POPOL VUH : O LIVRO SAGRADO DOS MAIAS

O POPOL VUH (O Livro do Conselho)

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Por Editor VOPUS   
O Popol Vuh, o «Livro do Conselho», é uma jóia da literatura Maia, nele se expõem valores extraordinariamente místicos, filosóficos, artísticos e profundamente científicos.
Os Maias, uma verdadeira civilização portentosa, descendente dos atlantes, educaram o Mundo.
EL POPOL VUH (El Libro del Consejo) EL POPOL VUH (El Libro del Consejo)
Jamais poderíamos deixar de recordar aquela famosa frase do idioma ritual Maia que ao pé da letra diz: “HELI LAMAH ZABAC TANI” e que os quatro evangelistas interpretam esotericamente de quatro formas diferentes.
De forma extraordinária o Grande KABIR Jesus pronunciou tal frase no cume majestoso do Calvário. “Agora me submerjo na aurora de tua presença”; é, indubitavelmente, seu sentido no idioma Maia.
Inquestionavelmente, o Grande Hierofante Jesus aprendeu o NAGA e o MAIA no TIBETE Oriental, e isto está demonstrado.
No Sagrado Monastério de LHASSA no Tibete, existe ainda um livro que textualmente diz o seguinte: “Jesus se converteu no mais proficiente Mestre que esteve na Terra”.
Um Sábio escritor disse:
Está estabelecido historicamente que a CIÊNCIA-RELIGIÃO conhecida por Cristo no Egito, na Índia e no Tibete era Maia.
Existiu um profundo Ocultismo Maia, conhecido sem dúvida alguma por Cristo, quem elegeu seus símbolos (Maias) como sustentação de suas idéias de amor fecundante.
Já não se pode supor casualidade que tenha escolhido a Cruz Maia, a Trindade e os Doze Apóstolos e outros muitos símbolos, para sustentar o imenso sentido científico-religioso de suas pregações.
É ostensivo que os Maias Atlantes trouxeram sua Religião Sabedoria à América Central. É indubitável que eles colonizaram o Tibete, Babilônia, Grécia, Índia, etc. Não há dúvida que a linguagem ritual do KABIR Jesus foi Maia... (A Doutrina Secreta de Anáhuac, Cap. 7: A Atlântida).
O pesquisador que lê além das palavras e extrai intuitivamente o conteúdo contido nestes relatos encontrará técnicas precisas para a dissolução dos Senhores de Xibalbá, que segundo os Maias são os Inimigos do Homem, os que produzem doenças e a Morte. Viva representação dos agregados psicológicos que interiormente carregamos; a Luxúria, o Orgulho, a Preguiça, a Gula, a Inveja, a Cobiça, a Ira, etc.
Xibalbá é traduzido precisamente como «demônio», é o relato dos “Magos”, um Poço de Sabedoria para os que buscam se Aperfeiçoar. Nele se encontra a didática concreta para a eliminação desses fatores indesejáveis que precisamente produzem a doença e a morte.
Vemos neste tesouro maravilhoso do Popol Vuh Princípios Cósmicos extraordinários, como o da Mãe Divina, a Jovem Ixquic (a do sangue), quem concebeu por obra da magia os gêmeos Divinos Hunabpu (Supremo Mestre Mago) e Ixbalanqué (Bruxinho), que, por sua vez, derrotaram e mataram os Senhores de Xibalbá (nossos defeitos), e assim resgataram a herança de seus Pais, os senhores Ahpu, representação dos valores do Ser.
KUKULCAN- El gavilán, símbolo de la Fuerza Creadora del Tercer Logos
O gavião, símbolo da força Criadora do Terceiro Logos. Hun Hunabpu, o Espírito do Homem. O Jogo da Bola, símbolo do trabalho com o Arcano A.Z.F., ou Sexologia Superior. A Trindade é conhecida como Cakulha, Chipí, Cakulhá, Raxá, Cakulhá e estes constituem o Coração do Céu. Com grande acerto o V.M. Samael Aun Weor nos diz:
No campo do Espírito, o Um é o Pai que está em Segredo, o Dois é a Mãe Divina, que é o desdobramento do Pai. O Livro Sagrado dos Maias, O Popol Vuh, diz que Deus criou o homem de barro e depois o de madeira (a raça Atlante), mas eles se esqueceram de seus «Pais e Mães», se esqueceram do «Coração do Céu», logo, veio um grande dilúvio e todos pereceram, entraram em cavernas para se refugiar e estas se derrubavam (se refere à submersão da Atlântida). Assim, cada um tem seu Pai e sua Mãe Divina que são muito sagrados.
No Pai e na Mãe Kundalini vemos as duas colunas Jakin e Boaz que são as que sustentam o Templo.
...Se se analisa mais profundamente se descobre um aspecto muito interessante, o N°. 1 é o Pai que está em Segredo, a Mônada, e daí nasce a Mãe Divina Kundalini, a Dual; esta, por vez, se desdobra no N°. 3 que é Pai, Mãe e Filho, este é o Espírito Divino e Imortal da cada vivente, e os três, Osíris, o Pai, Ísis, a Mãe e Hórus, o Filho, vêm constituir o que o Livro Sagrado dos Maias, o Popol Vuh, chama «O Coração do Céu». (Tarot e Kábala, Cap. 2 e 3).
Coatlicue
Além disso, todo livro Sagrado é também um Livro Cosmogenético que fala da Origem do Cosmos Infinito com uma precisão científica, que é ao mesmo tempo a ciência das Transmutações alquímicas sexuais no ser humano. A este respeito o fundador do Movimento Gnóstico Internacional nos diz:
Com lágrimas nos olhos arranco o coração por ter que falar coisas que não deveriam ser faladas porque isto é como jogar margaridas aos porcos mas a pobre humanidade doente as necessita e me vejo na angústia de dizer algo sobre A SERPENTE VOADORA.

