SÃO JOÃO BATISTA - DIA 24 DE JUNHO

SÃO JOÃO BATISTA-DIA 24 DE JUNHO
Outro santo popular, São João é seis meses mais velho que seu primo, Jesus. Foi o profeta que anunciou a vinda do Messias e abriu caminho para que Cristo realizasse suas pregações, conclamando os fiéis à mudança de vida e ao batismo. Foi preso por Heródes e decapitado a pedido de Salomé, sobrinha e enteada do rei. Reze para São João Batista no dia de hoje.

”São João Batista, voz que clama no deserto: ‘endireitai os caminhos do Senhor, fazei penitência, porque no meio de vós está quem não conheceis e do qual eu não sou digno de desatar os cordões das sandálias’, ajudai-me a fazer penitência das minhas faltas para que eu me torne digno do perdão Daquele que vós anunciastes com estas palavras: ‘eis o Cordeiro de Deus, eis aquele que tira os pecados do mundo’. São João, pregador da penitência, rogai por nós. São João, precursor do Messias, rogai por nós. São João, alegria do povo, rogai por nós. Amém.”

Natividade de São João Batista

Neste momento da história, em que nós temos necessidade de profetas, me parece que a figura do Batista pode nos ajudar a abrir caminhos novos para que haja mais justiça, igualdade, dignidade na nossa sociedade contemporânea.
A reflexão a seguir é de Raymond Gravel, sacerdote de Quebec, Canadá, publicada no sítio Culture et Foi, comentando as leituras do 12º Domingo do Tempo Comum (24 de junho de 2012). A tradução é de Susana Rocca.
Eis o texto.
Referências bíblicas:1ª leitura: Is 49,1-6
2ª leitura: At 13,22-26
Evangelho: Lc 1,57-66.80
Para nós quebequenses, o nosso santo é de uma importância tão grande que, quando a sua festa cai em domingo, nós o celebramos. Isso é bem raro! Mas o que ele tem de tão importante? A partir dos textos bíblicos que nos são propostos, vou tentar apresentá-lo a vocês.
1. Da antiga à nova Aliança: Podemos verdadeiramente dizer, hoje, que João Batista é o último profeta da antiga Aliança e o primeiro da nova Aliança. Ele marca a transição entre os dois... Da tradição e da religião judaicas, João Batista criticou abertamente a religião do seu tempo: “E João percorria toda a região do rio Jordão, pregando um batismo de conversão para o perdão dos pecados” (Lc 3,3). E as multidões que lhe perguntavam o que ia fazer? "Ele respondia: 'Quem tiver duas túnicas, dê uma a quem não tem. E quem tiver comida, faça a mesma coisa’” (Lc 3,11). Aos arrecadadores de impostos que vinham para que ele os batizasse, ele lhes dizia: “Não maltratem ninguém; não façam acusações falsas, e fiquem contentes com o salário de vocês” (Lc 3,14).
No fundo, João Batista denunciou a religião esclerosada do seu tempo e a corrupção generalizada pelos líderes. Foi um grande profeta como Isaias, Amós, Jeremias, e tantos outros. Os primeiros cristãos interpretaram o profeta Isaias, que temos na primeira leitura de hoje, como se fosse João Batista: “Ele fez da minha língua uma espada afiada e me escondeu com a sombra de sua mão; ele me transformou numa seta pontiaguda e me guardou na sua caixa de flechas” (Is 49,2).
Por outro lado, o que fez de João Batista o primeiro profeta da nova Aliança é que ele anuncia a vinda do Messias. Como lembra São Paulo, na sinagoga da Antioquia de Picídea, como lemos na segunda leitura de hoje dos Atos dos Apóstolos: “Conforme havia prometido, Deus fez surgir da descendência de Davi umSalvador para Israel, que é Jesus.  E João, o precursor, havia preparado a chegada de Jesus, pregando a todo opovo de Israel um batismo de arrependimento” (At 13,23-24). E para não confundir o Batista com o Cristo, o autor do livro dos Apóstolos escreve: “Não sou aquele que vocês pensam que eu seja! Vejam: depois de mim é que vem aquele do qual não mereço nem se quer desamarrar as sandálias!” (At 13,25). Não é ao azar que a Igreja celebre o nascimento de João Batista no dia 24 de junho, no momento onde o sol começa a descer no horizonte, enquanto o nascimento de Cristo se celebra no dia 25 de dezembro, quando o sol começa a subir no horizonte, no hemisfério norte, obviamente, pois estas festas começaram no império romano.
