MUSEUS BIZARROS PELO MUNDO


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Museu da Banana



Existe um homem na Califórnia que criou o Museu das Bananas e a sua fascinação pelo fruto é tão grande que apenas se veste de amarelo berrante. Os bonecos velhos têm um local seguro para gozar a reforma, no Museu dos Ventríloquos, em Ohio. Pode também descobrir as profundezas de Paris, no Museu dos Esgotos, ou a origem das sanitas no Museu das Casas-de-Banho, em Nova Deli.
Os museus mais estranhos do mundo expõem tudo e não têm vergonha de nada.
O Museu da Banana, fundado em 1976 em Palm Springs, está registado no GuinessBook como a maior colecção de bananas de sempre. O seu fundador, Ken Bannister, só se veste de amarelo berrante e conseguiu juntar mais de 17 mil artefatos ligados ao fruto. Depois de ter estado à beira de fechar, o museu vai reabrir no início de 2011 num novo local na Califórnia que possa albergar todas as peças ligadas ao fruto: licores, doces, cervejas, chapéus, pasta de dentes, gravatas, pinturas, cerâmicas, cremes, perfumes, roupas - há peças para todos os gostos. Este museu pode parecer no mínimo estranho, mas a verdade é que há museus para todos os gostos, curiosidades e bizarrias.


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Museu dos Ventrílocos


Para quem teve uma infância assombrada pelos filmes do Chucky, o Museu dos Ventríloquos não é um local aconselhável. Fundado por W.S. Bergerem em Ohio, abre apenas com marcações prévias e é o único do tipo no mundo. Ao seu portfólio pertencem mais de 700 bonecos na reforma, além de milhares de fotografias e livros sobre a arte ventríloqua.


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Museu dos Esgotos


Além do trio maravilha dos museus Louvre-Pompidou-Orsay, existe em Paris uma galeria que nenhum turista deveria perder: o Museu dos Esgotos. O cheiro é quase insuportável, mas diz-se que esta rede de esgotos é uma das maiores do mundo e constitui uma autêntica cidade subterrânea, com um cenário decadente saído d' "Os Miseráveis".
"Tente pensar nos parasitas sem sentir medo e leve o tempo necessário para aprender acerca desse mundo fantástico" é o slogan do Museu Parasitológico Meguro, em Tóquio. Com mais de 300 espécies - a maioria em tubos de ensaio - as galerias mostram o ciclo de vida de animais que você nunca quis conhecer, como lombrigas, larvas ou bactérias.


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Museu Islandês do Falo


Na Islândia existe um templo ao pénis. O Museu Islandês do Falo conta com mais de 200 exemplares do dito provenientes de vários mamíferos (de baleias a ursos polares ao próprio ser humano) e muitas outras peças alusivas ao tema: desde cornos, a esculturas, quadros e pinturas.


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Museu Internacional das Casas de Banho Sulabh


Das mais práticas às mais ornamentadas: o Museu Internacional das Casas de Banho Sulabh, na Índia, conta com centenas de sanitas de todo o mundo, acompanhadas de uma linha cronológica que remonta a 2500 anos A.C. - altura em que já existiam sistemas de drenagem em Mohenjo que levavam para uma vala comum as águas sujas dos lares. Estes e outros factos desconhecidos, bem como modelos e fotografias, podem ser descobertos nestas galerias de Nova Deli.

Museus assustadores: o lado incômodo


O mundo é demasiado grande para o conhecermos bem. Talvez por isso nos surpreendamos quando a completa estranheza surge aos nossos olhos, por exemplo na comunicação social. Ou o “estranho” será já regra? Ainda assim, o que nos pode assombrar, hoje, reflecte a profusão de ideias em que o mundo se tornou. Melhor do que isso: tem museu.


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© Monk' Corridor (Wikicommons, Sibeaster).


A cultura do “susto”

Crê-se que exista o universo emocional do susto desde que existe o ser humano. Cada indivíduo tem uma reacção específica face ao susto e existem vários tipos de susto, decorrentes das várias maneiras de percepcionar os episódios do quotidiano, uns mais comuns do que outros. Numa cultura ocidentalizada europeia, pelo menos, provocar o susto, conscientemente ou não, implica causar, em algum momento, sensações que sentimos como negativas. Ainda assim, tal não impede que o susto seja usado para momentos de animação ou de gozo, entre pessoas, ou até para a disseminação do conhecimento (científico ou não) na sociedade global, como o caso de alguns museus, por todo o mundo.

