A VIDA SECRETA DE JESUS



A Vida Secreta de Jesus

A cena é conhecida: a criança nasce na família e no local profetizados séculos antes e uma estrela (?) se desloca para indicar em que parte do mundo uma virgem deu á luz o Filho de Deus, o Messias (Mashiah). Aos doze anos, o menino Jesus discute a Lei de seu povo - os judeus - com os sábios do Templo.-
Corte brusco.-
O personagem reaparece com trinta anos de idade, sendo batizado e iniciando a fase de pregação. Seus ensinamentos reafirmam a doutrina mosaica, mas incluem preceitos revolucionários, como o perdão aos inimigos. E faz milagres: transforma água em vinho, multiplica alimentos, levita, transfigura-se, conversa com espíritos, cura doentes. Afinal, ressuscita a si próprio, antes de ascender ao céu.-
Entre uma imagem e outra, o que aconteceu no tempo que passou? Os quatro narradores "oficiais" dessa historia (Matheus, Marcos, Lucas e João) se contradizem, talvez por a Bíblia ter sido escrita muito depois dos eventos, com base em textos antigos e na tradição oral.-
Em cima das contradições e omissões, formularam-se hipóteses a respeito da vida secreta de Jesus. Algumas delas foram, em parte, confirmadas por outras fontes, como o manuscrito do Mar Morto, descobertos em 1947.-
Pode-se então especular sobre o aprendizado de Jesus (que na certa nao se deu na casa do carpinteiro José e da jovem Maria), sua vida dos treze aos trinta anos, o caráter parapsicológico dos milagres, a morte na cruz, a sobrevivência ao martírio e até suas ligações conjugais.-


Essênios, fariseus e saduceus constituíam as seitas em que se dividia o judaísmo na época de Jesus. Os primeiros distinguiam-se dos demais por conservarem as tradições e o sistema de vida dos profetas. Tinham dois núcleos principais: um no Egito, á margem do lago Maoris, e outro na Palestina, em Engaddi, ao lado do Mar Morto. Sua missão era curar doenças do corpo e da alma - o nome "Essênio" provem do termo sírio asaya, que significa terapeuta.-
Conforme espiritualistas de diversas correntes, Jesus, se nao foi essênio, pelo menos manteve contato com eles. O teósofo francês Édouard Schuré (1841-1929) afirma que Maria, mãe de Jesus, era essênia e destinara seu filho, antes do nascimento, a uma missão profética. Seria por isso chamado nazareno ou nazarita, como os outros meninos consagrados a Deus.-
Harvey Spencer Lewis, dirigente máximo da Ordem Rosa-cruz das Américas do Norte, Central e do Sul, nas primeiras décadas do século XX, também afirma a origem essênia de Jesus. Segundo ele, Maria e José eram gentios (habitantes da Galiléia considerados "estrangeiros" pelos palestinos e, portanto, "não-judeus"), pertencentes á Fraternidade Essênia, embora formalmente ligados á fé mosaica, de acordo com as leis locais.-
A descoberta, em 1947, de antigos manuscritos em grutas próximas ao Mar Morto - os "rolos do Mar Morto" - reforçou essas hipóteses, mostrando com mais clareza o enraizamento da Igreja Cristã primitiva na Fraternidade Essênia.-
No inicio dos anos 50, o arqueólogo inglês G. Lankester Harding, diretor do Departamento Jordaniano de Antiguidades, publicou um informe sobre o conteúdo dos seiscentos manuscritos e milhares de fragmentos encontrados no Mar Morto. Diz ele que "a revelação mais espantosa contida nos documentos essênios até agora publicados é que a seita possuía, anos antes de Cristo, terminologia e prática que sempre foram consideradas especificamente cristãs. Os essênios praticavam o batismo e compartilhavam uma ceia litúrgica, de pão e vinho, presidida por um sacerdote. Muitas frases, símbolos e preceitos semelhantes aos encontrados na literatura essênia estão no Novo Testamento, particularmente no Evangelho de João e nas epístolas de Paulo. É significativo que o Novo Testamento nao mencione uma única vez os essênios, embora lance freqüentes ataques a outras seitas importantes, a dos saduceus e a dos fariseus".-
As evidencias não param aí. E, em função delas, muitos estudiosos concluíram que a Igreja prefere não as considerar, porque as doutrinas que desenvolveu nao coadunam com o esoterismo dos essênios e, sobretudo, com suas crenças na reencarnação.-


A ligação de Jesus com os essênios constitui a chave para a compreensão do mistério que envolve sua vida dos treze aos trinta anos.-
Segundo ensinamentos esotéricos, nesse período o jovem essênio foi preparado para se tornar o habitáculo humano do Cristo, do Mashiah esperado não só pelos iniciados do mundo inteiro, mas por todos os israelitas. Inconformados com a vassalagem á Roma, os eleitos de Deus confiavam na vinda do Salvador.-
A preparação de Jesus incluiu o estudo profundo das antigas religiões e das diversas seitas que influenciaram o desenvolvimento da civilização. Sua primeira e distante escola teria sido a Índia. Do monte Carmelo, na Palestina, onde se recolhera com os essênios, dirigiu-se com dois magos até Jaganate - atual Puri -, localidade que por séculos fora centro do budismo. Ali permaneceu por um ano, entre os mais sábios instrutores da doutrina do Buda.-
Ao deixar Jaganate, Jesus visitou o vale do Ganges, parando por vários meses em Benares, onde começou a se interessar pelos métodos terapêuticos hindus. Recebeu orientação de Udraka, considerado o maior de todos os curadores. Em seguida, percorreu diversas regiões indianas, tomando contato com a arte, as leis e a cultura de seus povos. Retornou a Jaganate para uma permanência de mais dois anos. Seu progresso foi tão notável que recebeu a incumbência de instruir, por meio de parábolas, os habitantes da pequena cidade de Katak.-
Ao completar seus estudos na Índia, Jesus viajou para Lhasa, no Tibet, entrando em contato com Meng-Tsé, reputado com o maior de todos os sábios budistas. Dirigiu-se em seguida para Persépolis, na Pérsia (atual Irã), onde viviam os magos mais eruditos do país - conhecidos como Hor, Lun e Mer. Um deles, já bem velho, estivera na Judéia por ocasião do nascimento de Jesus, levando-lhe presentes do mosteiro persa. Sábios do país inteiro acorreram para trocar conhecimentos com o essênio. Foi nesse ponto da viagem que os poderes terapêuticos de Jesus se manifestaram.-
Depois de um ano na Pérsia, ele e seus guias seguiram para a região do rio Eufrates, onde confabularam com os maiores sábios da Assíria. Já então o jovem Jesus se revelara um intérprete privilegiado das Leis Espirituais. Com seus aperfeiçoados poderes e métodos de cura, atraiu multidões nas aldeias da Caldéia e das regiões situadas entre os rios Tigre e Eufrates.-
Em direção ao Ocidente, Jesus atravessou a Babilônia, tomando conhecimento das provações sofridas pelas antigas tribos de Israel, quando levadas para o cativeiro. Esteve alguns meses na Grécia, sob o cuidado pessoal de Apolônio de Tyana, filósofo influenciado pela religião egípcia que o colocou em contato com pensadores atenienses e escritos antigos da cultura grega. Depois o nazarita cruzou o Mediterrâneo e chegou a Alexandria, para uma curta permanência. Visitou antigos santuários e conversou com mensageiros especiais que o aguardavam.-
Agora Jesus se iniciara nos mistérios da Grande Fraternidade Branca, em Heliópolis. Essa organização, fundada por ancestrais de Amenóphis IV, faraó do Egito, tivera desde sua origem a missão de congregar as pessoas mais sábias do país para discutir, analisar e preservar o Grande Conhecimento. Nos dez séculos anteriores ao Cristo, ramos da Grande Fraternidade Branca estabeleceram-se com denominações diversas em várias partes do mundo - e um deles eram os essênios.-
Na etapa propriamente iniciática de sua preparação, Jesus passou por todas as provas que lhe conferiam o título de Mestre. Os últimos estágios transcorreram nas câmaras secretas da Grande Pirâmide, hoje conhecida como pirâmide de Quéops. Ali se realizou a primeira das ceias do Senhor. Após essa festa simbólica, de todos os pontos do Egito partiram mensageiros para proclamar a vinda do Salvador e anunciar o inicio da sua missão.-
De volta á Palestina, Jesus foi batizado por João. Nesse momento, o Espírito Santo desceu sobre ele, criando um novo ser, o Cristo.

Fonte:http://www.angelfire.com/scifi/vitrinescifi/jesus.htm

Os Essênios

Abril de 1947, no vale de Khirbet Qumran, junto às encostas do Mar Morto, Juma Muhamed, pastor beduíno da região, recolhia seu rebanho quando ao seguir atrás de uma ovelha desgarrada percebeu que havia uma extensa fenda entre duas rochas.Curioso, atirou uma pedra e ouviu o ruído de um vaso se quebrando. No vaso, encontrou pergaminhos.
Este momento caracterizou-se como um marco para o mundo arqueológico: A Descoberta dos Manuscritos do Mar Morto.
Desde então, a tradução e divulgação do seu conteúdo têm atraído atenção mundial, e uma grande expectativa tem se instaurado quanto a possíveis segredos ainda não revelados.