2. Continuidade e ruptura: Entre João Batista e Jesus de Nazaré há uma espécie de parentela espiritual, de modo que São Lucas os apresenta como primos. Enquanto Maria, a nova Aliança visita Isabel, a antiga Aliança, São Lucas diz que elas são parentas (Lc 1,36). São Lucas quer nos mostrar que há uma continuidade entre a pregação de João Batista e o agir de Jesus de Nazaré: “Eu batizo vocês com água. Mas vai chegar alguém mais forte do que eu. E eu não sou digno nem sequer de desamarrar a correia das sandálias dele. Ele é quem batizará vocês com o Espírito Santo e com fogo” (Lc 3,16). Mas há também uma ruptura, pois João Batista acrescenta: “Ele terá na mão uma pá; vai limpar sua eira, e recolher o trigo no seu celeiro; mas a palha ele vai queimar no fogo que não se apaga” (Lc 3,17). Não tendo Jesus exercido assim a sua missão, João Batista enviou dois discípulos para perguntar a Jesus: “És tu aquele que há de vir, ou devemos esperar outro?” (Lc 7,20). E a resposta de Jesus se inspira no profeta Isaias: “Voltem, e contem a João o que vocês viram e ouviram: os cegos recuperam a vista, os paralíticos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, e a Boa Notícia é anunciada aos pobres” (Lc 7,22).
Por outra parte, quando Jesus fala de João Batista, ele reconhece a qualidade de homem e de profeta que ele foi: “Então, o que é que vocês foram ver? Um profeta? Eu lhes garanto que sim: alguém que é mais do que um profeta” (Lc 7,26). E ele acrescenta: “Eu digo a vocês: entre os nascidos de mulher ninguém é maior do que João. No entanto, o menor no Reino de Deus é maior do que ele” (Lc 7,28). Mas tanto se trate de João Batista como de Jesus, os dois são criticados e rejeitados pelos fariseus e os doutores: “Pois veio João Batista, que não comia nem bebia, e vocês disseram: ‘Ele tem um demônio!’ Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e vocês dizem: ‘Ele é um comilão e beberrão, amigo dos cobradores de impostos e dos pecadores!’” (Lc 7,33-34).
3. Um verdadeiro padroeiro: João Batista é o padroeiro dos canadenses franceses, mas em especial dos quebequenses que celebram a sua festa nacional no dia 24 de junho. Neste momento da história, em que nós temos necessidade de profetas, me parece que a figura de João Batista pode nos ajudar a abrir caminhos novos para que haja mais justiça, igualdade, dignidade na nossa sociedade contemporânea. Em Quebec, onde a crise social pune duramente os jovens, os indignados de todas as idades, nos fazem falta outros profetas como João Batista para lembrar aos nossos governos que eles estão num beco sem saída. Esses profetas devem sair do comum, como João Batista, que na hora do seu nascimento pensavam que ele estaria em consonância com seu pai Zacarias. Porém, sua mãe Isabel foi contra todos os cálculos: “O nome dele é João” (Lc 1,60). É evidente que os profetas de hoje como aqueles de antes são rejeitados, julgados e até condenados pelos dirigentes e pelos entendidos, mas isso não deve impedir que as mulheres, os homens, os jovens, denunciem as injustiças e lhes exijam uma transformação profunda na nossa sociedade.
Esses profetas devem ter a audácia de empreender novos caminhos que talvez não sejam mesmo bem-entendidos e eles devam demonstrar a sua humildade, isto é, saber retirar-se para deixar o lugar àquele ou àquela que possa mudar as coisas. Como João Batista, o precursor de Cristo: “É preciso que ele cresça e eu diminua” (Jo 3,30).
A todas e a todos que acreditam na justiça e que ela é sempre possível de fazer o mundo melhor, desejo-lhes uma feliz festa Nacional, um bom dia de São Batista!

