MÃES ORCAS MIMAM FILHOTES MACHOS ATÉ A VIDA ADULTA

Mães orcas mimam filhotes machos até a vida adulta

Pesquisadores acreditam que mães auxiliam na busca por alimentos e ofereçam proteção no momento do confronto com outros machos.

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Super avó: orcas fêmeas param de reproduzir quando estão na faixa dos 30 ou 40 anos, mas podem viver até os 90 anos

A orca, a baleia-piloto e o ser humano são as únicas espécies conhecidas em que a fêmea tem um longo período de vida infértil. Um estudo publicado na revista Science relata qual a finalidade desse período infértil para a orca: ele serve para que a fêmea cuide dos filhotes machos e garanta a transmissão de seus genes às próximas gerações.
"As fêmeas possuem um histórico de vida realmente único", afirmou Emma Foster, bióloga marinha da Universidade de Exeter, na Inglaterra. "Elas param de se reproduzir quando estão na faixa dos 30 ou 40 anos, mas podem viver até os 90 anos."
Utilizando dados de 36 anos de pesquisa sobre as orcas do Noroeste do Pacífico, os pesquisadores descobriram que, para orcas machos com mais de 30 anos, a morte da mãe implica no aumento da probabilidade de morte no ano seguinte.
As orcas permanecem com suas mães durante toda a vida. Não se sabe ao certo como a mãe ajuda os filhotes machos, mas Foster supõe que ela os auxilie na busca por alimentos ou ofereça proteção no momento do confronto com outros machos. Entre orcas fêmeas com mais de 30 anos, somente triplicou a probabilidade de morte no ano seguinte à morte da mãe.

"Tem um sentido maior para a mãe investir mais em seus filhos machos porque eles não são responsáveis pelo aumento das obrigações familiares", afirmou Foster. "As crias do macho vão viver com uma nova família."
As descobertas trazem à mente a teoria chamada por alguns cientistas de "hipótese da avó" dos seres humanos, segundo a qual o período infértil longo permite à mulher cuidar da próxima geração em vez de se concentrar na própria fertilidade ou em seus filhos adultos.
"Garantindo o desenvolvimento de seus netos, ela aumenta seu sucesso reprodutivo", afirmou Foster.

Fonte:http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/