Foram encontrados em 11 cavernas, nas ruínas de Qumran, centenas de pergaminhos que datam do terceiro século a.C até 68 d.C., segundo testes realizados com carbono 14. Os Manuscritos do Mar Morto foram escritos em três idiomas diferentes: Hebreu, Aramaico e Grego, totalizando quase mil obras.
Eles incluíam manuais de disciplinas, hinários, comentários bíblicos, escritos apocalípticos, cópias do livro de Isaías e quase todos os livros do Antigo Testamento.
De acordo com os estudiosos, os Manuscritos estão divididos em três grupos principais: Sectários, Apócrifos e Bíblicos. Os Bíblicos reúnem todos os livros da Bíblia, exceto Ester, no total 22 livros. Os Apócrifos são os livros sagrados excluídos da Bíblia, e, finalmente os Sectários que são pergaminhos relacionados com a seita, incluindo visões apocalípticas e trabalhos litúrgicos.
No livro "As doutrinas secretas de Jesus", o autor H. Spencer Lewis, F.R.C., Ph.D., cita na pág. 28 a referência (chave 15): "Essa sociedade secreta (sociedade secreta de Jesus) pode ou não ter sido afiliada aos essênios, outra sociedade secreta com que Jesus estava bem familiarizado" (*);.
A descoberta dos Pergaminhos do Mar Morto confirmou a referência feita pelo autor aos essênios e seus ensinamentos secretos, que precederam o cristianismo e que Jesus deve ter conhecido bem. Um relatório parcial sobre essa descoberta, do arqueólogo inglês G. Lankester Harding, Diretor do Departamento de Antiguidades da Jordânia, diz o seguinte:
"A mais espantosa revelação dos documentos essênios até agora publicada é a de que os essênios possuíam, muitos anos antes de Cristo, práticas e terminologias que sempre foram consideradas exclusivas dos cristãos. Os essênios tinham a prática do batismo, e compartilhavam um repasto litúrgico de pão e vinho presidido por um sacerdote. Acreditavam na redenção e na imortalidade da alma. Seu líder principal era uma figura misteriosa chamada o Instrutor da Retidão, um profeta-sacerdote messiânico abençoado com a revelação divina, perseguido e provavelmente martirizado."
"Muitas frases, símbolos e preceitos semelhantes aos da literatura essênia são usados no Novo Testamento, particularmente no Evangelho de João e nas Epístolas de Paulo. O uso do batismo por João Batista levou alguns eruditos a acreditar que ele era essênio ou fortemente influenciado por essa seita. Os Pergaminhos deram também novo ímpeto à teoria de que Jesus pode ter sido um estudante da filosofia essênia. É de se notar que o Novo Testamento nunca menciona os essênios, embora lance freqüentes calúnias sobre outras duas seitas importantes, os saduceus e os fariseus."
Todos esses documentos foram preservados por quase dois mil anos e são considerados o achado do século, principalmente porque a Bíblia, até então conhecida, data de uma tradução grega, feita pelo menos mil anos depois da de Qumran. Hoje, os Manuscritos do Mar Morto encontram-se no Museu do Livro em Jerusalém.
O nome Essênios deriva da palavra egípcia Kashai, que significa "secreto". Na língua grega, o termo utilizado é "therepeutes", originário da palavra Síria "asaya", que significa médico.
A organização nasceu no Egito nos anos que precedem o Faraó Akhenathon, o grande fundador da primeira religião monoteísta, sendo difundida em diferentes partes do mundo, inclusive em Qumran. Nos escritos dos Rosacruzes, os Essênios são considerados como uma ramificação da "Grande Fraternidade Branca".
Segundo estudiosos, foi nesse meio onde passou Jesus, no período que corresponde entre seus 13 e 30 anos. Alguns estudiosos também acreditam que a Igreja Católica procura manter silêncio acerca dos essênios, tentando ocultar que recebeu desta seita muitas influências.
Para medir o tempo, os Essênios utilizavam um calendário diferenciado, baseado no Sol. Ao contrário do utilizado na época, que consistia de 354 dias, seu calendário continha 364 dias que eram divididos em 52 semanas permitindo que cada estação do ano fosse dividida em 13 semanas e mais um dia, unindo cada uma delas.
Consideravam seu calendário sintonizado com a "Lei da Grande Luz do Céu". Seu ritmo contínuo significava ainda que o primeiro dia do ano e de cada estação sempre caía no mesmo dia da semana, quarta-feira, já que de acordo com o Gênesis foi no quarto dia que a Lua e o Sol foram criados.
Segundo os Manuais de Disciplina dos Essênios dos Manuscritos do Mar Morto, os essênios eram realmente originários do Egito, e durante a dominação do Império Selêucida, em 170 a.C., formaram um pequeno grupo de judeus, que abandonou as cidades e rumou para o deserto, passando a viver às margens do Mar Morto, e cujas colônias estendiam-se até o vale do Nilo.

No meio da corrupção que imperava, os essênios conservavam a tradição dos profetas e o segredo da Pura Doutrina. De costumes irrepreensíveis, moralidade exemplar, pacíficos e de boa fé, dedicavam-se ao estudo espiritualista, à contemplação e à caridade, longe do materialismo avassalador. Os essênios suportavam com admirável estoicismo os maiores sacrifícios para não violar o menor preceito religioso.
Manuscritos do Mar MortoProcuravam servir a Deus, auxiliando o próximo, sem imolações no altar e sem cultuar imagens. Eram livres, trabalhavam em comunidade, vivendo do que produziam.
Os Essênios não tinham criados, pois acreditavam que todo homem e mulher era um ser livre. Tornaram-se famosos pelo conhecimento e uso das ervas, entregando-se abertamente ao exercício da medicina ocultista. 
Em seus ensinos, seguindo o método das Escolas Iniciáticas, submetiam os discípulos a rituais de Iniciação, conforme adquiriam conhecimentos e passavam para graus mais avançados. Mostravam então, tanto na teoria quanto na prática, as Leis Superiores do Universo e da Vida, tristemente esquecidas na ocasião. Alguns dizem que eles preparavam a vinda do Messias.
Era uma seita aberta aos necessitados e desamparados, mantendo inúmeras atividades onde a acolhida, o tratamento de doentes e a instrução dos jovens eram a face externa de seus objetivos. Não há nenhum documento que comprove a estada essênia de Jesus, no entanto seus atos são típicos de quem foi iniciado nesta seita. A missão dos seguidores do Mestre Verdadeiro foi a de difundir a vinda de um Messias e nisto contribuíram para a chegada de Jesus. 
Na verdade, os essênios não aguardavam um só Messias, e sim, dois. Um originário da Casa de Davi, viria para legislar e devolver aos judeus a pátria e estabelecer a justiça. Esse Messias-Rei restituiria ao povo de Israel a sua soberania e dignidade, instaurando um novo período de paz social e prosperidade. Jesus foi recebido por muitos como a encarnação deste Messias de sangue real. No alto da cruz onde padeceu, lia-se a inscrição: Jesus Nazareno Rei dos Judeus. 
O outro Messias esperado nasceria de um descendente da Casa de Levi. Este Salvador seguiria a tradição da linhagem sacerdotal dos grandes mártires. Sua morte representaria a redenção do povo e todo o sofrimento e humilhação por que teria que passar em vida seria previamente traçado por Deus.
O Messias-Sacerdote se mostraria resignado com seu destino, dando a vida em sacrifício. Faria purgar os pecados de todos e a conduta de seus atos seria o exemplo da fé que leva os homens à Deus. Para muitos, a figura do pregador João Batista se encaixa no perfil do segundo Messias.
"Manuscrito"
Até os nossos dias, uma seita do sul do Irã, os mandeanos, sustenta ser João Batista o verdadeiro Messias. Vivendo em comunidades distantes, os essênios sempre procuravam encontrar na solidão do deserto o lugar ideal para desenvolverem a espiritualidade e estabelecer a vida comunitária, onde a partilha dos bens era a regra.
Rompendo com o conceito da propriedade individual, acreditavam ser possível implantar no reino da Terra a verdadeira igualdade e fraternidade entre os homens. Consideravam a escravidão um ultraje à missão do homem dada por Deus. Todos os membros da seita trabalhavam para si e nas tarefas comuns, sempre desempenhando atividades profissionais que não envolvessem a destruição ou violência.
Não era possível encontrar entre eles açougueiros ou fabricantes de armas, mas sim grande quantidade de mestres, escribas, instrutores, que através do ensino passavam de forma sutil os pensamentos da seita aos leigos.
O silêncio era prezado por eles. Sabiam guardá-lo, evitando discussões em público e assuntos sobre religião. A voz, para um essênio, possuía grande poder e não devia ser desperdiçada. Através dela, com diferentes entonações, eram capazes de curar um doente. Cultivavam hábitos saudáveis, zelando pela alimentação, físico e higiene pessoal. A capacidade de predizer o futuro e a leitura do destino através da linguagem dos astros tornou os essênios figuras magnéticas, conhecidas por suas vestes brancas.
Eram excelentes médicos também. Em cada parte do mundo onde se estabeleceram, eles receberam nomes diferentes, às vezes por necessidades de se proteger contra as perseguições ou para manter afastados os difamadores. Mestres em saber adaptar seus pensamentos às religiões dos países onde se situavam, agiram misturando muitos aspectos de sua doutrina a outras crenças. O saber mais profundo dos essênios era velado à maioria das pessoas.
É sabido também que liam textos e estudavam outras doutrinas. Para ser um essênio, o pretendente era preparado desde a infância na vida comunitária de suas aldeias isoladas. Já adulto, o adepto, após cumprir várias etapas de aprendizado, recebia uma missão definida que ele deveria cumprir até o fim da vida. Vestidos com roupas brancas, ficaram conhecidos em sua época como aqueles que "são do caminho".
Foram fundadores dos abrigos denominados "beth-saida", que tinham como tarefa cuidar de doentes e desabrigados em épocas de epidemia e fome. Os beth-saida anteciparam em séculos os hospitais, instituição que tem seu nome derivado de hospitaleiros, denominação de um ramo essênio voltado para a prestação de socorro às pessoas doentes. 
Fizeram obras maravilhosas, que refletem até os nossos dias. A notícia que se tem é de que a seita se perdeu, no tempo e memória das pessoas. Não sabemos da existência de essênios nos dias de hoje (não que seja impossível), é no mínimo, pelo lado social, uma pena termos perdido tanto dos seus preceitos mais importantes. Se o que nos restou já significa tanto, imaginem o que mais poderíamos vir a ter aprendido. Como sempre, é o máximo que podemos dizer: "uma pena". Estudos recentes comprovam que Sodoma e Gomorra está onde hoje é o Mar morto...