Fonte:http://www.ihu.unisinos.br/

HISTÓRIA E BIOGRAFIA

João Baptista (Judeia, 2 a.C.27 d.C.) foi um pregador judeu do início do século I, citado pelo historiador Flávio Josefo e os autores dos quatro Evangelhos da Bíblia.
Segundo a narração do Evangelho de São Lucas, João Batista era filho do sacerdote Zacarias e Isabel (ou Elizabete), prima de Maria, mãe de Jesus. Foi profeta e é considerado, principalmente pelos cristãos ortodoxos, como o "precursor"[1] do prometido Messias, Jesus Cristo. Baptizou muitos judeus, incluindo Jesus, no rio Jordão, e introduziu o baptismo de gentios nos rituais de conversão judaicos, que mais tarde foram adotados pelo cristianismo.

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O Batismo de Cristo, quadro dos artistas Andrea del Verrocchio e Leonardo da Vinci que mostra São João Batista batizando Jesus Cristo

O Precursor, Profeta e Mártir
Nascimento2 a.C.
Morte27 (28 anos)
Veneração porIgreja Católica,Igreja Ortodoxa eComunhão Anglicana
Festa litúrgica24 de Junho, natividade29 de Agosto, decapitação

Infância e educação



João nasceu numa pequena aldeia chamada Aim Karim, a cerca de seis quilômetros lineares de distância a oeste de Jerusalém.[carece de fontes?] Segundo interpretações do Evangelho de Lucas, era um nazireu de nascimento. Outros documentos defendem que pertencia à facção nazarita da Palestina, integrando-a na puberdade, era considerado, por muitos, um homem consagrado. De acordo com a cronologia neste artigo, João teria nascido no ano 7 a.C.; os historiadores religiosos tendem a aproximar esta data do ano 1º, apontando-a para 2 a.C..

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Giampietrino. A Virgem Amamentando o Menino e São João Batista Criança em Adoração, c. 1500-20

Como era prática ritual entre os judeus, o seu pai Zacarias teria procedido à cerimónia da circuncisão, ao oitavo dia de vida do menino. A sua educação foi grandemente influenciada pelas acções religiosas e pela vida no templo, uma vez que o seu pai era um sacerdote e a sua mãe pertencia a uma sociedade chamada "as filhas de Araão", as quais cumpriam com determinados procedimentos importantes na sociedade religiosa da altura.
Aos 6 anos de idade, de acordo com a educação sistemática judaica, todos os meninos deveriam iniciar a sua aprendizagem "escolar". Em Judá não existia uma escola, pelo que terá sido o seu pai e a sua mãe a ensiná-lo a ler e a escrever, e a instruí-lo nas actividades regulares.
Aos 14 anos há uma mudança no ensino. Os meninos, graduados nas escolas da sinagoga, iniciam um novo ciclo na sua educação. Como não existia uma escola em Judá, os seus pais terão decidido levar João a Engedi (atual Qumram) com o fito de este ser iniciado na educação nazarita.
João terá efectuado os votos de nazarita que incluíam abster-se de bebidas intoxicantes, o deixar o cabelo crescer, e o não tocar nos mortos. As ofertas que faziam parte do ritual foram entregues em frente ao templo de Jerusalém como caracterizava o ritual.
Engedi era a sede ao sul da irmandade nazarita, situava-se perto do Mar Morto e era liderada por um homem, reconhecido, de nome Ebner.

Morte dos pais e início da vida adulta


O pai de João, Zacarias, terá morrido no ano 12 d.C.. João teria 18-19 anos de idade, e terá sido um esforço manter o seu voto de não tocar nos mortos. Com a morte do seu pai, Isabel ficaria dependente de João para o seu sustento. Era normal ser o filho mais velho a sustentar a família com a morte do pai. João seria filho único. Para se poder manter próximo de Engedi e ajudar a sua mãe, eles terão se mudado, de Judá para Hebrom (o deserto da Judeia). Ali João terá iniciado uma vida de pastor, juntando-se às dezenas de grupos ascetas que deambulavam por aquela região, e que se juntavam amigavelmente e conviviam com os nazaritas de Engedi.

