CARTAGEMA DAS ÍNDIAS NA COLOMBIA : SAQUEADA POR PIRATAS INGLESES E FRANCESES,CIDADE ENCANTA COM MURALHAS E CASTELOS






Cartagena das Índias é o lado light do Caribe. Esqueça o agito de Cancún e das outras ilhas da região, com hotéis imensos e comércio completamente direcionado para o turismo, Cartagena é o oposto disso tudo. Além da beleza natural e do clima prazeroso o ano inteiro, a cidade é motivo de orgulho para os colombianos. Lá está localizada a casa do escritor Gabriel García Márquez, Gabo para a população local, conta com uma boa infra-estrutura hoteleira, praias tranquilas para passar os feriados, é reconhecida pela qualidade das esmeraldas que vende e, o mais importante, é território neutro nas guerrilhas que podem afugentar qualquer estrangeiro.

A cidade está dividida entre o lado histórico e o moderno. Se você for a Cartagena, não pense duas vezes, fique no bairro histórico. Mesmo estando um pouco afastado da praia, o bairro ganha um charme extra por estar todo cercado por uma muralha de 8 km, construída na época da colonização para espantar inimigos interessados no rico comércio local. É possível caminhar pela muralha e, sem dúvida, obter os melhores cenários para fotos. De cima da muralha se vê de um lado todo o mar do Caribe e a parte moderna da cidade, do outro, está o bairro histórico e suas casinhas coloridas, tipicamente espanholas, com varandas repletas de flores.

Outra diversão imperdível na Colômbia são as discotecas de rumba, salsa e outros ritmos caribenhos. Depois dos cubanos, os colombianos são famosos por suas rumbas e salsas. Veja abaixo os melhores locais para dançar em Cartagena.


Cartagena de Índias - Atrações

Palacio de la Inquisición

Coleção de instrumentos de tortura dos séculos passados. O casarão que abriga o museu fica no centro histórico e fica aberto todos os dias das 8h30 às 18h.

Cuartel de las Bovedas

Mais de 40 arcos formam a fachada deste quartel-general, que hoje abriga lojas de artesanato colombiano. No local, o turista pode encontrar os melhores preços para comprar as famosas bonequinhas colombianas, artesanato em cerâmica e em tecidos.

Convento de la Popa

Localizado na parte mais alta de Cartagena, foi escolhido para a fundação do convento dos Agostinos em 1607. Além da bela vista, está a imagem de Nossa Senhora da Candelária.

Fuerte de San Felipe de Barajas

Um dos maiores monumentos de Cartagena, é considerado a melhor obra de engenharia militar espanhola na América.

Cartagena de Índias - Onde dançar

Extreme Bar Discoteca Restaurante

A maior discoteca de Cartagena. Lá pode-se ouvir vários ritmos latino-americanos: rumba, salsa e merengue.

La Escollera

Casa mais tradicional de Cartagena, considerada "patrimônio" entre as discotecas locais. A rumba predomina no lugar.

Cartagena de Índias - Personagem

Gabriel García Márquez

Crédito: Ana Lúcia AraújoRENATO ROSCHEL
do Banco de Dados


Gabriel José García Márquez nasceu a 6 de março de 1928, ano em que sua cidade, Aracataca, grande produtora de bananas, começava a entrar em uma grave crise, por causa da queda de preço do produto.

García Márquez cresceu tímido e quieto, embalado pelas histórias de seu avô materno, Nicolás Ricardo Márquez Mejía, um coronel liberal, veterano da Guerra dos Mil Dias (1899-1903), que viveu em Aracataca, vila que ajudou fundar; e as superstições de sua avó materna, Tranquilina Iguarán Cotes, uma mulher extremamente supersticiosa que teve tanta influência na infância de García Márquez quanto seu avô.

Tranquilina acreditava intensamente em crendices populares e teve a vida rodeada de histórias de fantasmas e premonições. Essa maneira de ver o mundo foi decisiva para o desenvolvimento estilístico do autor.

As primeiras lições que García Márquez recebeu foram dadas por seu avô-coronel, que também mostrou para García Márquez, pela primeira vez, em um circo que visitava a cidade, um exótico bloco de gelo (tal episódio é rememorado nas páginas de "Cem Anos de Solidão", considerado, por muitos, o livro mais importante de sua carreira).

