EU TENHO UMA DOR , EU NÃO A ABANDONO - CARPINEJAR



Se eu tenho uma dor, eu não a abandono, não fujo dela, quero alfabetizá-la, senão ela corrói as outras lembranças, adona-se do que não é dela, apossa-se das alegrias que a antecederam e das alegrias que estavam por chegar. Mas há dores analfabetas, arrivistas, que nos mostram o quanto a própria palavra pode ser fútil e desnecessária, o quanto os planos podem nos contrariar, o quanto somos inexplicavelmente insignificantes.

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