Fonte:http://www.misteriosantigos.com/essenios.htm

A VIDA MÍSTICA DE JESUS CRISTO

Jesus Cristo recebeu educação mística e se tornou Mestre numa cerimônia
secreta na pirâmide de Quéops, no Egito. A Bíblia não informa nada sobre
a vida de Jesus dos 12 aos 30 anos, Ele surpreendeu aos sábios do templo
de Jerusalém ao mostrar sua grande sabedoria, aos 12 anos.  Depois, só
está registrado o que ocorreu três anos antes de Ele ser crucificado.

Essa lacuna na história da Bíblia é preenchida com documentos
importantíssimos, como os evangelhos apócrifos (ocultos, secretos), que
reúnem ensinamentos e histórias sobre a vida de Jesus escritos por seus
contemporâneos.

A igreja só aceita como autênticos os quatro evangelhos escritos com base
nas anotações dos apóstolos Mateus, Lucas, Marcos e João. Apesar de
muitos textos apócrifos terem sido destruídos, vários outros foram salvos
porque já haviam sido traduzidos e difundidos por diversas seitas. Assim,
muito do que se registrou naquela época pôde chegar aos nossos dias.

Outra fonte de informação importante e reveladora sobre a vida secreta de
Jesus são os escritos gnósticos. Esses documentos, achados no Egito em
1945, reúnem os ensinamentos que Jesus teria passado a alguns dos seus seguidores, integrantes de uma seita que buscava o saber absoluto, o
conhecimento (gnosis) completo e transcendental de tudo e viram em Jesus
o seu Grande Mestre.

Tanto os evangelhos apócrifos quanto os escritos gnóstico apresentam
Jesus como um líder de formação mística, que não falava de pecado nem de
arrependimento mas de compreensão espiritual e iluminação. E tratava a reencarnação como um fato natural teoria não aceita até hoje pela maioria
das religiões cristãs.

Em 1947, a descoberta de seiscentos manuscritos em várias grutas do Mar
Morto, na Jordânia, veio esclarecer alguns mistérios da vida do Mestre.
Esses documentos, de 2 mil anos de idade, foram escritos por integrantes
de várias seitas iniciáticas antigas,principalmente pelos essênios, povo
místico que viveu entre 2 a.C e 2d.C na Palestina.

Conhecidos por sua extrema piedade e seu poder de cura, os essênios
viviam em comunidades fechadas, eram seguidores do Velho Testamento,
praticavam o batismo e partilhavam seus bens materiais.

Segundo os rosacruzes, os essênios constituíam uma fraternidade secreta,
filiada à grande Fraternidade Branca, fundada no Egito pelos ascendentes
do Faraó Akenaton cerca de 1450 a.C.

Os manuscritos do Mar Morto foram considerados autênticos pela Escola
Americana de Pesquisas Orientais de Jerusalém. em 1950, o arqueólogo
inglês G. Lankester Harding,diretor do Departamento Jordaniano de
Antiguidades e estudioso do assunto, publicou um texto sobre o que havia
nesses seiscentos manuscritos e também em milhares de fragmentos
achados com eles.

Segundo Harding, a revelação mais surpreendente existente nesses
documentos é a semelhança entre a prática e os preceitos dos essênios
com a doutrina que, antes da descoberta dos manuscritos, era considerada
fundamentalmente cristã.

Antes da descoberta dos manuscritos, nas três primeiras décadas deste
século, o líder máximo da Antiga e Mística Ordem Rosacruz (Amorc) nas
Américas, Harvey Spencer Lewis, já afirmava a origem essênia de Jesus
e chegou a escrever um livro sobre o assunto, intitulado A Vida Mística de
Jesus.

Para escreve-lo, ele visitou locais sagrados e consultou documentos
antigos guardados em arquivos de mosteiros orientais. De acordo com
Lewis, os pais de Jesus, Maria e José, pertenciam à comunidade essênia.

Com base nessa certeza, Lewis, assim como outros estudiosos do assunto,
afirma que Jesus recebeu, na infância e na adolescência, educação conforme
os preceitos essênios.

Ele foi preparado num Colégio localizado no Monte Carmelo, na Palestina,
para se tornaro Cristo, o Messias (as duas palavras significam salvador) tão aguardado por esse povo, inconformado com o domínio do Império
Romano.

Depois dessa preparação, o jovem mestre começou a estudar
profundamente as antigas religiões e diversas seitas que influenciaram o desenvolvimento da civilização.

Para isso, foi para a Índia e o Tibete, onde conviveu durante alguns anos
com os principais sábios budistas, ao deixar a Índia, Jesus viajou para a
Pérsia (atual Irã), onde esteve com os magos mais eruditos do país.

As viagens não pararam aí. Segundo se conta, Jesus aprendeu também
com sábios da Assíria e, nessa época,já atraía multidões à sua volta, por
seus poderes de cura e suas palavras.

Em seguida, Jesus atravessou a Babilônia,esteve na Grécia e, por fim, no
Egito, onde teria se iniciado nos mistérios da Grande Fraternidade Branca
e obteve o título de Mestre,numa cerimônia realizada nas câmaras secretas
da Pirâmide de Quéops.

Depois dessa cerimônia, vários mensageiros partiram do Egito para outros
países a fim de proclamar a vinda do Salvador. Terminada toda essa
preparação, Jesus voltou à Palestina,onde foi batizado por João, ele também
um essênio.  Foi no momento do batismo que o Espírito Santo desceu sobre
ele em forma de Luz intensa e depois de uma luminosa pomba branca e ele
se tornou o Cristo, o Messias, Deus entre os homens.


ASPECTOS ESOTÉRICOS DA VIDA DE JESUS

Jesus

Jesus — o Gentio Ariano
(Pintura Original do Dr. Harvey Spencer Lewis)
Fonte:
AMORC

INTRODUÇÃO

       
Muito se tem dito, muito se tem escrito e muito se tem especulado sobre a vida e a missão Daquele que foi o Logos Encarnado da Era de Peixes. Este texto não pretende acrescentar nenhum fato novo que não seja, pelo menos, do conhecimento dos ocultistas e dos iniciados. Sendo assim, as revisitações a seguir apresentadas, ainda que pouco conhecidas, tão-somente reviverão passagens e fatos relativos à vida de um dos mais veneráveis Mestres da Grande Loja Branca. Peço antecipadamente desculpas àqueles que porventura se magoarem com o que se seguirá. Entretanto, se alguns equívocos foram cometidos ao longo desta incompletíssima explanação, o intuito não foi o de iludir ou de provocar uma cizânia mental. Antes, pretendeu-se informar e abrir certas portas que, para muitos, ainda permanecem lacradas. Não se discutirá nenhum aspecto doutrinário ou teológico, nem se espera ou deseja o imprimatur da Igreja de Roma ou de qualquer outra. Muito menos se tomará partido desta ou daquela religião, nem das múltiplas controvérsias que perduram sobre a existência de Jesus — induvidosamente o mais iluminado personagem do signo zodiacal anterior, e que foi concluído em 5 de Fevereiro de 1962. Àqueles que entrarem em sintonia com as informações coligidas por este neófito, lembra-se: bate, e a porta será aberta. A ninguém é negada a luz do Conhecimento. Todos, entretanto, deveriam, como advertiu Shakespeare, ser amáveis no ouvir e bondosos no julgar, e ter como norma de vida a antiga exortação: em tudo que buscardes, buscai a compreensão.

