PATAGÔNIA : MARAVILHOSO ÉDEN NA TERRA




Encaixada entre o rio Colorado, a cordilheira dos andes e o oceano Atlântico, a Patagónia é uma terra vaga, inóspita, mas de uma beleza sublime.
Ocupando uma extensa parte do extremo sul do continente sul-americano, esta imensa região de planaltos seminários remete directamente para os grandes espaços, onde há lugar para tudo: a força primitiva das paisagens, as florestas intemporais, os ondulantes tapetes de vegetação, os vales profundos, as imponentes montanhas coroadas de neve e glaciares que se desfazem em lagos cristalinos.
É uma verdadeira evasão, apenas sublimada pelo frio cortante e pelo vento uivante que rasga o silêncio.

A Patagónia é uma região natural que abarca a parte sul do Chile e da Argentina, incluindo os chamados Andes patagónios.
A região mais meridional do continente é conhecida como a Terra do Fogo. Nessa região está localizada a cidade mais austral do planeta, Ushuaia, conhecida como “a terra do fim do mundo”.
A Patagónia é uma região marcada pelos ventos que ocorrem durante todo o ano. Desta região é que partem as famosas excursões para a Antárctica. Além de leões-marinhos, nesta região existe uma grande concentração de pinguins. Não pode perder uma visita aos lagos chilenos da Patagónia bem como ao Parque Nacional Torres del Paine.
Para uma boa estadia na Patagónia existem várias opções para ficar alojado, entre elas aconselhamos: A Pousada Hosteria Pehoé.

Fonte: http://www.destinosdeviagem.com/


Na Argentina, está situada ao sul do Rio Colorado e se divide em duas sub-regiões: a primeira constituída por cadeias montanhosas permeadas por vales, bosques, lagos e geleiras, e, a segunda, formada por uma gigantesca meseta de variada morfologia, constituída por serras, desertos, depressões, infinitas estepes e amplos vales fluviais.
Ocupa as províncias de La Pampa, Neuquén, Rio Negro, Chubut, Santa Cruz e Tierra del Fuego. Todas têm em comum a enorme beleza de suas paisagens, as grandes distâncias e sua pouca densidade de populaçao.
Do lado da cordilheira se destaca a magnificência de suas montanhas, bosques incríveis que emolduram lagos de águas cristalinas, geleiras milenárias e uma rica variedad de fauna enquanto que do lado Atlântico a que reina é a baleia franco austral quem compartilha as àguas com orcas, lobos e elefantes marinhos, pingüins e golfinhos overos.
Entre as montanhas da cordilheira dos Andes e a bravura do oceano Atlântico, as áridas mesetas varridas por incontroláveis ventos, encerram em seus vales múltiplas e curiosas riquezas naturais e culturais. 

 
Vulcão Lanín - Junín de los Andes, Neuquén

Santa Cruz oculta tesouros como os Bosques Petrificados e o Glaciar Perito Moreno. Chubut há também tesouros culturais bem conservados, como as localidades do Gaiman e Travelín. Ali, os desendentes dos colonos galeses que chegaram no final do século XIX à província do Chubut, ocupam-se de manter vivas as tradições de seus antepassados.
Um circuito especialmente dotado de beleza é o denominado “Ruta de los 7 Lagos” em Neuquén, para viajar desde Junín de los Andes até San Carlos de Bariloche (Rio Negro), destino turístico por excelência. Esta cidade atrai a milhões de turistas que praticam esportes invernais, turismo aventura ou a simples contemplaçao da natureza.
No extremo sul está a cidade da Ushuaia. Entre as visitas obrigadas se encontram os Museus do Fim do Mundo, o antiguo Presídio e o Trem do Fim do Mundo que chega até o Parque Nacional Tierra del Fuego.

Clima:

As temperaturas registradas variam desde as mais baixas do continente até os 45ºC, desabando chuvas torrenciais na zona nos bosques cordilheiranos do Chile enquanto o ar é tórrido e seco nos desertos da meseta central argentina.

Vegetação:

Incluindo o deserto, a estepe, a tundra, a floresta fria e os bosques austrais, uma razoável parcela da Patagônia está protegida pela criação de pelo menos 12 parques e reservas nacionais na Argentina e outro tanto em território chileno.

Relevo:

Reunindo uma grande diversidade de paisagens e habitats que variam desde a alta montanha, os campos de gelo.
São comuns as geleiras gigantescas, montanhas, lagos e rios formados de degelo, bem como paisagens pampeanas, desertos e bosques de árvores típicas da floresta úmida como alerces e araucárias centenárias.