Isabel terá morrido no ano 22.d.C e foi sepultada em Hebrom. João ofereceu todos os seus bens de família à irmandade nazarita e aliviou-se de todas as responsabilidades sociais, iniciando a sua preparação para aquele que se tornou um “objectivo de vida” - pregar aos gentios e admoestar os judeus, anunciando a proximidade de um “Messias” que estabeleceria o “Reino do Céu”.

De acordo com um médico da Antioquia, que residia em Písia, de nome Lucas, João terá iniciado o seu trabalho de pregador no 15º ano do reinado de Tibério. Lucas foi um discípulo de Paulo, e morreu em 90. A sua herança escrita, narrada no "Evangelho segundo São Lucas" e "Actos dos Apóstolos" foram compiladas em acordo com os seus apontamentos dos conhecimentos de Paulo e de algumas testemunhas que ele considerou. Este 15º ano do reinado de Tibério César terá marcado, então, o início da pregação pública de João e a sua angariação de discípulos por toda a Judeia em acordo com o Novo Testamento.

Esta data choca com os acontecimentos cronológicos. O ano 15 do reinado de Tibério ocorreu no ano 29 d.C.. Nesta data, quer João Baptista, quer Jesus teriam provavelmente 36 a 37 anos de idade. Desta forma, considera-se que Lucas tenha errado na datação dos acontecimentos.

Influência religiosa

É perspectiva comum que a principal influência na vida de João terá sido o registros que lhe chegaram sobre o profeta Elias. Mesmo a sua forma de vestir com peles de animais e o seu método de exortação nos seus discursos públicos, demonstravam uma admiração pelos métodos antepassados do profeta Elias. Foi muitas vezes chamado de “encarnação de Elias” e o Novo Testamento, pelas palavras de Lucas, refere mesmo que existia uma incidência do Espírito de Elias nas ações de João.

O Discurso principal de João era a respeito da vinda do Messias. Grandemente esperado por todos os judeus, o Messias era a fonte de toda as esperanças deste povo em restaurar a sua dignidade como nação independente. Os judeus defendiam a ideia da sua nacionalidade ter iniciado com Abraão, e que esta atingiria o seu ponto culminar com achegada do Messias. João advertia os judeus e convertia gentios, e isto tornou-o amado por uns e desprezado por outros.

Importante notar que João não introduziu o baptismo no conceito judaico, este já era uma cerimónia praticada. A inovação de João terá sido a abertura da cerimónia à conversão dos gentios, causando assim muita polémica.

Numa pequena aldeia de nome “Adão” João pregou a respeito “daquele que viria”, do qual não seria digno nem de apertar as alparcas (as correias das sandálias). Nessa aldeia também, João acusou Herodes e repreendeu-o no seu discurso, por este ter uma ligação com a sua cunhada Herodíades, que era mulher de Filipe, rei da Ituréia e Traconites (irmão de Herodes Antipas I). Esta acusação pública chegou aos ouvidos do tetrarca e valeu-lhe a prisão e a pena capital por decapitação alguns meses mais tarde.

 O batismo de Jesus

João batizava em Pela, quando Jesus se aproximou, na margem do rio Jordão. A síntese bíblica do acontecimento é resumida, mas denota alguns fatores fundamentais no sentimento da experiência de João. Nesta altura João encontrava-se no auge das suas pregações. Teria já entre 25 a 30 discípulos e batizava judeus e gentios arrependidos. Neste tempo os judeus acreditavam que Deus castigava não só os iníquos, mas as suas gerações descendentes. Eles acreditavam que apenas um judeu poderia ser o culpado do castigo de toda a nação. O baptismo para muitos dos judeus não era o resultado de um arrependimento pessoal. O trabalho de João progredia [carece de fontes?].

