relativo mas semelhante.4

Referências

  1. a b c d e f Aldo Pereira, Vida Intima - Enciclopédia do amor e do sexo, Abril Cultural, 1981, Vol. 1, p. 185.
  2. a b Aldo Pereira, Vida Intima - Enciclopédia do amor e do sexo, Abril Cultural, 1981, Vol. 1, p. 186.
  3. a b c Aldo Pereira, Vida Intima - Enciclopédia do amor e do sexo, Abril Cultural, 1981, Vol.1, p.187.
  4. a b Aldo Pereira, Vida Intima - Enciclopédia do amor e do sexo, Abril Cultural, 1981, Vol.1, p.188.

Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Lesbica

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