O NASCIMENTO

       
Sob o signo de Libra o Sol nasceu, e Ana, esposa de Joaquim, o Sacerdote Supremo do Templo Essênio de Hélios, deu à luz à uma menina: Maria. MaRiHâ. Aos treze anos foi Maria consagrada columba do Grande Templo, e, como determinava a tradição, foi colocada sob a tutela de um viúvo da comunidade essênia. A José coube o encargo de cuidar da jovem até que se cumprisse a Profecia dos Magos. Maria espera. Anunciação. Gabriel. Ramo de açucenas. Geração. No dia 4 de Outubro (calendário gregoriano) do ano 4 a.C., em uma gruta-hospital essênia na Cidade de Belém, Maria concebeu o VERBO, que não deve ser confundido com o Absoluto de Hegel (Ser e Não-Ser), com o Parabrahaman dos vedantinos ou com SAT – a Realidade Una. Esta data, segundo o Dr. Harvey Spencer Lewis (Frater Profundis XIII), está definida pela intercessão das linhas do piso da Câmara da Rainha com a linha do piso da Passagem Ascendente da Grande Pirâmide de Gizé, no Egito[1].
       E assim a Profecia foi cumprida. E assim o Lótus germinou, frutificando segundo Sua espécie, cuja semente está Nele mesmo. E assim, também, cumpriu-se o Gênese I, 11. E por isso, e também por inspiração no antigo culto das Deusas Lunares, foi dado início à Mariolatria.

A DIVINA CONCEPÇÃO

       As fraternidades iniciáticas e os místicos desenvolvidos sabem que a imaculada conceição é uma necessidade cósmica insubstituível inerente à futura existência física dos avatares. Na vida de todo Grande Mestre isto é um acontecimento natural, pois é cosmicamente impossível que um homem humanamente concebido e nascido, possa tornar-se o Cristo de seu tempo. Esse mecanismo – essa Lei – todavia, permanece oculto e inviolado fora das altas esferas iniciáticas, sendo entendido profanamente como um acontecimento miraculoso e desprovido de um sentido (no mínimo) racional, quer no que concerne ao próprio processo místico em si, quer no que tange às Leis Cósmicas envolvidas. O outro lado deste entendimento é pura e simplesmente negar este desdobramento místico. Crassamente, ambas as convicções laboram em erro. Mas, não erramos todos nós?

       Entretanto, ainda que nem todos aqueles que foram virginalmente concebidos tenham sido instrutores de ciclo, há uma linha predominante de coincidências, que não pode ser desprezada. Como Jesus, todos foram milagrosamente concebidos, nasceram de uma virgem e manifestações espetaculares da Natureza ocorreram por ocasião de seus falecimentos. Como Jesus, muitos foram supliciados. Alguns desses enviados foram: Hórus e Ra (Egito), Krishna e Buddha (Índia), Tammuz (Síria), Indra (Tibete), Quetzlcoatl (México), Lao-Tsé (China), Zoroastro e Ciro (Pérsia) e Pitágoras e Platão (Grécia). A própria Virgem Maria foi imaculadamente concebida por sua mãe, Ana, palavra cujo sentido esotérico – Umâ-Kanyâ – significa Virgem de Luz.

       A Humanidade jamais esteve desamparada e deixada sem guias. Assim, todos os Avatares acrescentaram Leis e Princípios ao conhecimento já existente, para que o ser paulatinamente realize a comunhão com a Divindade, sendo Esta um fogo misterioso vivo (ou movente), e as eternas testemunhas desta Presença invisível são a Luz, o Calor e a Umidade. Todos os fenômenos universais têm sua causa nesta tríade. No Livro de Dzyan está escrito: A Luz é a Chama Fria e a Chama é o Fogo. O Fogo produz o Calor, que dá a Água – a Água da Vida na Grande Mãe.[2]

       Nesse sentido, as revelações dos Homens-Deuses têm por finalidade o progresso ascensional e a reintegração dos homens, e sua conseqüente preparação para o ciclo que se seguirá. A VERDADE e a LUZ, contudo, são perpetuamente unas.

       Finalmente, há um ponto que não pode ser omitido quanto às imaculadas concepções. Os místicos e iniciados de todos os tempos sabem que o poder mental é capaz de levar a matéria sem vida à consciência. O poder da PALAVRA enviada ao espaço manifestou (e manifesta) vida onde não existia (ou existe) vida consciente. O poder do VERBUM DIMISSUM pode, então, perfeitamente, impregnar de vida o que ainda não está fecundado. Não há, assim, necessidade de intermediação humana nas Concepções Cósmicas. E Aquele que se torna Filho de sua Mãe, antes foi seu Esposo e Irmão. E a Lei do Triângulo não é violada, ou seja, soada a hora, o Logos (aspecto masculino da Anima Mundi) diferencia-se, e os Três – Pai, Mãe e Filho – passam a ser Quatro. Pai, Mãe e Filho como Unidade e o Quaternário como manifestação viva, como ensinam os ocultistas e os conhecedores da Doutrina Secreta. Enfim, a tríade converte-se na TETRACTYS pitagórica.

Talvez uma última explicação seja conveniente: a Asseidade – ou Vida por si mesma – carece de sexo como Divindade Abstrata, e como tal não pode (pôde ou poderá) ter pai – ou Pai. E, ao nascer da Eva terrestre, o Filho da Virgem Celeste Imaculada, torna-se a Humanidade como um todo. Em cima o Filho é todo o Cosmos; embaixo, a Humanidade. No Egito antigo, Amon, dentre seus diversos títulos, possuía o de marido de sua mãe (Mut), e esta era festejada como Nossa Senhora, a Rainha dos Céus e da Terra. Outras deusas-mães também eram honradas com esse título, como por exemplo, Ísis e Hathor.
113  x  5  =  565  —›  56,5  x  10.

(HE) (VAV) (HE)  —›  YOD  =  NUN-I (NI)

JESUS, O CRISTO
O AMeN DA ERA DE PEIXES

       Harvey Spencer Lewis (Primeiro Imperator para este 2º Ciclo Iniciático da
AMORC), no livro A Vida Mística de Jesus, escreveu que, ao obter o grau de Mestre da Grande Fraternidade Branca, José (nome original de Jesus antes de receber a Suprema Iniciação que o qualificou como a Palavra Vivente) colocou-se entre os mais sábios e sumos sacerdotes, o segundo em importância após o Hierofante da Organização. Este fato simbolizou a humildade que todo iniciado obrigatoriamente deve possuir, e, particularmente, no caso de Jesus, Ele próprio se ofereceu voluntariamente para o ato final que o investiria de toda força espiritual e de todo poder necessários para realizar a missão para Ele e com Ele cosmicamente planejada. Em nenhum momento de Sua vida, houve qualquer dúvida quanto ao seu Estado Crístico. Mas a Iniciação Final pela qual Jesus passou na Câmara do Rei da Grande Pirâmide de Queóps (Sanctum Sanctorum), consagrou-O simbólica, mística e efetivamente como o mais elevado entre todos e como o VERBO ENCARNADO E O AMeN DA ERA PISCIANA. IEHOUA.


Câmara do Rei da Grande Pirâmide de Queóps (Sanctum Sanctorum)

Câmara do Rei da Grande Pirâmide de Queóps
Sanctum Sanctorum

       Rapidamente, é interessante refletir sobre a palavra AMeN. Cabalisticamente equivale a 91 (1 + 40 + 50), e é igual à soma de YHVH e ADoNaY, que equivalem, respectivamente, a 26 (10 + 5 + 6 + 5) e 65 (1 + 4 + 50 + 10). YHVH e ADoNaY implicam esotericamente na existência assexual do Senhor no interior de cada indivíduo. É importante ressaltar que o original de AMeN é AUM. Oh! Meu Deus que estás em mim! AUM MANI ... PADME HUM! (91 —›
9 + 1 —› 10 —› UM). Eu e o Pai (Mãe) somos Um.


 Enfim, a revelação parcial e autorizada da Sublime Iniciação que José passou, está assim relatada no livro já referido de Harvey Spencer Lewis:

       José foi levado ao pátio externo da Esfinge e O vestiram de púrpura para a cerimônia preliminar realizada à meia-noite. Terminada esta cerimônia, Ele foi escoltado pelas passagens subterrâneas secretas até a sala de recepção sob a Pirâmide. Após a realização de outra cerimônia nesse local, começou a Sublime Cerimônia de Sua elevação ao mais alto pináculo da Iniciação. Isto foi feito levando-se José a caminhar por várias rampas aos diferentes níveis no interior da Pirâmide, havendo uma câmara em cada um. Quando os participantes chegaram à mais elevada dessas câmaras, praticamente no centro da estrutura, foi celebrada a cerimônia final. No decorrer da mesma, o diadema real foi colocado na cabeça de José, para indicar que Ele não mais era um Neófito, nem mesmo um igual entre os Mestres da Fraternidade, mas o maior dentre eles. Por mais de uma hora decorreu a cerimônia, culminando em um período de silêncio e meditação, com José ajoelhado diante do altar. Então uma Grande Luz se fez na câmara, que até então só estava iluminada por velas e três tochas. Uma pomba branca desceu na luz e pousou na cabeça de José; o Hierofante se pôs de pé e várias sinetas começaram a soar nas câmaras inferiores, anunciando ao mundo o grande acontecimento. Uma figura etérea que apareceu atrás do Hierofante como um ser angélico ordenou a José que se levantasse e proclamou: ‘Este é ?JHESU?, o Cristo; levanta-te!” E todos os que se achavam na câmara responderam em uníssono: ‘AMeN’.[3]

Grande Pirâmide
Grande Pirâmide
(Frater Harvey Spencer Lewis no Egito)


OS MILAGRES

       As leis naturais são inalteráveis e não podem ser violadas. Na perpétua ordem cósmica, tanto visível como invisível, também nada se perde. Como refletiu Saint-Yves d’Alveydre, a matéria-prima de um astro qualquer guarda em sua luz secreta a imagem de um pensamento, o movimento de uma vontade e, inclusive, a realização de uma paixão. A aparente transgressão de uma lei universal constituiu-se, apenas, para o observador distraído e mal informado, em incapacidade para compreender o que aconteceu ou está acontecendo. A levitação, a invisibilidade, a transmutação e a projeção psíquica, por exemplo, seguem Leis Cósmicas perenes, que eram, entre outras Leis, ensinadas vagarosamente nos centros iniciáticos da Antigüidade. Jesus aprendeu todos esses ensinamentos, que ainda hoje são ministrados nos graus superiores de determinados segmentos autênticos da Grande Fraternidade Branca. Mas, imaginar que a meta do espiritualismo autêntico e tradicional – vale dizer iniciático – seja o poder pelo poder, é o equívoco que não pode ser admitido. Poder sem elevação de consciência é nada. O verdadeiro poder que o postulante alcança na vereda iniciática, é a compreensão do porquê da vida (e da Vida) e sua relação com o Universo criado. E assim, acaba por se saber uno com a criação, irmão do outro, no outro e com o outro. E a Lei Universal suprema é o serviço. Servir para reintegrar-se; reintegrar-se para servir.