Os relatos Bíblicos contam a história da voz que se ouviu, quando João batizou Jesus, dizendo “este é o Meu filho amado no qual ponho toda a minha complascência”. Refere que uma pomba esvoaçou sobre os dois personagens dentro do rio, e relacionam essa ave com uma manifestação do Espírito Santo. Este acontecimento sem qualquer repetição histórica tem servido por base a imensas doutrinas religiosas.

 Prisão e morte

O aprisionamento de João ocorreu na Pereia, a mando do Rei Herodes Antipas I no 6º mês do ano 26 d.C.. Ele foi levado para a fortaleza de Macaeros (Maqueronte), onde foi mantido por dez meses até ao dia de sua morte. O motivo desse aprisionamento apontava para a liderança de uma revolução. Herodias, por intermédio de sua filha, tradicionalmente chamada de Salomé, conseguiu coagir o Rei na morte de João, e a sua cabeça foi-lhe entregue numa bandeja de prata.

Os discípulos de João trataram do sepultamento do seu corpo e de anunciar a sua morte ao seu primo Jesus.

Importância para a religião

Cristianismo

Flávio Josefo um historiador do século I relacionou a derrota do exercito de Herodes frente a Aretas IV (Rei da Nabateia) se deveria ao facto da prisão e morte de João Baptista – um homem consagrado que pregava a purificação pelo Baptismo.

Flávio Josefo refere também que o povo se reunia em grande número para ouvir João Baptista, e Herodes temeu que João pudesse liderar uma rebelião, mandando-o prender na prisão de Maqueronte e de seguida matou-o.

 Outras religiões

Igreja Batista A teoria de sucessão apostólica ou JJJ (João - Jordão - Jerusalém) postula que os batistas atuais descendem de João Batista e que a igreja continuou através de uma sucessão de igrejas (ou grupos) que batizavam apenas adultos, como os montanistas, novacianos, donatistas, paulícianos, bogomilos, albigenses e cátaros, valdenses e anabatistas. Os batistas landmarkistas utilizam este ponto de vista para se auto-proclamar única igreja verdadeira.

 São João Batista no Espiritismo

Para os Espíritas, Elias Reencarnou como João Batista.

São João Batista no Mandeísmo

João Baptista é venerado como messias pelo mandeísmo. João Baptista é também considerado pelos muçulmanos como um dos grandes profetas do Islão.

São João Batista na Umbanda

Nesta religião afro-brasileira, este santo é sincretizado como uma das manifestações do orixá Xangô na Umbanda e é responsável nesta crença, por um agrupamento de espíritos que trabalha com a saúde e o conhecimento, chamada de Linha do Oriente, por congregar além de médicos e cientistas, hindus, muçulmanos e outros povos.

 São João Batista no Islamismo

São João Batista também é reverenciado pelos muçulmanos como sendo um dos seus profetas.

São João Batista na Maçonaria

São João Batista é aclamado pela Francomaçonaria como seu padroeiro.

Filosofia religiosa

João era um judeu de educação. Toda a filosofia judaica foi-lhe incutida desde criança. No tempo de João Baptista o povo vivia subjugado à soberania dos chamados gentios havia quase cem anos. A desilusão nacional levantava inúmeras questões a respeito dos ensinamentos de Moisés, do desocupado trono de David e dos pecados da nação.

Era difícil de explicar na religião daquele povo a razão pela qual o trono de David se encontrava vazio. A tendência do povo era justificar os acontecimentos adversos com um provável “pecado nacional”, tal como tinha acontecido anteriormente no cativeiro da Babilónia, e outros mais.

Os judeus acreditavam na previsão de Daniel a respeito do Messias, e consideravam que a chegada desse prometido iniciaria uma nova época – a do Reino do céu. A pregação de João é fortemente influenciada pela antevisão do "Reino dos Céus". E os ouvintes acreditavam que o esperado Messias estaria para chegar e restaurar a soberania do povo que eles definiam como escolhido, e iniciar uma nova época na Terra: a época de justiça.