O PÁSSARO SERPENTE

No Popol Vuh dos maias, a Ave e a Serpente figuram como Criadores Sexuais do Universo. Tepeu e Cocumatz enviam um Gavião ao imenso mar da grande vida para trazer a Serpente, com cujo sangue maravilhoso amassam o milho amarelo e branco. Diz o Popol Vuh que com esta massa de milho branco e amarelo, misturado com o sangue da Serpente, o Deus Tzacol formou a carne da gente.
A Ave representa o Espírito Universal de Vida. A Serpente representa o Fogo Sexual do Terceiro Logos. O sangue da Serpente indica as águas do Gênese, o Grande Esperma Universal, o Ens Séminis ou Sêmen Cristônico, em cujas águas está o gérmen de toda vida. Estas águas com o sangue da terra, segundo o filósofo maia. A Deusa Coatlicue é a Mãe da Vida e da Morte. (O Ens Séminis).
Realmente, o Fogo Sexual do Terceiro Logos faz fecundas as Águas da Vida para que surja o Universo.
Na Teogonia Maia, dois Deuses intervêm na Criação: um que dá a vida e a forma ao homem e outro que lhe dá a Consciência. O Terceiro Logos faz fecundas as Águas da Vida e quando estas foram fecundadas, interveio o Segundo Logos infundindo Consciência em todos os organismos. Os veículos de ação de todas as Forças Logóicas são os Deuses Inefáveis.
O Gavião H. CH. UUY, o Guacamayo «Mo», o Cernícalo X’ Cen Cen Bac, o Tapir, Tzimink, Aax e a Serpente «Can» são os fatores básicos dos Mitos Geogênicos Maias. Estes símbolos são utilizados exotericamente e esotericamente. No campo exotérico ou público simbolizam feitos de tribo, acontecimentos históricos, etc. No aspecto esotérico ou secreto a questão é altamente científica, profundamente filosófica, sublimemente artística e tremendamente religiosa.
Entre os maias, o Paraíso Terrenal é Tamoanchan, o Sagrado lugar do Pássaro Serpente. Tamoanchanes são de fato os Iniciados da Serpente. O mito dos Tamoanchas é o do Pássaro Serpente. Os Tamoanchas descem dos toltecas, ulmecas e maias. (Cap. 23. A Serpente Voadora. O Matrimônio Perfeito).
É o Popol Vuh um verdadeiro manancial inesgotável de Sabedoria Gnóstica, transmitido durante muito tempo de pais para filhos (de Mestre a discípulo). Só nos resta dizer junto ao Chilam Balam de Chumayel, outra Jóia do povo Maia:
Os que sabem vêm da grande linhagem nossa, os homens maias. Esses saberão o significado do que há aqu