       E, desta forma, a terceira etapa da vida pública de Jesus, do Rio Jordão até o Golgotha, foi uma repetição exotérica (exterior) das múltiplas iniciações pelas quais passou, subjetiva e secretamente, nos diversos monastérios da Fraternidade. Quatro estágios – delineados séculos antes por Pitágoras – marcaram seu ministério público:

       O primeiro grau de preparação, culminando no Sermão da Montanha; o segundo grau de purificação, representado pelas ... demonstrações da terapêutica mística; o terceiro grau de iluminação, manifestado pela volta de Lázaro dentre os 'mortos'; e o quarto grau de visão espiritual, manifestado pela transfiguração.[4]

       Examinando mais detidamente a questão dos (chamados) 'milagres', Jesus quando operava os prodígios que Lhe são atribuídos (repercutentes segundo as mesmas Leis por Ele operadas), sempre e inalteravelmente, cuidava de embutir subjacentemente uma Lei Cabalística específica. Nada, absolutamente nada, na vida do Humilde Peixe aconteceu por acaso, assim como tudo e todos os seus atos estavam alicerçados em Princípios Esotéricos, que aprendeu ao longo de seu noviciado, adeptado e mestrado preparatórios para a realização de sua missão na Terra. Um exemplo disto foi a pesca miraculosa de 153 (cento e cinqüenta e três) peixes citada em João XXI, 11. O número 153 é o Valor Secreto de 17, sendo, este último, um número importantíssimo no Esoterismo Crístico e no Alto Simbolismo.[5] Observe-se que a adição teosófica de 17 é igual a 8 (1 + 7); e a adição teosófica de 153 é igual a 9 (1 + 5 + 3). Para ascender ao 9 é preciso ultrapassar a barreira do 8. Já o Valor Secreto de 8 é 36 (trinta e seis), que, por sua vez, possui como Valor Secreto 666 (seiscentos e sessenta e seis). Operações numérico-cabalísticas estão associadas à vários outros números, como, por exemplo, 10, 11, 13, 15, 21, 28, 32, 34, 37, 40, 42, 48, 58, 65, 72, 78, 96, 108, 111, 144, 175, 216, 222, 231, 260, 343, 369, 432, 777, 820, 888, 999, 1000, 1260, 1495, 5040 e 12000, todavia, fora do escopo deste trabalho. Apenas mais um exemplo pode ser lembrado: é o que se refere aos dois peixes (representativos do signo zodiacal de Peixes) e às doze cestas (simbólicas do próprio Zodíaco) citado em Mateus, XIV, 17 e 20. E, em aditamento, deve-se ter na devida conta, que os cinco pães estão associados ao número cinco, ou seja, à estrela de cinco pontas e à hipotenusa do Triângulo Retângulo do Teorema de Pitágoras (3, 4, 5). Já os cinco mil homens nada mais são do que o mesmo número cinco em outra dimensão. Como disse Pitágoras: Os números governam o mundo. São a chave da Cosmogonia, e o todo criado está em conformidade com número, peso e medida. BRAShITh BRA ALHIM.

        Antes de se concluir este item, deve-se rapidamente aludir, que todos os prodígios realizados por Jesus (e que todo Iniciado ou místico desenvolvido também pode realizar) tiveram por base o excepcional conhecimento e o particular domínio de Ichchhâshakti e de Kriyâshakti, respectivamente, o poder da vontade e o poder do pensamento. Como é do conhecimento dos teósofos (e de todos os Iniciados), a manifestação mais comum do poder da vontade é a transmutação (elevação) de determinadas freqüências vibratórias, que passam a fluir através das correntes nervosas, para que possam ser executadas as determinações da Vontade. Por outro lado, sustentavam os antigos e sabem os contemporâneos que, uma idéia qualquer se manifestará exteriormente, se a atenção for nela concentrada intensamente. Assim, o poder mental dirigido permite produzir resultados fenomenais perceptíveis, decorrentes da canalização adequada da energia que lhe é inerente. Ainda deve ser aditado que o conhecimento pleno e perfeito da força ou poder das letras (vogais), das palavras e da música fizeram parte do aprendizado iniciático de Jesus. E, o coroamento de todo o seu esforço, de toda a sua dedicação e de todo o seu mérito como aprendiz e adepto, aconteceu por ocasião de seu mestrado, ao merecer(!) se tornar conhecedor(!) do NOME INEFÁVEL... Do mais humilde noviço ao mais venerável hierofante, este é o Caminho.

        Por último, deseja-se fazer referência à organização do trabalho místico programado por Jesus, que se baseou em três círculos concêntricos: 12 Apóstolos, 72 Adeptos e 360 (72 x 5) Postulantes, correspondentes às doze constelações, aos setenta e dois semidecanos do Zodíaco e aos trezentos e sessenta graus do círculo eclíptico. O primeiro, todavia, a ter acesso à sabedoria arcana, foi São João. Os 360 Postulantes, contudo, conheceram-na somente na quarta fase da vida do Mestre, ou seja, depois da crucificação. Esses três números admitem outras correlações, como, por exemplo, o alfabeto hebraico (doze letras simples), a sagrada palavra YHVH (IEVE ou IHOH) [10 + 15 + 21 + 26] e o Grande Ciclo de Precessão Equinocial (18 x 60 x 24 = 25920 anos).

A CRUCIFIXÃO

       A crucifixão é um processo místico-alquímico. Judas não foi, infantil e simplesmente, um traidor. A verdadeira história da traição ainda será exposta publicamente para exame de todas as consciências. Pilatus, apenas, fútil e inocentemente, não lavou as mãos. E Jesus não reclamou de seu Pai, pois, certamente, não era nem um nefelibata, nem um covarde. Na realidade, foi o grande herói da Era de Peixes. A Bíblia (particularmente o Gênese o Evangelho de S. João e o Apocalipse) está apoiada em leis cabalístico-alquímicas, e os fatos históricos não correspondem exata e integralmente às Leis e aos Princípios esotéricos tradicionalmente conhecidos e aceitos. Há um véu que perenemente protege a Tradição. Por outro lado, muitos fatos bíblicos foram deliberadamente adulterados e apocopados, como alguns livros foram injustificadamente suprimidos... O Livro de Jasher é apenas um exemplo. Os Evangelhos ditos apócrifos representam mais de trezentos exemplos!

       A crucificação de um avatar geralmente simbolizava o fim de sua vida pública e início de suas atividades privadas. Expansão – Contração. Expiração – Inspiração. MânvântâraPrâlâya. Tudo em realidade se passa semelhantemente à Essência Divina: na expiração, o mundo é produzido; na inspiração, tudo desaparece e se desfaz gradualmente. Entretanto, o martírio de Jesus, sabido e por Ele esperado, foi, politicamente, uma punição romana e não judia. Se tivesse que ser sacrificado pelos judeus, Jesus seria apedrejado (pena de lapidação) e não crucificado. Todavia, dois foram os motivos (históricos) básicos que O levaram ao suplício iniciático: o socialismo santo que preconizava e a proclamação de Rei dos Judeus, que seguidores entusiásticos Lhe conferiram. O poder tirânico de Roma não poderia tolerar essa situação, e, a 5 de Abril do ano 30 de nossa Era, data assinalada na mesma Pirâmide que previu seu nascimento (hipotenusa do triângulo formado pelo piso da Câmara da Rainha, piso da passagem Ascendente e piso inclinado desta mesma Passagem), Jesus foi crucificado[6]. Deve-se acrescentar, ainda, que o maior conspirador e inimigo de Jesus não foi Judas, mas Caifás, que solitariamente a serviço de Roma, oferecia informações e fazia relatórios secretos quanto às atividades do Mestre. Na realidade, pouquíssimos judeus estavam interessados em castigar Jesus. Ao que se sabe, Caifás agiu praticamente sozinho, e o Sinédrio não teve participação relevante no processo que se estabeleceu contra Jesus. Roma, inclusive, perdeu o interesse em supliciar Jesus, mas a ordem chegou tardiamente, e isto já é outra história. Tardiamente?