Litoral:

A pesca, a pecuária, a lã, as frutas e o petróleo são os principais produtos da região, além do turismo. O litoral é famoso por reunir algumas das maiores colônias de pingüins do mundo, além de ser santuário para reprodução de baleias, lobos marinhos e uma enorme variedade de pássaros.

História e Cultura:

Tanto no Chile quanto na Argentina a acolhida ao turista é hospitaleira, qualidade que se ressalta no homem do interior acostumado à vida isolada em razão das grandes distâncias.
A cultura e os hábitos do homem pampeano, representado no Brasil pela figura do gaúcho, presente no Rio Grande do Sul e em partes de Santa Catarina e do Paraná, adentra Argentina e prolonga-se em direção ao sul por uma faixa ininterrupta até os confins da Terra do Fogo, mesclando-se com bolsões de descendentes de imigrantes europeus com a forte cultura indígena autóctone.
Assim, não será nenhuma surpresa se, em algum destes países, o viajante for convidado a sentar-se frente ao fogo e acolhido com uma cuia de chimarrão, localmente chamado de mate, representando não só a bebida nacional como também um franco e representativo sinal de hospitalidade.



DESCRIÇÃO

Patagônia (português brasileiro) ou Patagónia (português europeu) é uma região geográfica que abrange a parte mais meridional da América do Sul. Localiza-se na Argentina e no Chile, e integra a seção mais ao sul da cordilheira dos Andes, rumo a sudoeste até o oceano Pacífico, e, a leste, até os vales em torno do rio Colorado até Carmen de Patagones, no oceano Atlântico. A oeste, inclui o território de Valdívia, através do arquipélago da Terra do Fogo.[1]
O nome 'Patagônia' vem da palavra patagón[2] usado por Fernão de Magalhães em 1520 para descrever o povo nativo que sua expedição acreditou serem gigantes. Acredita-se atualmente que os patagones seriam os tehuelches, que tinham uma altura média de 180 centímetros, em comparação com os 155 cm de média dos espanhóis da época.[3]
A parte argentina da Patagônia inclui as províncias de Neuquén, Río Negro, Chubut e Santa Cruz, bem como a parte leste da Terra do Fogo. A Região Patagônica, uma subdivisão político-econômica argentina, inclui a província de La Pampa.[4]

Paisagem da Patagônia.

A parte chilena da Patagônia compreende a extremidade meridional de Valdívia, a região de Los Lagos, no lago Llanquihue, Chiloé, Puerto Montt e o sítio arqueológico de Monte Verde, bem como as ilhas a sul das regiões de Aisén e Magallanes, incluindo o lado ocidental da Terra do Fogo e do Cabo Horn.[5]
Nessa região está localizada a cidade mais austral do planeta, Ushuaia, conhecida como "a terra do fim do mundo".
A Patagônia é uma região marcada pelos ventos que ocorrem em grande parte do ano. Dessa região é que partem as famosas excursões para a Antártica. Além de leões-marinhos, nessa região existe uma grande concentração de pinguins.


Imagem de satélite da Patagónia tirada pela NASA no inverno
Origem do nome
O nome de Patagonia decorre indiretamente do navegador português Fernão de Magalhães, o qual, viajando ao serviço da Espanha, pelas costas desse território, na memorável viagem em que pela primeira vez foi circundada a Terra, denominou patagones aos moradores daquelas paragens. "Patagones" significa homens de patas ou pés grandes. Isso devido aos índios de lá parecerem maiores do que realmente eram em vista do uso de gorros altos e calçados de couro de guanaco.


Referências

  1. Patagonia: Natural History, Prehistory and Ethnography at the Uttermost End of the Earth, C. McEwan, L.A. e A. Prieto (eds), Princeton University Press with British Museum Press, 1997. ISBN 0-691-05849-0
  2. Antonio Pigafetta, Relazione del primo viaggio intorno al mondo, 1524: "Il capitano generale nominò questi popoli Patagoni." O termo original provavelmente teria vindo do português falado por Fernão de Magalhães (patagão) ou do espanhol falado por seus homens (patagón); foi interpretado posteriormente como significando "pé grande", porém a etimologia se refere a um personagem literário de um romance espanhol do início do século XVI (ver texto).
  3. Fondebrider, Jorge. Versiones de la Patagonia (em espanhol). 1ª ed. Buenos Aires: Emecé Editores S.A., 2003. Capítulo: Ámbitos y voces, 29 p. ISBN 950-04-2498-3
  4. Población y Economía (em espanhol)
Bibliografia
  • W. M. Jackson. O Mundo Pitoresco. [S.l.]: W. M. Jackson Editores, 1948.
Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/