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Por Editor VOPUS   
O Popol Vuh, o «Livro do Conselho», é uma jóia da literatura Maia, nele se expõem valores extraordinariamente místicos, filosóficos, artísticos e profundamente científicos.
Os Maias, uma verdadeira civilização portentosa, descendente dos atlantes, educaram o Mundo.
EL POPOL VUH (El Libro del Consejo) EL POPOL VUH (El Libro del Consejo)
Jamais poderíamos deixar de recordar aquela famosa frase do idioma ritual Maia que ao pé da letra diz: “HELI LAMAH ZABAC TANI” e que os quatro evangelistas interpretam esotericamente de quatro formas diferentes.
De forma extraordinária o Grande KABIR Jesus pronunciou tal frase no cume majestoso do Calvário. “Agora me submerjo na aurora de tua presença”; é, indubitavelmente, seu sentido no idioma Maia.
Inquestionavelmente, o Grande Hierofante Jesus aprendeu o NAGA e o MAIA no TIBETE Oriental, e isto está demonstrado.
No Sagrado Monastério de LHASSA no Tibete, existe ainda um livro que textualmente diz o seguinte: “Jesus se converteu no mais proficiente Mestre que esteve na Terra”.
Um Sábio escritor disse:
Está estabelecido historicamente que a CIÊNCIA-RELIGIÃO conhecida por Cristo no Egito, na Índia e no Tibete era Maia.
Existiu um profundo Ocultismo Maia, conhecido sem dúvida alguma por Cristo, quem elegeu seus símbolos (Maias) como sustentação de suas idéias de amor fecundante.
Já não se pode supor casualidade que tenha escolhido a Cruz Maia, a Trindade e os Doze Apóstolos e outros muitos símbolos, para sustentar o imenso sentido científico-religioso de suas pregações.
É ostensivo que os Maias Atlantes trouxeram sua Religião Sabedoria à América Central. É indubitável que eles colonizaram o Tibete, Babilônia, Grécia, Índia, etc. Não há dúvida que a linguagem ritual do KABIR Jesus foi Maia... (A Doutrina Secreta de Anáhuac, Cap. 7: A Atlântida).
O pesquisador que lê além das palavras e extrai intuitivamente o conteúdo contido nestes relatos encontrará técnicas precisas para a dissolução dos Senhores de Xibalbá, que segundo os Maias são os Inimigos do Homem, os que produzem doenças e a Morte. Viva representação dos agregados psicológicos que interiormente carregamos; a Luxúria, o Orgulho, a Preguiça, a Gula, a Inveja, a Cobiça, a Ira, etc.
Xibalbá é traduzido precisamente como «demônio», é o relato dos “Magos”, um Poço de Sabedoria para os que buscam se Aperfeiçoar. Nele se encontra a didática concreta para a eliminação desses fatores indesejáveis que precisamente produzem a doença e a morte.
Vemos neste tesouro maravilhoso do Popol Vuh Princípios Cósmicos extraordinários, como o da Mãe Divina, a Jovem Ixquic (a do sangue), quem concebeu por obra da magia os gêmeos Divinos Hunabpu (Supremo Mestre Mago) e Ixbalanqué (Bruxinho), que, por sua vez, derrotaram e mataram os Senhores de Xibalbá (nossos defeitos), e assim resgataram a herança de seus Pais, os senhores Ahpu, representação dos valores do Ser.
KUKULCAN- El gavilán, símbolo de la Fuerza Creadora del Tercer Logos
O gavião, símbolo da força Criadora do Terceiro Logos. Hun Hunabpu, o Espírito do Homem. O Jogo da Bola, símbolo do trabalho com o Arcano A.Z.F., ou Sexologia Superior. A Trindade é conhecida como Cakulha, Chipí, Cakulhá, Raxá, Cakulhá e estes constituem o Coração do Céu. Com grande acerto o V.M. Samael Aun Weor nos diz:
No campo do Espírito, o Um é o Pai que está em Segredo, o Dois é a Mãe Divina, que é o desdobramento do Pai. O Livro Sagrado dos Maias, O Popol Vuh, diz que Deus criou o homem de barro e depois o de madeira (a raça Atlante), mas eles se esqueceram de seus «Pais e Mães», se esqueceram do «Coração do Céu», logo, veio um grande dilúvio e todos pereceram, entraram em cavernas para se refugiar e estas se derrubavam (se refere à submersão da Atlântida). Assim, cada um tem seu Pai e sua Mãe Divina que são muito sagrados.
No Pai e na Mãe Kundalini vemos as duas colunas Jakin e Boaz que são as que sustentam o Templo.
...Se se analisa mais profundamente se descobre um aspecto muito interessante, o N°. 1 é o Pai que está em Segredo, a Mônada, e daí nasce a Mãe Divina Kundalini, a Dual; esta, por vez, se desdobra no N°. 3 que é Pai, Mãe e Filho, este é o Espírito Divino e Imortal da cada vivente, e os três, Osíris, o Pai, Ísis, a Mãe e Hórus, o Filho, vêm constituir o que o Livro Sagrado dos Maias, o Popol Vuh, chama «O Coração do Céu». (Tarot e Kábala, Cap. 2 e 3).
Coatlicue
Além disso, todo livro Sagrado é também um Livro Cosmogenético que fala da Origem do Cosmos Infinito com uma precisão científica, que é ao mesmo tempo a ciência das Transmutações alquímicas sexuais no ser humano. A este respeito o fundador do Movimento Gnóstico Internacional nos diz:
Com lágrimas nos olhos arranco o coração por ter que falar coisas que não deveriam ser faladas porque isto é como jogar margaridas aos porcos mas a pobre humanidade doente as necessita e me vejo na angústia de dizer algo sobre A SERPENTE VOADORA.