A pergunta era quando. A fé de todos defendia que seria ainda naquela geração, e João vinha confirmar o credo. A fama da sua pregação era o facto deste pregador ser tão convicto ao anunciar o Messias para breve. Milhares de pessoas, na sua ânsia pela liberdade acreditavam devotamente em João e nas sua admoestações.

Muitos judeus acreditavam que o Reino dos Céus iria ser governado na terra por Deus em via directa. Outros acreditavam que Deus teria um representante – o Messias, que serviria de intermediário entre Deus e os Homens. Os judeus acreditavam que esse reino seria um reino real, e não um reino espiritual como os cristão mais tarde doutrinaram. Foi esse o motivo da negação de Jesus como o Messias, por parte da maioria do povo Judeu.

João pregava que o "Reino de Deus" estaria "ao alcance das mãos" e essa pregação reunia em sua volta centenas de pessoas sedentos de palavras que lhes prometessem que o seu jugo estava próximo do fim.

João escolheu o Vau de Betânia para pregar. Este local de passagem era frequentada por inúmeros viajantes que levavam a mensagem de João a lugares distantes. Isto favoreceu grandemente o espalhar das suas palavras. Quando ele disse "até destas pedras pode Deus suscitar filhos a Abraão"[2] ele referia-se à 12 pedras que Josué tinha mandado colocar na passagem do rio, simbolizando as doze tribos, na primeira entrada do povo na Terra Prometida.

João era um pregador heróico. Ele falava ao povo expondo os líderes iníquos e as suas transgressões. Quando o assemelhavam a Elias, era porque este tinha o mesmo aspecto rude e admoestador do seu antecessor. João não queria simpatia. Ele pregava a mudança, chamava "raça de víboras" e com o indicador apontado, tal como Elias o tinha feito anteriormente, e isto o categorizou como profeta.

João tinha discípulos. Isto significa que ele ensinava. Ele tinha aprendizes com quem dispensava algum tempo em ensinar. Havia interesse nas suas palavras e filosofia nos seus ensinamentos.

Cronologia

Herodes “o Grande” conquistou o lugar de governador da Galileia em 44 a.C.. Dirigiu uma batalha contra os Hasmoneus que o levaram ao Sanhédrin (Sinédrio) para ser julgado, invocando a pena capital. Hircano II concedeu-lhe a deportação para a Síria, que na altura era uma província romana. Na Síria, e por intermédio da autoridade romana foi estabelecido como governador de uma província chamada Coele-Síria – capital do povo de Israel em tempos remotos.

Herodes liderou a defesa dos ataques de Aristóbulo II. Isto promoveu uma amizade com Marco António e como resultado dessa amizade obteve o seu coroamento em 40 a.C.. Foram precisos mais três anos para que chegasse a Jerusalém e se tornasse pleno soberano na Judeia, em 37 a.C., tendo morrido 33 anos depois. Os dias do seu reinado começaram a contar a partir de 37 a.C., data da conquista de Jerusalém.

Herodes morreu em 4 a.C. e era vivo na altura do nascimento de Jesus e de João Baptista, tal como é manifesto em todos os registos.

Quando Marco António morreu, Herodes mudou a sua estratégia política colocando-se ao lado de Octaviano, o auto-intitulado César Augusto. Foi este o César que decretou o recenseamento de todo o império romano no 3º mês do ano 8 a.C., por forma a melhorar o processo de colecção de impostos e tributos.

Os judeus sempre ofereceram resistência a este tipo de contagem do povo. (I crónicas 21) Por este motivo, no reino de Herodes, essa contagem sofreu um atraso de 1 ano, sendo protelada até ao 7aC, com uma enorme intervenção de Hillel (Aliyah) que era o ha-Nasi (presidente do Sanhédrin desde 30 a.C. a 10 d.C.).

Jesus nasceu no ano do recenseamento. José foi a Belém para recensear a sua família, e foi em Belém que Jesus Nasceu. Em Belém o registo da ocorrência do recenseamento do povo ocorre no mês 8º do ano 31 do reinado de Herodes “o grande”, tendo este morrido 2 anos depois em 4 a.C.. Isto coloca o nascimento de Jesus em Agosto de 7aC.