       Muito se tem comentado sobre a famosa frase pronunciada por Jesus, quando já estava pregado na cruz. Em Mateus XXVII, 46, lê-se: Eli, Eli, lamma sabacthani? Em Marcos XV, 34, está escrito: Eloi, Eloi, lamma sabacthani? Estas duas frases de sentido idêntico têm sido traduzidas por Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste? Todavia, ou esta frase tem um sentido oculto, ou as palavras foram mal interpretadas, ou as duas coisas. A transliteração hebraica dos dois Evangelhos e os manuscritos gregos estão corretos, e não existe margem para dúvida ou discussão. Mas o sentido – o verdadeiro sentido – é outro, e diametralmente oposto do que foi admitido, ou seja: DEUS MEU, DEUS MEU, COMO ME GLORIFICASTE! Já no versículo primeiro do Salmo XXI está registrado ALI, ALI, LMH HhZBTh-NI?, que significa: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? Mas Jesus também poderia ter bradado: Heloi, Heloi, LMH ShBHhTh-NI![7]

       Fica a pergunta: Por que a falsidade consentida de tradução? Simplesmente porque a frase ALI, ALI, LMH ShBHhTh-NI! era a fórmula final esotérica e sacramental dos Ritos Iniciáticos do Antigo Egito, e era pronunciada após terríveis provas de iniciação nos Mistérios (ditos pagãos). Aceitar e traduzir a frase corretamente, equivaleria a admitir que Jesus havia sido um Iniciado. IESCHOUAH. A frase DEUS MEU, SOL MEU, ESPARZISTE SOBRE MIM OS TEUS FULGORES! era a exclamação derradeira proferida pelo Iniciado, quando, então, era já considerado como FILHO E GLORIOSO ELEITO DO SOL. Enfim, como os teólogos poderiam justificar a tradução correta perante a Cúria e ante a própria incipiente confraria católica? Admitir a frase iniciática implicaria em, obrigatoriamente, reformular os descaminhos que o movimento religioso que encontrou amparo nas doutrinas do Crucificado, estava então palmilhando, principalmente após o Segundo Concílio de Constantinopla, em 553 d. C., no qual, entre outras apócopes e distorções, foram suprimidas, por bula papal, a preexistência da personalidade-alma e a Lei da Necessidade (Reencarnação). E nunca mais se comentou ou estudou o pensamento de Orígenes – o Papa Iniciado. O que, por outro lado, deve ficar registrado, é que, independentemente de todas as distorções, adulterações, supressões e equívocos, há uma perene Igreja Eterna (oculta e iniciática), que guarda zelosamente o Conhecimento Primordial, e vive na sua integralidade as Doutrinas Secretas de Jesus. De passagem – e a bem da verdade – a supressão autoritária da Lei na Necessidade interessou superlativamente a Teodora, esposa de Justiniano, que ao ceder aos apelos da antiga cortesã, cometeu, em associação com alguns membros da Cúria despótica daqueles tempos (bispos ortodoxos do Oriente), um dos maiores absurdos contra o Esoterismo Tradicional. Pergunta: seria possível, hoje, serem suprimidas, por qualquer decreto, as leis da gravitação, do eletromagnetismo e da radiatividade? De qualquer forma,
no Evangelho (apócrifo) de Felipe, versículo 72, a frase iniciática ALI, ALI, LMH ShBHhTh-NI está assim escrita: Deus meu! Deus meu! Por que Senhor, tanto me glorificas?

       De qualquer forma, é ingênuo imaginar que Jesus, por maiores que tenham sido seu sofrimento e flagelação naquela nona hora de desespero e dor, tenha, por um único instante, desacreditado da ubiqüidade da Consciência Cósmica, de seus Irmãos do Templo de Hélios e da própria Grande Loja Branca, da qual era parte integrante, e da qual, naquele tempo, era seu supremo representante na Terra. Ele glorificou seu Pai pelo integral cumprimento de sua sagrada missão, ainda que a unificação das religiões e a reunião de todas as ciências não se pudessem ter verificado. Estava em curso, então, a Era de Peixes, regida pelo elemento água. A Humanidade permanecia imersa no líquido amniótico, incapacitada para aprender, opinar e decidir. O homem pisciano pouco raciocinava, e seu pensamento acompanhava, geralmente, padrões, teorias e dogmas preestabelecidos. E o que foi considerado sem valor, distorcido, ou suprimido, continua original e sacrossantamente resguardado dos profanos, e ensinado nas autênticas fraternidades iniciáticas. É o tesouro que a Humanidade deve procurar, para dar o primeiro passo em direção à sua libertação e emancipação. 8 —› 9. Há ainda a considerar a inscrição INRI geralmente interpretada como Iesus Nazarenus Rex Iudæorum (Jesus de Nazaré, Rei dos Judeus). Voltando à Grande Pirâmide de Queóps, sabe-se que este monumento, entre outras finalidades, objetivou gravar as medidas dos céus e da Terra, ou seja, Iam (Água), Nour (Fogo), Ruach (Ar) e Iabeshah (Terra), cujas iniciais formam a sigla INRI, com aplicações cabalísticas que extrapolam o escopo deste ensaio. Não se pode, entretanto, deixar de avisar, que os elementos anteriormente referidos, só podem ser entendidos como entidades homogêneas do plano numenal. Pode-se também considerar, que os quatro elementos (alquímicos) são variedades alotrópicas universais de um elemento primordial. Há, por outro lado, quem traduza a inscrição da seguinte forma: Venho da Judéia, passei por Nazaré, conduzido por Rafael e sou da tribo de Judá. Todavia, em vattan deve ser lida I-NRI, cujo significado é: Ele, a Humanidade. Em veda, sua leitura é I-NaRa, significando Ele, a Alma do Universo. E, em sânscrito, deve-se ler I-Na-Ra-Ya, ou seja, Ele, Nara-Dêva – o Homem-Deus. Contudo, há um simbolismo alquímico, que é: IGNE NATURA RENOVATUR INTEGRA (É pelo Fogo que a Natureza é renovada). Por último, esta inscrição, se corretamente (esotericamente) escrita seria YNRI, cujas letras admitem, resumidamente, os seguintes significados:

Y: corresponde ao YOD – décima letra do alfabeto hebreu – simbolizando a manifestação do princípio criador ativo;

N: passividade. Se Y e N estivessem juntas (YN) já teria ocorrido a fusão de todas as seitas e religiões. (Na verdade, a letra N tem um sentido arqueométrico-esotérico-iniciático muito mais profundo).

R: União dos dois princípios universais e transformação perpétua da criação; e

I: Significa aquilo que emanou do sacrossanto. Associada à letra anterior (RI), representa a reunião (fusão) de todos os ramos da ciência.

       Assim, quando YNRI realizar-se – Era de Aquarius – será YN-RI. Há, ainda, a aditar que há uma correlação entre as letras da sagrada palavra YNRI com os Arcanos I, XIV, XX e X do Tarô. Por outro lado, o traço-de-união que liga YN-RI não significa separação. Na verdade, tudo é UM no seio do ABSOLUTO (PRIMEIRO UM). E, progressivamente, o ser irá avançar, assumindo conscientemente conhecimentos numenais, e descartando aquelas impressões fenomenais grosseiras, que o têm agrilhoado à matéria bruta, aos sentidos físicos e à inconsciência placentária da qual ainda é prisioneiro.[8]

RESSURREIÇÃO E ASCENSÃO

       Após glorificar seu Pai (ALI, ALI, LMH ShBHhTh-NI!), Jesus entregou o espírito. Está consumado. A missão externa (pública) havia sido completada. O poder e a autoridade que Jesus recebeu na Câmara do Rei da Grande Pirâmide retornaram à origem – à Consciência Cósmica. Harvey Spencer Lewis sustenta que a reversão do processo que ocorreu no Golgotha, retirou de Jesus tão-só a condição crística, que O acompanhou em sua missão pública. A partir de então, Ele tornou-se Mestre Humano, todavia, sem retroceder um infinitésimo em sua posição espiritual e hierárquica no âmbito da GRANDE FRATERNIDADE BRANCA.

       Após o crucificamento, foi Jesus levado inconsciente para um jazigo de propriedade de José de Arimatéia, e os terapeutas da Fraternidade Essênia prestaram toda assistência no tratamento de suas feridas. O próprio Avatar utilizou todos os conhecimentos e poderes que possuía para restaurar a consciência em todas as partes de Seu Ser. Dali foi Jesus conduzido à casa de um dos membros da Fraternidade, na Galiléia. Depois de se recuperar, descansar algum tempo, e passar pelo místico fenômeno cósmico de Ascensão, sua vida fechou-se para a Humanidade, e passou a orientar de seu sanctum privado, no Mosteiro do Monte Carmelo, os trabalhos da GRANDE FRATERNIDADE BRANCA.