O PÁSSARO SERPENTE

No Popol Vuh dos maias, a Ave e a Serpente figuram como Criadores Sexuais do Universo. Tepeu e Cocumatz enviam um Gavião ao imenso mar da grande vida para trazer a Serpente, com cujo sangue maravilhoso amassam o milho amarelo e branco. Diz o Popol Vuh que com esta massa de milho branco e amarelo, misturado com o sangue da Serpente, o Deus Tzacol formou a carne da gente.
A Ave representa o Espírito Universal de Vida. A Serpente representa o Fogo Sexual do Terceiro Logos. O sangue da Serpente indica as águas do Gênese, o Grande Esperma Universal, o Ens Séminis ou Sêmen Cristônico, em cujas águas está o gérmen de toda vida. Estas águas com o sangue da terra, segundo o filósofo maia. A Deusa Coatlicue é a Mãe da Vida e da Morte. (O Ens Séminis).
Realmente, o Fogo Sexual do Terceiro Logos faz fecundas as Águas da Vida para que surja o Universo.
Na Teogonia Maia, dois Deuses intervêm na Criação: um que dá a vida e a forma ao homem e outro que lhe dá a Consciência. O Terceiro Logos faz fecundas as Águas da Vida e quando estas foram fecundadas, interveio o Segundo Logos infundindo Consciência em todos os organismos. Os veículos de ação de todas as Forças Logóicas são os Deuses Inefáveis.
O Gavião H. CH. UUY, o Guacamayo «Mo», o Cernícalo X’ Cen Cen Bac, o Tapir, Tzimink, Aax e a Serpente «Can» são os fatores básicos dos Mitos Geogênicos Maias. Estes símbolos são utilizados exotericamente e esotericamente. No campo exotérico ou público simbolizam feitos de tribo, acontecimentos históricos, etc. No aspecto esotérico ou secreto a questão é altamente científica, profundamente filosófica, sublimemente artística e tremendamente religiosa.
Entre os maias, o Paraíso Terrenal é Tamoanchan, o Sagrado lugar do Pássaro Serpente. Tamoanchanes são de fato os Iniciados da Serpente. O mito dos Tamoanchas é o do Pássaro Serpente. Os Tamoanchas descem dos toltecas, ulmecas e maias. (Cap. 23. A Serpente Voadora. O Matrimônio Perfeito).
É o Popol Vuh um verdadeiro manancial inesgotável de Sabedoria Gnóstica, transmitido durante muito tempo de pais para filhos (de Mestre a discípulo). Só nos resta dizer junto ao Chilam Balam de Chumayel, outra Jóia do povo Maia:
Os que sabem vêm da grande linhagem nossa, os homens maias. Esses saberão o significado do que há aqu