De uma lista de 15 museus mundiais considerados pela generalidade do público e por alguns orgãos de comunicação social dos mais assustadores, destacam-se museus como o Museu Vrolik, em Amesterdão, com uma colecção composta, entre outras, de peças, como espécies que sofreram de patologias diversas, embriões anómalos ou caveiras e ossos com uma formatação estranha. Entre outras coisas, é possível observar corpos de fetos siameses, pequenas colecções de ossos e de dentes, normalmente com problemas. Este museu é um espaço acinzentado, fora da moda actual, usado para estudo principalmente dos estudantes de Medicina da cidade. Consegue ser, para alguns “sites” turísticos, assustador e, por isso, não apropriado para crianças.



O Museu de Antropologia Criminal Cesare Lombroso, em Roma, é composto maioritariamente pela colecção do reconhecido criminologista italiano que dá nome ao museu. As suas maiores atracções são cabeças de criminosos e armas usadas por estes, coleccionadas por Cesare. Este criminologista acreditava que o interior dos cérebros dos criminosos seria diferente dos cérebros de outros indivíduos.
Outro museu, o Museu de Múmias de Guanajuato, uma pequena cidade no México, é composto por 108 corpos mumificados, mulheres na sua maioria, mortos por um surto de cólera que atingiu a cidade, em 1833. Os corpos foram desenterrados, entre 1865 e 1958, e acabaram por ficar preservados pela própria composição do terreno onde se encontravam.

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© Museu das Múmias, Guanajuato.


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Rio da Morte, masmorras em Londres (Wikicommons).


Poderão ainda ser dignos de realce as Catacumbas de Palermo (também conhecidas como um "museu da morte"); o “London Dungeon”, em Londres, onde praticamente tudo lá se encontra disposto para assustar os visitantes - com vários instrumentos de tortura da Idade Média expostos e actores prontos para sair da escuridão, a qualquer instante -; o Museu do Crime da Academia de Polícia Civil, em São Paulo, com exposições de fotos e objectos que serviram de provas de crimes descobertos; ou o “Moulagen Museum”, em Zurique, que tem peças de cera retratando doenças como a lepra ou sífilis.

Assentar poeira

A CNN fez uma lista dos 15 museus que considerou os mais estranhos do mundo. Entre outros, por exemplo, o Museu da Água da Torneira (China), o Museu da Arte Má (E.U.A.), o Museu das Coleiras (Inglaterra), o Museu dos Cortadores de Relva (Inglaterra), o Museu do Cabelo (Turquia), o Museu do Falo (onde se encontram mais de 270 pénis, de diferentes espécies, na Islândia) ou o Museu da Beleza Extrema (Malásia). Destes “museus”, provavelmente, muito poucos se-lo-ão, de facto, pois não basta a posse de uma colecção material e uma temática expositiva.

Estes “museus” primam pela invulgaridade e encontram-se em expansão, no mundo de hoje. Reflectem mudanças nos modos de educar públicos, talvez acompanhadas de uma predisposição do público para tal. Quando estas mudanças passaram a ser a regra, tornaram-se banais. Ao se banalizarem, facilmente se tornou notório o impacto das mudanças que estes museus promoveram no espírito do público e que este acabou por “ir aceitando”. Talvez por mera e contínua interiorização. O que antes foi “mudança”, deixou de o ser. Tal como quando a poeira se levanta e acaba por assentar, inevitavelmente.


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© Museu da Arte Má, Dedham, Massachusetts (Wikicommons, Kafka Liz).


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© Museu da Arte Má, Dedham, Massachusetts (Wikicommons, Kafka Liz).


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MOBA, The Museum Of Bad Art


Em contraponto ao MoMA de Nova Iorque, Boston criou o MOBA, The Museum Of Bad Art. Desproporção, falta de perspectiva, imitações baratas e falta de técnica: aqui pode encontrar-se de tudo um pouco no que à má arte diz respeito. Sob o mote de "levar a pior arte ao maior público possível", o museu foi criado em 1993 e neste momento procura instalações que possam albergar o crescente número de telas que os responsáveis recebem (e encontram).
Em Merseyside, uma pequena cidade perto de Liverpool, está sediado o Museu dos Corta-Relvas. Há osque funcionam a energia solar, os mais antigos, o que foi usado pelo Princípe Carlos (e outros famosos) e o mais rápido. Além da mostra, existem ainda workshops de reparação das máquinas, para os aficcionados em cuidar da relva do jardim.

Mas há muitos mais museus bizarros a serem descobertos por todo o mundo. Na Turquia, o Museu do Cabelo. No Japão, o Museu dos Noodles e o Museu do Cocó. O Museu Mütter nos EUA dedica-se aos fenómenos estranhos da medicina, mas há também um acerca da Conspiração e outro da Pesquisa OVNI (em Roswell, claro). E ainda o Museu das Muletas no Azerbaijão, o Museu da Tortura em Amsterdão e o Museu das Carruagens Funerárias em Barcelona. E os mais obscuros de todos: o Museu das Almas do Purgatório, em Roma e o Museu da Feitiçaria em Cornwall, Inglaterra.



Fonte: http://obviousmag.org/

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