García Márquez só foi morar em Sucre com seu pai, Gabriel Eligio García e sua mãe, Luisa Santiaga Márquez Iguarán, aos 8 anos, quando da morte de seu avô, mesma época em que sua avó começou a ficar cega.

Em 1940, García Márquez ganhou uma bolsa de estudos para uma escola secundária. A escola, o Liceu Nacional, ficava em Zipaquirá, a 48 km ao norte de Bogotá. Após a graduação, aos 18 anos, García Márquez matriculou-se, para satisfazer a vontade de seus pais, como estudante de direito, na Universidade Nacional de Bogotá.

A grande mudança na vida de García Marquéz, segundo o próprio escritor, foi quando um amigo lhe emprestou para leitura um pequeno livro: uma cópia em espanhol de "A Metamorfose", de Franz Kafka, traduzido pelo escritor argentino Jorge Luis Borges.

O livro causou um grande efeito em García Márquez, fazendo-o admirar aquele tipo de literatura que não seguia uma narrativa reta e desdobrava-se fora de um espaço tradicionalmente já demarcado. "Eu pensei comigo mesmo: eu não conheço ninguém que permitiu-se escrever coisas como aquelas. Se eu soubesse, eu teria começado a escrever a muito tempo atrás", disse.

Outro fato de grande importância na vida do autor foi o assassinato de Jorge Eliecer Gaitán, esquerdista do partido Liberal, em 9 de abril de 1948, o que levou-o a participar dos distúrbios do "el Bogotázo", nos quais teve seu próprio quarto parcialmente queimado. Após os distúrbios, García Márquez acabou se transferindo para a Universidade de Cartagena, onde a situação era mais pacífica.

Em Cartagena, num encontro casual com o médico e escritor Manuel Zapata Oliveira, foi convidado para ir até a redação do jornal "El Universal". E por lá ficou, passou a assinar uma coluna diária chamada "Punto y Aparte" no jornal de Cartagena. Em janeiro de 1950, decidiu abandonar seus estudos de direito, passando a trabalhar exclusivamente nos seus livros e no jornal "El Heraldo", de Barranquilla, onde assinava uma coluna, "La Jirafa", com o pseudônimo de Septimus, sobre assuntos da atualidade. É também em 1950 que seu conto "Un Dia Despues de Sabado" ganha o prêmio da Associação de Escritores e Artistas de Bogotá.

No começo da década de 50 García Márquez, Gabo, como é conhecido, após uma viagem à sua cidade natal, depois de anos de ausência, escreveu seu primeiro romance, "Folhas Mortas". A obra, inicialmente rejeitada pela primeira editora que leu o manuscrito, virou um sucesso quando publicada, em 1955. É neste livro que pela primeira vez aparece a fictícia cidade de Macondo, local imaginário onde criariam vida os personagens de "Cem Anos de Solidão".

Em 1954, voltou para Bogotá e foi trabalhar no jornal "El Espectador" como escritor de contos e crítico de cinema. Em 1955, García Márquez escreveu a história de Luis Alejandro Velasco, um náufrago que após ter ficado por dez dias em um bote é transformado em herói nacional, utilizado como peça de propaganda do governo colombiano, pois o barco que afundara era da marinha colombiana e carregava cargas ilegais.

Ao fazer uma visita à redação do "El Espectador", Velasco, desapontado com o governo e convencido pelos editores, oferece ao jornal a verdadeira história de seu naufrágio. García Márquez escreve, como "ghost-writer", o folhetim, "A Verdadeira História da Minha Aventura", por Luis Alejandro Velasco.

Após a publicação, Velasco foi expulso da Marinha e García Márquez enviado a Itália para cobrir a doença do papa Pio 12, e também para evitar correr riscos com possíveis represálias do governo colombiano. Gabo foi então correspondente em Roma e Paris. Foi também nesse período o lançamento de "Folhas Mortas", em Bogotá. García Márquez só retornou à Colômbia em 1958.