O termo Popol vuh, comumente traduzido do idioma quiché como “livro da comunidade”, é um registro documental da cultura maia, produzido no século XVI, e que tem como tema a concepção de criação do mundo deste povo. Popol é interpretado como “comunidade” ou “conselho”, e dá a ideia de algo de propriedade comum; e vuh ou wuj, em quiché moderno, significa “livro”. Como os maias eram divididos em diversas tribos, faz-se necessário saber que, embora boa parte do conto fosse aceito majoritariamente no território maia, existiam especificidades entre as tribos e regiões.


Primeira página do manuscrito do Popol Vuh, guardado na Biblioteca Newberry,
Chicago, Coleção Ayer
 
História e influências

 Origem

Acredita-se que o manuscrito original do Popol vuh tenha sido escrito por volta de 1544, em alfabeto latino no idioma quiché. No entanto, permanece perdido até os dias atuais. Este documento foi traduzido para o castelhano pelo frei Francisco Jiménez em 1688, e encontra-se hoje em Chicago, na Biblioteca Newberry. Em 1861, Charles Étienne Brasseur de Bourboung baseou-se em uma tradução de Carl Scherzer e publicou em francês o texto com o nome de Popol vuh.

Influência cristã

Não apenas o Popol vuh, mas outras narrativas indígenas da Mesoamérica sofreram forte influência cristã durante o período colonial. Em aspectos gerais, os cronistas responsáveis pela compilação da cosmogonia maia atrelaram a ela valores e códigos que faziam sentido apenas à cultura cristã. Em certos trechos do Popol vuh, é possível notar semelhanças com o discurso bíblico. Dessa forma, os mitos de criação e o próprio entendimento dos deuses mesoamericanos se perderam dentro da interpretação europeia dos escritos indígenas. Portanto, sobre os escritos “catequizados”, é mais legítimo encará-los como a visão colonizadora da cosmogonia maia do que propriamente como este povo estruturava suas crenças. É importante ressaltar que, para o povo maia, não necessariamente o conceito de “deus” era o mesmo que para os espanhóis, que tinham sua visão religiosa como universal.

Estrutura e narrativa

O texto aborda questões sobre a criação do mundo, dos homens e dos animais, segundo a tradição maia. O manuscrito original do Popol vuh não possuía divisões em capítulos, no entanto as edições atuais, baseadas na tradução de Brasseur, apresentam estas divisões, que são feitas de acordo com a ordem cronológica e temática dos acontecimentos. Apesar de não apresentar estas divisões originalmente, é possível notar duas partes distintas na narrativa. A primeira parte refere-se a origem do mundo e a vitória dos gêmeos Hunahpú e Ixbalanque sobre os Senhores do Inframundo. A segunda parte aborda desde a criação do milho até a presença dos quichés na América Central.
Antes de iniciar a história da criação do mundo, o texto diz que havia uma preexistência, composta de calma, silêncio e imobilidade. Existiam apenas o céu e o mar, onde estavam o Criador, o Formador, Tepeu, Gucumatz ou Quetzalcoatl, os Progenitores e Huracán, também chamado de Coração do Céu. A narrativa da criação se inicia quando Tepeu e Gucumatz decidem criar o homem. Os deuses criam, então, o mundo e o que nele está presente, a natureza e os animais. Como os animais, apesar de dotados de voz, eram incapazes de adorar seus criadores, foram amaldiçoados. É neste momento que também é criado o primeiro homem, feito de lodo, porém este se desmanchava e não possuía entendimento do mundo, deste modo também não podia adorar aos deuses, e por isso foi destruído.
No segundo momento da criação, os deuses consultaram os adivinhos Ixpiyacoc e Ixmucané, que lançaram a sorte com grãos de milho, e orientaram que o novo homem fosse feito de madeira. Assim os deuses fizeram. Os homens de madeira se multiplicaram e dispersaram, porém, assim como o homem de lodo, não foram capazes de invocar seus criadores, e por isso foram destruídos em um dilúvio de resina. Os sobreviventes tornaram-se macacos.
Em um terceiro momento da criação (ou no próprio segundo momento, dependendo da fonte), a narrativa ocupa-se em relatar a história dos gêmeos Hunahpú e Ixbalanque, que despertaram a atenção dos Senhores do Inframundo, e estes, incomodados com o comportamento dos homens, decidiram transformá-los em peixes. Os gêmeos, por fim, atiram-se em uma fogueira e transformam-se no Sol e na Lua. Na quarta e última idade abordada pelo Popol vuh, uma nova tentativa de criação ocorre, desta vez utilizando milho como matéria prima. Os homens feitos de milho tomaram ciência de si e então deram graças aos seus deuses criadores. Esta é a origem da atual humanidade, e explica a criação dos povos que habitavam a Mesoamérica.

