REDES SOCIAIS SÃO MAIS TENTADORAS DO QUE SEXO E CIGARRO

 

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O que é mais irresistível, dar uma olhada no Facebook ou fumar um cigarro?

Redes sociais são mais tentadoras que sexo e cigarro, diz estudo

Facilidade de acesso é um dos motivos para resultado da pesquisa, acreditam especialistas. E você, acha sexo ou internet mais irresistível?

Pesquisadores da escola de negócios da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, mostraram recentemente que redes sociais como o Facebook, que acaba de alcançar a marca de um bilhão de usuários , são mais tentadoras do que fumar um cigarro ou fazer sexo.
Para a consultora em internet e redes sociais Pollyana Ferrari, professora da PUC-SP, os motivos principais do resultado são a proliferação de celulares com tecnologia 3G e a facilidade dos aplicativos. “Ficou muito tentador estar conectado o tempo todo”.
Para o estudo, 250 participantes usaram aparelhos Blackberry com os quais checaram as redes sociais, em média, sete vezes por dia, ao longo de 14 horas. Segundo o jornal britânico “Daily Mail”, os participantes deviam identificar e informar o desejo que sentiam ao longo do dia. Ao final, dar uma olhadinha nas redes sociais foi um dos desejos ao qual era mais difícil de resistir.

“Mundo cor de rosa”

Tal desejo, para Pollyana, também se relaciona com a facilidade de manter a zona de conforto no mundo virtual. “Uma relação a dois exige cuidado e investimento. Nas redes sociais, o mundo é bem mais cor de rosa”.
Esse mundo, sempre tão disponível, aplaca a solidão de usuários que procuram companhia durante noites insones. Segundo a psicóloga clínica Júnia Cicivizzo Ferreira, especialista em medicina comportamental, na rede é possível ter controle quase absoluto do que se faz.

Ninguém curtiu meu post?

Mas a pior consequência de exagerar nas redes sociais é chegar ao isolamento real, com milhões de amigos online e vida social mínima fora delas.
Ceder à vontade de checar os perfis com frequência faz com que isso se torne um hábito. “Às vezes as pessoas nem dormem direito porque ficam checando se chegou alguma mensagem”, diz a psicoterapeuta Denise Pará Diniz, Coordenadora do Setor de Gerenciamento de Estresse e Qualidade de Vida da Unifesp. Esse comportamento pode ser reforçado por carência, timidez, introversão ou outros conceitos, usualmente associados à autoconfiança – ou à falta dela.
Antes do comportamento se tornar automático, preste atenção. Se você abre mão de coisas importantes para ficar navegando, pode ser que veja o mundo virtual como única satisfação de prazer.

Fonte:http://delas.ig.com.br/comportamento/2012-10-15/



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70% das crianças e adolescentes entre 9 e 16 anos têm perfil em redes sociais

Pesquisa mostra que 25% destes perfis são públicos, enquanto percepção de perigo dos pais é baixa: 37% acham que é impossível o filho passar por um constrangimento na rede

O Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) divulgou nesta terça-feira (02) os resultados da primeira pesquisa TIC Kids Online Brasil. O objetivo é levantar dados sobre oportunidades online e uso seguro da internet. No total, foram entrevistadas 1.580 crianças e adolescentes entre 9 e 16 anos e o mesmo número de pais.
De acordo com o estudo, 70% dos entrevistados possuem perfil próprio em redes sociais. “Chama atenção o fato do uso das redes sociais no Brasil superar o uso na Europa entre crianças nessa faixa etária, onde o uso atinge 57%”, declara Alexandre Barbosa, gerente do CETIC.br.
Entre os que possuem perfil próprio nas redes sociais, 42% foram configurados para serem privados, onde apenas amigos podem visualizar as atualizações feitas pelo usuário. 31% permitem que amigos de seus amigos possam acompanhar seus perfis e 25% possuem perfis públicos, ou seja, qualquer pessoa pode visualizar todas as atualizações e postagens do usuário.

Percepção dos pais

Segundo a pesquisa, 37% dos pais e responsáveis acreditam que não é nada provável que seu filho passe por alguma situação de incômodo ou constrangimento na internet nos próximos seis meses. Além disso, 71% dos pais acham que os filhos usam a internet com segurança e 35% acreditam que eles são capazes de lidar com situações que os incomodem na internet.
Outro indicador da pesquisa mostra que 23% dos usuários entre 11 e 16 anos já tiveram contato na internet com alguém que não conheciam pessoalmente. Entre os que estabeleceram esse contato, 25% declararam ter encontrado pessoalmente alguém que conheceu online. O CERT.br divulgou um volume em sua Cartilha de Segurança para Internet com dicas específicas em redes sociais. O material está disponível no endereço eletrônico cartilha.cert.br
A pesquisa revela ainda que 47% das crianças e adolescentes entre 9 e 16 anos acessam a internet todos os dias ou quase todos os dias em diversos lugares: 42% ficam online na escola, 40% em casa e 35% na lanhouse. 18% dos entrevistados citaram o celular como ferramenta de acesso à internet.