Em 1959, García Márquez passou a trabalhar para a agência cubana de notícias La Prensa. Depois foi enviado pela agência a Havana e Nova York, onde trabalhou até 1961. Durante o restante da década de 60, García Márquez foi para a Cidade do México, onde atuou como jornalista, roteirista e publicitário. Os livros "Os Funerais da Mamãe Grande" e "A Má Hora (O Veneno da Madrugada)", que conquistou o Concurso Literário Esso da Colômbia, em 1961, foram publicados em 1962.

Foi em 1967, durante sua estada no México, que García Márquez escreveu "Cem Anos de Solidão", obra que recriou a ficção latino-americana com o chamado "realismo fantástico". A obra também foi reconhecida pela academia sueca, que lhe concedeu o Nobel de Literatura em 1982.

Gabriel García foi escolhido, no dia 2 de maio de 1996, o maior escritor vivo, numa enquete feita pela revista suíça "L'Hebdo" junto a 18 críticos literários de todo o mundo. Sua última obra publicada é "Notícia de um Sequestro", de 1997. O livro narra vários casos de jornalistas e mulheres de políticos mortos por narcotraficantes na Colômbia, em 1990.

Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/folha/turismo/americadosul/colombia-cartagena.shtml


Saqueada por piratas ingleses e franceses, Cartagena encanta com muralhas e castelos

Cidade também recebe muitos turistas interessados em conhecer a história do
escritor Gabriel García Márquez.

Dos 11 quilômetros da muralha de Cartagena, mais da metade ainda está em bom estado de conservação

Atacada cinco vezes por piratas entre 1533 e 1586, a única opção que restou à Coroa espanhola para garantir seu domínio sobre Cartagena de Indias foi construir uma muralha de 11 quilômetros em torno do centro da cidade. Mesmo assim, franceses e ingleses continuavam a tentar saquear a região, o que obrigou a Espanha a levantar um gigantesco forte, conhecido como Castillo de San Filipe.

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 Mais de quatro séculos depois, sem os riscos de uma nova invasão, Cartagena aproveita a peculiaridade de suas antigas formas de defesa para atrair turistas. No final da tarde, os bares e restaurantes localizados sobre as muralhas ficam lotados até o por do sol. Em uma rápida caminhada, também é impossível não encontrar réplicas de canhões usados nas batalhas dos séculos XVI a XVIII.
Vitor Sion/Opera Mundi

Castillo de San Filipe é uma das principais atrações turísticas da cidade


Na Plaza de Bolívar, além da Catedral da cidade, também está localizado o Museu da Inquisição, que exibe réplicas de instrumentos usados pela Igreja Católica para tortura e execução de hereges. Os turistas podem optar por uma visita guiada ou conhecer o museu sozinhos, o que é possível graças aos painéis com explicações sobre a história do país. Neles, aprende-se, por exemplo, que as mulheres suspeitas de serem bruxas eram submetidas a uma pesagem, na qual as mais leves eram condenadas por poderem voar.


O turismo em Cartagena, no entanto, não vive só das lembranças de tempos turbulentos. As agradáveis e estreitas ruas são uma aula de cultura local. Em frente ao Museu de Arte Moderna, na Praça de São Pedro Claver, há esculturas dos personagens típicos da cidade: pescadores, os donos de charretes e, claro, as mulheres que vendem saladas de frutas.

Gabriel García Márquez

Outro motivo que leva milhares de pessoas a Cartagena é o fato de ela ser a cidade em que o Prêmio Nobel de Literatura Gabriel García Márquez passou grande parte de sua vida. A casa de Gabo, onde ele costuma passar apenas os verões, já que atualmente mora no México, virou um dos pontos turísticos mais visitados.
Vitor Sion/Opera Mundi

Bares e restaurantes ficam lotados de turistas no final da tarde, para assistir ao pôr do sol


Mas não é só lá que se nota a presença de García Márquez. No tradicional Quiebra-Canto, onde há aulas de salsa, e no Museu de Arte Moderna, há fotos que mostram partes da vida do jornalista e escritor.

Para os admiradores mais apaixonados pelo autor, há um trajeto específico de oito noites e que passa por quatro cidades marcantes em sua vida. Além de Cartagena, o tour engloba Aracataca, sua cidade natal, Barranquilla e Valledupar, que o inspirou na criação de Macondo, cidade fictícia de “Cem Anos de Solidão”.


Fonte:http://operamundi.uol.com.br/conteudo/reportagens/27979/

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