As idades do mundo[1]

De forma simplificada, podemos descrever as quatro idades narradas pelo Popol vuh desta maneira:

1ª idade:

  • No início havia calma, silêncio e imobilidade.
  • Os deuses decidem, juntos, criar o homem. Antes disso, criaram as árvores, a vida e os animais. Os últimos, apesar de terem sido dotados de voz, não foram capazes de invocar os deuses, e por isso foram punidos, que passariam a ter suas carnes servidas de alimento.
  • Foi criado então, do lodo, o homem, mas estes se desmanchavam facilmente e eram incapazes de louvar os deuses, que em consequência destruíram-nos.

2ª idade:
  • Os deuses consultaram os adivinhos Ixpiyacoc e Ixmucané para criar um homem que pudesse invocá-los, e a indicação obtida foi fazê-los de madeira. Os homens de madeira povoaram a terra, mas possuíam sequer alma ou entendimento, portanto não podiam invocar seus criadores. Foram destruídos com um dilúvio, e os sobreviventes tornaram-se macacos.

3ª idade:
  • Epopeia dos Gêmeos. Os Gêmeos tornam-se o Sol e a Lua.

4ª idade:
  • Criação dos homens de milho, que se tornaram a atual humanidade.
  • Estes possuíam percepção do mundo e invocaram seus criadores, que lhes concederam limites mortais, para que não ameaçassem a soberania dos deuses.

Deuses

Segundo historiadores e demais estudiosos do período colonial, o Popol vuh e outras fontes contendo narrativas religiosas dos indígenas americanos apresentam o mesmo problema quando analisadas: a posição dos deuses e divindades mesoamericanos foi moldada a partir de visões cristãs de importância e hierarquia, o que teria provocado uma distorção sobre a real importância que os maias concediam a cada deus, ou mesmo como este povo concebia a noção de divino. Eduardo Natalino dos Santos diz: “Os textos produzidos pelos próprios indígenas ou baseados em declarações de sábios e informantes mostram que tais prioridades deram aos deuses um lugar que não coincidia com aquele que ocupavam dentro do pensamento mesoamericano[2] ”. Alguns Personagens
  • Quetzalcoatl ou Gucumatz
Deidade de papel central na criação das diversas humanidades, em especial a atual. À época da chegada dos espanhóis na América, era um deus reconhecido por boa parte das tribos mesoamericanas.
  • Ixpiyacol e Ixmucané
Ixpiyacol e Ixmucané são interpretados como adivinhos e guias espirituais dos maias. Consultados para a segunda criação dos homens, sugerem que estes sejam feitos de madeira, após lançarem a sorte com grãos de milho.
  • Huracán e Tepeu
Ao lado de Gucumatz, deuses iniciais da narrativa maia. Huracán (Coração do Céu), Tepeu e Gucumatz ou Quetzalcoatl (progenitores que estavam na água rodeados de claridade e sob plumas verdes e azuis), juntos, decidiram criar o mundo, as coisas nele presentes e a humanidade.
  • Hunahpú e Ixbalanque
Gêmeos que perturbaram os senhores do Inframundo e, após se lançarem em uma fogueira, tornaram-se o Sol e a Lua.