       Logo, pode-se depreender que Jesus não morreu na cruz (fisicamente), como quiseram fazer crer alguns historiadores do passado. A Ressurreição não tem, assim, o significado teológico que lhe é geralmente atribuído. Quem não morreu (física ou iniciaticamente) não poderá ressurgir. Por outro lado, o vocábulo ressurreição era entendido de forma diferente do que compreenderam os exegetas. E o próprio processo místico da Ascensão não resultou no desaparecimento de Jesus do plano físico. Depois da Ascensão, Jesus trabalhou muitos anos com seus Apóstolos, Adeptos e Postulantes até sua transição, que transcorreu pacificamente, no Mosteiro do Carmelo, na presença dos irmãos da Fraternidade. Hoje, já é do conhecimento público que o corpo físico de Jesus permaneceu em um ataúde no Monte Carmelo por muitos séculos; finalmente, foi removido para um sepulcro secreto guardado e protegido por Seus Irmãos.[9]

       Compreendendo-se que a morte de Jesus, realmente, jamais aconteceu, se alguém tiver a ventura de encontrá-Lo, poderá, eventualmente, presenciar as seguintes situações: a primeira vez, possivelmente, seja em uma praia deserta. Lá, poderá encontrar o Mestre saudando o Sol nascente, de pé com os braços abertos em sinal de plena vida, e ensinando: Cada corpo sideral é um Templo, e todos são irmãos uterinos oriundos de uma mesma fonte nebular comum. Cego é o olho que vê no Sol apenas uma estrela que produz luz e calor. Bem-aventurado aquele que o reconheceu como Dispensador Universal de Vida, e que conseguiu decifrar seu número. E este número é cento e onze. Na segunda vez, porventura, O encontrará solicitando a um policial, que não prenda um homossexual barulhento. Em outra oportunidade, talvez, O verá serrando uma árvore que não dê mais frutos. Poderá, também, surpreender-se ao vê-Lo tomar um trago de cachaça com um reconhecido traficante de drogas. Na quinta vez, poderá estar promovendo um tumulto na entrada de uma igreja qualquer, na qual estejam sendo vendidos objetos de adoração. Na penúltima, talvez, presencie a cura alquímica de uma prostituta que esteja condenada pela Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. E, na sétima, poderá estar a conclamar um grupo de homens e mulheres, para que busquem a sabedoria no Silêncio de seus Corações. A verdade está dentro – dirá o Mestre – fora só há ilusão. Aquele que quiser alcançar o Reino dos Céus deverá trilhar a SENDA CARDÍACA. Nesta vereda, acabará por compreender e realizar que o ser é o Templo da Consciência Cósmica, e que o espírito de seu Pai habita em seu próprio interior.

       Este breve relato sobre a Rosa de Sharon, o Grande Iniciado e AMeN do Mundo apenas pretendeu resgatar uma parcela ínfima da verdade dos fatos relativos à vida de Jesus, e recordar o Máximo Mandamento esquecido ao longo de dois mil anos: AMAI-VOS. AUM TAT SAT.

Eu Sou a Rosa de Sharon, o Lírio dos Vales (Cânt. II, 1)
Altona - Impresso e publicado por Joh. Ad. Eckhardt,
Tipógrafo de Sua Majestade o Rei da Dinamarca
Biblioteca Rosacruz - Editora Renes



CONSIDERAÇÕES FINAIS

       A missão de Jesus foi, basicamente, transmitir a mensagem do Amor Universal uma última vez antes que o conhecimento se ocultasse durante a Era de Peixes, e se fechassem os Colégios Iniciáticos. Outro ponto crucial é a necessidade de se escrever corretamente Seu Nome: JHESU. O H é uma letra de mando, diferenciando o Humilde Essênio daqueles que estavam vinculados às diversas seitas vulgares prevalecentes por aqueles tempos.

       Também se deve observar que, em várias passagens de Sua Vida, Ele disse: EU SOU... (que deve significar o EU INTERNO). Quando afirmou Eu Sou o ALeF e o TaV (e não o alfa e o ômega, como aparece em diversas traduções), pretendeu simbolizar o Raio e a Circunferência, vale dizer, a Alma Divina do Divino Universo AThMa. Eu Sou a AMaTh. Este é o Selo do Logos-Vivente, a Verdade da qual todas as verdades procedem.

ThaMA —› Milagre da Vida; Sua Manifestação na Existência Universal. AThMa —› Existência Infinita da Essência Absoluta.MaThA —› Razão Suprema de todas as razões verdadeiras; a Incidência de todas as reflexões; a Legislação de todas as leis. É, em última instância, a raiz de todas as doutrinas.

       A palavra AThMa é equivalente a um Número: 1440 (1000 + 400 + 40). Em sonometria moderna, é o Hierarca Sonométrico do Modo Musical de Mi, ao mesmo tempo em que corresponde à Harpa Arcangélica Solar do Zodíaco. Mi, em sânscrito, expressa tudo o que atravessa, irradia e penetra, ao mesmo tempo em que abarca, circunda e compreende. MIHAeL. 1440 multiplicado por 100, corresponde ao Hierarca do Modo Inarmônico da Sabedoria Divina. Por isso, para não haver nenhum equívoco, no Livro da Revelação (VII, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e XIV, 1, 2, 3), ele soa através de 144000 Harpas, e é cantado por 144000 Eleitos.

       Por outro lado, do sânscrito, por intermédio do vattan e do veda, é conhecida a palavra MEShI-Ha, cujo valor é 360 (40 + 5 + 300 + 10 + 5), número musical do tempo ilimitado, representativo do Ano Astral e de todos os ciclos solarizados. MEShI-Ha, 360, é, pois, o SheM-a dos SheMa-IM (SheMAH-IM). Entretanto, JHESU é o SheMaM (380)[10].

       Ao se dividir 144000 por 360, encontra-se 400, valor aritmológico da última letra do alfabeto hebraico – TaV – e, concomitantemente, valor athbash (inverso) da letra ALeF, primeira letra do mesmo alfabeto, donde se pode admitir que todos são eleitos, porque a personalidade-alma é indestrutível, imortal e una com a AThMa. O único apocalipse que o homem deve temer (e, portanto, se precaver) é o interior, provocado pela anarquia mental, oriunda da perversão, do egoísmo, da irritabilidade, do preconceito, da excentricidade, da rebeldia, da vaidade e do imediatismo. É, portanto, necessário acautelar-se contra as influências vibratórias oriundas de Saturno, co-regente de Aquarius. E assim, o homem terrestre – progressão final dos reinos mineral, vegetal e animal – é o reflexo provisório do Homem Universal – seu Protótipo Cósmico. Sua descida à matéria concreta, corresponde ao ponto médio de sua manvantárica peregrinação individual. A suprema experiência a ser compreendida e realizada por cada peregrino, é a de que o homem foi, é e será uno com seu Pai. Sua absorção derradeira na Fonte da qual proveio é um fato inelutável. Ele é o único e exclusivo senhor de seu destino (carma), destino que ele mesmo elaborou e elabora. E o caos que produzir pela infração das Leis da Harmonia, obrigatoriamente, deverá compensar pela dor, pelo amor ou pela compreensão (Lei da Reciprocidade ou da Retribuição). Portanto, para participar da ULTIMÍSSIMA CEIA... Serviço... Renúncia... Mérito... Ascensão... Reintegração... Comunhão. Só pela erradicação consciente do fiat voluntas mea o ser poderá realizar e compreender o sentido da frase de São João (lida na Língua de XXII Letras): O Princípio é o Verbo, e o Verbo é o ATh dos ALHIM. Observe-se que a Temura de ALHIM produz MIHAeL. Neste sentido, ULTIMÍSSIMA CEIA é o DIA SÊ CONOSCO, período de repouso ou Paranirvâna do Mahâprâlâya – a Grande Noite – ou seja, 311040000000000 anos de absorção em Brahman (o Absoluto ou Primeiro Um), quando, então, exclusivamente pelo esforço, pela dedicação e pelo mérito, já deverá ter sido ultrapassado o ANEL NÃO PASSARÁS. Depois... novo Mânvântâra. [(18 x 60 x 24) (12) (109)], ou [(72 x 360) (12) (109)], ou, ainda, [(4320000000) (72) (10³)] anos. Mas, preliminarmente, três mil ciclos de existência devem ser cumpridos: 3000 x 144 = 432000 anos. E assim, repete-se: do mais humilde noviço ao mais venerável hierofante, este é o Caminho. Jamais houve, há, ou haverá privilégios ou atalhos. E Jesus, para ter alcançado a posição de AMeN do Mundo da Era Pisciana, sofreu os mesmos reveses das Leis da Necessidade e da Reciprocidade como toda e qualquer mônada procedente dos ALHIM.[11]

Conclui-se recordando que ALeF e TaV são, respectivamente, a primeira e última letras do alfabeto hebreu, formado de 22 (vinte e duas) letras. Ao se dividir 22 por 7 (22 representativo do Universo e 7 significativo dos sephiroth inferiores – CheSeD, GeBURaH, ThiPhAReTh, NeTzaCh, HOD, IeSOD e MaLKhUTh) obtém-se o número místico 3,142857 142857 142857. O repetidor 142857 sempre foi esotericamente considerado um número sagrado e a expressão cósmica numérica de Luz, Vida e Amor. É o Número da Eterna Evolução do Cosmo Infinito. A adição teosófica de 142857 é igual a 27 e sua redução equivale a 9. Além disso, observa-se a semelhança de 3,142857 com o valor matematicamente aceito para . Outro número importantíssimo no âmbito da Doutrina Arcaica e do Alto Simbolismo é o 31415, que, por falta de espaço neste ensaio, não será examinado. E 9 é o resultado de 3 x 3, entretanto, ainda inferior a 12, ou seja, 4 x 3. Enfim, tudo é um número procedente do Não-Número. AIN-SOPh.