Fonte::http://delas.ig.com.br/filhos/2012-10-02/

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Flagras nas redes sociais têm papel cada vez maior em divórcios

Descuidos viram provas e segundo advogados americanos, já correspondem a cerca de 20% das provas de adultério


A proliferação de câmeras digitais e smartphones e a popularização das redes sociais fazem com que os cônjuges infiéis tenham mais dificuldade em escapar incólumes, tendo um papel cada vez maior nas separações de casais, segundo advogados especializados em divórcios.

Embora não se consiga medir com exatidão a relação entre essas ferramentas e o fim das relações, a Associação de Advogados Matrimoniais dos EUA estima que as publicações no Facebook já correspondam a 20% das provas apresentadas por cônjuges do país na hora da separação.
Fundado em 2004, o Facebook conta hoje com mais de 1 bilhão de usuários - muitos deles mantendo olhares suspeitos sobre as atividades de seus parceiros, ou com olhos atravessados para "amigos" que podem virar "amantes".

O site Facebookcheating.com reúne dezenas de histórias contadas por internautas sobre traições realizadas por meio da rede social.
Um dos usuários, identificado como ZDBZ, conta que encontrou a mulher adormecida em frente ao computador. "Ia desligar o laptop quando vi várias janelas minimizadas. Abri e estava lá. Ela havia feito sexo online com um ex-namorado", diz o marido, cujo casamento já tinha 19 anos.

O diretor do site, Craig Gross, disse à BBC Mundo que a maioria dos e-mails que o site recebe relatam casos em que internautas põem em risco seus relacionamentos ao reencontrar ex-namorados ou paqueras da adolescência.

Ele diz acreditar que a rede não é a causadora direta da onda de divórcios, apenas facilitando a infidelidade de casais que já apresentavam problemas.

Rastreamento

A advogada especialista em divórcios Yulisa Rodriguez, que trabalha em Miami, diz que normalmente os "infiéis" são descobertos por mudanças no comportamento.
"Eles começam a passar mais horas diante do computador ou escondem seus celulares. O cônjuge começa a suspeitar e, um belo dia, o infiel acaba deixando a tela aberta e é pego", afirma.
Outros adultérios vêm à tona com mensagens de texto que deveriam ir para os amantes e acabam sendo enviadas, por engano, aos parceiros oficiais.
Mas há quem busque outras formas de surpreender aqueles que buscam aventuras, virtuais ou não, fora dos casamentos.

Embora seja ilegal rastrear computadores alheios nos Estados Unidos, há programas disponíveis na internet, como o Nannyware, voltado para a vigilância de menores, que podem muito bem servir aos interesses dos desconfiados.
A advogada diz que as autoridades policiais costumam desconfiar desse tipo de atividade. No entanto, também existem meios lícitos para descobrir traições.
Rodriguez diz conhecer quem tenha criado uma conta falsa no Facebook com o único propósito de simular uma relação virtual, a fim de descobrir se seus cônjuges são suscetíveis ao apelo da infidelidade.

Olhos por toda a parte

Não é apenas o uso das redes sociais por parte dos infiéis que pode trazer casos de traição à tona. A tecnologia também potencializa a fofoca e o risco de ser descoberto por meio de câmeras fotográficas alheias, segundo o advogado Antonio Pagan, especialista em divórcios em Miami.
"Conheço o caso de um cliente que foi descoberto porque uma amiga de sua namorada o flagrou no cinema com outra garota, tirando uma foto com o smartphone", afirma.
Outros são denunciados pelos populares aplicativos que mostram onde e com quem estão os internautas, como o Foursquare.
Embora amantes tendam a evitar tal tecnologia, a história pode ser revelada pela falta de cuidado (ou não) de algum amigo que, uma vez estando com eles, resolva marcá-los em alguma postagem.
Em um mundo marcado cada vez mais pela falta de privacidade, a tendência é que cada vez mais relações cheguem ao fim motivadas por traições, descuidos ou fofocas virtuais.
"É só o começo", diz o diretor do Facebookcheating.com. Gross, que tem 36 anos e é casado há 13, dá sua receita para evitar problemas conjugais na rede. "Minha esposa e eu sabemos a senha do Facebook um do outro", afirma.