Popol vuh hoje

O Popol vuh, depois das traduções de Scherzer e Brausser, encontra-se hoje traduzido para diversas línguas e permanece como uma das principais fontes para estudo não só da cultura maia como também do período de colonização da América, por sua dualidade de interpretações. Os contos nele presentes ainda são preservados por tribos maias como um importante traço de sua cultura ancestral.

Referências

  1. SANTOS, Eduardo Natalino dos. Deuses do México indígena: estudo comparativo entre narrativas espanholas e nativas. São Paulo: Palas Athena, 2002, pp. 291-295.
  2. SANTOS, Eduardo Natalino dos. Deuses do México indígena: estudo comparativo entre narrativas espanholas e nativas. São Paulo: Palas Athena, 2002, p. 181.

Ligações externas

  • El Popol Vuh. Obra maia traduzida ao espanhol, acessado em 09 de junho de 2012.
  • El Popul Vuh. Versão em castelhano, sítio acessado em 09 de junho de 2012.
  • The Popol Vuh. Texto em inglês, acessado em 09 de junho de 2012.
  • The Popol Vuh. Tradução ao inglês, acessado em 09 de junho de 2012.
  • O Popol Vuh. Tradução do espanhol ao português feita pelo Google. Acessado em 09 de junho de 2012.


Popol Vuh, o livro sagrado dos maias, narra criação do mundo

Antes de terra existir, tudo era silêncio e escuridão, só existiam o céu e o mar em calmaria até que os progenitores Tepeu e Gucumatz entraram em acordo e criaram as árvores, os animais e o homem. Assim foi concebido o mundo segundo o Popol Vuh, livro sagrado dos maias, referência histórica da espiritualidade, filosofía e identidade dos povos descendentes dessa civilização na América Central e sul do México, e cujo calendário está despertando temores apocalípticos em muita gente.
Segundo o Popol Vuh, os criadores queriam ter alguém que os louvasse. Então fizeram um homem de barro. Mas ele não podia andar, nem se multiplicar e se desfez, narra o livro que se acredita que foi escrito em meados do século XVI no idioma maia k'iche'. Então os criadores o fizeram com madeira. Mas os homens, ainda que se multiplicassem, não tinham entendimento e se esqueceram de seus progenitores, e por isso foram destruídos.
"Chegou o tempo de amanhecer, de terminar a obra", disseram Tepeu e Gucumatz. Então Yac (gato-montês), Utiú (coiote), Quel (maritaca) e Hoh (corvo) levaram o milho branco e amarelo e de suas espigas foram criados os homens, relata o texto. O Popol Vuh, que significa Livro do Conselho ou Livro da Comunidade, fala da visão do mundo e espiritualidade dos maias que habitaram o sul do México, Guatemala, Honduras, El Salvador e Belize, cujos descendentes comemoram na próxima semana o fim de uma era de 5.200 anos, segundo seu calendário.
Algumas interpretações fizeram crer que esse dia será o fim do mundo, algo que os mesmos líderes indígenas e especialistas desmentem. Apesar disso, atrai a atenção para tudo relacionado à cultura maia. Apesar de, desde 1972, o Popol Vuh ostentar o título de Livro Nacional da Guatemala, apenas em agosto passado ele foi declarado pelo governo como Patrimônio Cultural Intangível da Nação.
Sua origem é um enigma e segundo historiadores a primeira versão do texto, elaborada na língua k'iche' por indígenas cristianizados, permaneceu oculta até 1701, quando o sacerdote espanhol Francisco Ximénez fez uma tradução para o castelhano. O manuscrito de Ximénez contém o texto mais antigo conhecido do Popol Vuh, mas se desconhece o nome do autor essa primeira versão.
O Popol Vuh também conta as aventuras dos deuses gêmeos Hunahpú e Ixbalanqué, que venceram em um jogo de bola os senhores de Xibalbá, e por isso foram convertidos no Sol e na Lua. O livro maia atualmente é encontrado na biblioteca Newberry, em Chicago, Estados Unidos, mas deputados guatemaltecos anunciaram em 13 de dezembro que vão tentar recuperá-lo para expô-lo em um museu no município indígena de Chichicastenango, no oeste do país.

Fonte:http://noticias.terra.com.br/ciencia/