Segundo o registo do Evangelho segundo São Lucas, Isabel estaria com 6 meses de gestação quando foi visitada por Maria. E Maria já sabia estar grávida o que carecia pelo menos de 1 mês para o efeito. Considerando estes dados, poderíamos dizer que os meninos teriam 5 meses de diferença, o que remeteria o nascimento de João para o segundo mês do mesmo ano – Fevereiro de 7 a.C..

Referências

  1. Nascimento do Sagrado Glorioso Profeta, Precursor e Batista João. Orthodox Church of America.
  2. Evangelho segundo Lucas, 3:8

 Fontes e Bibliografia

  • A Bíblia NT – Versão dos Capuchinhos.
  • Calvocoresse, Peter, Who's Who in the Bible, Londres: Penguin Books, 1988
  • Cohn-Sherbok, Dan, A Concise Encyclopedia of Judaísm, Oxford: Oneworld, 1988
  • Comay, Joan, Who's Who in Jewish History After the Period of the Old Testament, Londres: Weidenfeld and Nicolson, 1974
  • Rolef, Susan Hattis (editora), Political Dictionary of the State of Israel, 2ª edição, Jerusalém: Jerusalem Publishing House, 1993
  • Goodman, Philip, The Yom Kippur Anthology, Filadélfia: The Jewish Publication society in America 1971 (referências a Hashanah Anthology e The Shavuot Anthology, do mesmo autor).
  • Greenberg, Rabi Irving, The Jewish Way, Living with the Holidays, Nova Iorque: Summit Books, 1988
NATIVIDADE

A Natividade de São João Batista, é uma solenidade celebrada pela Igreja Católica aos 24 de junho de cada ano.
João Batista é o único santo, além da Virgem Maria,, de que se celebra o nascimento tanto para a terra, quanto para o céu. Segundo os evagelhos, é o maior dos profetas (Lc 7, 26-28), porque pôde apresentar o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1, 29. 36). Sua vocação reveste-se de acontecimentos extraordinários, repletos de júbilo messiânico, que preparam o nascimento de Jesus (cf. Lc 1, 14. 58). João é precursor de Cristo pela palavra e pela vida (Mc 3, 11). A data da festa, três meses após a Anunciação do Senhor, e seis meses antes do Natal, corresonde às indicações de Lucas (Lc 1, 36. 56-57). Era filho de Zacarias e de Isabel.

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São João Baptista, por Guido Reni.

Prefácio: "A Missão do Precursor"
  • O Senhor esteja convosco!
  • Ele está no meio de nós!
  • Corações ao alto.
  • O nosso coração está em Deus!
  • Demos graças ao Senhor, nosso Deus!
  • É nosso dever e nossa salvação!
Na verdade é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças sempre e em todo lugar, Senhor Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, Senhor nosso.
Proclamamos hoje as maravilhas que operastes em São João Batista, precursor de Vosso Filho e Senhor nosso, consagrado como o maior entre os nascidos de mulher.
Ainda no seio materno, ele exultou com a chegada do Salvador da Humanidade, e seu nascimento trouxe grande alegria.
Foi o único dos profetas que que mostrou o Cordeiro Redentor. Batizou o próprio autor do Batismo, nas águas assim santificadas, e, derramando seu sangue, mereceu dar o perfeito testemunho de Cristo.
Por esta razão, unidos aos anjos e a todos os santos, nós vos aclamamos jubilosos, cantando (dizendo) a uma só voz:
Santo, Santo, Santo,
Senhor, Deus do universo!
O céu e a terra proclamam a Vossa glória.
Hosana nas alturas!
Bendito o que vem em nome do Senhor!
Hosana nas alturas!

Bênção Solene

  • O Senhor esteja convosco!
  • Ele está no meio de nós!
O Deus que é nosso Pai, e nos reuniu hoje para celebrar a festa de São João Batista (padroeiro de nossa Comunidade, ou Paróquia, ouDiocese,ouArquidiocese), vos abençoe, vos proteja de todo mal e vos confirme na sua paz.
Amém!
O Cristo Senhor que manifestou em São João Batista a força renovadora da Páscoa, vos torne testemunhas de seu Evangelho.
Amém!
O Espírito Santo que em São João Batista nos ofereceu um sinal de solidariedade fraterna, vos torne capazes de criar na Igraja uma comunhão de e amor.
Amém!
Abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai e Filho e + Espírito Santo.
Amém!