O Facebook pode prolongar a dor após uma separação?

Embora ajude casais a se sentirem conectados 24 horas por dia, a ferramenta se torna um problema quando a relação termina, segundo estudo. Dê sua opinião

Usar a rede social para rastrear um ex pode impedir a pessoa de esquecer o antigo relacionamento e seguir em frente. “As pessoas que se envolveram em vigiar o ex-companheiro através do Facebook, ou seja, aquelas que frequentemente entram na página do ex e de seus amigos, informaram que houve um atraso na recuperação emocional depois de um rompimento, se comparadas com quem realizava uma vigilância menos frequente”, disse a autora do estudo Tara Marshall, do departamento de psicologia da Brunel University’s School of Social Sciences in Uxbridge, na Inglaterra.
“Elas relataram maior estresse relacionado ao rompimento, mais sentimentos negativos em relação ao ex-parceiro, como ciúme e hostilidade, mais desejo sexual pelo ex e menos crescimento pessoal”, afirmou.
O Facebook, a maior rede social do mundo, tem mais de 900 milhões de usuários, Marshall observou. Pesquisas anteriores indicaram que um terço deles usam o site para monitorar as atividades de ex-parceiros.
Esta “amizade” contínua permite que ex-amantes mantenham controle da vida do outro através de atualizações de status, mensagens no mural e fotos. E, dependendo das configurações de privacidade, até mesmo um ex que não esteja na lista de amigos pode ter acesso a informações em posts públicos e em páginas de amigos em comum.
Desgosto maior

Para o estudo, publicado no início do mês no site do jornal “Cyberpsychology, Behavior and Social Networking”, Marshall convidou mais de 450 usuários do Facebook para completar uma pesquisa on-line criada para avaliar estado emocional e padrões de uso do Facebook após uma separação.
A maioria era composta por mulheres e 87% dos entrevistados eram americanos. Quase dois terços estavam na faculdade e um terço tinha completado o ensino médio. Embora quase metade fosse formada por solteiros, todos tiveram pelo menos um rompimento com um parceiro romântico que também mantinha uma conta no Facebook na época.
Baseada nas respostas, a pesquisadora estabeleceu a ligação entre a vigilância contínua do ex pelo Facebook e a maior demora na recuperação e no crescimento emocional da pessoa rejeitada. Isso não acontecia com quem se mantinha desconectado. Quanto maior a espionagem feita através do Facebook, maior o desgosto, resumiu a pesquisadora.

Opiniões contrárias

Entretanto, outros especialistas não estão convencidos disso. Eli Finkel, professor associado de psicologia social da Universidade Northwestern, em Illinois, nos Estados Unidos, disse que estes resultados ainda não são suficientes para convencer alguém a deletar a conta no Facebook.
“Para a autora do estudo, o uso contínuo do Facebook por alguém que acaba de terminar um relacionamento faz a pessoa ficar ainda mais angustiada, mas a pesquisa não prova isso”, disse ele. “O que me parece mais plausível é que, como já está especialmente perturbada por causa do rompimento, a pessoa pode se tornar obsessiva e perseguir o ex no ambiente virtual, tentando descobrir mais sobre ele no Facebook.”
“Ou pode ser que essa pessoa forme um ciclo vicioso: o estresse do rompimento pode levá-la a procurar informações sobre o ex no facebook e, depois de encontrar o que procura, ela fica ainda mais angustiada”, Finkel acrescentou.
É possível que o Facebook não interfira na motivação para perseguir um ex, “mas facilite essa tarefa", disse ele. “Mas não há nada nesta pesquisa que comprove ou desminta nada disso.”

Você acha que o Facebook atrapalha quem quer esquecer um antigo amor?
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Jeffrey Hall, professor assistente de comunicação na Universidade de Kansas, em Lawrence, nos Estados Unidos, concorda. “Eu não acho que este estudo estabeleça que participar do Facebook torna um rompimento mais problemático do que antes da rede social, quando as pessoas que passavam por uma angústia pós-separação buscavam informações sobre o ex com amigos e com os amigos dos amigos”, disse.
“Mesmo que o Facebook possa ser um mecanismo único para vigiar alguém, isso não mostra que as nossas motivações para ir lá buscar informações estejam especificamente relacionadas com a rede social, ou que, uma vez lá, você se sinta ainda mais angustiado do que já estava”, finaliza Hall.

Fonte:http://delas.ig.com.br/comportamento/separacaodivorcio/2012-09-29/