       5 de fevereiro de 1962: Era de Aquarius. Ar. Ar de Aquarius. LIBERDADE. INDEPENDÊNCIA. FRATERNIDADE. AMOR INCONDICIONAL. URANO. YN-RI. OEAOHOOE.[12]

DADOS SOBRE O AUTOR


Mestre em Educação, UFRJ, 1980. Doutor em Filosofia, UGF, 1988. Professor Adjunto IV (aposentado) do CEFET-RJ. Consultor em Administração Escolar. Presidente do Comitê Editorial da Revista Tecnologia & Cultura do CEFET-RJ. Professor de Metodologia da Ciência e da Pesquisa Científica e Coordenador Acadêmico do Instituto de Desenvolvimento Humano - IDHGE.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. LEWIS, H. Spencer. A profecia simbólica da Grande Pirâmide/The symbolic profecy of the Great Pyramid. 12ª ed. Traduzido por Alcídio M. de Souza e Ana Lúcia de Moura. Rio de Janeiro: Editora Renes, 1974, p. 105. Cs. também a obra As Grandes Iniciadas ou O Misticismo no Feminino, de Hélène Bernard, pp. 174-80.

2. Salvo melhor juízo, a primeira personalidade que tornou público excertos comentados deste Livro, foi Helena Petrovna Blavatsky, em sua magistral obra A Doutrina Secreta (Secret Doctrine). Tradução de Raymundo Mendes Sobral. São Paulo: Pensamento, 1973, passim.

3. LEWIS, H. Spencer. A vida mística de Jesus/The mystical life of Jesus. 7ª ed. Traduzido, composto, revisado e impresso na Ordem Rosacruz, AMORC. Curitiba – Paraná: AMORC, 1997, pp. 191-2.

4. Ibid., p. 220.

5. Valor Secreto de um Número – VSN – é o resultado da soma acumulada, a partir da unidade, de todos os números inteiros até o número em questão. A fórmula para obtenção do Valor Secreto de um Número é:
VSN = N(N + 1) ÷ 2
6. LEWIS, H. Spencer. A profecia simbólica da Grande Pirâmide/The symbolic profecy of the Great Pyramid. 12ª ed. Traduzido por Alcídio M. de Souza e Ana Lúcia de Moura. Rio de Janeiro: Editora Renes, 1974, p. 106.

7. A hipótese de que Jesus tenha proferido esta sentença está examinada no Capítulo XV (A Verdade Sobre a Crucificação) na obra referida na citação n° 3.

8. Para informações mais detalhadas, consultar as seguintes obras: A Doutrina Secreta, de Helena Petrovna Blavatsky, As Grandes Mensagens, de Serge Raynaud de la Ferrière, La Cabbale: Tradition Secrète de L’Occident, de Papus, Meditações Sobre os 22 Arcanos Maiores do Tarô, anônimo e O Museu Hermético: Alquimia e Misticismo, de Alexander Roob, passim. Em hebraico, no alto da cruz, Pilatus mandou escrever em um letreiro (equivalente a INRI) as seguintes palavras (transliteradas): IESCHUA HA-NOTZERI MELEK HA-IEHUDIM.

9. No início do século XX, Mirza Chulam Ahmad Qadiani declarou que a crucificação e a ressurreição de Jesus não aconteceram, nem da forma como acreditam os católicos, nem da maneira como admitem os muçulmanos. Entre tantos autores que têm examinado este tema controverso, Serge Raynaud de La Ferrière também revelou que o Avatar da Era de Peixes não morreu na cruz, como histórica e teologicamente é admitido. O próprio episódio da traição não ocorreu da forma como é tradicionalmente anunciado. Enfim, ENTREGAR SEU SOPRO, significa que o poder e a autoridade especial que recebeu – manifestação em Si do CRISTO CÓSMICO – retornaram à Consciência Cósmica, ou seja, ao plano hierárquico original do próprio CRISTO. A partir da entrega do SOPRO (ESPÍRITO segundo algumas traduções), Jesus ficou – de acordo com Sâr Alden – no estado de alguém que havia completado sua missão. O PODER VIVENTE DO LOGOS - VERBUM DIMISSUM - na Terra, a partir da entrega do SOPRO (paredoken te pneuma), não mais estava com Jesus. E sua vida continuou como Mestre da Grande Fraternidade Branca por muitos anos após o Mistério do Golgotha. Todo este SACRIFÍCIO profetizado e consumado ocorreu por amor à Humanidade. Para que mais um degrau na reintegração dos seres, a partir de então, pudesse acontecer. Hoje o ser humano é outro e pode receber e compreender, sem reservas, este sagrado Mistério. Para informações mais concertadas sobre os fatos aqui relatados, sugere-se a leitura da obra A Vida Mística de Jesus, de Harvey Spencer Lewis, já referida.

10. SheM-a (340) refere-se ao mundo teogônico criado diretamente pela PALAVRA. SheMAH-IM (396) representa o número da sabedoria cósmica. SheM-a também significa aquele que possui o conhecimento essencial do NOME EFETIVO. SheMAH-IM também simboliza a esfera vibratória determinada na qual os opostos se unem. Pode ser entendida como a combinação de ESh (fogo) com MaIM (água). O MEShI-Ha (360) pôde encarnar como MeShIa-H (358), descendo todos os planos do duplo Universo, porque a virgem que o concebeu vibrava no plano da Vida Verdadeira: a Santa Essência inacessível de IHOH e sua imagem IShO (ShADAI, ShVa-DHA)-MEShI-Ha (316-360). Assim, a concepção ideal (MEShI-Ha) precedeu a concepção plástica (MeShIa-H).  360  —› 358.

11. Para uma pesquisa mais aprofundada sobre o Cristianismo esotérico, consultar a obra L’Archéomètre de Saint-Yves d’Alveydre. Esta obra foi publicada postumamente pelos amigos de Saint-Yves, dentre os quais sobressaem a Marquesa de Saint-Yves d’Alveydre, o Conde Alexandre Keller e Gérard Encausse (Papus). L’archéomètre influenciou o pensamento de diversos místicos e filósofos contemporâneos, como foi o caso de Serge Raynaud de la Ferrière.

12. 7 horas da manhã...! 7 vogais...! 7...! Realmente, qualquer número que não seja múltiplo ou submúltiplo de 7, dará como resultado da divisão por 7 uma dízima periódica simples ou composta, na qual aparecerá sempre o NÚMERO DA ETERNA EVOLUÇÃO DO COSMO INFINITO. Mas, os resultados das divisões 9/7, 10/7, 22/7, 24/7, 365/7 e outros têm aplicações esotérico-cabalísticas que, certamente, merecem uma atenção especial e um exame mais acurado, pois estão vinculados à leis universais inalteráveis na noite do tempo. Por isso, reproduz-se uma sábia asserção do eminente pensador e ocultista Éliphas Lèvi: 7 é chave da criação mosaica e dos símbolos de todas as religiões. Ou, como disse Fílon de Alexandria (Fílon, o Judeu), após ter observado a presença do 7 em diversas leis bíblicas, em a Natureza e no homem: Toda a Natureza exulta no sete. Em realidade, mais do que trino o ser humano é sétuplo em sua constituição. Os 7 planos constitutivos do ser humano são: físico, etérico, astral, eu, manas, buddhi e athma. Quanto ao planeta Terra – MaLKhUTh– é, concomitantemente, o quarto e o sétimo Mundo. É o quarto se considerado pela ordem dos planos – OLaM WShIaH , Mundo da Ação, referenciado no Zohar – e, é o sétimo, quando contado a partir do primeiro Globo de cima. E, assim, 7 (e não 5) são os sentidos do homem, quais sejam: audição, tato, visão, gustação, olfato, mente e entendimento. Sete são, ainda, segundo Aristóteles, as Virtudes Éticas, que correspondem à parte apetitiva da alma, a seguir recordadas: a coragem, a temperança, a liberdade, a magnanimidade, a mansidão, a franqueza e, a maior de todas, a justiça. Por isso se disse na Introdução: em tudo o que buscardes, buscai a compreensão. Entre os gnósticos egípcios, Thoth ou Hermes era o Chefe dos Sete Devas, que, segundo Orígenes, são: Adonai, gênio do Sol; Tao, da Lua; Eloi, de Júpiter; Sabaoth, de Marte; Orai, de Vênus; Astaphai, de Mercúrio; e Ildabaoth (Jeová), de Saturno. E, assim, se tudo no Universo para se manifestar segue a Lei do Triângulo, a coisa, quando manifesta, está sempre subordinada à Lei Setenária. Neste sentido, a primeira ponta do triângulo é sétupla, como também são as outras duas. Daí os 21 (vinte e um) passos da Grande Obra, que remetem ao número 231 (duzentos e trinta e um), ou seja, o número de combinações – N (N – 1)/2 – das 22 (vinte e duas) letras do alfabeto hebraico duas a duas sem permutação. Por isso, está escrito no Sepher Yezirah: Toda criatura e toda palavra emanam de um NOME. Por esta razão, também, o nome místico OEAOHOOE – a Raiz Setenária da qual tudo procede – divulgado na Doutrina Secreta (Cosmogênese), não surtirá nenhum efeito, sem a compreensão e a sabedoria de sua tríplice pronúncia. Alcançada a compreensão, o que se banha na Luz de OEAOHOO, jamais será enganado pelo véu de Mâyâ. O máximo que se pode presumir, é que a letra H, inserida entre tantas vogais, deva corresponder a uma breve pausa, uma suave inspiração. Mais não deve ser dito. A VERDADE só brotará IN IMO PECTORE.

Fonte:http://www.rdpizzinga.pro.br/livros/jesus/jesus.html