Ver também

 Fontes e Bibliografia

Missal Romano, Paulus; 10ªedição-2006

Fonte:Wikipédia


São João Batista, rogai por nós!!!


Iniciemos em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém
História de São João – vamos recordar
Com muita alegria, a Igreja, solenemente, celebra o nascimento de São João Batista. Santo que, juntamente com a Santíssima Virgem Maria, é o único a ter o aniversário natalício recordado pela liturgia.
São João Batista nasceu seis meses antes de Jesus Cristo, seu primo, e foi um anjo quem revelou o seu nome ao seu pai, Zacarias, que há muitos anos rezava com sua esposa para terem um filho.
Estudiosos mostram que possivelmente depois de idade adequada, João teria participado da vida monástica de uma comunidade rigorista, na qual, à beira do Rio Jordão ou Mar Morto, vivia em profunda penitência e oração. Pode-se chegar a essa conclusão a partir do texto de Mateus: “João usava um traje de pêlo de camelo, com um cinto de couro à volta dos rins; alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre”.
O que o tornou tão importante para a história do Cristianismo é que, além de ser o último profeta a anunciar o Messias, foi ele quem preparou o caminho do Senhor com pregações conclamando os fiéis à mudança de vida e ao batismo de penitência (por isso “Batista”). Como nos ensinam as Sagradas Escirturas: “Eu vos batizo na água, em vista da conversão; mas aquele que vem depois de mim é mais forte do que eu: eu não sou digno de tirar-lhe as sandálias; ele vos batizará no Espírito Santo” (Mateus 3,11).
Os Evangelhos nos revelam a inauguração da missão salvífica de Jesus a partir do batismo recebido pelas mãos do precursor João e da manifestação da Trindade Santa.
São João, ao reconhecer e apresentar Jesus como o Cristo, continuou sua missão em sentido descendente, a fim de que somente o Messias aparecesse. Grande anunciador do Reino e denunciador dos pecados, ele foi preso por não concordar com as atitudes pecaminosas de Herodes, acabando decapitado devido ao ódio de Herodíades, que fora esposa do irmão deste [Herodes], com a qual este vivia pecaminosamente.
O grande santo morreu na santidade e reconhecido pelo próprio Cristo: “Em verdade eu vos digo, dentre os que nasceram de mulher, não surgiu ninguém maior que João , o Batista” (Mateus 11,11).
São João Batista, rogai por nós!
Oração a São João Batista
São João Batista, voz que clama no deserto: “Endireitar os Caminhos do Senhor… fazei penitência,porque no meio de vós está quem vós não conheceis e do qual eu não sou digno de desatar os cordões das sandalhas”, ajudai-me a fazer penitência das minhas faltas para que eu me torne digno do perdão daquele que vós anunciastes com estas palavras: “Eis o Cordeiro de Deus, eis aquele que tira os pecados do mundo”.
Ajudai-me na conversão do meu coração para Deus e ao próximo, especialmente o mais necessitado; e me comprometer inteiramente com Cristo e sua Igreja.
Peço-vos, também, que ajudeis em minhas dificuldades e me alcanceis a graça, que humildemente suplico a Deus, por vossa poderosa intercessão: (pedir a graça). E assim, possa assumir a Missão de anunciar o Evangelho como membro ativo de minha comunidade. AMÉM.
Rezar: 1 Pai Nosso.. 1 Ave Maria.. e Glória ao Pai.
V- São João Batista, pregador da penitência
R- Rogai por nós!
V- São João Batista, precursor do Messias.
R- Rogai por nós!
V- São João Batista, alegria do povo.
R- Rogai por nós, que recorremos a vós!

São João Batista, rogai por nós

Fonte:http://oanunciador.com/